sábado, 6 de agosto de 2011

SALADA DE REMÉDIOS




A espantosa capacidade de adaptação do nosso organismo está com os dias contados; tamanha a proporção do envenenamento a que estamos submetidos no dia a dia. Água e ar envenenados e poluídos; alimentos envenenados por agrotóxicos e aditivos químicos usados na industrialização; envenenamento por produtos que são usados na lavagem de utensílios, roupas (a pele tem espantosa capacidade de absorção); produtos de higiene pessoal (as mulheres estão em pior situação tamanha a quantidade de produtos ditos de beleza que são usados).
Alguns tipos de alimentos também contribuem para intoxicar o organismo – uma alerta especial às pessoas tomadoras de chá: cuidado com a filosofia natureba: é natural; se não faz bem também não faz mal – é recomendado conhecer as substâncias liberadas pela planta.

Não bastasse isso, as pessoas ainda têm o vício de usar drogas na forma de remédios; alguns tão inúteis quanto desnecessários e perigosos.
Já falamos sobre o incrível bordão que representa mo descaso com a sanidade da população: “a persistirem os sintomas; um médico deve ser consultado” – além da venda em locais impróprios.

Mas, mesmo o tipo de medicina atual favorece a salada de remédios; devido á superespecialização – cada profissional receita um remédio para os sintomas focados – e de repente, algumas pessoas estão “comendo” vários remédios ao mesmo tempo. Mas, um artifício “autoenganatório” (adoramos nos enganar) é o remédio manipulado, que pode acolher várias drogas numa única cápsula.
As pessoas fazem questão de não ler a bula do remédio – e ali estão apenas uma parte conhecida dos possíveis efeitos colaterais (a maioria deles é desconhecida) – muitos remédios foram lançados na praça baseados em efeitos colaterais visando atender as “necessidades” do consumidor.
A interação entre vários medicamentos usados ao mesmo tempo cria os sintomas em cascata: uma droga para bloquear os efeitos colaterais da outra. E no dia a dia fica quase impossível para o profissional separar quem é quem nos novos sintomas que surgem; claro que a relação médico – paciente apressada piora o problema. Além disso, o sistema de convênios caiu do céu para a indústria farmacêutica – de graça até injeção na testa – ou; já que pago uma fortuna de convênio vou mais é usar...

Daqui a alguns anos vão sobrar apenas os mutantes sobreviventes da Era da química e da tecnologia?
Mas, será que nosso DNA é tão adaptável?

Vai um digestivo de sobremesa?

Namastê.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

OS PERIGOS DA BANALIZAÇÃO DA DROGA




Estatísticas apontam o Brasil como um dos maiores consumidores de drogas no mundo. Ainda bem que, mais as lícitas do que as ilícitas. Ainda bem? Haverá uma diferença tão grande assim?

Origem do problema; que é mundial?
Educação e cultura desprovida de ética cósmica.
Os pais viciam os filhos no uso de drogas lícitas (segundo a legislação local) – temos até atualmente a chamada “geração analgésico”: pessoas que não suportam dorzinha nenhuma nem contratempos emocionais e afetivos. Essa indução ao uso da droga surge tanto pelo uso no organismo das crianças quanto pelo exemplo; depois na fase de adolescentes e vizinhanças etárias – surge a questão: Se meus pais se drogam para dormir, acordar, comer...; por que eu não posso fumar maconha; se dizem por aí que até cura muitas doenças?

A origem de tudo:
Como candidatos a seres humanos nós somos parecidos em qualquer lugar do planeta: Doentes nós esperamos pela cura rápida; indolor; com comodidade posológica, de preferência tipo dose única; e que o medicamento tenha sabor de preferência doce e agradável. Como a lei de mercado, oferta e procura é cósmica; daí, atendendo aos nossos anseios a indústria mantém milhares de pesquisadores buscando torná-los realidade, e busca a “adesão” do médico ao seu produto; através de um tipo de propina de receituário disfarçada em amostras grátis, brindes, viagens, congressos, etc.

Como se desenvolve e comercializa um remédio?
Quais os objetivos principais?

Lógico que as expectativas e anseios da maioria é que determinam o roteiro de desenvolvimento de pesquisas e investimentos na busca de novos fármacos.
Segundo as informações do marketing social da indústria o interesse é melhorar a qualidade de vida do ser humano – mas quando um medicamento vende demais ele passa a ser o carro chefe da empresa – o lucro é apenas o efeito colateral da pesquisa.
Uma vez definido o que se busca: mobilizam-se os recursos tecnológicos disponíveis, e inicia-se a pesquisa in vitro, daí passa-se à fase “in vivo” em cobaias de laboratório ou em seres humanos pagos para isso (ou não; se fizerem parte do sistema carcerário de muitos países – ou habitantes de países africanos, em especial, muito pobres); depois de testada a droga é liberada para uso.
É um sistema “relativamente seguro” embora acidentes sejam registrados a posteriori; uns passam despercebidos num primeiro momento embora as conseqüências sejam comprovadas tempos depois; há riscos, pois por mais “sérios” que sejam os profissionais – cientistas e pesquisadores são tão confiáveis quanto qualquer outra pessoa e profissional; pois, sua formação ética e moral também deixa a desejar; como a da maioria de nós – daí, o risco de ajeitar resultados de pesquisas para colocar o remédio no mercado não é pequeno. Além disso, os organismos de controle também são dirigidos por profissionais humanos que podem errar; serem iludidos ou subornados.

No sistema de consumo, na compra e venda das drogas; alguns desvios também são comprometedores para a sanidade; perigosamente remédios aparentemente inocentes são vendidos em prateleiras de supermercados, como são vendidos sabonetes e consumidos como se fossem “guloseimas”.

A indicação de remédios por balconistas, motivada pela propina dos descontos e dos bônus ofertados pela indústria, torna-se além de perigosa para a saúde do freguês; um grave problema social nos países pobres; pois primeiro as pessoas dirigem-se ao ponto de venda onde recebem a indicação do balconista para fazer uso de um ou vários, geralmente caros (B.O); quando não melhoram ou a doença se agrava; procuram assistência médica e, uma vez indicado o remédio correto por um profissional habilitado, o indivíduo não tem mais dinheiro para comprá-lo; pois já comprometeu parte ou todo o salário com a compra do anterior.

Nos pontos de venda das drogas: outro problema é a troca de medicamentos das receitas, num desrespeito aos médicos e numa acintosa agressão aos direitos do paciente: “Este medicamento não temos, mas este outro substitui e até é bem melhor! O médico esqueceu de receitar esta vitamina! Se não tomá-la, vai ficar mal curado e depois de alguns dias a doença volta.” E por aí afora.

Bordões aceitos e referendados pela legislação espelham nossa precária condição de sanidade cósmica:

“De médico e de louco todo mundo tem um pouco”...

A grande piada é o acintoso bordão de marketing:
“A persistirem os sintomas procure um médico”...

Muita gente leva esse ditado a sério e, não apenas balconistas e outros curiosos medicam; as mães também; de tanto viver experiências de doenças nos filhos já se acham habilitadas a medicar quando os sintomas são semelhantes e, perigosamente, quando dá certo, tornam-se “receitistas” para as vizinhas e comadres, quando não desaparecem os sintomas procuram um médico e, às vezes, não o informam sobre os medicamentos que tentaram usar para ver se dava certo, com medo de receberem uma “bronca” ou terem que dividir a culpa de um possível fracasso, e com isso intoxica-se mais ainda o organismo já doente.

Como muita gente usa remédios tal e qual comida: amanhã falaremos sobre uma receita dietética: a SALADA DE REMÉDIOS.

Já tomou seu remedinho hoje?
Já está crack em engolir suas pílulas?
Se você não consegue deixar de tomar suas drogas de uso crônico; por que ainda recrimina os que não largam as outras drogas?

Afinal, o exemplo não vale mais do que mil palavras?

Namastê.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

NA CONTRAMÃO DO TEMPO - FELIZ ANIVERSÁRIO?




Tudo leva a crer que a maioria de nós fechará o balanço da existência no vermelho. Os motivos são os mais variados; mas grande parte das metas existenciais não será cumprida; acordos importantes não serão respeitados; antigas dívidas não serão quitadas; falências afetivas; dor; desespero; loucura – de certa forma a humanidade, no geral, está em crise.

A parte mais interessante é que a solução dela está na observância de simples detalhes de gerenciamento da vida.

Nosso assunto de hoje: comemorar o dia do aniversário.

Como é de costume, o foco da realidade está distorcido; claro que a data de aqui permanecer em 3D mais um ano é importante e deve ser comemorada com alegria e otimismo – mas esquecemos do principal: O aniversário deve representar acima de tudo uma revisão do CRONOGRAMA DO PROJETO DE VIDA.
Fiz 5, 15, 30, 50 anos – Para que serviram? O que representaram?
Devemos aproveitar essa data para tentar avaliar a quanto anda nossa existência; seja a sós ou com a ajuda dos amigos, família, etc. Com motivação, bom humor e alegria; num processo de reengenharia existencial positivo.

Pois:
Ao que tudo indica; nós somos capazes de nos modificarmos a nós mesmos. De criar um destino. De planejar e executar um projeto de vida.
Isso nos dá a condição de sermos únicos, ontem, hoje e sempre; nunca haverá outro igual a cada um de nós; em nenhum momento.
Será verdade?
Devo pensar nisso.
Pois, pensar, é tornar-se humano.

Faz parte do contrato com a vida: quando colocamos a cabeça para fora, na terceira dimensão; o tempo de permanência começa a correr ao contrário. Se eu completei 30 anos; isso significa que do tempo contratado 30 anos já se foram.
De certa forma nós devemos nos preparar para o inevitável desencarne.

Recuso-me a pensar nisso?
Não devia; pois pode ser mais breve do que imagino.
A quantas anda o cronograma do meu Projeto de Vida?

Dentre outras coisas, a data do aniversário de cada um deve ser um dia especial de meditação. Pode ser alegre ou triste depende sempre do olhar que dou ao que venho fazendo da minha vida.

O que representa quando afirmamos que alguém viveu certo número de anos bem vividos? Aproveitou a vida? O que é aproveitar a vida?

Feliz aniversário.

domingo, 31 de julho de 2011

ATITUDES CONSCIENTES DÃO LUCRO




O mercado da vida visa sempre o lucro; que é uma atitude Divina. Devemos buscá-lo sempre; mas, não apenas o lucro financeiro responsável pelas oportunidades do necessário progresso material – importa também, e principalmente, buscar o lucro da alma: viver na verdade; paz de consciência; alegria; harmonia; bom humor; amor...; devemos lucrar para evitar a falência: culpa, remorso, ansiedade, medo, depressão, angústia.

No íntimo sabemos disso, mesmo que de forma inconsciente; entretanto:
Somos especialistas em repetir condutas, intenções e relações de compra, venda e troca que sabemos de antemão não dar lucro.

Um dos motivos é que a pouca maturidade leva a atitudes inconscientes.
Não estamos conscientes da maioria de nossas atitudes, nem das influências que elas têm sobre nosso comportamento social, em virtude da nossa ainda precária consciência evolutiva.

Com muita razão diz Jung: “No adulto está escondida uma criança, uma criança eterna, em contínua formação, nunca perfeita, necessitada de vigilância e educação”...
Por exemplo: um indivíduo, funcionário de uma empresa já voltada para objetivos de qualidade, mantém um particular padrão de atitude de “responsabilidade”, intensificado, quando a empresa está em fase de adequação ao mercado, e existe a possibilidade de dispensa de funcionários. Preocupa-se demais quanto ao horário, chega antes dos outros, saí após o expediente, e às vezes, leva o trabalho para casa. Quando num ajuste funcional ou de objetivos da empresa este funcionário é dispensado, sente-se injustiçado, comparando-se a outro que chega mais tarde e saí antes do final do expediente. Isso é natural, já que sua visão de mundo, seu estilo de comportamento, impede-o de perceber que seus objetivos de vida e de trabalho são pobres e ineficientes, pois, o objetivo principal dessa atitude é o de não perder o emprego. Revolta-se com a dispensa, pois também desconhece seu nível de produtividade e eficiência... Gera pouco lucro.

Isso, nos faz lembrar um conto: “saíram dois lenhadores a lenhar; um deles trabalhou sem parar o dia todo e o outro cortava e descansava, metodicamente. Ao final do dia, no momento de receber o salário, aquele que trabalhava sem parar ficou indignado ao constatar que produziu menos que o outro, conseqüentemente, sua remuneração foi menor.
Como pode? Trabalhei o dia inteiro sem parar, e recebi menos! A explicação do outro, foi simples: enquanto você trabalhou, desenfreadamente, cortando com um machado com fio cego, eu parava de cortar e afiava o machado...

Em virtude da pouca maturidade, da pobreza de atitudes e objetivos, a totalidade dos desempregados no mercado produtivo da vida cósmica por algum motivo, fazem por merecer temporariamente essa condição.

Facilmente nos “encostamos” nos mecanismos de ação social dos vários departamentos do ministério da caridade Divina na busca de bolsas auxílio; usando muitas vezes a doença física e mental como justificativa para pouco ou nada gerar de útil á empresa vida.

O lucro que geramos para a VIDA traduz-se em bônus de progresso.

Periodicamente devemos reciclar nossas metas existenciais.
Quanto de lucro estou gerando?
Para que está servindo minha existência?

Façamos isso enquanto estamos por aqui – pois na hora de fechar o balanço do Projeto de Vida atual; é possível que nos vejamos falidos.

Em tempo: do outro lado da vida tudo é pago. Chegar lá desempregado, viver de auxílios e esmolas, é assinar um contrato com o sofrer.

Namastê.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O SER INFIEL




Somos seres únicos com pontos de vista semelhantes ás vezes; mas únicos. Na hora de interpretar qualquer coisa, sempre, infelizmente, nós acabamos levando para o lado pessoal.
Na crônica anterior abordamos o assunto ser fiel, fidelidade, que gera concordâncias e oposições. Hoje vamos tentar enxergar por um prisma diferente; não oposto; apenas diferente.

O conceito de fidelidade ou da falta dela causou desatinos que se perpetuam há milhares de anos; e ainda persistem na forma de ódio, mágoas e ressentimentos advindos de guerras, destruição, crueldade – especialmente o conceito ser fiel ou infiel a Deus baseado em crenças religiosas, especialmente as de conversão.

Somos malucos, pois sem medo de errar podemos dizer que a quase totalidade dos que se dizem fiéis até a Deus; o são apenas aos seus interesses do momento e dos que os manipulam.

O que representa realmente ser ou estar infiel?

Infidelidade
s.f. (do lat. infidelitas, infedilitatis) 1. Falta de fidelidade, deslealdade, traição. 2. Falta de exatidão, de verdade. - 3. Abuso de confiança.

A infidelidade consciente ou não; usada para preservar interesses e desejos do momento, essa, não tem o mínimo respaldo ético moral em qualquer circunstância de vida no espaço e no tempo.

O traidor, o infiel básico é aquele que não respeita a si mesmo; podemos dizer sem medo de errar que praticamente todos os que nos encontramos aqui em 3D somos infiéis aos compromissos assumidos conosco na feitura do projeto de vida atual – exemplo: nossas doenças representam a materialização da nossa infidelidade interior.

É possível pedir revisão de contrato:
Se desejamos abandonar a fidelidade a algo ou a alguém, primeiro expliquemo-nos e deixemos claro, os motivos; isso, é ser fiel; pois, não devemos fidelidade eterna a ninguém senão à nossa própria consciência que ainda necessita de reciclagem contínua, para que sejamos fiéis e não apenas estejamos fiéis.

Como saber?
Paremos e observemos as tendências de fidelidade e de infidelidade; talvez nunca tenhamos feito isso de forma consciente e analítica.

Um simples exercício de reavaliação de fidelidade pode se mostrar muito útil para a felicidade futura.

A que, ou a quem, sou fiel ou infiel?
Que justificativas ofereço à minha fidelidade?
E, quando sou infiel, como costumo justificar?
É possível ser mais ou menos fiel?
Sempre que me desculpo e justifico significa que fui infiel?

A pior infidelidade, a que trará choro e ranger de dentes, é a com relação a nós mesmos.
Assumimos um compromisso com a vida e o desprezamos sistematicamente; através: das doenças, especialmente as auto –
imunes; do desejo de tirar a própria vida; da depressão, etc.

Claro que na condição de seres interativos e interdependentes todo compromisso conosco mesmo não cumprido; nos torna infiéis com relação aos outros e até ao planeta.

Quando alguém nos perguntar: Você é fiel?
Muito cuidado na resposta; pois se viermos com o chavão: dos depende; das desculpas e justificativas; nós deixamos claro que ainda não somos.

Até mesmo na tal de fidelidade amorosa selada com fecho de ouro na colocação sem sentido: até que a morte os separe.

Se acreditarmos no Mestre: se pensar em trair já traiu – não é preciso consumar o ato – daí, todos somos traidores – quem nunca pensou em devaneio, sonho...

Como somente a verdade nos libertará é preciso descer do pedestal de anjos da asa quebrada; pois, ele não vi suportar o peso do nosso egão e o tombão vai ser grande.

Quem nunca traiu – atire a primeira pedra...
Cuidado para não acertar na cabeça da outra parte.

Com a palavra os amigos e amigas.

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