A ARTE DA BOA MORTE
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Qual a importância de se perder o medo da morte para morrer direito?
Não saber morrer é uma encrenca coletiva da humanidade em razão da contaminação da realidade pelas crenças – Bem morrer, defuntar no capricho; não se trata apenas de um problema pessoal de continuar a vida na banda de lá numa boa; trata-se de não ficar perturbando os que ainda estão do lado de cá seja por dependência, pirraça ou principalmente por ignorância quase voluntária sob a ação do MEDO.
Mas:
Como perder o medo da morte?
Para quem já morreu tantas vezes neste planeta devíamos pensar mais com a alma do que com os interesses do momento. Além do mais, fazemos um treininho para morrer todo dia; nas saídas do corpo físico durante o sono, ou de forma consciente – apenas não desligamos o feixe de energia chamado “cordão de prata” (exatamente pelo seu aspecto) que liga o corpo físico ao etéreo. Nessas andanças pelo lado de lá, as vezes, andamos por mocós barra pesada das periferias do Umbral; então, voltamos muito depressa para o corpo físico; e naquele dia parece que algo ficou mal encaixado, e levamos a rotina com o frei de mão puxado e nos sentimos esquisitos.
Levamos vida dupla com experiências nesta dimensão e na do lado de lá simultaneamente – por que não nos lembramos? – Apenas por precaução e proteção; pois a maioria de nós não dá conta nem da automática rotina.
Parar para pensar; desenvolver um raciocínio crítico básico a respeito de quem somos nós, o que fazemos aqui e qual a finalidade do existir, é condição primária para desenvolver um novo plano de consciência e percepção do que seja a vida na real; como nos disse o Mestre Jesus na passagem de um enterro: “Deixem os mortos enterrarem seus mortos” – Lembram também do “penso logo existo” – Essa atitude é básica na hora de mudar de CEP cósmico; e mesmo aqui muitas pessoas que conhecemos ainda não são mas já estão defuntas; estão; só falta enterrar. Se nos descuidarmos no cultivo das ideias fixas caímos em forte letargia mental e psicológica como num processo de hibernação espiritual por ausência de substância mental consciente; tal qual ocorre para a maioria na crise da morte que só é complicada para quem pisou na bola das escolhas. Gente que fica quase que o período todo de permanência do lado de lá até voltar para cá de novo, parecendo um cachorro que caiu do caminhão de mudança: perdidaço.
Como se preparar para chegar de boa do lado de lá?
Não é complicado. Faça uma analogia com a vida aqui: vai
viajar para um País diferente meio fora de hora como imigrante ilegal sem
emprego, sem lenço e sem documento e não sabe nada a respeito de como é a vida
lá; se for inteligente e sensato vai procurar saber o máximo de detalhes de
várias fontes para se preparar, legalizado, ao invés chegar lá morrendo de medo...
Na alfândega não vão se interessar por quem você foi e o que
deixou, mas sim com o que leva na bagagem da alma... Quem você é...
Preparo para a morte.


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