sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

FINCA O PÉ NA EXISTÊNCIA

CONSCIÊNCIA E ECOLOGIA

O ecologista, o defensor da biodiversidade; sem que o saiba; é um defensor público universal – Um candidato a se especializar em relações cósmicas focado em 3D – Os espiritualistas são ecologistas focados em 4D; e aléns mares da energia cósmica.

Qual é mais ou menos importante?
Nenhum nem outro, e, ambos; quando conscientes do meio ambiente em que se encontram - no momento da ação em andamento.

O momento de agir é sempre o presente; nem antes nem depois; tanto faz que estejamos focados num pólo ou noutro. Mas, para que a ação não seja um conjunto de palavras vazias; do tipo: Eu bem avisei!

Quando focamos um tema, para que sejamos úteis, é preciso desenvolver a consciência a respeito dele.
Ainda é da nossa natureza, falar, discutir sobre coisas que apenas conhecemos. Ora; apenas saber sobre determinado assunto é fácil; basta ler; colar da NET; estudar – Mas, ter consciência é um passo além; implica em compreender; que por sua vez; para que se diferencie de simples saber; necessita de vivência e de prática.
Exemplo:
Hoje, muito falamos em saúde e meio ambiente; ecologia; biodiversidade; mas nós temos realmente consciência sobre a natureza e suas leis - Será que a Natureza precisa da nossa ajuda? - Será que antes temos que ajudar a nós mesmos?

O foco de nossa visão de mundo é superficial e instável até a respeito da percepção da própria identidade; pois não sabemos com clareza quem somos, a que viemos; onde estamos – A situação é inusitada; quase esquizofrênica; pode até soar estranho; mas mesmo sendo movidos por objetivos materiais temos pouca consciência de viver no mundo físico.
– Dá prá acreditar?
E até permitimos que o fluxo da vida e as outras pessoas nos carreguem de um lado para outro como uma coisa, como um objeto da moda; das verdades científicas e religiosas...

Se pudéssemos nos aconselhar deveríamos dizer a nós mesmos; antes de sair dizendo muitas coisas por aí:

Finca o pé na existência!

Age com força; pois:
Somente continuará na sala de aula cósmica em “GAIA”; quem deixou rastros leves em suas andanças milenares - quem semeou as sementes da paz, respeito, alegria, confiança – Evidente que hoje a cobrança é maior; pois, nossa postura deve ser compatível com a nova fase do planeta (sala de aula). Para quem quiser participar da festa universal da aceitação de Gaia na unidade ou fraternidade Cósmica, ainda dá tempo: Basta adequar a veste para passar na catraca da evolução.

Devemos dizer a nós mesmos:
Observa os arredores, percebe onde vives.
Integra-te; mas, assume.
Presta bastante atenção ao ambiente do qual tu fazes parte e, depois, tenta comunicar-te com tudo. Identifica o que te agrada e o que te desagrada nele – e; se pretendes continuar aqui; age; fortemente; pois, bola na trave não é gol – é desespero; agonia.
Percebe o chão da tua pátria atual (país, estado, cidade, bairro, rua, moradia em 3D; sempre que puderes pisa descalço na tua terra de momento (mesmo que sejas um migrante ou emigrante) para manteres a comunicação com tua mãe Gaia - e analisa tua marca: o que deixas de rastro? – Pisas-te em terra firme ou no lodo? – sempre que possível, deixa de lado o calçado que te impede de buscar a energia de Gaia.
Fica de pé, deita, senta, pula.
Respira e sente o ar entrando e saindo dos teus pulmões; se poluído; o que fazes para que fique limpo?
Economiza nas palavras e nos gestos; e; sobra nas atitudes.

Se tu queres a liberdade:
Continua dialogando com tu mesmo.


Perceba e redefina o uso dos sentidos.

Cada um de nós desenvolve uma maneira particular de usar e perceber as sensações.
Dependendo do foco de nossos interesses; nós nos capacitamos a exacerbar ou bloquear a percepção de determinados sentidos.
Para avaliar e redefinir os teus; treina usar e identificar um de cada vez.
Fecha os olhos e ouve sem pensar, sem tentar identificar de onde vem ou quem produziu os sons; fica assim por alguns minutos: simplesmente ouvindo, sem interpretar.
Olha ao teu redor, simplesmente olha, percebe apenas formas e cores, movimento, imobilidade.
Sente o cheiro das coisas, percebe apenas se te agrada ou te desagrada.
Concentra tua atenção no tato nas sensações de frio ou quente, áspero ou macio.
Sente o gosto das coisas, concentra-te no sabor que cada coisa e cada momento possui.

Tudo pode ser percebido de todas as formas e usando-se todos os sentidos com plenitude. Observa o que está exacerbado e o que carece ser estimulado. Reequilibra a forma como percebes e te relacionas com tudo e com todos.

Se tu prezas o estado de saúde:

Começa percebendo teu corpo físico.
Se já percebes o que está à tua volta, usa teus sentidos para perceber o teu corpo.
Estuda tua silhueta, concentra-te no que vês de tu mesmo, analisa o conjunto e, depois foca a atenção para perceber detalhes de cor, forma, inércia e movimento.
Usa um espelho para perceber o conjunto do teu rosto, visualiza bem, depois fecha os olhos e tenta montar e reter a própria imagem. Observa através do espelho a tua mímica e tenta reproduzi-la na mente.
Estuda tuas mãos: cor, formato, flexibilidade. Observa cada dedo, cada articulação, cada unha. Indique a um dedo um tipo de movimento a ser executado.
Concentre-se no tato, toque-se e perceba cada sensação em cada ponto. Perceba a temperatura.
Sente o teu próprio odor.
Escuta tua própria voz
Que gosto tu tens?

Depois de superada essa fase de conhecimento e consciência de nós mesmos; já estamos aptos a começar a ter consciência das necessidades planetárias.

Em tempo:
Não só é possível; mas aconselhável; desenvolver essa consciência ao mesmo tempo; enquanto há tempo – lentamente; pois: O que é o tempo?

A ecologia funcional e ativa deve começar pela íntima...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SEGURANÇA PUBLICA FALIDA – A GUERRA POVO X POVO

Segurança pública no país está falida, reconhece Tarso.

Por que e para que falar sobre saúde e qualidade de vida, ecologia, biodiversidade - Se nem atingimos o mínimo necessário de segurança em continuarmos vivos e atuantes?
Não é preciso ser sociólogo nem expert para associar o problema do aumento da criminalidade e da violência á queda do país no ranking da educação – caímos para 88. O quadro é desalentador; se nesta fase de ufanismo de governança e de prosperidade paqueana; a criminalidade de base; aquela que afeta o day by day do povo: roubos, assaltos, seqüestros, mortes, aumenta a olhos vistos; o que não dizer da criminalidade no topo; a tal da prevaricação – essa já está na estratosfera, diariamente. O edifício da nação está ruindo por falta de educação ética e planejamento.
2010 vai ser uma belezura; pois devido á eleição a politicagem vai abrir as torneiras do erário público e vai chover doações na horta dos candidatos; doações para campanhas políticas são camuflagem de rabo preso e de conchavos voltados para futura propina.
Mas, e, em 2011 e 2012? – Quem vai pagar a conta?
A qualidade de vida de um povo pode ser medida, dentre outros parâmetros, pela segurança, direito á liberdade de expressão, saúde, trabalho e educação – Disso, o que nos restou? – Liberdade de expressão? - Caminhamos para um processo de guerra incivil que até o momento se reflete apenas na luta entre as classes exploradas e as dominantes (em bolhas), expressada no aumento da criminalidade situado em pequenas bolhas que se espalham rapidamente; agrupando-se antes do grande PUM. Mas, o Rio de Janeiro é a vitrine do que nos aguarda em caso de imobilismo das classes dominantes.
Quando o ministro da justiça admite em público que a segurança pública está falida; o momento é grave; e o pior ninguém vai fazer coisa alguma – Pior ainda, o circo eleitoral vai repetir os espetáculos anteriores – Aviso: as vagas para palhaços estão quase todas preenchidas.
O problema é muito grave.

Qua, 03 Fev, 08h10
O ministro da Justiça, Tarso Genro, evitou hoje entrar em polêmica e atribuiu o aumento da criminalidade no Estado de São Paulo à falência do sistema de segurança pública em todo o país. Durante evento em que instalou o programa Território de Paz em São Bernardo do Campo, no bairro do Alvarenga - bolsão de violência na cidade -, o ministro disse que o governo de São Paulo faz um trabalho sério.
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"Os índices de violência que têm aqui em São Paulo são índices que têm em todos os estados, em todo o país", declarou, após anunciar investimentos do governo federal no valor de R$ 5 milhões para o programa, que envolve mobilização de vários órgãos públicos para combater a violência."Não é em São Paulo que a segurança pública está problemática", afirmou. "É o sistema todo de segurança pública no País que está falido e tem de mudar."
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, houve um aumento de 39% no número de sequestros no estado, 14% no de latrocínios e 3% no de homicídios de 2008 para 2009. Mas o ministro ressaltou a "boa vontade" do Estado de São Paulo em atuar em regime de colaboração entre a União e o município, particularmente depois da posse do atual secretário de Segurança Pública, o procurador de Justiça Antonio Ferreira Pinto, que estava presente ao evento representando o governador José Serra (PSDB). "O trabalho é realmente complexo e demorado e os efeitos de implementação dos programas ocorrem de médio a longo prazo", afirmou o ministro
Substituto
Tarso deverá deixar o Ministério no dia 10 de fevereiro, dando lugar ao seu secretário-executivo Luiz Paulo Barreto. O ministro será candidato pelo PT ao governo do Rio Grande Sul. Hoje, durante a cerimônia, ele não quis confirmar Barreto como novo ministro, mas não desmentiu a informação e fez uma série de elogios ao secretário. "Luiz Paulo Barreto corresponde plenamente ao trabalho que estou fazendo no Ministério da Justiça", afirmou. "É um parceiro de três anos que nunca falhou. Se for ele, é uma boa escolha do presidente Lula." O vice-presidente José Alencar também participou do evento, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cocaína
Durante seu discurso, Tarso revelou que o carregamento de 550 quilos de cocaína apreendido pela Polícia Federal na segunda-feira em Arujá (SP) seria distribuído nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o ministro, as granadas antitanque recolhidas com os três traficantes que estavam de posse da cocaína seriam utilizadas para enfrentar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas do Rio.
O que pode ser feito?
Medidas paliativas de gariba não funcionam – isso, já está mais do que provado ao longo das últimas décadas.
Sugestões?
Melhor que venham logo, antes que surjam “quadrilhas de Robin Hood” especializadas em limpar a consciência dos guardadores de dinheiro na cueca, meias, paraísos fiscais; isso vai ativar a lei de ação e reação, e, que em alguns lugares é chamada de guerra civil (melhor; conflito de interesses não solucionados pelo diálogo).

Não é preciso bola de cristal para imaginar, o que vem pela frente – dos males o menor; pois não somos um país de cidadãos armados – bendita a campanha de desarmamento que retirou das mãos do povo algumas armas; para diminuir o risco de guerra incivil não declarada e burrocrática: o povo contra o povo.

As perspectivas não são nada animadoras; o ministro que está de saída da pasta para candidatar-se; nos deixa na expectativa do teor da sua campanha; que tipo de peixe vai querer vender para seus eleitores?

Rogamos a Deus que a animosidade povo x povo não se transforme em luta povo x governantes.

Nunca foi tão bem vinda a idéia de um governo de coalização nacional para recuperar a dignidade e o futuro da nação.
É urgente um plano de longo prazo que seja cumprido tal e qual deve ser a Constituição.

O que eu cidadão comum/cobaia posso fazer?
Ajude os organismos de pesquisa a identificar nossos maiores problemas!
Sempre que for roubado; colocado numa interminável fila de espera; assaltado; seqüestrado; estuprado; executado pelo banco, etc. – Não se esqueça de perguntar ao meliante: Em quem votou ou vai votar? – Qual seu grau de escolaridade? – Quais seus objetivos de vida? – O que vai fazer com o bem subtraído? – Qual seu time do coração? – Melhor ficar só no básico...
Besteira? – Claro que não; pois, é preciso identificar o perfil dos meliantes, para saber como ajudar-nos...

Mas, como “cautela, e caldo de galinha não fazem mal a ninguém” (claro que depende da saúde da galinácea) – se o amigo estiver realmente engajado na campanha de salvação nacional vale a pena fazer convênio com um médium para fazer as perguntas; caso seja morto (vire um Ghost) durante o ato ilícito penal.

sábado, 30 de janeiro de 2010

ADEUS A MAIS UMA PILULA MÁGICA: REEDUCAÇÃO ALIMENTAR O ÚNICO CAMINHO

Embora a muitas pessoas que lutam contra o ganho de peso possa parecer estranho; mas, é saudável o alerta que a Anvisa fez a respeito do remédio para emagrecer Sibutramina.
No progresso humano não há atalhos, nem mágicas – qualquer escolha tem um preço; ás vezes alto demais. No caso dos efeitos colaterais; alguns não têm volta em tempo hábil (antes da morte); outros e possível contornar e administrar.
Li alguns comentários de pessoas que usam ou usaram o medicamento – alguns acham que foi a salvação para sua auto-estima; pois perderam vários quilos - outros relatam que foi um desastre. Um item que chama a atenção é o uso do tão mal compreendido livre arbítrio. De forma infantil nós achamos que a vida e nossa e que apenas nós vamos pagar o preço das escolhas que fizermos – errado; sempre sobra para os em torno e para a sociedade. No caso do medicamento, por exemplo; se você fizer um surto psicótico ou somatizar uma doença física como efeito colateral do remédio; por mais “mala” que seja; sempre haverá alguém que se importa com você, sua família, amigos – se ficar afastado do trabalho vai sobrar para os outros trabalharem para pagar a conta do seu tratamento e da sua inatividade – Esse exemplo vale para todas as áreas da nossa vida – quando escolhemos mal sempre sobra para os outros.

Sem dúvida o problema da obesidade é cada vez mais grave; mas, ele não será resolvido com drogas mágicas; apenas com educação e raciocínio.
Fruto da cultura e da educação a forma como nos alimentamos tornou-se um tipo de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) vitaminado pela ansiedade fora de controle; sedentarismo; armadilha da vida prática.
Mais comemos do que nos alimentamos; comer é ato instintivo, ação primária de sobrevivência. Na era contemporânea da razão o instinto não é mais sozinho aparato eficaz na alimentação; é preciso raciocínio para comer; é vital observar, selecionar e disciplinar o que, de que maneira e em que momentos devemos nos alimentar. Segue uma dieta quem busca saber receber do alimento o que atenda suas necessidades de evolução física e ética; já observa, raciocina e percebe as limitações do seu organismo; daí em diante respeita-se e vive mais e melhor.

O ato de viver é troca interminável, mas essa percepção nos escapa nas lides do cotidiano; quando nos alimentamos sem nos prepararmos para receber o que o alimento tem a nos oferecer significa reter (engordar) ou adoecer; receber é estabelecer uma relação de troca e, se o experimentamos como fenômeno unilateral que se limita a algo a nos ser dado; nós nos separamos da realidade da troca que representa em última instância, a vida. Quando comemos de forma compulsiva não observamos nada.
Disseminado e incentivado desde as civilizações antigas o vício alimentar sempre foi danoso à saúde; mas hoje ele se torna rapidamente mortal devido à química, presente nos alimentos; ainda permanecemos na fase oral individual e coletiva, inclusive, muito dos rituais nos quais cada festividade tem suas comidas especiais ainda persistem; a maioria das sociedades valorizam demais uma mesa farta e variada, e isso é reforçado pelos conceitos da sociedade consumista que apregoa “quanto mais; melhor”; para quem vende, claro; e como a maioria dos consumidores é constituída por avessos ao ato de pensar e refletir firmou-se o conceito: quanto mais se come mais saúde se tem ou estes primores: “Desta vida só se leva o que se come, e o que se bebe!, Graças a Deus não perco jamais o apetite!”.

A indução da cultura e da educação:
A pressão emocional verbalizada ou não, canalizada sobre a criança para que coma é intensa e doentia e, favorece o apetite discriminatório com anorexia nervosa. Exemplo: Mãe pressionada por paradigmas alimentares transfere sua ansiedade para a alimentação do filho que desenvolve apetite seletivo; cada refeição torna-se sessão de tortura; o adulto serve ou “faz o prato” da criança, o que não deixa de ser uma forma de impor o quanto ela tem que comer; isso reforça a reação de defesa dela que se recusa; a repetição a leva a perceber a fraqueza do adulto e passa a manipulá-lo; usa a chantagem emocional reforçada pela atitude do adulto que passa a premiar o ato fisiológico de comer. “Se comer tudo, eu te dou isto, se comer determinado alimento, te dou aquilo”!. Ou chegando a apelar para agressão física ou verbal. “Se não comer pelo menos isto, vou te deixar de castigo! - Breve o local de refeição da casa torna-se campo de batalha com estratégias e tudo; cada qual luta com as armas que tem a disposição.
Claro que vivi esse drama; como boa parte da minha geração - Em certa época para continuidade dos estudos tive que ir para um colégio interno e após seis meses só não comia pedras porque faziam doer o estômago, o que fosse posto à mesa era “devorado”; claro que a mudança deveu-se à disciplina de horários para refeição e à liberdade de poder comer ou não. Essa disciplina compulsória nós observamos também nas famílias numerosas; onde o que se põe à mesa; todos comem; e não há guloseimas á disposição.

É triste ver pais e mães que lutam contra o drama da obesidade repetir com seus filhos os mesmos erros que fizeram com eles – não adianta colocar a culpa no DNA; o problema continua sendo o DNA cultural: os maus hábitos herdados e aprendidos.
Claro que não deveria ser mais assim; mas nós somos lentos nas mudanças e continuamos “fazendo o prato” dos filhos segundo o que e quanto foi ditado pela cultura e pela mídia e não importa a idade deles tenham três ou trinta anos; mas a marca produzida na infância é tão profunda que muitas vezes passadas décadas ainda se mantêm.

Somos avessos á disciplina:
Não aceitar alimentos novos e apetite seletivo é aprendizagem, a criança copia o adulto que só lhe oferece aquilo que gosta de comer. Quando a carência nutricional é detectada a busca da solução é sempre simplória: um remédio mágico que estimule se possível o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos e cereais; vã esperança; há drogas que estimulam o apetite agindo no centro da fome, mas que é saciado como sempre com lanches e guloseimas esboçando a futura obesidade. A correção desse desvio? É simples, barata e só depende de raciocínio e boa vontade; basta oferecer a refeição sem insistência, não substituir alimentos, não dispor em casa dos que possam fazer a vez de refeições, disciplinar horários aguardando a criança sentir fome. Desculpas? Não as há, pois observar é de graça e não dói. Exemplo? Observemos as famílias numerosas onde quase não existe apetite seletivo, a disciplina surge compulsória e natural pelas circunstâncias, não existe tempo ocioso para forçar a criança a comer, nem excesso de condições materiais para cultivar ansiedade e prazer alimentar.

A maior parte dos obesos de hoje devem agradecer á cultura e aos pais:
Para que as crianças de hoje vivam o suficiente, urge disciplinar a alimentação quanto à quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos; claro que as dificuldades existem mesmo quando já há maturidade, pois a estrutura consumista das sociedades contemporâneas cria dificuldades para os pais conscientes. A pergunta inevitável: como evitar ou atenuar a influência da mídia? Pois os meios de comunicação invadem os lares na tentativa de “conquistar” o consumidor; sempre existe possibilidade de “defesa” e um expediente simples é não levar crianças às compras; comprar só o necessário para produzir as refeições; não ter em casa o que possa ser comido fora de hora, exceto frutas e, não importa que durante algum tempo apodreçam na fruteira sem que sejam tocadas. Não adianta comprar e esconder a guloseima; a criança sempre acha; além disso, há o risco de cairmos na tentação de usá-la para fazer chantagem dando-a como prêmio para compensar alguma atitude adequada; é preciso cuidado para não premiar a criança pela que já se constitua em obrigação; alguns pais chegam ao cúmulo de premiar a criança por atitudes fisiológicas como: comer, evacuar, etc.
É necessário disciplinar horários para manter o apetite insatisfeito; pois apetite é insatisfação, a mola que nos impulsiona a evolução e, “estar com fome” é uma insatisfação positiva que leva a satisfazê-la sem excessivas exigências de paladar.
É comum que alguns adultos para compensar suas frustrações do dia a dia se dêem de presente uma guloseima que segue outra e outra.

Pensar é preciso:
A maioria de nós não sabe a diferença entre o que é bom e o que é gostoso.
Nem a diferença entre regime e dieta.
Regimes são sacrifícios quase inúteis, verdadeiras renúncias improdutivas e vazias; pois os objetivos que os movimentam são pobres de conteúdo, quase sempre são compulsórios do tipo: “ou muda ou morre” como a do diabético que é forçado a afastar-se de seus adorados açúcares. Adotar uma dieta é uma atitude premeditada inteligente.

Retornando ao assunto da Sibutramida.
A bula desse medicamento é parecida com a da maioria das drogas de última geração – com relação a vários problemas possíveis, e graves: não foram feitos estudos.
Muitos laboratórios optaram pelo estudo “in vivo” (ocorrências de dia a dia) pago pelos próprios usuários.

Vamos á notícia:

Anvisa alerta sobre remédio para emagrecer sibutramina
Medida foi tomada no Brasil após a Agência Europeia recomendar a suspensão da venda do medicamento
Agência Estado
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SÃO PAULO - Depois que a Agência Europeia de Medicamentos (Emea, em inglês) recomendou a suspensão da venda de sibutramina - uma das drogas mais usadas para emagrecimento -, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu enviar um alerta a médicos e farmacêuticos brasileiros sobre o tema.

Veja também:
Sibutramina, risco para o corpo e para a mente
Medicamentos na mira da fiscalização

A decisão do comitê europeu foi baseada em um estudo realizado com 10 mil pacientes que mostrou aumento de 16% na incidência de enfarte e derrame em pessoas com histórico de problemas cardíacos que tomaram o medicamento. Para a Emea, portanto, os riscos da substância são maiores do que os benefícios. Também com base nesse estudo, a Food and Drug Administration (agência que regula medicamentos nos Estados Unidos) decidiu que deverá ser incluída na bula uma contraindicação para pacientes com cardiopatias.

No Brasil, embora a bula do medicamento já mencione como possíveis eventos adversos a elevação da pressão arterial e arritmias cardíacas, a única contraindicação é para pessoas com histórico de anorexia.

No ano passado, a Anvisa recebeu 37 notificações de eventos adversos do uso de sibutramina - 14 relacionadas a problemas cardiovasculares. Não houve mortes.

Segundo o presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, haverá em fevereiro uma reunião da Câmara Técnica de Medicamentos para analisar os resultados desse estudo e decidir qual atitude tomar. "Podemos manter o nível de alerta atual, ampliar as contraindicações e as restrições de venda ou até mesmo proibir a substância no País", afirmou.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enviou ontem uma carta à agência pedindo a retirada da droga do mercado brasileiro. O texto alega que "as características da população à qual o medicamento é destinado tornam a situação mais séria, posto que a obesidade é fator de aumento de risco de doenças cardiovasculares."

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Ricardo Meirelles, afirmou em nota que "não há, até o momento, evidências de que a prescrição criteriosa do medicamento, apenas para pacientes sem contraindicações formais para o seu uso, ocasione aumento de eventos cardiovasculares".

Segundo relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), o Brasil está, ao lado da Argentina e dos Estados Unidos, no topo do ranking mundial de consumo de remédios para emagrecer. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A Anvisa apenas cumpre seu papel de zelar pela saúde da comunidade e segue as etapas corretas; é possível que o próximo passo seja a proibição do medicamento. Claro que haverá gritaria por parte de interesses contrariados.

Fica o alerta já oferecido em outros bate papos: em virtude do aumento do cortisol gerado pelo estresse crônico ficará mais complicado perder peso; mesmo usando drogas que nem sempre manifestam efeitos colaterais de curto prazo; é preciso considerar também os de prazo mais alongado e que depois não serão detectados e passam a ser tratados com outras drogas; num mortal efeito cascata.

A saída?
Um mutirão pela educação alimentar – proibição da propaganda de alimentos na TV – pois, muitos adultos são infantilizados no raciocínio e as crianças pequenas estão á mercê de muitos desse padrão.
Estejamos dentro ou fora dos padrões de peso todos nós somos responsáveis; pois de alguma forma também pagamos a conta – afinal dinheiro público não nasce em árvores...

A intenção desta conversa nada tem contra o medicamento em questão; esse raciocínio pode ser aplicado a todos os outros; por exemplo – Qual o melhor remédio para a gangorra da pressão arterial e da glicemia? – Um bom par de tênis; short; camiseta e meia hora de caminhada. – não há pressão e glicemia que resista em manter-se descontrolada; e de lambuja, ainda ganha-se uma razoável dose de serotonina (a droga da felicidade e do prazer de viver).
O sobrepeso e o sedentarismo já detonaram com seus joelhos, tornoelos e quadril? – Não tem problema! Sempre dá prá fazer uma atividade física compatível com suas condições atuais – Não consegue vencer a preguiça? – Bom; azar o nosso que vamos ter que “bancar” seus tratamentos e internações em hospitais públicos – Ah! Tem um convênio; sorte nossa; azar do convênio; e dos que forem comprar o plano mais adiante; pois com a ajuda da sua preguiça vai custar os olhos da cara...
Será que até nas doenças nós somos egoístas e não pensamos nos outros na hora de ficarmos dodóis?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

AS HIENAS DE PRIMEIRO MUNDO JÁ ATACAM NO HAITI

Há momentos em que sinto vergonha e nojo de ser um candidato a ser humano. Conforme colocamos no artigo “A teoria da reconstrução e os abutres” – após desastres coletivos a escória movida pelos interesses põe a verdadeira cara prá fora; mesmo mascarados de santinhos e piedosos de primeiro mundo e até emergentes – e – a fauna é rica: conglomerados financeiros; aparições políticas; guerra pelo poder de comandar a reconstrução para ganhar $ - sempre o deus $ que traz poder e felicidade para essa turma; traficantes de poder, de seres humanos e de órgãos para transplante e pesquisa.

Que os consumidores de cocaína, heroína, maconha e outros mantenham a produção e o tráfico é problema deles (claro que o livre arbítrio é limitado e sempre sobra prá quem está em torno: afetividade, família, sociedade). Quem mantém os traficantes e produtores de drogas? – Até um nada dotado de inteligência crítica é capaz de responder: os consumidores que podem pagar – Mas, isso antes; pois a ganância travestida de astúcia desmedida criou drogas muito baratas para viciar até a pobreza. Mas, o que isso tem a ver tráfico de órgãos e de crianças? – Muito mais do que desejamos aceitar; pois reabrir essa ferida vai doer muito; mas, a cura vai depender de drenagens e mais drenagens dos “verdinhos $” interesses purulentos.
Está inserido no DNA cultural - Para muita gente de primeiro mundo; o tráfico de pessoas coloridas e pobres faz parte da ecologia humana – mas, mesmo não legalizada a escravidão continua cada vez mais grave; pois disseminada pela mídia e globalização – Só prá descontrair, pois o assunto é nojento: vamos brincar um pouco de falar de uma realidade relacionado ao tráfico de crianças haitianas: Num passado não tão distante assim; o patrão comprava a escrava e “comia” a mercadoria, sozinho; e, de tão inteligente que se achava; depois ainda usava os “frutos” como mão de obra barata; mas, hoje eles são mais espertos e vendem para seus concidadãos as imagens do uso fruto de sua prepotência.
Confesso que não vi, não ouvi, nem li, que alguém ou uma entidade, lideranças religiosas ou ONG de primeiro mundo tenha abordado de forma crítica e com a contundência necessária a despertar os que ainda podem fazer, e tem a responsabilidade de fazê-lo; pois como disse um Mestre muito comentado e nada praticado: “A quem muito for dado; mais será pedido” – traduzindo: sem desculpas; sabe então faz!
Com certeza muitos cidadãos do mundo primeiro, passado o impacto do desastre, até torcem o nariz para os novos e maiores problemas que os haitianos vão começar a enfrentar: serem tratados como gado em sua própria terra.

Tráfico de seres humanos – que coisa mais degradante e nojenta – As migrações forçadas pelas circunstâncias fará com que escória da humanidade trafique e escravize até os próprios irmãos – isso se vê a todo instante na relação entre os imigrantes ilegais.

Mas, retornado ao problema do Haiti.
Para que um primeiro ministro assuma a gravidade do problema; é por que ele é real – provavelmente ele não está querendo aparecer...

Qui, 28 Jan, 10h21
Washington, 28 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, afirmou que existe tráfico de crianças e de órgãos em seu país após o terremoto do último dia 12.
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• Especial sobre o Haiti
"Há tráfico de órgãos para crianças e outras pessoas, porque existe uma necessidade para todo tipo de órgãos", afirmou Bellerive em uma entrevista à "CNN" publicada hoje em sua edição digital.
O primeiro-ministro haitiano não deu detalhes, mas quando a jornalista Christiane Amanpour perguntou se também há tráfico de crianças, Bellerive respondeu: "As informações que eu recebi dizem que sim".
O Governo do Haiti tenta localizar crianças deslocadas e registrá-las para entregar a membros de sua família ou dar para adoção, explicou.
Segundo Bellerive, o tráfico de crianças é "um dos maiores problemas que temos".
O primeiro-ministro declarou que está trabalhando com as embaixadas em Porto Príncipe para proteger as crianças dos traficantes.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) já expressou sua preocupação com a saída de crianças supostamente órfãs do Haiti sem contar com a documentação adequada ou sem que os trâmites legais de sua adoção tenham sido concluídos.
A Unicef falou inicialmente sobre 15 crianças sequestradas em hospitais haitianos, mas depois disse que precisava confirmar esse número.
Na terça-feira, diferentes organizações do norte da República Dominicana disseram que o trânsito de crianças haitianas para cidades do país após o terremoto é alarmante. EFE
A pergunta é: QUAL O DESTINO DESSAS CRIANÇAS?

Como esse é um assunto que vai rolar durante algum tempo com denúncias vazias atrás de denúncias vazias – talvez amanhã tenhamos novos dados; mas, o que provavelmente será seu destino segundo os dados atuais do comportamento humano:
- Muitas serão adotadas para que sirvam de mão de obra doméstica barata; quase escrava durante alguns anos; em países de primeiro mundo.
- Várias serão mortas para que seus órgãos sejam usados no mercado negro de transplantes.
- Muitas engrossarão o “bolsa adoção” que os governos de primeiro mundo oferecem a algumas famílias como meio de vida.
- Algumas serão leiloadas na indústria da pornografia – quem dá mais pelo filme ou vídeo? – tem só 5 anos mas corpinho de 13.
- Algumas serão adotadas apenas para expor aos em torno a “bondade” e o humanismo de adquirir um filho colorido.
- Algumas raras crianças haitianas receberão a dádiva divina de serem adotadas por pessoas com potencial realmente humano e serão respeitadas, amadas...

A esperança: QUE SURJAM PESSOAS E ORGANISMOS QUE CONTROLEM O DESTINO DOS DESPOJOS HUMANOS DECORRENTES DESSE DESASTRE.

Está difícil escreve com essas drogas de lágrimas teimando escorrer dos olhos – mas, são lágrimas de revolta e dor – provavelmente vou pegar conjuntivite...

Até logo mais – pois, este assunto não vai terminar tão cedo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

NÓIS CAPOTA MAS NUM BRECA - O DESASTRE PLANETÁRIO COMEÇA NA INTIMIDADE DE CADA UM

Muito se comenta hoje a respeito do desastre planetário que se avizinha; alguns especialistas até argumentam que, ele é inevitável e que não tem volta – os mais pessimistas afirmam que viveremos dias de fúria da natureza: desastres naturais, criação de desertos, falta de água, fome, doenças cada vez mais estranhas e morte em massa...
Cada um de nós é dotado de um artefato de progresso chamado inteligência sob a direção de um comando, o livre arbítrio; que possui várias teclas: vontade, desejo, conhecimento e ação; um livre arbítrio sozinho não é capaz de mudar o curso do desequilíbrio em andamento em Gaia; mas bilhões de livre arbítrio somados podem com certeza mudar o curso do desastre em andamento – O problema é: Como reunir essa liberdade de pensar, sentir, agir e direcioná-la para um mesmo foco inteligente e responsável? – Provavelmente somando de forma construtiva; levando as pessoas a pensar de forma clara e crítica sem dourar a pílula; sem tapar o sol com a peneira.

Se analisarmos o comportamento da maioria de nós; realmente; é fácil encontrar motivo para preocupações quanto ao futuro; pois, a aceleração do campo magnético do planeta nos levou a um comportamento cada dia mais maluco e nada responsável; quase coletivo.

O grande desastre coletivo que se avizinha; primeiro na grade energética; depois no físico; não tem data marcada para acontecer; já está acontecendo; é a somatória de cada uma das derrapadas e capotadas na individualidade – bilhões de pequenos desastres íntimos criam a falência da humanidade enquanto raça cósmica – esse é o problema real - Mas, para piorar, os arautos do desastre dos seus nem sempre confessáveis interesses; ás vezes até disfarçados de amor ao próximo - põem mais lenha na fogueira do medo; ao considerarem desastre; o que para a vida é natural; exemplo, quem disse que morte é problema? – Para natureza quase sempre é solução. O fim da aposentadoria é desastre? – Claro que para a natureza; não – pois o que acontece com um colega nosso de evolução; um leão; por exemplo; se ele resolve se aposentar não é preciso ser gênio para adivinhar o seu futuro (leão só se aposenta em ZOO – serviu a carapuça?). Quem disse que o final do sistema financeiro atual é problema? – Claro que ele é o responsável pela maioria dos sofrimentos coletivos da atualidade – Então se desaparecer e for substituído o que há de tão ruim? – Parecemos condenados que serão decapitados sem culpa aparente – mas, na hora do vamos ver; ficamos com dó do carrasco – O queremos? - Tomar o lugar dele? – Com certeza...

Identificar o que vem pela frente é fácil – basta prestar atenção ao que ocorre conosco, com os nossos e com os em torno; para deduzir para deduzir o final do filme: “Assim caminha a humanidade” – reescrito.
Banque o detetive dos chamados desastres íntimos dos outros para tentar resolver os seus: - E aí, tudo bem? – Ainda não sente aquele cansaço infernal? - Como vai o sono? A memória? A coluna vai bem? Não tem ainda nenhuma dorzinha pelo corpo? Diabetes? Pressão arterial em gangorra? Ainda consegue emagrecer? Como vai a auto - estima? Crises de urticária? Ninguém na família pirou? Ah! Só depressivos e em pânico? Só dois desempregados na família? Ninguém com o nome no SPC? Só três mortes na família no ano passado? – Ah! Está apegado em Deus – que bom; menos mal! – quem sabe possa realizar algo de útil – apenas não acrescentando seu desastre pessoal ao coletivo já está bom demais...

Constrangido sou obrigado a concordar em parte com os arautos do desastre coletivo; claro que segundo meu ponto de vista e não o da maioria.

Um dos focos da minha preocupação quanto ao final do filme: “Assim caminha a humanidade” - Aqui entre nós a filosofia de vida é:

“Nóis capota mas num breca”...

Nos excessos; vícios; destruição dos recursos naturais; enriquecimento lícito ou até ilícito; desmatamento; ocupação de áreas de risco; criação de escândalos no gerenciamento de recursos públicos – e claro; da destruição da própria saúde e recursos que a natureza nos dotou – Tudo em nome do ser vitorioso; rico; poderoso; feliz; aproveitar a vida ao extremo; enfim.

Quando se pára para pensar um tiquinho; a postura do sujeito “marrudo” e teimoso parece sem noção, até irresponsável.
No entanto, a filosofia do “nóis capota; mas num breca” como forma de comportamento cotidiano baseado na filosofia do quanto mais melhor; bem espelha a nossa posição frente a muitos acontecimentos na estrada da vida.
Não aprender a resistir aos mais imediatos interesses sem parar para avaliar as possíveis conseqüências, é um antigo e sério problema. Não podemos alegar ignorância, pois sabemos o que fazer; por exemplo, quem ainda não disse ou ouviu estas simples e sábias colocações: – “a pressa é inimiga da perfeição!” – “o apressado come cru!”, etc. Todos nós sabemos: para que uma tarefa seja bem executada é preciso realizá-la com competência e calma.
O que nos leva a fazer ao contrário?
Algumas leis da física quando recheadas de humor e conteúdo ético/moral podem ajudar na queda da ficha da compreensão de leis que regem o progresso humano.
De tanto elas se apresentarem teimosamente em nossas vidas até visualizamos algumas, mas fazemos questão de ignorá-las. E essa atitude nos sairá sempre muito cara e frustrante.

Analisemos uma dessas leis; a da inércia.
A cada minuto em algum lugar do mundo alguém está se referindo à aceleração das experiências:
- Pisaram no acelerador!
- A cada dia tudo passa mais rápido!
- A gente não tem mais tempo para nada!
- Você fica velho e nem percebe!
- Que coisa esquisita; eu não posso sair de férias que fico doente!
- Porque depois que tudo ficou bem eu é que fico mal?
- Será que não posso parar e descansar um pouco?
- Parece praga de urubu quando relaxo tudo acontece comigo!
- Estarei viciado em adrenalina?

Percebemos a aceleração; e até certo ponto os riscos que ela traz quando mal administrada; depois adoramos colocar o nome de fatalidade nos efeitos de escolhas que podem ser evitadas com relativa facilidade; tal e qual os atuais “desastres” como alagamentos; deslizamentos...
É comum que a ação da inércia se resuma a frases jogadas e a escritos no para/choque traseiro dos veículos automotores: mantenha distância; mais comum ainda que apressados a desobedeçam ao dirigir, fato que a tornou também uma lei de trânsito. A sinalização é clara: evite a colisão traseira, mantenha distância do veículo da frente.
O desrespeito a ela é causa de muitas mortes, não apenas no trânsito; nos desastres previamente anunciados como contaminação de mananciais; deslizamentos; enchentes – Mas, quando focamos as pessoas, principalmente nas mortes súbitas causadas por acidentes cardiovasculares como enfartes e derrames cerebrais. A maior incidência desses problemas é no repouso súbito, que funciona como uma brecada, especialmente após fases de grandes acelerações. Vivemos na época do tudo a jato, tudo para ontem, do não ficar para trás, e em conseqüência disso, de grandes perigos para quem se descuida, e, sai correndo com seu veículo físico (organismo) sem habilitação.
Vivemos na era dos detalhes, prestemos mais atenção neles e respeitemos as leis da vida. Nossa própria agradece.
A importância de respeitar a lei da inércia no cotidiano, esse é o nosso assunto.

Mudanças súbitas no estilo de vida nem sempre são opções planejadas, costumam aparecer no embalo da vida; nos “rachas” (prá ver quem é o maioral) feitos na calada da noite dos interesses - eles são muito mais desdobramentos de opções do que algo escolhido a dedo.
Muitos acidentes de percurso ocorrem porque andamos por aí meio sem destino certo, e até nos atropelando uns aos outros; porque não sabemos direito quem somos nem quem nos comanda e dirige. Alguns até apelam para o sobrenatural como na filosofia dos para/choques “dirigido por mim guiado por Deus”.
Alguém disse de forma resumida que temos um corpo, uma mente e uma alma; um detalhe que importa: Quem disse e quem ouviu? - Pois todos fizeram questão de imaginar que são entidades dissociadas cada um com seus problemas; problemas mentais problema da mente; os do corpo são dele e os da alma são dela ou até de Deus.
Pensando assim e agindo segundo esses princípios: vai sobrar para o coitado do corpo físico; inevitavelmente – Destino? – caixão; ou melhor; vala comum.
“Quando a mente não pensa o corpo padece”, todo mundo já ouviu esse ditado; mas nem parou para pensar cinco minutos nele. Nas aceleradas e nas brecadas da vida o corpo é a maior vítima e a mais indefesa. Claro que determinadas pessoas em determinadas situações apresentam problemas mais evidentes e graves no campo da mente e das emoções.

Alguns acidentes de percurso comuns:

Práticas esportivas que se interrompe de repente:
Quem praticou esportes durante a infância e a juventude toda e de repente espremido por compromissos de estudo e profissionais os abandona, está candidatando-se a pé na cova.
Também é comum que os que se excederam na carga dos exercícios, devido a uma lesão muscular ou articular sejam obrigados a ficar de molho; pior ainda para aqueles que interrompem as atividades esportivas e passam a dedicar-se ao levantamento de garfo e de copo.

Aposentadoria repentina ou não planejada:
Os que além de se aposentarem da profissão também o fazem do pensar, tomar decisões, planejar, estudar; entram na área de risco, e se somarem isso, ao mau uso do corpo, candidatam-se a adoecer rapidamente tanto no físico quanto na mente.
Pessoas de ritmo acelerado com os limites extrapolados; ou não; devem evitar uma vida de ratinho de laboratório presos na rotina que aliena, adoece e mata ou deixa os familiares malucos. Na relação familiar; muitas mulheres começam a entrar em pânico quando o marido está próximo de se aposentar; pois elas terão que reestruturar toda sua rotina, e logo começam a adoecer ou a se deprimir.

Transferências de trabalho:
Certas atividades profissionais acabam viciando as pessoas em excesso de adrenalina e outros mediadores; e quando tudo fica calmo muito de repente há o perigo da capotada.

Separações:
Relacionamentos tumultuados e que exigem muito das pessoas algum tempo depois de rompidos podem desencadear fortes estragos, em todos os envolvidos.

Perdas:
Quando perdemos de forma súbita coisas ou pessoas que achávamos que nos pertenciam, logo após passamos a correr risco de doenças e morte.
Somos capazes de apresentar uma resistência heróica enquanto cuidamos de uma pessoa muito doente que exige cuidados constantes, ás vezes por muitos anos, e quando a situação se resolve (quase sempre com a morte do doente) toda aquela fortaleza desaba e o grande vazio é preenchido por doenças do corpo ou da mente.

Co-dependência:
Não vivemos a própria vida e essa atitude aprendida no contexto da educação formal, nos põem em risco quando somos abandonados, traídos ou enviuvamos.

Invenção de problemas:
Grande parte do tempo, nós corremos atrás de soluções para problemas que só existem na nossa cabeça. Ficamos imaginando possíveis contratempos e dificuldades que nos impedirão de abraçarmos o mundo. Esse tipo de atitude desgasta e, subitamente, quando acordamos do cochilo e caímos na realidade somos capazes de morrer em vida ao nos tornarmos depressivos, angustiados ou em pânico.

Cair na real após um turbilhão de expectativas:
Viajamos na maionese por muito tempo; e um dia escorregamos e damos de cara com nós mesmos, nossas possibilidades com suas frustrações e desenganos; vale a pena furar um balão mágico de cada vez para que não nos machuquemos muito.

Não aprender a somar:
Algumas pessoas apresentam TOC para endividar-se.

Muitas são as situações capazes de gerar desastres coletivos que estamos cansados de saber; mas, nóis capota; mas num breca.

Remédios?
Na individualidade alguns bem naturais são meio amargos; mas, funcionam bem; melhor funcionavam; pois nada mais será como antes: doenças; sofrimento; perdas... O santo remédio: pensar bem antes de agir.
No coletivo: violência; agressões; roubos; prevaricações; guerras.
Remédio: pensar bem antes de fazer ao outro o que não gostamos que façam a nós.

Um bom exercício é dizermos para nós mesmos; a todo momento: - Baixa a bola Zé! Juízo Mané! – Desacelera! – Aprender a pilotar a máquina corporal! – Faz manutenção! – Faça o favor de não acrescentar seu desastre pessoal ao dos outros.

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