domingo, 30 de maio de 2010

O DIABO VESTE VERMELHO

Neste lindo planeta azul.
Todo mundo concorda que a luz do sol que nos ilumina é que dá colorido ás nossas vidas. Quando queremos dizer que algo nos deprime dizemos que está cinzento ou a coisa está preta. Quando dias nublados e chuvosos se sucedem; muitas pessoas tornam-se tristes e até depressivas; embora em certas regiões sejam obrigadas a se adaptar.
Nas dietas saudáveis busca-se além da tradicional tolerância a combinação de cores na hora de fazer o prato. Claro que não nestas bandas; onde se enche o bucho com arroz e feijão e uma misturinha básica, amarronzada, cinzenta ou até colorida com o verdinho de uma folha de alface ou um vermelhinho descorado de uma rodela de tomate; ás vezes prá quebrar o galho uma rodela branquela de cebola. Comida colorida é coisa de esquisitos ou de boiolas. Mas, que o amarelinho de um chip vai bem; isso vai... Empurrado com uma gasosa amarronzada, vermelha, vinho; até verde serve; desce que nem quiabo...

Muitas mentes “cientificamente” sábias se escandalizam ao “tomarem” conhecimento de que até há tratamentos baseados nas cores: Cromoterapia.

Segundo a Wikipédia;
Cromoterapia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cromoterapia é a prática da utilização das cores na cura de doenças. Vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações — como Egito antigo, Índia, Grécia e China — com o objetivo de harmonizar o corpo, atuando do nível físico aos mais sutis. Para Hipócrates, saúde e doença dependem da harmonia entre meio ambiente, corpo e mente.
Os adeptos da cromoterapia entendem que cada cor possui uma vibração específica e uma capacidade terapêutica. Isaac Newton no século XVII conseguiu descobrir as cores do arco-íris friccionando um prisma. O cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe, no século XVIII, pesquisou durante cerca de 40 anos as cores e descobriu que o vermelho tem propriedade estimulante no organismo, o azul acalma, o amarelo provoca sensações de alegria, e o verde é repousante. Esses efeitos são mais ou menos intensos, dependendo da tonalidade usada.
[editar] Atualmente
A cromoterapia do século XXI utiliza-se de tecnologia, e é baseada nas sete cores do espectro solar. Um pequeno bastão do tamanho de um lápis e com uma lâmpada de 25 watts é utilizado no tratamento. Ele é colocado a 5 centímetros da pele, e ali permanece por aproximadamente 3 minutos.
A cromoterapia consta da relação das principais terapias alternativas ou complementares reconhecidas pela OMS desde 1976, de acordo com a Conferência Internacional de Atendimentos Primários em Saúde de 1962, em Alma-Ata, no Cazaquistão.
Não é reconhecida pela comunidade científica. Entretanto já existem alguns estudos sérios apontando a influência das cores na saúde humana, nomeadamente na área de biomidiologia. Um deles foi desenvolvido pelo Prof. Flávio Mario de Alcântara Calazans[1], baseado no episódio exibido em 1997 do Desenho Pókemon, em que uma alternância luminosa de cores de espectro oposto no círculo cromático na face de um dos personagens (Pikachu) causou episódios coletivos de epilepsia em crianças japonesas. As cores foram o azul, reconhecido por relaxar o ritmo cardíaco, e o vermelho, cor quente e estimulante.
Ainda, de acordo com o professor:
"1) Vermelho-610 a 760 nanômetros, ondas longas, de grande intensidade, tempo fisiológico de percepção = 0,02 de segundo; acelera o batimento cardíaco, eleva a pressão sanguínea, provoca tensão e agressividade. 2) Branco-sobreposição de todos os comprimentos de onda, sobrecarrega o nervo óptico e o córtex visual primário e secundário (na parte posterior do crânio, acima da vértebra Atlas, sob o osso occipital) saturando e cansando em curto intervalo de tempo e provocando ofuscamento e fadiga-stress. 3) Azul-450 a 500 nanômetros, ondas curtas de intensidade fraca, tempo fisiológico de percepção = 0,06 de segundo; equilibra o ritmo cardíaco, reduz a pressão sistólica, relaxa e acalma. "
Por este episódio, fica relatado o efeito maléfico das variações luminosas intermitentes, numa doença conhecida como Epilepsia Sensitiva Cromática. Entretanto, estudos de duplo-cego refutando ou confirmando os efeitos benéficos da cromoterapia na saúde humana ainda são ausentes na Ciência médica. O efeito da cromoterapia segue sendo uma hipótese não falseável[2]
Ainda, na área de Teoria das Cores, Goethe, no século XIX, descobriu aspectos fisiológicos das cores posteriormente estudados por Paul Klee e Kandinsky, em seus tratados sobre a Gestalt.
Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cromoterapia"
Categoria: Medicina alternativa

Nosso bate papo de hoje nada tem a ver com cores, especificamente; mas com a química: os venenos chamados corantes. Especialmente os “diabinhos vermelhos” mais conhecidos.

Com relação aos produtos “odorantes” fica prá outra hora; mas, que dá vontade de falar dá. Vamos lançar a idéia prá virar projeto de lei como ação popular, que restrinja o consumo de alimentos com odorantes apenas aos espaços abertos; tal e qual a lei antifumo. Ninguém merece sentir aquele cheiro de chulé dos chips com odorantes de bacon e outros bichos – alguns relembram suor; e outros odores que até atrapalham a vida sexual dos casais. – imagine uma mulher que acabou de comer um salgadinho; caso ela não lave as mãos umas dez vezes; nem dez Viagras vão atiçar o maridão...

Corante é elemento maligno escondido dentro de produtos com rótulos atrativos desenvolvidos especialmente para atrair cobaias.

As cobaias costumam reclamar que a medicina da atualidade é apelativa; pois, todos os seus males ou é alergia ou virose.
Mas, consomem corantes, adoidado; nos chamados alimentos práticos.
No entanto; pesquisas indicam que os corantes estão relacionados com processos alérgicos, hiperatividade, câncer, anemia, insônia, impulsividade, asma, bronquite, cefaléias.
Claro que os coloridos não trabalham sozinhos – eles se associam aos conservantes; estabilizantes; edulcorantes; espessantes, formol e outros bichos nunca dantes imaginados.
Mesmo quem teoricamente defende o “consumidor” nesta região ANVISA E IDEC, está sempre na rabeira dos acontecimentos; quando se descobre alguma coisa; a vaca já foi pro brejo – além do mais, a inércia e o poder da grana da indústria nos levam a consumir produtos com substância que já foram proibidas em outros países desde o milênio passado.

O que fazer?
Para quem quiser deixar de ser cobaia; na medida do possível, evite tudo que seja industrializado e colorido artificialmente. Não confie em marcas; não as há; seguras; pois todas são dirigidas por pessoas formadas dentro do atual modelo educacional.

Uma questão básica: em todos os rótulos de alimentos deveria constar, quais os produtos usados; e o que eles poderiam provocar nos consumidores. Bela piada; gostou? – Se nem nos remédios tipo B.O é colocado na bula os possíveis danos – mas, pelo menos o marketing oficial é engraçado: “A persistirem os sintomas – um médico deve ser consultado” – leia a bula – consulte um farmacêutico - Rssssssss.

O IDEC aponta algumas suspeitas que pairam sobre cada corante:

Vermelho:
- O 40: pode provocar hiperatividade em crianças, quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca,Suécia e Suíça.
- O ponceau 4r: ligado á anemia e á impulsividade quando associado ao benzoato. Banido nos EUA e Finlândia.
- O eritrosina: suspeito de causar câncer em ratos. Banido nos EUA e Noruega.
- Bordeaux: Poe levar a crises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia.

Verde:
- Misto: combinação de corantes amarelos com os azuis origina a pigmentação verde, que carrega consigo a característica presumida de ambos os compostos.

Azul:
- Brilhante: pode desencadear irritações cutâneas e constrição brônquica se associado a outros corantes. Banido na Suíça, Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega e Suécia.
Amarelo:
- Amarelo crepúsculo: pode provocar hiperatividade quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.
- Amarelo quinolina: suspeito de causar hiperatividade quando associado ao benzoato.
- Amarelo tartrazina: pode provocar reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, urticária, eczema, dor de cabeça, insônia, falta de concentração. No Brasil, Inglaterra e EUA seu uso deve ser indicado nos rótulos por extenso e não em códigos.

Brincando de imaginar:
Imagine todos esses produtos misturados aos venenos usados na agricultura (alguns proibidos no mundo todo; mas, aqui pode); mais os remédios que as pessoas tomam todos os dias, somado a um monte de coisas – provavelmente nem será preciso desastres físicos para desmontar a atual humanidade.
Sobrarão os mutantes? – Em quanto tempo?

Não é a toa que o criador deste universo, quer devolver a franquia AA Fonte Criadora, pediu demissão e chamou Jesus para tentar consertar.

Nenhum corpo físico, por mais perfeito e maravilhoso que seja; uma obra de arte da engenharia cósmica será capaz de ser comandado por seres cabeça de minhoca, em corpo de gente.

O diabo veste vermelho; e sua parte amarela fede que só o capeta!

HÁ SOLUÇÃO?

sábado, 29 de maio de 2010

VÍCIO OU ABSTINÊNCIA DE PENSAR?

Nada é por acaso.
Neste final de ciclo da vida humana em Gaia, nós vamos nos defrontar com bizarrices atrás de bizarrices em todos os sentidos possíveis; e nem assim a ficha da maioria dos normais vai cair; vão mostrar o muque ao afrontar seus iguais; usar e abusar das desculpas e justificativas para sua falta de competência.
Vendo e lendo na Net ontem a respeito do garotinho pé na cova, futuro defuntinho, Aldi Suganda Rizal (na foto com familiares); menino de dois anos, de Sekayu, distrito de Sumatra, na Indonésia, de acordo com sua família fuma cerca de quarenta cigarros por dia, desde os dezoito meses e fica furioso quando não fuma. Pela foto, gordinho e com este hábito tabagista precoce; certamente morrerá antes de completar cinco anos. Nem era preciso essa aberração, seu biótipo já o condenava, conforme vem apregoando a OMS: as crianças e os jovens de hoje tendem a viver muito menos que seus “estúpidos” (versão nossa) pais. Eu mesmo atendo a várias crianças defuntinhas pela falta de competência dos pais, professores, educadores em geral; apenas pelo vício da comida, sedentarismo e lavagem cerebral via TV. Hoje a maioria das crianças está á mercê dos quatro pozinhos brancos: sal, açúcar, farinha de trigo e cocaína – a cocaína é a menos perigosa (cara e menos acessível); já as outras 3 aniquilarão com boa parte da futura juventude: diabetes; obesidade mórbida; CA; AVC; IM (as pessoas normais adoram siglas) – claro que sempre podemos contar com os craks da vez para acelerar o processo...

Pensar dói?

Diz o bom senso que aprender com os erros dos outros dói menos. Somos seres teoricamente inteligentes; mas, na prática não é bem o que vemos. Exemplo: milhões e milhões de pessoas já comprovaram que o vício do fumo causa câncer de pulmão, laringe, boca; enfisema pulmonar e contribui para outros tipos de tumores; AVC; enfarte, etc. – No entanto, a cada dia aumenta no mundo o número de São Tomé que desejam comprovar se é verdade; depois ficamos todos no prejuízo – a própria pessoa, família, sociedade.
Lendo reportagem do Diário Da Região (SJRP - SP) a respeito do gasto de R$ 4 milhões que o SUS teve com as 6.200 internações de pacientes com doença pulmonar provocada pelo cigarro, nos últimos dez anos na cidade de São José Do Rio Preto (SP). Claro que o custo foi muito maior, pois foram computadas apenas as doenças pulmonares e das vias respiratórias; ficando de fora os problemas cardiovasculares e outros; onde o tabaco tem papel importante como agente de causa.

Fica a pergunta no ar: Por que o vício do tabaco tem aumentado tanto, apesar das campanhas anti-fumo?
Ao longo da conversa ficará mais claro que não se trata apenas de um jogo financeiro, entre a arrecadação gerada para os governos oportunistas e o lucro das multinacionais do tabaco – onde o fumante e a sociedade são as cobaias do marketing. Envolve falta de educação em todos os sentidos; pobreza de raciocínio crítico; desconhecimento do porque e para que nós vivemos; e que gera falta de responsabilidade sobre a própria vida.

Por que e como se institui a atitude de fumar ou vício do uso do tabaco?

Antes vejamos o que é vício.
Segundo a Wikipédia:
“Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito" [1]) é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O termo também é utilizado de forma amena, muitas vezes deixando um índice de sua acepção completa. Por exemplo, viciado em chocolate.
Seu oposto é a virtude”.
Para que uma atitude se torne um vício é preciso que haja algum tipo de dependência e conseqüente prejuízo mensurado. Podemos considerar o vício uma doença e a virtude um estado de sanidade.
Não é fora de propósito dizer que a sociedade atual é doentia; e a maioria dos normais deve deixar o planeta em breve; pois, quem não é dependente químico de uso de remédios (quem toma remédios de uso contínuo é o que?); é viciado em drogas ilícitas; bebida; cigarro; comida; estresse; mentiras...
Focando: De que forma somos induzidos ao uso do tabaco?
Hábitos e atitudes são modos aprendidos de ajustamento e de compensação: Pula totó!

Atitudes são hábitos complexos.
E o desenvolvimento desses hábitos obedece a princípios fixos de aprendizagem, como tempo e esforço que dependem, por sua vez, da vontade pessoal ou da falta dela.
Os hábitos e as atitudes são aprendidos, basicamente, de três formas: associação/transferência/satisfação de necessidades.
Aprendemos também a interpretar sentimentos; tendências reativas; a temer coisas desagradáveis e a gostar de acontecimentos agradáveis. Já ouvimos a seguinte verdade para os seres medíocres da atualidade: “Se droga fosse ruim; ninguém usaria”...

Nossas atitudes mais básicas são aprendidas na infância:

Através da transferência, aprendemos principalmente os componentes do sistema pensamento/crença com outras pessoas, de modo igual àquele em que aprendemos o significado de conceitos, através da instrução.
No caso do vício do fumo, filhos de fumantes têm maior possibilidade de se viciarem – até, através da exposição passiva á nicotina.
Conforme colocamos no início: Vi hoje na Net uma cena escabrosa: um bebê que fuma 40 cigarros ao dia. Levando-se em conta que a maioria dos adultos de hoje tem comportamento psicológico de crianças de 2 a 5 anos no máximo; essa prematuridade não é tão escandalosa assim.

Indução pela mídia e pressão de grupo.

Hoje, devido ao poder da mídia, acentua-se a polaridade credulidade (adaptação); e uma cruel atrofia do raciocínio crítico que leva ao bom senso derivado da capacidade de discernir.
Em nome do dinheiro, pessoas top em evidência tornam-se verdadeiros carrascos da qualidade de vida de milhões de pessoas; uma vez que também adquirimos nossos pensamentos e crenças através de pessoas importantes em nosso mundo social; que transferem seus pensamentos e crenças para nós, já prontos, encomendados sob medida do marketing.
É preciso cuidado com os exterminadores de mentes críticas; pois através da comunicação social recebemos apelos de transferências. Por outro lado, por essa mesma lei, também transferimos nossas próprias crenças aos outros. Tudo por dinheiro e poder!

Por que é tão difícil eliminar o vício do tabaco?
A dependência da nicotina é uma das causas. Trata-se de uma das drogas mais potentes em causar dependência – embora o cigarro seja uma mixórdia de drogas.
A síndrome de abstinência envolve insônia, irritabilidade, depressão, ansiedade mórbida.

Deixar de fumar ou abandonar qualquer vício envolve mudança de atitudes:

O melhor método de deixar de fumar é nunca começar; pois, por tenderem a se repetir, as atitudes viciosas não são modificadas ou substituídas com a mesma facilidade com que são aprendidas e, as tentativas para modificá-las, por mais bem planejadas que sejam; só conseguem, muitas vezes, alterar o componente pensamento-crença sem afetar sentimentos e tendências reativas. Mesmo pressionados pelo câncer, num encosto de parede tipo: ou larga o vício ou morre; a cobaia fuma escondido no hospital.
Mudança de atitudes é um tipo de treinamento e, como todo treinamento, é uma equação matemática: prática é igual, ao conhecimento multiplicado pelo trabalho, dividido pelo tempo.

Somos estúpidos malucos; pois, ao invés de educar; sempre caímos no reeducar.
Para que reeducar; se é mais fácil e simples educar direito?
Seja na arte de viver, seja até na penalização social; gastam-se fortuna de bens públicos com reeducação social nas penitenciárias e cadeias; assim como nos hospitais. Qual a diferença entre um doente fumante canceroso e um traficante apenado? – Muito e quase nada.

Claro que sem os malucos da vida muita gente estaria sem ter o que fazer.

O que se busca hoje na mudança de atitudes viciosas?

“Modernas” pesquisas têm mostrado que a mudança de atitudes é mais eficaz; quando estimulada por discussões em grupo e contactos face a face; do que através de conferências impessoais; e que a personalidade daqueles que fazem os contactos pessoais também fixam os limites; pois o indivíduo que aprende é atraído por um professor e deseja ser como ele. Nesse caso, podemos dizer do alto de nossa cátedra: Fui um fumante como vocês; e consegui largar o vício! – Seja um herói como eu!
Nessa masturbação de interesses; sempre cabe a célebre frase popular: “Melhor ser um bêbado conhecido do que um alcoólatra anônimo”. Será?

Outro dado essencial, é que as pessoas alteram suas atitudes, apenas quando se torna óbvio alguma incoerência sobre as mesmas. Mas, isso só funciona quando as pessoas ao menos pensam – o que não é o caso da sociedade de embalo da atualidade.

Um laureado ser pensante oriundo do reino das cobaias descobriu que pensar não dói:
Daí, ele inventou uma estratégia para modificar atitudes; e outras estão sendo investigadas e comparadas. Dentre elas, um novo e prometedor critério destaca o desejo das pessoas de serem coerentes em seus pensamentos e sentimentos – Aleluia! – a humanidade está salva.

Usando cobaias voluntárias e assumidas, os experimentadores descobriram que, quando um componente de atitude é experimentalmente modificado, os outros sofrem um realinhamento coerente e, também há indícios de que as pessoas mudarão suas próprias atitudes até sem se dar conta disso. Quando as incoerências lógicas em suas crenças e sentimentos são levadas à atenção delas, propiciam, numa segunda fase, a reciclagem ativa – Uau!

Redescobrir a roda, sob novo rótulo sempre deu status e dinheiro para alguns poucos.

Apenas querer não é poder.

As atitudes são resistentes às mudanças, quando:

São aprendidas no início da vida. Automatizadas por associação ou por transferência. Incorporaram-se por ajudarem a satisfazer necessidades, ou já estão integradas na personalidade e no estilo de comportamento do indivíduo.

Muitos focos e desdobramentos podem ser retirados dessa imagem do garoto fortinho brincando na sua motinha e viciado por sua família.

Muitas formas de abordagem desse problema; nós já fizemos nos artigos publicados e á disposição dos leitores.

Finalizamos nosso monólogo com uma colocação do eterno Fernando Pessoa: “Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
Fernando Pessoa.

Navegar nas lides da mente que reflete, escolhe e re-escolhe é preciso; quem não quiser navegar no viver com dignidade que abandone o barco e nade para mundos nunca dantes navegados...

Um simples aceno.
Tchau!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

MACUMBA

Tenho um amigo muito engraçado; ele gosta de dormir até um pouco mais tarde aos domingos; mas, é acordado pelas pessoas que passam tocando campainhas e interfones bem cedo, tentando nos converter á sua crença ou vender revistas – segundo ele, descobriu o mapa da mina e, está em descanso; pois, começou a dizer-se macumbeiro – e, o pessoal até passa do outro lado da calçada.
Fiquei matutando - Por que as pessoas, mesmo as que dizem não acreditar, temem a macumba? – Macumba existe? O que é macumba? – Passei a me interessar, estudar e procurar saber mais a respeito de mediunidade; bem feitos e mal feitos.
Descobri coisas interessantes, e muito úteis até para me ajudar no dia a dia do meu trabalho.

Vamos usar o Google e a Wikipédia para começar a entender alguma coisa a respeito:
Macumba
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Macumba

(mudar foto)
Religiões afro-brasileiras
________________________________________
Princípios básicos
Deus
Ketu | Olorum | Orixás
Jeje | Mawu | Vodun
Bantu | Nzambi | Nkisi
________________________________________
Templos afro-brasileiros
Babaçuê | Batuque | Cabula
Candomblé | Culto de Ifá
Culto aos Egungun | Quimbanda
Macumba | Omoloko
Tambor-de-Mina | Terecô | Umbanda
Xambá | Xangô do Nordeste
Sincretismo | Confraria
________________________________________
Literatura afro-brasileira
Terminologia
Sacerdotes
Hierarquia
________________________________________
Religiões semelhantes
Religiões Africanas Santeria Palo Arará Lukumí Regla de Ocha Abakuá Obeah
________________________________________
A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.
O conceito da macumba está tão arraigado na cultura popular brasileira, que são comuns expressões como "xô macumba" e "chuta que é macumba" para demonstrar desagrado com a má sorte. As superstições nesse sentido são tão grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram criados sites para espantar o azar. São também muito comuns amuletos que vão desde adereços até objetos que remetem aos utilizados nos cultos religiosos.
Popularmente, a palavra macumba é utilizada para designar genericamente os cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como os bantos, como o candomblé e a umbanda.
Entretanto, ainda que macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para designá-las.
Outras acepções para o termo macumba são:
• Macumba, na acepção popular do vocábulo, é mais ligada ao emprego do ebó, feitiço, "despacho", coisa-feita, mironga, mandinga, muamba;
• Palavra usada no sentido pejorativo para se referir ao candomblé ou à umbanda;
• Diz-se mais comumente macumba que candomblé, no Rio de Janeiro, e mais candomblé do que macumba, na Bahia.
Câmara Cascudo: "Ainda ao tempo das reportagens de João do Rio os cultos de origens africanas no Rio de Janeiro chamavam-se, coletivamente, candomblés, como na Bahia, reconhecendo-se contudo, duas seções principais: os orixás dos cultos nagôs e os alufás dos cultos muçulmanos (malês) trazidos pelos escravos. Mais tarde o termo genérico 'macumba', foi substituído por Umbanda. Meio século após a publicação de 'As Religiões do Rio', estão inteiramente perdidas as tradições malês e em geral os cultos, abertos a todas as influências, se dividem em terreiros (cultos nagôs) e tendas.
No livro de 1904 As Religiões no Rio Paulo Barreto, sob o pseudônimo de João do Rio escreveu: “Vivemos na dependência do feitiço, dessa caterva de negros e negras de babaloxás e yauô, somos nós que lhes asseguramos a existência, com o carinho de um negociante por uma amante atriz. O feitiço é o nosso vício,mas o nosso gozo, a degeneração. Exige, damos-lhe; explora, deixamo-nos explorar e, seja ele maitre-chanteur, assassino, larápio, fica sempre impune e forte pela vida que lhe empresta o nosso dinheiro.” Macumba era definida por toda e qualquer manifestação mediúnica de curandeiros, pais-de-santo, feiticeiros, charlatões, e todos aqueles que se dispunham a intervir junto às forças invisíveis do além apenas em troca de dinheiro e poder. Ver:marmoteiro.
Prandi, 1991 "E a macumba carioca, portanto, pode bem ter se organizado como culto religioso na virada do século, como aconteceu também na Bahia. Não vejo, pois, razão para pensá-la como simples resultante de um processo de degradação desse candomblé visto no Rio no fim do século por João do Rio, essa macumba sempre descrita como feitiçaria, isto é, prática de manipulação religiosa por indivíduos isoladamente, numa total ausência de comunidades de culto organizadas. Arthur Ramos fala de um culto de origem banto no Rio de Janeiro na primeira metade do século, cultuando orixás assimilados dos nagôs, com organização própria, com a possessão de espíritos desencarnados que, no Brasil, reproduziram ou substituíram, por razões óbvias, a antiga tradição banto de culto aos antepassados (Ramos, 1943, v.1, cap. XVIII). São cultos muito assemelhados aos candomblés angola e de caboclos da Bahia, registrados por Edison Carneiro, que já os tratava como formas degeneradas (Carneiro, 1937. Para uma análise atual da questão da pureza nagô, ver Beatriz Góis Dantas, 1982 e 1988)."
Nas buscas e andanças que temos feito para entender o processo dos efeitos energéticos e astrais sobre nossas vidas e saúde, resumidamente, podemos dizer que, há sempre possibilidades de usarmos as forças da natureza, pessoas e entidades do além; tanto para o bem quanto para o mal.

Crer ou descrer?

Melhor crer sem se deixar afetar pelo medo e pela ignorância que o amplifica.
Pois, todos nós somos bem vulneráveis ao mal querer; já que ele está em nós, camuflado pelas máscaras do dia a dia – ignorado pela auto - percepção completamente deformada pela educação tradicional.
Usamos os “amuletos” da normalidade para justificar nosso egoísmo, orgulho e desamor; e daí, apenas porque somos crentes em Deus e temos uma religião – nem sempre ou quase nunca praticada; nós nos achamos imunes aos ataques do mal querer.
Alguns de nossos argumentos são muito infantis: Deus não deixaria que seus filhos fossem afetados pelo mal querer de outros! – Sou mais forte que isso; Deus está comigo!

Há mal feitos encomendados?

Claro.

Como funciona o mal feito encomendado?
O raciocínio é simples: tudo lá é como cá. Aqui sempre é possível para quem quiser contratar facínoras ou bandoleiros para matar ou prejudicar alguém. Do lado de lá também há os bandoleiros; que podem ser contratados tanto pelos de lá; quanto pelos de cá; com ou sem a ajuda de intermediários ou médiuns. Muito cuidado com a qualidade de teus pensamentos e sentimentos – nossos desejos podem virar realidade.

O preço a pagar é sempre combinado.

Experimente não pagar!

Nós esquecemos o tempo; mas, ele nunca nos esquece.

Daí, achamos esquisito que sejamos cobrados para “trabalhar com determinadas entidades” ou exercer alguns dons estranhos ao longo de nossa trancada e atribulada existência.

Temos a tendência ao calote.

Mas, dia menos dia; século menos século eles nos acham; não importa se do lado de lá ou do de cá; não importa que idade nós tenhamos: meses, anos...

Há organizações do mal no além?
Lógico que sim.
E, elas têm seus próprios tribunais de julgamento.
Tal e qual nossas máfias, organizações, instituições e organismos públicos e privados; quem se associa a elas, seja de forma cobaia ou consciente, tem que rebolar na prática do bem para conseguir entrar nos programas de proteção á testemunha ou á delação consentida e programada.

Organizações criminosas macumbeiras do além têm seus representantes do lado de cá?
Sim.
Mas, normalmente isoladas como médiuns ou intermediários que cobram pela sua atuação; isso não descarta as Instituições Públicas e privadas a serviço do mal.

Macumba coletiva?

Yes.
Exemplo: legisladores macumbeiros que fabricam leis que exploram os cidadãos contribuintes aprisionando-os sob o domínio do nome sujo na praça. Empresas que vendem produtos que só fazem mal á saúde. Macumba em 3D só funciona quando as vítimas são cobaias assumidas e mal educadas.

Há macumba sem a participação direta do além?

(E)vidente.
Até via TV, Internet e outras formas de assédio - Basta analisar o que rola na mídia no dia a dia.

Há solução para desmacumbar?

Claro. Apenas toda cura é temporária ou definitiva.

Mas, sem mágica; pois:
Tanto faz que cruze os dedos – carregue consigo alhos e bugalhos - bata na madeira; não sei quantas vezes - recite de trás para a frente qualquer tipo de mantra - saiba o velho e o novo testamento de cor e salteado - seja crente ou descrente – tanto faz.
Bíblia debaixo do braço não resolve.
Aquela rezadinha básica antes de dormir não ajuda tanto assim, etc.

Receitas para evitar e aliviar macumba:

- Música clássica ou boa música (entidades macumbeiras detestam bom som).
- Plantas com irradiação de limpeza (arruda, guiné, alecrim, etc.)
- Banhos com ervas e sal grosso.
- Um copo de água com sal grosso; sete gotas de azeite, um ramo de alecrim – deixe na entrada da casa – troque toda segunda feira – quando começar a turvar – troque antes; pois deu ziquezeira de energias negativas.
- Não se esqueça de rezar várias vezes ao dia pela alma da sogra viva ou desencarnada; pelo cunhado; pelos colegas de trabalho; pelas pessoas ex-qualquer coisa.
- Aprenda a agradecer pela vida e por tudo (a filosofia de vida da Seicho No Ei é uma boa pedida).
- Animais são fantásticos drenadores de macumba – cuide muito bem de seu gato principalmente, seu cão, seus animais e plantas.

Receita para acabar de vez com macumbas:

Vigie a si mesmo e ore.
Despache seus defeitos de caráter para o infinito.
Aprenda a perdoar.
Faze o bem sempre e sem olhar a quem.
Ouça muita música de boa qualidade.
Ajude.
Ampare.
Seja útil.
Desenvolva o raciocínio crítico.
Na dúvida sobre o que fazer: AME.

Seu tratamento não anda bem; está empacado?

Claro que muitas variáveis estão em jogo; mas, muitas vezes pode ser macumba ou obsessão – claro que pode ser a mesma coisa; ou algo bem diferente e mais drástico; daí, nenhum antidepressivo, antibiótico, analgésico, corticóide, acupuntura, homeopatia, fitoterapia, rezas, mandigas; vai dar resultado visível e sentível...

Há muito que dizer; tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde – mas que fique a idéia básica deste bate papo monologuento.

MACUMBA SÓ PEGA EM MACUMBEIRO.

E não é preciso fazer entrega nem despacho.
Basta pensar, sentir e agir...

Tem artigos novos nos bloogs: A arte da boa morte - http://artedaboamorte.blogspot.com - A MORTE E A FORÇA DO DESTINO.
e
http://educarparaummundonovo.blogspot.com - ORA QUE MELHORA.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ORA, QUE MELHORA...

Nada de muxoxos do tipo: ora! ora!

Inevitável.
As ruas continuarão as mesmas e o número de carros, para gáudio dos economistas PIBIANOS de plantão vai aumentar a olhos e a nervos nunca vistos.
Em todos os lugares, como em Sampa o trânsito vai ficar cada vez mais caótico – o horário de pico é 24hs, todos os dias da semana, do mês e do ano – claro que, as pessoas cada vez mais irritadas, prepotentes, agressivas, e até criminosas em potencial.

Muitas louváveis campanhas têm sido feitas para diminuir violência no trânsito; ineficazes até certo ponto; pois sempre marketeiras.

Apenas como analgésico para o mau humor, nós podemos usar as frases de para choque de caminhão ou as plantadas nos adesivos dos vidros traseiros dos carros; até para parar prá pensar.

Além da tradicional: “Deus deu a vida para cada um cuidar da sua” -De todas as frases e colocações filosóficas que já li em adesivos de carros, talvez essa, tenha sido a única das que já tive oportunidade de ler no trânsito que traz consigo uma verdade sem contestação de interpretações. Parabéns aos autores.

Mesmo no caos do trânsito, a vida em si, é um recurso pedagógico; disponível aos alunos de boa vontade.

Se estivermos atentos, até essas frases colocadas nos vidros traseiros dos carros podem ajudar na reciclagem íntima; quando nos dispomos a fazê-la.

Aprendi isso com um amigo espiritualista. Embora em muitos aspectos da forma de nos portarmos na vida; para mim ele seja um modelo a ser seguido. Ele se julga ainda um espírito muito crítico, intolerante, impaciente. Atento e perspicaz; ao se defrontar com as que colocam Jesus como guardador ou depositário de carros velhos e baleados do tipo “Propriedade de Jesus”, seu lado crítico. Fiquei calado, pois parecia que aquela conversa tinha vindo por encomenda – se ele se achava assim, imagino eu...
Daí em diante; eu passei a prestar mais atenção às frases; e depois aos meus pensamentos e sentimentos com relação a cada uma delas.
As do velho testamento que ficam jogadas no ar sem pé nem cabeça são as que mais me incomodam.

Mas essa:

“Ora que melhora”
Nunca vi nenhuma colocação tão simples, desinteressada e inteligente como essa. Nada de marketing de sistema de crenças; pois, quem somos nós para dizermos aos outros onde está a verdade e o melhor caminho.
Confesso que além de achar brega; nunca tive desejo de usar no meu carro que atravessa cidades para trabalhar um adesivo do tipo desses que temos á disposição.
A sugestão dada por esse amigo é que se crie um kit com frases retiradas da extensa obra da sabedoria popular, que possam ser colocadas e retiradas a cada dia do vidro traseiro do carro de quem deseja fazer com que as pessoas comecem ou acabe o dia pensando, refletindo em quem somos e o que fazemos aqui.
Não precisam ser frases identificadas; pois são de domínio público.

Seja você um divulgador da beleza da vida e do prazer de aprender e compartilhar.
Prepare-se para dormir, sonhe, e ao acordar ponha no vidro de seu carro o que gostaria de sair “gritando” por aí naquele dia...

Gostei muito de ajudar a divulgar essa idéia, pois:
Alegria, amizade, prazer de viver e caridade não tem hora nem lugar.
O verdadeiro amante da vida e caridoso é aquele que faz o que é possível em cada momento...

Entender o conceito de “ora que melhora” – é um assunto para outro bate papo.

Dica: tem assunto novo no bloog: A ARTE DA BOA MORTE – http://artedaboamorte.blogspot.com

“A morte e a força do destino”.


Bom trabalho.
Boa tarefa.
Muita paz.
Juízo no trânsito.
Ora, que melhora.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

UM CASO DE REESTRUTURAÇÃO FAMILIAR

Numa hipotética família, além dos problemas naturais advindos das relações familiares, sociais e outros; há uma criança que perturba todo e qualquer ambiente onde se encontre.
Não fica quieta, mexe em tudo.
Já foi rotulada pelas pessoas que convivem com ela de: “mal educada”, “capetinha”, “endiabrada” “problemática”, etc.
Seus pais já perderam noites de sono, discutiram, brigaram, muitas vezes, devido a essa sua forma de comportamento; e até tentam inconscientemente um colocar a culpa no outro.
O risco de desmanche da família já é considerável.

Uma coisa é certa ela foi diagnosticada por todos que a conhecem como uma criança/problema.

Devido às circunstâncias, já houve um posicionamento inicial quanto à necessidade de se mudar a situação. Mas, em virtude de gerenciarem sua vida pessoal e familiar de forma informal; apenas lentamente e, de forma sofrida, os pais vão descobrindo que lhes faltam paradigmas; pois, ainda não se busca soluções, busca-se culpados.
Pressupõe-se que algo ou alguém tem culpa.
Para uns a culpa é de Deus que os quer provar; para outros, é questão de sorte/azar/destino. Alguém diz que o problema é genético; já um outro acha que o problema foi a gravidez tumultuada; o que, às vezes, torna-se um sério problema; se a mãe tem a tendência de interpretar o papel de vítima e, resolve assumir indevida culpa, por vários motivos; ou porque não foi uma gravidez desejada.

Espremidos pela situação uns tentam impor aos outros seus próprios pré - conceitos e paradigmas; que mal definidos e inadequados, tornam-se logo um paradoxo; pois, até mesmo os pais, não sabem muito bem, se estão em busca de ajuda para a criança; ou para seu próprio conforto.

Não havendo mais como tapar o sol com a peneira nem negar:
Descobrem que estão perdidos; e que isso aumenta a ansiedade de todos e da criança; agravando seu comportamento num círculo vicioso.

Na família cujos membros vivem na informalidade de organização; as metas de como, porque, e quem mudar; ainda não estão muito claras.

Passada a fase da busca de culpados; certamente vão em busca do recurso mágico: a droga milagrosa que possa ser receitada pelo médico. O primeiro a ser consultado é o Pediatra que já havia rotulado a criança quando bebê de “hiperativa”; às vezes alguns anos se passam, até que o problema seja repassado ao Neurologista; que pode tentar “engessar a hiperatividade” da criança com remédios e ou encaminhá-la ao Psicólogo.
Mesmo que na maioria das vezes busca-se ajuda apenas quando as coisas se complicam na escola; quase sempre da quinta série em diante; o grupo familiar espera um resultado rápido e cômodo; o que não ocorre; daí, se acentuam os conflitos dentro do lar sempre que ocorra qualquer situação com grupos externos de convivência da criança; como na escola, vizinhos, parentes.

É freqüente que ouçamos marido e mulher discutindo problemas desse tipo - e quando falam de um filho nessa situação, dizem: “o seu filho” isso, o seu filho aquilo”; nessas horas, o filho é seu; não meu nem nosso.
As acusações camufladas ou explícitas, as exigências descabidas entre os familiares quanto a de quem é a culpa; e porque os tratamentos não funcionam, segundo as expectativas, tornam aquela família cada vez mais desajustada; o desequilíbrio com certeza vai atuar sobre a criança; pondo mais lenha na fogueira.
Recusam-se a perceber que as relações em família também é um problema a ser resolvido; para que a criança possa ser ajudada a superar essa dificuldade.

A cada nova situação que gere uma crise; pode haver ou não um reposicionamento do grupo familiar quanto ao problema.
A proposta de resolução mais comum que se observa no dia a dia, é a transferência da solução para o futuro.
Lógico que um dia melhora; pois a necessidade de ser aceita, leva a criança, quando possível, a bloquear essa tendência de comportamento; ou desviá-la para outros distúrbios que não afetem as outras pessoas de forma tão visível – gerando TOCS e tiques.
É o tipo de problema, dizem alguns sábios de plantão, que se resolve com o tempo. Apenas não garantem a resposta às perguntas: Resolve para quem? Para os pais? A criança? Resolve ou camufla?

Imaginemos que alguém dessa hipotética família tenha percebido que o problema pode ser resolvido; já que problemas existem para isso.

A descoberta inicial é simples: buscar culpados não adianta; é infernizar-se e, não conduz a nada positivo.
É preciso apenas buscar soluções.
Outra descoberta simples: ninguém resolve problema nenhum sem estudá-lo.
A partir desse momento e, muitas vezes, sem que o saiba essa pessoa tornou-se o gerente de mudanças; na situação da criança e da família.
Mesmo nessa nova condição de encaminhamento, ainda vai haver muito desperdício de: tempo, recursos, paz e harmonia. Mas, se essa pessoa que vai gerenciar o processo tiver conhecimento dos conceitos de reengenharia, tudo pode ficar mais simples e fácil; não de forma mágica, mas com inteligência, método, estudo e trabalho. Além disso, pode ser o grande beneficiário do processo; pois, alcançará com o treinamento do método, uma condição de melhor qualidade pessoal.

Resumindo a operação de reengenharia da família hipotética:

- Identificar possíveis projetos.
No caso presente, será beneficiar o desenvolvimento da criança hiperativa; que seria o “produto” lançado no “mercado da vida”; melhora do conjunto das relações familiares; e também um considerável ganho de qualidade pessoal em cada um dos componentes da família.

2 - Analisar o impacto inicial.
É preciso que o gerente do processo estude cada item do projeto de mudanças a ser desenvolvido.
A seguir que ele comece a viver segundo os princípios que vai repassar aos outros; depois, tente identificar possíveis focos de resistência e de sabotagem ás novas posturas.
No caso, um começo seria o de demonstrar aos outros, que não interessa buscar culpados, mas sim soluções.

- Selecionar os esforços e definir sua abrangência.
Deve-se eleger prioridades e executar as metas da forma mais simples e eficaz, sem desperdício de tempo e energia; do tipo, tentar convencer as pessoas a atuar segundo os novos princípios; sem que elas estejam já dispostas a engajar-se no sistema.

É preciso separar o que é importante do que não é no momento.
Exemplo, nem tudo no comportamento da criança é da hiperatividade; alguma coisa deve ser proveniente de falhas educacionais, que devem ser identificadas e analisadas; coisas simples como: exemplo oferecido pelos adultos, humildade no trato com a criança. Provavelmente, pode-se conseguir mais apoio na fase inicial do processo na escola; do que entre os familiares; pois entraves como: ciúmes e rivalidade entre irmãos, é algo comum.
O investimento principal nessa fase deve ser no que dê retorno mais rápido e seguro.

- Analisar as dificuldades de organização e de informação.
A metodologia de como estruturar e organizar o projeto de recuperação do comportamento da criança; deve ser cuidadosamente escolhido. Bem como a forma de se repassar as informações para quem convive com ela; os outros familiares e para a escola.

- Definir alternativas de atuação.
Se a alternativa implantada não estiver resultando no previsto, é preciso reposicionar e implantar a alternativa seguinte.
E reformular as metas para as próximas fases.

- Determinar a relação inicial custo/benefício de cada alternativa a ser implantada.
Durante o gerenciamento do projeto a relação custo/ benefício deve continuar a ser analisada para rápidas correções. Exemplo, vamos supor que a criança está sendo medicada com um remédio caro e que apresente efeitos colaterais importantes; pode ser tentada a substituição por um alternativo; que terá um custo financeiro menor, e sem efeitos colaterais; nesse caso, pode haver considerável melhora na relação custo/benefício quanto ao recurso em uso.

Escolher a alternativa mais adequada.
Deve-se levar em conta o estudo do que se quer mudar; as características; e o potencial de mudança de cada um dos envolvidos. A fase seguinte é analisar a relação custo/benefício de cada um dos recursos que podem ser usados.
Um ponto importante é procurar investir no desenvolvimento dos recursos próprios tanto da criança, quanto da família, minimizando o uso de recursos externos.

- Implementar a alternativa escolhida.
Definido, o que e como se quer mudar; quais os recursos com que se pode contar; qual o tempo que se pode dispor.
A fase seguinte é implementar; colocar em prática o projeto de mudanças, gradualmente segundo a capacidade de mudança do grupo.
Exemplo, o gerente das mudanças já percebeu, porque estudou o problema que, não adianta recriminar a criança, nem colocá-la de castigo; e muito menos bater nela; a maneira mais fácil e simples de ajudá-la a comportar-se melhor, é manter sua atenção fixa a algo que a interesse - É questão de tempo até que os outros membros da família comecem a copiar; pois, perceberam que funciona melhor; abrindo caminho para que o agente das mudanças possa engajá-los passo a passo no projeto.

- Analisar o posicionamento atual.
Periodicamente é preciso avaliar o previsto e o que foi atingido das metas. Qual foi o lucro?

- Verificar quem está envolvido.
É preciso catalogar cada pessoa do convívio que tenha algum tipo de influência sobre a criança: amigos, parentes, familiares, professores, médicos, psicólogos; todos podem ser parte atuante do projeto desde que solicitados e aceitem.

Evidente que tudo isso, será apenas um paliativo; se o verdadeiro interessado que é a própria criança; não consiga ser engajada; pois, dela e somente dela depende o resultado final esperado: a resolução definitiva do problema através do auto/conhecimento e da auto/educação, da sua própria reforma ou restruturação íntima.

Essa deve ser a principal meta do projeto.

Neste nosso bate papo; não tivemos a intenção de resolver esse tipo de problema cada vez mais comum. Apenas alertar as pessoas para a necessidade de planejamento íntimo, familiar e de relações. A maior parte das vezes, apenas empurramos os problemas e dificuldades para o futuro, complicando a resolução; e reduzindo nossas chances de viver uma vida de relativa paz e felicidade.

Quem conhece uma família que pratique reengenharia?
Quando trouxermos para nossa vida íntima e familiar conceitos básicos do tipo: planejamento, metas, estudos de recursos, reposicionamento – deixaremos de reclamar das instituições que não funcionam; do desperdício de recursos – e ficará patente a razão de sermos o eterno país do futuro, cada vez mais degradado.

Parece incrível; mas, uma pessoa/problema numa família pode tornar-se a solução de melhora da qualidade humana das pessoas do grupo.
Coisas de ser humano...

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