Ao escrever o artigo anterior; mal sabia o que me aguardava:
Vale a pena prestar atenção aos sinais que a vida nos envia o tempo todo; em especial no inicio de cada novo ciclo de aprendizado. Errando e aprendendo é uma dolorosa verdade; melhor seria aplicar o conceito de Jesus: vigiar muito para errar menos. Vou dividir com os amigos do bloog os sinais que me foram enviados para ficar esperto em 2009. Talvez seja meu ano de cuidar dos escorregões verbais, dos impulsos não contidos e das idéias mal colocadas que podem magoar ou incutir medo nas pessoas. Ele mal começou e já paguei dois micos; fui obrigado pela reflexão a um pedido de desculpas e um pedido de perdão a pessoas a quem tenho muito respeito, carinho e gratidão. Sempre procuramos nos justificar – preciso ficar atento a este vício durante este ano/ciclo – as justificativas que usei: a intenção era boa; a forma foi um desastre; não servem; pois como diz o ditado: de boas intenções o inferno está cheio. Quando estamos atentos, percebemos as verdades; e esta é dolorosa: melhor perdoar do que ser perdoado – antes de usarmos a reflexão com persistência, não entendemos bem; achamos que perdoar é muito difícil e sofrido; quando não; é exatamente o contrário; ser perdoado fere muito nossa vaidade, orgulho e até o sentimento de valia ou auto-estima.
Vamos usar meus micos para refletir um pouco mais sobre perdoar e ser perdoado; desculpar e ser desculpado – desenterrando velhos escritos; com certeza; não aprendidos pelo autor:
Desculpar-se é a mesma coisa que pedir perdão?
Há diferença entre um pedido de desculpas e uma solicitação de perdão, que nem sempre é percebida pelas pessoas viciadas em se desculpar; em virtude desse hábito, costumam fazer tudo malfeito, não costumam se responsabilizar pelos seus erros, pois contam com o infalível álibi do pedido de desculpas; até que um dia se defrontem com alguém que não as desculpe e que lhes sirva de corretivo. Nessa situação, costuma julgar o outro como um carrasco e magoam-se, às vezes, até retaliam.
Originalmente o pedido de desculpas não é resultado de uma reflexão mais profunda a respeito do ocorrido e geralmente acompanha uma falta ou uma ofensa não intencional, uma imprudência, um descuido, um quase acidente. O pedido de perdão é algo mais profundo que segue uma reflexão, e na maior parte das vezes, origina-se de uma falta mais grave ou uma ofensa mais profunda acompanhada da intenção de reparar.
O que significa aprender a pedir perdão?
Desculpar-se, qualquer um se desculpa.
Pedir o perdão é um exercício de humildade (pois, o orgulho e a vaidade são tumores espirituais bem enraizados e a cirurgia moral que envolve o pedido de perdão, traz junto um pós-operatório sofrido).
Ser humilde significa ser sábio e também ser forte, conhecedor de suas possibilidades, e de suas limitações. Implica em desenvolver a coragem. Portanto, aprender a desenvolver a capacidade de pedir perdão reflete no fortalecimento de uma série de virtudes interligadas. Algumas pessoas pedem perdão como se estivessem pedindo desculpas ou até como se estivessem fazendo um favor àqueles a quem ofenderam. Falam em ser perdoados, mas não há nelas um sentimento de arrependimento verdadeiro, condição primeira de conduzir à reforma do padrão de atitudes.
Aqueles que ainda são incapazes de pedir perdão precisam exercitar o raciocínio para se tornarem mais sábios e desenvolver a coragem de expor suas próprias necessidades e limitações para que não aprendam do jeito mais difícil que é através da dor ou do sofrimento que humilha.
Não basta pedir perdão?
Aprender a pedir perdão implica em profunda reflexão seguida da intenção de modificar-se a si mesmo e à situação. Para que isso se efetive o pensar/sentir/agir devem estar alinhados dando o primeiro passo que é a intenção de reparar. Na seqüência a intenção deve ser traduzida em ação; ou seja, na mudança do padrão de atitudes.
É preciso que nos preparemos para sermos perdoados de fato, porque palavras não seguidas de atitudes não têm a capacidade de sensibilizar aqueles a quem ofendemos.
Para desenvolver a capacidade do amor é preciso aprender a transitar pela estrada do perdão que é uma via de mão dupla, perdoar num sentido e ser perdoado no outro para não andar na contramão da evolução que pode causar o desastre da dor e do sofrer. Aprender a pedir perdão implica em desenvolver a capacidade de perdoar. Uma não existe sem a outra.
Exercício de reflexão.
“Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” – é uma verdade relativa; muito relativa – pois, mesmo as mãos amigas se cansam...
Não entendi os sinais que dei a mim mesmo ao ceder ao impulso de trabalhar em meus escritos nas vias de comunicação com os amigos a respeito do perdão e da cooperação. Na verdade era um auto-aviso, quando falamos ou escrevemos o fazemos a nós mesmos – É processo de projeção. Um dos efeitos colaterais do perdão solicitado ou não; é a culpa ou remorso e, só há um remédio: a prática do bem sem cessar e a mudança no padrão de atitudes, sem essa atitude; nada feito.
Sei o que se passa na cabeça das pessoas a quem escandalizei: “Américo, você não aprende! Que vontade de te dar um soco!” – devo ficar esperto e não levar isso na brincadeira; pois, se não vigiar muito – corro o riso de levar mesmo um soco – claro que não dessas pessoas. Mas, o pior de tudo: perder a confiança e o carinho dos amigos...
Paz.
Minha lista de blogs
domingo, 4 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
COMEÇAR O ANO COM O CORAÇÃO LIMPO
Das propostas para viver melhor neste ano que se inicia; uma que não deve faltar é o aprendizado do perdão, nas mais miúdas situações do dia a dia – Claro que a maioria de nós tem mágoas antigas; até ódio e ressentimento; algumas dessas mágoas até nos parecem intransponíveis. Mas, somos seres para os quais não há limites que não possam ser superados; basta saber, querer, perseverar e aguardar o concurso do tempo. Além de viver simples; falar menos e agir mais; uma proposta interessante que podemos fazer a nós mesmos; e que pode mudar nossa vida de ora em diante: aprender a perdoar.
Aprender a perdoar é educar-se para viver mais feliz.
Mas, a lei do trabalho não pode ser ignorada:
Como todo fato educativo o aprendizado do perdão obedece a uma seqüência lógica: teoria, metodologia e prática. Somos um fato educativo. Nós nos educamos entre nós e nos auto/educamos. Essa interatividade e conexão tanto ajuda quanto pode atrapalhar.
Uma das dificuldades: nós queremos mestres sem nos auto/educarmos; queremos dar palpites ou fazer as lições dos outros sem termos finalizado as nossas ou concluído o curso. Essa atitude gera uma infinidade de desvios de rota a necessitar correção.
O aprendizado do perdão constitui-se de várias etapas seqüenciais:
Fase instintiva ou sensitiva
Ao começar a sentir a diferença entre as sensações geradas pelo ódio, raiva ou desamor e as sensações experimentadas no perdão, no entendimento e no amor, começamos a buscar instintivamente qual delas preferimos. É o que ocorre com o animal que perdoa instintivamente até porque ele ainda não é capaz de intelectualizar a ofensa.
Fase intelectual
Ao optar pelas sensações que seguem o perdão e ao tentar torná-las perenes tem inicio a primeira fase do perdão sob controle: a intelectual.
Fase emocional
Depois de identificar o melhor tipo de sensação e de ter decidido torná-la constante essa escolha recebe a contribuição do amplificador que é o campo emocional somado ao das sensações na tarefa de manter o controle do aprendizado.
Fase sentimento
Quando a razão consegue alinhar-se com o instinto e a emoção, o perdão torna-se um sentimento a ser desenvolvido até que se alcance a fase do perdão incondicional ou natural.
O perdão como sinalizador da nossa evolução.
O estudo da vida daqueles que atingiram uma condição evolutiva que lhes permite serem considerados modelos pode ser um recurso a balizar nossa própria evolução. O que nos desanima? Esquecemos que virtudes são conquistas humanas e não presentes da natureza para alguns privilegiados. Nossa capacidade de perdoar deve ser desenvolvida de forma intermitente, experiência após experiência para que possamos incorporar ao nosso acervo a capacidade de perdoar em qualquer que seja a circunstância. Cada um deve inventar o seu jeito de perdoar, mas podemos lançar mão de recursos simples: Anotemos tudo. Usemos a empatia (colocar-se no lugar do outro). Experimentemos orar e vibrar de forma positiva pelos que nos ofenderam. Sigamos em frente focando nossa consciência nas coisas úteis e prazerosas para nós. Faça isso de forma alegre e brincalhona – vacine-se contra o câncer, pois na sua constituição, a mágoa sempre está presente...
Paz.
Aprender a perdoar é educar-se para viver mais feliz.
Mas, a lei do trabalho não pode ser ignorada:
Como todo fato educativo o aprendizado do perdão obedece a uma seqüência lógica: teoria, metodologia e prática. Somos um fato educativo. Nós nos educamos entre nós e nos auto/educamos. Essa interatividade e conexão tanto ajuda quanto pode atrapalhar.
Uma das dificuldades: nós queremos mestres sem nos auto/educarmos; queremos dar palpites ou fazer as lições dos outros sem termos finalizado as nossas ou concluído o curso. Essa atitude gera uma infinidade de desvios de rota a necessitar correção.
O aprendizado do perdão constitui-se de várias etapas seqüenciais:
Fase instintiva ou sensitiva
Ao começar a sentir a diferença entre as sensações geradas pelo ódio, raiva ou desamor e as sensações experimentadas no perdão, no entendimento e no amor, começamos a buscar instintivamente qual delas preferimos. É o que ocorre com o animal que perdoa instintivamente até porque ele ainda não é capaz de intelectualizar a ofensa.
Fase intelectual
Ao optar pelas sensações que seguem o perdão e ao tentar torná-las perenes tem inicio a primeira fase do perdão sob controle: a intelectual.
Fase emocional
Depois de identificar o melhor tipo de sensação e de ter decidido torná-la constante essa escolha recebe a contribuição do amplificador que é o campo emocional somado ao das sensações na tarefa de manter o controle do aprendizado.
Fase sentimento
Quando a razão consegue alinhar-se com o instinto e a emoção, o perdão torna-se um sentimento a ser desenvolvido até que se alcance a fase do perdão incondicional ou natural.
O perdão como sinalizador da nossa evolução.
O estudo da vida daqueles que atingiram uma condição evolutiva que lhes permite serem considerados modelos pode ser um recurso a balizar nossa própria evolução. O que nos desanima? Esquecemos que virtudes são conquistas humanas e não presentes da natureza para alguns privilegiados. Nossa capacidade de perdoar deve ser desenvolvida de forma intermitente, experiência após experiência para que possamos incorporar ao nosso acervo a capacidade de perdoar em qualquer que seja a circunstância. Cada um deve inventar o seu jeito de perdoar, mas podemos lançar mão de recursos simples: Anotemos tudo. Usemos a empatia (colocar-se no lugar do outro). Experimentemos orar e vibrar de forma positiva pelos que nos ofenderam. Sigamos em frente focando nossa consciência nas coisas úteis e prazerosas para nós. Faça isso de forma alegre e brincalhona – vacine-se contra o câncer, pois na sua constituição, a mágoa sempre está presente...
Paz.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
BOA NOTÍCIA - VAI FUNDO LURIAN
Amigos, eu fiquei muito feliz neste primeiro ano de 2009 – Confesso que sou um descrente da qualidade humana de todos nós (principalmente a minha) – inclusive dos políticos do país. Mas, conheci os protagonistas desta notícia e fico feliz; até certo ponto; depois explico.
Notícias
Fotos
function abre(url,janela,larg,alt,scroll){
if (!scroll) { scroll='auto' }
window.open(url,janela,"toolbar=no,location=no,directories=no,status=no,menubar=no,scrollbars="+scroll+",resizable=no,copyhistory=no,width="+larg+",height="+alt);
}
Lurian Cordeiro da Silva assumiu a secretaria municipal de Ação Social de São José
Fabricio Escandiuzzi/Especial para Terra
Fabrício EscandiuzziDireto de Florianópolis
A filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro da Silva, acompanhou na manhã desta quinta-feira a posse do prefeito de São José, Djalma Berger (PSB). Amanhã, ela assume oficialmente o cargo de secretária de Ação Social do município.
Irmão do prefeito reeleito de Florianópolis Dário Berger (PMDB), Djalma deixou a Câmara dos Deputados para assumir o quarto município mais populoso de Santa Catarina.
» vc repórter: mande fotos e relatos
"Pretendo realizar um bom trabalho aqui, tal como o Dário realizou durante dois mandatos", destacou o prefeito. "Sabemos das dificuldades de caixa da prefeitura, mas iremos recuperar São José", completou.
Lurian esteve acompanhada pelos irmãos Berger durante toda a solenidade. Ela destacou ser um grande desafio assumir a secretaria de Ação Social e acrescentou que aceitou o cargo por contar com uma boa equipe.
"Formamos uma boa equipe , temos bons profissionais na secretaria. Além disso, estou contando com o apoio do prefeito Djalma, de autoridades do estado e de várias associações", disse.
Aos 34 anos, Lurian Cordeiro é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. A secretaria de Ação Social é o primeiro cargo público exercido pela filha do presidente Lula. "Acho que o desafio é muito grande, mas tenho certeza que irá render bons frutos", espera.
Especial para Terra
O que é isto?
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Menéame
Fresqui
Fonte Imprimir Enviar Rss Celular
Amigos, no começo de minha carreira como médico de famílias em SBC; conheci o batalhador Lula da Silva, líder metalúrgico iniciante; e convivi com sua admiradora Miriam que foi minha secretária durante alguns meses; pois seu perfil era de uma pessoa idealista, dinâmica, inteligente e inovadora que não conseguiria ficar “engessada” como secretária de um consultório iniciante e inexpressivo. A adoração (quando recordo; lágrimas vêm aos olhos deste hoje emotivo ser) que ela tinha pelo Lula era tanta que me chamou a atenção e passei a ver o líder nascente com outros olhos; continuo seu crítico admirador. Não interessa o que ocorreu; nada de críticas; muito menos condenações; pois quem está a salvo delas? Mas resumindo, eles se amaram e tiveram uma filha. O próprio nome talvez explique; não sei quem escolheu; mas LURIAN me parece uma fusão dos ideais de um Lula com uma Miriam – Nada disso, vem ao caso; muito menos interessa a nós cidadãos. A única intenção desta conversa é: VAI FUNDO LURIAN! – você está no lugar certo e no momento certo – mostre a todos que herdou os melhores GENS de seu pai e de sua mãe – transforme-se na mais fantástica Secretária de Ação Social que o município de São José SC – já teve – pelos últimos acontecimentos; eles estão precisando muito.
Conte com nosso minúsculo apoio.
Vai lá menina, arrebenta com os preconceitos tudo que vem junto- conquista a admiração de teu pai e terás a nossa.
Deus te abençoe.
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Lurian Cordeiro da Silva assumiu a secretaria municipal de Ação Social de São José
Fabricio Escandiuzzi/Especial para Terra
Fabrício EscandiuzziDireto de Florianópolis
A filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro da Silva, acompanhou na manhã desta quinta-feira a posse do prefeito de São José, Djalma Berger (PSB). Amanhã, ela assume oficialmente o cargo de secretária de Ação Social do município.
Irmão do prefeito reeleito de Florianópolis Dário Berger (PMDB), Djalma deixou a Câmara dos Deputados para assumir o quarto município mais populoso de Santa Catarina.
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"Pretendo realizar um bom trabalho aqui, tal como o Dário realizou durante dois mandatos", destacou o prefeito. "Sabemos das dificuldades de caixa da prefeitura, mas iremos recuperar São José", completou.
Lurian esteve acompanhada pelos irmãos Berger durante toda a solenidade. Ela destacou ser um grande desafio assumir a secretaria de Ação Social e acrescentou que aceitou o cargo por contar com uma boa equipe.
"Formamos uma boa equipe , temos bons profissionais na secretaria. Além disso, estou contando com o apoio do prefeito Djalma, de autoridades do estado e de várias associações", disse.
Aos 34 anos, Lurian Cordeiro é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. A secretaria de Ação Social é o primeiro cargo público exercido pela filha do presidente Lula. "Acho que o desafio é muito grande, mas tenho certeza que irá render bons frutos", espera.
Especial para Terra
O que é isto?
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Amigos, no começo de minha carreira como médico de famílias em SBC; conheci o batalhador Lula da Silva, líder metalúrgico iniciante; e convivi com sua admiradora Miriam que foi minha secretária durante alguns meses; pois seu perfil era de uma pessoa idealista, dinâmica, inteligente e inovadora que não conseguiria ficar “engessada” como secretária de um consultório iniciante e inexpressivo. A adoração (quando recordo; lágrimas vêm aos olhos deste hoje emotivo ser) que ela tinha pelo Lula era tanta que me chamou a atenção e passei a ver o líder nascente com outros olhos; continuo seu crítico admirador. Não interessa o que ocorreu; nada de críticas; muito menos condenações; pois quem está a salvo delas? Mas resumindo, eles se amaram e tiveram uma filha. O próprio nome talvez explique; não sei quem escolheu; mas LURIAN me parece uma fusão dos ideais de um Lula com uma Miriam – Nada disso, vem ao caso; muito menos interessa a nós cidadãos. A única intenção desta conversa é: VAI FUNDO LURIAN! – você está no lugar certo e no momento certo – mostre a todos que herdou os melhores GENS de seu pai e de sua mãe – transforme-se na mais fantástica Secretária de Ação Social que o município de São José SC – já teve – pelos últimos acontecimentos; eles estão precisando muito.
Conte com nosso minúsculo apoio.
Vai lá menina, arrebenta com os preconceitos tudo que vem junto- conquista a admiração de teu pai e terás a nossa.
Deus te abençoe.
2009 - ANO DE ADQUIRIR E EXPANDIR A CONSCIÊNCIA
Aproveitaremos o início do ano para conversar sobre as perspectivas para o ano que se inicia – tanto no plano pessoal quanto no coletivo: economia, oportunidades de trabalho, relações afetivas e sociais - CRENÇAS.
PARTE I
Consciência de ser uma experiência inacabada
O ano que se inicia é o de “baixar a bola” em todos os sentidos; momento de furar as próprias “bolhas”; ano de “menos”; no sentido de viver simples e pensar muito; pois segundo as previsões de todos os tipos: provas e expiações para os apegados de todo tipo: finanças, pessoas, bens; ditarão a tônica e virão no atacado; claro que podem e devem ser transformadas em ditosas oportunidades de crescimento, prazer e alegria para os que já estiverem despertos: é o momento de atirar-se, de inovar, de criar e recriar (nada diferente dos anteriores - será?) - É hora de descartar a “titulação” para levar vantagem – mil diplomas não terá o valor de uma idéia inovadora bem executada - pois, se não formos portadores de nenhuma doença mental grave; temos consciência da relativa ignorância das nossas capacidades e da falta delas em muitos quesitos das vivências em andamento; ao nos conscientizarmos dessa realidade, nos livraremos de uma série de empecilhos à nossa paz íntima e coletiva. Pois, independente de qualquer coisa:
Nenhum de nós está pronto para coisa alguma - muito menos para a explosão desta bolha da economia.
A prontidão como a maturidade é relativa e interminável. Ninguém é pior ou melhor do que o outro; apenas uns já dominam melhor um tipo de experiência colocada em uso. Ao adquirirmos consciência disso, fica mais fácil a aceitação de nosso presente e, a vida de relação com as outras pessoas torna-se mais agradável; menos litigiosa. Também as cobranças e exigências íntimas tornam-se mais inteligentes, pois nenhum de nós deveria ser isso ou aquilo, apenas o que somos neste momento, e nele, cada um está vivendo as experiências possíveis e necessárias. O momento é de inovar, experimentar; Mas:
Antes de qualquer coisa, a experiência é uma equação matemática.
A arte de dominar a experiência ou prática é constituída de vários fatores interdependentes que definem o resultado do experimento: Prática = conhecimento x vontade x trabalho dividido pelo tempo.
· Conhecimento.
Devemos sempre buscar os recursos necessários para aprender e desenvolver a inteligência, pois ela escolhe qual o tipo de experiências iremos viver. Na condição de consciência primária, não é raro que tentemos fugir do saber, pois ele traz consigo responsabilidades que ainda não queremos assumir. Devido a essa atitude, é comum que entreguemos aos outros a tarefa de escolher o tipo de experimentos a que estaremos submetidos.
Ser submetido a algo é diferente de submeter-se.
· Vontade.
O desejo de querer é um atributo que deve ser desenvolvido.
· Trabalho.
Tudo na vida é conquistado, ninguém retém em seus arquivos; habilidades ou talentos que não seja capaz de dominar.
· Tempo.
Habitualmente, apenas dominamos o conceito linear de tempo: nós nos situamos em determinado ano, dia, hora; na verdade o tempo se interliga num sistema em rede na qual passado presente e futuro se relacionam. Use o seguinte raciocínio como guia: o tempo é a própria experiência em andamento.
Quem não adquirir consciência de quem é; e qual sua tarefa de vida, continuará cobaia dos poderosos de plantão; das doenças da moda; das notícias em tempo real.
Dica para sobreviver:
Reserve ao menos 1 hora ao dia para definir quem é – qual sua tarefa de vida. Não tem tempo? – Se estiver desempregado sobra tempo – Empregado, sobra os momentos de insônia...
Cansou? - É só o começo.
2009 – não será um ano de paz – mas, um período de muita luta – para que nós sejamos vencedores, basta planejar com inteligência.
Suas “bolhas” ainda não explodiram? – Faça isso você mesmo; para conhecer-se melhor...
Temas para bate – papo neste ano de 2009; continuarão na mesma toada dos anos anteriores; apenas mais intensos. Mas, caso o amigo tenha registrado o título em seu subconsciente; já estou mais do que satisfeito.
Chega; pois mesmo entre nossos amigos; muitos estão de ressaca; nem tanto de comida ou de bebida; mas, de dormir tarde e das interações energéticas familiares fora da rotina.
PARTE I
Consciência de ser uma experiência inacabada
O ano que se inicia é o de “baixar a bola” em todos os sentidos; momento de furar as próprias “bolhas”; ano de “menos”; no sentido de viver simples e pensar muito; pois segundo as previsões de todos os tipos: provas e expiações para os apegados de todo tipo: finanças, pessoas, bens; ditarão a tônica e virão no atacado; claro que podem e devem ser transformadas em ditosas oportunidades de crescimento, prazer e alegria para os que já estiverem despertos: é o momento de atirar-se, de inovar, de criar e recriar (nada diferente dos anteriores - será?) - É hora de descartar a “titulação” para levar vantagem – mil diplomas não terá o valor de uma idéia inovadora bem executada - pois, se não formos portadores de nenhuma doença mental grave; temos consciência da relativa ignorância das nossas capacidades e da falta delas em muitos quesitos das vivências em andamento; ao nos conscientizarmos dessa realidade, nos livraremos de uma série de empecilhos à nossa paz íntima e coletiva. Pois, independente de qualquer coisa:
Nenhum de nós está pronto para coisa alguma - muito menos para a explosão desta bolha da economia.
A prontidão como a maturidade é relativa e interminável. Ninguém é pior ou melhor do que o outro; apenas uns já dominam melhor um tipo de experiência colocada em uso. Ao adquirirmos consciência disso, fica mais fácil a aceitação de nosso presente e, a vida de relação com as outras pessoas torna-se mais agradável; menos litigiosa. Também as cobranças e exigências íntimas tornam-se mais inteligentes, pois nenhum de nós deveria ser isso ou aquilo, apenas o que somos neste momento, e nele, cada um está vivendo as experiências possíveis e necessárias. O momento é de inovar, experimentar; Mas:
Antes de qualquer coisa, a experiência é uma equação matemática.
A arte de dominar a experiência ou prática é constituída de vários fatores interdependentes que definem o resultado do experimento: Prática = conhecimento x vontade x trabalho dividido pelo tempo.
· Conhecimento.
Devemos sempre buscar os recursos necessários para aprender e desenvolver a inteligência, pois ela escolhe qual o tipo de experiências iremos viver. Na condição de consciência primária, não é raro que tentemos fugir do saber, pois ele traz consigo responsabilidades que ainda não queremos assumir. Devido a essa atitude, é comum que entreguemos aos outros a tarefa de escolher o tipo de experimentos a que estaremos submetidos.
Ser submetido a algo é diferente de submeter-se.
· Vontade.
O desejo de querer é um atributo que deve ser desenvolvido.
· Trabalho.
Tudo na vida é conquistado, ninguém retém em seus arquivos; habilidades ou talentos que não seja capaz de dominar.
· Tempo.
Habitualmente, apenas dominamos o conceito linear de tempo: nós nos situamos em determinado ano, dia, hora; na verdade o tempo se interliga num sistema em rede na qual passado presente e futuro se relacionam. Use o seguinte raciocínio como guia: o tempo é a própria experiência em andamento.
Quem não adquirir consciência de quem é; e qual sua tarefa de vida, continuará cobaia dos poderosos de plantão; das doenças da moda; das notícias em tempo real.
Dica para sobreviver:
Reserve ao menos 1 hora ao dia para definir quem é – qual sua tarefa de vida. Não tem tempo? – Se estiver desempregado sobra tempo – Empregado, sobra os momentos de insônia...
Cansou? - É só o começo.
2009 – não será um ano de paz – mas, um período de muita luta – para que nós sejamos vencedores, basta planejar com inteligência.
Suas “bolhas” ainda não explodiram? – Faça isso você mesmo; para conhecer-se melhor...
Temas para bate – papo neste ano de 2009; continuarão na mesma toada dos anos anteriores; apenas mais intensos. Mas, caso o amigo tenha registrado o título em seu subconsciente; já estou mais do que satisfeito.
Chega; pois mesmo entre nossos amigos; muitos estão de ressaca; nem tanto de comida ou de bebida; mas, de dormir tarde e das interações energéticas familiares fora da rotina.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
RETROSPECTIVA DE 2008 - SOMBRA E LUZ - A REFORMA INTERIOR
Vários são os motivos, mas este ano que hoje termina vai ficar arquivado em meus registros como um dos mais importantes da minha existência; e o motivo é singelo; comecei a praticar uma descoberta que vai mudar a minha vida, tenho certeza. Não sei a razão, mas desde que me conheço por gente tentei mudar o mundo, achava muitas coisas injustas e erradas; sempre fui meio que um Dom Quixote atrapalhado e trapalhão – Talvez uma das maiores trapalhadas que eu cometi comigo mesmo: ao descobrir que somos feitos de sombra e luz, acreditei sinceramente que deveria combater as sombras íntimas e até as externas (quanta audácia). Como cristão por formação e opção, checo e confirmo a cada dia as palavras do Mestre. E nesta afirmação: “Vós sois deuses”; como sempre Ele está carregado de razão; embora acreditemos mais nas sombras do que na luz; mesmo que tentem nos fazer acreditar no contrário; somos co-criadores; pois, onde colocamos o foco de nossa consciência; as coisas acontecem. O problema é que tanto podemos criar luz quanto sombra, depende de nossa posição de momento frente á Chama Divina. Quando iniciamos nossa transformação interior ouvimos tanto falar nela apenas focada nos defeitos de caráter que, não conseguimos visualizar de forma clara a abrangência do processo; nem sua simplicidade e beleza. É preciso mudar! - É preciso reformar! – É preciso nos livrar do egoísmo, do orgulho, dos vícios!
Mas pensando bem! - Mudar o quê? – Para que? – Experimente responder a si mesmo: para que serve a reforma interior? – Mas, escreva, para depois confrontar e analisar com critério e, com calma. Ás vezes eu tenho dificuldade em externar meu raciocínio de forma clara e sucinta; mas, vou tentar resumir para vocês o que me conduziu neste ano a novas formas de entender quem eu sou e o que faço aqui; em tempo: minha receita e débitos continuam lutando; ora uma está por cima ora outra por baixo; acho que o veredicto será empate; no que tange á vida social e familiar o resultado também foi empate (meio forçado, para não admitir a derrota); mas, foi o ano das vitórias íntimas e, dentre outras coisas; descobri que a reforma interna não é mero roteiro de caminho para viver temporariamente em colônias espirituais ou mundos mais felizes; nem simples terapia para se viver bem, sorrindo e contente nesta fase de encarnado; acima de tudo é caminho de descobrir o EU SOU; uma forma de acordar potencialidades latentes; e nos devolver nosso poder diante do universo e da vida. Onde a origem desse distúrbio de compreensão? Nós sistematicamente cometemos o mesmo erro na educação das crianças que depois carregam esse pesado fardo quase que a vida toda; apenas focamos o lado negativo que deve ser positivado; predomina na relação com elas, as críticas, exigências e cobranças; claro que, depois, já adultos, fazemos isso conosco e uns com os outros; até na interpretação e aplicação das leis divinas – comigo não foi diferente. Principalmente o candidato a espiritualizado que se encontra em evidência, desejada ou não; costuma num gesto de falsa humildade desvalorizar-se como se fosse a, última das criaturas; quando na realidade ainda sofre de uma ânsia de reconhecimento e de sentir-se valorizado; com isso, com essa atitude de focar em demasia o negativo e sua pobreza evolutiva; o que consegue para si mesmo é uma perda cada vez maior da auto - estima e candidata-se a quedas na depressão, na angústia e no pânico; além disso, desestimula o que vê nele um exemplo a ser seguido. Para a maioria dos que descobriram as razões do por que e para que se vive; usar a técnica do Chico para afastar os chupins da energia vital e os idólatras; diminuindo-se, escondendo de forma voluntária a própria luz é uma ilusão – aliás, o próprio Chico Xavier não conseguiu; pois, sua luz era tão intensa que não lhe foi possível escondê-la; ele era; e é diferente da maioria que consegue esconder a própria luz por que ela não existe ou é momentânea, fugaz; e pronto. Peço desculpa; mas, quer queira quer não ele se tornou referência. O que fez mestre Chico para iluminar-se cada vez mais? – Ele não se martirizou nem recriminou, apenas descobriu que tinha poderes latentes dentro de si. Ele também como encarnado venceu tabus, medos, preconceitos e anulou suas outras “personas escuras”; mas ele, como bom piadista que é, as ironizava, divertia-se com seu lado escuro; e não perdeu tempo investiu seu tempo e esforço apenas desenvolvendo o Chico Bom; aquele que se despoja no limite do possível dos prazeres da vida física, assumindo sua tarefa de vida com disciplina, amor e persistência. Aprendeu a usar esses poderes para si; sem cair na armadilha do personalismo. E o mais importante, o grande diferencial aprendeu a usar esses poderes em prol do próximo. Retornando ás minhas experiências:
Neste 2008, fiz descobertas interessantes na relação entre meu lado luz e meu lado sombra – e quem me ajudou muito, foi entender como funciona a Umbanda. Interessante o conceito de linha da direita e linha da esquerda trabalhando juntas em prol da luz, talvez uma experiência inusitada (e muito inteligente por sinal) nestas bandas do universo. No meu conceito anterior direita representava o bem e esquerda o mal, sem mais questionamentos. Mas, num mundo de polaridades a relatividade não deve ser descartada; daí que na maior parte de nossas dificuldades evolutivas atuais, direita e esquerda trabalhando juntas geram mais eficiência. A direita só faz o bem – claro que não, pois nestas bandas do universo, não há direita perfeita (esse é um assunto fascinante, mas longo) – a esquerda só faz o mal – claro que não! – Mesmo sem que o saiba a esquerda só trabalha para o bem (é cobaia do bem); mesmo que o desejo seja fazer o mal: é simples, quando alguém cujas intenções estão situadas mais á esquerda (sombras) causam um desastre na vida de alguém; sem que o saibam estão; ás vezes, nem sempre (pois, é comum que alcancem seus objetivos iniciais: causar na vítima: revolta, desejo de vingança) atirando sua vítima nas mãos de Deus (a vítima ora e se arrepende abrindo caminho para o atendimento dos samaritanos). Sou fã de André Luiz, espírito que Chico psicografou várias obras e uma delas me fascinava: “LIBERTAÇÃO” que li 10 vezes (na fase em que administrava melhor meu tempo) – explico: tinha dificuldade em aceitar que o “Gregório – chefe de uma falange trevosa” era o alvo principal da missão de salvamento – eu me identificava muito com Gregório e isso me incomodava demais; só parei de ler o livro quando entendi o recado: a vida só investe nos fortes; os fracos precisam da dor e do sofrer para se fortalecerem. Outro exemplo fantástico: Saulo que virou Paulo; 2006 foi meu ano de estudar a mensagem de Paulo de Tarso; ás vezes eu me pergunto: de quantas existências Gregório precisará para repetir o Saulo que virou Paulo, sua importância é fácil de entender, o próprio Chefe foi em busca dele: Paulo, Paulo por que me persegues? – um espírito muito criticado por alguns e idolatrado por outros; mas, sem sua garra o trabalho de Jesus teria ficado capenga.
Qual a relação da analogia entre direita e esquerda?
Várias, por exemplo, em muitos casos de desobsessão, os trabalhadores da luz ficam de mãos atadas (vibram em patamares energéticos diferentes) e necessitam da energia e do concurso dos “amigos da esquerda”, cabe a eles negociar com os que ainda estão voltados para lucrar com as energias do sofrimento: raiva, cólera, medo, ansiedade, desejos de vingança...; antes de apelar para reforços das esferas superiores. Sem saber, e hoje com intenção, uso muito meus amigos da esquerda para ajudar pacientes a se curarem quando identifico processos obsessivos em andamento – por que perdi o medo? – simples, trato-os com respeito e ás vezes até com amor, conhecedor que sou de que são meus irmãos, feitos da mesma amorosa energia – apenas neste momento estão perdidos como todos nós já estivemos (e ainda estamos); mas, acima de tudo por que sei que eles, não apenas respeitam; mas temem meus amigos da esquerda, hoje a serviço do bem que atendem sem que eu peça – eles não me pedem nada em troca, apenas que me lembre deles, converse com eles, ser grato, foi algo que me eu me impus; eles nunca me pediram nada. Fico muito feliz de merecer a oportunidade de conversar com muitos dos adversários de meus pacientes em nosso trabalho de atendimento aos desencarnados ás terças feiras; Mas, como conseguir essa dádiva de ouvir e entende as dores da alma? – Basta estudo e aproveitar as oportunidades que se apresentam.
Nosso aprendizado é seqüencial, em 2007 decidi abrir as portas ao novo, em 2008 comecei a consolidar; e minha reforma interior ficou muito mais saudável e divertida. Aprendi a conversar de igual para igual com meu lado sombra e meu lado luz; e colocar todos, a serviço de meu mestre Jesus - para resumir: eu me divirto muito com meu lado criança da esquerda – quando o exu-mirim toma conta do pedaço é só gargalhada e alegria – claro que ele precisa de controle para não se tornar inconveniente (ele dominou muito na minha fase de criança e de adolescente - que o digam meus colegas de faculdade); e na hora de fazer o bem ele é um mestre (que o digam meus amigos de hoje). Cada um de nós deve buscar seu próprio caminho, sua própria fórmula, mas sem amigos e orientadores fica mais complicado – porém, cuidado com as orientações de um só – nós somos nosso mestre maior e decisivo; os outros são coadjunvantes.
De volta, neste ano, um marco importante da minha descoberta pessoal; foi o aprendizado e a vivência do Xamanismo: fantástica – pois descobrir que temos o poder de usar as forças divinas para um propósito maior: a caminho da luz. Claro que paguei mais um mico - meu exu-mirim interior se deliciou com mais uma derrocada de meus preconceitos; antes, xamã era coisa de bugre, de índio, crenças primitivas; hoje, descobri que é uma das mais simples e avançadas técnicas de entender e amar a Deus, ao próximo e a mim mesmo. A quem agradecer? - Primeiro a mim, por me dar essa oportunidade; depois, ás pessoas que me ofertaram essa chance. Minha gratidão consciente: sei que não serei um xamã real desta vez; mas, descobrir que a mãe terra e todos os que a compõem são partes do meu ser; não tem preço.
Amigos são tantas histórias a serem contadas, tantas vivências a serem compartilhadas; mas, até que aprendamos a bater esses papos num local e numa dimensão onde o tempo não corre dessa forma, desejo a todos um ano de 2009 de muitas descobertas. Batizemos este ano de ANO DA TRANSFORMAÇÃO – Aprendamos a curtir o prazer de compartilhar – aguardo as experiências de vocês.
Um beijo no coração (meu lado luz); e um chute na canela de quem se omitir (meu lado exu-mirim; nada a ver com sombra).
Paz.
Mas pensando bem! - Mudar o quê? – Para que? – Experimente responder a si mesmo: para que serve a reforma interior? – Mas, escreva, para depois confrontar e analisar com critério e, com calma. Ás vezes eu tenho dificuldade em externar meu raciocínio de forma clara e sucinta; mas, vou tentar resumir para vocês o que me conduziu neste ano a novas formas de entender quem eu sou e o que faço aqui; em tempo: minha receita e débitos continuam lutando; ora uma está por cima ora outra por baixo; acho que o veredicto será empate; no que tange á vida social e familiar o resultado também foi empate (meio forçado, para não admitir a derrota); mas, foi o ano das vitórias íntimas e, dentre outras coisas; descobri que a reforma interna não é mero roteiro de caminho para viver temporariamente em colônias espirituais ou mundos mais felizes; nem simples terapia para se viver bem, sorrindo e contente nesta fase de encarnado; acima de tudo é caminho de descobrir o EU SOU; uma forma de acordar potencialidades latentes; e nos devolver nosso poder diante do universo e da vida. Onde a origem desse distúrbio de compreensão? Nós sistematicamente cometemos o mesmo erro na educação das crianças que depois carregam esse pesado fardo quase que a vida toda; apenas focamos o lado negativo que deve ser positivado; predomina na relação com elas, as críticas, exigências e cobranças; claro que, depois, já adultos, fazemos isso conosco e uns com os outros; até na interpretação e aplicação das leis divinas – comigo não foi diferente. Principalmente o candidato a espiritualizado que se encontra em evidência, desejada ou não; costuma num gesto de falsa humildade desvalorizar-se como se fosse a, última das criaturas; quando na realidade ainda sofre de uma ânsia de reconhecimento e de sentir-se valorizado; com isso, com essa atitude de focar em demasia o negativo e sua pobreza evolutiva; o que consegue para si mesmo é uma perda cada vez maior da auto - estima e candidata-se a quedas na depressão, na angústia e no pânico; além disso, desestimula o que vê nele um exemplo a ser seguido. Para a maioria dos que descobriram as razões do por que e para que se vive; usar a técnica do Chico para afastar os chupins da energia vital e os idólatras; diminuindo-se, escondendo de forma voluntária a própria luz é uma ilusão – aliás, o próprio Chico Xavier não conseguiu; pois, sua luz era tão intensa que não lhe foi possível escondê-la; ele era; e é diferente da maioria que consegue esconder a própria luz por que ela não existe ou é momentânea, fugaz; e pronto. Peço desculpa; mas, quer queira quer não ele se tornou referência. O que fez mestre Chico para iluminar-se cada vez mais? – Ele não se martirizou nem recriminou, apenas descobriu que tinha poderes latentes dentro de si. Ele também como encarnado venceu tabus, medos, preconceitos e anulou suas outras “personas escuras”; mas ele, como bom piadista que é, as ironizava, divertia-se com seu lado escuro; e não perdeu tempo investiu seu tempo e esforço apenas desenvolvendo o Chico Bom; aquele que se despoja no limite do possível dos prazeres da vida física, assumindo sua tarefa de vida com disciplina, amor e persistência. Aprendeu a usar esses poderes para si; sem cair na armadilha do personalismo. E o mais importante, o grande diferencial aprendeu a usar esses poderes em prol do próximo. Retornando ás minhas experiências:
Neste 2008, fiz descobertas interessantes na relação entre meu lado luz e meu lado sombra – e quem me ajudou muito, foi entender como funciona a Umbanda. Interessante o conceito de linha da direita e linha da esquerda trabalhando juntas em prol da luz, talvez uma experiência inusitada (e muito inteligente por sinal) nestas bandas do universo. No meu conceito anterior direita representava o bem e esquerda o mal, sem mais questionamentos. Mas, num mundo de polaridades a relatividade não deve ser descartada; daí que na maior parte de nossas dificuldades evolutivas atuais, direita e esquerda trabalhando juntas geram mais eficiência. A direita só faz o bem – claro que não, pois nestas bandas do universo, não há direita perfeita (esse é um assunto fascinante, mas longo) – a esquerda só faz o mal – claro que não! – Mesmo sem que o saiba a esquerda só trabalha para o bem (é cobaia do bem); mesmo que o desejo seja fazer o mal: é simples, quando alguém cujas intenções estão situadas mais á esquerda (sombras) causam um desastre na vida de alguém; sem que o saibam estão; ás vezes, nem sempre (pois, é comum que alcancem seus objetivos iniciais: causar na vítima: revolta, desejo de vingança) atirando sua vítima nas mãos de Deus (a vítima ora e se arrepende abrindo caminho para o atendimento dos samaritanos). Sou fã de André Luiz, espírito que Chico psicografou várias obras e uma delas me fascinava: “LIBERTAÇÃO” que li 10 vezes (na fase em que administrava melhor meu tempo) – explico: tinha dificuldade em aceitar que o “Gregório – chefe de uma falange trevosa” era o alvo principal da missão de salvamento – eu me identificava muito com Gregório e isso me incomodava demais; só parei de ler o livro quando entendi o recado: a vida só investe nos fortes; os fracos precisam da dor e do sofrer para se fortalecerem. Outro exemplo fantástico: Saulo que virou Paulo; 2006 foi meu ano de estudar a mensagem de Paulo de Tarso; ás vezes eu me pergunto: de quantas existências Gregório precisará para repetir o Saulo que virou Paulo, sua importância é fácil de entender, o próprio Chefe foi em busca dele: Paulo, Paulo por que me persegues? – um espírito muito criticado por alguns e idolatrado por outros; mas, sem sua garra o trabalho de Jesus teria ficado capenga.
Qual a relação da analogia entre direita e esquerda?
Várias, por exemplo, em muitos casos de desobsessão, os trabalhadores da luz ficam de mãos atadas (vibram em patamares energéticos diferentes) e necessitam da energia e do concurso dos “amigos da esquerda”, cabe a eles negociar com os que ainda estão voltados para lucrar com as energias do sofrimento: raiva, cólera, medo, ansiedade, desejos de vingança...; antes de apelar para reforços das esferas superiores. Sem saber, e hoje com intenção, uso muito meus amigos da esquerda para ajudar pacientes a se curarem quando identifico processos obsessivos em andamento – por que perdi o medo? – simples, trato-os com respeito e ás vezes até com amor, conhecedor que sou de que são meus irmãos, feitos da mesma amorosa energia – apenas neste momento estão perdidos como todos nós já estivemos (e ainda estamos); mas, acima de tudo por que sei que eles, não apenas respeitam; mas temem meus amigos da esquerda, hoje a serviço do bem que atendem sem que eu peça – eles não me pedem nada em troca, apenas que me lembre deles, converse com eles, ser grato, foi algo que me eu me impus; eles nunca me pediram nada. Fico muito feliz de merecer a oportunidade de conversar com muitos dos adversários de meus pacientes em nosso trabalho de atendimento aos desencarnados ás terças feiras; Mas, como conseguir essa dádiva de ouvir e entende as dores da alma? – Basta estudo e aproveitar as oportunidades que se apresentam.
Nosso aprendizado é seqüencial, em 2007 decidi abrir as portas ao novo, em 2008 comecei a consolidar; e minha reforma interior ficou muito mais saudável e divertida. Aprendi a conversar de igual para igual com meu lado sombra e meu lado luz; e colocar todos, a serviço de meu mestre Jesus - para resumir: eu me divirto muito com meu lado criança da esquerda – quando o exu-mirim toma conta do pedaço é só gargalhada e alegria – claro que ele precisa de controle para não se tornar inconveniente (ele dominou muito na minha fase de criança e de adolescente - que o digam meus colegas de faculdade); e na hora de fazer o bem ele é um mestre (que o digam meus amigos de hoje). Cada um de nós deve buscar seu próprio caminho, sua própria fórmula, mas sem amigos e orientadores fica mais complicado – porém, cuidado com as orientações de um só – nós somos nosso mestre maior e decisivo; os outros são coadjunvantes.
De volta, neste ano, um marco importante da minha descoberta pessoal; foi o aprendizado e a vivência do Xamanismo: fantástica – pois descobrir que temos o poder de usar as forças divinas para um propósito maior: a caminho da luz. Claro que paguei mais um mico - meu exu-mirim interior se deliciou com mais uma derrocada de meus preconceitos; antes, xamã era coisa de bugre, de índio, crenças primitivas; hoje, descobri que é uma das mais simples e avançadas técnicas de entender e amar a Deus, ao próximo e a mim mesmo. A quem agradecer? - Primeiro a mim, por me dar essa oportunidade; depois, ás pessoas que me ofertaram essa chance. Minha gratidão consciente: sei que não serei um xamã real desta vez; mas, descobrir que a mãe terra e todos os que a compõem são partes do meu ser; não tem preço.
Amigos são tantas histórias a serem contadas, tantas vivências a serem compartilhadas; mas, até que aprendamos a bater esses papos num local e numa dimensão onde o tempo não corre dessa forma, desejo a todos um ano de 2009 de muitas descobertas. Batizemos este ano de ANO DA TRANSFORMAÇÃO – Aprendamos a curtir o prazer de compartilhar – aguardo as experiências de vocês.
Um beijo no coração (meu lado luz); e um chute na canela de quem se omitir (meu lado exu-mirim; nada a ver com sombra).
Paz.
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