AMIGDALITE GERA FALTA DE AMOR?
E ATÉ AGRESSIVIDADE, MALDADE CRIMINOSA?
Se, até pouco tempo, alguém me dissesse que,
minha pobreza em amar; e minha carência em comportamento altruísta era causada
por amigdalite crônica; confesso que ficaria espantado, intrigado.
Mas, é verdade:
E quem diz é a ciência: Há motivos para
acreditar que a base do comportamento altruísta se encontra no Sistema Límbico.
O amor, assim como o comportamento altruísta, parecem ser aquisições do Sistema
Límbico humano (nada a ver com libido).
E, uma parte importantíssima dessa região
límbica é a chamada Amígdala, que tem um papel transcendente na agressividade.
Em pesquisas, a destruição experimental das Amígdalas (são duas, uma para cada
um dos hemisférios cerebrais) faz com que o animal se torne dócil, sexualmente
indistinto, afetivamente descaracterizado e indiferente às situações de risco
(lembra algo na atualidade?).
O estímulo elétrico (qual o papel do estresse
crônico nesse processo, é algo a se estudar) agindo nas Amígdalas provoca
crises de violenta agressividade.
Em humanos, a lesão da Amígdala faz, dentre
outras coisas, com que o indivíduo perca o sentido afetivo da percepção de uma
informação vinda de fora, como a visão de uma pessoa conhecida ou querida. Ele
sabe quem está vendo, mas não sabe se gosta ou desgosta da pessoa que vê.
Difícil saber como; mas, ao que parece a maioria das pessoas da atualidade parece
ter sido amigdalectomizada – quem sabe pela TV e outros meios de ação cada vez
mais rápida de esterilização da criatividade e da amorosidade; em massa.
Em tempo; amígdalas cerebrais têm pouco ou
nada a ver com as antigas amígdalas ou tonsilas palatinas, as da dor de
garganta que antigamente tendiam a extirpar nas crianças...
Localizada na profundidade de cada lobo
temporal anterior, as Amígdalas funcionam de modo íntimo com o Hipotálamo.
É o centro identificador de perigo, gerando
medo e ansiedade e colocando o animal em situação de alerta, preparando-o para
fugir ou lutar, estariam assim, envolvidas na produção de uma resposta ao medo
e outras emoções negativas.
Dá prá entender que o “vírus” do estresse
crônico é um dos agentes geradores da amigdalite cerebral crônica; um dos
fatores de uma doença evolutiva grave chamada cretinização mental/emocional;
que acomete parcela significativa da população; a mente neurótica com a ajuda
da Assembleia Neuronal envia uma quantidade excessiva de informações de medo e
ansiedade; o que trava o sistema de defesa mental, emocional e orgânico.
As áreas cerebrais mais primitivas
relacionadas à agressão, mais precisamente, à agressão depredadora, são
estruturas filogenéticas muito antigas, onde se inclui o hipotálamo, o tálamo,
o mesencéfalo, o hipocampo e, como já vimos; as Amígdalas e o Hipotálamo
trabalham (ou deveriam fazê-lo) em estreita harmonia, de tal forma que um
comportamento de ataque pode ser acelerado ou retardado, estimulado ou inibido,
dependendo da interação entre estas estruturas.
Porém, a verdadeira agressão humana; aquela
planejada pela alma doente; talvez elaborada segundo algum objetivo. Ou talvez
seja os subprodutos da agressão, perversidade e destrutividade acumulados ao
longo da trajetória evolutiva; e inscrita no DNA à espera de fatores
desencadeadores; para isso, precisa de redes neuronais complexas e abrangentes
como as Assembleias Neuronais; e envolve principalmente o Sistema Límbico para
se manifestar em atitudes.
Não deixe que extirpem suas amígdalas nem as cerebrais nem as palatinas.
Elas devem atrofiar-se por si só; talvez fruto da evolução – num mecanismo
semelhante à atrofia das amígdalas palatinas após o período de infância, as
cerebrais atenuam sua função à medida que a alma amadurece em consciência.
Cuidado com a amigdalite caseosa tanto nas palatinas quando nas
cerebrais. O cheiro dos maus pensamentos e desejos é nauseabundo; tal e qual o
exalado pelas palatinas.
A halitose mental, emocional de quem sofre de amigdalite cerebral
crônica é de lascar...
Mas;
Cuidado com o bisturi do sistema de entretenimento.
Continua... (São?).
Vivendo e aprendendo...
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