POR QUE EMAGRECER SE TORNOU UM ATO DE CONTRACULTURA?
O
processo de engorda está inserido no DNA cultural da maioria dos povos.
Crianças
gordinhas dão status de pais bem-sucedidos.
Depois
adultos magros são pessoas top; de sucesso; melhor amadas.
Pensamos lento e a
informação chega cada vez mais rápido; submetendo as pessoas aos apelos do consumo
e “entupimos” nossas crianças com proteínas lácteas e vitaminas suplementares:
originando as alergias, disfunções, obesidade que antes se resolvia no estirão
da puberdade - hoje, com a ajuda do estresse, boa parte dos jovens apresentam
um modelito de corpo que parece uma beringela ou uma pêra – e jogam um game
chamado: A guerra das balanças.
A pressão emocional
verbalizada ou não canalizada sobre a criança para que coma é intensa e doentia
e, favorece o apetite seletivo. Chega-se ao absurdo de premiar o ato
fisiológico de comer. “Se comer tudo, eu te dou isto, se comer determinado
alimento, te dou aquilo”! (propina é a matriz da corrupção?)
Na vida
contemporânea o estresse crônico mais a ansiedade doentia sob a batuta de velhas
crenças condenam algumas crianças a uma luta inglória contra a obesidade que
recebeu o nome politicamente correto de sobrepeso. A ferramenta de tortura
chama-se: balança. Melhor levar essa luta com bom humor; um amigo meu apelidou
carinhosamente sua balança de banheiro de “Ferrari” – vai de zero a cem em dois
segundos...
A cultura da engorda
ainda continua.
Numa sociedade de
normais emagrecer é um ato de contracultura; punível com a discriminação.
Aí daquele que
conseguir a façanha de emagrecer rápido; logo os outros passam a olhá-lo de
soslaio: Coitado deve estar com muitos problemas! - Será que é câncer ou HIV?
Ou será que é ao
contrário: Nossa como aquela pessoa engordou! Deve estar com problemas! Nadando
em ansiedade! Coitada!
Dizem que está
começando a faltar comida – mas, ao mesmo tempo aumenta a olhos vistos o número
de pessoas com sobrepeso. Conseguimos a multiplicação das calorias?
Ah! - Não é
permitido sair dos padrões! – Apenas isso.
Realmente visto de
fora, nossa planetinha azul é um belo hospício?
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