sábado, 14 de fevereiro de 2009

VOCÊ TEM COLESTEROL?

Prestar atenção nas conversas sobre doenças em salas de espera de consultórios ou em lugares em que seja impossível não ouvir é até divertido. Dia destes durante uma viagem fui obrigado a escutar um campeonato de doenças entre duas senhoras, que mal se conheceram e já arrumaram assunto para seis horas de viagem; sem parar. Vamos chamá-las de Candinha e Maria. A disputa começou com a pergunta da Maria: – Você tem colesterol? – Foi a deixa; a Candinha logo disparou: – Tenho e é altíssimo! – A Maria meio que balançou; sentiu que tinha uma adversária á altura; a parada ia ser dura; mas, não se deu por vencida: - O meu já chegou quase a trezentos! - Pois o meu já passou dos trezentos; ano passado quase morri, estava muito mal; sentia dor de cabeça, não dormia direito, de vez em quando sentia um calorão! – Meu médico, me recitou três remédios; por sinal um deles muito caro; e o colesterol não baixava! – E eu; se não tivesse convênio já tinha morrido; tenho que fazer exames quase todo mês! – O meu convênio, é o melhor, nós economizamos em tudo; mas não podemos ficar num convênio como o nosso antigo, onde você tinha que brigar para fazer exames! – Quinze segundos de silêncio talvez buscando tempo para pensar em novo assunto. – Tomo seis remédios; tenho pressão alta; começo de diabetes; tenho colesterol; tenho tireóide; tomo hormônio para a menopausa; e meu médico me receitou vitamina. A Candinha quando percebeu que ia perder por pouco (parece que tomava só cinco); logo rebateu: - Eu já fiz três cirurgias; da última quase morri; foi por Deus! – A Maria era fera; Ah! Eu já fiz quatro; e uma foi da cabeça! – Coitada da Candinha estava perdendo de lavada; o jeito foi trazer o marido para a disputa: - Meu marido coitado é que nem eu; toma cinco remédios e já foi operado da próstata (o médico disse que era maligno). Novo minuto de silêncio; pensei comigo: Graças a Deus, acabou o assunto; que nada; logo a Maria conta atacou – O meu já morreu coitado; mas sofreu, mas sofreu; três cirurgias; dois meses na UTI... Um pequeno acidente na estrada fez com que a conversa mudasse para os acidentes; bem que tentaram me colocar como arbitro na sua disputa; mas, estou vacinado; de tanto fingir que estou dormindo até consigo.
Ficou difícil definir um ganhador; pois consegui dormir um pouco. Vontade de meter o bedelho na conversa não faltou; mas esses exercícios são valiosos para aprender a arte do silêncio. Mas, convenhamos amigo: - Você tem colesterol? – Você tem tireóide? – Eu acho que um tiquinho de educação em saúde faria milagres...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MELHOR SER SURDO - MUDO/

MELHOR SER SURDO?

A forma mais maravilhosa de ver a vida: alegria, gozação. Como disse o sábio e azul Chico Buarque: Deus é um cara gozador que adora brincadeira; pois me fez nascer feio e desdentado...
Haja Deus.
A escolha inconsciente de ser (não apenas estar) um médico da família – nada a ver com o médico de família do SUS e similares (convênios regiamente pagos para os burocratas), proporciona fazer diagnósticos mais precisos; mas, nem tão rápidos e nem tão funcionais; segundo a forma de pensar e viver da atualidade; isso me proporciona como profissional uma reforma íntima mais acelerada, usando o trabalho e os pacientes.
Por exemplo:
Usando um telefonema que recebi há meia hora:
Pedro Henrique é um paciente de 15 anos que atendo há alguns anos (desde bebe; mas sem seqüência; apenas quando a coisa aperta) o que me proporcionou diagnosticar a origem de suas doenças físicas e a evolução das mesmas com facilidade por conhecer avó, tias, pai mãe: impaciente, intolerante, ansioso e medroso. Dentre as somatizações dessas doenças: rinite, sinusite e vômitos freqüentes, etc. Sobressai a herança paterna, seu pai é seu espelho cármico e sua fonte de inspiração nesta existência (modelo pedagógico subconsciente), bem que sua mãe o avisa – mas, ela não percebe a influência que lhe causa: controladora de dar dó...
Quem procura acha; tive todas as chances de me tornar um médico top line ($) e as desprezei; então tenho que agüentar as malas sem alça que me podem treinar a carregar a minha até um local mais prazeroso (foqueú – me diz o ET que teima em me acompanhar).
Realmente:
Que droga perceber a lei de sintonia; quando ela (a mãe dele) me liga depois de algumas horas ou dias a respeito da falta de melhora do filho – na hora, minha impaciência e intolerância aflora; mas, depois vira uma festa; como o diálogo de minutos atrás:
- Dr. Desculpe ligar; mas o Pedro Henrique não melhorou; está tomando o medicamento desde ontem e continua espirrando pela manhã – ele é exagerado – até a vizinhança ouve; e meu marido fica inconformado – ele diz que eu devo levá-lo até um otorrino para que essas crises desapareçam; não agüento mais.
Para encurtar o papo: Sabe o senhor curou meu marido, desse mesmo problema há vinte anos com uma simples dose única... – Disse a ela sem pensar: que lástima! – Se ele estivesse vivenciando isso hoje não falaria tanta abobrinha – Mas, de novo, para encurtar a história: Ela reclamou do seu papel; e eu disse a ela; o jeito é orar – Ela retrucou: vou toda segunda feira na missa da libertação – Eu disse: então peça a Deus que seu marido fique surdo; mas, apenas pela manhã; pois agüentar uma mala dessa surda o dia todo; ninguém merece (talvez esteja enganado); nada de praga pelo amor de Deus – Nós rimos; gostosamente eu e ela. Minha vibração melhorou a dela; acho que também. Mas, quanto tempo isso vai durar? – Até o próximo telefonema; pois; haja Deus. E cuidado com o que pedimos...
Cuidado com a repetição dos ditados populares: MELHOR SER SURDO DO QUE OUVIR ISSO; pode tornar-se uma chata realidade; a encher o saco de pessoas que se meteram a tentar ajudar os outros sem estarem devidamente preparados. Deus ás vezes se finge de surdo para nos ajudar...
Mas meu amigo ET tem soluções para escaparmos das teles da vida – Aguardem.
Até que novos produtos estejam na praça;
MELHOR CONTINUAR SURDO – MAS, COM INTELIGÊNCIA: SER MOUCO POR OPÇÃO...
Será?

E Eu; o que devo fazer?

Aguardem novas situações - que podem ser as suas.

quem quiser aproveitar o momento de boa vontade; que aproveite.

Beijos silenciosos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

NO BEM OU NO MAL - SEJAS O MELHOR

EM TUDO QUE FIZERES – SEJAS O MELHOR

Nossa sociedade já foi predominantemente rural, cosmopolita, psicodélica, modernista, neurótica, hoje é esquizofrênica; tanto na postura quanto nos valores. De qualquer ângulo que a vejamos, sob qualquer prisma que a analisemos é possível concluir que vivemos num país estilo Juqueri.
No assunto anterior “Dias de Fúria” uma das propostas da sociedade que mais se ouve: acelerar a construção de mais prisões e, de preferência as de segurança máxima, para manter a tranqüilidade dos cidadãos do bem bom. As pessoas não se interessam em saber como o seu dinheiro é usado e, quanto custa cada preso internado nessas prisões; pior ainda, acham que o estado tem máquina de fazer dinheiro; o que mais se escuta: o governo tem que fazer isso! Tem que fazer aquilo! – Não interessa saber que o governo, somos nós. A maioria reclama da carga de impostos; então, sonega tudo que é possível, compra “produtos pirata”. Essa maluquice é facilmente compreensível: a maioria é constituída de analfabetos funcionais, até sabem desenhar as letras e ler; mas, são incapazes de compreender textos de mais de dez laudas e se comunicam usando a linguagem do “manês” e do “lulês”. Pela ausência crônica de educação política o descaso e a falta de responsabilidade dos cidadãos é assustador; pesquisa recente aponta que 54% dos eleitores um mês depois não se lembram mais nem do nome do candidato em quem votaram; quanto mais exigir dele que cumpra com as promessas que o levaram a ser eleito.
Claro que a maioria não terá interesse algum em discutir nada de importante; mas para quem se preocupa ao menos em ler, vale a pena sempre observar os fatos, por ângulos que nunca pensamos antes.
Vamos brincar de analisar nossa postura social e jurídica segundo a contravenção e a aplicação da justiça. Para tornar o raciocínio mais interessante, vamos fazê-lo sob a visão de Paulo de Tarso; sou admirador dele; foi um sujeito fantástico, e cada dia mais atual - numa de suas cartas aos gentios ele disse mais ou menos o seguinte: tudo que fizeres faça bem feito, sejas o melhor; e parece que sua visão abrange até o mal feito; ele enxergava longe.
Segundo a nossa jurisprudência, em se tratando da interpretação das leis e da justiça; pequenos crimes sofrem todas as penas da lei; mas, quanto maior o crime, maiores as regalias e a até a impunidade. Daí, se o amigo cometer uma contravenção qualquer, parta para as cabeças, vá fundo, pois se o fizer pobremente, vai sofrer as conseqüências de forma sofrida; para você malfeitor pé de chinelo, todos os rigores da lei e todos os sofrimentos do cárcere – pois não terá como pagar aos doutores da lei que o conduzirão pelos porões da justiça ou pelo propinoduto até a liberdade; ou em último caso, a uma colônia de férias carcerária cinco estrelas (prisão de segurança máxima) que custa os olhos da cara para as cobaias do sistema. Confesso que, achava estranho: simples suspeitos sem provas contra eles, confessarem crimes que não cometeram e muitos com requintes de crueldade que nem aconteceram – Serão esses caras malucos (do jargão13)? – Grande parte não é - por incrível que pareça são muito ladinos; embora de forma instintiva; com um pouco de observação dá para entender como funciona o sistema penal e carcerário. Lá no xadrez de qualquer tipo, a moeda mais forte é o medo que consiga gerar, nos em torno; claro que nada supera o dinheiro, esse abre todas as portas e compra tudo; mas na ausência dele, para sobreviver é melhor dar uma de doidão de dar dó. Imbecilidade ou esperteza? - Vamos nos colocar no lugar do sujeito, fora das grades vai ser discriminado, nunca arranjará emprego, passará fome, voltará ao crime, droga e bebida; se ficar preso numa cela de detenção provisória vai ser estuprado, humilhado e, se demonstrar fraqueza, vai apanhar em dobro dos policiais e dos colegas – nesse ambiente a principal moeda é o medo que consiga infundir nos profissionais da justiça e nos outros bandidos; quanto mais maluco, maníaco e violento aparente ser mais seguro estará – claro que há risco; pois, dia menos dia terá que provar sua malvadeza para sobreviver (do lado espiritual essa situação é tal e qual; mas, muito mais forte e interessante – material para próximas conversas). Numa cela de detenção temporária a comida é um lixo, tem que dormir no chão, sua família não terá direito ao “bolsa prisão” (do lado espiritual: preces e rogativas); sexo: só homo; mas, quando julgado ou não; estiver numa prisão de segurança máxima, comerá do bom e do melhor (dia destes tive acesso a uma lista de compras de penitenciária top line e fiquei encantado (com inveja) como tratamos bem nossos irmãos que se desviaram do bom caminho; é tudo coisa de primeira linha: carnes só maturada, filé de peito de frango, vários tipos de queijo, verduras, frutas e legumes de primeira; chuveiro quente, roupa de cama trocada; roupa lavada, visitas sexuais semanais; possibilidade de manter os negócios da família funcionando a todo vapor e mil possibilidades de coçar – trabalhar? Deus me livre. Além disso, a família tem direito a uma bolsa $.
Está errado? – Claro que não – os cidadãos que trabalham para manter essas pessoas longe deles e da sua família têm obrigação de trabalhar e muito para cuidar deles. Não adianta ter peripaque e ficar revoltadinho – Está com desejo de matar? – Cuidado, não venha nos fazer companhia; precisamos de você aí fora; trabalhando, dando duro - Calma aí mano! - Somos subproduto da sociedade de consumo, farinha do mesmo saco – Apenas, você trabalha mano e nóis goza... Ocê é educado mano; nóis não mano... Eduque bem seus fios mano; pros nossos usufrui, mano... Calma, calma, vai uma bíblia aí?...
Educação? – Pára com isso... É baboseira.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

DIAS DE FÚRIA

O PIOR ESTÁ POR VIR?
Analisando as imagens mostradas pela TV a respeito dos atos de vandalismo acontecidos na comunidade de Paraisópolis no bairro do Morumbi em SP; um fato me chamou a atenção, a maioria dos manifestantes é constituída de adolescentes; logo eu me lembrei, de dois fatos que guardam entre si a presença de jovens; recentemente ocorridos no litoral da baixada santista de SP um deles no município de Praia Grande; outro em São Vicente; aparentemente os motivos que levaram ás manifestações são diferentes. A ocorrência no Morumbi parece ter sido encomendada e planejada pelo poder paralelo (organização criminosa); a de Praia Grande se assemelha, mas talvez mais pelas circunstâncias; a de São Vicente traz a suspeita de ocorrência gerada pelo “embalo” de um show (bebida, droga e som que anestesia a mente dos jovens; facilitando a incorporação das letras de músicas, levando a atitudes de agressividade e violência).
Em todas as épocas a força da impulsividade dos jovens sempre foi usada e manipulada através do incitamento. Um jovem não ateia fogo num índio dormindo; dois jovens, já há uma possibilidade; três jovens, essa possibilidade aumenta muito; basta um estímulo de uma mente forte e perversa para detonar a atitude impensada de alguns jovens até promissores cidadãos.
Claro que atitudes de vandalismo e de fúria patrocinadas por jovens irados não é exclusividade nossa, vez ou outra assistimos a distúrbios até em países de primeiro mundo; e sempre houve; talvez o que choque, seja a perda de conteúdo da motivação; cada vez mais sem nexo.
Por que os em condição de fazer algo deram permissão para caminhar em direção ao caos? – Interesse, comodismo, pobreza de valores éticos e covardia. Resumindo: até pouco tempo, poucos minutos atrás, nossas crianças (as dos outros) eram mortas pela droga, maus tratos; e a maior causa de mortalidade entre jovens do sexo masculino, especialmente na periferia é assassinato; mas, isso não é suficiente para nos tirar da modorra do conforto; nós os que podemos e devemos fazer alguma coisa concreta (nada de falatório); para evitar o caos que se avizinha. Qual o anestésico de consciência mais usado: o problema é dos governantes. Qual o atalho? - A fuga; pois até o momento, ainda é possível, blindar o carro, esconder-se atrás de vidros escuros, altos muros e contratar seguranças (em São Paulo o número de seguranças particulares é bem maior do que o número de PMS); ou esbravejar, assistindo o noticiário em casa, no happy hour nos botecos, nas associações, nas instituições religiosas – fugir dos grandes centros para cidades menores pareceu a muitos uma boa solução; enganosa, pois nas pequenas cidades o aumento da violência e dos crimes aumenta em proporção até maior.
Vivemos “dias velozes e furiosos”, daí; antigos adágios continuam válidos; mas perderam completamente a eficácia – vamos a um deles: a estória do beija flor que levava água no bico para apagar o incêndio na floresta – muito lindo que, cada um faça sua parte – mas, nada eficiente e atitude pouco inteligente; pois, o que vai resolver? – Nada. Atitude mais inteligente do pássaro (cidadão) seria usar o bico comprido, forte e pontudo para cutucar o paquiderme (forças do estado) para que usasse sua, ás vezes, inútil e sugadora tromba. Atitudes isoladas não funcionam mais, é preciso juntar – lembra de outro adágio; esse sim válido: - “Se correr o bicho pega; se ficar o bicho come; se juntar o bicho foge”... Ou nos organizamos rapidamente como sociedade ou a choradeira vai ser grande.
Há alguns anos vozes isoladas se levantaram para alertas a respeito dos descaminhos da educação; todas ridicularizadas. Muito se fala em educação; mas, poucos se interessam por ela. A maioria confunde educação com instrução; pais querem terceirizar a educação dos filhos.
É irritante ouvir dos acomodados adoradores de crenças em conto de fadas, papai Noel, soluções mágicas...; que a visão dos que alertam, é negativa e catastrófica.
Não é preciso bola de cristal nem usar argumentos de mudanças planetárias; vamos brincar de pensar e colecionar figurinhas (notícias) para montar o álbum dos próximos tempos. Claro, para alguns algumas situações e fatos representam problemas; para outros a mesma situação é vista e sentida como lição; questão de foco.
Uma verdade é certa, nossa sociedade está gravemente doente, quase terminal e as soluções paliativas que foram aplicadas não irá salvá-la; ao contrário talvez a mate mais rapidamente.
Vejamos uma amostra das soluções preconizadas pela mente simplória de grande parte dos “cidadãos de bem”:
- Mais polícia nas ruas. Não adianta muito, apenas aumenta o risco de tiroteios e ações indevidas da própria polícia.
- Mais prisões. Além delas, funcionarem, inevitavelmente, como escolas e universidades do crime; as pessoas que pedem mais prisões não fazem idéia doe quanto custa manter um preso (assunto interessante para um próximo bate papo).
- Pena de morte. Se fosse solução em países onde é adotada não haveria tantos crimes. Aqui ela já existe; mas, os expectadores não se deliciam com a morte de jovens desempregados da periferia que são jurados de morte e mortos, ás vezes, apenas por ter nascido em berço não tão esplêndido.
- Põe esse pessoal para trabalhar. Arrumem empregos para eles.
- Vamos Evangelizar esses jovens. Se andar com uma bíblia debaixo do braço, palestras e leituras tivessem o poder de transformar nossa índole; seríamos todos santos e a terra seria o próprio paraíso.
- Enfim, muitos dos leitores já ouviram soluções tão inúteis quanto descabidas; mas, vamos brincar um pouco de imaginar:

Imaginemos que esta crise econômica tenha vindo para ficar – na notícia a respeito da comunidade Paraisópolis a reportagem dizia que lá moram aproximadamente 80.000 pessoas e que em cada dez, quatro estavam desempregadas, com certeza boa parte serão jovens. Quando em grupo e com a mente desocupada, estão sujeitos a vícios e a serem induzidos a atos que depois se arrependerão.
Temos uma teoria, aguardarei a passagem do carnaval, especialmente nas cidades onde a bagunça ocorre na rua. A bomba relógio está armada e o tempo está se esgotando - Depois voltamos a conversar.

Paz.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

CRIANÇAS PAPAGAIO - BICHO EM EXTINÇÃO

CRIANÇAS PAPAGAIO HI-TEC – BICHOS EM EXTINÇÃO

Vivemos na era do desperdício e do descartável; inclusive, as crianças e a fala estão inseridas nesse contexto; inevitavelmente. Desde remotas eras os filhos sempre copiaram e reproduziram os pais ou modelos pedagógicos. Qual a diferença de ontem para hoje? – Vivemos uma acelerada fase de transição; e qualquer delas já vividas e por vir; sempre foram e serão difíceis e sofridas; ou não; depende da qualidade das escolhas; tanto de quem as faz quanto de quem recebe seus efeitos; afinal, nós somos seres interativos... Alguns menos dados ao trabalho de pensar; chamam isso de crise; e quando mergulham nessa idéia: deprimem-se, enlouquecem...
Nesta fase atual, muitas crianças vão usar a mediocridade humana de seus pais para crescerem mais ainda como pessoas; mas outras, não terão a mesma sorte; e sairão da aula muito antes de bater o sinal: GAME OVER – Caixão; conduzidos pela mão dos excessos que levam á obesidade, diabetes, câncer, enfarte, etc.

Os analógicos adultos de hoje estão empolgados com as capacidades das crianças em reproduzirem sua falta de competência de forma hi-tec; mas um perigo as ronda: a morte precoce – mais fácil uma pessoa de setenta chegar aos cem do que uma criança de dez completar quinze anos de idade cronológica. Poucos se interessam pelo assunto; a maioria não quer nem ouvir falar nisso; mas as crianças de hoje se tornaram descartáveis para os adultos. Então, vamos mudar de assunto e conversar sobre coisas light e até diet – no caso a fala inútil e geradora de problemas na tireóide.
Fala-se muito e ouve-se pouco.
De seu lado, as crianças modernas são mixadores natos e incansáveis; mas, haja ouvidos para os em torno agüentar tanta gritaria e baboseira. As crianças de hoje não falam elas gritam; e o pior; a maioria, sem coerência, tal e qual suas mães que, inevitavelmente vão sofrer de doenças da tireóide (quer saber mais? – pergunte-me como – Quer emagrecer? – pergunte-me como).
A criança sempre reproduziu o meio em que foi criada – O mundo está alucinado? – Pergunte-me; por quê?
Há trinta anos no meu local de trabalho interajo com famílias; e divido meu espaço com um ginecologista e uma pediatra que atendem mil convênios – ou seja: espaço lotado o tempo todo – de vez em quando brinco com as recepcionistas: passem os “terroristas” na frente para que vão embora logo, junto com suas mães ou substitutos; pois ninguém os merece. Será? – A gritaria é imensa, a falta de qualidade humana também, impressa no estado do lavabo, do banheiro e da sala de espera. O lado positivo e fantástico desta vivência, é avaliar os “diferentes” que surgem a cada dia mais: mães educadas e pacientes, crianças que não choram, não berram nem esperneiam, não invadem as outra salas. Segundo meu amigo índigo que ressurgiu das cinzas, são pessoas diferentes; seres mais preparados. Tenho uma dúvida: não sei bem a razão, mas logo no início de minha atividade com famílias coloquei nas questões de identificação, o quesito religião; o esperado por mim é que os filhos e netos de cristãos tivessem mais comportamentos adequados do que os sem religião; no entanto, não é o que verifico – estou analisando, mas confesso que não cheguei a uma conclusão ainda. Mas, complementando: Viajo muito por aí; não por opção nem por diversão; mas por contingência de vida e sobrevivência. Para ilustrar, dia destes viajando de São José do Rio Preto para São Paulo (atualmente 6hs) – fui obrigado a agüentar um pequeno papagaio alucinado junto com sua mãe e avó que se revezavam para mostrar ao mundo (companheiros de viagem) a “inteligência” da pequena arara azul (ainda bem que esse tipo não está em extinção – mas tomara que, os em torno; sim) – entre toques alucinados de celulares recheados de conversas inúteis e berrantes; para meu pesar; mas, não; espanto; deu para descobrir que eram cristãos. Na parada mais uma lição de má educação – a mãe que, pelas conversas paralelas é pedagoga de uma famosa escola cometeu um infanticídio evolutivo: comprou para a “ararinha azul” um pacote de batatas fritas; mas, a bela avezinha (a criança era belíssima) queria chips, berrou, esperneou e a pedagoga desceu do alto de seu ego, foi comprar a droga do chips – e fez questão de demorar – maldito chips que infestou o ambiente com cheiro de vômito azedo; ninguém merece! – Será? – A duras penas, contive minha intolerância – espero sinceramente que a ararinha azul não se transforme num anu tal e qual sua mãe avó (conhece o bicho? – procure na Net – será a tua cara?) – num corvo ou num urubu (que ao menos servem para alguma coisa útil; perceptível – minhas desculpas aos anus).
Tomara que a reforma ortográfica dê o que pensar – Coloque o acento onde puder, tiver vontade ou gostar – cada um com seus problemas...
Mas, que droga: problema de um problema de todos – Graças a Deus, estamos em fim de feira: “bai – bai”; foqueú; para os anus que não quiseram nem tiveram coragem para mudar seu DNA e, saudações para os urubus e corvos que, se transmutaram em ararinhas azuis...
Quem quiser virar que vire... Mas, pelo amor de deus – parem de romancear a vida o romance da hora: “O anu que virou ararinha azul”; esse na editora da vida; está esgotado... Sucesso?

Pergunte-me como...
Melhor: dê sua opinião.

Livros Publicados

Livros Publicados
Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

Pequenos descuidos, grandes problemas

Quem ama cuida

Quem ama cuida

Chegando à casa espírita

Chegando à casa espírita

Saúde ou doença, a escolha é sua

Saúde ou doença, a escolha é sua

A reforma íntima começa no berço

A reforma íntima começa no berço

Educar para um mundo novo

Educar para um mundo novo