Ao nascer trazemos um esboço da personalidade que, somadas ás influências do meio ambiente na infância, nos confere a personalidade com que nos apresentamos atualmente.
Nos primeiros anos absorvemos as posturas dos adultos; uma delas: tentar esconder dos outros, características que não são bem vistas pela sociedade. Dessa forma, criamos a auto-ilusão ou auto-imagem deturpada. De forma resumida, no dia a dia nos apresentamos perante a vida com duas personalidades: a real que representa nossa evolução e; a social, que representa aquilo que gostaríamos de ser, para sermos admirados, invejados.
O que denominamos personalidade social é um útil conjunto de “máscaras” que colocamos e tiramos segundo as conveniências do momento para que sejamos aceitos pela maioria; caso contrário, conviver seria complicado.
A doença física é uma forma de expressão corporal que deixa isso bem claro: Na criança pequena predomina a personalidade real, então ela exterioriza com mais transparência: febre, vômitos, diarréias, erupções de pele...; já no adulto predomina a personalidade social então ele interioriza suas moléstias: hipertensão, úlcera, diabetes, etc.
Reciclar nossa forma de ser é muito importante para manter a sanidade física e mental; pois quanto menos autênticos formos mais doentes e esgotados vamos ficar, devido a tantas solicitações e ocorrências ao mesmo tempo; além de deixarmos as máscaras cair uma atrás da outra, ainda nos “esgotamos” e adoecemos.
Algumas situações criadas e reforçadas pela educação atual que se baseia no medo, mentira, suborno e chantagem, contribuem para a auto-sabotagem:
- O pensamento mágico, que cria a auto-ilusão.
- Crises entre o ser e o parecer.
- Conflitos entre desejos e frustrações – quero; mas não posso; desejo; mas não sou capaz. O conflito entre frustração e desejo nos leva a tentarmos fugir da realidade e da felicidade, pois quem dela quiser aproximar-se há que ser realista, simples, lógico, inteligente e justo. Quem prefere optar por desejos que nunca serão concretizados sem esforço como sonha o imaturo (pensamento mágico), certamente vai criar em sua vida sofrimento e doença.
- Vida subconsciente – mesmo quando imbuídos em desejo de mudanças, repetimos o passado – pois, a maior parte de nós vive uma vida reativa e subconsciente, nosso estado de consciência é precário. Quem mais nos sabota é o subconsciente.
- Sistema de crenças e cultura. Somos treinados a nos sentirmos incapazes de resolver nossos problemas; e de ter desejos próprios; o que nos leva ao medo da mudança.
- CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE ANTAGÔNICAS – esse é nosso assunto do bate papo de hoje. Exemplo, pessoa bagunçada nas suas coisas pessoais e doentiamente arrumada para se apresentar aos outros. Indivíduo carinhoso e agressivo; estilo criança que, ao mesmo tempo em que acaricia a mãe a arranha, puxa os cabelos, morde; e depois, se torna um “psicopata” daqueles que vivem uma existência afetiva entre tapas e beijos.
EXEMPLO
Imaginemos uma pessoa bem comum dotada das seguintes características: impaciente, apressada, acha que é a dona do mundo – mas, ao mesmo tempo é muito preguiçosa.
Sua caótica existência já começa todo dia atrapalhada:
Acorda sempre tarde. Não curte o banho nem o café da manhã (come correndo e vive com dor de estômago). Cria desafetos no trânsito. Chega esbaforida ou atrasada no trabalho. Seu campo áurico está um desastre; daí só atrai problemas e pessoas mala. Vive infeliz. O sentimento de menos valia “pega-pesado”; daí, sobra prá sua tireóide. Depressão e angústia estão sempre batendo á porta. Adoece com freqüência. Nunca arruma tempo para cuidar do corpo. Candidata-se a usar drogas psiquiátricas.
Muitas das nossas características são conflitantes e se alternam.
Elas também são a matriz da BIPOLARIDADE – um dos itens mais importantes da auto-sabotagem.
Não é á toa que na acelerada vida contemporânea; a maioria das pessoas está apresentando no dia a dia; posturas bipolares quase psiquiátricas – para alguns é questão de dias, semanas ou poucos meses.
Convidamos o leitor a uma auto-análise mais apurada.
Leiam os artigos correlatos no bloog.
Alerta:
Boa parte das doenças físicas tem origem nesse processo.
A dificuldade de cura, também – Quem disse que queremos ser curados e perder a mordomia de estarmos dodói? Quer se curar ou ser curado? Quer ser uma pessoa por inteiro um um zumbi drogado?
Solução?
Namastê.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
PERSONALIDADE E ESTRESSE UMA MISTURA EXPLOSIVA
Somos uma unidade psicológica: Instinto, razão e emoção. No humano o comando deve ser da inteligência; se pouco desenvolvida, ainda não há integração entre os componentes, o que conduz a vários tipos de distúrbios da personalidade que levam a doenças.
Exemplos de distúrbios:
Fixação mental: é a estagnação da vida mental no tempo e no espaço, o que mantém conflitos emotivos não resolvidos.
Cisões: cada vez que fixamos isoladamente qualquer das partes que formam nossa personalidade nos separamos de nós mesmos. Exemplo, pessoas que no trabalho são fortes e eficientes e na vida particular são ingênuas, fracas e medrosas.
Infantilidade psicológica: decorre da falta de maturidade e caracteriza-se pela falta de discernimento para distinguir entre efêmero e eterno, real e ilusório; nesse estado o adulto permanece “ancorado” à infância. Características desse tipo: exige liberdade sem assumir responsabilidade; está sempre em busca de apoio e proteção; deposita a condição de felicidade nas atitudes do outro; magoa-se com facilidade; egoísta é incapaz de dar ou compreender; pouco capacitado a tomar decisões por si mesmo; muitas vezes raciocina de maneira ilógica e absurda.
Persistindo a falta de integração o discernimento ou bom senso é paralisado pela fixação mental e isso leva a um ponto de ruptura, uma súbita mudança de padrão que gera uma nova e diferente crise existencial. Essa nova situação intensifica a resposta da lei de causa e efeito na exata medida do necessário, até conseguir desfazer a cristalização do padrão anterior; e, não se trata de punição pois a vida educa, não pune; sentir-se punido já é sinal de imaturidade.
Ouvimos muito dizer que boa parte de nossos problemas existenciais decorrem dos “defeitos do caráter” – Mas, o que seriam?
A rigor, não há defeitos do caráter; mas características polares; quando nos fixamos além da conta num pólo o hipertrofiamos, causando desordens tanto na intimidade quanto na vida de relações; daí denominarmos essa característica como defeito do caráter; quase essas características sempre estão ligadas ao desejos exacerbados do ego o que trará problemas nas relações.
Usando a linguagem da ética polar podemos afirmar que no ser humano atual ainda predominam os tais “defeitos” que comandam os acontecimentos existenciais. Exemplo: o ciúmes (esta linha de raciocínio pode ser estendida para os outros problemas do caráter), a pessoa ciumenta e possessiva acha-se dona de tudo e de todos; desconfiada, em cada situação do cotidiano vê traição e, aumenta o estresse crônico pois, permanece em alerta neurótico ao tornar-se “caça - traições”; pinça uma situação aqui outra ali reforçando mágoa e ressentimento inatos, e logo desencadeia pequenas vinganças no cotidiano, até na esfera sexual. Essa postura afasta o outro; e aí sim, cria condições propícias para uma traição real e efetiva; se houver predisposição da outra parte; não foi vítima da traição, mas co-participante.
O desequilíbrio energético do ciumento gerado pela fixação mental de mágoa, ressentimento e ódio será materializado no corpo.
Essa situação vale para todas as outras características da nossa personalidade.
A doença física é uma forma de expressão corporal que deixa isso bem claro: Na criança pequena predomina a condição de entrada na atual experiência (personalidade real), então ela exterioriza com mais transparência: febre, vômitos, diarréias, erupções de pele...; já no adulto predomina a personalidade social então ele interioriza suas moléstias: hipertensão, úlcera, diabetes, etc.
Na vida contemporânea as pessoas estão se “implodindo” com a ajuda do estilo de vida, excesso de informações inúteis, volatilidade dos conceitos e dos valores, estresse inútil – basta ver as estatísticas do aumento dos desequilíbrios da personalidade já tratados como doenças psiquiátricas – o uso de medicamentos psiquiátricos breve pode superar o de analgésicos.
Não se trata apenas da nossa relação inadequada com o meio; mas principalmente da nossa relação interna.
Amanhã vamos falar sobre AUTO – SABOTAGEM.
Imagine a vida de uma pessoa com forte tendência á impaciência e pressa; mas muito preguiçosa...
Namastê.
Exemplos de distúrbios:
Fixação mental: é a estagnação da vida mental no tempo e no espaço, o que mantém conflitos emotivos não resolvidos.
Cisões: cada vez que fixamos isoladamente qualquer das partes que formam nossa personalidade nos separamos de nós mesmos. Exemplo, pessoas que no trabalho são fortes e eficientes e na vida particular são ingênuas, fracas e medrosas.
Infantilidade psicológica: decorre da falta de maturidade e caracteriza-se pela falta de discernimento para distinguir entre efêmero e eterno, real e ilusório; nesse estado o adulto permanece “ancorado” à infância. Características desse tipo: exige liberdade sem assumir responsabilidade; está sempre em busca de apoio e proteção; deposita a condição de felicidade nas atitudes do outro; magoa-se com facilidade; egoísta é incapaz de dar ou compreender; pouco capacitado a tomar decisões por si mesmo; muitas vezes raciocina de maneira ilógica e absurda.
Persistindo a falta de integração o discernimento ou bom senso é paralisado pela fixação mental e isso leva a um ponto de ruptura, uma súbita mudança de padrão que gera uma nova e diferente crise existencial. Essa nova situação intensifica a resposta da lei de causa e efeito na exata medida do necessário, até conseguir desfazer a cristalização do padrão anterior; e, não se trata de punição pois a vida educa, não pune; sentir-se punido já é sinal de imaturidade.
Ouvimos muito dizer que boa parte de nossos problemas existenciais decorrem dos “defeitos do caráter” – Mas, o que seriam?
A rigor, não há defeitos do caráter; mas características polares; quando nos fixamos além da conta num pólo o hipertrofiamos, causando desordens tanto na intimidade quanto na vida de relações; daí denominarmos essa característica como defeito do caráter; quase essas características sempre estão ligadas ao desejos exacerbados do ego o que trará problemas nas relações.
Usando a linguagem da ética polar podemos afirmar que no ser humano atual ainda predominam os tais “defeitos” que comandam os acontecimentos existenciais. Exemplo: o ciúmes (esta linha de raciocínio pode ser estendida para os outros problemas do caráter), a pessoa ciumenta e possessiva acha-se dona de tudo e de todos; desconfiada, em cada situação do cotidiano vê traição e, aumenta o estresse crônico pois, permanece em alerta neurótico ao tornar-se “caça - traições”; pinça uma situação aqui outra ali reforçando mágoa e ressentimento inatos, e logo desencadeia pequenas vinganças no cotidiano, até na esfera sexual. Essa postura afasta o outro; e aí sim, cria condições propícias para uma traição real e efetiva; se houver predisposição da outra parte; não foi vítima da traição, mas co-participante.
O desequilíbrio energético do ciumento gerado pela fixação mental de mágoa, ressentimento e ódio será materializado no corpo.
Essa situação vale para todas as outras características da nossa personalidade.
A doença física é uma forma de expressão corporal que deixa isso bem claro: Na criança pequena predomina a condição de entrada na atual experiência (personalidade real), então ela exterioriza com mais transparência: febre, vômitos, diarréias, erupções de pele...; já no adulto predomina a personalidade social então ele interioriza suas moléstias: hipertensão, úlcera, diabetes, etc.
Na vida contemporânea as pessoas estão se “implodindo” com a ajuda do estilo de vida, excesso de informações inúteis, volatilidade dos conceitos e dos valores, estresse inútil – basta ver as estatísticas do aumento dos desequilíbrios da personalidade já tratados como doenças psiquiátricas – o uso de medicamentos psiquiátricos breve pode superar o de analgésicos.
Não se trata apenas da nossa relação inadequada com o meio; mas principalmente da nossa relação interna.
Amanhã vamos falar sobre AUTO – SABOTAGEM.
Imagine a vida de uma pessoa com forte tendência á impaciência e pressa; mas muito preguiçosa...
Namastê.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A CONQUISTA DA LIBERDADE
A liberdade sempre foi cantada em prosa e verso através dos tempos. Fala-se muito em ser livre, no entanto teima-se em aprisionar os outros às nossas escolhas, caprichos, vontades.
Todos desejamos ser livres, não ter nenhum compromisso senão conosco e com nossos desejos.
Almejamos que os outros nos deixem em paz com nossas escolhas, que não contrariem nossos anseios e esquecemos que só se torna realmente livre quem liberta.
Aprendemos entre polaridades.
Precisamos experimentar o antagonismo que tolhe e aprisiona para que sejamos capazes de valorizar a liberdade que resulta do perdão.
Ser livre sempre fomos e seremos.
Se hoje não estamos livres em plenitude é apenas pelo fato de usarmos de forma inadequada esse direito cósmico.
O mau uso encolhe a liberdade.
O bom uso a amplifica.
O que é o bom uso da liberdade?
Trata-se apenas de identificar com cuidado os limites da nossa; de modo que ela não invada a dos outros; a recíproca também é verdadeira e necessária: calmamente não devemos permitir que invadam a nossa.
Simples assim.
Todos desejamos ser livres, não ter nenhum compromisso senão conosco e com nossos desejos.
Almejamos que os outros nos deixem em paz com nossas escolhas, que não contrariem nossos anseios e esquecemos que só se torna realmente livre quem liberta.
Aprendemos entre polaridades.
Precisamos experimentar o antagonismo que tolhe e aprisiona para que sejamos capazes de valorizar a liberdade que resulta do perdão.
Ser livre sempre fomos e seremos.
Se hoje não estamos livres em plenitude é apenas pelo fato de usarmos de forma inadequada esse direito cósmico.
O mau uso encolhe a liberdade.
O bom uso a amplifica.
O que é o bom uso da liberdade?
Trata-se apenas de identificar com cuidado os limites da nossa; de modo que ela não invada a dos outros; a recíproca também é verdadeira e necessária: calmamente não devemos permitir que invadam a nossa.
Simples assim.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
SOCIEDADE DA LETARGIA
A capacidade de Adaptação é uma das nossas potencialidades; conforme é colocado no linguajar popular: “A gente se acostuma com tudo”. Esse característica nos capacitou a habitar o planeta de um pólo a outro nas mais diferentes condições e circunstâncias.
Porém:
Há um provérbio chinês que não deixa de ser um alerta: “Você deve se preocupar é quando tudo está bem”.
Dentre outras considerações ele nos alerta para o perigo do excesso de adaptação que advém da “mornitude” prolongada.
De certa forma ainda somos movidos a desafios. Os repetitivos e mornos podem exaurir esse potencial, levando até á perda da capacidade de reagir; pois, quando submetidos a situações que ativam o instinto de sobrevivência em todos seus aspectos, nós produzimos verdadeiros milagres de progresso.
Mesmo desconhecendo os limites mais precisos de cada fase do Projeto Ser Humano; ao que tudo indica nós já deveríamos ter passado do estágio reativo para o proativo – pois na atualidade ainda muito mais reagimos a estímulos externos do que atuamos sob a ação da inteligência e da vontade.
Excesso de estímulos externos de baixa intensidade, de freqüência lenta e padronizada podem nos imobilizar.
O perigo da Letargia nos ronda nos múltiplos aspectos da vida: pessoal, familiar, social, político, religioso, profissional.
O agente principal da Letargia é o medo potencializando a preguiça – evidente que as pessoas mais acometidas são as que ignoram ou fingem ignorar: quem somos nós e o que fazemos aqui.
Nossa intenção neste bate papo é focar a Letargia gerada pela perda da noção de limites.
Extrapolar os limites, uma, duas, dez, vinte vezes, tudo bem, se isso, trouxe algum distúrbio ele pode não ser tão grave; no entanto, a situação pode tornar-se muito perigosa quando perdemos a noção deles (estresse crônico).
Num primeiro momento vai-se a qualidade de vida, fato que logo pode ser seguido pela perda primeiro da integridade e da honra em viver como ser humano de fato; e depois até da própria existência.
A cada dia que passa mais e mais pessoas sentem que chegaram no máximo do suportável; estamos muito cansados; exauridos; excessivamente adaptados.
Acusamos no corpo, na mente, no campo emocional e afetivo que muitos limites foram extrapolados; em decorrência de vivermos sem preparo e planejamento.
No momento, andamos às voltas com experiências simultâneas e inacabadas como nunca se viu até hoje. Isso, aproxima de forma perigosa para o nosso equilíbrio mental, emocional e orgânico, os efeitos e as causas que lhes deram origem.
Em qualquer atividade, quando se começa uma coisa e não se termina, o resultado é prejuízo: o tempo gasto, os recursos intelectuais e financeiros usados; isso, sem contar com as necessárias reparações no futuro para escapar da sensação de frustração, do sofrer, da paralisia mental emocional como a depressão, a angústia, o pânico e a terrível Letargia.
Representando as experiências iniciadas, não finalizadas e exaustivamente repetidas temos a maquiagem dos efeitos nos tratamentos de saúde.
Escolhemos mal a forma de viver, os hábitos; e adoecemos.
Depois tomamos remédios; e continuamos a fazer escolhas inadequadas e não renovamos os hábitos.
Da forma como a usamos; a ajuda medicamentosa permite que durante algum tempo continuemos a repeti-las perdendo o senso de limite para manter a saúde.
Outra analogia: Essa postura pode ser estendida para a nossa relação com o crédito e as dívidas - enfim com tudo que se relacione com nossas atividades cotidianas.
Colocado os resultados dessa forma de viver na ponta do lápis, é fácil analisar que a opção inadequada mesmo que não seja concluída sai muito caro.
Quando o ritmo de vida era mais lento tanto em número quanto em intensidade das experiências, sempre havia a possibilidade de camuflar a realidade. No momento, isso torna-se mais difícil, pois tudo que estava encoberto pela capa das circunstâncias, aparece. Lembra do ditado: cobrir um santo e descobrir outro; pois hoje cobre-se um santo e descobrem-se três ou quatro; sem que nos escandalizemos com isso – a Letargia tomou conta da força da nossa vontade.
O processo é tanto mais grave quanto mais indivíduos de uma sociedade se coloquem nessa situação.
A sociedade letárgica aceita todo o tipo de domínio e opressão feito gado que vai para o matadouro dos ideais, da busca da sanidade e da felicidade.
Na individualidade, em estado de Letargia, nós nos assemelhamos a mortos insepultos, verdadeiros zumbis; esperando a morte chegar; e quando ela chega como se fosse uma possível solução: Oh! tristeza e decepção; descobrimos tardiamente que a morte não existe e que tudo continua pendente á espera de resolução.
O que será que Gaia vai fazer para tentar nos despertar?
As antigas formas de nos acordar, de nos tirar desse estado de Letargia parece que não está dando o resultado esperado...
Porém:
Há um provérbio chinês que não deixa de ser um alerta: “Você deve se preocupar é quando tudo está bem”.
Dentre outras considerações ele nos alerta para o perigo do excesso de adaptação que advém da “mornitude” prolongada.
De certa forma ainda somos movidos a desafios. Os repetitivos e mornos podem exaurir esse potencial, levando até á perda da capacidade de reagir; pois, quando submetidos a situações que ativam o instinto de sobrevivência em todos seus aspectos, nós produzimos verdadeiros milagres de progresso.
Mesmo desconhecendo os limites mais precisos de cada fase do Projeto Ser Humano; ao que tudo indica nós já deveríamos ter passado do estágio reativo para o proativo – pois na atualidade ainda muito mais reagimos a estímulos externos do que atuamos sob a ação da inteligência e da vontade.
Excesso de estímulos externos de baixa intensidade, de freqüência lenta e padronizada podem nos imobilizar.
O perigo da Letargia nos ronda nos múltiplos aspectos da vida: pessoal, familiar, social, político, religioso, profissional.
O agente principal da Letargia é o medo potencializando a preguiça – evidente que as pessoas mais acometidas são as que ignoram ou fingem ignorar: quem somos nós e o que fazemos aqui.
Nossa intenção neste bate papo é focar a Letargia gerada pela perda da noção de limites.
Extrapolar os limites, uma, duas, dez, vinte vezes, tudo bem, se isso, trouxe algum distúrbio ele pode não ser tão grave; no entanto, a situação pode tornar-se muito perigosa quando perdemos a noção deles (estresse crônico).
Num primeiro momento vai-se a qualidade de vida, fato que logo pode ser seguido pela perda primeiro da integridade e da honra em viver como ser humano de fato; e depois até da própria existência.
A cada dia que passa mais e mais pessoas sentem que chegaram no máximo do suportável; estamos muito cansados; exauridos; excessivamente adaptados.
Acusamos no corpo, na mente, no campo emocional e afetivo que muitos limites foram extrapolados; em decorrência de vivermos sem preparo e planejamento.
No momento, andamos às voltas com experiências simultâneas e inacabadas como nunca se viu até hoje. Isso, aproxima de forma perigosa para o nosso equilíbrio mental, emocional e orgânico, os efeitos e as causas que lhes deram origem.
Em qualquer atividade, quando se começa uma coisa e não se termina, o resultado é prejuízo: o tempo gasto, os recursos intelectuais e financeiros usados; isso, sem contar com as necessárias reparações no futuro para escapar da sensação de frustração, do sofrer, da paralisia mental emocional como a depressão, a angústia, o pânico e a terrível Letargia.
Representando as experiências iniciadas, não finalizadas e exaustivamente repetidas temos a maquiagem dos efeitos nos tratamentos de saúde.
Escolhemos mal a forma de viver, os hábitos; e adoecemos.
Depois tomamos remédios; e continuamos a fazer escolhas inadequadas e não renovamos os hábitos.
Da forma como a usamos; a ajuda medicamentosa permite que durante algum tempo continuemos a repeti-las perdendo o senso de limite para manter a saúde.
Outra analogia: Essa postura pode ser estendida para a nossa relação com o crédito e as dívidas - enfim com tudo que se relacione com nossas atividades cotidianas.
Colocado os resultados dessa forma de viver na ponta do lápis, é fácil analisar que a opção inadequada mesmo que não seja concluída sai muito caro.
Quando o ritmo de vida era mais lento tanto em número quanto em intensidade das experiências, sempre havia a possibilidade de camuflar a realidade. No momento, isso torna-se mais difícil, pois tudo que estava encoberto pela capa das circunstâncias, aparece. Lembra do ditado: cobrir um santo e descobrir outro; pois hoje cobre-se um santo e descobrem-se três ou quatro; sem que nos escandalizemos com isso – a Letargia tomou conta da força da nossa vontade.
O processo é tanto mais grave quanto mais indivíduos de uma sociedade se coloquem nessa situação.
A sociedade letárgica aceita todo o tipo de domínio e opressão feito gado que vai para o matadouro dos ideais, da busca da sanidade e da felicidade.
Na individualidade, em estado de Letargia, nós nos assemelhamos a mortos insepultos, verdadeiros zumbis; esperando a morte chegar; e quando ela chega como se fosse uma possível solução: Oh! tristeza e decepção; descobrimos tardiamente que a morte não existe e que tudo continua pendente á espera de resolução.
O que será que Gaia vai fazer para tentar nos despertar?
As antigas formas de nos acordar, de nos tirar desse estado de Letargia parece que não está dando o resultado esperado...
domingo, 9 de janeiro de 2011
SENTIMENTO – UM ESTADO DE SENTIR-SE
Confesso minha pouca capacidade em distinguir sentimentos de emoções encontradas e desencontradas; mas após viver, e, interpretar, experiências alegres e sofridas, principio a separar umas das outras.
Agora sim começo a identificar quem é quem:
Segundo imagino eu, sentimento, é a emoção educada pela razão após uma sucessiva e interminável série de experiências onde cada uma dessas emoções aflora.
Há as bem educadas e outras mal educadas ou o que chamamos de bons sentimentos ou sentimentos exacerbados, fora de contexto, doentios.
De forma qualitativa:
Sentimentos são emoções inteligentes desenvolvidos experiência seguida de experiência.
São estados de sentir-se que dependem para sua construção, dos instintos e das emoções vividas em plenitude e analisadas.
Eis aqui, um dos grandes problemas do indivíduo que busca se humanizar.
Desenvolver e aprender a cultivar: os sentimentos.
A forma como vem sendo conduzida a educação cria um padrão de sentimentos contraditórios e paranóicos: conflitantes e doentios.
É urgente recomeçar em nós a construção pessoal dos sentimentos; sob novos prismas e novo conteúdo; pois os conflitos íntimos são uma das grandes causas de desvios de personalidade, das nossas doenças físicas e da sensação de esgotamento e de cansaço crônico.
Na ecologia psicológica do ser humano, o sentimento é o agente pacificador:
No dia a dia o que se observa é o instinto brigando com emoção e com a razão; até que surja um moderador.
O pai do sentimento é o pacificador: Discernimento.
A capacidade de discernir é que coloca instinto, emoção e razão trabalhando em prol da felicidade e da paz de cada criatura e de todos; neste planeta periférico da galáxia; mas, azul; futuramente, profundamente pacífico, após a seleção em andamento.
As doenças psicológicas: neuroses, psicoses, paranóias, esquizofrenia também tem sua origem nos sentimentos contraditórios que geram conflitos entre os estados de sentir-se.
Como exemplo de conflitos esquizofrênicos culturais; nós podemos citar o sentimento do amor que é o sentimento humano por excelência; a ser conquistado.
Há uma grande confusão entre o sentimento de posse ou de sentir-se dono das pessoas, com o sentimento real de amor que cuida e respeita. O sentimento de amor deturpado gera sentimentos correlatos capazes de afetar a qualidade de vida das pessoas: ciúmes, medo da perda por morte ou abandono
Em virtude de serem emoções complexas, recuperar os sentimentos é uma tarefa para pessoas já em tentativa de integrar suas várias maturidades psicológicas e de aumentar a sua transparência; não é para qualquer um não.
Embora a vida nos pareça um eterno recomeço; começar de forma correta evitaria desperdício de tempo e recursos.
Os adultos podem facilitar a vida da criança se já estiverem trilhando o caminho do aperfeiçoamento humano voluntário.
Numa família onde as pessoas tentam ser a cada dia; mais transparentes; e se permitem sentir as emoções e as analisam de forma coerente, as crianças crescerão em todos os sentidos da sua maturidade psicológica de forma mais ou menos equilibrada tornando a sua personalidade mais harmoniosa.
Compartilhar emoções e sentimentos é uma das bases do ser.
Aproveitando o assunto, quero compartilhar com os amigos a emoção de materializar um ideal de vida com este artigo de número 400 neste bloog.
Emoções raciocinadas “viram” sentimentos, o que a acompanha é o de dever cumprido. Mas, defeituoso que sou o sentimento vem acompanhado da crítica: poderia ser melhor.
Novos artigos correlatos nos outros bloogs:
- http://saudeoudoenca.blogspot.com
O INTRADUZÍVEL SENTIR
- http://areformaintimacomecanoberco.blogspot.com
CIÚME TEM CURA
- http://reengenhariahumana.blogspot.com
MERCADO DA AUTO-ESTIMA
- http://artedaboamorte.blogspot.com
A CRUZ NA BEIRA DA ESTRADA
- http://adietacomorecursopedagogico.blogspot.com
PALAVRAS
- http://menganaquegosto.blogspot.com
CARA OU COROA? NOVOS X VELHOS TEMPOS
- http://pequenosdescuidosgrandesproblemas.blogspot.com
CARIDADE UM SANTO REMÉDIO
- http://jogosdeamore.blogspot.com
AMAR É LIBERTAR E LIBERTAR-SE
Namastê.
Agora sim começo a identificar quem é quem:
Segundo imagino eu, sentimento, é a emoção educada pela razão após uma sucessiva e interminável série de experiências onde cada uma dessas emoções aflora.
Há as bem educadas e outras mal educadas ou o que chamamos de bons sentimentos ou sentimentos exacerbados, fora de contexto, doentios.
De forma qualitativa:
Sentimentos são emoções inteligentes desenvolvidos experiência seguida de experiência.
São estados de sentir-se que dependem para sua construção, dos instintos e das emoções vividas em plenitude e analisadas.
Eis aqui, um dos grandes problemas do indivíduo que busca se humanizar.
Desenvolver e aprender a cultivar: os sentimentos.
A forma como vem sendo conduzida a educação cria um padrão de sentimentos contraditórios e paranóicos: conflitantes e doentios.
É urgente recomeçar em nós a construção pessoal dos sentimentos; sob novos prismas e novo conteúdo; pois os conflitos íntimos são uma das grandes causas de desvios de personalidade, das nossas doenças físicas e da sensação de esgotamento e de cansaço crônico.
Na ecologia psicológica do ser humano, o sentimento é o agente pacificador:
No dia a dia o que se observa é o instinto brigando com emoção e com a razão; até que surja um moderador.
O pai do sentimento é o pacificador: Discernimento.
A capacidade de discernir é que coloca instinto, emoção e razão trabalhando em prol da felicidade e da paz de cada criatura e de todos; neste planeta periférico da galáxia; mas, azul; futuramente, profundamente pacífico, após a seleção em andamento.
As doenças psicológicas: neuroses, psicoses, paranóias, esquizofrenia também tem sua origem nos sentimentos contraditórios que geram conflitos entre os estados de sentir-se.
Como exemplo de conflitos esquizofrênicos culturais; nós podemos citar o sentimento do amor que é o sentimento humano por excelência; a ser conquistado.
Há uma grande confusão entre o sentimento de posse ou de sentir-se dono das pessoas, com o sentimento real de amor que cuida e respeita. O sentimento de amor deturpado gera sentimentos correlatos capazes de afetar a qualidade de vida das pessoas: ciúmes, medo da perda por morte ou abandono
Em virtude de serem emoções complexas, recuperar os sentimentos é uma tarefa para pessoas já em tentativa de integrar suas várias maturidades psicológicas e de aumentar a sua transparência; não é para qualquer um não.
Embora a vida nos pareça um eterno recomeço; começar de forma correta evitaria desperdício de tempo e recursos.
Os adultos podem facilitar a vida da criança se já estiverem trilhando o caminho do aperfeiçoamento humano voluntário.
Numa família onde as pessoas tentam ser a cada dia; mais transparentes; e se permitem sentir as emoções e as analisam de forma coerente, as crianças crescerão em todos os sentidos da sua maturidade psicológica de forma mais ou menos equilibrada tornando a sua personalidade mais harmoniosa.
Compartilhar emoções e sentimentos é uma das bases do ser.
Aproveitando o assunto, quero compartilhar com os amigos a emoção de materializar um ideal de vida com este artigo de número 400 neste bloog.
Emoções raciocinadas “viram” sentimentos, o que a acompanha é o de dever cumprido. Mas, defeituoso que sou o sentimento vem acompanhado da crítica: poderia ser melhor.
Novos artigos correlatos nos outros bloogs:
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O INTRADUZÍVEL SENTIR
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CIÚME TEM CURA
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CARA OU COROA? NOVOS X VELHOS TEMPOS
- http://pequenosdescuidosgrandesproblemas.blogspot.com
CARIDADE UM SANTO REMÉDIO
- http://jogosdeamore.blogspot.com
AMAR É LIBERTAR E LIBERTAR-SE
Namastê.
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