segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A RESPEITO DE CURSOS D’ÁGUA E PESSOAS

Na sua passagem pela vida cursos d’água e pessoas costumam delimitar seu espaço para transitar pela terra.

Delimitamos margens habituais que sinalizam aos outros o território que usaremos a maior parte do tempo.

Tanto uns quanto outros estão sujeitos a “cheias” quase sempre anunciadas.
De maneira mais sutil demarcamos até onde pode chegar nosso “por aqui”, até onde precisamos ocupar um território maior até que desagüemos e voltemos ao curso normal da vida.

Tanto cursos d’água quanto pessoas possuem “temperamentos” e reações diferentes; uns esvaziam mais rápido outros são mais lentos – há que respeitar uns e outros.

A natureza costuma acatar tanto os limites dos cursos d’água quanto das pessoas.
O problema somos nós que invadimos as margens e os alagados dos cursos d’água e dos indivíduos – depois reclamamos da respostas naturais e rotulamos as reações de fúria da natureza ou da natureza violenta das pessoas sobre nós.

Somos sujeitos a represar e a estourar causando os chamados estragos e calamidades.
Entre nós a “contenção das características da personalidade” represa sentimentos e emoções – e quando se rompem os diques os estragos sempre são dignos de nota.
Na natureza também.

Costumamos represar rios destruindo ecossistemas e depois gerações á frente colocamos a culpa na própria natureza.
Fazemos a mesma coisa com as pessoas através da educação e do sistema de cultura – depois reclamamos dos desastres sociais: violência de todos os tipos.

Nas enchentes e alagamentos naturais não há contaminação nem lama pútrida a causar doenças.
Nos “por aqui” do ser humano a contaminação se faz pela violência, vingança, palavras de baixo calão, mágoa, ressentimentos.

Catástrofes de todos os tipos podem ser evitadas através de simples observação e respeito aos limites de cada um.

Cuidado com a especulação imobiliária e afetiva – aprenda a controlar seu ego para que aprenda a respeitar e a respeitar-se.

Costumamos nos apossar de pedaços dos limites das pessoas, cursos d’água, encostas, terra – e depois, reclamamos e sofremos quando perdemos o que não nos pertence...

domingo, 16 de janeiro de 2011

A TRANSPARÊNCIA NO AMOR



Na Era do descartável os relacionamentos afetivos não ficariam imunes.

Tal e qual as doenças, as chamadas crises amorosas estão cada vez mais próximas umas das outras.

O impulso em busca do prazer próprio disfarçado de amor ao outro, cria uma série de experiências frustrantes; que enquanto não admitidas, nos mantém em sofrimento.
Porém outra face da busca do prazer não pode ser esquecida...

Quando a intenção na busca do parceiro ideal, é aprofundar a relação, numa troca de experiências contínua - a transparência deve ser buscada sem descanso para que ninguém espere do outro o que ele é incapaz ainda de oferecer.
Isso sempre foi básico e primário; mas hoje é essencial para quem quiser sair do estágio de consciência primitiva para média ou mais evoluída.
É preciso clareza no que desejo; pois ele também faz parte da estrutura do amor e da compaixão.
A intenção além de condição absoluta para estar em paz; direciona o próprio desejo.
Sob os cuidados da inteligência o desejo abre mão da preocupação em satisfazer apenas as aspirações do nosso próprio ego e repercute de forma positiva e criativa na experiência afetiva e emocional dos outros.

Em dias tão turbulentos e acelerados como os da atualidade nossas “fachadas” vão cair aos montes e ficaremos cada dia mais “pelados nas emoções, nas intenções” - e ficaremos espantados, tanto conosco quanto uns com os outros.
Se, não buscarmos adequar o ser ao parecer por vontade própria não conseguiremos pessoas para compartilhar nossas vidas, nem por horas; quanto mais pela vida inteira.

A Era do blá-blá-blá está agonizando: nada mais de apenas benzinho para cá; amorzão para lá – afetividade da boca para fora é como “analgésico” não cola mais; quem quiser companhia de verdade e vida afetiva saudável terá que provar no dia a dia.

As recaídas nas crises afetivas espelham nossa pouca disposição em manter nossas “conquistas” e aquisições no terreno do amor.

Feito os doentes do corpo, quando conseguimos a temporária cura nós continuamos na mesmice dos hábitos, pensamentos, sentimentos e atitudes.
Atenuada uma crise afetiva, continuamos sendo os mesmos e tratando a outra pessoa da mesma forma; não reciclamos nossas atitudes e breve nova crise sucede a anterior; até um ponto de ruptura.

Viver de forma saudável e feliz seria tão fácil; se criássemos o hábito de fazer a MANUTENÇÃO do que a vida nos oferece de forma gratuita, simples e amorosa.

Não dá mais prá só ir levando: Quem ama tem que cuidar.
O amor exige manutenção...

Namastê.

sábado, 15 de janeiro de 2011

EMOÇÕES - VIROSES - E OUTROS BICHOS



Com relativa freqüência atendo pacientes enraivecidos com os diagnósticos que têm recebido para seus males:
- Para os médicos de hoje tudo é ite, emocional ou virose!

Pela carência de educação em saúde as pessoas ainda são prisioneiras de conceitos deturpados de saúde, doença e cura.
Dentre as ites mais comuns: rinite e sinusite são confundidas com resfriados constantes.
Vírus, fungos e bactérias são apenas “bichinhos” que causam infecções.
Quanto aos distúrbios emocionais; ficam caracterizados para a maioria apenas os peripakes ou os pitis teatrais.

Alguns fatores que contribuem para a formação da nossa personalidade e caráter:

Razão: faculdade que temos de avaliar, julgar, ponderar. Raciocínio, juízo, capacidade de estabelecer relações lógicas, de compreender, inteligência. Capacidade que nos permite escolher e analisar conseqüências; é o condutor do livre-arbítrio e o elo de união entre ele e o determinismo. Tudo o que permite avaliar um “estado de sentir-se” e modificar-se.
Emoção: complexos psicofisiológicos englobando o sentimento e as demais caracterizações dos estados emocionais como: as emoções primárias, as de choque, a colérica, a afetuosa. Ou as emoções secundárias mais complexas e elaboradas, como: os estados afetivos sensoriais (dor e prazer, agradável e desagradável), os afetivos vitais (mal estar, bem estar, animação, desanimação), e as emoções derivadas e mistas (conflito emocional consciente), e os sentimentos anímicos e espirituais (envolvem intenção em relação com valores), as inclinações e as paixões. Tudo aquilo que pode caracterizar um estado de sentir-se.
Sentimento: emoções que sofreram a ação da inteligência, portanto são duráveis, estáveis; ponto de equilíbrio entre polaridades. Alegria e tristeza são pólos emocionais; serenidade é o sentimento que reflete o domínio da razão entre um e outro; nem lá nem cá, porém sem ficar em cima do muro; domínio total.
Vontade: faculdade de representar mentalmente um ato que pode ou não ser praticado em obediência a um impulso ou a motivos ditados pela razão. Boa vontade é a movida pela pura noção do dever, excluídos quaisquer outros motivos. Podemos caracterizar dois comportamentos humanos envolvendo vontade: os ordenados carregados de significado e de intenção e os desordenados; os primeiros caracterizam-se pela dupla adequação ao indivíduo e ao meio circundante; os segundos reduzem-se a descargas destinadas a liquidar tensões emocionais, frustrações e conflitos e sempre desprovidos de significado intencional.

Numa pessoa saudável e motivada para a vida os vários componentes da personalidade estão em relativa harmonia; daí ela pouco adoece.

Na vida contemporânea é comum a desarmonia na personalidade que gera doenças psiquiátricas ou as do corpo físico.

O estilo de vida atual acentuou ao extremo, duas emoções: ansiedade e medo fugiram do controle da razão e causam boa parte dos problemas das pessoas.

A ansiedade doentia, por exemplo, é responsável por vários problemas de saúde. Dentre eles, alterou o processo respiratório tornando a respiração curta e torácica, o que aumenta a ansiedade (recuperar o processo respiratório é um dos itens básicos para o controle da ansiedade) – esse distúrbio aumentou a aerofagia (durante a fala vai mais ar para o aparelho digestivo do que para o pulmão); as pessoas estão arrotando muito mais do que antigamente e esse ar que volta do estômago (refluxo de gás) vem com resíduos de ácido clorídrico, do estômago para cima não há preparo para isso e, duas ites foram reforçadas: rinite e sinusite (na sua formação atualmente somam-se a alergia e mais essa novidade – originada de um distúrbio emocional.

Dica:
A cura definitiva da ansiedade mórbida não se fará com remédios; mas apenas com educação emocional.

Quanto ás viroses o aumento da incidência se dá pela desorganização do sistema imunitário; que tem tudo a ver com o estado emocional – por exemplo, quando a pessoa está feliz e motivada; todo mundo ao redor pode adoecer, menos ela.

Investir no equilíbrio emocional é o melhor seguro saúde que existe.

Continua...

Namastê

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CARACTERÍSTICAS CONFLITANTES DA PERSONALIDADE E AUTO-SABOTAGEM

Ao nascer trazemos um esboço da personalidade que, somadas ás influências do meio ambiente na infância, nos confere a personalidade com que nos apresentamos atualmente.
Nos primeiros anos absorvemos as posturas dos adultos; uma delas: tentar esconder dos outros, características que não são bem vistas pela sociedade. Dessa forma, criamos a auto-ilusão ou auto-imagem deturpada. De forma resumida, no dia a dia nos apresentamos perante a vida com duas personalidades: a real que representa nossa evolução e; a social, que representa aquilo que gostaríamos de ser, para sermos admirados, invejados.
O que denominamos personalidade social é um útil conjunto de “máscaras” que colocamos e tiramos segundo as conveniências do momento para que sejamos aceitos pela maioria; caso contrário, conviver seria complicado.
A doença física é uma forma de expressão corporal que deixa isso bem claro: Na criança pequena predomina a personalidade real, então ela exterioriza com mais transparência: febre, vômitos, diarréias, erupções de pele...; já no adulto predomina a personalidade social então ele interioriza suas moléstias: hipertensão, úlcera, diabetes, etc.
Reciclar nossa forma de ser é muito importante para manter a sanidade física e mental; pois quanto menos autênticos formos mais doentes e esgotados vamos ficar, devido a tantas solicitações e ocorrências ao mesmo tempo; além de deixarmos as máscaras cair uma atrás da outra, ainda nos “esgotamos” e adoecemos.

Algumas situações criadas e reforçadas pela educação atual que se baseia no medo, mentira, suborno e chantagem, contribuem para a auto-sabotagem:
- O pensamento mágico, que cria a auto-ilusão.
- Crises entre o ser e o parecer.
- Conflitos entre desejos e frustrações – quero; mas não posso; desejo; mas não sou capaz. O conflito entre frustração e desejo nos leva a tentarmos fugir da realidade e da felicidade, pois quem dela quiser aproximar-se há que ser realista, simples, lógico, inteligente e justo. Quem prefere optar por desejos que nunca serão concretizados sem esforço como sonha o imaturo (pensamento mágico), certamente vai criar em sua vida sofrimento e doença.
- Vida subconsciente – mesmo quando imbuídos em desejo de mudanças, repetimos o passado – pois, a maior parte de nós vive uma vida reativa e subconsciente, nosso estado de consciência é precário. Quem mais nos sabota é o subconsciente.
- Sistema de crenças e cultura. Somos treinados a nos sentirmos incapazes de resolver nossos problemas; e de ter desejos próprios; o que nos leva ao medo da mudança.
- CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE ANTAGÔNICAS – esse é nosso assunto do bate papo de hoje. Exemplo, pessoa bagunçada nas suas coisas pessoais e doentiamente arrumada para se apresentar aos outros. Indivíduo carinhoso e agressivo; estilo criança que, ao mesmo tempo em que acaricia a mãe a arranha, puxa os cabelos, morde; e depois, se torna um “psicopata” daqueles que vivem uma existência afetiva entre tapas e beijos.

EXEMPLO
Imaginemos uma pessoa bem comum dotada das seguintes características: impaciente, apressada, acha que é a dona do mundo – mas, ao mesmo tempo é muito preguiçosa.
Sua caótica existência já começa todo dia atrapalhada:
Acorda sempre tarde. Não curte o banho nem o café da manhã (come correndo e vive com dor de estômago). Cria desafetos no trânsito. Chega esbaforida ou atrasada no trabalho. Seu campo áurico está um desastre; daí só atrai problemas e pessoas mala. Vive infeliz. O sentimento de menos valia “pega-pesado”; daí, sobra prá sua tireóide. Depressão e angústia estão sempre batendo á porta. Adoece com freqüência. Nunca arruma tempo para cuidar do corpo. Candidata-se a usar drogas psiquiátricas.

Muitas das nossas características são conflitantes e se alternam.
Elas também são a matriz da BIPOLARIDADE – um dos itens mais importantes da auto-sabotagem.
Não é á toa que na acelerada vida contemporânea; a maioria das pessoas está apresentando no dia a dia; posturas bipolares quase psiquiátricas – para alguns é questão de dias, semanas ou poucos meses.

Convidamos o leitor a uma auto-análise mais apurada.
Leiam os artigos correlatos no bloog.

Alerta:
Boa parte das doenças físicas tem origem nesse processo.
A dificuldade de cura, também – Quem disse que queremos ser curados e perder a mordomia de estarmos dodói? Quer se curar ou ser curado? Quer ser uma pessoa por inteiro um um zumbi drogado?

Solução?

Namastê.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

PERSONALIDADE E ESTRESSE UMA MISTURA EXPLOSIVA

Somos uma unidade psicológica: Instinto, razão e emoção. No humano o comando deve ser da inteligência; se pouco desenvolvida, ainda não há integração entre os componentes, o que conduz a vários tipos de distúrbios da personalidade que levam a doenças.
Exemplos de distúrbios:
Fixação mental: é a estagnação da vida mental no tempo e no espaço, o que mantém conflitos emotivos não resolvidos.
Cisões: cada vez que fixamos isoladamente qualquer das partes que formam nossa personalidade nos separamos de nós mesmos. Exemplo, pessoas que no trabalho são fortes e eficientes e na vida particular são ingênuas, fracas e medrosas.
Infantilidade psicológica: decorre da falta de maturidade e caracteriza-se pela falta de discernimento para distinguir entre efêmero e eterno, real e ilusório; nesse estado o adulto permanece “ancorado” à infância. Características desse tipo: exige liberdade sem assumir responsabilidade; está sempre em busca de apoio e proteção; deposita a condição de felicidade nas atitudes do outro; magoa-se com facilidade; egoísta é incapaz de dar ou compreender; pouco capacitado a tomar decisões por si mesmo; muitas vezes raciocina de maneira ilógica e absurda.

Persistindo a falta de integração o discernimento ou bom senso é paralisado pela fixação mental e isso leva a um ponto de ruptura, uma súbita mudança de padrão que gera uma nova e diferente crise existencial. Essa nova situação intensifica a resposta da lei de causa e efeito na exata medida do necessário, até conseguir desfazer a cristalização do padrão anterior; e, não se trata de punição pois a vida educa, não pune; sentir-se punido já é sinal de imaturidade.

Ouvimos muito dizer que boa parte de nossos problemas existenciais decorrem dos “defeitos do caráter” – Mas, o que seriam?

A rigor, não há defeitos do caráter; mas características polares; quando nos fixamos além da conta num pólo o hipertrofiamos, causando desordens tanto na intimidade quanto na vida de relações; daí denominarmos essa característica como defeito do caráter; quase essas características sempre estão ligadas ao desejos exacerbados do ego o que trará problemas nas relações.
Usando a linguagem da ética polar podemos afirmar que no ser humano atual ainda predominam os tais “defeitos” que comandam os acontecimentos existenciais. Exemplo: o ciúmes (esta linha de raciocínio pode ser estendida para os outros problemas do caráter), a pessoa ciumenta e possessiva acha-se dona de tudo e de todos; desconfiada, em cada situação do cotidiano vê traição e, aumenta o estresse crônico pois, permanece em alerta neurótico ao tornar-se “caça - traições”; pinça uma situação aqui outra ali reforçando mágoa e ressentimento inatos, e logo desencadeia pequenas vinganças no cotidiano, até na esfera sexual. Essa postura afasta o outro; e aí sim, cria condições propícias para uma traição real e efetiva; se houver predisposição da outra parte; não foi vítima da traição, mas co-participante.
O desequilíbrio energético do ciumento gerado pela fixação mental de mágoa, ressentimento e ódio será materializado no corpo.
Essa situação vale para todas as outras características da nossa personalidade.
A doença física é uma forma de expressão corporal que deixa isso bem claro: Na criança pequena predomina a condição de entrada na atual experiência (personalidade real), então ela exterioriza com mais transparência: febre, vômitos, diarréias, erupções de pele...; já no adulto predomina a personalidade social então ele interioriza suas moléstias: hipertensão, úlcera, diabetes, etc.

Na vida contemporânea as pessoas estão se “implodindo” com a ajuda do estilo de vida, excesso de informações inúteis, volatilidade dos conceitos e dos valores, estresse inútil – basta ver as estatísticas do aumento dos desequilíbrios da personalidade já tratados como doenças psiquiátricas – o uso de medicamentos psiquiátricos breve pode superar o de analgésicos.

Não se trata apenas da nossa relação inadequada com o meio; mas principalmente da nossa relação interna.
Amanhã vamos falar sobre AUTO – SABOTAGEM.
Imagine a vida de uma pessoa com forte tendência á impaciência e pressa; mas muito preguiçosa...

Namastê.

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