quinta-feira, 23 de abril de 2009

LIBERDADE É TUDO

NADA É MAIS IMPORTANTE DO QUE A LIBERDADE


Uma situação envolvendo uma querida amiga que, como eu e muitas outras pessoas nos atrapalhamos em entender as leis da vida; eu pretendo discorrer sobre minha experiência com a liberdade usando os animais como cobaias de minhas dificuldades emocionais e afetivas.
Reflexão:
Usamos não apenas o Santo nome de Deus em vão; mas, o de muitos de seus enviados. Usando como exemplo, os “cuidadores de animais” que usam o santo nome de Francisco de Assis em vão para projetar suas dificuldades existências – especialmente, as de cunho afetivo e sexual.

Confesso que foi sofrido para mim; identificar minha relação com os animais na sua essência. Qual o papel que representam na minha existência? Que motivos me levam a querer que estejam por perto para que eu possa transferir a eles os cuidados que não recebi? Como entender suas dificuldades e principalmente suas necessidades sem me colocar no lugar deles?
Minha relação com os animais sofre mudanças significativas ao longo de minhas descobertas pessoais da nossa relação com a vida e suas razões. Abri meu coração a eles sob o comando da razão; claro que isso me custou mais um problema em minhas relações afetivas.
Não aceito como pessoas de bem; as que usando a desculpa de cuidar dos animais projetam neles suas deficiências em todos os sentidos...

Animais não querem ter doenças físicas de humanos: câncer, obesidade, diabetes, artroses, etc. Muito menos seus peripakes evolutivos: agressividade, depressão, angústia – Não suporto mais pessoas que dizem gostar mais de animais do que de crianças abandonadas á própria sorte na evolução.
Mostrar aos retardados da evolução a importância dos animais em nossas vidas exige coragem que poucos têm. Cadê os organizados em promover passeatas e panelaços a favor dos animais? – Muitos desses pseudo-amantes dos direitos dos animais só se arriscam para proteger os próprios interesses de $ e de carreira.
Prender pássaros em gaiolas, cães; e principalmente gatos, e gaiolas ou prisões de muros e jaulas é um atestado de falta de competência; necessária no aprendizado do verdadeiro amor que exige como pré-conhecimento o conceito de liberdade. Base de toda criação Divina: Deus nos criou para sermos livres – sempre – desde o princípio.

LIBERDADE.

Faculdade de fazer ou não fazer qualquer coisa, de escolher – Independência – Estado oposto ao de cativeiro ou de prisão, á escravidão ao constrangimento- Desembaraço – Maneira de agir com audácia, etc.

Quem ousar tolher a liberdade de alguém com a desculpa de protegê-la não pode arrogar para si a filosofia de um Francisco de Assis ou de qualquer outro paladino da Justiça humana ou natural.

Quem falou que, os animais desprotegidos da natureza pela imbecilidade dos humanos querem cair reféns de outros; ás vezes mais problemáticos? – Francisco de Assis? – Duvido – Essa interpretação é mais ou menos parecida com a filosofia das religiões – Quem quer ser salvo? – Por quem? De que forma? – Não entrando no mérito de evolução de animais e de pseudos humanos – quem está mais avançado? – Aparentemente os candidatos a humanos parecem dispor de uma ferramenta como o livre arbítrio.
Mas já comprometi algumas relações com essa inglória conversa.

Vou relatar duas experiências vividas por mim:

Há anos atrás, surgiu em casa um casal de canários da terra que se enclausuraram na velha gaiola de um canário do reino (fruto de mil gerações em cativeiro) tanto fizeram que ficaram retidos – meses após; veio a intuição do que fazer para que procriassem e seus filhotes fossem soltos... Criaram e como minha idéia estava sendo rechaçada pela “cuidadora dos bichos enquanto eu estava fora” – deixei a porta da gaiola aberta e a fêmea fugiu – podia ter sido recapturada com o simples jogar de um lençol – Mas dei uma de intrometido e disse confiar no senso de maternidade de qualquer bicho de penas, pele ou pelo – me enganei redondamente – ela voltou; deu uma olhada no ninho e voou tão alto que me espantou; retornou durante o dia seguinte para dar uma olhada e sumiu.
Conclui que nem o tão falado instinto materno é mais forte do que o desejo de liberdade.

Outra experiência:
Adotamos uma cã da raça tomba batizada de “Magrela” – sua relação com a “Bita” outra vira lata nanica da casa demonstrava que ela era meio gay. Resumindo: a felicidade da magrela era espiar e fugir á primeira oportunidade para curtir a liberdade – socorrida algumas vez de envenenamento; pois no bairro havia uma criadora de gatos que azucrinava os interesses de outras pessoas seus semelhantes que envenenavam os bichos com “mão branca” ; volta e meia tínhamos que correr com ao mala da magrela para o veterinário – quando ela escapava, era preciso ir atrás com guloseimas, para atraí-la de volta para a prisão (casa) – Um belo dia de manhã estava eu atrasado e a Magrela escapou; tentei trazê-la de volta, mas estava com tanta raiva (eles lêem pensamentos) que não consegui – pensei comigo quando voltar lá estará ela em frente ao portão – voltei e nada – nunca mais a magrela retornou – fui condenado e me condenei como culpado pelo seu possível desencarne – até que um dia sonhei com ela a me dizer o seguinte:
Não se culpe.
Amo a liberdade; morri envenenada; mas alegre e feliz – Detestava ficar presa e abanar o rabo quando alguém de vez em quando olhava para mim que era a última a Recber atenção. Odiava a ração que me davam para não morrer de fome.
Muitas outras coisas que ela me disse em sonhos; eu não posso dividir com a maioria das pessoas normais. Muito menos como os pseudo cuidadores que aprisionam animais. Tudo a seu tempo.

Ana – Amiga querida – Não sofra.
Ronaldo teu cão enjeitado de um dia – está mais feliz na rua do que sob a guarda dos que fingiram estar querendo cuidar dele.

Cuidado quando usar o conceito do Xico de Assis.

NADA SUBSITITUI A LIBERDADE - nem saúde. riqueza; alegria...

Paz.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O HOMEM TEM DOS MÉDICOS: O PÉ DIREITO E O PÉ ESQUERDO

UM SANTO REMÉDIO

Vivemos na Era dos altos e baixos, das alternâncias; neste momento feliz daqui a minutos, depressivo; doce e logo agressivo. O corpo físico reage da mesma forma: pressão que sobe e logo desce; glicemia que se eleva e logo vai para hipoglicemia. Num momento saudável a seguir doente ou morto.
Como manter a estabilidade e a saúde em épocas como esta?
Com certeza; não da forma preconizada pela nossa cultura médica: o uso de remédios profiláticos; essa atitude representa uma visão quase esquizofrênica da questão da saúde, doença e cura. O momento atual não comporta mais medidas provisórias e que agravam o problema levando a desfechos sofridos e inusitados.
Dia destes flagrei duas pessoas conversando a respeito de seus problemas de saúde. Uma delas disse: Depois desse susto estou me cuidando – vou regulamente ao médico, faço todos os exames; e tomo os remédios, direitinho; estou cuidando de minha saúde!
Na verdade, essa pessoa está cuidando e alimentando a doença – ela nem se referiu a qualquer mudança de hábito; muito menos de reformar sua personalidade. Essa distorção da cultura médica foi certamente provocada pela ingerência da indústria farmacêutica na formação médica.

Nossa conversa de hoje está diretamente ligada a três ícones da medicina farmacológica voltada para a terceira idade que já atinge a segunda e até a primeira idade; e grande fonte de receita para a indústria da doença: Medicamentos hipoglicemiantes, controladores da pressão arterial e do colesterol – Em tudo na vida de quem pensa, a relação custo benefício deve ser avaliada. No uso de fármacos temos custos financeiros (mesmo que o “Ministério da Doença” ofereça o remédio, teoricamente de graça, pois alguém paga: os que produzem alguma coisa é que bancam – mas, a própria vítima ou paciente tem que se deslocar para pegar sua cota mensal, etc.); mesmo assim há o custo orgânico: vários órgãos têm que se virar para metabolizar e excretar a droga; um problema: os medicamentos rapidamente deixam de fazer efeito e as doses devem ser aumentadas ou a droga substituída por outra de ultima geração, muito mais cara – Falar de efeitos colaterais em culturas de mentes pobres é perda de tempo; a primeira coisa que as vítimas fazem é eliminar as provas da própria falta de competência humana: jogar a bula fora para não ter que pensar; nem responsabilizar-se pela própria vida; caso dê errado a culpa é do médico, do hospital ou Deus quis...
Em nosso trabalho, a cada dia, recebemos pacientes cada vez mais jovens que vêm em busca de substituir remédios para segurar a dança da pressão, da glicemia, do colesterol e triglicérides elevados pela homeopatia. Claro que cada caso é um caso. Mas, quando há a mínima condição todos saem com uma receita infalível: Um par de bom tênis, short, camiseta e pé na estrada – Nenhum medicamento é mais eficiente para combater essas doenças do que o uso sistemático do corpo. Está estressado dê uma passeada; corra se te faz bem; alonga de vez em quando onde está pegando; fica descalço um pouco na terra ou na grama; Ouse sair da estúpida normalidade: espante os vizinhos ao chegar na sua casa de tênis na mão e com o pezão no chão (bactérias e sujeira? – Nada que a água não retire); aproveite todas as chuvas sem relâmpagos para tirar a “uruca”; volte a ser criança – nada mais gostoso que andar na chuva – Medo do que? Vergonha do que? Torne-se o maluco beleza e saudável do sétimo andar; e daí que a Dona Marocas viciada em remédio do terceiro comente suas maluquices?

Numa sociedade neurótica, quase esquizofrênica para que nos tornemos felizes e saudáveis é preciso ser rotulado pela maioria de doidinhos (felizes, brincalhões; ajudam a todos e estão sempre na sua).

Finalizamos nosso papo de hoje com uma receita Tolteca fantástica: “O homem tem dois médicos: o pé direito e o pé esquerdo”.
Abandone sempre que possível o carro e o transporte, ande, corra, pule, sinta o sol, o vento, a água e a terra: Cure-se.

Sabe que no pé temos o mapa energético de todos os órgãos do corpo?
Reflexologia - Será que os Toltecas tinham esse conhecimento ou foi uma sacada empírica?

Na verdade - Não importa.
Paz.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O OUTRO LADO DA PÁSCOA

O OUTRO LADO DA PÁSCOA

O real significado da Páscoa, poucos sabem e a maioria não quer nem saber.
O que interessa mesmo é aproveitar o feriadão: viajar, passear, comer, beber, festejar ou simplesmente morcegar.
Neste contraditório mundo para uns é época de trabalhar mais para faturar bastante e para outros é momento de gastança, ás vezes além da conta; mas quem se importa com isso?
Alguns vão aproveitar o feriadão outros vão adoecer em virtude dele (mais adiante explicamos as razões).
Nossa relação com o trabalho deixou de ser um paradoxo para tornar-se esquizofrênica – até a idade adulta somos preparados para entrar com os dois pés no mercado de trabalho, numa luta desenfreada para ver quem assume os melhores e mais rendosos postos; depois a insatisfação predomina para a maioria e o trabalho passa a ser um fardo duro de carregar; se estamos sem emprego vamos á loucura; empregados nos deprimimos e não vemos a hora de chegar o fim de semana, as férias e as emendas de feriados.
Aproveitando a semana santa; que de santa não tem quase nada mais; para expor nosso raciocínio a respeito do outro lado dos feriados – Explicamos: algumas pessoas elevam o nível de ansiedade preparando a viagem – não é raro que as tarefas sejam mal executadas; especialmente as crianças e até alguns adultos já agravem o sono; até correm o risco de adoecer antes da viagem. Na véspera alguns só pensam na forma de sair antes para chegar primeiro com a desculpa de evitar os engarrafamentos.
A ansiedade materializada em pressa faz com que o número de acidentes viários aumente; e os acidentes orgânicos também; pois a ansiedade leva a comer todo tipo de porcarias em quantidade maior do que o habitual; antes e durante a viagem, tanto na ida quanto na volta.
A falta de bom senso detona com o coitado do organismo.
Mentes avoadas mais inquietude e compulsões detonam com o corpo físico.
A lei da inércia se encarrega de colocar muita gente de molho já de Sexta para Sábado: viroses; infecções; labirintite; enxaqueca; crises de asma ou bronquite; vômitos e diarréia; tosse, coriza; isso sem falar de acidentes mais graves de doenças como AVC, enfartes, etc. – Resumindo: (já colocamos em outro bate papo) Não temos botão de liga e desliga e todos os hormônios e mediadores de sistema nervoso que produzimos em larga escala na fase de ansiedade e correria não são metabolizados; e sobra tudo para o corpo físico, no dia depois de amanhã...

Para completar o quadro: não havia época mais interessante para inventarem a estória do ovo de Páscoa do que o início do outono, as variações de temperatura já contribuem para desencadear problemas respiratórios: rinite, sinusite, faringite, laringite, asma, bronquite; em virtude do potencial de incrementar alergias, enxaquecas e depressão (como efeito rebote) o consumo de chocolate dá o golpe final – quase ia esquecendo dos bebericos e da comilança.
Claro que esse processo tem seu lado bom.
Quem se delicia com a ressaca orgânica da comemoração da Páscoa é a indústria farmacêutica e a indústria da saúde (claro que, não os que trabalham no serviço publico; pois o serviço aumenta – e quem gosta de serviço?).
Dane-se a crise.
Se houvesse uma forma de medir com segurança os reflexos econômicos dessas épocas, iríamos observar o quanto o país perde com isso, tanto na diminuição da produtividade nos dias que antecede quanto na perda de eficiência nos dias pós comemorações desse tipo – Claro que há o lado positivo; mas, a relação custo benefício está indo para o brejo.
Em se tratando de acidentes de saúde:
Quem paga o pato com mais severidade é o corpo das crianças – boa parte delas ganhará vários ovos de páscoa e a rotina de nariz escorrendo, obstruído e tosse vai rolar até depois do último feriado do ano...
Um de nossos amigos conselheiros o Dr. Fradinho (no humor ele lembra muito o Fradinho do saudoso Henfil) tem uma receita super eficaz para resolver esse problema; mas fica para o próximo bate papo.
O lado escuro da Páscoa é o chocolate – Mas, que delícia!
Depois não diga que não avisei...
Paz.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

UM ESTRANHO NO NINHO

Depressão, angústia, pânico, TOC, surtos psicóticos...
Realmente o bicho está pegando para todos nós – claro que cada um vive seu momento; nossas lições podem ser parecidas; mas são únicas. Sirvo de cobaia para tentar mostrar ao amigo leitor um caminho para entender a nós mesmos e aos outros: a projeção; vejo no outro o que está em mim.

Doutor, eu não agüento mais!
Meu trabalho propicia um olhar mais profundo sobre o psicológico das pessoas; além disso, desde que me conheço por gente, diagnosticava e sentia o comportamento atual e futuro de quem cruzasse meu caminho – nada a ver com faculdades especiais, o mecanismo é intuitivo e projetivo; em algum lugar do passado, em alguma época, criei um carma (tudo e nada a ver com lei de causa e efeito; está mais para o lado da linguagem do caipirês – calma): automatizei enxergar os outros através de mim mesmo – hoje sei com mais clareza que, minha fala e meus escritos têm o endereço da minha própria pessoa (o problema é que sempre erro o CEP).
Claro que isso me incomodava e ainda perturba; não me interessa a vida dos outros - então passei a bloquear essas percepções para poder viver de forma mais normal; claro que minha condição de disléxico e DDAH; serve como facilitador do processo de ler o que ainda não estava escrito; e de sentir o ainda não manifesto - Para escapar, a saída encontrada foi: não registrar - Durante muito tempo usei isso como desculpa e justificativa para mim mesmo; e me dei mal; eu me viciei em fazer a mesma coisa comigo; pois conheço cada detalhe do que devo alterar no meu comportamento e finjo que tudo está correndo no tempo certo – talvez esse seja um comportamento típico dos habitantes do planeta – Mas isso, também não serve como desculpa. Fiz um autodiagnóstico e dentre outras coisas, penso que de tanto me cobrar demais reajo contra; feito criança birrenta – uso para consumo interno a condição índigo para espanar toda vez que sou pressionado – Faço quando quero! Se cobrar eu não faço!

Claro que a profissão e o estilo de trabalho a que fui conduzido me obriga a prestar atenção ao que rola na cabeça dos clientes para sobreviver, e até para pagar contas sociais e políticas que não fiz. Preciso estar “ligado nesse dom” para ajudá-los; tanto com o discurso; quanto com os diagnósticos e medicamentos; pois não posso fazer com eles o que faço com os outros que passam pela minha vida como naves espaciais ou cometas.
Como cidadão do mundo, eu já assumo, numa boa, minha falta de maturidade espiritual e comportamental; mas tenho uma tremenda dificuldade em executar; eu me cobro demais e faço pouco. Meus pacientes e conviventes servem como anestésico: não sou só eu! – Mas, e daí? O que isso resolve?

Oh Deus onde estás?
Ninguém me ama – Ninguém me quer!
Tenho identificado um problema comum em boa parte de nós: desejo de ser amado que leva a carência afetiva – Atendo pessoas que tem tudo o que a maioria sonha para ser feliz: pais, cuidados, família (alguns felizardos encontraram até a cara metade); no entanto sentem-se sós, depressivos, angustiados.

O que será que será?
O que nos aguarda no futuro?
O momento é delicado, pois o estilo de vida atual e a aceleração tem tornado o processo da sensação de solidão em algo destruidor da paz íntima.
Pouco conscientes cometemos pequenas e grandes loucuras e, nos atrapalhamos em todo tipo de relacionamentos; daí cada dia que passa nos sentimos mais solitários e pouco compreendidos; e nada comprometidos; pois cada um de nós busca fugas e refúgios bons ou péssimos para maquiar essa sensação.

Meus mestres são realmente águias ou anus como eu que imaginam serem águias?
A verdade é que estamos sendo atirados de encontro a nós mesmos; sem desejo e sem preparo. No momento vivo um drama espiritual: não sei se sou um anu ou uma águia.

O tema de nosso bate papo de hoje (está mais para monólogo, por falta de interação) é a sensação de estranho no ninho; que se agrava, quando se torna um sentimento: não fazermos parte do contexto; e até de não pertencermos a este mundo.
Em cada fase da vida essa sensação ou sentimento apresenta nuances diferentes.
Os que se sentem assim; bem que tentam se adaptar ou remediar (pior quando é preciso drogar-se com antidepressivos, soníferos e outras “droguitas” mais leves: açúcar, farináceos, chocolate – Mais leves? - só no contexto; pois nos deixam prá lá de pesados) - ou fogem através de perigosos caminhos: vícios ou distúrbios psicológicos graves.
O sentimento de inadequação pode resvalar para a menos valia ou o oposto a de rei da cocada preta.
A cada dia tenho encontrado tanto no trabalho quanto no dia a dia, pessoas que sofrem muito desse mal; com cada uma leio (pena que pouco aprendo) formas criativas de superar ou forma desastradas de viver; sempre que posso repasso ás pessoas lições vivenciadas por outras pessoas.

Usando a analogia do pássaro quanto á evolução espiritual, sempre me senti um anu (anu tem acento? Acho que só tem rabo; coisas da nova ortografia – na dúvida vamos escrever anu – sem acento), aquele pássaro com cara de bicho da idade da pedra e desengonçado – e que represento nesta brincadeira como o sujeito que vive voando baixo preocupado com as sensações e as coisas da matéria; vivendo entre águias (bicho bonito, invejável, deslizante, livre, leve e solto; quase um deus dos ares) – Muitas delas já me disseram você não é anu é águia; experimente voar – não consigo acreditar e fico lá parado na beirada do ninho – Por exemplo: em se tratando de desenvolver capacidades mediúnicas; cansei de ouvir: o cara está ai do lado; abre a boca e fala; mas teimo orgulhosamente em ficar de bico fechado – Por que orgulhosamente? Sou um anu orgulhoso, pois tímido e perfeccionista (duas das muitas camuflagens do orgulho) fico sempre em dúvida: Sou eu ou é o cara falando? O que vão dizer de mim? Sou um mistificador? Um animista? Um picareta? – Duvidas de anu que enquanto não forem resolvidas não ganhará a vestimenta de águia.

Sou ou não sou? Devo ou não devo? Existo ou sou um arremedo de pessoa?
Se isso serve de consolo, tenho encontrado muitas pessoas vivendo o mesmo drama existencial que eu: descobrir a própria identidade e tarefa de vida; e o pior: O que é e para que viver? – Mas, consolo é alimento dos espíritos fracos e pouco competentes. Quando descobrir de fato se eu sou anu ou águia; tento alçar vôo – Mas, com certeza já pode ser tarde... Fica para a próxima? – Neste ninho ou em outro? – Continuarei sendo um estranho no outro ninho? Continuarei um anu viajando nas asas de águias amigas?

Muitas pessoas têm questionado como eu: Onde está minha turma? Sou uma alma de outro universo que caiu aqui e está perdida? Quem sou eu? Quando e onde me perdi? Como achar o caminho de volta? – Parte da resposta eu já encontrei: Trabalha, espera, confia – e, acima de tudo, exercita o amor.
Mas, confesso que o exercício da atitude de amar me acalma e dá prazer (das “drogas” que meu espírito já experimentou, essa é a que dá o maior “barato”; mas ainda duvido; pois a cada dia novos fatos me trazem mais e mais dúvidas (desejos); “quanto mais rezo (mais conhecimento) mais assombração (sensação de inadequação e de ter feito tudo errado) me aparece” – Será esse o espelho onde há de refletir sua Santa Imagem? – a Eterna dúvida? A divina insegurança?

Projetando: estou me sentindo um anu muito só, pouco competente, cansado, impotente, quase inválido; mas insatisfeito com a companhia de outros anus - Alguma águia universal e luminosa quer me adotar? – Em tempo o anu é preto e desajeitado; nem branco nem luminoso (será que todas as águias sabem disso?) - Aceito; desde que não fique me dizendo que sou águia; quero ser respeitado como anu...
A cada dia começo a acreditar que o Chico Buarque tinha razão: “Deus é um cara gozador que adora brincadeira...” – Mas, com a permissão das águias que tentam me convencer que não estou condenado a ser anu para sempre; Rezo reclamando: Amado; comigo o Senhor abusou da Divina Criatividade!
Vai gostar de ser anu assim lá longe!

Cansei de tentar voar...
Brincadeira – eu vou continuar tentando.

Para finalizar: tem um amigo aqui ao lado quase desencarnado, pois ainda não assumiu; que deseja ficar escondido por enquanto; que me disse o seguinte: quando anu encarnado; um amigo me convenceu a pintar algumas penas de branco e a colocar um distintivo de marinheiro da beira do “tiete” para tentar voar mais alto e virar gavião da fiel – eu morri do coração de tanto sofrer, não agüentei e, desencarnei – aqui no plano espiritual, me convenceram a torcer para o mengo: virei urubu não deu certo; o mengo só se ferra; já tentaram me convencer a ficar verde e virar porco; outros tentaram me convencer a virar bambi; todo mundo dizendo que seu bicho cósmico é melhor: vire burro da araraquarense, etc. – Não deu certo; prefiro continuar anu; mas, se me derem uma camisa da águia vou torcer feito doido...
Vai um Prozac aí – estranho no ninho?
Não! – È melhor consumir um produto da Nestl... Aí que delícia!
Vamos nos ajudar uns aos outros: anus unidos jamais serão vencidos!

Paz.

domingo, 29 de março de 2009

UM OLHAR DIFERRENTE SOBRE O FINAL DOS TEMPOS

UM OLHAR DIFERENTE?

Para entender as colocações antigas e atuais sobre o final dos tempos; e não sobre catástrofes; é preciso parar para pensar a respeito de quem somos e o que fazemos aqui. De forma resumida: Somos um planeta escola multidimensional que abriga alunos nos mais diferentes estágios de evolução em todos os reinos da Natureza. Há alunos na sala de aula em 3D e outros distribuídos nas várias dimensões em 4D (chamado de mundo espiritual em suas várias subdivisões). Conforme já ocorreu muitas vezes e continuará acontecendo; periodicamente as escolas do universo progridem e os alunos são remanejados; tal e qual o fenômeno que está em andamento na atualidade. Quem quiser acreditar que acredite; quem quiser ver que veja; quem quiser reciclar que recicle...
Nosso assunto de hoje trata de uma das ferramentas mais importantes da seleção em andamento: O ESTRESSE CRÔNICO e seus efeitos.

Estar sob risco, é viver...
Todo ser vivo experimenta situações de “perigo”. Estar vivo já é uma situação de risco e de estresse. Sobreviver e assegurar a continuidade da espécie envolve uma infinidade de crises na vida de cada criatura e do grupo biológico ao qual pertence.
A repetição e a alternância entre as necessárias situações de estresse agudo; e os períodos de calmaria; permite a incorporação do aprendizado que cada uma dessas situações traz consigo. O próprio corpo ou equipamento da vida necessita de um tempo para se recuperar; caso contrário, definha ou adoece, e o ser morre.
As reações dos seres vivos e o desenvolvimento dos instintos são acelerados pelas situações de crises de sobrevivência que chamamos de reações de estresse “na hora que o bicho pega”.
Na vida animal as reações ao estresse são sempre reais, ocorrem de verdade. A reação a ser desenvolvida é: atacar, defender ou correr. Quem não consegue morre ou é devorado.
O ser humano tem um problema: quer queira quer não, pensa. O pensar de forma contínua é irreversível, e leva a escolher, a tomar atitudes ou a sonhar, fantasiar. Escolhas referendadas pelas atitudes geram efeitos em si, nos outros e no ambiente em que vive. Então, o candidato a homem deveria analisar melhor o que pensa para não ficar inventando problemas, imaginando dificuldades, alimentando o medo e a ansiedade doentia (chamam a essa atitude: paranóia). Pois, sonhos ou imaginações mesmo que não sejam postos em prática, não sejam executados, são capazes de ativar instintos, emoções e levar o organismo a produzir substâncias, mediadores químicos ou hormônios, relacionados ás informações bioquímicas enviadas como sinal de perigo; tudo isso, é capaz de agir no corpo físico. E de retorno devolvendo à mente sensações desagradáveis e doentias.
De forma resumida:
Há significativas diferenças entre nós e os outros seres vivos. Instinto, razão, emoção e sentimentos caracterizam uma unidade humana, ou individualidade. Na pessoa equilibrada esses componentes estão alinhados e desenvolvidos de forma harmônica. Qualquer situação de crise ou estresse agudo é bem vinda, e logo resolvida, de forma a trazer mais progresso. E, o aprendizado resultante dessa experiência é incorporado ao subconsciente, para ser usado logo em seguida, quando e se necessário. Vivemos um drama: desarmonia na personalidade e no caráter é grande: instintos, razão, emoção e sentimentos não concordam; um quer uma coisa e outro deseja outra. Não estão ainda integrados sob o comando da razão. Não que a racionalidade seja melhor ou pior do que os instintos e emoções; apenas é o componente de nossa personalidade em condições de assumir o comando do desenvolvimento da maturidade psicológica. O desencontro íntimo gera em nós crises atrás de crises que se traduzem na forma de conflitos: pode não pode, devo não devo... Poucas pessoas tornam-se conscientes; a maior parte delas permanece na faixa subconsciente. Que é onde a maior parte das pessoas se movimenta na evolução. Ainda temos pouca consciência do que pensamos, sentimos e fazemos. Desse modo, não percebemos que criamos para nós mesmos e para os outros embaraços e estresse desnecessário e, inútil.
Outra dificuldade a ser superada:
Somos capazes de fazer abstrações, de criar uma vida imaginativa povoada de sonhos, desejos, medos, angústias... Imaginemos o que acontece com a cabeça das crianças neste mundo de imaginação a mil por hora trazida e reforçada pela mídia de ação rápida.
Exatamente nesse ponto: na capacidade mal conduzida de imaginar, inventar e criar, está a raiz do problema do estresse crônico até nas crianças pequenas. Ele é uma ilusão mental/emocional individual e coletiva. Até aí, tudo bem; o perigo disso reside no fato de que tudo que acontece no campo da energia pode se concretizar e se materializar nesta dimensão. O estressado crônico logo começa a trazer para o corpo sua desarmonia na forma de distúrbios do metabolismo: aumento da produção de colesterol, concentração de gordura abaixo da linha da cintura. Alterações na produção dos hormônios, especialmente aqueles diretamente relacionados com o instinto de defesa da vida: adrenalina, acetil/colina, vasopressina, cortisol, serotonina, etc. Qual será a razão que leva as crianças de hoje a adoecerem mais do que as de antigamente?
O número de situações de estresse real a que as pessoas estão submetidas no dia a dia é mínimo se, comparado com os episódios de estresse mental/emocional que elas mesmas criam ou alimentam. Todos nós estamos sujeitos a situações nas quais nossa vida corre risco: acidentes, ataques de animais, agressões, assaltos, etc. No entanto, essas situações são mais ou menos esporádicas e, o corpo e mente tem tempo suficiente para se recompor, até que nova situação surja.
A seleção está em andamento:
A natureza não dá ponto sem nó; a reação de estresse aguda sempre é muito útil na evolução dos seres vivos: movimento, vibração, interação. Já o estresse crônico, quase sempre é inútil e doentio; uma espécie de correr sem sair do lugar (tal e qual correr numa esteira ou pedalar numa bicicleta parada quando seria possível caminhar ao ar livre); Até é possível que as razões ou o que motivou a situação de estresse crônico, tenham lá a sua utilidade pessoal ou até para o bem comum; mas isso é raro, muito raro ainda.
Vamos brincar de pensar:
Muitas são as situações habituais de estresse inútil e doentio; ligadas ás nossas características de personalidade e forma de viver:
· O sujeito se esgota ao tentar controlar a vida dos outros, ou tentando manipular os acontecimentos querendo bancar “deus”.
· Alguns orgulhosos e controladores pensam que apenas eles fazem as coisas bem feitas e trazem para si toda a responsabilidade de tarefas que podem e devem ser delegadas aos outros.
· Os incompetentes para assumir vida como humanos de fato passam a centralizar toda a sua vida apenas no trabalho, esquecendo todas as outras tarefas. Viciam-se nele e se desesperam quando são descartados ou substituídos por outros.
· Os escravos da rotina que aliena.
· Os gulosos que querem atingir tudo de uma vez.
· Os crédulos e preguiçosos de pensar que se deixam escravizar pelos valores transitórios criados pela mídia que a cada dia cria novos objetos do desejo.
· Os que imaginam que fazer a tarefa dos outros para tornar-lhes a vida muito cômoda vai levá-los ao céu ou paraíso.
· Os inseguros que tentam se afirmar a qualquer preço, através da valorização do ter, possuir, aparentar.

Podemos dizer que o estresse crônico é um tipo de neurose?
Antes de a rotularmos como um distúrbio psicológico ou uma doença, a condição neurótica representa um estilo de vida. Ele nos foi dado como uma herança cultural e educativa, pois aprendemos com nossos pais e as outras pessoas esse estilo de viver ou de sobreviver. Se nós vivenciamos problemas devido a isso, não podemos jogar a responsabilidade apenas na educação recebida, pois manter ou exacerbar essa condição cultural é responsabilidade de cada um (uma das razões de nosso viver). Exceto no caso das crianças pequenas que estão sendo dizimadas pela incapacidade dos pais; na hora de tentar resolver a perda da qualidade de vida que ela traz, não adianta tentar terceirizar a responsabilidade pela resolução definitiva. O estilo de vida guiado pela neura nos induz a delegar aos outros; escolhas e diretrizes de nossa vida, cujos frutos futuros teremos que digerir; quer nós queiramos ou não quer aceitemos ou não. As crianças desde muito pequenas devem aprender que os débitos perante a vida não serão ressarcidos em dólar, real, euro ou sofrimento; mas sim, com a reparação gerada pela mudança no padrão de atitudes. Na seqüência vamos bater um papo sobre o golpe final; a encomenda do caixão acalentado pelo estresse crônico: o desejo desenfreado de consumir.
A marca registrada da “neura moderna” é o desejo e a capacidade de competir para ver quem consome mais e com mais prazer. Sobrepujar o outro quase que se torna a razão de viver de muitos, é a meta principal de vida.
Mas, como numa fila única apenas um pode andar puxando o resto, para tomar o lugar do primeiro vale tudo: empurrar, dar rasteira, etc. Muitos se conformam em não atingir os primeiros postos, em não conseguir andar no pelotão de elite, daí passam a competir com os que andam no mesmo ritmo, ou lado a lado. Os irmãos são criados num clima de competição infernal. Pais e mães competem com os filhos. Maridos e mulheres tornam-se adversários. Numa empresa para tomar o lugar do chefe ou passar o colega para trás vale tudo: mentir, denegrir, roubar idéias e projetos, executar as coisas de forma errada para detonar com o projeto do outro, quebrar máquinas e peças.
Na cabeça de muita gente rola o tempo todo; a idéia de se defender das artimanhas dos outros; como se todo mundo fosse passá-lo para trás. A neura é maior ainda porque as pessoas projetam nas outras; o que elas mesmas são capazes de fazer se a situação for favorável ou permitir. Muita gente passa boa parte do dia maquinando como derrotar seus ilusórios inimigos ou seus concorrentes, incrementando um estresse mais do que doentio.

O estilo de medicina atual dá o golpe de misericórdia e encomenda a missa de sétimo dia.
Concluindo nosso assunto: Não será preciso desastres climáticos nem catástrofes aterradoras; o estresse crônico vai fazer uma limpeza geral. E aí amigo? – Já tomou seus remédios hoje? – Já marcou os exames? – Nossa seu neto de quinze anos está com artrose? – O filho do vizinho de 5 anos está com diabetes? – Quais estão com câncer?

Bem vamos mudar de assunto e conversar sobre coisas mais interessantes e agradáveis: Quer ir comer um churrasquinho na hora do jogo do Brasil? – Será que eles ganham hoje? – Os pentelhos dos argentinos enfiaram quatro naquele timeco... Viu o Rubinho? – vamos ter que agüentar aquele b.... lutando pelo título. E as notícias da política? Deus me livre...

Livros Publicados

Livros Publicados
Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

Pequenos descuidos, grandes problemas

Quem ama cuida

Quem ama cuida

Chegando à casa espírita

Chegando à casa espírita

Saúde ou doença, a escolha é sua

Saúde ou doença, a escolha é sua

A reforma íntima começa no berço

A reforma íntima começa no berço

Educar para um mundo novo

Educar para um mundo novo