quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RIVALIDADE ENTRE IRMÃOS – UMA DAS SEMENTES DA INVEJA

A maior parte de nós está num estágio de consciência mais ou menos semelhante; daí que aquele chavão usado: “Família é tudo igual; só muda de endereço” – continua válido.
Um dos problemas familiares mais mal administrados que vejo no cotidiano de médico de famílias, é a rivalidade entre irmãos.

No princípio o sentimento envolvido na disputa é o ciúmes; cujo gérmen é a pouca maturidade da criança naturalmente egocêntrica e captativa – mal administrada, ao longo do tempo, a relação evolui para o destrutivo sentimento da inveja.

A origem básica desses problemas, é a falta de preparo dos pais para receberem os filhos; a maioria desconhece o básico; coisas bem primárias como a diversidade humana e as tendências inatas de comportamento de cada um; que nada têm de herdadas de forma genética pura e simples (seria o mesmo que chamar o criador deste universo de humanóide) – Alem disso, poucos se interessam em estudar cada filho nos primeiros anos de vida; para ajudá-los a desenvolver seus projetos de vida num ambiente de calma, respeito e fraternidade.

Mesmo em famílias razoavelmente constituídas:
Os problemas entre irmãos começam a se formar ao nascimento do primeiro; que concentra em si todas as expectativas do jovem e inexperiente casal, ou até, de toda família.
Os pais esperam mais do primeiro filho do que dos outros; por isso, na maior parte das vezes, junto com amor e carinho; ele recebe pressão para realizar as expectativas dos pais ao longo de sua vida.
No tocante ás expressões de amor materializadas nas coisas sem muito sentido; preocupam-se mais com ele; ganha muito mais brinquedos do que sua capacidade de brincar permite; tiram mais fotos dele; do que os outros. Alguns pais se espantam e até se ofendem quando anos mais tarde os filhos mais velhos lhes atiram na cara que não foram tão amados quanto seus irmãos.

Quando nasce um irmão, o primeiro já sobrecarregado de expectativas; ainda ganha um rival: perde para o mais novo boa parte da atenção da família. Ao longo dos anos; sempre ele tem que ceder nas disputas; apenas pelo fato de ser alguns meses mais velho...
Ao longo da vida, os irmãos disputam entre si mesmo já adultos, sem o saber, o afeto dos pais.

O afeto equilibrado é um fator capaz de atenuar a estressante rivalidade entre irmãos; portanto, a atitude afetiva dos pais, consciente ou inconsciente, na relação com os filhos é determinante para um relacionamento saudável entre os membros de uma família.

A camaradagem a cumplicidade afetiva pode nascer naturalmente numa estrutura familiar quando os pais estimulam os filhos a defender o próprio eu; reforçando suas qualidades e habilidades; e incentivando-os e mostrando-lhes que podem ser felizes aceitos e amados com suas características próprias, qualidades, defeitos e individualidade. Neste contexto de aceitar a todos como são realmente, é difícil que a rivalidade encontre campo para se instalar; pois, cada um sentirá que tem seu próprio espaço sem precisar “roubar” o do outro.

Algumas dicas para diminui a rivalidade entre irmãos:

Preferências:
Não provoque situações inúteis que com certeza ficarão mal resolvidas.
As clássica frases: “Tem filho que a gente gosta mais do que o outro” – “Gosto de todos de forma igual” devem ser evitadas em qualquer situação.
O filho preferido é visto como privilegiado e invejado; mas ele também sofre - sente-se culpado; deslocado; e pode se punir por isso; pior, ainda lhe é negado o afeto dos irmãos. Ao desenvolver a consciência, sente que quem o preferiu não sabe amar os outros; nem a si mesmo e perde a confiança nesse amor. Embora nada justifique a ingratidão dos filhos para com os pais – isso, é falta de qualidade de caráter – muitos idosos abandonados em asilos ou nos quartinhos dos fundos da casa; cometeram esse desatino na formação dos filhos.
Os danos emocionais desta conduta doentia atinge toda a família e ainda seus descendentes.
Quanto a dizer que gostamos igualmente de todos, é preciso vigilância nas atitudes; pois, gostar igualmente de várias pessoas tão diferentes é enganar-se; já que é impossível para nossa condição atual.

Comparações:
Devem ser evitadas quaisquer comparações, como as do tipo “fulano é mais estudioso; enquanto beltrano é um desastre e só tira notas baixas” . Muitas vezes o esforçado é um estressado com baixa estima; e por isso mesmo se esforça tanto por não acreditar em seu potencial natural. Já as notas baixas do outro pode ser apenas um pedido de socorro por falta de afeto; e não um sintoma de vadiagem ou falta de inteligência.
Aprender a conversar com cada um em separado é uma atitude inteligente.
Críticas a quem estiver ausente é burrice e sinônimo de pobreza de caráter.

Identificações doentias:
Os pais e as mães costumam projetar nos filhos suas vivências de satisfação e de frustração.
Pais que receberam pouco afeto da sua família; dificilmente conseguirão demonstrar afeto pelo seu primeiro filho.
Cuidado para não projetar seus desejos de glória num filho e de fracassos em outro.
A semelhança física ou de temperamento dos filhos com membros da família antagônicos e que causaram sofrimento ao pai ou á mãe; costuma ser projetada como se o mesmo fosse culpado do que a outra pessoa fez.

Atenção e afeto:
Toda criança precisa de atenção e afeto até mais até do que de alimento, para tenha um desenvolvimento físico e emocional saudável.

Ajuda terapêutica:
Os pais que se sentirem incapazes de lidar com a rivalidade já instalada dos filhos devem procurar ajuda externa; pois, sem dúvida, são parcial ou totalmente responsáveis pela situação.

Resolvendo brigas:
Os irmãos que vivem em brigas e agressões físicas não precisam apenas de limites, punições ou repreensões. Precisam de atenção e afeto e, muitas vezes, de tratamento psicológico porque estão transferindo para os irmãos ressentimentos e frustrações que surgiram ou foram reforçadas por falta de afeto dos pais.

Distanciamento saudável:
Para driblar a hostilidade entre irmãos, uma solução paliativa é o distanciamento temporário entre eles; como horários de atividades separadas.

Parabéns ás famílias que conseguem uma relação amorosa; senão respeitosa entre irmãos; especialmente se houver alguma herança para ser dividida; aí o bicho pega – e quanto menor a herança maior a encrenca...

Tem artigo novo no meu bloog – Construindo a família do futuro. “’Órfãos de pais vivos x Filhocentrismo”.

sábado, 7 de agosto de 2010

INVASORES DE SONHOS

Na atualidade, a mídia tornou-se uma fábrica de sonhos que invade a mente das pessoas para colocar seus produtos através de uma política de marketing extremamente invasiva. O desastre era inevitável; os sonhos alheios se reproduzindo como uma praga mata a esperança; em teoria: a última que não poderia morrer.

Manipular os sonhos alheios envolve riscos incalculáveis para o futuro de todos; tanto dos manipuladores quanto dos que deixam invadir suas mentes.
Nossa vida é um vir a ser sem fim – um mundo de sonhos á espera de virar uma fugaz realidade; no próximo segundo, o segundo atual já é passado – ou será o futuro na dobra do tempo?

O sonho de todo desejo ainda não realizado; é um dia transformar-se em esperança.
É humano idealizar, sonhar, antes de realizar; porém, nem sempre os frutos da imaginação podem ser colhidos e saboreados na hora em que os desejamos; daí a importância do sentimento da esperança.

De quem é o sonho?

Na vida contemporânea, essa pergunta, á primeira vista, estranha é mais do que pertinente; pois, a interferência dos mercadores de sonhos atuando através da mídia; embota o raciocínio das pessoas; e planta idéias e desejos com muita facilidade em suas mentes; como um câncer.

Após caracterizar a idéia acalentada; depois de deixar claro; se, é um ideal ou um devaneio; é necessário também definir sua identidade e origem.
De onde veio esse sonho? Foi uma idéia minha ou foi plantada na minha mente?

Esse problema é antigo; mas, nunca representou tanto perigo quanto nesta era de tecnologia digital.
Milênio após milênio, dia após dia, aos poucos, permitimos que nossos sonhos e desejos fossem induzidos e comandados por mentes estranhas á nossa - nos dizendo: o que é gostoso, o que é bonito, o que é feio, o que é chic, o que é brega, o que é prazer, o que é dor, qual a moda do momento, como viver e como morrer.

Mesmo para os descrentes da justiça natural; mesmo para turma que adora a desculpa do nada a ver – a cada dia a lei de causa e efeito está sendo esfregada em nosso nariz; pois, causa e efeito; já se encontram enquadradas na mesma foto; destruindo milenares mitos, tais como: sorte, azar, milagre, sobrenatural.
Claro que cada um pagará o que deve (nada a ver com sofrer); se foi propaganda enganosa ou artifício para vender e lucrar mais – problema do vendedor; mas, azar do descuidado comprador que não quis ler as entrelinhas do contrato.

Pessoas mais descuidadas não atentam para a gravidade do processo. Intoxicar a mente das pessoas com sonhos inúteis; alguns com prazo de validade vencida; além de matar a esperança; pode ajudar a perder a sanidade, a saúde, matar até; pois, esse mecanismo de manipulação dos sonhos tem importante papel na formação do estresse crônico; potencializado pela quantidade excessiva de informações que deixa a mente cada vez mais inquieta.

Juízo:
Ao deixarmos de tornar bem claras nossas aspirações; nós criamos o estresse inútil potencializado pelo excesso de sonhos ou devaneios não realizados. A sensação de frustração na atualidade é muito forte e criou um problema: a morte da esperança – caracterizada na angústia, depressão e síndrome do pânico.

Cuidado perigo!

Até pouco tempo, nossos instintos adquiridos no reino animal nos sinalizavam perigo ou paz; hora de atacar ou defender, para depois relaxar e procriar; mas, a partir do momento em que fizemos a primeira escolha de vontade própria, tudo mudou - passamos a influenciar; dominar; e a sermos influenciados ou dominados - criando a decepção, a mágoa, o ódio, o orgulho, a avareza, a dor, o sofrer..., todas as não qualidades humanas que devemos substituir passo a passo pelas cósmicas: amor, tolerância, paciência, desprendimento.
O momento exige reflexão; uma parada para avaliar nossa parcela de responsabilidade no contexto da nossa vida e da vida dos que sofreram ou sofrem de alguma forma nossa influência.

Influenciar; manipular...

Será que, até quando cometemos o pecado original; ou a primeira escolha de cada um de nós; que contrariou alguma das leis Divinas nós fomos induzidos?
Será que desde então; nós continuamos a transgredir mais pela vontade dos outros do que pela nossa?
E isso, começa a nos deixar fortemente desalentados e sem esperança?
Será que a serpente que seduziu a Eva chamava-se mídia?

Estamos á beira de um processo coletivo de depressão, angústia, pânico, surto psicótico, loucura, violência. Aos poucos entristecemos, adoecemos. E, o mais triste de tudo, é que nem transgredimos as leis cósmicas de plena vontade própria. E a cada dia, nos esgotamos mais e mais ao darmos ouvidos aos outros; nas novelas; nos noticiários; nos torneios de futebol pré-arranjados; nas corridas de F1 pré-combinadas; nas pesquisas manipuladas, etc.

Há solução?

Quem se encontra motivado para viver segundo seus próprios valores - mesmo que ainda de forma errada e danosa – ao adquirir consciência; sobrevive com a esperança de que muitos e novos caminhos podem abrir-se; se está no caminho certo melhora e aprimora; se no caminho inadequado, muda de rumo.
O momento é o de desligar todos os canais; respirar fundo; bater um papo com nossos botões para eliminar todas as desculpas, justificativas e assumir a responsabilidade que nos cabe; para evitarmos a perda da referência pessoal – pois, devido á educação que recebemos: os adultos enchem a cabeça das crianças de expectativas e não vacinam contra frustrações.
Somos analfabetos em se tratando de ler a vida; boa parte de nós não consegue interpretar um texto de duas laudas; daí; há um tremendo descompasso entre nossa capacidade de filtrar informações e a enxurrada delas, propiciada pela tecnologia e a mídia de consumo. Educados a viver segundo o que se passa no meio externo, perdemos de vez a referência pessoal do que é importante ou não para nós; isso, desagrega, mata e enlouquece.

Nesse contexto; era inevitável a perda do senso de limites que estão sendo extrapolados a jato.
O estilo de vida consumista está consumindo o próprio homem.
Ao admitir que; eu não agüento mais viver dessa forma, sinalizo claramente que, perdi o senso de fronteiras do que é possível, do que é real, ou do que é ilusão.

Na arte de influenciar e ser influenciado, a melhor política pessoal talvez seja deixar claro: se quiser seguir minhas idéias e ideais que o faça por sua própria conta e risco. Ao invés de caminhar atrás de mim; caminhe ao meu lado para que juntos possamos decidir o melhor caminho a seguir.

Só os tolos têm vocação para guru...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CONDUTA DE RISCO OU ESTILO DE VIDA FOOT IN THE GRAVE?

Neste mundo “fast” de economia de mercado; enquanto houver pessoas tentando comprar beleza, longevidade e cura; haverá outras tentando vender esses produtos...

Procom Cósmico?
Os problemas de propaganda enganosa serão resolvidos nos tribunais da consciência de cada um.

Tudo o que é apregoado pela medicina como fator de risco para evitar doenças e morte; tornou-se um invejado jeito meio “look” de viver – ou no caipirês: nóis capota; mas num breca – um tipo de “Happy Hour” existencial que decorre do crescimento técnico e científico em ritmo acelerado; que não se fez acompanhar do mesmo desenvolvimento ético; o que, gerou desequilíbrio.
As pessoas nunca beberam tanto, fumaram tanto, comeram tanto nem se drogaram ou remediaram tanto; quanto hoje.
Mas, por que não se fala nisso? – Ora; porque é normal?

Por quê?

A pressão exercida sobre nós pela sociedade cujos valores estão assentados no ter – possuir - poder e baseados na competição amplia ao extremo a dicotomia entre ser e parecer, o que desencadeia permanente conflito de objetivos existenciais cuja intensidade é proporcional à evolução de cada um.

Nada tão simples assim; pois:
As pessoas não tomam tantos remédios; bebem tanto; fumam demais; usam drogas; á toa – há motivos; e cada qual escolhe os seus.
Há motivos comuns dentro do estilo de vida adotado ou imposto:
Neste conjunto de circunstâncias sociais para que existam vencedores deve haver vencidos; daí esta situação de ganha-perde é geradora de kharma que desencadeia conflitos íntimos e de relação; o que leva as pessoas a comerem além da conta; beberem além da conta; drogarem-se além da conta; tomarem remédios além da conta; daí que adoecem além da conta; e geram violência social além da conta. Qual a razão da redundância: além da conta? – débitos; que podem ser parcelados ou executados para os caloteiros contumazes no desperdício dos bens da vida – cuidado ao tentar passar o cartão! – O camburão cósmico pode estar á tua espera na porta! – E o passivo do além da conta de hoje, que não demos conta de pagar; será pago também no além; e talvez no pós-além...

A competição pressiona vencedores e vencidos; é natural que o vencedor sinta-se insubstituível, e que para manter-se na posição, é preciso estar alerta o tempo todo. Esse quadro de tensão é agravado pela insegurança gerada pelas notícias, oscilações da bolsa de valores, mudanças na economia mundial, por governos volúveis, por catástrofes..., e essa ansiedade pode gerar medo, angústia pânico, fobias, depressões..., acrescente-se o sentimento de culpa pela forma de chegar ao topo; mais o medo de perder a condição de vencedor que, conduz à desconfiança em relação ao que estão próximos e, temos um retrato da vida de muitos nossos amados e conhecidos. Mas, como tudo na vida é reciclável e pode ser usado; essas pessoas são um excelente investimento para se ganhar dinheiro: basta fazer e pagar um seguro de vida em nome delas tendo você como beneficiário: é dinheiro em caixa; na moleza.

Mais pé na cova, é quem se julgava indispensável; e, é descartado. Essa é uma situação comum nas empresas; e breve os que são despedidos tornam-se: frustrados, magoados, às vezes podem sentir ódio e solidão; nessa condição, acentuam-se os vícios como fumo, alcoolismo, glutonice, dependência farmacológica: remédio para dormir, para acordar, para abaixar a pressão e depois para o efeito colateral do outro remédio, até que...

Na outra ponta, estão as pressões sobre os não vencedores: alguns não se encorajam á competição; e, sua dinâmica de defesa do ego cria mecanismos de fuga através da acomodação. Estabelecem poucas metas, que atingem com certa facilidade e acabam caindo numa rotina perigosa: Alzheimer á vista.

Outros; se situam numa faixa intermediária, e, enquanto não chega sua vez de vencedores, frustram-se, reprimem-se, descambando às vezes para a violência contra si ou contra os outros.

Questão de estilo de vida?

É; mas, todo juízo é pouco:
Um grande economista cósmico deu uma dica da hora:
“... Não vos canseis pelo ouro...” (O Mestre).
A sociedade da atualidade está voltada para os valores exteriores que instigam à competição a qualquer preço e, a qualquer custo; daí mede-se a criatura pelo que tem e não pelo que é; em razão do quanto pode e, não do que faz. A desordenada preocupação em adquirir a qualquer preço equipamentos, veículos e objetos de propaganda, desarticula a nossa intimidade. Elevamos a ansiedade a níveis extremados; apenas para sermos bem vistos e aceitos no meio social; nós nos angustiamos para vestirmos de acordo com a moda vigente; nós nos inquietamos para estarmos bem informados sobre temas sem importância. O sistema cria um conjunto de situações que abalam o equilíbrio emocional levando à perda da identidade, à desordem psicológica e à confusão de valores – e a viver na zona da conduta de risco do estilo de viver pé na cova.
Não demora e tudo isso, se reflete no corpo ou conduz a distúrbios de conduta como: angústia, TOC; bipolaridade; depressão; pânico.
A tendência é que esse estilo de vida produza cada vez mais vítimas entre aqueles distraídos pela conquista de valores transitórios sem a contrapartida da auto - realização e do aprimoramento pessoal.
Sob esse tipo de pressão constante, é lógico que aumentem as tensões, frustrações, vícios, ansiedade, fobias que ajudam a reforçar as doenças psíquicas que podem materializar-se no corpo; uma vez que isso ocorra os problemas orgânicos desencadeiam novas dificuldades psicológicas, num círculo vicioso.

Para relaxar: Esportes radicais; drogas; comida; sexo com drogas para ereção; bebida; fumo; TV; Internet; remédios...

Alguns de nossos bate papo nos bloogs, serão nesse contexto, quem se descuida em viver a própria vida e praticar os próprios valores - sem ter como escapar dos conflitos, fatalmente adoecerá; ou “fast, fast” passará para o outro lado. Claro que, muitos, se forem rápidos dá prá tirar o pé da cova, a tempo – se adotarem um estilo mais “slow” de viver.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DIABETES INFANTIL; BOM OU MAU DESTINO?

O diabetes infantil aumentou de forma desproporcional ao crescimento da população. – O que levou a isso? – As explicação envolve um conjunto de situações: efeitos do estresse crônico; dieta inadequada; vida sedentária; mas, muitas outras formas de leitura dos fatos podem ser agregadas na busca das possíveis causas. Já abordamos o assunto da precocidade em outros artigos.

Como o mal já está feito; o que nos interessa hoje é indagar: na situação da criança com diabetes; isso é um bom ou mau destino? – Claro que a maioria das pessoas vai se escandalizar até com a dúvida; pois, ninguém gostaria de cuidar de um filho diabético – faz parte da nossa cultura: quando sentimos, alegria e facilidades; nós dizemos que o destino é bom; já, se a situação vem acompanhada de dificuldades, ele é mau.
Quando as lições são endereçadas aos outros, até recitamos bordões do tipo: “há males que vem para bem”. Quando é nossa vez de aprender; o discurso é outro.
Como cada ocorrência exige compreensão para que seja aceita; quando vivemos ocorrências parecidas; o que, para uns é o fim do mundo para outros é coisa mais simples.

O primeiro passo, para resolvermos situações que fogem ao nosso controle é aceitá-la tais como elas são; sem perder tempo com reclamos nem choradeira – Pois, o destino de todo mau destino, é um dia se transformar em um bom destino.

Retornando ao assunto em foco: a criança com diabetes – essa situação, pode tornar-se um “presente” tanto para a evolução dela própria, quanto, e principalmente, da família como um todo.

A relação custo/benefício dessa doença; como a de todas as outras; pode ser analisada por vários ângulos diferentes.

O diabetes é uma doença com razoável poder de transformação; pois já carrega consigo; um quê; de ameaça: ou muda ou muda! – além disso, ela já conta com boa divulgação no tocante ás perspectivas da sua evolução; e quanto aos danos que pode causar a médio e longo prazo.
No curto prazo era silenciosa e traiçoeira – hoje não mais, em virtude do estresse crônico; assim como temos a “dança” da pressão arterial; nós temos a “dança” da glicemia: ora lá em cima ora lá em baixo – quando das quedas o mal-estar é intenso; já há risco de vida em casos mais graves. Tudo isso, deixa a família mais atenta ás mudanças de hábitos, em especial o alimentar; que se fazem necessárias.

Quando ocorre na criança:
A aderência ao tratamento é maior; até da própria criança; pois, o tratamento exige uso de insulina e ninguém merece levar picada todo dia.

Quando o diabetes surge num adulto:
O impacto é menor – pois, a obrigação de mudar a dieta; é dele.
No adulto as oscilações da glicemia são quase imperceptíveis; além disso, a crença de que a medicação pode resolver; diminui a vontade de praticar mudanças de hábitos.
No caso da dieta é até engraçado como de forma inconsciente, ás vezes, cometemos pequenas vinganças uns com os outros; por exemplo, se o homem fica diabético a mulher passa a fazer doces em casa como nunca se interessou em fazer – Se, a mulher fica diabética o marido que nunca comia a tal da sobremesa passa a exigi-la – Na vida social, quando diabéticos, somos convidados para mais festas do que antes; e sempre tem aquele espírito de porco que vem com a pegadinha básica: Só um pouquinho não vai fazer mal! – Está uma delícia! – Até as crianças são assediadas – Tadinha! Que dózinha! Mãe deixa ela experimentar só um pedacinho!

De que forma a família pode lucrar com o diabetes da criança?

Muitas e dentre elas:

- Reciclagem dos hábitos da dieta; pois, para que a alimentação da criança não se torne um estorvo; aos poucos todo mundo se ajusta em hábitos mais saudáveis.
- Despertar para a necessidade de atividade física e dos cuidados básicos com o corpo e a higiene de vida, de maneira geral.
- Desenvolver qualidades da ética cósmica como: paciência; disciplina, tolerância; aceitação; desenvolvimento da inteligência para descobrir saídas de resolução ou de convivência com o problema.
- Desenvolvimento da cidadania na leitura de rótulos, bulas, etc.
- Melhora da cultura a respeito da saúde ao buscar compreender a doença.

Relação custo benefício para a criança?

Dentre eles:

- Formação ou reciclagem de hábitos alimentares mais saudáveis.
- Aprender a cuidar do próprio corpo e da vida.
- Valorizar a atividade física.
- Desenvolver qualidades: disciplina; perseverança; aceitação...
- Adquirir a força da vontade.
- Desenvolver o conhecimento de si mesma.

Acima de tudo; continuar viva – pois, o estresse crônico; maus hábitos; vida sedentária...; gera doenças mais graves e mortais; pois, são quase silenciosas – dentre elas algumas representam sério perigo na atualidade: colesterol e triglicérides elevados; obesidade; esteatose hepática (gordura no fígado); hipertensão; enfarte, etc.
Experimente tentar mudar a dieta de uma criança gordinha, com predominância da gordura abdominal só com discurso; vai discursar eternamente – Mas, invente uma forma diária de injeção para emagrecer, por exemplo; rapidinho os resultados aparecem.

Não é prazeroso descobrir que o médico Jesus tinha razão em colocações várias, dentre elas: Bem aventurados os que sofrem; pois, serão consolados (faltou colocarem na escrita: pelo próprio esforço ganharão o pão de cada dia)...
Juntando-se os seus recados; embora encobertos pela teia de muitos interesses; também deixam claro que não existimos para sofrer; basta ativar a inteligência, acionar a vontade, parar com desculpas, justificativas e xororô...
Mas, dentro de nosso assunto:
Diabetes?
Quem precisa dele?

QUE TAL USARMOS ESSA LINHA DE RACIOCÍNIO COM NOSSAS OUTRAS DOENÇAS?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

QUEM É MEU PAI? QUEM É MINHA MÃE

Neste comentário não tratamos da indagação de uma das milhões de crianças de terceiro mundo; abandonadas, órfãs das guerras, genocídios e da miséria – nem tampouco sobre ética cósmica: todos irmãos filhos de um mesmo Pai. Analisaremos alguns aspectos da ação da globalização, mídia de ação rápida, padronização e massificação, na estrutura da nossa vida familiar de modo geral; apenas, cá entre nós.

Nesta vida a mil, até o pedigree foi transferido com rapidez para a liquidez bancária.
Antigamente nascer numa determinada família ou pertencer a determinada classe social podia ser sinônimo de: orgulho, segurança, acesso a determinados prazeres, à educação, ao conhecimento e até ser dono da vida e da morte de outras pessoas. Migrar de uma classe social a outra só com milagre, e a possibilidade de perder essa condição era mais remota e lenta; já hoje, o sujeito deita rico, poderoso e pode acordar pobre, preso ou morto; já deitar pobre e acordar rico é bem raro; mais em sonho.

A massificação social afetou a antiga estrutura da família e estreitou os laços da interatividade.
Até certo ponto, a globalização está acordando aquela pulga colocada atrás da nossa orelha há dois mil anos: “...Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?...” Hoje um sujeito voltado apenas para seus interesses e dos seus familiares está sendo obrigado, a contragosto, a perceber que o bem estar, a segurança, a saúde, e até a sua vida e a dos seus; depende do bem estar, da segurança e da saúde das outras famílias.

A mídia de ação rápida cria tantos desejos e expectativas na cabeça das pessoas, não acompanhadas de um processo justo de distribuição de renda; que a integridade e a vida de muitos, vale o que e o quanto eles carregam consigo; nessas condições muitas pessoas já estão descobrindo um novo conceito de família; daí, já se preocupam e atuam também a favor da família do próximo. Claro que no meio de tantos desejos não satisfeitos e de muita bala perdida; esse trabalho ainda é incipiente; mas é uma questão de tempo para que se torne mais amplo e estendido a toda a sociedade. As pessoas estão descobrindo que nenhum tipo de muro ou de blindagem as deixa a salvo da lei de amor; começam a perceber que a violência implícita atrai a violência explícita; que ostentar riqueza entre miseráveis que lutam para sobreviver é uma violência do mesmo porte da agressão física, senão pior. Que nenhum tipo de criminoso está a salvo da lei natural; não importa a cor do colarinho, ladrão é ladrão; seja descamisado ou engravatado; assassino é assassino seja de tirar a vida do outro, seja de tirar oportunidades de sobrevivência e de progresso, e que nenhum escapará, primeiro de sentir na própria pele, depois mais tarde ao resgate, à reparação. Tudo o que está acontecendo hoje, está nos planos da Natureza, é o momento de centrifugar para depois separar.
Muitos já adotaram e patrocinam o bem estar dos outros, seus irmãos. Outros ainda jazem na revolta e, no não fazer nada para mudar; sentem-se vítimas de tudo e de todos... Para esses vale um lembrete: “nosso tribunal íntimo, não cobra apenas o bem ou o mal que fizermos a nós e aos outros; mas também e principalmente, todo o bem que deixarmos de fazer...”
Quantas pais e mães, passam noites insones enquanto seus filhos e filhas que foram para a noite se divertir não retornam em segurança ao a lar. Preocupam-se com a integridade e com a segurança dos seus em virtude da insegurança e da violência social dos dias de hoje; até adoecem – mas, pouco ou quase nada fazem para ampliar seus afetos, estender o grande amor que tem para uma família um pouco maior: a família social (não é preciso ir longe; até mesmo dentro do lar, a qualquer momento, a vida de nossos filhos pode estar sob a mira de criaturas bem próximas de nós no dia a dia – é urgente questionar o que fazemos por elas; além de lhes dar algumas sobras...).

Na vida nada se perde; para que tudo se transforme.

A insegurança amplia o conceito de família social:
Antes: cães bravos, muros altos e armas eram suficientes para afastar os intrusos de nossa paz familiar, do lar doce lar. Prisioneiros do próprio egoísmo, e da própria incapacidade de dar e receber amor aumentamos o arsenal de defesa com: vidros blindados, exércitos de segurança, alarmes, cofres e senhas secretas, tudo em vão. O estilo de viver atual: mídia de ação rápida; massificação; globalização; tudo isso, feito um rolo compressor, veio mexer nessa ferida, acionar um alarme interno para os que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir: é preciso ampliar nosso conceito de família.
Onde não há fome, ninguém rouba e mata por um prato de comida; onde não há excessos, não há violência nem mortes pela cobiça nem pela inveja.

É urgente redefinir e ampliar nosso conceito de família. Essa atitude pode evitar muito sofrimento ligados à interação pessoal. Sofrer que pode chegar quando menos esperamos e de várias formas. Perceber a interdependência além de atitude de inteligência básica e primária; é vital para adquirir status de ser humano nos dias de hoje. Dias de definição... É mais do que válida a preocupação em reestruturar nossa família; para melhorar a qualidade de vida de todos dentro dela - mas, só isso, não serve mais. Hoje, além disso, dessa preocupação; procuremos também fazer algo pelas outras famílias que estejam interagindo com a nossa de algum modo.

O momento é grave; pois se a maioria das famílias aparentemente bem constituídas está com sérios problemas; imaginemos as que nem são constituídas; quanto mais organizadas.
Como se diz no popular: ou vai pelo amor ou pela dor; mas, que vai; vai..
Aprender a amar para que tenhamos sanidade, pessoal, familiar e social é o único caminho; pois, a interdependência gerada pelo sistema, estreita cada vez mais, os laços da família humana. Cada um de nós tem sua parcela de responsabilidade – porém, alguns grupos estão devendo ações mais fortes e rápidas para compensar o estrago que fazem na paz e na sanidade de todos.

Cá entre nós:
Bom momento para refletir na questão: Quem é minha mãe; quem são meus irmãos? – E, pelo amor de Deus – não se assuste se alguém te chamar de mano e pedir prá levantar as mãos – é só um cumprimento, carinhoso; ele só quer de dar um abraço bem apertado – um xi-coração como dizem lá na terrinha.

Livros Publicados

Livros Publicados
Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

Pequenos descuidos, grandes problemas

Quem ama cuida

Quem ama cuida

Chegando à casa espírita

Chegando à casa espírita

Saúde ou doença, a escolha é sua

Saúde ou doença, a escolha é sua

A reforma íntima começa no berço

A reforma íntima começa no berço

Educar para um mundo novo

Educar para um mundo novo