quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

POR QUE EMAGRECER SE TORNOU UM ATO DE CONTRACULTURA?


O processo de engorda está inserido no DNA cultural da maioria dos povos.

Crianças gordinhas dão status de pais bem-sucedidos.

Depois adultos magros são pessoas top; de sucesso; melhor amadas.

 

Pensamos lento e a informação chega cada vez mais rápido; submetendo as pessoas aos apelos do consumo e “entupimos” nossas crianças com proteínas lácteas e vitaminas suplementares: originando as alergias, disfunções, obesidade que antes se resolvia no estirão da puberdade - hoje, com a ajuda do estresse, boa parte dos jovens apresentam um modelito de corpo que parece uma beringela ou uma pêra – e jogam um game chamado: A guerra das balanças.

 

A pressão emocional verbalizada ou não canalizada sobre a criança para que coma é intensa e doentia e, favorece o apetite seletivo. Chega-se ao absurdo de premiar o ato fisiológico de comer. “Se comer tudo, eu te dou isto, se comer determinado alimento, te dou aquilo”! (propina é a matriz da corrupção?)

 

Na vida contemporânea o estresse crônico mais a ansiedade doentia sob a batuta de velhas crenças condenam algumas crianças a uma luta inglória contra a obesidade que recebeu o nome politicamente correto de sobrepeso. A ferramenta de tortura chama-se: balança. Melhor levar essa luta com bom humor; um amigo meu apelidou carinhosamente sua balança de banheiro de “Ferrari” – vai de zero a cem em dois segundos...

 

A cultura da engorda ainda continua.

Numa sociedade de normais emagrecer é um ato de contracultura; punível com a discriminação.

Aí daquele que conseguir a façanha de emagrecer rápido; logo os outros passam a olhá-lo de soslaio: Coitado deve estar com muitos problemas! - Será que é câncer ou HIV?

Ou será que é ao contrário: Nossa como aquela pessoa engordou! Deve estar com problemas! Nadando em ansiedade! Coitada!

Dizem que está começando a faltar comida – mas, ao mesmo tempo aumenta a olhos vistos o número de pessoas com sobrepeso. Conseguimos a multiplicação das calorias?

Ah! - Não é permitido sair dos padrões! – Apenas isso.

Realmente visto de fora, nossa planetinha azul é um belo hospício?

 

 

 

Livros Publicados

Livros Publicados
Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

Pequenos descuidos, grandes problemas

Quem ama cuida

Quem ama cuida

Chegando à casa espírita

Chegando à casa espírita

Saúde ou doença, a escolha é sua

Saúde ou doença, a escolha é sua

A reforma íntima começa no berço

A reforma íntima começa no berço

Educar para um mundo novo

Educar para um mundo novo