sábado, 22 de janeiro de 2011

O SER INCOMPARÁVEL



Embora sejamos parte de um todo, cada um de nós é um ser único no universo.
Somos incomparáveis; no entanto desde muito cedo sofremos a violência subliminar das comparações – uma das sementes da inveja.
Para tentar alcançar objetivos de controlar e manipular os filhos os pais usam o malfadado recurso de fazer comparações.
Além de ineficaz; esse artifício cria animosidade entre os irmãos e outras pessoas com as quais as crianças foram comparadas. Para piorar, muitas vezes aquele que está sendo comparado é diminuído e as qualidades do outro são ampliadas indevidamente; pois muitas vezes; não passam de simples obrigações cumpridas.

Neste tipo de falta de competência em educação, todos são vítimas. Aquele que está sendo comparado tem suas características negativas reforçadas e o outro tem o seu orgulho vitaminado, quando presencia ou tem conhecimento do fato.
O objeto das comparações, muitas vezes não sabe que está sendo usado como modelo; e passa a revidar às manifestações de inveja e de ciúmes do que foi comparado, sejam elas conscientes ou não.

O hábito da chantagem através da comparação decorre, ou mesmo é uma forma de expressão da falta de respeito, no caso, dupla.
A animosidade latente ou explícita entre irmãos quase sempre tem sua origem na falta de qualidade de cada um: inveja, sentimento de menos valia, orgulho..., somada a todos esses erros educacionais.

Algumas descuidadas pessoas não se esforçam para entender que cada pessoa é um ser único, uma longa e multimilenar construção.

Alguns pais ficam assombrados como os filhos possam ser tão diferentes uns dos outros; sendo educados da mesma forma (uma ressalva: a maioria dos pais não educa os filhos ainda - no máximo, executam um treinamento para viver em sociedade com atritos mínimos).

Triste mundo o nosso, aqueles que deveriam zelar para que os filhos crescessem saudáveis e felizes; costumam ser causa de sofrimentos e de menos valia, germinação da inveja, ódio, ciúmes.

Respeito é bom e todo mundo gosta.

Então, vamos nos lembrar que:
Somos seres incomparáveis, únicos.
Cada um é cada um.
Aceitar cada pessoa da forma que deseja ser, é um ato de respeito, primeiro passo em direção ao futuro amor verdadeiro.

Não faça comparações - diga para as crianças que cada uma delas é um ser maravilhoso; os outros apenas são; o seu prolongamento.

NAMASTÊ.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A INVEJA SE NÃO MATA – “ALEJA”...



Desejar o que pertence aos outros é um sentimento comum que nos atormenta desde não se sabe quando; e um dos mais contraditórios, pois sabemos o prejuízo que essa emissão de energia é capaz de produzir em nossas vidas; e até nas coisas da natureza que nos rodeia, como secar plantas, matar animais; no entanto adoramos quando somos invejados.
Isso nos faz sentir mais do que os outros; superiores até.
Mais um sentimento esquizofrênico; dos muitos que apresentamos.

Negar a inveja nos conduz a uma atitude de auto-sabotagem; muito usado pelo núcleo psicótico da nossa personalidade – Quando alguém pergunta: Como vai? – Com medo da inveja costumamos dizer: Mais ou menos! Vamos levando! – automatizamos essa fala; daí, nosso subconsciente passa a acreditar que as coisas em nossa vida nunca vão sair da mediocridade do day by day; sem dúvida vivemos uma existência com o freio de mão das realizações puxado; nela tudo passa a ser de mais ou menos para baixo.

A inveja potencializa todas as tendências para a agressividade e o mal querer contra nós mesmos e os outros. Daí, ela pode fazer adoecer; causa tristeza mórbida, depressão; é capaz de matar até.

A tendência para sua manifestação pode ser inata ou adquirida. Quando crescemos á sombra de criaturas invejosas e dissimuladas; potencializamos nossas tendências e impulsos para desavenças e até a criminalidade.

O primeiro passo, para nos libertarmos da inveja é aceitar que o somos – claro que para perder a vergonha de verbalizar esse sentimento é preciso uma coragem e um tipo de discernimento que a maioria ainda não possui; só assim seremos capazes de substituí-lo pelo bem querer e o sincero desejo de ver o progresso dos outros sem compará-lo com o nosso. Afinal cada um é cada um. Nossas existências são projetos de vida até parecidos; mas, sempre com um diferencial.

Compreender de fato quem somos e o que fazemos aqui ajuda a diluir a inveja; pois sabedores que cada um tem uma tarefa de vida específica, ao invés de perdermos tempo cobiçando a do outro, tratamos apenas de bem realizar a nossa, em paz, e com o tempo; até com alegria.

Dicas:
Onde o sentimento da inveja é mais forte e perigoso é na vida em família; pois, foi reforçado pela vida de competição e pela educação neurótica desastrosa; especialmente quando os pais vivem comparando os filhos – mesmo que não verbalizem.

O sentimento da inveja não tem como alvo apenas as coisas materiais – até as coisas mais triviais do dia a dia, atiçam as lombrigas da cobiça do que o invejoso acha que não possui.

A ação da energia deletéria da inveja é potencializada pela sintonia - quando duas pessoas invejosas disputam algo; o desastre é inevitável.

O sentimento da inveja é um dos ingredientes das modernas doenças que levarão á morte muita gente, breve; caso não haja mudanças.
Quem detém esse sentimento num grau mais acentuado também é uma pessoa dissimulada e mentirosa – isso gera um cansaço mórbido, insônia, dores pelo corpo, alergia, constipação intestinal, perda de memória, bruxismo... Todas as doenças e sintomas do estresse crônico são potencializados pelo sentimento da inveja filhote da neurose de competição.
Tudo isso mata.
Se não mata “aleja” o prazer de viver, compartilhar, de ser ou estar “feliz”...

Imagem:
Olho gordo também pode ser reciclado para o bem e a beleza...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

VAMPIROS – SANGUESSUGAS - PARASITAS

Vivemos num mundo de folgados que chupam nossas energias ou mamam em nossos recursos. Vampiros e sanguessugas estão por toda a parte; podem morar ao lado, na mesma casa, dormir conosco, dividir uma sala ou uma mesa de trabalho.

As fontes de energia natural encontram-se à disposição de todas as pessoas.

As desequilibradas na forma de pensar, sentir e agir alteram a estrutura natural de seus centros de força e perdem contato consigo mesmas. Com isso, atrofiam a capacidade de absorver e processar a energia natural.
Daí, para sobreviver recorrem ao expediente de subtrair a energia vital das outras pessoas. Pior é quando ainda por cima prevaricam em você.

Os vampiros modernos e os sanguessugas são gulosos, eternos insatisfeitos. Desse modo, na vida contemporânea a situação ficou feia; pois, predominam as pessoas neuróticas (altamente competitivas). Essas precisam, para satisfazer suas necessidades egocêntricas, de uma quantidade muito maior de recursos e de energia vital do que são capazes de absorver e de reciclar.

Criam um processo de dependência da energia alheia, e quando não conseguem “cobaias” com facilidade; tornam-se neurastênicos e sem ânimo para nada.

Os vampiros de energia podem ser ou não conscientes de sua condição. Os sanguessugas são melhor aceitos pelo sistema, a maioria deles é até eleita pelas vítimas – num verdadeiro processo de simbiose e parasitismo.

A relação de simbiose ocorre mais entre vampiros.
Há um tipo de alternância de roubo energético ou troca/troca. Um retira do outro, que retira dos outros, etc. É um tipo de relação consentida e dependente meio que propinótica.
A relação parasita implica sempre em dependência mútua, na qual o vampiro ou sanguessuga retira sua sobrevivência energética dos recursos do outro, mas ao viver às custas dele torna-se dependente de sua vítima. Nesse tipo de relação fica difícil dizer quem é o parasita.

Como saber quem é quem?
É fácil no dia a dia identificar os “seres humanos parasitas”.
A vida se reflete em cada uma de suas dimensões, portanto quem vive às custas da ignorância dos outros para manter suas atividades de sobrevivência, também o faz no plano da energia vital. São os chamados de folgados, chupins, aproveitadores, etc.

Como a maioria das pessoas não tem quase nenhuma consciência de quem são, nem dos fatos da sua vida, é lógico que a maior parte dos vampiros e sanguessugas (até certo ponto) desconheçam que o são.
A responsabilidade dos efeitos de vampirizar os outros ou das mamatas aumenta na proporção do grau de conhecimento e de consciência que a pessoa tem, exatamente como em qualquer atividade humana.

Algumas causas de vampirismo.
Falta de maturidade psicológica e afetiva:
As pessoas muito dependentes ou inseguras que ancoraram em fases infantis da maturidade afetiva tendem a sugar mais a vitalidade dos outros reeditando sua fase infantil de dependência materna; na qual suas necessidades afetivas não foram supridas.

Egocentrismo:
O egoísta não consegue entender que dar não é privar-se de alguma coisa; é expandir-se, irradiar a própria energia.
Nosso padrão de pensar e de sentir reflete-se no corpo sutil que apresenta um fluxo de energia com aspecto convexo (voltado para fora) o que favorece a recepção das energias naturais e as trocas. O padrão psicológico egocêntrico faz com que o indivíduo permaneça centrado em si mesmo alterando a circulação de energia natural e a estrutura do corpo sutil adota uma forma côncava que dificulta a recepção de energia e as trocas. O egocêntrico perde contato com o que o rodeia e com as fontes de energia natural criando a necessidade de roubar energia dos outros para conseguir sobreviver.

Neurose de competição:
A vida do neurótico torna-se duplamente complicada em termos de ter, possuir, aparentar, usufruir. Primeiro a necessidade de sobrepujar os outros pede mais energia do que o sujeito consegue captar e quanto mais aumenta a neura de vencer a qualquer preço e a qualquer custo; mais se perde contato com a realidade e com as fontes de energia. Depois, o subconsciente detecta que é mais cômodo retirar energia do outro do que das fontes naturais; isso cria um tipo de dependência. E como predominam os neuróticos aumenta cada vez mais o número de vampiros, o que está levando as pessoas vampiras ou não a uma verdadeira crise de recursos e energia vital que cada vez parece mais escassa.

Um fator que complica a erradicação dessa doença cósmica.
A tendência pode estar codificada no próprio DNA.
Passa de pais para filhos através da educação.
Propaga-se como uma infecção cultural.

Como lidar com eles?
Boa pergunta.
Fica prá outra vez.
Dica.
Crucifixo e alho não adianta nada. A palavra mágica NÃO costuma dar algum resultado prático.

Namastê.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CADA TOSSIDA UM PUM

Nosso dia a dia é repleto de situações divertidas que podem nos ensinar muito.

Seu Geraldo é o garagista do prédio do consultório.
Numa das minhas idas até a recepção lá estava ele recebendo da secretária uma amostra grátis de Gotas Binelli e uma de Luftal. Perguntei:
É para seu filho Geraldo?
– Não Dr. é prá mim mesmo! A coisa tá feia! Tô ficando avexado! Cada espirro é um pum! Cada tossida é um pum! Ainda bem que não faz barulho nem tem cheiro! Então resolvi tomar remédio prá tosse e prá gases; prá ver se melhora!
Todo mundo caiu na gargalhada.

Eu ia explicar prá ele que o problema está na Aerofagia devido á respiração invertida pela Ansiedade fora do controle.
Durante a fala vai muito mais ar para o estômago do que para o pulmão.
Estamos comendo ar – que vai ter de sair por cima ou pro baixo.
Ia dizer que talvez o problema dessa tosse meio seca, tenha muito a ver com os arrotos cada vez mais freqüentes que geram uma produção defensiva de muco intermitente – Que a Ansiedade terá de ser controlada através da respiração correta; mas, deixei prá lá.

Daqui a alguns dias vou perguntar se melhorou – mas, como ele é muito brincalhão, vou dizer a ele: Geraldo, melhor ocê consultar um otorrino prá ver esse seu problema de audição e tratar essa Rinite!

Tosse com espirros já vi muito – Mas, tosse com pum ou arroto, que me lembre, ainda não – O duro nessa hora vai ser usar o bordão: Saúde!

Essa associação medicamentosa deve estar sendo usada com freqüência sem que a gente saiba; pois, sintoma constrangedor as pessoas escondem até onde dá.
Como a tendência é que a Ansiedade e a Aerofagia aumentem muito nos próximos tempos - Não demora, algum laboratório pega carona na idéia e lança um novo produto; uma associação antitossepum; sabor menta prá garantir.

Cuidado!
Não diga, dessa tosse nunca terei!
Nunca se sabe!
Como anda sua ansiedade?

Coisas da vida moderna.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

EU X EU – CRISE EXISTENCIAL

Na formatação de nosso subconsciente algumas palavras de uso corrente na educação e cultura transformam-se em Links que nos remetem direto á memória de eventos negativos capaz de gerar medo, ansiedade, pavor e atrapalhar a qualidade da nossa vida.
Dentre eles: crise e problema.

A simples substituição de palavras pode mudar nossa forma de perceber um fato ou situação. Além disso, podem modificar os efeitos gerados pelas escolhas que seriam efetuadas sob a pressão da visão negativa.

O termo problema quando substituído por lição muda nosso estado de sentir; tornando todo processo emocional mais leve e fácil de ser equacionado.

Crise é oportunidade de crescimento.
Crise, vem do grego “crino” que quer dizer separar, distinguir, dividir; significa também ponto de separação, divisão, mudança de direção, ponto no tempo no qual se decide se, algo continua, deve ser modificado ou terminar; é momento decisivo; crucial.
Nossa vida é entremeada delas do nascimento à morte; a estagnação pede seu auxílio como impulso de mudança e, cada uma superada, é a subida de um degrau.
Crises estimulam a auto-educação que, é trabalhar o próprio desenvolvimento, aprendendo a perceber limites; pois vamos até onde é permitido pelo que já nos capacitamos; além disso, cada uma delas tem a função de drenar energias em desequilíbrio no corpo físico (somatização).

Crises, são irreversíveis na seqüência do progredir; é impossível parar ou voltar atrás pois a tendência ao progresso é dominante.
Os que tentarem estacionar numa posição que imaginam confortável, um dia serão impulsionados pela sensação de sofrer, convidados a seguir adiante. Elas podem e devem ser prazerosas mesmo com obstáculos a serem superados e barreiras a serem vencidas.
Somente quando percebemos as reais finalidades do existir nos capacitamos a aceitar cada momento como ele é, e não como desejaríamos que fosse, o que proporciona a oportunidade da reconstrução interior dentro de novos moldes descobertos a cada novo conhecimento.
Se bem usadas induzem á reflexão, instrumento capaz de produzir a paz interna, o que harmoniza as funções do corpo físico; quando bloqueadas ou mal resolvidas os desequilíbrios podem criar doenças mentais ou drenarem no corpo.

Quando termina?
Para tudo há um tempo; quando o esforço para progredir é incipiente as crises surgem naturais. Quando já detectamos a necessidade de fazer uma reciclagem da personalidade mais apurada; elas aparecem e podem ser controladas. Mas elas retornam sem controle, quando nos descuidamos e, voltamos aos velhos hábitos e atitudes.
A interpretação de cada uma depende do grau evolutivo: as crises de amadurecimento são sofridas para o que ignora e para o passivo; pois, não há aceitação, já que falta compreensão.

Tornam-se prazerosas quando há percepção da finalidade e do esforço de mudança; pois podem ser controladas.
Quando resolvidas propiciam equilíbrio temporário, pois novos conhecimentos e vivências fornecem a gestação para a crise seguinte. Este ciclo é encerrado quando apresentamos um fluxo ininterrupto de evolução ativa.

Crises existenciais indicam oportunidade de desenvolvimento, expansão e podem ser: conscientes ou subconscientes.

Como se iniciam?
Não há crises agudas – elas sempre são precedidas por um estado de latência.
A maioria na sua primeira fase ocorre no subconsciente e é negada; pois força a mudança de atitudes obrigando a sair da situação de conforto; o que não desejamos; daí fingimos que está tudo bem.
Algumas são previsíveis de forma clara; daí, é possível adiantar a resolução de delas, acelerando o processo.
Há crises internas e crises com o meio ambiente e as pessoas (algumas bem conhecidas: crise no casamento, no trabalho, etc.).
Quem resolve suas situações internas raramente tem necessidade de enfrentar crises externas.
O que está dentro é o que está fora...
Toda crise solucionada leva à uma ampliação da consciência.
Experimente reprogramar seu subconsciente, a qualidade de vida pode ir ás alturas.

Obs:
Leiam no bloog: http://artedaboamorte.blogspot.com

RIO – A AGONIA DO DESASTRE CONTINUA NO ALÉM

Namastê.

Livros Publicados

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Não ensine a criança a adoecer

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