GRITARIA E FALTA DE DIÁLOGO INTELIGENTE GERA A SOLIDÃO NA VIDA EM FAMÍLIA E UM HOSPÍCIO SOCIAL?
Esses
são mais um dos desastres da pedagogia familiar e escolar: Nunca fomos
treinados para a comunicação; através da prática do diálogo e da discussão
inteligente. Antigos bordões: Quem berra mais ganha! Quem não chora mais do que
o outro não mama! Continuam em vigor – A disciplina e o respeito foram baseados
na truculência, suborno, corrupção e não no convencimento inteligente e honesto
através da postura e do exemplo.
A confusão entre educação e instrução está piorando; as pessoas gritam mais; muitos lares mais parecem um hospício de surdos – na escola é impossível falar e escutar – tamanha a gritaria.
Estamos
à beira do desastre pessoal e coletivo; pois no estilo de viver midiático atual,
ninguém tem tempo para ninguém – seja para ouvir, argumentar ou simplesmente
falar sem que seja aos berros?
Ao longo do tempo esse distúrbio já se impregnou no DNA e tem gente que desde que nasce quer ganhar tudo no grito; identificar é fácil pois já nos primeiros meses de vida e de convivência dá para identificar essa alma autoritária e apressada até entender
que as coisas andam no tempo de todos e não apenas no seu: deixa chorar até cansar; depois dá comida, troca etc.
Gritaria à parte; a falta de comunicação inteligente está tornando a família e a sociedade num conjunto de pessoas que sofrem de SOLIDÃO.
A vida em família contribuindo para aumentar ou até desencadear a sensação de estar só?
Basta
fazer um rápido exame das sensações e sentimentos do nosso dia a dia; para
descobrir que a vida em família está cada vez mais solitária, pela dificuldade
que temos de verbalizar adequadamente as emoções e as ideias; são comuns os
monólogos; quando há discordância.
Pois,
nas famílias cada parte responsabiliza a outra pelas suas frustrações.
Observando os motivos de cada um em separado, damos a cada um dos envolvidos toda razão; em qualquer conflito todos tem suas razões e seus justos motivos, pois ninguém detém a verdade e a razão em sua plenitude; o problema é que só damos razão a nós mesmos.
De
imediato não há muita luz no fim do túnel; pois a velocidade com que as
mudanças acontecem aprisiona as pessoas em si mesmas; com isso a convivência
familiar resume-se a algumas horas noturnas, sob vigilância cruel das
tecnologias. Em muitas delas não se trocam palavras com conteúdo, quase sempre
as mensagens são vazias ou destituídas de um significado mais profundo; é
“jogar conversa fora” e ai daquele que ousar aprofundar-se em algo, logo é
rotulado de chato ou desmancha prazeres.
Solução?
Treinamento para aprender a ouvir – aprender a esperar sua
vez de falar – raciocinar antes de se expressar – e outras coisas mais que...
Em tempo:
Ninguém tem bola de cristal para adivinhar o que estamos
pensando, sentindo e com vontade de fazer.
Ouça; pense e fale com honestidade e clareza.
Mais simples que isso; só dois isso; dito bem baixinho.

