UM SANTO REMÉDIO
Vivemos na Era dos altos e baixos, das alternâncias; neste momento feliz daqui a minutos, depressivo; doce e logo agressivo. O corpo físico reage da mesma forma: pressão que sobe e logo desce; glicemia que se eleva e logo vai para hipoglicemia. Num momento saudável a seguir doente ou morto.
Como manter a estabilidade e a saúde em épocas como esta?
Com certeza; não da forma preconizada pela nossa cultura médica: o uso de remédios profiláticos; essa atitude representa uma visão quase esquizofrênica da questão da saúde, doença e cura. O momento atual não comporta mais medidas provisórias e que agravam o problema levando a desfechos sofridos e inusitados.
Dia destes flagrei duas pessoas conversando a respeito de seus problemas de saúde. Uma delas disse: Depois desse susto estou me cuidando – vou regulamente ao médico, faço todos os exames; e tomo os remédios, direitinho; estou cuidando de minha saúde!
Na verdade, essa pessoa está cuidando e alimentando a doença – ela nem se referiu a qualquer mudança de hábito; muito menos de reformar sua personalidade. Essa distorção da cultura médica foi certamente provocada pela ingerência da indústria farmacêutica na formação médica.
Nossa conversa de hoje está diretamente ligada a três ícones da medicina farmacológica voltada para a terceira idade que já atinge a segunda e até a primeira idade; e grande fonte de receita para a indústria da doença: Medicamentos hipoglicemiantes, controladores da pressão arterial e do colesterol – Em tudo na vida de quem pensa, a relação custo benefício deve ser avaliada. No uso de fármacos temos custos financeiros (mesmo que o “Ministério da Doença” ofereça o remédio, teoricamente de graça, pois alguém paga: os que produzem alguma coisa é que bancam – mas, a própria vítima ou paciente tem que se deslocar para pegar sua cota mensal, etc.); mesmo assim há o custo orgânico: vários órgãos têm que se virar para metabolizar e excretar a droga; um problema: os medicamentos rapidamente deixam de fazer efeito e as doses devem ser aumentadas ou a droga substituída por outra de ultima geração, muito mais cara – Falar de efeitos colaterais em culturas de mentes pobres é perda de tempo; a primeira coisa que as vítimas fazem é eliminar as provas da própria falta de competência humana: jogar a bula fora para não ter que pensar; nem responsabilizar-se pela própria vida; caso dê errado a culpa é do médico, do hospital ou Deus quis...
Em nosso trabalho, a cada dia, recebemos pacientes cada vez mais jovens que vêm em busca de substituir remédios para segurar a dança da pressão, da glicemia, do colesterol e triglicérides elevados pela homeopatia. Claro que cada caso é um caso. Mas, quando há a mínima condição todos saem com uma receita infalível: Um par de bom tênis, short, camiseta e pé na estrada – Nenhum medicamento é mais eficiente para combater essas doenças do que o uso sistemático do corpo. Está estressado dê uma passeada; corra se te faz bem; alonga de vez em quando onde está pegando; fica descalço um pouco na terra ou na grama; Ouse sair da estúpida normalidade: espante os vizinhos ao chegar na sua casa de tênis na mão e com o pezão no chão (bactérias e sujeira? – Nada que a água não retire); aproveite todas as chuvas sem relâmpagos para tirar a “uruca”; volte a ser criança – nada mais gostoso que andar na chuva – Medo do que? Vergonha do que? Torne-se o maluco beleza e saudável do sétimo andar; e daí que a Dona Marocas viciada em remédio do terceiro comente suas maluquices?
Numa sociedade neurótica, quase esquizofrênica para que nos tornemos felizes e saudáveis é preciso ser rotulado pela maioria de doidinhos (felizes, brincalhões; ajudam a todos e estão sempre na sua).
Finalizamos nosso papo de hoje com uma receita Tolteca fantástica: “O homem tem dois médicos: o pé direito e o pé esquerdo”.
Abandone sempre que possível o carro e o transporte, ande, corra, pule, sinta o sol, o vento, a água e a terra: Cure-se.
Sabe que no pé temos o mapa energético de todos os órgãos do corpo?
Reflexologia - Será que os Toltecas tinham esse conhecimento ou foi uma sacada empírica?
Na verdade - Não importa.
Paz.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O OUTRO LADO DA PÁSCOA
O OUTRO LADO DA PÁSCOA
O real significado da Páscoa, poucos sabem e a maioria não quer nem saber.
O que interessa mesmo é aproveitar o feriadão: viajar, passear, comer, beber, festejar ou simplesmente morcegar.
Neste contraditório mundo para uns é época de trabalhar mais para faturar bastante e para outros é momento de gastança, ás vezes além da conta; mas quem se importa com isso?
Alguns vão aproveitar o feriadão outros vão adoecer em virtude dele (mais adiante explicamos as razões).
Nossa relação com o trabalho deixou de ser um paradoxo para tornar-se esquizofrênica – até a idade adulta somos preparados para entrar com os dois pés no mercado de trabalho, numa luta desenfreada para ver quem assume os melhores e mais rendosos postos; depois a insatisfação predomina para a maioria e o trabalho passa a ser um fardo duro de carregar; se estamos sem emprego vamos á loucura; empregados nos deprimimos e não vemos a hora de chegar o fim de semana, as férias e as emendas de feriados.
Aproveitando a semana santa; que de santa não tem quase nada mais; para expor nosso raciocínio a respeito do outro lado dos feriados – Explicamos: algumas pessoas elevam o nível de ansiedade preparando a viagem – não é raro que as tarefas sejam mal executadas; especialmente as crianças e até alguns adultos já agravem o sono; até correm o risco de adoecer antes da viagem. Na véspera alguns só pensam na forma de sair antes para chegar primeiro com a desculpa de evitar os engarrafamentos.
A ansiedade materializada em pressa faz com que o número de acidentes viários aumente; e os acidentes orgânicos também; pois a ansiedade leva a comer todo tipo de porcarias em quantidade maior do que o habitual; antes e durante a viagem, tanto na ida quanto na volta.
A falta de bom senso detona com o coitado do organismo.
Mentes avoadas mais inquietude e compulsões detonam com o corpo físico.
A lei da inércia se encarrega de colocar muita gente de molho já de Sexta para Sábado: viroses; infecções; labirintite; enxaqueca; crises de asma ou bronquite; vômitos e diarréia; tosse, coriza; isso sem falar de acidentes mais graves de doenças como AVC, enfartes, etc. – Resumindo: (já colocamos em outro bate papo) Não temos botão de liga e desliga e todos os hormônios e mediadores de sistema nervoso que produzimos em larga escala na fase de ansiedade e correria não são metabolizados; e sobra tudo para o corpo físico, no dia depois de amanhã...
Para completar o quadro: não havia época mais interessante para inventarem a estória do ovo de Páscoa do que o início do outono, as variações de temperatura já contribuem para desencadear problemas respiratórios: rinite, sinusite, faringite, laringite, asma, bronquite; em virtude do potencial de incrementar alergias, enxaquecas e depressão (como efeito rebote) o consumo de chocolate dá o golpe final – quase ia esquecendo dos bebericos e da comilança.
Claro que esse processo tem seu lado bom.
Quem se delicia com a ressaca orgânica da comemoração da Páscoa é a indústria farmacêutica e a indústria da saúde (claro que, não os que trabalham no serviço publico; pois o serviço aumenta – e quem gosta de serviço?).
Dane-se a crise.
Se houvesse uma forma de medir com segurança os reflexos econômicos dessas épocas, iríamos observar o quanto o país perde com isso, tanto na diminuição da produtividade nos dias que antecede quanto na perda de eficiência nos dias pós comemorações desse tipo – Claro que há o lado positivo; mas, a relação custo benefício está indo para o brejo.
Em se tratando de acidentes de saúde:
Quem paga o pato com mais severidade é o corpo das crianças – boa parte delas ganhará vários ovos de páscoa e a rotina de nariz escorrendo, obstruído e tosse vai rolar até depois do último feriado do ano...
Um de nossos amigos conselheiros o Dr. Fradinho (no humor ele lembra muito o Fradinho do saudoso Henfil) tem uma receita super eficaz para resolver esse problema; mas fica para o próximo bate papo.
O lado escuro da Páscoa é o chocolate – Mas, que delícia!
Depois não diga que não avisei...
Paz.
O real significado da Páscoa, poucos sabem e a maioria não quer nem saber.
O que interessa mesmo é aproveitar o feriadão: viajar, passear, comer, beber, festejar ou simplesmente morcegar.
Neste contraditório mundo para uns é época de trabalhar mais para faturar bastante e para outros é momento de gastança, ás vezes além da conta; mas quem se importa com isso?
Alguns vão aproveitar o feriadão outros vão adoecer em virtude dele (mais adiante explicamos as razões).
Nossa relação com o trabalho deixou de ser um paradoxo para tornar-se esquizofrênica – até a idade adulta somos preparados para entrar com os dois pés no mercado de trabalho, numa luta desenfreada para ver quem assume os melhores e mais rendosos postos; depois a insatisfação predomina para a maioria e o trabalho passa a ser um fardo duro de carregar; se estamos sem emprego vamos á loucura; empregados nos deprimimos e não vemos a hora de chegar o fim de semana, as férias e as emendas de feriados.
Aproveitando a semana santa; que de santa não tem quase nada mais; para expor nosso raciocínio a respeito do outro lado dos feriados – Explicamos: algumas pessoas elevam o nível de ansiedade preparando a viagem – não é raro que as tarefas sejam mal executadas; especialmente as crianças e até alguns adultos já agravem o sono; até correm o risco de adoecer antes da viagem. Na véspera alguns só pensam na forma de sair antes para chegar primeiro com a desculpa de evitar os engarrafamentos.
A ansiedade materializada em pressa faz com que o número de acidentes viários aumente; e os acidentes orgânicos também; pois a ansiedade leva a comer todo tipo de porcarias em quantidade maior do que o habitual; antes e durante a viagem, tanto na ida quanto na volta.
A falta de bom senso detona com o coitado do organismo.
Mentes avoadas mais inquietude e compulsões detonam com o corpo físico.
A lei da inércia se encarrega de colocar muita gente de molho já de Sexta para Sábado: viroses; infecções; labirintite; enxaqueca; crises de asma ou bronquite; vômitos e diarréia; tosse, coriza; isso sem falar de acidentes mais graves de doenças como AVC, enfartes, etc. – Resumindo: (já colocamos em outro bate papo) Não temos botão de liga e desliga e todos os hormônios e mediadores de sistema nervoso que produzimos em larga escala na fase de ansiedade e correria não são metabolizados; e sobra tudo para o corpo físico, no dia depois de amanhã...
Para completar o quadro: não havia época mais interessante para inventarem a estória do ovo de Páscoa do que o início do outono, as variações de temperatura já contribuem para desencadear problemas respiratórios: rinite, sinusite, faringite, laringite, asma, bronquite; em virtude do potencial de incrementar alergias, enxaquecas e depressão (como efeito rebote) o consumo de chocolate dá o golpe final – quase ia esquecendo dos bebericos e da comilança.
Claro que esse processo tem seu lado bom.
Quem se delicia com a ressaca orgânica da comemoração da Páscoa é a indústria farmacêutica e a indústria da saúde (claro que, não os que trabalham no serviço publico; pois o serviço aumenta – e quem gosta de serviço?).
Dane-se a crise.
Se houvesse uma forma de medir com segurança os reflexos econômicos dessas épocas, iríamos observar o quanto o país perde com isso, tanto na diminuição da produtividade nos dias que antecede quanto na perda de eficiência nos dias pós comemorações desse tipo – Claro que há o lado positivo; mas, a relação custo benefício está indo para o brejo.
Em se tratando de acidentes de saúde:
Quem paga o pato com mais severidade é o corpo das crianças – boa parte delas ganhará vários ovos de páscoa e a rotina de nariz escorrendo, obstruído e tosse vai rolar até depois do último feriado do ano...
Um de nossos amigos conselheiros o Dr. Fradinho (no humor ele lembra muito o Fradinho do saudoso Henfil) tem uma receita super eficaz para resolver esse problema; mas fica para o próximo bate papo.
O lado escuro da Páscoa é o chocolate – Mas, que delícia!
Depois não diga que não avisei...
Paz.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
UM ESTRANHO NO NINHO
Depressão, angústia, pânico, TOC, surtos psicóticos...
Realmente o bicho está pegando para todos nós – claro que cada um vive seu momento; nossas lições podem ser parecidas; mas são únicas. Sirvo de cobaia para tentar mostrar ao amigo leitor um caminho para entender a nós mesmos e aos outros: a projeção; vejo no outro o que está em mim.
Doutor, eu não agüento mais!
Meu trabalho propicia um olhar mais profundo sobre o psicológico das pessoas; além disso, desde que me conheço por gente, diagnosticava e sentia o comportamento atual e futuro de quem cruzasse meu caminho – nada a ver com faculdades especiais, o mecanismo é intuitivo e projetivo; em algum lugar do passado, em alguma época, criei um carma (tudo e nada a ver com lei de causa e efeito; está mais para o lado da linguagem do caipirês – calma): automatizei enxergar os outros através de mim mesmo – hoje sei com mais clareza que, minha fala e meus escritos têm o endereço da minha própria pessoa (o problema é que sempre erro o CEP).
Claro que isso me incomodava e ainda perturba; não me interessa a vida dos outros - então passei a bloquear essas percepções para poder viver de forma mais normal; claro que minha condição de disléxico e DDAH; serve como facilitador do processo de ler o que ainda não estava escrito; e de sentir o ainda não manifesto - Para escapar, a saída encontrada foi: não registrar - Durante muito tempo usei isso como desculpa e justificativa para mim mesmo; e me dei mal; eu me viciei em fazer a mesma coisa comigo; pois conheço cada detalhe do que devo alterar no meu comportamento e finjo que tudo está correndo no tempo certo – talvez esse seja um comportamento típico dos habitantes do planeta – Mas isso, também não serve como desculpa. Fiz um autodiagnóstico e dentre outras coisas, penso que de tanto me cobrar demais reajo contra; feito criança birrenta – uso para consumo interno a condição índigo para espanar toda vez que sou pressionado – Faço quando quero! Se cobrar eu não faço!
Claro que a profissão e o estilo de trabalho a que fui conduzido me obriga a prestar atenção ao que rola na cabeça dos clientes para sobreviver, e até para pagar contas sociais e políticas que não fiz. Preciso estar “ligado nesse dom” para ajudá-los; tanto com o discurso; quanto com os diagnósticos e medicamentos; pois não posso fazer com eles o que faço com os outros que passam pela minha vida como naves espaciais ou cometas.
Como cidadão do mundo, eu já assumo, numa boa, minha falta de maturidade espiritual e comportamental; mas tenho uma tremenda dificuldade em executar; eu me cobro demais e faço pouco. Meus pacientes e conviventes servem como anestésico: não sou só eu! – Mas, e daí? O que isso resolve?
Oh Deus onde estás?
Ninguém me ama – Ninguém me quer!
Tenho identificado um problema comum em boa parte de nós: desejo de ser amado que leva a carência afetiva – Atendo pessoas que tem tudo o que a maioria sonha para ser feliz: pais, cuidados, família (alguns felizardos encontraram até a cara metade); no entanto sentem-se sós, depressivos, angustiados.
O que será que será?
O que nos aguarda no futuro?
O momento é delicado, pois o estilo de vida atual e a aceleração tem tornado o processo da sensação de solidão em algo destruidor da paz íntima.
Pouco conscientes cometemos pequenas e grandes loucuras e, nos atrapalhamos em todo tipo de relacionamentos; daí cada dia que passa nos sentimos mais solitários e pouco compreendidos; e nada comprometidos; pois cada um de nós busca fugas e refúgios bons ou péssimos para maquiar essa sensação.
Meus mestres são realmente águias ou anus como eu que imaginam serem águias?
A verdade é que estamos sendo atirados de encontro a nós mesmos; sem desejo e sem preparo. No momento vivo um drama espiritual: não sei se sou um anu ou uma águia.
O tema de nosso bate papo de hoje (está mais para monólogo, por falta de interação) é a sensação de estranho no ninho; que se agrava, quando se torna um sentimento: não fazermos parte do contexto; e até de não pertencermos a este mundo.
Em cada fase da vida essa sensação ou sentimento apresenta nuances diferentes.
Os que se sentem assim; bem que tentam se adaptar ou remediar (pior quando é preciso drogar-se com antidepressivos, soníferos e outras “droguitas” mais leves: açúcar, farináceos, chocolate – Mais leves? - só no contexto; pois nos deixam prá lá de pesados) - ou fogem através de perigosos caminhos: vícios ou distúrbios psicológicos graves.
O sentimento de inadequação pode resvalar para a menos valia ou o oposto a de rei da cocada preta.
A cada dia tenho encontrado tanto no trabalho quanto no dia a dia, pessoas que sofrem muito desse mal; com cada uma leio (pena que pouco aprendo) formas criativas de superar ou forma desastradas de viver; sempre que posso repasso ás pessoas lições vivenciadas por outras pessoas.
Usando a analogia do pássaro quanto á evolução espiritual, sempre me senti um anu (anu tem acento? Acho que só tem rabo; coisas da nova ortografia – na dúvida vamos escrever anu – sem acento), aquele pássaro com cara de bicho da idade da pedra e desengonçado – e que represento nesta brincadeira como o sujeito que vive voando baixo preocupado com as sensações e as coisas da matéria; vivendo entre águias (bicho bonito, invejável, deslizante, livre, leve e solto; quase um deus dos ares) – Muitas delas já me disseram você não é anu é águia; experimente voar – não consigo acreditar e fico lá parado na beirada do ninho – Por exemplo: em se tratando de desenvolver capacidades mediúnicas; cansei de ouvir: o cara está ai do lado; abre a boca e fala; mas teimo orgulhosamente em ficar de bico fechado – Por que orgulhosamente? Sou um anu orgulhoso, pois tímido e perfeccionista (duas das muitas camuflagens do orgulho) fico sempre em dúvida: Sou eu ou é o cara falando? O que vão dizer de mim? Sou um mistificador? Um animista? Um picareta? – Duvidas de anu que enquanto não forem resolvidas não ganhará a vestimenta de águia.
Sou ou não sou? Devo ou não devo? Existo ou sou um arremedo de pessoa?
Se isso serve de consolo, tenho encontrado muitas pessoas vivendo o mesmo drama existencial que eu: descobrir a própria identidade e tarefa de vida; e o pior: O que é e para que viver? – Mas, consolo é alimento dos espíritos fracos e pouco competentes. Quando descobrir de fato se eu sou anu ou águia; tento alçar vôo – Mas, com certeza já pode ser tarde... Fica para a próxima? – Neste ninho ou em outro? – Continuarei sendo um estranho no outro ninho? Continuarei um anu viajando nas asas de águias amigas?
Muitas pessoas têm questionado como eu: Onde está minha turma? Sou uma alma de outro universo que caiu aqui e está perdida? Quem sou eu? Quando e onde me perdi? Como achar o caminho de volta? – Parte da resposta eu já encontrei: Trabalha, espera, confia – e, acima de tudo, exercita o amor.
Mas, confesso que o exercício da atitude de amar me acalma e dá prazer (das “drogas” que meu espírito já experimentou, essa é a que dá o maior “barato”; mas ainda duvido; pois a cada dia novos fatos me trazem mais e mais dúvidas (desejos); “quanto mais rezo (mais conhecimento) mais assombração (sensação de inadequação e de ter feito tudo errado) me aparece” – Será esse o espelho onde há de refletir sua Santa Imagem? – a Eterna dúvida? A divina insegurança?
Projetando: estou me sentindo um anu muito só, pouco competente, cansado, impotente, quase inválido; mas insatisfeito com a companhia de outros anus - Alguma águia universal e luminosa quer me adotar? – Em tempo o anu é preto e desajeitado; nem branco nem luminoso (será que todas as águias sabem disso?) - Aceito; desde que não fique me dizendo que sou águia; quero ser respeitado como anu...
A cada dia começo a acreditar que o Chico Buarque tinha razão: “Deus é um cara gozador que adora brincadeira...” – Mas, com a permissão das águias que tentam me convencer que não estou condenado a ser anu para sempre; Rezo reclamando: Amado; comigo o Senhor abusou da Divina Criatividade!
Vai gostar de ser anu assim lá longe!
Cansei de tentar voar...
Brincadeira – eu vou continuar tentando.
Para finalizar: tem um amigo aqui ao lado quase desencarnado, pois ainda não assumiu; que deseja ficar escondido por enquanto; que me disse o seguinte: quando anu encarnado; um amigo me convenceu a pintar algumas penas de branco e a colocar um distintivo de marinheiro da beira do “tiete” para tentar voar mais alto e virar gavião da fiel – eu morri do coração de tanto sofrer, não agüentei e, desencarnei – aqui no plano espiritual, me convenceram a torcer para o mengo: virei urubu não deu certo; o mengo só se ferra; já tentaram me convencer a ficar verde e virar porco; outros tentaram me convencer a virar bambi; todo mundo dizendo que seu bicho cósmico é melhor: vire burro da araraquarense, etc. – Não deu certo; prefiro continuar anu; mas, se me derem uma camisa da águia vou torcer feito doido...
Vai um Prozac aí – estranho no ninho?
Não! – È melhor consumir um produto da Nestl... Aí que delícia!
Vamos nos ajudar uns aos outros: anus unidos jamais serão vencidos!
Paz.
Realmente o bicho está pegando para todos nós – claro que cada um vive seu momento; nossas lições podem ser parecidas; mas são únicas. Sirvo de cobaia para tentar mostrar ao amigo leitor um caminho para entender a nós mesmos e aos outros: a projeção; vejo no outro o que está em mim.
Doutor, eu não agüento mais!
Meu trabalho propicia um olhar mais profundo sobre o psicológico das pessoas; além disso, desde que me conheço por gente, diagnosticava e sentia o comportamento atual e futuro de quem cruzasse meu caminho – nada a ver com faculdades especiais, o mecanismo é intuitivo e projetivo; em algum lugar do passado, em alguma época, criei um carma (tudo e nada a ver com lei de causa e efeito; está mais para o lado da linguagem do caipirês – calma): automatizei enxergar os outros através de mim mesmo – hoje sei com mais clareza que, minha fala e meus escritos têm o endereço da minha própria pessoa (o problema é que sempre erro o CEP).
Claro que isso me incomodava e ainda perturba; não me interessa a vida dos outros - então passei a bloquear essas percepções para poder viver de forma mais normal; claro que minha condição de disléxico e DDAH; serve como facilitador do processo de ler o que ainda não estava escrito; e de sentir o ainda não manifesto - Para escapar, a saída encontrada foi: não registrar - Durante muito tempo usei isso como desculpa e justificativa para mim mesmo; e me dei mal; eu me viciei em fazer a mesma coisa comigo; pois conheço cada detalhe do que devo alterar no meu comportamento e finjo que tudo está correndo no tempo certo – talvez esse seja um comportamento típico dos habitantes do planeta – Mas isso, também não serve como desculpa. Fiz um autodiagnóstico e dentre outras coisas, penso que de tanto me cobrar demais reajo contra; feito criança birrenta – uso para consumo interno a condição índigo para espanar toda vez que sou pressionado – Faço quando quero! Se cobrar eu não faço!
Claro que a profissão e o estilo de trabalho a que fui conduzido me obriga a prestar atenção ao que rola na cabeça dos clientes para sobreviver, e até para pagar contas sociais e políticas que não fiz. Preciso estar “ligado nesse dom” para ajudá-los; tanto com o discurso; quanto com os diagnósticos e medicamentos; pois não posso fazer com eles o que faço com os outros que passam pela minha vida como naves espaciais ou cometas.
Como cidadão do mundo, eu já assumo, numa boa, minha falta de maturidade espiritual e comportamental; mas tenho uma tremenda dificuldade em executar; eu me cobro demais e faço pouco. Meus pacientes e conviventes servem como anestésico: não sou só eu! – Mas, e daí? O que isso resolve?
Oh Deus onde estás?
Ninguém me ama – Ninguém me quer!
Tenho identificado um problema comum em boa parte de nós: desejo de ser amado que leva a carência afetiva – Atendo pessoas que tem tudo o que a maioria sonha para ser feliz: pais, cuidados, família (alguns felizardos encontraram até a cara metade); no entanto sentem-se sós, depressivos, angustiados.
O que será que será?
O que nos aguarda no futuro?
O momento é delicado, pois o estilo de vida atual e a aceleração tem tornado o processo da sensação de solidão em algo destruidor da paz íntima.
Pouco conscientes cometemos pequenas e grandes loucuras e, nos atrapalhamos em todo tipo de relacionamentos; daí cada dia que passa nos sentimos mais solitários e pouco compreendidos; e nada comprometidos; pois cada um de nós busca fugas e refúgios bons ou péssimos para maquiar essa sensação.
Meus mestres são realmente águias ou anus como eu que imaginam serem águias?
A verdade é que estamos sendo atirados de encontro a nós mesmos; sem desejo e sem preparo. No momento vivo um drama espiritual: não sei se sou um anu ou uma águia.
O tema de nosso bate papo de hoje (está mais para monólogo, por falta de interação) é a sensação de estranho no ninho; que se agrava, quando se torna um sentimento: não fazermos parte do contexto; e até de não pertencermos a este mundo.
Em cada fase da vida essa sensação ou sentimento apresenta nuances diferentes.
Os que se sentem assim; bem que tentam se adaptar ou remediar (pior quando é preciso drogar-se com antidepressivos, soníferos e outras “droguitas” mais leves: açúcar, farináceos, chocolate – Mais leves? - só no contexto; pois nos deixam prá lá de pesados) - ou fogem através de perigosos caminhos: vícios ou distúrbios psicológicos graves.
O sentimento de inadequação pode resvalar para a menos valia ou o oposto a de rei da cocada preta.
A cada dia tenho encontrado tanto no trabalho quanto no dia a dia, pessoas que sofrem muito desse mal; com cada uma leio (pena que pouco aprendo) formas criativas de superar ou forma desastradas de viver; sempre que posso repasso ás pessoas lições vivenciadas por outras pessoas.
Usando a analogia do pássaro quanto á evolução espiritual, sempre me senti um anu (anu tem acento? Acho que só tem rabo; coisas da nova ortografia – na dúvida vamos escrever anu – sem acento), aquele pássaro com cara de bicho da idade da pedra e desengonçado – e que represento nesta brincadeira como o sujeito que vive voando baixo preocupado com as sensações e as coisas da matéria; vivendo entre águias (bicho bonito, invejável, deslizante, livre, leve e solto; quase um deus dos ares) – Muitas delas já me disseram você não é anu é águia; experimente voar – não consigo acreditar e fico lá parado na beirada do ninho – Por exemplo: em se tratando de desenvolver capacidades mediúnicas; cansei de ouvir: o cara está ai do lado; abre a boca e fala; mas teimo orgulhosamente em ficar de bico fechado – Por que orgulhosamente? Sou um anu orgulhoso, pois tímido e perfeccionista (duas das muitas camuflagens do orgulho) fico sempre em dúvida: Sou eu ou é o cara falando? O que vão dizer de mim? Sou um mistificador? Um animista? Um picareta? – Duvidas de anu que enquanto não forem resolvidas não ganhará a vestimenta de águia.
Sou ou não sou? Devo ou não devo? Existo ou sou um arremedo de pessoa?
Se isso serve de consolo, tenho encontrado muitas pessoas vivendo o mesmo drama existencial que eu: descobrir a própria identidade e tarefa de vida; e o pior: O que é e para que viver? – Mas, consolo é alimento dos espíritos fracos e pouco competentes. Quando descobrir de fato se eu sou anu ou águia; tento alçar vôo – Mas, com certeza já pode ser tarde... Fica para a próxima? – Neste ninho ou em outro? – Continuarei sendo um estranho no outro ninho? Continuarei um anu viajando nas asas de águias amigas?
Muitas pessoas têm questionado como eu: Onde está minha turma? Sou uma alma de outro universo que caiu aqui e está perdida? Quem sou eu? Quando e onde me perdi? Como achar o caminho de volta? – Parte da resposta eu já encontrei: Trabalha, espera, confia – e, acima de tudo, exercita o amor.
Mas, confesso que o exercício da atitude de amar me acalma e dá prazer (das “drogas” que meu espírito já experimentou, essa é a que dá o maior “barato”; mas ainda duvido; pois a cada dia novos fatos me trazem mais e mais dúvidas (desejos); “quanto mais rezo (mais conhecimento) mais assombração (sensação de inadequação e de ter feito tudo errado) me aparece” – Será esse o espelho onde há de refletir sua Santa Imagem? – a Eterna dúvida? A divina insegurança?
Projetando: estou me sentindo um anu muito só, pouco competente, cansado, impotente, quase inválido; mas insatisfeito com a companhia de outros anus - Alguma águia universal e luminosa quer me adotar? – Em tempo o anu é preto e desajeitado; nem branco nem luminoso (será que todas as águias sabem disso?) - Aceito; desde que não fique me dizendo que sou águia; quero ser respeitado como anu...
A cada dia começo a acreditar que o Chico Buarque tinha razão: “Deus é um cara gozador que adora brincadeira...” – Mas, com a permissão das águias que tentam me convencer que não estou condenado a ser anu para sempre; Rezo reclamando: Amado; comigo o Senhor abusou da Divina Criatividade!
Vai gostar de ser anu assim lá longe!
Cansei de tentar voar...
Brincadeira – eu vou continuar tentando.
Para finalizar: tem um amigo aqui ao lado quase desencarnado, pois ainda não assumiu; que deseja ficar escondido por enquanto; que me disse o seguinte: quando anu encarnado; um amigo me convenceu a pintar algumas penas de branco e a colocar um distintivo de marinheiro da beira do “tiete” para tentar voar mais alto e virar gavião da fiel – eu morri do coração de tanto sofrer, não agüentei e, desencarnei – aqui no plano espiritual, me convenceram a torcer para o mengo: virei urubu não deu certo; o mengo só se ferra; já tentaram me convencer a ficar verde e virar porco; outros tentaram me convencer a virar bambi; todo mundo dizendo que seu bicho cósmico é melhor: vire burro da araraquarense, etc. – Não deu certo; prefiro continuar anu; mas, se me derem uma camisa da águia vou torcer feito doido...
Vai um Prozac aí – estranho no ninho?
Não! – È melhor consumir um produto da Nestl... Aí que delícia!
Vamos nos ajudar uns aos outros: anus unidos jamais serão vencidos!
Paz.
domingo, 29 de março de 2009
UM OLHAR DIFERRENTE SOBRE O FINAL DOS TEMPOS
UM OLHAR DIFERENTE?
Para entender as colocações antigas e atuais sobre o final dos tempos; e não sobre catástrofes; é preciso parar para pensar a respeito de quem somos e o que fazemos aqui. De forma resumida: Somos um planeta escola multidimensional que abriga alunos nos mais diferentes estágios de evolução em todos os reinos da Natureza. Há alunos na sala de aula em 3D e outros distribuídos nas várias dimensões em 4D (chamado de mundo espiritual em suas várias subdivisões). Conforme já ocorreu muitas vezes e continuará acontecendo; periodicamente as escolas do universo progridem e os alunos são remanejados; tal e qual o fenômeno que está em andamento na atualidade. Quem quiser acreditar que acredite; quem quiser ver que veja; quem quiser reciclar que recicle...
Nosso assunto de hoje trata de uma das ferramentas mais importantes da seleção em andamento: O ESTRESSE CRÔNICO e seus efeitos.
Estar sob risco, é viver...
Todo ser vivo experimenta situações de “perigo”. Estar vivo já é uma situação de risco e de estresse. Sobreviver e assegurar a continuidade da espécie envolve uma infinidade de crises na vida de cada criatura e do grupo biológico ao qual pertence.
A repetição e a alternância entre as necessárias situações de estresse agudo; e os períodos de calmaria; permite a incorporação do aprendizado que cada uma dessas situações traz consigo. O próprio corpo ou equipamento da vida necessita de um tempo para se recuperar; caso contrário, definha ou adoece, e o ser morre.
As reações dos seres vivos e o desenvolvimento dos instintos são acelerados pelas situações de crises de sobrevivência que chamamos de reações de estresse “na hora que o bicho pega”.
Na vida animal as reações ao estresse são sempre reais, ocorrem de verdade. A reação a ser desenvolvida é: atacar, defender ou correr. Quem não consegue morre ou é devorado.
O ser humano tem um problema: quer queira quer não, pensa. O pensar de forma contínua é irreversível, e leva a escolher, a tomar atitudes ou a sonhar, fantasiar. Escolhas referendadas pelas atitudes geram efeitos em si, nos outros e no ambiente em que vive. Então, o candidato a homem deveria analisar melhor o que pensa para não ficar inventando problemas, imaginando dificuldades, alimentando o medo e a ansiedade doentia (chamam a essa atitude: paranóia). Pois, sonhos ou imaginações mesmo que não sejam postos em prática, não sejam executados, são capazes de ativar instintos, emoções e levar o organismo a produzir substâncias, mediadores químicos ou hormônios, relacionados ás informações bioquímicas enviadas como sinal de perigo; tudo isso, é capaz de agir no corpo físico. E de retorno devolvendo à mente sensações desagradáveis e doentias.
De forma resumida:
Há significativas diferenças entre nós e os outros seres vivos. Instinto, razão, emoção e sentimentos caracterizam uma unidade humana, ou individualidade. Na pessoa equilibrada esses componentes estão alinhados e desenvolvidos de forma harmônica. Qualquer situação de crise ou estresse agudo é bem vinda, e logo resolvida, de forma a trazer mais progresso. E, o aprendizado resultante dessa experiência é incorporado ao subconsciente, para ser usado logo em seguida, quando e se necessário. Vivemos um drama: desarmonia na personalidade e no caráter é grande: instintos, razão, emoção e sentimentos não concordam; um quer uma coisa e outro deseja outra. Não estão ainda integrados sob o comando da razão. Não que a racionalidade seja melhor ou pior do que os instintos e emoções; apenas é o componente de nossa personalidade em condições de assumir o comando do desenvolvimento da maturidade psicológica. O desencontro íntimo gera em nós crises atrás de crises que se traduzem na forma de conflitos: pode não pode, devo não devo... Poucas pessoas tornam-se conscientes; a maior parte delas permanece na faixa subconsciente. Que é onde a maior parte das pessoas se movimenta na evolução. Ainda temos pouca consciência do que pensamos, sentimos e fazemos. Desse modo, não percebemos que criamos para nós mesmos e para os outros embaraços e estresse desnecessário e, inútil.
Outra dificuldade a ser superada:
Somos capazes de fazer abstrações, de criar uma vida imaginativa povoada de sonhos, desejos, medos, angústias... Imaginemos o que acontece com a cabeça das crianças neste mundo de imaginação a mil por hora trazida e reforçada pela mídia de ação rápida.
Exatamente nesse ponto: na capacidade mal conduzida de imaginar, inventar e criar, está a raiz do problema do estresse crônico até nas crianças pequenas. Ele é uma ilusão mental/emocional individual e coletiva. Até aí, tudo bem; o perigo disso reside no fato de que tudo que acontece no campo da energia pode se concretizar e se materializar nesta dimensão. O estressado crônico logo começa a trazer para o corpo sua desarmonia na forma de distúrbios do metabolismo: aumento da produção de colesterol, concentração de gordura abaixo da linha da cintura. Alterações na produção dos hormônios, especialmente aqueles diretamente relacionados com o instinto de defesa da vida: adrenalina, acetil/colina, vasopressina, cortisol, serotonina, etc. Qual será a razão que leva as crianças de hoje a adoecerem mais do que as de antigamente?
O número de situações de estresse real a que as pessoas estão submetidas no dia a dia é mínimo se, comparado com os episódios de estresse mental/emocional que elas mesmas criam ou alimentam. Todos nós estamos sujeitos a situações nas quais nossa vida corre risco: acidentes, ataques de animais, agressões, assaltos, etc. No entanto, essas situações são mais ou menos esporádicas e, o corpo e mente tem tempo suficiente para se recompor, até que nova situação surja.
A seleção está em andamento:
A natureza não dá ponto sem nó; a reação de estresse aguda sempre é muito útil na evolução dos seres vivos: movimento, vibração, interação. Já o estresse crônico, quase sempre é inútil e doentio; uma espécie de correr sem sair do lugar (tal e qual correr numa esteira ou pedalar numa bicicleta parada quando seria possível caminhar ao ar livre); Até é possível que as razões ou o que motivou a situação de estresse crônico, tenham lá a sua utilidade pessoal ou até para o bem comum; mas isso é raro, muito raro ainda.
Vamos brincar de pensar:
Muitas são as situações habituais de estresse inútil e doentio; ligadas ás nossas características de personalidade e forma de viver:
· O sujeito se esgota ao tentar controlar a vida dos outros, ou tentando manipular os acontecimentos querendo bancar “deus”.
· Alguns orgulhosos e controladores pensam que apenas eles fazem as coisas bem feitas e trazem para si toda a responsabilidade de tarefas que podem e devem ser delegadas aos outros.
· Os incompetentes para assumir vida como humanos de fato passam a centralizar toda a sua vida apenas no trabalho, esquecendo todas as outras tarefas. Viciam-se nele e se desesperam quando são descartados ou substituídos por outros.
· Os escravos da rotina que aliena.
· Os gulosos que querem atingir tudo de uma vez.
· Os crédulos e preguiçosos de pensar que se deixam escravizar pelos valores transitórios criados pela mídia que a cada dia cria novos objetos do desejo.
· Os que imaginam que fazer a tarefa dos outros para tornar-lhes a vida muito cômoda vai levá-los ao céu ou paraíso.
· Os inseguros que tentam se afirmar a qualquer preço, através da valorização do ter, possuir, aparentar.
Podemos dizer que o estresse crônico é um tipo de neurose?
Antes de a rotularmos como um distúrbio psicológico ou uma doença, a condição neurótica representa um estilo de vida. Ele nos foi dado como uma herança cultural e educativa, pois aprendemos com nossos pais e as outras pessoas esse estilo de viver ou de sobreviver. Se nós vivenciamos problemas devido a isso, não podemos jogar a responsabilidade apenas na educação recebida, pois manter ou exacerbar essa condição cultural é responsabilidade de cada um (uma das razões de nosso viver). Exceto no caso das crianças pequenas que estão sendo dizimadas pela incapacidade dos pais; na hora de tentar resolver a perda da qualidade de vida que ela traz, não adianta tentar terceirizar a responsabilidade pela resolução definitiva. O estilo de vida guiado pela neura nos induz a delegar aos outros; escolhas e diretrizes de nossa vida, cujos frutos futuros teremos que digerir; quer nós queiramos ou não quer aceitemos ou não. As crianças desde muito pequenas devem aprender que os débitos perante a vida não serão ressarcidos em dólar, real, euro ou sofrimento; mas sim, com a reparação gerada pela mudança no padrão de atitudes. Na seqüência vamos bater um papo sobre o golpe final; a encomenda do caixão acalentado pelo estresse crônico: o desejo desenfreado de consumir.
A marca registrada da “neura moderna” é o desejo e a capacidade de competir para ver quem consome mais e com mais prazer. Sobrepujar o outro quase que se torna a razão de viver de muitos, é a meta principal de vida.
Mas, como numa fila única apenas um pode andar puxando o resto, para tomar o lugar do primeiro vale tudo: empurrar, dar rasteira, etc. Muitos se conformam em não atingir os primeiros postos, em não conseguir andar no pelotão de elite, daí passam a competir com os que andam no mesmo ritmo, ou lado a lado. Os irmãos são criados num clima de competição infernal. Pais e mães competem com os filhos. Maridos e mulheres tornam-se adversários. Numa empresa para tomar o lugar do chefe ou passar o colega para trás vale tudo: mentir, denegrir, roubar idéias e projetos, executar as coisas de forma errada para detonar com o projeto do outro, quebrar máquinas e peças.
Na cabeça de muita gente rola o tempo todo; a idéia de se defender das artimanhas dos outros; como se todo mundo fosse passá-lo para trás. A neura é maior ainda porque as pessoas projetam nas outras; o que elas mesmas são capazes de fazer se a situação for favorável ou permitir. Muita gente passa boa parte do dia maquinando como derrotar seus ilusórios inimigos ou seus concorrentes, incrementando um estresse mais do que doentio.
O estilo de medicina atual dá o golpe de misericórdia e encomenda a missa de sétimo dia.
Concluindo nosso assunto: Não será preciso desastres climáticos nem catástrofes aterradoras; o estresse crônico vai fazer uma limpeza geral. E aí amigo? – Já tomou seus remédios hoje? – Já marcou os exames? – Nossa seu neto de quinze anos está com artrose? – O filho do vizinho de 5 anos está com diabetes? – Quais estão com câncer?
Bem vamos mudar de assunto e conversar sobre coisas mais interessantes e agradáveis: Quer ir comer um churrasquinho na hora do jogo do Brasil? – Será que eles ganham hoje? – Os pentelhos dos argentinos enfiaram quatro naquele timeco... Viu o Rubinho? – vamos ter que agüentar aquele b.... lutando pelo título. E as notícias da política? Deus me livre...
Para entender as colocações antigas e atuais sobre o final dos tempos; e não sobre catástrofes; é preciso parar para pensar a respeito de quem somos e o que fazemos aqui. De forma resumida: Somos um planeta escola multidimensional que abriga alunos nos mais diferentes estágios de evolução em todos os reinos da Natureza. Há alunos na sala de aula em 3D e outros distribuídos nas várias dimensões em 4D (chamado de mundo espiritual em suas várias subdivisões). Conforme já ocorreu muitas vezes e continuará acontecendo; periodicamente as escolas do universo progridem e os alunos são remanejados; tal e qual o fenômeno que está em andamento na atualidade. Quem quiser acreditar que acredite; quem quiser ver que veja; quem quiser reciclar que recicle...
Nosso assunto de hoje trata de uma das ferramentas mais importantes da seleção em andamento: O ESTRESSE CRÔNICO e seus efeitos.
Estar sob risco, é viver...
Todo ser vivo experimenta situações de “perigo”. Estar vivo já é uma situação de risco e de estresse. Sobreviver e assegurar a continuidade da espécie envolve uma infinidade de crises na vida de cada criatura e do grupo biológico ao qual pertence.
A repetição e a alternância entre as necessárias situações de estresse agudo; e os períodos de calmaria; permite a incorporação do aprendizado que cada uma dessas situações traz consigo. O próprio corpo ou equipamento da vida necessita de um tempo para se recuperar; caso contrário, definha ou adoece, e o ser morre.
As reações dos seres vivos e o desenvolvimento dos instintos são acelerados pelas situações de crises de sobrevivência que chamamos de reações de estresse “na hora que o bicho pega”.
Na vida animal as reações ao estresse são sempre reais, ocorrem de verdade. A reação a ser desenvolvida é: atacar, defender ou correr. Quem não consegue morre ou é devorado.
O ser humano tem um problema: quer queira quer não, pensa. O pensar de forma contínua é irreversível, e leva a escolher, a tomar atitudes ou a sonhar, fantasiar. Escolhas referendadas pelas atitudes geram efeitos em si, nos outros e no ambiente em que vive. Então, o candidato a homem deveria analisar melhor o que pensa para não ficar inventando problemas, imaginando dificuldades, alimentando o medo e a ansiedade doentia (chamam a essa atitude: paranóia). Pois, sonhos ou imaginações mesmo que não sejam postos em prática, não sejam executados, são capazes de ativar instintos, emoções e levar o organismo a produzir substâncias, mediadores químicos ou hormônios, relacionados ás informações bioquímicas enviadas como sinal de perigo; tudo isso, é capaz de agir no corpo físico. E de retorno devolvendo à mente sensações desagradáveis e doentias.
De forma resumida:
Há significativas diferenças entre nós e os outros seres vivos. Instinto, razão, emoção e sentimentos caracterizam uma unidade humana, ou individualidade. Na pessoa equilibrada esses componentes estão alinhados e desenvolvidos de forma harmônica. Qualquer situação de crise ou estresse agudo é bem vinda, e logo resolvida, de forma a trazer mais progresso. E, o aprendizado resultante dessa experiência é incorporado ao subconsciente, para ser usado logo em seguida, quando e se necessário. Vivemos um drama: desarmonia na personalidade e no caráter é grande: instintos, razão, emoção e sentimentos não concordam; um quer uma coisa e outro deseja outra. Não estão ainda integrados sob o comando da razão. Não que a racionalidade seja melhor ou pior do que os instintos e emoções; apenas é o componente de nossa personalidade em condições de assumir o comando do desenvolvimento da maturidade psicológica. O desencontro íntimo gera em nós crises atrás de crises que se traduzem na forma de conflitos: pode não pode, devo não devo... Poucas pessoas tornam-se conscientes; a maior parte delas permanece na faixa subconsciente. Que é onde a maior parte das pessoas se movimenta na evolução. Ainda temos pouca consciência do que pensamos, sentimos e fazemos. Desse modo, não percebemos que criamos para nós mesmos e para os outros embaraços e estresse desnecessário e, inútil.
Outra dificuldade a ser superada:
Somos capazes de fazer abstrações, de criar uma vida imaginativa povoada de sonhos, desejos, medos, angústias... Imaginemos o que acontece com a cabeça das crianças neste mundo de imaginação a mil por hora trazida e reforçada pela mídia de ação rápida.
Exatamente nesse ponto: na capacidade mal conduzida de imaginar, inventar e criar, está a raiz do problema do estresse crônico até nas crianças pequenas. Ele é uma ilusão mental/emocional individual e coletiva. Até aí, tudo bem; o perigo disso reside no fato de que tudo que acontece no campo da energia pode se concretizar e se materializar nesta dimensão. O estressado crônico logo começa a trazer para o corpo sua desarmonia na forma de distúrbios do metabolismo: aumento da produção de colesterol, concentração de gordura abaixo da linha da cintura. Alterações na produção dos hormônios, especialmente aqueles diretamente relacionados com o instinto de defesa da vida: adrenalina, acetil/colina, vasopressina, cortisol, serotonina, etc. Qual será a razão que leva as crianças de hoje a adoecerem mais do que as de antigamente?
O número de situações de estresse real a que as pessoas estão submetidas no dia a dia é mínimo se, comparado com os episódios de estresse mental/emocional que elas mesmas criam ou alimentam. Todos nós estamos sujeitos a situações nas quais nossa vida corre risco: acidentes, ataques de animais, agressões, assaltos, etc. No entanto, essas situações são mais ou menos esporádicas e, o corpo e mente tem tempo suficiente para se recompor, até que nova situação surja.
A seleção está em andamento:
A natureza não dá ponto sem nó; a reação de estresse aguda sempre é muito útil na evolução dos seres vivos: movimento, vibração, interação. Já o estresse crônico, quase sempre é inútil e doentio; uma espécie de correr sem sair do lugar (tal e qual correr numa esteira ou pedalar numa bicicleta parada quando seria possível caminhar ao ar livre); Até é possível que as razões ou o que motivou a situação de estresse crônico, tenham lá a sua utilidade pessoal ou até para o bem comum; mas isso é raro, muito raro ainda.
Vamos brincar de pensar:
Muitas são as situações habituais de estresse inútil e doentio; ligadas ás nossas características de personalidade e forma de viver:
· O sujeito se esgota ao tentar controlar a vida dos outros, ou tentando manipular os acontecimentos querendo bancar “deus”.
· Alguns orgulhosos e controladores pensam que apenas eles fazem as coisas bem feitas e trazem para si toda a responsabilidade de tarefas que podem e devem ser delegadas aos outros.
· Os incompetentes para assumir vida como humanos de fato passam a centralizar toda a sua vida apenas no trabalho, esquecendo todas as outras tarefas. Viciam-se nele e se desesperam quando são descartados ou substituídos por outros.
· Os escravos da rotina que aliena.
· Os gulosos que querem atingir tudo de uma vez.
· Os crédulos e preguiçosos de pensar que se deixam escravizar pelos valores transitórios criados pela mídia que a cada dia cria novos objetos do desejo.
· Os que imaginam que fazer a tarefa dos outros para tornar-lhes a vida muito cômoda vai levá-los ao céu ou paraíso.
· Os inseguros que tentam se afirmar a qualquer preço, através da valorização do ter, possuir, aparentar.
Podemos dizer que o estresse crônico é um tipo de neurose?
Antes de a rotularmos como um distúrbio psicológico ou uma doença, a condição neurótica representa um estilo de vida. Ele nos foi dado como uma herança cultural e educativa, pois aprendemos com nossos pais e as outras pessoas esse estilo de viver ou de sobreviver. Se nós vivenciamos problemas devido a isso, não podemos jogar a responsabilidade apenas na educação recebida, pois manter ou exacerbar essa condição cultural é responsabilidade de cada um (uma das razões de nosso viver). Exceto no caso das crianças pequenas que estão sendo dizimadas pela incapacidade dos pais; na hora de tentar resolver a perda da qualidade de vida que ela traz, não adianta tentar terceirizar a responsabilidade pela resolução definitiva. O estilo de vida guiado pela neura nos induz a delegar aos outros; escolhas e diretrizes de nossa vida, cujos frutos futuros teremos que digerir; quer nós queiramos ou não quer aceitemos ou não. As crianças desde muito pequenas devem aprender que os débitos perante a vida não serão ressarcidos em dólar, real, euro ou sofrimento; mas sim, com a reparação gerada pela mudança no padrão de atitudes. Na seqüência vamos bater um papo sobre o golpe final; a encomenda do caixão acalentado pelo estresse crônico: o desejo desenfreado de consumir.
A marca registrada da “neura moderna” é o desejo e a capacidade de competir para ver quem consome mais e com mais prazer. Sobrepujar o outro quase que se torna a razão de viver de muitos, é a meta principal de vida.
Mas, como numa fila única apenas um pode andar puxando o resto, para tomar o lugar do primeiro vale tudo: empurrar, dar rasteira, etc. Muitos se conformam em não atingir os primeiros postos, em não conseguir andar no pelotão de elite, daí passam a competir com os que andam no mesmo ritmo, ou lado a lado. Os irmãos são criados num clima de competição infernal. Pais e mães competem com os filhos. Maridos e mulheres tornam-se adversários. Numa empresa para tomar o lugar do chefe ou passar o colega para trás vale tudo: mentir, denegrir, roubar idéias e projetos, executar as coisas de forma errada para detonar com o projeto do outro, quebrar máquinas e peças.
Na cabeça de muita gente rola o tempo todo; a idéia de se defender das artimanhas dos outros; como se todo mundo fosse passá-lo para trás. A neura é maior ainda porque as pessoas projetam nas outras; o que elas mesmas são capazes de fazer se a situação for favorável ou permitir. Muita gente passa boa parte do dia maquinando como derrotar seus ilusórios inimigos ou seus concorrentes, incrementando um estresse mais do que doentio.
O estilo de medicina atual dá o golpe de misericórdia e encomenda a missa de sétimo dia.
Concluindo nosso assunto: Não será preciso desastres climáticos nem catástrofes aterradoras; o estresse crônico vai fazer uma limpeza geral. E aí amigo? – Já tomou seus remédios hoje? – Já marcou os exames? – Nossa seu neto de quinze anos está com artrose? – O filho do vizinho de 5 anos está com diabetes? – Quais estão com câncer?
Bem vamos mudar de assunto e conversar sobre coisas mais interessantes e agradáveis: Quer ir comer um churrasquinho na hora do jogo do Brasil? – Será que eles ganham hoje? – Os pentelhos dos argentinos enfiaram quatro naquele timeco... Viu o Rubinho? – vamos ter que agüentar aquele b.... lutando pelo título. E as notícias da política? Deus me livre...
sexta-feira, 27 de março de 2009
QUE DELÍCIA DE SOFRIMENTO
Este não é um material de reflexão para sofredores crônicos conformados, nem para depressivos, para angustiados talvez; para os em pânico até seja útil; pois esses, ainda conservam um resquício de senso crítico.
Ignorância e medo são inimigos de peso na conquista da paz e da felicidade.
Brincamos de faz de conta com o sofrer - Faz de conta que ele nunca me alcançará! (tal e qual fazemos com a morte) Evitamos ler e discutir o sofrimento nas suas origens reais; adoramos nos iludir imaginando que nunca vamos morrer nem os nossos.
Na rotina, não prestamos muita atenção no que acontece em nossas vidas, o que nos leva a termos pouca consciência do que pensamos, sentimos e fazemos, somos ainda muito mais reação do que ação. Não fomos nem estamos habituados a parar para tentar compreender o real significado das ocorrências.
Fala e escrita; são meios eficazes para nos comunicarmos, definir postura pessoal e coletiva frente às situações que se apresentam a cada novo momento, em nossas vidas; no entanto; usamos as palavras sem conhecer seu real sentido e conteúdo; daí, nós entendemos tudo errado, e lógico, sofremos as conseqüências disso.
Nosso assunto da hora é dor, sofrer, sofrimento, embora possam se interpenetrar ou significar situações e sensações parecidas; mas contém aspectos que as diferenciam, totalmente. Para começar vamos refletir sobre o significado de cada uma:
Dor s.f (Do lat. dolor.) 1. Sofrimento físico ou moral; aflição, mágoa; dó. - 2. Sensação penosa desagradável causada por contusão, lesão ou estado anômalo do organismo ou parte dele. - 3.Angústia, amargura. - 4. Expressão do sofrimento. - 5. Luto...
Sofrer s.f (Do lat. sufferre.) (Conj. [5] 1. Ser afligido por; padecer. - 2. Suportar, tolerar. - 3. Admitir, permitir, consentir. - 4. Ser vítima de, passar por (algo danoso ou desagradável. - 5. P. ext. Experimentar, passar por...
Sofrimento s.m. 1. Dor física ou moral; padecimento, amargura, angústia, aflição. - 2. Desgraça, desastre, infortúnio. - 3. Paciência, resignação.
Como os conceitos se misturam e se confundem; isso nos deixa mais confusos ainda; no entanto, com paciência é possível separar um significado dos outros, no nosso dia a dia; apenas refletindo, ponderando somos capazes de separar o joio do trigo na compreensão.
Para exemplificar: A dor física.
A dor física pode dar origem à sensação de sofrer; mas, uma não é a outra; embora possam confundir-se. No primeiro impacto de um acidente, por exemplo, nem sentimos dor, ela surge algum tempo depois, e se acentua quando paramos para pensar e interpretar o ocorrido. Daí: ela pode ser transformada em sofrer, isso, vai depender da qualidade evolutiva da pessoa.
Imaginemos uma situação comum: Acidente de trabalho.
Um trabalhador descuidado (por vontade própria ou por não exigir do empregador condições adequadas) sofre acidente de trabalho e tem um dedo decepado, na hora, nem sente; mas, logo a seguir, alguém diz: fulano você perdeu um dedo! Pronto, é o suficiente para desencadear um sofrimento atroz; ou não, depende do grau de valorização que dá ao seu trabalho ou ao seu dedo, para uns é o fim do mundo; já para outros pode ser o passaporte para receber sem trabalhar; portanto, para uns dói mais para outros dói menos (e até para tornar-se alto mandatário).
A diferença fisiológica é que dor física pode ser bloqueada com analgésicos; e a sensação de sofrer ou dor moral, não. Ela pode ser aliviada pela vingança e pelo consolo, mas só passa de verdade com o uso da inteligência seguida da atitude de reparação.
A dor interpretada é que fabrica a sensação de sofrer.
Daí, podemos afirmar que o culto ao sofrer é uma invenção humana, e que, é um estado de sentir-se e de aceitar ou experimentar.
Só o ser humano pode escolher como sentir-se?
Aqui na Terra; apenas nós podemos sofrer ou deixar de sofrer; escolher entre alegria e tristeza, sofrimento e felicidade, de registrar essas sensações, aumentá-las, diminuí-las, e até, de nos livrarmos delas por vontade própria? - Os animais sentem a dor, mas não sofrem com ela nem por ela, muito menos pela dor alheia – Será?
Sofrer é bom ou ruim?
É sinal de atraso ou de evolução?
O sofrer é um paradoxo, e dos mais caprichados: passamos quase toda a vida tentando nos livrar dessa sensação; mas, por outro lado gostamos tanto dela que nos acompanha em quase todos os momentos, e que, está tão incorporada em nós e na nossa cultura, que desde muito pequenos aprendemos a cultivá-la com nossos pais e educadores. Até competimos para ver quem sofre mais, qual o sofrer é maior. Essa forma de sentir passa até; a ser motivo de orgulho; pois, o compulsivo estimulado por algumas crenças, acha-se um “herói” que vai para o céu através dela. Pode parecer piada, mas não é; grande parte de nós sofre de neurose compulsiva pelo sofrimento, somos masoquistas e a alimentamos. Quem duvidar desse fato, freqüente salas de espera de hospitais, pronto-socorros, consultórios para ouvir o tema das conversas das pessoas enquanto aguardam serem atendidos.
Quem tiver medo de enfrentar a condição de sofredor que para por aqui.
Para os que desejarem enfrentar seu lado masoquista – cliquem no Bookshelf Symbol 7 para continuar: cliquem no TNR.
Nóis sofre; mas, nóis goza. (Macaco Simão comentarista da Folha de São Paulo).
Para alguns de nós (quase todos); distinguir dor de prazer parece tarefa difícil demais.
Lançamos alguns desafios aos leitores:
Qual a diferença entre a sensação de ardor nevrálgico de uma cistite ou uretrite de um êxtase de orgasmo?
Qual a diferença entre uma coceira anal com ardor e um quase orgasmo?
Qual a diferença entre o amor que permeia tapas e beijos?
Qual a diferença entre a sensação de vingança e de perdão?
Claro que isso é material para um livro.
Está sendo escrito.
Obrigado por ser cobaia dessa tentativa de entender a diferença entre dor e prazer.
Com a palavra, as amadas cobaias.
Paz
Ignorância e medo são inimigos de peso na conquista da paz e da felicidade.
Brincamos de faz de conta com o sofrer - Faz de conta que ele nunca me alcançará! (tal e qual fazemos com a morte) Evitamos ler e discutir o sofrimento nas suas origens reais; adoramos nos iludir imaginando que nunca vamos morrer nem os nossos.
Na rotina, não prestamos muita atenção no que acontece em nossas vidas, o que nos leva a termos pouca consciência do que pensamos, sentimos e fazemos, somos ainda muito mais reação do que ação. Não fomos nem estamos habituados a parar para tentar compreender o real significado das ocorrências.
Fala e escrita; são meios eficazes para nos comunicarmos, definir postura pessoal e coletiva frente às situações que se apresentam a cada novo momento, em nossas vidas; no entanto; usamos as palavras sem conhecer seu real sentido e conteúdo; daí, nós entendemos tudo errado, e lógico, sofremos as conseqüências disso.
Nosso assunto da hora é dor, sofrer, sofrimento, embora possam se interpenetrar ou significar situações e sensações parecidas; mas contém aspectos que as diferenciam, totalmente. Para começar vamos refletir sobre o significado de cada uma:
Dor s.f (Do lat. dolor.) 1. Sofrimento físico ou moral; aflição, mágoa; dó. - 2. Sensação penosa desagradável causada por contusão, lesão ou estado anômalo do organismo ou parte dele. - 3.Angústia, amargura. - 4. Expressão do sofrimento. - 5. Luto...
Sofrer s.f (Do lat. sufferre.) (Conj. [5] 1. Ser afligido por; padecer. - 2. Suportar, tolerar. - 3. Admitir, permitir, consentir. - 4. Ser vítima de, passar por (algo danoso ou desagradável. - 5. P. ext. Experimentar, passar por...
Sofrimento s.m. 1. Dor física ou moral; padecimento, amargura, angústia, aflição. - 2. Desgraça, desastre, infortúnio. - 3. Paciência, resignação.
Como os conceitos se misturam e se confundem; isso nos deixa mais confusos ainda; no entanto, com paciência é possível separar um significado dos outros, no nosso dia a dia; apenas refletindo, ponderando somos capazes de separar o joio do trigo na compreensão.
Para exemplificar: A dor física.
A dor física pode dar origem à sensação de sofrer; mas, uma não é a outra; embora possam confundir-se. No primeiro impacto de um acidente, por exemplo, nem sentimos dor, ela surge algum tempo depois, e se acentua quando paramos para pensar e interpretar o ocorrido. Daí: ela pode ser transformada em sofrer, isso, vai depender da qualidade evolutiva da pessoa.
Imaginemos uma situação comum: Acidente de trabalho.
Um trabalhador descuidado (por vontade própria ou por não exigir do empregador condições adequadas) sofre acidente de trabalho e tem um dedo decepado, na hora, nem sente; mas, logo a seguir, alguém diz: fulano você perdeu um dedo! Pronto, é o suficiente para desencadear um sofrimento atroz; ou não, depende do grau de valorização que dá ao seu trabalho ou ao seu dedo, para uns é o fim do mundo; já para outros pode ser o passaporte para receber sem trabalhar; portanto, para uns dói mais para outros dói menos (e até para tornar-se alto mandatário).
A diferença fisiológica é que dor física pode ser bloqueada com analgésicos; e a sensação de sofrer ou dor moral, não. Ela pode ser aliviada pela vingança e pelo consolo, mas só passa de verdade com o uso da inteligência seguida da atitude de reparação.
A dor interpretada é que fabrica a sensação de sofrer.
Daí, podemos afirmar que o culto ao sofrer é uma invenção humana, e que, é um estado de sentir-se e de aceitar ou experimentar.
Só o ser humano pode escolher como sentir-se?
Aqui na Terra; apenas nós podemos sofrer ou deixar de sofrer; escolher entre alegria e tristeza, sofrimento e felicidade, de registrar essas sensações, aumentá-las, diminuí-las, e até, de nos livrarmos delas por vontade própria? - Os animais sentem a dor, mas não sofrem com ela nem por ela, muito menos pela dor alheia – Será?
Sofrer é bom ou ruim?
É sinal de atraso ou de evolução?
O sofrer é um paradoxo, e dos mais caprichados: passamos quase toda a vida tentando nos livrar dessa sensação; mas, por outro lado gostamos tanto dela que nos acompanha em quase todos os momentos, e que, está tão incorporada em nós e na nossa cultura, que desde muito pequenos aprendemos a cultivá-la com nossos pais e educadores. Até competimos para ver quem sofre mais, qual o sofrer é maior. Essa forma de sentir passa até; a ser motivo de orgulho; pois, o compulsivo estimulado por algumas crenças, acha-se um “herói” que vai para o céu através dela. Pode parecer piada, mas não é; grande parte de nós sofre de neurose compulsiva pelo sofrimento, somos masoquistas e a alimentamos. Quem duvidar desse fato, freqüente salas de espera de hospitais, pronto-socorros, consultórios para ouvir o tema das conversas das pessoas enquanto aguardam serem atendidos.
Quem tiver medo de enfrentar a condição de sofredor que para por aqui.
Para os que desejarem enfrentar seu lado masoquista – cliquem no Bookshelf Symbol 7 para continuar: cliquem no TNR.
Nóis sofre; mas, nóis goza. (Macaco Simão comentarista da Folha de São Paulo).
Para alguns de nós (quase todos); distinguir dor de prazer parece tarefa difícil demais.
Lançamos alguns desafios aos leitores:
Qual a diferença entre a sensação de ardor nevrálgico de uma cistite ou uretrite de um êxtase de orgasmo?
Qual a diferença entre uma coceira anal com ardor e um quase orgasmo?
Qual a diferença entre o amor que permeia tapas e beijos?
Qual a diferença entre a sensação de vingança e de perdão?
Claro que isso é material para um livro.
Está sendo escrito.
Obrigado por ser cobaia dessa tentativa de entender a diferença entre dor e prazer.
Com a palavra, as amadas cobaias.
Paz
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