quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OS EFEITOS DANOSOS NA FORMA DE DIVULGAÇÃO DA H1N1

Reagimos com distúrbios emocionais frente á divulgação de doenças; quanto mais, quando rotuladas de epidemia ou pandemia.

O descuido e a falta de preparo de alguns costuma afetar a qualidade de vida de muitos. A forma como foi veiculada a propagação da gripe H1N1 trouxe e continua trazendo muitos problemas de saúde sob muitos e variados aspectos que poderiam ter sido atenuados; Exemplo, temos recebido pacientes com crises de pânico; outras adoecendo para não precisar ir á escola ou ao trabalho; o problema é maior entre crianças; pois elas conseguem somatizar com mais facilidade e são mais vulneráveis. É grande o número das que não querem mais ir á escola, desejam ficar em casa para não contrair a gripe ou para compensar carências afetivas; outras ficam bravas quando dizemos a elas que estão com um quadro de alergia (rinite ou sinusite) e que não serão dispensadas das atividades escolares.
Não era preciso montar o palco onde foi montado um verdadeiro espetáculo; o cuidado deveria ser maior, pois mesmo para pessoas sem propensão a desordens psicológicas, o medo abre as portas para muitos tipos de problemas de saúde; daí, é preciso mais cautela (não se trata de censura – apenas de bom senso) no que se divulga e nas providências preventivas – Explicação, a velocidade do desenvolvimento da tecnologia de comunicação é espantosa; mas, não houve a contrapartida na ampliação da capacidade mental – emocional em grau suficiente para discernir entre tantas informações que pressionam, abalam as estruturas psicológicas, e levam á doença; inclusive muitos problemas de saúde são reforçados pela mídia que, não permite aos que se fizeram mais lentos em pensar, assimilar notícias da hora ou as requentadas ao final da tarde e de um dia para outro. Nada contra o progresso; mas é lógico e claro que, a digitalização reforçou a opressão dos poderosos sobre os mais fracos, com armas de lavagem cerebral que, escravizam e, contribuem para adoecer a massa; pois, a pobreza de discernimento nos dificulta selecionar as informações; e é cada dia mais complicado, ajustá-las à nossa capacidade de assimilação, sem desequilibrar, sem adoecer; pois dia e noite, o espectador ou ouvinte é "bombardeado" em seu precário equilíbrio mental – emocional; e, sem chances de defesa, enquanto imobilizado pelo medo. Não se trata apenas do atual problema da virose H1N1; ele sempre existiu em outros aspectos que precisam também ser considerados. Na atual estrutura de mídia, os noticiários veiculam notícias que quebram a harmonia interior e desencadeiam ansiedade, medo, insegurança e raiva, sentimentos capazes de gerar doenças quando persistentes. Nas sociedades de consumo as notícias sobre economia abalam os vencedores quando veiculam a possibilidade de perda dessa condição. A atuação dessas informações sobre economia no grupo dos não vencedores retira-lhes a esperança de tornarem-se um dia, atiçando um desesperado desejo de conquistar pela força e violência aquilo que julgam ter direito; é vero que nos moldes atuais, a mídia dá o fermento que leveda a massa da violência social. Exemplo, caso sejamos intolerantes, impacientes, irritados com injustiças, corrupção, desmandos e abusos fujamos das notícias políticas vamos acentuar gastrites, a pressão vai subir, estaremos sujeitos a todo tipo de contágios. Mesmo numa área tão sensível quanto a saúde; a relação de compra e venda de produtos não leva em conta o bem estar social. No tipo de sociedade em que vivemos um vende algo e outro compra e, o vendedor cerca-se de argumentos para induzir o outro a comprar. Em teoria, o comprador não tem apenas o direito, mas obrigação de refletir para discernir o que é melhor para si, pois seu corpo e vida está em jogo. Um passo inicial seria restringir a propaganda de medicamentos. Claro que a situação é complexa; pois além do problema da virose atual (nosso assunto principal), a propaganda de bens de consumo desperta a cobiça e o querer ter, muitas vezes às custas de uma carga excessiva de trabalho que desencadeia estresse que facilita a chegada de muitas doenças. A desculpa mais esfarrapada: "tenho contas a pagar".
Desnecessário dizer que ao ouvirmos algo sobre doenças epidêmicas, o medo da morte ou da perda de entes queridos pode gerar a fixação do temor na forma de ansiedade fóbica frente a doenças futuras; claro que quanto mais as notícias são repetidas maior a possibilidade de ficarmos vulneráveis aos comerciantes da saúde.
As maiores vítimas são as crianças; pois razão mal desenvolvida leva á interpretação inadequada das emoções, o que faz adoecer e dificulta a cura. Exemplo: mesmo em situações que se repetem, e às quais já deveriam ter-se habituado familiares são capazes de atrapalhar os tratamentos da criança devido à sua "contagiante angústia"; esse descontrole de temor frente à doença é ocorrência comum na febre: nas primeiras horas enquanto dura a fase de incubação da doença, o médico está impossibilitado de encontrar um foco infeccioso que a justifique; a conduta ideal é observar e reavaliar dali a algumas horas para confirmar o diagnóstico e adotar a conduta mais adequada; porém a condição emocional da família somada às circunstâncias conduz a remédios que possam cobrir possibilidades imaginárias.
As informações desencontradas agravam o problema, pois o cotidiano atual aumenta a demanda nos serviços de saúde, já que vivemos experiências múltiplas e simultâneas; mas, a capacidade de adaptação é lenta frente a velocidade com que se processam as transformações desencadeadas pelo aumento do conhecimento que dobra em curto espaço de tempo; em virtude disso, o mercado financeiro gerador de renda para alguns proporcionado pela relação de compra e venda no sistema de saúde está sempre em constante expansão.
Como essa novela vai continuar durante algum tempo; melhor que todos pensemos junto num final feliz...

sábado, 15 de agosto de 2009

NEURÔNIOS-ESPELHO X EMPATIA X EDUCAÇÃO

Somos fruto do meio ambiente e cultural?
- Até que ponto?

A cada dia fica mais fácil entender colocações do tipo: mais vale um exemplo do que mil palavras.

MAS:
Será que em determinada época de nossas vidas os neurônios-espelho têm predominância?
Lembra da infância:
“Pára de me copiar”!
Manhê! – O Zezinho ta me copiando! – Manda ele parar!
Ou:
O que nos leva ao riso quando alguém ao nosso lado começa a gargalhar?
O que antes parecia um processo puro e simples de eletromagnetismo; agora já tem uma explicação funcional científica aplicável a muitos processos até de cura.

Células – espelho.
“Essas células foram descobertas por acaso em 1994 na Universidade de Parma, Itália, pelos neurocientistas Giacomo Rizzolatti, Leonardo Fogassi e Vittorio Gallese. Eles constataram que a simples observação de ações alheias ativava as mesmas regiões do cérebro dos observadores normalmente estimuladas durante a ação do próprio indivíduo. Ao que tudo indica, nossa percepção visual inicia uma espécie de simulação ou duplicação interna dos atos de outros (ver “Reflexo revelador”, Mente&Cérebro 161, junho de 2006).Em 2001, um grupo coordenado por um de nós (Giovanni Buccino), também de Parma, resolveu estudar esses neurônios mais a fundo. Usando ressonância magnética funcional (fMRI), os pesquisadores mediram a atividade cerebral de voluntários enquanto eles assistiam a um vídeo que mostrava seqüências de movimentos de boca, mãos e pés. Dependendo da parte do corpo que aparecia na tela, o córtex motor dos observadores se ativava com maior intensidade na região que correspondia à parte do corpo em questão, ainda que eles se mantivessem absolutamente imóveis. O cérebro parece associar a visão de movimentos alheios ao planejamento de seus próprios movimentos. Poderia essa propriedade espelho ser útil no tratamento de certos distúrbios neurológicos?”.
Fonte.
Mente/cérebro. Reportagem. Edição 171 – Artigo: A IMITAÇÃO PODE CURAR.

Também segundo outros estudos desenvolvidos por pesquisadores do Instituo de Neurociência Cognitiva, da Universidade de Londres, Inglaterra publicado na revista especializada “Journal of Neuroscience”, em dezembro de 2006.

A neurociência comportamental passou a desconfiar que a resposta á repetição, de atitudes, comportamentos e todo o processo de transmissão da aprendizagem; deve encontrar-se nos chamados “neurônios–espelho”; que tendem a copiar o comportamento de quem está interagindo conosco. Por exemplo, quando duas pessoas estão conversando e uma cruza as pernas, os braços ou mexe no cabelo, quase de imediato a outra vai fazer o mesmo. O estudo mostra que não é preciso apenas um estímulo visual, o som dele é suficiente para acionar o mecanismo. Experimente bocejar perto de alguém, logo a outra pessoa também repetirá, mesmo estando de costas para você.
Além disso, segundo especialistas esses neurônios estão ligados á nossa capacidade de empatia e de imitar gestos e de compreender seu significado; pois ao que tudo indica, as células cerebrais chamadas espelhos têm a habilidade de ler mentes alheias e de interpretar intenções. – SERÁ?

Claro que muito há que se descobrir ainda sobre como funcionamos:
De que forma as células-espelho do cérebro conversam com as outras? – Será que só as do cérebro? E quem só pensa “naquilo”; o comando é das células espelho do aparelho reprodutor? – E quem só pensa em comida? – E quem pensa pouco?
Por exemplo:
Como ficam os escravos da mídia e da moda? – Será que quase todas as suas células são as em espelho?
Mecanismo de projeção – Quais as células envolvidas? – De que forma misturo meus comportamentos não reconhecidos com o comportamento do outro?
Reconhecer emoções e intenções alheias – Existe um tipo de célula para a camuflagem das intenções? – E qual a célula encarregada de reconhecer as segundas, terceiras e quartas intenções? – Haverá células “araponga”?
Será que Madre Tereza de Calcutá tinha milhares de células espelho a mais do que nós que copiamos o comportamento ditado pela mídia?
Será que os ETs de outras dimensões que abduzem pessoas e as fazem sofrer com dor e se espantam com suas reações são mais ou menos evoluídos do que nós?
Provavelmente essas células tenham um papel fundamental na infância! – Será que ainda estamos na infância Cósmica? – Será que ao longo da evolução vamos substituindo as células espelho por outras com vida própria – tipo: células do discernimento?
Antes que seja internado, pergunto ás minhas células – espelho: Espelho, espelho meu haverá alguém mais maluco do que eu?
Peço a Deus mais neurônios-espelho ou quebro os que já tenho?
Será que cada célula-espelho quebrada traz sete anos de azar?

Socorro Espírito da Verdade!
- Ta bão! – Acho que a solução está na reforma da educação – Nossas células – espelho absorvem o que lhes envia o meio – Talvez baste apenas – cultivar o amor e o bem pensar?
Por essa razão é importante que apenas o sentimento do amor inspire nossas ações que podem ser captadas pelas outras pessoas: Educar para um mundo novo.

O que vocês acham?

HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE

Rede de apoio.

O atendimento na área da saúde tende a desumanizar-se seja prela pressa ou pelo predomínio da tecnologia. Ainda bem que há muita gente observando e trabalhando o estar doente sob uma ótica mais humanizada.
Quem já viveu o drama de ter um familiar vivendo a sofrida experiência da doença e, em muitas situações encontrar-se impossibilitado de estar presente sabe reconhecer a importância de trabalhos como esse.

CONTE COMIGO!
AT - ATENDIMENTO TERAPÊUTICO
“Amigo Qualificado”

Humanização da Saúde

A proposta deste atendimento destina-se a estar junto da pessoa ou paciente, nos momentos em que este não esteja capaz física ou psicologicamente e ainda quando os familiares não possuem disponibilidade para atividades como consultórios, hospitais, clínicas, laboratórios ou eventos para atividades variadas, inclusive de lazer.
Com este tipo de atendimento, onde há o objetivo da humanização da saúde destacam-se as possibilidades que permitem:
ü Readequar a pessoa ao seu ambiente e melhorias no convívio familiar e social;
ü Proporcionar tranquilidade ao paciente, fato que gera segurança e pode auxiliar na diminuição do stress possibilitando outras alternativas, evitando novas complicações e também uma evolução positiva ou estabilidade do quadro clínico;
ü Suporte à família no momento da necessidade específica;
ü Suporte ao paciente que apresenta potencial para um “fazer” específico e encontra-se momentaneamente impedido.




Naggaí Naleto Mugayar
Psicóloga CRP/SP 06.9800
e-mail: mugayar@terra.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

BEM VINDA ÁRVORE DA VIDA

BEM VINDA ÁRVORE DA VIDA

Comunico aos amigos leitores do bloog, nosso veículo de interação de idéias, ideais, e tentativa de aprender a arte do amor; a chegada de nossa primeira e; ainda, única seguidora: Ana Maria (Aninha para os amigos da Casa do Consolador).
A Egregóra de Francisco de Assis se espalhou pelo planeta, e se materializou na Casa do Consolador em SP – Na assistência aos animais desvalidos e necessitados bem como a seus humanos cuidadores.
Nesta Casa de amor ao qual fui convidado a participar; e aceitei com alegria; um paradigma me conquistou: se trouxeres até nós um irmão animal em sofrimento; ele tem prioridade; os inocentes tem prioridade.

Com a palavra: Ana – a atual dirigente e coordenadora.
Elucide nossos amigos leitores o que pretende; e o que faz a ARVORE DA VIDA.


Obs.

Melhore a imagem de sua foto na Web.

Todos merecemos reconhecê-la no dia a dia.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"CARA DE PAISAGEM"

PENA QUE OS POLÍTICOS DA ATUALIDADE NÃO IRÃO LER.

CARA DE PAISAGEM

Uma amiga pediu para explicar o fazer “cara de paisagem” do bate papo anterior.
Nossa língua embora seja complexa e termine por travar alguns desenvolvimentos psíquicos e tecnológicos; sofistica o estudo das emoções e da afetividade; algumas linguagens são mais práticas; mas a nossa é muito rica em criatividade; pena que esteja sendo empobrecida pelos “manos” e congêneres...
Fazer “cara de paisagem”!
Ouvi isso da “minha molecada” tempos atrás e, me encantei pelas possibilidades de conteúdo; daí, eu passei a prestar atenção na nossa fisionomia frente a várias situações; tanto as que magoam de pronto, como as críticas e as tentativas de domínio; quanto as puxasaquices e os elogios constrangedores; sem perder tempo nem grana; apenas usando o laboratório do cotidiano para diferenciar os muitos tipos de caras que fazemos com mímica ou sem mímica, frente ás ocorrências do dia a dia. Isso tem me ajudado muito no consultório; pois, por incrível que pareça muita gente na tentativa de fazer “cara de paisagem” para as cobranças da lei de causa e efeito; se dá mal, ao fazer cara de “não to nem aí”; são parecidas na mímica; mas, completamente diferentes no conteúdo; e pior: nos resultados.
“Cara de paisagem”, acima de uma expressão facial; é uma atitude mental, emocional e afetiva voluntária e responsável que exige discernimento e inteligência. Difere da atitude “não estou nem aí” – essa sugere: dane-se; é problema meu ou seu.
Outro diagnóstico diferencial da “cara de paisagem” é a “cara de pau” cujos maiores especialistas estão em torno do poder político e jurídico; é a intenção com que mostramos nossa cara aos outros, com mais ou menos maquiagem; ás vezes uma ajuda de maquiagem é bem vinda; noutras nos “emputece” com duplo e até triplo sentido...
Na nossa língua mutante e sempre em evolução: a “cara de babaca”; “cara de cabaço”; “cara de oligóide”; “cara de poste”, etc. Elas foram indevidamente substituídas e mais ou menos englobadas pela “cara de barbie”; pois, se os especialistas (não é meu caso) prestarem atenção – cada uma dessas caras é única; e merecem mais estudo dos lingüísticos (nada a vê com falar mal dos outros); isso é assunto para outros bate papos.

Mas, como conseguir uma bela cara de paisagem em certos momentos?

Analisando o passado e o presente; concluí que algumas pessoas já nascem com “cara de paisagem” e a modulam sem esforço; são os puros de coração a que se referiu Jesus.
Exemplo, eu tive (melhor continuo tendo), uma amiga de faculdade que era o protótipo da “cara de paisagem”; entre alegrias e tristezas; sua “cara” era sempre a mesma; nada a ver com oligóide nem loirice; se você trouxesse a ela uma alegria ou uma maledicência ela continuava na dela, sem esparramo; ás vezes jogava dúvidas atrozes para você resolver sem perder o vervain nem o feeling – Mas, como ninguém é perfeito; de repente, estávamos no elevador no hospital; a pé no caminho para casa depois das aulas; de repente, ela começava a rir (sua risada era em lá maior; daí, não dava para ser ignorar) – O que foi (A)? Qual a graça? – A piada? – Que piada? Ninguém disse nenhuma piada! – Aquela! – Enfim, era uma piada amanhecida, e bem amanhecida (2 ou 3 dias atrás), mas a ficha tinha caído no momento – Ela nem se abalava quando eu dizia que ela tinha 2 neurônios numa rede de sinapses neurológicas: um mexicano que punha o sombrero para esconder a claridade e outro baiano que vivia deitado na rede dos outros neurônios; ela, simplesmente fazia “cara de paisagem” e continuava sendo ela mesma (graças a Deus).
A maior parte de nós vai ter que aprender a fazer “cara de paisagem” frente a situações em que nosso desejo era enforcar o interlocutor ou o cara que está atazanando nossa vida.

Desculpe amiga; mas como um índigo cansado (meu DDA assumiu).

Resumindo (pois, isso daria um belo livro – quem se atreve a escrevê-lo?):

Para a maioria de nós que ainda não atingimos a condição dos simples e puros de coração (intenção automatizada no bem querer) - Fazer “cara de paisagem” é uma atitude voluntária, que exige muito esforço, estudo, humildade: AMOR.

Beijo amiga, estendido a todos meus parceiros de dúvidas na arte de viver bem...

Livros Publicados

Livros Publicados
Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

Pequenos descuidos, grandes problemas

Quem ama cuida

Quem ama cuida

Chegando à casa espírita

Chegando à casa espírita

Saúde ou doença, a escolha é sua

Saúde ou doença, a escolha é sua

A reforma íntima começa no berço

A reforma íntima começa no berço

Educar para um mundo novo

Educar para um mundo novo