sexta-feira, 18 de setembro de 2026

 



A ARTE DA BOA MORTE

Post 2

A CRISE DA MORTE

Crise é uma mudança brusca ou uma alteração importante no desenvolvimento de um qualquer evento/acontecimento. Essas alterações podem ser físicas ou simbólicas. Crise também é uma situação complicada ou de escassez. Ao longo da existência uma pessoa pode atravessar diversas crises: Saúde, crise de nervos por descontrole das emoções; crises sociais, políticas, ambientais... Em resumo, o conceito de crise depende do contexto.

Resumo da denominada CRISE DA MORTE:

Como em tudo não há uma forma de morrer igual a outra; parecidas até pode ser.

De maneira geral pode levar minutos, dias, meses, anos; o desligamento é feito por especialistas estilo “parteiros do Além”; raras pessoas daqui, já têm competência para executá-lo em si mesmo.

As condições em que nós vivemos, desde a condição psicológica no momento e as causas que levaram à morte, são fatores determinantes na forma como estaremos durante o processo e logo a seguir a pessoa não sabe que morreu, quem era, seu nome etc.

Alguns fatores têm peso importante para boa parte de nós:

O apego ao mundo físico interfere no momento de despolarização, retarda o desfecho, dificulta o processo e gera sofrimento tanto para quem fica quanto para quem vai.

O apego dos familiares ao que está partindo cria e mantém uma corrente energética de interferência, que pode ser chamada de obsessão - perturbando o processo; a equipe de técnicos costuma usar um recurso eficaz: a melhora antes da morte faz com que os apegados relaxem o vínculo e o defunto se despolariza com mais facilidade. Depois o problema pode perdurar devido ao desequilíbrio emocional dos que ficaram; vale a pena lembrar que confundimos desequilíbrio: falta de soberania emocional e de qualidade humana, com sentimento de amor ao que se foi.

Segue...

 

 

A ARTE DA BOA MORTE

Post 1

Qual a importância de se perder o medo da morte para morrer direito?

Não saber morrer é uma encrenca coletiva da humanidade em razão da contaminação da realidade pelas crenças – Bem morrer, defuntar no capricho; não se trata apenas de um problema pessoal de continuar a vida na banda de lá numa boa; trata-se de não ficar perturbando os que ainda estão do lado de cá seja por dependência, pirraça ou principalmente por ignorância quase voluntária sob a ação do MEDO.

Mas:

Como perder o medo da morte?

Para quem já morreu tantas vezes neste planeta devíamos pensar mais com a alma do que com os interesses do momento. Além do mais, fazemos um treininho para morrer todo dia; nas saídas do corpo físico durante o sono, ou de forma consciente – apenas não desligamos o feixe de energia chamado “cordão de prata” (exatamente pelo seu aspecto) que liga o corpo físico ao etéreo. Nessas andanças pelo lado de lá, as vezes, andamos por mocós barra pesada das periferias do Umbral; então, voltamos muito depressa para o corpo físico; e naquele dia parece que algo ficou mal encaixado, e levamos a rotina com o frei de mão puxado e nos sentimos esquisitos.

Levamos vida dupla com experiências nesta dimensão e na do lado de lá simultaneamente – por que não nos lembramos? – Apenas por precaução e proteção; pois a maioria de nós não dá conta nem da automática rotina.

Parar para pensar; desenvolver um raciocínio crítico básico a respeito de quem somos nós, o que fazemos aqui e qual a finalidade do existir, é condição primária para desenvolver um novo plano de consciência e percepção do que seja a vida na real; como nos disse o Mestre Jesus na passagem de um enterro: “Deixem os mortos enterrarem seus mortos” – Lembram também do “penso logo existo” – Essa atitude é básica na hora de mudar de CEP cósmico; e mesmo aqui muitas pessoas que conhecemos ainda não são mas já estão defuntas; estão; só falta enterrar. Se nos descuidarmos no cultivo das ideias fixas caímos em forte letargia mental e psicológica como num processo de hibernação espiritual por ausência de substância mental consciente; tal qual ocorre para a maioria na crise da morte que só é complicada para quem pisou na bola das escolhas. Gente que fica quase que o período todo de permanência do lado de lá até voltar para cá de novo, parecendo um cachorro que caiu do caminhão de mudança: perdidaço.

Como se preparar para chegar de boa do lado de lá?

Não é complicado. Faça uma analogia com a vida aqui: vai viajar para um País diferente meio fora de hora como imigrante ilegal sem emprego, sem lenço e sem documento e não sabe nada a respeito de como é a vida lá; se for inteligente e sensato vai procurar saber o máximo de detalhes de várias fontes para se preparar, legalizado, ao invés chegar lá morrendo de medo...

Na alfândega não vão se interessar por quem você foi e o que deixou, mas sim com o que leva na bagagem da alma... Quem você é...

 Continuamos?



Preparo para a morte.

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