segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

31 DE DEZEMBRO - DIA MUNDIAL DA FAXINA

Limpeza, depuração, faxina ou momento de descartar o inútil. Muitas pessoas ganharam projeção e dinheiro aplicando esses básicos conceitos na gestão empresarial: descartar o inútil para dar espaço ao aproveitável. Reflexão é o nome da faxina mental, emocional e espiritual. Claro que essa faxina deve ser feita 24hs por dia, 365 dias do ano; mas, como somos pessoas treinadas a convenções, ficou convencionado que, no último dia do nosso calendário é o dia da limpeza; dia do “bota fora”. De forma consciente ou não, descobrimos que é preciso abrir canais de recebimento, mas para isso, é preciso descartar o que não mais nos serve mais (sim, tudo obedece á lei da relatividade), em todos os sentidos possíveis da vida, pois, os velhos conceitos, embora úteis em outras épocas e até na atual; sem uso - atravancam a chegada de novas crenças e perspectivas. Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço – Lembram dessa lei da velha física? Pois é, ela vale para tudo até para coisas não materiais como hábitos, sentimentos e crenças que não valem a pena serem carregadas durante o próximo ano – alguns chamam a essa postura de vida de purificação.
Tudo na vida exige o sistema passo a passo; até o desapego:
Comece pelo mais fácil, a limpeza física: limpe seus armários, se livre, das roupas, sapatos, livros, bolsas, perfumes, conta bancária obesa (faça doações antes que a PF ou a RF o façam com multas) – limpe com mais cuidado sua casa, dê carinho especial aos seus bichos e plantas, tome um banho frio caprichado para economizar energia elétrica. Se possível não jogue nada no lixo, doe a quem precisar (mas, cuidado: doar coisas em mau estado e sem condição de uso é crime grave á integridade de quem recebe). Recicle seu lixo ou facilite sua reciclagem. Cuide e renove sua aparência, dê um trato no visual, mude alguma coisa.
O próximo passo é reciclar seus hábitos: dieta, sedentarismo, ritmo de vida, sexualidade, uso de medicamentos desnecessários, o hábito de comentar a vida alheia na ausência dos interessados, o automatismo de valer-se das dificuldades dos outros para beneficiar-se, manter-se na moda, fazer o que os outros dizem, mude de caminho, faça coisas diferentes.
A seguir reavalie seu sistema de crenças: sua religião; sua identidade política; seu conceito de saúde; sua vida profissional; seus desejos de consumo em época de recessão; enfim, suas razões para viver.
Depois, reavalie seus sentimentos e emoções: amores, amigos, familiares; inimigos, desafetos, concorrentes. Porém, como dissemos em nosso livro “Jogos de Amor”, tome cuidado; pois as pessoas não são descartáveis – Para libertar-se das indesejadas, apenas siga seu caminho, permita que elas encontrem o seu – A tesoura que corta laços indesejáveis chama-se perdão; ainda não a possui? – construa a sua nas vivências de cada dia.
Crie o hábito de anotar tudo; prepare terreno para refazer com inteligência e segurança as metas a serem alcançadas em 2009.
Se ainda precisar, mantenha os amuletos e as mandingas para atingir conceitos tão vagos quanto esquizofrênicos de, ganhar dinheiro, paz, amor e felicidade sem fazer por merecer. Claro que eles são úteis, pois de uma forma ou outra; todos somos bruxos; ou como nos afirmou um grande mestre: “Vós sois deuses”; o problema é nos prepararmos para tal feito. Mas, como ainda não estamos em 2009, ainda não é meia noite e um; se os fogos e as buzinas ainda não anunciaram a chegada do ano novo ainda dá tempo de reciclar objetivos; num segundo ainda é possível descartar algo do ano velho; momento de aproveitar a chance de reavaliar como ele foi vivido; abrindo espaço para outra situação nova e mais atraente; mas nada definitiva; pois, somos eternos aprendizes na arte de ser feliz.
Última chance: anote tudo e compare para refazer e começar 2009 com o pé direito – Mas, qual a diferença em começar com o esquerdo? – A atitude é que faz a diferença.
Obs.
Não espere o dia 31; melhor começar a introspecção hoje.
Paz.

domingo, 28 de dezembro de 2008

SEPARAÇÕES EM 2009

Que mal eu fiz a essa criatura?
Nem sempre nos encontramos na cama com os inimigos; embora seja muito freqüente – muitas vezes estamos sob fogo amigo em todos os locais de convivência humana: vida familiar, social, trabalho e principalmente nos locais que se autodenominam focos de evolução humana como as religiões e até o espiritismo. Ou seja, os que aparentemente são nossos amigos se matam sob a bandeira dos próprios interesses; e sobra para nós o rescaldo – lembram do adágio: quem não está comigo está contra mim? – Imbecil e retrógrado; mas que continua em validade a todo vapor. Incontáveis as vezes que, por não dominar a arte de dizer: Não! – Chega! – Basta! – geramos para nosso futuro sofrimentos desnecessários. Já assisti de longe; muitas vezes, nem tanto a essas brigas de interesses e egos; - mas, consegui manter-me neutro. Porém, como uma das intenções deste ano de 2009; Cansei de ser vítima de posições mal definidas. A princípio vou cobrar de mim mesmo uma postura diferente: buscar uma nova forma de continuar com minhas metas; á distância das pessoas, que desejam envolver-me em suas tramas de interesses.
Neste final de ano, um amigo índigo me sugeriu a possibilidade de descobrir ou até de redescobrir antigos amigos que, se tornaram e inimigos disfarçados de amigos dos interesses comuns de ontem; mas que podem comungar conosco interesses de hoje. Pode parecer prostituição aos olhos de ver o mundo de forma mais dogmática; mas, me assegura que pessoa alguma é tão má e irrecuperável assim; segundo a justiça natural todos nós somos recuperáveis. Essa postura é conceitual; pois, afinal qual é a criatura mais importante do universo para cada um de nós; senão nós mesmos? – Para mim: eu – Para você: o próprio.
O que é mais importante?
Você, suas metas e aspirações ou as dos outros?
Vale a pena fechar uma porta com dignidade; e abrir com essa atitude, muitas outras; ou continuar jogando esse jogo sabendo que vai perder lá na frente? – Qual a atitude mais sábia?
Separar empresas, vida conjugal, amizades pela via do perdão baseado em procurar seu próprio caminho ou buscar a retaliação das separações litigiosas onde quem ganha, são apenas os que vivem disso?
Bom assunto para este final de ano: o amigo já definiu suas parcerias para 2009? – Quais os valores e interesses em jogo?

Paz

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

JEJUM DE CRÍTICAS - UM SANTO REMÉDIO PARA AS FESTAS DE FIM DE ANO

Nesta época de fim de 2008 vamos passar mal pela incapacidade de lidar com a comilança de engolir tantas informações em tão curto espaço de tempo. A chamada vida moderna assumiu a orgia de informações e contra informações travestidas de sabedoria como diretriz para ser feliz, vencedor ou não. O que uma coisa tem a ver com a outra? – Qual a relação entre natal; paz; Jejum e saúde física, mental e emocional? – Nada e tudo; depende do ponto de vista. Fruto da cultura milenar e do uso do alimento como fonte de prazer – especialmente no pós - guerra – fomos bombardeados por paradigmas do tipo: quanto mais se come mais saúde se tem; saco vazio não para em pé, e outros que nos induzem a dar ao alimento uma importância muito maior do que a realidade. A simples menção da palavra jejum já deixa em pânico muitas pessoas. Mas, o que é o jejum? Na essência jejuar é abster-se, voluntariamente, de alimentos, ou privar-se de qualquer substância sólida e líquida, sem exceção. Muitas variações podem ser feitas: beber apenas água – sucos – dependendo da intenção abster-se de carnes e comer apenas vegetais ou sementes. A seco significa privar-se de toda e qualquer substância sólida; mais fluída até de alimento líquido. Vários são os exemplos de pessoas importantes que tinham o hábito de jejuar: Sócrates jejuava por dez dias seguidos, Pitágoras por quarenta dias, assim como Jesus. Pela sua importância e eficácia o jejum faz parte dos rituais de muitas religiões e sistemas de crenças.
Purificar a energia do corpo através da remoção das toxinas físicas emocionais mentais e espirituais e ao mesmo tempo abster-se do que é tóxico para o corpo, mente e alma.
Purificação física é decorrente da autólise, que é a destruição de células com funcionamento deficiente por rompimento da membrana celular e liberação de seus componentes que são metabolizados, aproveitados, por outras células mais vigorosas. O corpo torna-se mais saudável, retardando o envelhecimento e diminuindo o dano que as enfermidades provocam quando a degeneração das células é superada pela capacidade cada vez mais rápida da capacidade de excreção (uso da inteligência ou raciocínio crítico). Os sistemas excretórios do corpo tornam-se mais eficazes; pele, pulmões, fígado, rins, intestinos ficam mais ativos.
Nossa idéia básica é diminuir ou eliminar nosso principal alimento do espírito em atraso: a energia gerada pela maledicência, raiva, inveja, ira, cólera, etc. Fujamos do mal pensar, sentir e agir; pois, escapar das pessoas que veiculam isso nem sempre é possível. Receita? – Praticar a autólise do alimento energético (vigilância e oração), impedindo que a má energia seja propagada ao próximo; mesmo que não seja agradável nem saudável, transforme-se no “penico das festas de fim de ano”. Nada de sonhos nem quimeras mirabolantes; nossa proposta é apenas de um jejum de críticas para não acumular energias negativas; quando ela estiver rolando nas conversas das belas e maravilhosas reuniões natalinas regadas a bebidas, conversas inúteis, mentiras e, todas as nossas enrustidas falta de qualidades humanas. No caso do jejum de críticas: caso não seja possível mudar o curso da conversa familiar; afaste-se sem criar constrangimentos; sem tornar-se um “estraga prazeres”; faça cara de paisagem sem tornar-se cara de pau; aprenda a andar no escorregadio (para os principiantes) caminho do meio; vá para um canto e ore; retorne com alegria, faça uma piada construtiva – vale a pena investir nisso – tenho alguns escritos a respeito – Dica? – O que na minha mísera experiência funciona: colocar-me como a vítima da piada – vire comida de piranha de forma consciente; traga para você o foco das atenções negativas, com bom humor – quando seja possível mude o rumo da conversa. Evite ser conclusivo, não acue as pessoas em suas convicções nem sistema de crenças; não queira tornar-se o dono da verdade. Engula em seco sem ficar com faringite nem amigdalite, diarréia, vômitos ou dor no corpo após os festejos.
Vamos fazer uma aposta: quanto tempo o amigo suporta sem fazer ou participar de críticas? – dez minutos, uma hora (campeão do mundo – recordista do guines).
Ultima dica: em boca fechada não entra mosquito (nem comida nem água) – vale até certo ponto – aprenda a abrir a boca! aleluia!
Paz

A INTUIÇÃO COMO RECURSO DIAGNÓSTICO EM MEDICINA

A PRÁTICA MÉDICA E A INTUIÇÃO

A modernidade conduziu a prática médica á robotização do raciocínio diagnóstico e á mecanização nos tratamentos, sob o inevitável patrocínio da indústria farmacêutica; inevitável, por que no mundo sob o comando do “deus dinheiro”, é natural que ela patrocine novas descobertas científicas; embora quase sempre; nem tão éticas assim; pois, investe em criar doenças que não existem para lucrar cada vez mais. A cada dia, novas e rendosas patologias são inventadas; claro que não perigosas nem letais; como é do nosso humano gosto; pois mesmo os médicos sonham em ter bons resultados para que possamos atender aos sonhos de consumo – Claro que nem todos compactuam com essa forma de agir; mas a “galinha dos ovos de ouro” da indústria farmacêutica e dos que a ela estão correlatos, está nas doenças fictícias: sintomas ou sinais transformados pela mídia em doenças; tais como: problemas do inevitável envelhecimento; sintomas do climatério; disfunção erétil; azia e queimação; tosse, coriza, espirros, obstrução nasal; constipação intestinal; aumento do colesterol; febre; dor; falta ou excesso de apetite; alergias; ansiedade; depressão; angústia; rugas; obesidade; manchas na pele; acne; queda de cabelo; insônia; fibromialgia; dores articulares; perda de memória; insônia; cansaço; desânimo – Ufa! – Cansei! – Mas, podemos afirmar sem medo de errar que a esmagadora maioria da fonte de renda da indústria farmacêutica provém das doenças que coloca na cabeça das suas “cobaias humanas” que, além de tudo; pagam muito caro para adquirir esse status: doentes – Claro que a indústria teria dado com os “burros na água” se não contasse com a valiosa ajuda dos profissionais da educação (pais, professores e sociedade em geral – na extrema valorização da doença; pois, como já cansamos de dizer: em nossa sociedade saúde não tem valor algum até que seja perdida...
Claro que o comércio e a indústria do diagnóstico cada vez mais caro e sofisticado não poderia ficar atrás - e desse casamento nasceu um “filhote” que faz jus aos pais: a antiga medicina de grupo; hoje rebatizada como seguro saúde ou convênio.

Após essa breve introdução, vamos ao assunto, a urgência em: DESMATERIALIZAR O RACIOCÍNIO NO DIAGNÓSTICO MÉDICO.

Hoje vamos bater um rápido papo sobre o uso da intuição.
Nosso inconsciente é um repertório fabuloso de vivências que podem ser trazidas ao consciente quando o desejarmos e de forma controlada – não apenas em momentos de alerta total ou perigo.
Como recentemente passei a me identificar com os escritos de Pietro Ubaldi – aliás; já me identificava sem saber; pois, ao receber de presente de um amigo um dos primeiros exemplares publicados no Brasil pela Ed. LAKE; encontrei uma pessoa que pensa e sente como eu; claro que resguardadas as proporções. Mas, hoje encontrei num site; por acaso: www.guia.hev.mon.br/intuição.htm um resumo de seu conceito de intuição colocado no livro “A grande Síntese”, que pretendo usar para tentar traduzir aos amigos do bloog um flash de experiência pessoal com a intuição como recurso diagnóstico acessível e que se usado com atenção não falha.
Leia com atenção:

“Não vos espanteis com esta incompreensível intuição. Começai por não negá-la e ela aparecerá. O grande conceito que a ciência afirmou (embora de forma incompleta e com conseqüências erradas), a evolução, não é uma quimera e estimula vosso sistema nervoso para uma sensibilidade cada vez mais delicada, que constitui o prelúdio dessa intuição. Assim se manifestará e aparecerá em vós essa psique mais profunda, por lei natural de evolução, por fatal maturação que está próxima. Deixareis de lado, para uso da vida prática, vossa psique exterior e de superfície, a razão, pois só com a psique interior que está na profundeza de vosso ser, podereis compreender a realidade mais verdadeira, que se encontra na profundeza das coisas. Esta é a única estrada que conduz ao conhecimento do Absoluto.
Só entre semelhantes é possível a comunicação;
para compreender o mistério que existe nas coisas deveis saber descer no mistério que está em vós.
Não ignorais isto totalmente; olhais admirados tantas coisas que afloram de vossa consciência mais profunda, sem poderdes descobrir as origens:
instintos,
tendências,
atrações,
repulsas,
intuições.
Daí nascem irresistíveis todas as maiores afirmações de vossa personalidade. Aí está o vosso verdadeiro e eterno Eu. Não o Eu exterior, aquele que sentes mais quando estais no corpo, aquele Eu que é filho da matéria e que morre com ela. Esse Eu exterior, essa consciência clara, expande-se no contínuo evolver da vida, aprofunda-se para aquela consciência latente que tende a vir à tona e a revelar-se.
Os dois pólos do ser — consciência exterior clara e consciência interior latente — tendem a fundir-se.
A consciência clara experimenta, assimila, imerge na latente os produtos assimilados através do movimento da vida — destilação de valores, automatismos, que constituirão os instintos do futuro. Assim expande-se a personalidade com essas incessantes trocas e se realiza o grande objetivo da vida. Quando a consciência latente tiver se tornado clara e o Eu tiver pleno conhecimento de si mesmo, o homem terá vencido a morte.
O estudo das ciências psíquicas é o mais importante que podeis hoje fazer. O novo instrumento de pesquisa que deveis desenvolver e se está desenvolvendo, naturalmente, é a consciência latente. Já olhastes bastante para fora de vós. Agora resolvei o problema de vós mesmos e tereis resolvido todos os outros problemas. Habituai aos poucos vosso pensamento a seguir esta nova ordem de idéias. Se souberdes transferir o centro de vossa personalidade para essas camadas profundas, sentireis revelar-se em vós novos sentidos, uma percepção anímica, uma faculdade de visão direta; esta é a intuição da qual vos falei. Purificai-vos moralmente e refinai a sensibilidade do instrumento de pesquisa, que sois vós, e só então podereis ver.
Aqueles que absolutamente não sentem essas coisas, os imaturos, ponham-se de lado; torneiem-se até chafurdarem-se na lama de suas baixas aspirações e não peçam o conhecimento, precioso prêmio concedido apenas a quem duramente o mereceu.
[63 - A GRANDE SÍNTESE - Intuição]

Nosso bate papo é sobre como desenvolvemos nossa intuição na arte da cura. Para mim sempre foi algo muito forte; mas, a cultura do racional acima de tudo, me tolheu; sempre fico em dúvida sobre quem deve comandar a vida, a razão ou a emoção? – começo a encontrar a resposta: nenhuma das duas e elas ao mesmo tempo a se fusionarem no tempo e no espaço. Lembram do conceito: Intuição é o instinto do futuro?
Uso para ilustrar a possibilidade de uso da intuição, minha experiência como aprendiz de Homeopatia. Ela, como todas as atividades humanas tem suas técnicas padronizadas – uma delas é a repertorização dos sintomas para se chegar a um diagnóstico para a escolha do medicamento a ser usado na busca cura; pois para quem não sabe, a homeopatia (em teoria) trata pessoas e não doenças; o que torna o diagnóstico no próprio tratamento (claro que para o sistema de crenças a respeito de saúde, doença e cura baseada na informação alopática torna-se algo muito estranho) – Um dos pilares da sistematização do diagnóstico homeopático pós Samuel Hahnemann foi o médico americano James T Kent. Quando atendo a um paciente pela primeira vez e sigo o repertório para escolher o medicamento – se faço o diagnóstico “desprezando” a intuição, muitas vezes, me dou mal; pois, nas fases subseqüentes tenho que recomeçar; e seja tanto nas doenças agudas quanto nas crônicas – claro que o instinto de sobrevivência e os amigos espirituais fazem com que nas doenças realmente agudas eu sempre vá pela intuição e a seguir confirmo pela sistematização. Uma das características pessoais é que sempre detestei rótulos e sistemas tradicionais como guias ou condutores. Minha amiga Dra. Mônica Medeiros diz que minha forma azul de pensar e sentir, é que me impele a agir de forma contrária aos padrões estabelecidos. Um reforço para me sair bem: nunca desprezo a intuição de pacientes quanto á própria doença e principalmente quando se trata da intuição das (bruxas) mães com relação ao problema dos filhos – seu diagnóstico caminha lado a lado com o meu – e quase sempre elas acertam.
Essa ferramenta está á disposição de todos e pode ser desenvolvida; tanto que uma de nossas mestras Espirituais, a Dra. Shellyana, sempre nos estimula na tarefa de assistência espiritual na Casa do Consolador (SP) a usarmos a intuição: “Sente; não pensa; aprende a ser eco do paciente – sinta suas necessidades – permita fluir”.

Claro que nem tudo é ciência; e muito menos apenas intuição.
Paz.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

COMO PRATICAR A MEDICINA PSICO - ESPIRITUAL

COMO DESCOBRI A MEDICINA ESPIRITUAL

Ficamos felizes com nossas boas intuições e, quase sempre responsabilizamos algum mentor ou instrutor espiritual por elas; imaginamos que eles atuam com o intuito de ajudar alguém através de nós; até as imaginamos fortuitas, passivas, ocasionais ou dependentes de um pedido de socorro; no entanto, as possibilidades de atuarmos livres do corpo físico são imensas. Quase sempre, não temos consciência disso quando atrelados ao corpo; pois segundo nossas antigas crenças, toda nova informação que recolhemos de nossas investigações astrais nos chega apenas como um tipo de intuição à consciência de vigília; quando essa ferramenta pode e dever ser aperfeiçoada. É possível dar um salto quântico em eficiência na arte da cura, quando descobrimos a possibilidade de ir e vir do astral, manejando o foco da consciência mesmo acordados, ou durante breves cochilos programados em momentos de vigília – esse labor de meditação prática com essa finalidade pode ser desenvolvido. No caso da atividade médica essa sistemática pode favorecer de forma excepcional as curas definitivas. Mesmo sem que o saibam muitos profissionais têm suas mãos guiadas durante cirurgias e outros procedimentos; alguns, até durante o sono de seu corpo, visitam pacientes de casos que chamam sua atenção ou se sentem inseguros quanto a diagnóstico e tratamento e, dessa forma encontram-se inquietos e preocupados, mesmo que seja quanto ao próprio desempenho; apenas não têm consciência disso.
Mas, é possível que o profissional faça isso com intenção e consciência.
As possibilidades de uso desse conhecimento são tão ilimitadas que, por exemplo, possibilita a médicos que mesmo após sua morte continuem cuidando de seus pacientes do outro lado, ou até, sugerindo ao colega encarnado que hoje os atende, a forma mais eficiente para o tratamento.
A vida é sempre uma estrada de mão dupla; daí que os pacientes de médicos não conscientes desse recurso e até vivem mais voltados para as necessidades da sobrevivência material, possam procurá-los durante o sono; para que melhores resultados sejam alcançados – Claro que no dia em que médicos e pacientes estiverem na mesma sintonia de interesses os resultados serão bem mais promissores para todos nós. Um dos empecilhos na relação médico e paciente foi criado na vida contemporânea: o deus dinheiro; na forma do seguro saúde um atravessador na relação médico – paciente tornando-a nada saudável.A idéia é criar entre os amigos leitores do bloog uma troca de experiências tanto como pacientes ou profissionais de cura – o que nos levou á busca da medicina psico – espiritual?

Como pontapé inicial, dou meu resumido depoimento.
Desde muito pequeno tinha o dom de atrair e viver cercado de pessoas com problemas que se sentiam atraídas por mim – ás vezes, elas me afetavam; mas, na maior parte das vezes, não. Sempre desejei ser aviador, um belo dia, resolvi ser médico, fiz o vestibular, passei. Em tempo, fui criado muito próximo da religião: vaguei entre escola publica e religiosa: católica (fui coroinha, estudei com as irmãs do Sagrado Coração de Jesus, guardo a recordação da Madre Maria Adelma em finais de tarde com seu jeito de capitã a nos observar, com os braços atrás das costas; mas, o que mais me atraia era aquele coração trespassado com uma rosa que era a marca da sua ordem – ele me fascinava – Na mesma época Frei Cassiano, um Capuchinho que mais parecia um Francisco de Assis era meu ídolo. Uma das contradições, para as pessoas da comunidade; eu era um capetinha que não obedecia a ordens nem a convenções, todos temiam minha língua afiada e minha postura desafiadora; mas, se rendiam ao senso de humor e ao meu amor pelas pessoas em sofrimento e pelos bichos (mesmo sendo um caçador nato, assassino de passarinhos – não havia melhor pontaria no estilingue naquele selvagem fim de mundo). Depois veio a fase de aprendizado psicológico do internato num colégio Marista onde devo ter sido um dos alunos mais pobres; ali aprendi muito da psicologia humana e os primórdios da minha ainda pobre humildade. Segui nesta minha contraditória vida até a faculdade, meio boêmio meio santo; meio Macunaíma meio Dom Quixote a inventar moinhos de vento para combater, inutilmente. Passagem interessante na época do início das atividades práticas no Hospital ninguém queria ser meu parceiro, pois eu era um cara que só atraia doentes crônicos e, eu não obedecia a uma das regras: não se envolver emocionalmente nem de forma afetiva com os doentes (na faculdade todos os alunos sonham que, nos leitos que lhes competem passem todo tempo doentes raros e que sejam de alta rotatividade) – Meu primeiro paciente; nada de tratar ou curar; apenas, coisa de aprender a tirar uma história; foi um rapaz de 17 anos baleado na saída de um baile, e que ficou paraplégico e apodrecia com osteomielite – ele foi um dos meus melhores mestres, ficávamos horas em conversas intermináveis, o que incomodava os colegas. Depois, inúmeras outras situações, me conduziram á condição de eterno aprendiz; autodidata, e hoje, aprendiz de medicina espiritual, sob a supervisão direta e consciente da Dra. Shellyana e da Dra. Mônica Medeiros.
Como não se trata de autobiografias; com o tempo, vamos detalhar nossa forma de aprender; apenas com o intuito de compartilhar.
No momento, nós aguardamos a participação da troca de experiências dos amigos leitores tanto como curadores quanto na condição de pacientes (neste quesito minhas vivências são dignas de um Casseta e Planeta (antigo – é claro).
Com certeza a maioria dos leitores é de pacientes de algum tipo de ajuda – fica a pergunta: o têm feito para ajudar seus curadores a curá-los?
Paz.

Livros Publicados

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Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

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Quem ama cuida

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Chegando à casa espírita

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Saúde ou doença, a escolha é sua

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A reforma íntima começa no berço

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Educar para um mundo novo

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