terça-feira, 11 de agosto de 2026

 



ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE DOR E SOFRER

PODE HAVER DOR SEM SOFRER E SOFRIMENTO SEM DOR?

 

Quando o Mestre nos legou a máxima: Bem aventurados os aflitos; Ele não sinalizou que o sofrer seja o melhor caminho para progredir; como muitos gostaram de entender – Apenas indicou que o sofredor já está no período de colheita das escolhas; daí, em melhor situação do que aquele que ainda está na fase de plantio de opções inadequadas; pois, a sensação de sofrer é um convite á reflexão; a pessoa já pode usar a inteligência ao parar para pensar e fazer as devidas correções de rumo; caso deseje; sempre.

Se o sofrer for usado com entendimento pode levar à reparação.

 

O que denominamos dor:

    Sensação que pode ser gerada no corpo físico e que envolve reações químicas, condutores de impulsos elétricos e bioelétricos; e que pode ser classificada sob vários ângulos:

·     Segundo o tempo: aguda ou crônica.

·     Quanto ao caráter: pontada, agulhada, constritiva, lancinante, surda, em queimação etc.

·     Local ou irradiada

·     Segundo a periodicidade: intermitente, repetitiva, ocasional.

·     Conforme a intensidade: forte ou fraca.   

 

Algumas considerações entre sentir dor e sofrer:

    Para a maioria sentir dor e sentir-se sofrendo ainda parece ser a mesma coisa. Qual a diferença? E, de que adianta conhecer a diferença?

    Será que a dor é sensação localizada e o sofrer é algo sem localização definida? A dor não depende da vontade da pessoa e o sofrer depende?

 

A dor no tempo e no espaço:

    Como podemos situar a dor e o sofrer na lei de causa e efeito?

Como seria a dor e o sofrer, numa relação de tempo passado, presente e futuro?

    O corpo físico são as escolhas. Representa o passado.

    As sensações ou emoções são o presente.

    O pensamento é o vir a ser ou o futuro.

    A dor é momento, é sensação...

    O sofrer é esse momento, prolongado pela própria vontade.

    A dor é real, pois pode ser sentida agora.

    O sofrer pode ser real ou imaginário, é o vir a ser.

    A dor pode transformar-se num sofrer, que pode vir a ser novamente dor, que pode retornar a ser sofrer, e virar de novo dor, eternamente.

Tudo depende do querer?

    Nossas dores, e ou, nossa capacidade de sentir o sofrimento hoje, foi produto das escolhas do passado e a capacidade de sofrer e de manter o estado de sofrimento é o futuro do ontem não modificado hoje.

    A dor não resolvida de hoje é o sofrer de amanhã...

Parece complicado, mas não é: reflita; estude; escolha; re/escolha. Tudo depende de nós, de nossa vontade de reformar escolhas e a personalidade.

 

O sofrer pode parecer objetivo

    Quando diretamente ligado à dor física o sofrer assume um caráter objetivo, aparentemente, definido e concreto. Pois, dá a impressão de estar localizado no corpo físico.

Como: o sofrer por causa da dor de cabeça, de estômago, de dente, uma artrite. Um sofrer que dura enquanto durar a dor. Dessa forma, o sofrer assume com mais clareza um caráter de dor quando relacionado à dor crônica, e sua intensidade está diretamente ligado a algumas características da personalidade do sofredor como a impaciência e a intolerância, que são capazes de realimentar a dor e amplificar o sofrer. Dores crônicas indicam retardamento voluntário de reforma íntima – Sempre; sem desculpas nem justificativas.

 

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