sexta-feira, 3 de abril de 2009

UM ESTRANHO NO NINHO

Depressão, angústia, pânico, TOC, surtos psicóticos...
Realmente o bicho está pegando para todos nós – claro que cada um vive seu momento; nossas lições podem ser parecidas; mas são únicas. Sirvo de cobaia para tentar mostrar ao amigo leitor um caminho para entender a nós mesmos e aos outros: a projeção; vejo no outro o que está em mim.

Doutor, eu não agüento mais!
Meu trabalho propicia um olhar mais profundo sobre o psicológico das pessoas; além disso, desde que me conheço por gente, diagnosticava e sentia o comportamento atual e futuro de quem cruzasse meu caminho – nada a ver com faculdades especiais, o mecanismo é intuitivo e projetivo; em algum lugar do passado, em alguma época, criei um carma (tudo e nada a ver com lei de causa e efeito; está mais para o lado da linguagem do caipirês – calma): automatizei enxergar os outros através de mim mesmo – hoje sei com mais clareza que, minha fala e meus escritos têm o endereço da minha própria pessoa (o problema é que sempre erro o CEP).
Claro que isso me incomodava e ainda perturba; não me interessa a vida dos outros - então passei a bloquear essas percepções para poder viver de forma mais normal; claro que minha condição de disléxico e DDAH; serve como facilitador do processo de ler o que ainda não estava escrito; e de sentir o ainda não manifesto - Para escapar, a saída encontrada foi: não registrar - Durante muito tempo usei isso como desculpa e justificativa para mim mesmo; e me dei mal; eu me viciei em fazer a mesma coisa comigo; pois conheço cada detalhe do que devo alterar no meu comportamento e finjo que tudo está correndo no tempo certo – talvez esse seja um comportamento típico dos habitantes do planeta – Mas isso, também não serve como desculpa. Fiz um autodiagnóstico e dentre outras coisas, penso que de tanto me cobrar demais reajo contra; feito criança birrenta – uso para consumo interno a condição índigo para espanar toda vez que sou pressionado – Faço quando quero! Se cobrar eu não faço!

Claro que a profissão e o estilo de trabalho a que fui conduzido me obriga a prestar atenção ao que rola na cabeça dos clientes para sobreviver, e até para pagar contas sociais e políticas que não fiz. Preciso estar “ligado nesse dom” para ajudá-los; tanto com o discurso; quanto com os diagnósticos e medicamentos; pois não posso fazer com eles o que faço com os outros que passam pela minha vida como naves espaciais ou cometas.
Como cidadão do mundo, eu já assumo, numa boa, minha falta de maturidade espiritual e comportamental; mas tenho uma tremenda dificuldade em executar; eu me cobro demais e faço pouco. Meus pacientes e conviventes servem como anestésico: não sou só eu! – Mas, e daí? O que isso resolve?

Oh Deus onde estás?
Ninguém me ama – Ninguém me quer!
Tenho identificado um problema comum em boa parte de nós: desejo de ser amado que leva a carência afetiva – Atendo pessoas que tem tudo o que a maioria sonha para ser feliz: pais, cuidados, família (alguns felizardos encontraram até a cara metade); no entanto sentem-se sós, depressivos, angustiados.

O que será que será?
O que nos aguarda no futuro?
O momento é delicado, pois o estilo de vida atual e a aceleração tem tornado o processo da sensação de solidão em algo destruidor da paz íntima.
Pouco conscientes cometemos pequenas e grandes loucuras e, nos atrapalhamos em todo tipo de relacionamentos; daí cada dia que passa nos sentimos mais solitários e pouco compreendidos; e nada comprometidos; pois cada um de nós busca fugas e refúgios bons ou péssimos para maquiar essa sensação.

Meus mestres são realmente águias ou anus como eu que imaginam serem águias?
A verdade é que estamos sendo atirados de encontro a nós mesmos; sem desejo e sem preparo. No momento vivo um drama espiritual: não sei se sou um anu ou uma águia.

O tema de nosso bate papo de hoje (está mais para monólogo, por falta de interação) é a sensação de estranho no ninho; que se agrava, quando se torna um sentimento: não fazermos parte do contexto; e até de não pertencermos a este mundo.
Em cada fase da vida essa sensação ou sentimento apresenta nuances diferentes.
Os que se sentem assim; bem que tentam se adaptar ou remediar (pior quando é preciso drogar-se com antidepressivos, soníferos e outras “droguitas” mais leves: açúcar, farináceos, chocolate – Mais leves? - só no contexto; pois nos deixam prá lá de pesados) - ou fogem através de perigosos caminhos: vícios ou distúrbios psicológicos graves.
O sentimento de inadequação pode resvalar para a menos valia ou o oposto a de rei da cocada preta.
A cada dia tenho encontrado tanto no trabalho quanto no dia a dia, pessoas que sofrem muito desse mal; com cada uma leio (pena que pouco aprendo) formas criativas de superar ou forma desastradas de viver; sempre que posso repasso ás pessoas lições vivenciadas por outras pessoas.

Usando a analogia do pássaro quanto á evolução espiritual, sempre me senti um anu (anu tem acento? Acho que só tem rabo; coisas da nova ortografia – na dúvida vamos escrever anu – sem acento), aquele pássaro com cara de bicho da idade da pedra e desengonçado – e que represento nesta brincadeira como o sujeito que vive voando baixo preocupado com as sensações e as coisas da matéria; vivendo entre águias (bicho bonito, invejável, deslizante, livre, leve e solto; quase um deus dos ares) – Muitas delas já me disseram você não é anu é águia; experimente voar – não consigo acreditar e fico lá parado na beirada do ninho – Por exemplo: em se tratando de desenvolver capacidades mediúnicas; cansei de ouvir: o cara está ai do lado; abre a boca e fala; mas teimo orgulhosamente em ficar de bico fechado – Por que orgulhosamente? Sou um anu orgulhoso, pois tímido e perfeccionista (duas das muitas camuflagens do orgulho) fico sempre em dúvida: Sou eu ou é o cara falando? O que vão dizer de mim? Sou um mistificador? Um animista? Um picareta? – Duvidas de anu que enquanto não forem resolvidas não ganhará a vestimenta de águia.

Sou ou não sou? Devo ou não devo? Existo ou sou um arremedo de pessoa?
Se isso serve de consolo, tenho encontrado muitas pessoas vivendo o mesmo drama existencial que eu: descobrir a própria identidade e tarefa de vida; e o pior: O que é e para que viver? – Mas, consolo é alimento dos espíritos fracos e pouco competentes. Quando descobrir de fato se eu sou anu ou águia; tento alçar vôo – Mas, com certeza já pode ser tarde... Fica para a próxima? – Neste ninho ou em outro? – Continuarei sendo um estranho no outro ninho? Continuarei um anu viajando nas asas de águias amigas?

Muitas pessoas têm questionado como eu: Onde está minha turma? Sou uma alma de outro universo que caiu aqui e está perdida? Quem sou eu? Quando e onde me perdi? Como achar o caminho de volta? – Parte da resposta eu já encontrei: Trabalha, espera, confia – e, acima de tudo, exercita o amor.
Mas, confesso que o exercício da atitude de amar me acalma e dá prazer (das “drogas” que meu espírito já experimentou, essa é a que dá o maior “barato”; mas ainda duvido; pois a cada dia novos fatos me trazem mais e mais dúvidas (desejos); “quanto mais rezo (mais conhecimento) mais assombração (sensação de inadequação e de ter feito tudo errado) me aparece” – Será esse o espelho onde há de refletir sua Santa Imagem? – a Eterna dúvida? A divina insegurança?

Projetando: estou me sentindo um anu muito só, pouco competente, cansado, impotente, quase inválido; mas insatisfeito com a companhia de outros anus - Alguma águia universal e luminosa quer me adotar? – Em tempo o anu é preto e desajeitado; nem branco nem luminoso (será que todas as águias sabem disso?) - Aceito; desde que não fique me dizendo que sou águia; quero ser respeitado como anu...
A cada dia começo a acreditar que o Chico Buarque tinha razão: “Deus é um cara gozador que adora brincadeira...” – Mas, com a permissão das águias que tentam me convencer que não estou condenado a ser anu para sempre; Rezo reclamando: Amado; comigo o Senhor abusou da Divina Criatividade!
Vai gostar de ser anu assim lá longe!

Cansei de tentar voar...
Brincadeira – eu vou continuar tentando.

Para finalizar: tem um amigo aqui ao lado quase desencarnado, pois ainda não assumiu; que deseja ficar escondido por enquanto; que me disse o seguinte: quando anu encarnado; um amigo me convenceu a pintar algumas penas de branco e a colocar um distintivo de marinheiro da beira do “tiete” para tentar voar mais alto e virar gavião da fiel – eu morri do coração de tanto sofrer, não agüentei e, desencarnei – aqui no plano espiritual, me convenceram a torcer para o mengo: virei urubu não deu certo; o mengo só se ferra; já tentaram me convencer a ficar verde e virar porco; outros tentaram me convencer a virar bambi; todo mundo dizendo que seu bicho cósmico é melhor: vire burro da araraquarense, etc. – Não deu certo; prefiro continuar anu; mas, se me derem uma camisa da águia vou torcer feito doido...
Vai um Prozac aí – estranho no ninho?
Não! – È melhor consumir um produto da Nestl... Aí que delícia!
Vamos nos ajudar uns aos outros: anus unidos jamais serão vencidos!

Paz.

domingo, 29 de março de 2009

UM OLHAR DIFERRENTE SOBRE O FINAL DOS TEMPOS

UM OLHAR DIFERENTE?

Para entender as colocações antigas e atuais sobre o final dos tempos; e não sobre catástrofes; é preciso parar para pensar a respeito de quem somos e o que fazemos aqui. De forma resumida: Somos um planeta escola multidimensional que abriga alunos nos mais diferentes estágios de evolução em todos os reinos da Natureza. Há alunos na sala de aula em 3D e outros distribuídos nas várias dimensões em 4D (chamado de mundo espiritual em suas várias subdivisões). Conforme já ocorreu muitas vezes e continuará acontecendo; periodicamente as escolas do universo progridem e os alunos são remanejados; tal e qual o fenômeno que está em andamento na atualidade. Quem quiser acreditar que acredite; quem quiser ver que veja; quem quiser reciclar que recicle...
Nosso assunto de hoje trata de uma das ferramentas mais importantes da seleção em andamento: O ESTRESSE CRÔNICO e seus efeitos.

Estar sob risco, é viver...
Todo ser vivo experimenta situações de “perigo”. Estar vivo já é uma situação de risco e de estresse. Sobreviver e assegurar a continuidade da espécie envolve uma infinidade de crises na vida de cada criatura e do grupo biológico ao qual pertence.
A repetição e a alternância entre as necessárias situações de estresse agudo; e os períodos de calmaria; permite a incorporação do aprendizado que cada uma dessas situações traz consigo. O próprio corpo ou equipamento da vida necessita de um tempo para se recuperar; caso contrário, definha ou adoece, e o ser morre.
As reações dos seres vivos e o desenvolvimento dos instintos são acelerados pelas situações de crises de sobrevivência que chamamos de reações de estresse “na hora que o bicho pega”.
Na vida animal as reações ao estresse são sempre reais, ocorrem de verdade. A reação a ser desenvolvida é: atacar, defender ou correr. Quem não consegue morre ou é devorado.
O ser humano tem um problema: quer queira quer não, pensa. O pensar de forma contínua é irreversível, e leva a escolher, a tomar atitudes ou a sonhar, fantasiar. Escolhas referendadas pelas atitudes geram efeitos em si, nos outros e no ambiente em que vive. Então, o candidato a homem deveria analisar melhor o que pensa para não ficar inventando problemas, imaginando dificuldades, alimentando o medo e a ansiedade doentia (chamam a essa atitude: paranóia). Pois, sonhos ou imaginações mesmo que não sejam postos em prática, não sejam executados, são capazes de ativar instintos, emoções e levar o organismo a produzir substâncias, mediadores químicos ou hormônios, relacionados ás informações bioquímicas enviadas como sinal de perigo; tudo isso, é capaz de agir no corpo físico. E de retorno devolvendo à mente sensações desagradáveis e doentias.
De forma resumida:
Há significativas diferenças entre nós e os outros seres vivos. Instinto, razão, emoção e sentimentos caracterizam uma unidade humana, ou individualidade. Na pessoa equilibrada esses componentes estão alinhados e desenvolvidos de forma harmônica. Qualquer situação de crise ou estresse agudo é bem vinda, e logo resolvida, de forma a trazer mais progresso. E, o aprendizado resultante dessa experiência é incorporado ao subconsciente, para ser usado logo em seguida, quando e se necessário. Vivemos um drama: desarmonia na personalidade e no caráter é grande: instintos, razão, emoção e sentimentos não concordam; um quer uma coisa e outro deseja outra. Não estão ainda integrados sob o comando da razão. Não que a racionalidade seja melhor ou pior do que os instintos e emoções; apenas é o componente de nossa personalidade em condições de assumir o comando do desenvolvimento da maturidade psicológica. O desencontro íntimo gera em nós crises atrás de crises que se traduzem na forma de conflitos: pode não pode, devo não devo... Poucas pessoas tornam-se conscientes; a maior parte delas permanece na faixa subconsciente. Que é onde a maior parte das pessoas se movimenta na evolução. Ainda temos pouca consciência do que pensamos, sentimos e fazemos. Desse modo, não percebemos que criamos para nós mesmos e para os outros embaraços e estresse desnecessário e, inútil.
Outra dificuldade a ser superada:
Somos capazes de fazer abstrações, de criar uma vida imaginativa povoada de sonhos, desejos, medos, angústias... Imaginemos o que acontece com a cabeça das crianças neste mundo de imaginação a mil por hora trazida e reforçada pela mídia de ação rápida.
Exatamente nesse ponto: na capacidade mal conduzida de imaginar, inventar e criar, está a raiz do problema do estresse crônico até nas crianças pequenas. Ele é uma ilusão mental/emocional individual e coletiva. Até aí, tudo bem; o perigo disso reside no fato de que tudo que acontece no campo da energia pode se concretizar e se materializar nesta dimensão. O estressado crônico logo começa a trazer para o corpo sua desarmonia na forma de distúrbios do metabolismo: aumento da produção de colesterol, concentração de gordura abaixo da linha da cintura. Alterações na produção dos hormônios, especialmente aqueles diretamente relacionados com o instinto de defesa da vida: adrenalina, acetil/colina, vasopressina, cortisol, serotonina, etc. Qual será a razão que leva as crianças de hoje a adoecerem mais do que as de antigamente?
O número de situações de estresse real a que as pessoas estão submetidas no dia a dia é mínimo se, comparado com os episódios de estresse mental/emocional que elas mesmas criam ou alimentam. Todos nós estamos sujeitos a situações nas quais nossa vida corre risco: acidentes, ataques de animais, agressões, assaltos, etc. No entanto, essas situações são mais ou menos esporádicas e, o corpo e mente tem tempo suficiente para se recompor, até que nova situação surja.
A seleção está em andamento:
A natureza não dá ponto sem nó; a reação de estresse aguda sempre é muito útil na evolução dos seres vivos: movimento, vibração, interação. Já o estresse crônico, quase sempre é inútil e doentio; uma espécie de correr sem sair do lugar (tal e qual correr numa esteira ou pedalar numa bicicleta parada quando seria possível caminhar ao ar livre); Até é possível que as razões ou o que motivou a situação de estresse crônico, tenham lá a sua utilidade pessoal ou até para o bem comum; mas isso é raro, muito raro ainda.
Vamos brincar de pensar:
Muitas são as situações habituais de estresse inútil e doentio; ligadas ás nossas características de personalidade e forma de viver:
· O sujeito se esgota ao tentar controlar a vida dos outros, ou tentando manipular os acontecimentos querendo bancar “deus”.
· Alguns orgulhosos e controladores pensam que apenas eles fazem as coisas bem feitas e trazem para si toda a responsabilidade de tarefas que podem e devem ser delegadas aos outros.
· Os incompetentes para assumir vida como humanos de fato passam a centralizar toda a sua vida apenas no trabalho, esquecendo todas as outras tarefas. Viciam-se nele e se desesperam quando são descartados ou substituídos por outros.
· Os escravos da rotina que aliena.
· Os gulosos que querem atingir tudo de uma vez.
· Os crédulos e preguiçosos de pensar que se deixam escravizar pelos valores transitórios criados pela mídia que a cada dia cria novos objetos do desejo.
· Os que imaginam que fazer a tarefa dos outros para tornar-lhes a vida muito cômoda vai levá-los ao céu ou paraíso.
· Os inseguros que tentam se afirmar a qualquer preço, através da valorização do ter, possuir, aparentar.

Podemos dizer que o estresse crônico é um tipo de neurose?
Antes de a rotularmos como um distúrbio psicológico ou uma doença, a condição neurótica representa um estilo de vida. Ele nos foi dado como uma herança cultural e educativa, pois aprendemos com nossos pais e as outras pessoas esse estilo de viver ou de sobreviver. Se nós vivenciamos problemas devido a isso, não podemos jogar a responsabilidade apenas na educação recebida, pois manter ou exacerbar essa condição cultural é responsabilidade de cada um (uma das razões de nosso viver). Exceto no caso das crianças pequenas que estão sendo dizimadas pela incapacidade dos pais; na hora de tentar resolver a perda da qualidade de vida que ela traz, não adianta tentar terceirizar a responsabilidade pela resolução definitiva. O estilo de vida guiado pela neura nos induz a delegar aos outros; escolhas e diretrizes de nossa vida, cujos frutos futuros teremos que digerir; quer nós queiramos ou não quer aceitemos ou não. As crianças desde muito pequenas devem aprender que os débitos perante a vida não serão ressarcidos em dólar, real, euro ou sofrimento; mas sim, com a reparação gerada pela mudança no padrão de atitudes. Na seqüência vamos bater um papo sobre o golpe final; a encomenda do caixão acalentado pelo estresse crônico: o desejo desenfreado de consumir.
A marca registrada da “neura moderna” é o desejo e a capacidade de competir para ver quem consome mais e com mais prazer. Sobrepujar o outro quase que se torna a razão de viver de muitos, é a meta principal de vida.
Mas, como numa fila única apenas um pode andar puxando o resto, para tomar o lugar do primeiro vale tudo: empurrar, dar rasteira, etc. Muitos se conformam em não atingir os primeiros postos, em não conseguir andar no pelotão de elite, daí passam a competir com os que andam no mesmo ritmo, ou lado a lado. Os irmãos são criados num clima de competição infernal. Pais e mães competem com os filhos. Maridos e mulheres tornam-se adversários. Numa empresa para tomar o lugar do chefe ou passar o colega para trás vale tudo: mentir, denegrir, roubar idéias e projetos, executar as coisas de forma errada para detonar com o projeto do outro, quebrar máquinas e peças.
Na cabeça de muita gente rola o tempo todo; a idéia de se defender das artimanhas dos outros; como se todo mundo fosse passá-lo para trás. A neura é maior ainda porque as pessoas projetam nas outras; o que elas mesmas são capazes de fazer se a situação for favorável ou permitir. Muita gente passa boa parte do dia maquinando como derrotar seus ilusórios inimigos ou seus concorrentes, incrementando um estresse mais do que doentio.

O estilo de medicina atual dá o golpe de misericórdia e encomenda a missa de sétimo dia.
Concluindo nosso assunto: Não será preciso desastres climáticos nem catástrofes aterradoras; o estresse crônico vai fazer uma limpeza geral. E aí amigo? – Já tomou seus remédios hoje? – Já marcou os exames? – Nossa seu neto de quinze anos está com artrose? – O filho do vizinho de 5 anos está com diabetes? – Quais estão com câncer?

Bem vamos mudar de assunto e conversar sobre coisas mais interessantes e agradáveis: Quer ir comer um churrasquinho na hora do jogo do Brasil? – Será que eles ganham hoje? – Os pentelhos dos argentinos enfiaram quatro naquele timeco... Viu o Rubinho? – vamos ter que agüentar aquele b.... lutando pelo título. E as notícias da política? Deus me livre...

sexta-feira, 27 de março de 2009

QUE DELÍCIA DE SOFRIMENTO

Este não é um material de reflexão para sofredores crônicos conformados, nem para depressivos, para angustiados talvez; para os em pânico até seja útil; pois esses, ainda conservam um resquício de senso crítico.

Ignorância e medo são inimigos de peso na conquista da paz e da felicidade.

Brincamos de faz de conta com o sofrer - Faz de conta que ele nunca me alcançará! (tal e qual fazemos com a morte) Evitamos ler e discutir o sofrimento nas suas origens reais; adoramos nos iludir imaginando que nunca vamos morrer nem os nossos.
Na rotina, não prestamos muita atenção no que acontece em nossas vidas, o que nos leva a termos pouca consciência do que pensamos, sentimos e fazemos, somos ainda muito mais reação do que ação. Não fomos nem estamos habituados a parar para tentar compreender o real significado das ocorrências.
Fala e escrita; são meios eficazes para nos comunicarmos, definir postura pessoal e coletiva frente às situações que se apresentam a cada novo momento, em nossas vidas; no entanto; usamos as palavras sem conhecer seu real sentido e conteúdo; daí, nós entendemos tudo errado, e lógico, sofremos as conseqüências disso.
Nosso assunto da hora é dor, sofrer, sofrimento, embora possam se interpenetrar ou significar situações e sensações parecidas; mas contém aspectos que as diferenciam, totalmente. Para começar vamos refletir sobre o significado de cada uma:
Dor s.f (Do lat. dolor.) 1. Sofrimento físico ou moral; aflição, mágoa; dó. - 2. Sensação penosa desagradável causada por contusão, lesão ou estado anômalo do organismo ou parte dele. - 3.Angústia, amargura. - 4. Expressão do sofrimento. - 5. Luto...
Sofrer s.f (Do lat. sufferre.) (Conj. [5] 1. Ser afligido por; padecer. - 2. Suportar, tolerar. - 3. Admitir, permitir, consentir. - 4. Ser vítima de, passar por (algo danoso ou desagradável. - 5. P. ext. Experimentar, passar por...
Sofrimento s.m. 1. Dor física ou moral; padecimento, amargura, angústia, aflição. - 2. Desgraça, desastre, infortúnio. - 3. Paciência, resignação.

Como os conceitos se misturam e se confundem; isso nos deixa mais confusos ainda; no entanto, com paciência é possível separar um significado dos outros, no nosso dia a dia; apenas refletindo, ponderando somos capazes de separar o joio do trigo na compreensão.

Para exemplificar: A dor física.

A dor física pode dar origem à sensação de sofrer; mas, uma não é a outra; embora possam confundir-se. No primeiro impacto de um acidente, por exemplo, nem sentimos dor, ela surge algum tempo depois, e se acentua quando paramos para pensar e interpretar o ocorrido. Daí: ela pode ser transformada em sofrer, isso, vai depender da qualidade evolutiva da pessoa.

Imaginemos uma situação comum: Acidente de trabalho.

Um trabalhador descuidado (por vontade própria ou por não exigir do empregador condições adequadas) sofre acidente de trabalho e tem um dedo decepado, na hora, nem sente; mas, logo a seguir, alguém diz: fulano você perdeu um dedo! Pronto, é o suficiente para desencadear um sofrimento atroz; ou não, depende do grau de valorização que dá ao seu trabalho ou ao seu dedo, para uns é o fim do mundo; já para outros pode ser o passaporte para receber sem trabalhar; portanto, para uns dói mais para outros dói menos (e até para tornar-se alto mandatário).
A diferença fisiológica é que dor física pode ser bloqueada com analgésicos; e a sensação de sofrer ou dor moral, não. Ela pode ser aliviada pela vingança e pelo consolo, mas só passa de verdade com o uso da inteligência seguida da atitude de reparação.

A dor interpretada é que fabrica a sensação de sofrer.

Daí, podemos afirmar que o culto ao sofrer é uma invenção humana, e que, é um estado de sentir-se e de aceitar ou experimentar.

Só o ser humano pode escolher como sentir-se?

Aqui na Terra; apenas nós podemos sofrer ou deixar de sofrer; escolher entre alegria e tristeza, sofrimento e felicidade, de registrar essas sensações, aumentá-las, diminuí-las, e até, de nos livrarmos delas por vontade própria? - Os animais sentem a dor, mas não sofrem com ela nem por ela, muito menos pela dor alheia – Será?

Sofrer é bom ou ruim?
É sinal de atraso ou de evolução?

O sofrer é um paradoxo, e dos mais caprichados: passamos quase toda a vida tentando nos livrar dessa sensação; mas, por outro lado gostamos tanto dela que nos acompanha em quase todos os momentos, e que, está tão incorporada em nós e na nossa cultura, que desde muito pequenos aprendemos a cultivá-la com nossos pais e educadores. Até competimos para ver quem sofre mais, qual o sofrer é maior. Essa forma de sentir passa até; a ser motivo de orgulho; pois, o compulsivo estimulado por algumas crenças, acha-se um “herói” que vai para o céu através dela. Pode parecer piada, mas não é; grande parte de nós sofre de neurose compulsiva pelo sofrimento, somos masoquistas e a alimentamos. Quem duvidar desse fato, freqüente salas de espera de hospitais, pronto-socorros, consultórios para ouvir o tema das conversas das pessoas enquanto aguardam serem atendidos.

Quem tiver medo de enfrentar a condição de sofredor que para por aqui.

Para os que desejarem enfrentar seu lado masoquista – cliquem no Bookshelf Symbol 7 para continuar: cliquem no TNR.

“Nóis sofre; mas, nóis goza”. (Macaco Simão – comentarista da Folha de São Paulo).

Para alguns de nós (quase todos); distinguir dor de prazer parece tarefa difícil demais.
Lançamos alguns desafios aos leitores:
Qual a diferença entre a sensação de ardor nevrálgico de uma cistite ou uretrite de um êxtase de orgasmo?
Qual a diferença entre uma coceira anal com ardor e um quase orgasmo?
Qual a diferença entre o amor que permeia tapas e beijos?
Qual a diferença entre a sensação de vingança e de perdão?

Claro que isso é material para um livro.
Está sendo escrito.
Obrigado por ser cobaia dessa tentativa de entender a diferença entre dor e prazer.

Com a palavra, as amadas cobaias.

Paz

sábado, 21 de março de 2009

A LIBERTAÇÃO DAS COBAIAS

USO EMPÍRICO DO CAPIM NAVALHA

Acompanhamos alguns casos de uso do “capim navalha” (realmente sua folha corta feito navalha afiada) também conhecido em algumas regiões como “navalha de macaco” – Hypolytrum P Kunth. – em pessoas portadoras de varizes com trombose; seu uso parece promissor em evitar e até desfazer placas de ateroma (obstruções arteriais) quando combinado com Crataegus Oxyc.
Para ajudar em casos de varizes com cansaço e dores musculares a associação com Arnica Montana dá resultados muito bons.

Podemos usar tanto em infusão (chá) quanto em TM (tintura mãe).
Para o preparo da infusão: 200 ml de água (1 copo de requeijão); deixe descansar por algumas horas (pode ser da noite para o dia) junto com 1 colher de sobremesa da planta seca – depois ferva; assim que inicie a fervura desligue o fogo e abafe. Divida em três tomadas ao dia.
No uso da TM – 10 gotas 3 x ao dia.
Uso contínuo.

Essas maravilhosas plantas podem salvar muitas vidas e melhorar sua qualidade.

Mas:

Alerta para o uso de produtos fitoterápicos:

Cuidado com o conceito “natureba”: Se é natural não faz mal. Faz sim e muito. Tudo que é capaz de curar é capaz de matar. Tudo na vida humana tem seu preço. A inteligência observa, analisa e decide; mas quem paga o preço ou o pato das boas ou más escolhas é o corpo. Claro que o laboratório farmacêutico da Mãe Terra é mais confiável; a maioria dessas plantas de uso empírico é experimentada á centenas e até milhares de anos, por milhões de consumidores; já, quando se trata de modernos laboratórios farmacêuticos os ratinhos, sapos, cães e macacos estão sendo substituídos por cobaias humanas que pagam para serem cobaias. A meu ver o esquema natural de aprender com os erros dos outros a longo prazo é mais confiável, barato e, quase gratuito.
Empírico ou científico?
O primeiro passo da chamada atitude científica é empírico. A partir de um raciocínio, uma suspeita ou uma clonagem de idéias testa-se o produto que vai ser propagandeado para ser vendido. Nada contra a pesquisa ao contrário; apenas ressalvas ao sistema com seus; ás vezes inconfessáveis interesses.

Cuidem-se os bebedores de chás: Qualquer infusão extrai substâncias ativas de plantas que tanto podem ter efeitos positivos ou negativos em sua saúde e qualidade de vida; e até podem levar á morte.
Cházeiro (adepto do chá; nada a ver com para inglês ver) - Conhece as propriedades e os efeitos colaterais da planta que foi usada? Há diferença entre os cházeiros de ontem e os de hoje? – Claro, e muito; e grave. Os de antigamente tomavam apenas chá; os de hoje tomam além do chá; muitos remédios químicos. A mixórdia de efeitos colaterais é tão grande na interação entre as drogas dos remédios receitados pela ciência atual brigando entre si; e tentando fazer acordo com as substâncias contidas nos chás e cafés da vida; mais os venenos da agricultura e principalmente os venenos usados para fabricar e conservar alimentos.
Seu chá verde combina com seu antidepressivo?
Seu café combina com o sonífero que usa?
Seu remédio de pressão combina com o glutamato de sódio que faz parte dentre outras coisas dos temperos prontos que usa?

Em quem o amigo acredita na hora de escolher um produto natural ou até natureba – na sua vózinha ou na pessoa que apresenta o programa de TV?

Esse é um assunto muito interessante; instigante.
Mas a nossa intenção de hoje, é convidar o amigo a fazer parte de um filme. Como protagonista, ou até, como ator principal: “A LIBERTAÇÃO DAS COBAIAS” – Isso, se a gente conseguir patrocínio.

Quanto á indicação do capim navalha nós recomendamos; mas em casos onde a pessoa esteja em uso de fármacos é preciso avaliar bem.

COBAIAS UNAMO - NOS!
(Credo! – melhor achar outro grito de guerra – Que tal: “Cobaias unidas jamais serão vencidas”! – Muito carne de vaca ou arroz de festa – Pensemos bem.)

Amém.

quinta-feira, 19 de março de 2009

ACULTURADOS E CONVERTIDOS

QUEM É QUEM?

Nós não somos aculturados. Aculturado é aquela pessoa que nasce sem cultura. Nós já nascemos com a nossa cultura
Júlio Macuxi, líder indígena que acompanhou o julgamento no STF. (Fonte: UOL).

O ministro que gastou muitas horas tentando defender o indefensável podia ter ido dormir sem essa.
Acompanhando o conflito Raposa/Serra do sol voltamos no tempo e sofremos com as lembranças de agressões covardes de pessoas interesseiras que, em nome de uma pretensa cultura; dizimaram povos, destruíram monumentos da humanidade e boa parte de nossas lembranças planetárias. Neste caso, aculturados somos nós: os cara – pálida; indefinidos, nem sabemos quem somos, quais são nossos valores. E aí mano? – Somos brasileiros? Qual a nossa identidade? – Quem fala de aculturar faz alguma coisa para preservar a cultura? – Quem defende e impede a pasteurização da cultura nacional via plim plim e similares? Se é que já a tivemos.

Apenas para brincar: ao menos; os índios mesmo os aculturados á força; tem nomes próprios da sua cultura e língua – Ministro; vossa excelência sabe que nome eles dariam para os arrozeiros: “ratões do banhado”. Nós os donos da cultura, os chamamos de oportunistas que se escondem atrás de imunidades parlamentares para defender seus interesses excusos (com xis pois estão com os dias contados), doa a quem doer
Será que o ministro (minúsculo neste caso) já parou para perceber o prenome dos jovens e crianças de hoje neste País? “Genekreisson madoneison da silva”, etc. Ainda bem que está sendo possível salvar o sobrenome: da silva. Claro que somos uma saudável mistura de povos e de cultura – mas, mistura é bem diferente de mixórdia.
Na religião e nos costumes é a mesma coisa. Para que cristianizar os índios se eles já têm Jesus no coração e nas atitudes (quando não contaminados pela cultura dos cara – pálida; claro).

É preciso pensar para definir valores.
Os indígenas têm valores puros e muito bem definidos – Mesmo os que foram pervertidos podem ser resgatados – Essa é a tarefa de quem está em condições de decidir e de influenciar.

Para quem se interessar pelo futuro do país e da humanidade o momento é de avançar em tecnologia; claro; Mas é preciso ter coragem e hombridade para andar na contramão da maioria: resgatar valores e sua prática.
Que a carapuça sirva para todos nós, os metidos a conversores de crenças; factóides de purezas doutrinárias e eclesiásticas. Recuperemos o que muitos mestres tentaram nos mostrar: a PUREZA DA ATITUDE EM PRIMEIRA; E ÚNICA INTENÇÃO.

Dez a zero para você Júlio Macuxi (ao menos o sobrenome foi preservado – espero que recupere o nome original que deve ser maravilhoso: “aquele que tem coragem e que mostra sabedoria”; em sua língua claro – a combinação de fonemas deve representar um mantra); não se deixe contaminar pelo desejo de poder e pelo narcótico da $; pois a sobrevivência de nossa identidade como nação e povo passa por vocês e não pela turma que representa os “ratões do banhado”.

HAU!
QUE VIVAS MUITAS LUAS – INCONTÁVEIS.
QUE O CALOR DO SOL TE ACALENTE E DESTRUA OS INIMIGOS DE TUA PAZ E DO NOSSO POVO.
QUE A ÁGUA LIMPE TEUS IDEIAIS E FECUNDE TUA VIDA.
QUE TODOS OS ESPÍRITOS QUE TRABALHAM A SERVIÇO DA MÃE TERRA TE PROTEJAM; desde que sem medo defendas os interesses do Pai Criador.

Nós teus irmãos. Do nosso jeito contaminado oramos por ti e por teu povo que também é o nosso.

Amém.
Que assim seja – E assim será!

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