domingo, 23 de maio de 2010

VIDA MINHA – PROBLEMA NOSSO

Do alto do nosso umbigo, nós costumamos bradar como crianças: Vida minha, problema meu! Escolha minha problema meu! Escolha sua problema seu!

Quando nos interessa, em determinados momentos, costumamos levar a responsabilidade relativa ás escolhas ao pé da letra, de forma egoísta e até simplória. A terra é minha planto o que quiser! – O poder é meu, mando como me der na veneta!

Recordando de outros escritos:
Gostemos, queiramos ou não, o problema de um torna-se relativamente o problema de todos, inexoravelmente. Pensar bem é nosso destino – pensou; escolheu. Não há como deixar de escolher, pois a partir do instante em que passamos a pensar de forma contínua é impossível parar de fazê-las. Pensamos vinte e quatro horas todos os dias, até dormindo, em conseqüência disso, as fazemos o tempo todo, mesmo durante o sono, sonhos e devaneios; até a atitude de não escolher é uma opção: a de não escolher. Como votar em branco - ao nos negarmos o direito e o dever de optar; deixamos o caminho livre para que outros o façam por nós e, nos entregamos passivamente ás conseqüências. Pior é quando impomos aos outros ou os deixamos sem opção; estamos assumindo compromissos penosos para o futuro; mesmo que eles nos perdoem.
Desconsiderar a lei de causa e efeito e a de retorno é um entrave cada vez mais importante á nossa evolução. Um dos principais fatores de complicação é a educação baseada em falatório quase sempre contraditório.

Na estrada de evolução sempre temos que nos deparar com um, porém:

A capacidade de escolha é relativa no tempo e no espaço.

No presente as opções estão limitadas pelas conseqüências das escolhas efetuadas nos tempos passados.
Nossa evolução não é uniforme, em virtude disso, as opções e a liberdade de escolha num determinado espaço de tempo é desigual; analisando-se esse fato, num contexto limitado, como a existência física, a lei de causa e efeito assume a aparência de um determinismo, simploriamente confundido com sorte, azar ou destino.

Outro fator a ser considerado:

Estamos interligados e nos afetamos a cada escolha; mas a natureza nos dotou de mecanismos capazes de regular essa conexão; tanto no emitir quanto no receber. Todos nós temos um sistema de defesa; basta apenas ativá-lo.

Nossa conversa de hoje é sobre:

Mecanismos controladores da qualidade das relações.

Percepção das ações concretas:
Estamos acostumados a analisar as interferências percebidas nos sentidos; materializadas e manifestas numa ação. Porém nem sempre as percebemos, devido ao egoísmo e o orgulho ficamos tão centrados em nossos umbigos, que não percebemos os efeitos de nossas escolhas sobre os outros; apenas acusamos as sensações produzidas pelas escolhas dos outros sobre nós e reagimos; muitas vezes segundo a lei do olho por olho dente por dente.
O treino de perceber o resultado de nossas ações sobre as outras pessoas e o ambiente; para adequá-las; é sinal de boa qualidade humana.

Origem das ações:
Primeiro vem o pensamento depois é que se segue a ação. Atitudes totalmente inconscientes ou puramente instintivas só existem nos animais; embora algumas pessoas pouco pensem; desse modo, mais reagem do que agem; essa forma de interação quase sempre traz danos a todos os envolvidos.
É preciso que compreendamos que interferimos uns com os outros até pelo pensamento; pois ao focalizarmos nossa atenção numa pessoa, centralizamos nela toda a energia canalizada; o padrão vibratório dessa energia, é que vai determinar a qualidade da interferência; pois, cada tipo de pensamento possui um padrão vibratório específico; capaz de produzir sensações no corpo físico e nos corpos extra/físicos do indivíduo/alvo, bem como interferir na sua realidade, por tempo indeterminado.
Quem foi alvo de uma ação de outrem sempre tem o direito de resposta; a qualidade dela depende do grau de evolução: retalia ou perdoa; quando muito evoluído não apenas perdoa como ajuda o agressor; mas, isso são coisas do futuro.
Segundo esse direito incluso na lei de retorno; as interferências de nossas escolhas na vida dos outros, podem levar a um processo obsessivo segundo o mecanismo da sintonia.
Quando nos sintonizamos com alguém entramos em rede com ele até que a sintonia seja desfeita. Isso costuma demorar muito, já que indivíduos imaturos egoístas e orgulhosos sempre querem ficar por cima, sempre querem dar o troco levando vantagem. E por estarmos em rede; não adianta ficar brincando de esconde/esconde um sempre acha o outro, pois estamos ligados, plugados, criamos laços; e nessa condição: até mesmo laços de família.

Estamos condenados a interferências danosas eternamente?
Não! Somos, todos igualmente, dotados de mecanismos de defesa.
É um alívio saber que não estamos à mercê uns dos outros; que não somos vítimas dos caprichos de alguém. A ferramenta pensar/sentir/agir capaz de criar um escudo energético chamado de aura humana; de boa qualidade; ou cover tipo genérica; está no DNA de todo mundo.

A ferramenta do pensar/sentir/agir:
É que nos diferencia; com seu uso correto podemos modificar rapidamente a energia cósmica universal; alterando-lhe a freqüência e o padrão vibratório.
Cada tipo de pensamento e de sentimento possui um padrão vibratório particular específico.
Bons pensamentos resultam em freqüência elevada; maus pensamentos acabam em baixas freqüências.
Modulando a qualidade de nossos pensamentos e sentimentos, nós somos capazes de nos situarmos em padrões vibratórios mais elevados; nos quais predomina a alegria, o respeito, a compreensão e o amor. Ao orarmos elevamos nosso padrão vibratório e nos sintonizamos com os bons espíritos que nos intuem e nos ajudam (alguns acham que conversam direto com Deus, tanto faz).

Pode ser considerada uma pessoa de boa qualidade: a que já principia a exercer o comando do próprio destino começando pelo pensamento. A maioria de nós pode-se considerar ainda um arremedo de ser humano.


Nossa carteira de identidade cósmica: campo energético ou aura:
Energia gerada pelo pensar canalizada pela vontade é potencializada pela emoção ou pensamento. A repetição cria o padrão pessoal de atitudes e de agir; e fixa-o como tendência, impulso, compulsão, predisposição.
Cada tipo de pensamento possui um comprimento de onda, amplitude e freqüência vibratória diferentes, o que gera a coloração da aura. Cada tipo de pensamento/sentimento tem a sua coloração própria. Exemplo, pensamentos raiva, ódio, mágoa, tem um comprimento de onda, uma amplitude e uma freqüência vibratória; bem diferentes de um pensamento de respeito, de fraternidade, de amor. E, com certeza produzem colorações diferentes.

Quem cultiva pensamentos e desejos de baixo padrão vibratório como inveja, intolerância, medo, ansiedade, agressividade, ira, desejos de vingança; além de criar terreno propício para doenças mentais e físicas ainda cria sintonia para que pensamentos/sentimentos de outras pessoas do mesmo tipo; penetrem em seu campo vibratório ou aura; interagindo com eles e propiciando terreno para as obsessões.

Quando numa linguagem ético/moral, nós elevamos o pensamento; significa pensar com respeito, amor e fraternidade; pois os pensamentos deste tipo apresentam menor comprimento de onda, menor amplitude, e conseqüentemente, vibram mais rápida e intensamente; por isso, são altamente ativos, transformadores e protegem das emissões potencialmente maléficas; além de anulá-las promovendo uma limpeza da aura.
Pensamentos elevados constantes ampliam o campo energético aumentando a zona de proteção. Quem sistematicamente cuida de seus pensamentos, consegue ativar um escudo de “defesa” na recepção das ondas eletromagnéticas geradas pelo pensar/sentir/agir dos outros e que lhes são dirigidas. E, se posiciona numa dimensão diferente da vida; pois, também se torna capaz de vigiar a própria emissão, que retornará dia menos dia.
Manter esse escudo de defesa; ou seja, cuidar de manter pensamentos/sentimentos de alta freqüência ajusta o padrão vibratório a outros idênticos; evitando a sintonia de freqüências inadequadas. Experimente interagir ou conversar com uma pessoa extremamente ansiosa, caso você se descuide; e se permita entrar no padrão de freqüência dela, em seguida, sentirá uma opressão no peito, a respiração ficará mais curta e difícil, surge um desejo de ir não sabe prá onde. Observe e comprove como somos capazes de nos influenciar o tempo todo mesmo sem perceber.

Costumamos usar o desconhecimento dessa realidade energética para justificar nossas escolhas inadequadas como álibi. Cuidado, pois para atingir o resultado mínimo esperado para permanecer no Planeta; não é preciso conhecer a fundo tais ciências. Basta apenas seguir o Mestre: “Vigia e ora”, mas vigia a ti mesmo e não aos outros. E devemos orar muito para que as boas almas possam sintonizar conosco e nos intuam as melhores escolhas e decisões.

A verdade liberta:
É possível dizer com segurança: só é ignorante das leis da vida quem quer.
Criamos muitos embaraços uns aos outros; durante nossa evolução, inicialmente por ignorância e depois por teimosia, desleixo e rebeldia. Quantos incontáveis “nós cegos” nas relações entre os homens ainda estão para serem desatados através da caridade e do amor.
É certo que ainda ignoramos a profundidade de muitas coisas; mas as leis básicas da vida para superar esta fase já; são nossas velhas conhecidas; basta apenas pô-las em prática.

Capacidade de discernir:
Aprender a separar a verdade natural das verdades e desejos humanos, é uma necessidade na arte de escolher o melhor para nós; e, conseqüentemente, o melhor para todos os que estão ligados a nós. A ferramenta por excelência para aumentar a capacidade de discernir ou arte de bem escolher é o corpo físico; basta observá-lo, ouvi-lo, senti-lo e seguir suas recomendações.

Prática da caridade:
Ao aplicarmos a lei do amor e da caridade em todas as escolhas que viermos a fazer estaremos gerando paz e harmonia; é claro que ainda faremos muitas inadequadas; pois, nossa compreensão do que seja caridade e amor ainda se confunde muito com egoísmo e orgulho. No entanto, se nossas intenções forem boas e claras a correção dos desvios e erros será feita de forma mais fácil e alegre.

Soberania emocional:
É importante não misturar afetividade com os efeitos das escolhas dos outros nas nossas. Se nosso campo emocional estiver limpo e claro fica muito mais fácil discernir e ajudar.
A sensação de sofrer, nos turva o raciocínio e dificulta que encontremos as soluções mais fáceis e eficientes para os nossos problemas; ou das pessoas que nos são caras.
Ser soberano nas emoções nada tem a ver com ser uma pessoa distante, alheia e fria; ao contrário, não há amor onde as pessoas não são soberanas nas emoções e na afetividade. Somente o exercício sistemático da vigilância sobre os pensamentos é capaz de proporcionar equilíbrio nas emoções transformando-as em sentimentos claros.
Soberania emocional e afetiva é a tesoura cósmica com a qual cortamos os nós cegos que teimamos em manter nos relacionamentos.

Clareza e honestidade nos objetivos:
Se eu escolho, a certeza do que busco deve ser a maior possível. Buscar desculpas e justificativas para possíveis efeitos inadequados é condenar-se ao sofrer mesmo antes da ação ser desencadeada.

Planejamento:
A capacidade de antever, projetar, planejar é uma das nossas marcas registradas cósmicas; e quando deixa de ser usada com correção no presente; conduz a um futuro problemático e sofredor. Qualquer escolha feita deve ser acompanhada de um exercício de avaliação dos efeitos tanto em nossa vida quanto na dos outros.

Responsabilidade:
Nosso direito começa onde termina o do outro e de trás para frente.
Quem mais sabe, mas vai responder pelas suas ações e as dos outros a que deu permissão.
Quem cala consente. O momento atual não comporta braços cruzados frente aos exterminadores do futuro de Gaia que se acham os donos da terra. Tudo leva a crer que serão deportados para mundos que são a sua cara; mas, quem vai arcar com o prejuízo; são os herdeiros do planeta.
Em qualquer situação em que a escolha de um ou de grupos, causar graves prejuízos; não adianta apenas punir os culpados, apená-los; o prejuízo está feito e em muitas situações não tem volta.

Exemplo:
Hoje não podemos nos preocupar apenas com a educação de nossos filhos – quem já tem condições mínimas como pessoa de boa qualidade, deve preocupar-se e atuar firmemente na educação dos filhos dos em torno; pois, nossos filhos e os deles vão se encontrar, um dia, nas esquinas da vida.
Quantas pessoas que tiveram seus entes queridos mortos ou gravemente lesionados em acidentes de carro criminosos ou em assaltos e outros crimes; se preocupavam em agir a favor do bem estar social? – Muitos após essa perda irreparável passam a enxergar a vida de forma diferente e a agir; mas, não se recupera nem se perde uma vida.

HOJE, FAZER APENAS A NOSSA PARTE NÃO BASTA MAIS.

Não podemos entregar nossa vida e a qualidade do nosso futuro; até como planeta; nas mãos de pessoas pouco competentes em escolher e agir por nós. Depois, não adianta choramingar.

Provavelmente os mais omissos estão entre os que se acham espiritualizados nesta terra que foi tida e dita como país do futuro, celeiro do mundo; muitos apenas referendam um tipo de egoísmo cósmico igrejeiro, centreiro e televisivo; eles querem livrar sua cara; imaginam ir para mundos astrais melhores; mas, a nova terra vai continuar sendo de 3D – e quem vai consertar o estrago que está sendo feito?
Poucas pessoas deixam de admirar o Dalai Lama – mas muitas não percebem sua forte atuação na política em favor de seu povo e do planeta. Ghandi e até mesmo Sai Baba são guerreiros da luz, mas, com o pé nas necessidades de quem pisa hoje em Gaia; assumem que ainda estão aqui deixando pegadas na terra ainda bruta, seca, rachada, estéril, faminta.
Onde estão os nossos líderes espirituais?
Ao menos espiritualizados já serve?
Definidos e praticantes; pouco resolve; mas, já serve.

Ao menos, nosso consolo, (somos o país do consolo; do “tapinha nas costas”) nossas lideranças políticas são babadas lá fora...
Nada a ver com praga de argentino; nem inveja dos vizinhos latindos e da sogra americana.

Enquanto sociedade, nós precisamos de pessoas que não vivam nem tanto lá nem tanto cá; mas, o planeta implora por líderes que vivam tanto lá quanto cá; até mais cá do que lá, no astral.

Dica de artigo novo: http://educarparaummundonovo@blogspot.com
EDUCAR PARA UM MUNDO NOVO:
“Recordar é aprender” – A ecologia dos tipos da escola – parte I

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PULA TOTÓ!!!

Há ou deveria haver significativas diferenças entre educar uma criança e adestrar um cão.

Deveria.

Recomendam os entendidos em adestramento dos totós que a educação do filhote deve começar por volta dos 2 meses de idade.

Quando começar a educar uma criança?
Diz o bom senso que até antes da gestação.
O problema não é tanto a educação da criança em si; mas, a reeducação dos pais.
Até as pessoas que detém alguma capacidade em se tratando de inteligência cognitiva, afetiva e emocional não se preparam; mesmo sendo dotadas de pedigree cultural - A maioria teima em transferir a educação dos filhotes para educadores profissionais (treinadores/adestradores).

Segundo preconizam os adestradores na fase de educação básica do animal não há primeira, segunda ou terceira lição; o treinamento deve ser constante no dia a dia.

Assim como papagaios não adestram cães; pais que só discursam ou gritam também não educam crianças.

Neste bate papo vamos usar algumas etapas do treinamento de cães como linha de raciocínio nada crítico; apenas comparativo (ainda não tomei vacina contra raiva).

Na aprendizagem do certo e do Errado
As semelhanças são inevitáveis – o filhote de totó é como uma criança – é preciso ensinar desde cedo a diferença entre o certo e o errado senão ele cresce mal educado como os de rua; e daí o bicho pega na periferia.
O segredo é repreender na hora certa e elogiar sempre que faz a coisa certa.
Uma dica dos instrutores: quando elogiar seu cão mostre entusiasmo e o contato físico deve acompanhar as palavras.
Esse é um dos grandes erros no treinamento de humanos; boa parte dos pais se especializa em cobrar dos filhos ou compará-lo com os irmãos.
Nem sempre os elogios vêm acompanhados de carícias; especialmente se estiver saudável; já quando está dodói é beijinhos e afagos prá todo lado.
Se precisar repreender o animalzinho, faça-o logo após o acontecimento e demonstre que não gostou. Não bata nele nem o agrida de qualquer forma; apenas olhe em seus olhos e diga – Não! – num tom bem enérgico – e se ele fizer alguma gracinha não ria; nem se desmanche em mesuras - Não é preciso gritar; apenas mostre a ele quem manda.
Na educação das crianças; algumas apanham quando os treinadores perdem a paciência ouvem 30 ou 40 NÃO PODE ao dia; mas, sem nenhum conteúdo – e depois, de algum tempo perdem a noção do que seja negação ou permissão e tornam-se a projeção humana de Marley e Eu. Observe muitas famílias; quem manda? É o filhote.
Dormindo no local correto
Na instrução do animal é preciso treiná-lo a dormir, descansar e tirar suas sonecas no lugar certo: sua caminha. Ao se acostumar ele cria um ambiente de descanso para todos. Não dê comida para os bichos á noite. Ensine-o a fazer suas necessidades fisiológicas rotineiramente antes de dormir – se morar num apto forre um local com fixo – para que não suje a casa toda.
Leve seu animal para fora e não o ponha para fora de casa.
Humanos apresentam uma incrível dificuldade para colocar seus filhotes dormindo no seu próprio espaço – e depois, se arrependem amargamente e até querem algo para dopar o bichinho.
Instituir uma rotina de necessidades fisiológicas nos humanos é mais difícil pelo uso das práticas fraldas. Quando conseguem treinar os filhotes a abandonar as fraldas para fazer suas necessidades no local correto sentem-se verdadeiros heróis.
Algumas crianças são tão mal treinadas que fazem suas necessidades nos locais mais absurdos.
As Primeiras Noites
Animais precisam de referência; quando adotar um filhote procure levar um objeto que tenha cheiro da sua mãe; um pano em que ela estiver deitada, um jornal; qualquer coisa. Nas primeiras noites o animalzinho pode estranhar, ganir, uivar – esse é o momento em que roupas velhas, brinquedos favoritos, rádio ligado, luminosidade fraca. O importante é não ceder tirando o animal de sua caixa. Conversar com ele pode; mas, com firmeza nesse primeiro confronto de vontades nas primeiras noites. Energia e carinho são requisitos básicos para que o cãozinho aprenda a dormir profundamente sentindo-se amado e seguro.
Nos humanos a referência é a mãe; mas, alguns fazem o seio materno de chupeta – alimentam-se á noite. Apenas dormem com luzes acesas. Os pais cedem e levam o filhote para seu próprio local de dormir – depois querem uma mágica para destreinar ou recondicionar os maus hábitos.
Até que idade você carregou seu famoso “cheirinho”?
Ainda dorme com TV ligada? Luz acesa?
Fazendo as necessidades no lugar correto
Filhotes têm um relógio biológico perfeito: após comer, correr, brincar. Acostume-o a fazer suas necessidades sempre no mesmo lugar. Eles são limpos por natureza; não evacuam nem urinam perto dos locais onde dormem e comem. Escolha onde será o banheiro oficial do cão, antes de começar a treiná-lo. O local deve ser de fácil acesso e limpeza; sempre que possível forre-o com jornal que pelas suas características é a fralda do bicho. Molhe uma ponta de um jornal com a urina do bicho e deixe-a sempre por cima para que através do seu odor ele a procure como referência para fazer suas necessidades. Leve-o sempre até o jornal após as refeições. Como saber? Ele começa a andar em círculos, fica inquieto e cheira o chão – é hora de levá-lo ao banheiro. Elogie sempre o bicho assim que ele terminar. Acidentes sempre são possíveis; quando ocorrer desinfete o local e tire o cheiro.
Os filhotes de humanos nos primeiros meses têm um relógio biológico perfeito – mama: evacua. Mas, a encrenca chamada fralda cria a maior confusão e depois as pessoas que seguem o treinamento do papagaio atrapalham tudo; e as crianças desaprendem o momento certo de evacuar e de fazer xixi sem que precisem receber ordens. Elas sinalizam quando querem fazer suas necessidades; o problema é os adultos perceberem e arranjarem tempo para treiná-las.
Dieta
Filhotes de cão mamam leite de cão – depois, comem o que corresponde á raça.
Comiam; hoje a praticidade da ração canina criou uma infinidade de doenças nos bichos.
Alguns donos e tratadores enchem o pote de ração e deixam 24hs por dia – hoje, os bichos apresentam doenças de humanos.
Do lado humano é pior.
Esse assunto dá pano prá muitas mangas; algumas já abordadas nos assuntos discutidos nos vários blogs que mantemos.
Mas, vale a pena ressaltar o uso do alimento como prêmio para “bom comportamento” – coisas básicas como encher a pança de arroz e feijão e depois receber de presente a tal da mistura. A sobremesa é o cúmulo do prêmio por bom comportamento por não deixar nada no pote (melhor; no prato).
Mas, a melhor cópia do treinamento dos animais; ao avesso; são as guloseimas (balas, chiclets, bolachas e os famigerados e fedidos chip) – os totós são premiados por bom comportamento e ao mostrar suas habilidades – já, as crianças recebem como prêmio as tranqueiras para ficarem quietas.
Um absurdo treinamento ao contrário.
Claro que essa raça com ou sem pedigree não poderia dar certo.
Os treinamentos de cães reforçam o lado positivo: Pula totó! (ganha um biscoitinho e um afago) – Deita totó! (ganha outro e mais carinho) – Que lindo! - Bem treinado esse seu totó! Parabéns!
Loucura total:
Os filhotes de humano recebem as guloseimas para ficarem quietos e ao invés de carinho e afago: agressões físicas, afetivas, verbais: Fica quieto! Se comporta! Vai ver quando chegar em casa!
Pegando leve:
Coitadas das crianças recebem prêmio para fazer tudo ao contrário: a vovó acabou de chegar e pede pro neto fazer tchau? – e dá-lhe guloseima para premiar a nova aquisição de treinamento...
Mães andam com a bolsa cheia de tranqueiras para eventuais emergências educacionais.
Verdade ou mentira?
Se você tem filhotes pequenos em fase de treinamento; dê um susto em você mesma; e despeje o que tem na bolsa – assuste-se; mas, sem ganir nem latir. E por favor, não se estresse para não começar a soltar pêlo.
Melhor parar por aqui; pois a comparação entre veterinários e pediatras pode nos deprimir.
Mas, por favor, não rosne nem lata para seus pais – eles o treinaram segundo as normas e os padrões...
Se nos tornamos tomba lata é nosso problema.
PULA TOTÓ!
Dá a patinha! – Vamos fazer as pazes!

Américo Canhoto: QUANDO A NORMALIDADE PASSA A ENTEDIAR

Américo Canhoto: QUANDO A NORMALIDADE PASSA A ENTEDIAR

QUANDO A NORMALIDADE PASSA A ENTEDIAR

Como uma droga, o estresse vicia...

Não agüento mais! Preciso tirar umas férias!
Na fase de perda do pique ou de depressão orgânica do estresse; todo mundo almeja ir para um lugar e descansar, relaxar. No entanto, logo depois de algumas horas ou de poucos dias longe do corre – corre, o sujeito passa a se entediar e, não vê a hora de voltar ao batente e matar dez leões ao dia; isso, quando consegue realmente se desligar durante o repouso. Abandonar os obsessores eletrônicos: celular e Internet, é um martírio. O estilo de vida atual também suga nossa vitalidade; você sai de férias e continua trabalhando á distância via celular ou Internet – parte pela falta de sensibilidade de algumas chefias nas empresas; parte pela insegurança de alguém na sua ausência desempenhar melhor do que você e tomar seu lugar.

Não vejo a hora de voltar á velha rotina!
Daí vem a pergunta: - será que estou viciado em situações que levam ao estresse?
Podemos dizer que sim; pois, na primeira fase (alarme), os hormônios liberados durante a reação de estresse, criam uma situação de aumento de criatividade e de resolução de situações fora dos antigos padrões; e, a pessoa, sem perceber, passa a buscar mais adrenalina e outros hormônios liberados nessas situações; até em momentos de lazer: esportes radicais ou perigosos, entretenimentos com elevado teor de clima de suspense, terror, etc.

Cuidado:
Férias podem dar crise de abstinência:
Baixou o nível de adrenalina soa o alarme.

Se fosse apenas isso, estava bom!
A lei da inércia que não obedecemos nem no trânsito; também pode dar cabo de nós. A chance de morte súbita; peripaque ou doença física aumenta demais nas paradas: dormir; finais de semana; feriados – e no começo das férias. Já atendi muitos pacientes que costumam dizer: Dr. Acho que fizeram macumba prá mim – é só eu sair de férias que adoeço! – Com certeza este mundo está ficando muito doido; daqui a pouco vai ter gente arrumando a profissão de personal trainer para você sair de férias em segurança.

Férias engordam?
Esse é o fim da picada; pois, em algumas situações; a vida mansa e a saída da rotina não se acompanham da diminuição da ansiedade; e então: dá-lhe comida.
Mas depois, perder esses 3 ou 4 kilinhos a mais, no mínimo, vai dar um estresse danado.

A que ponto nós chegamos:
Se nós sobrevivemos ás férias; depois alguns dias de nos adaptarmos á vida mansa (quase no fim); retornar ao trabalho pode dar deprê ou pânico; pior, se tudo estiver correndo bem por lá; e você descobrir que é facilmente substituível; daí: saí das férias e vou para a terapia.

Além do perigo de entrarmos rapidamente na última fase do estresse crônico; que é a fase de esgotamento e até na de pé na cova; nas férias ou no retorno dela; ainda há o risco de se criar dependência química nas fases de depressão energética e física no pós-estresse.
Podemos criar o hábito do doping com ou sem receita.
Quando precisamos de nos dopar com estimulantes para levar um simples e corriqueiro cotidiano; o futuro é bastante sombrio.
E como não temos botão de liga e desliga; de manhã só pegamos no tranco com a cafeína e colegas - e á noite para dormir só com droga sonífera será preciso entrar num programa de reabilitação para dependentes químicos.

Entrar em qualquer situação desse tipo que vicia é muito fácil; sair é complicado - principalmente devido a dois fatores: falta de vontade e débil honestidade de propósitos.

Me engano porque eu gosto:
Mentimos para nós mesmos; e para os outros; quando dizemos não ser capazes de sair de uma determinada situação viciosa em estresse - na verdade, adoramos a sensação da adrenalina e do medo; daí, desejamos continuar nela e mentimos, tornando a vida complicada em razão da culpa e da própria mentira que gera mais adrenalina...
Mais fácil, eficiente e simples seria admitirmos que ainda não desejo largar o vício da adrenalina a mil; e que aceito assumir as conseqüências; sem desculpas, revolta, nem chororo.

Eliminar a necessidade de vivenciar as sensações do estresse crônico exige discernimento, boa vontade e capacidade de executar. De fato, não é para qualquer um não...

Muito breve algum visionário vai ganhar dinheiro criando um programa de reabilitação para dependentes de altas taxas de adrenalina.

Parece brincadeira; mas, é sério – ficar entediado da vida normal é uma coisa; porém quando começamos a ficar entediados da vida com adrenalina a mil – estamos de partida numa viagem radical para o outro lado da vida. Será que lá tem adrenalina a mil?

Ema, ema, ema, cada um com seus probrema...
Mas:
Por favor; preservem as crianças não as viciem em adrenalina a mil.

O amigo anda entediado; quase deprê?
Pede ajuda pro teu Pai João.
Inventa novos motivos prá viver – zin fio!

sábado, 15 de maio de 2010

ANSIEDADE - FLUXOS E REFLUXOS

Especialmente no alucinante ritmo do estilo de vida atual, temos cada vez mais dificuldade em separar realidade de ilusão; situações concretas das imaginárias. Nossa mente está inquieta e perdendo a conexão; daí, quem paga o pato é o corpo físico, inevitavelmente.
Numa pessoa relativamente equilibrada o diálogo íntimo entre instintos, razão e emoções, flui naturalmente.
A mente é a natural mediadora do processo e quando ela está com problemas é lógico que haja descontrole e doença.

Na atualidade duas emoções saíram de controle: Ansiedade e Medo.

Hoje vamos nos deter na ansiedade doentia e alguns distúrbios cada dia mais comuns no corpo físico; nos quais sua participação é decisiva: Aerofagia - a ansiedade nos levou rapidamente a uma respiração curta e superficial; daí, durante a fala mais ar vai ao aparelho digestivo do que ao pulmão. Em conseqüência disso, estamos arrotando muito mais do que o habitual (antes era só dieta errada que conduzia á fermentação) – algumas pessoas vivem um problema angustiante, pois emitem pequenos arrotos durante a fala; e isso, as deixa constrangidas e mais ansiosas levando a uma perda significativa da qualidade de vida. As evacuações estão ficando incompletas; pois, no intestino entre as partes de bolo fecal ficam áreas com ar; ao sair a primeira parte das fezes, até que saia o ar a vontade foi embora; e a pessoa fica com a desagradável sensação de mal estar abdominal.

Um sério problema é que o arroto é uma forma de refluxo; pois, o ar que retorna do estômago vem com resíduos de ácido clorídrico; e do estômago para cima as células de revestimento não estavam preparadas para isso – desse modo, hoje convivemos com processos inflamatórios crônicos, em muitas pessoas, ainda assintomáticos: esofagite; laringite; faringite; dor de ouvido recorrente e otite média (era ocorrência comum na infância devido ao aumento das amígdalas que terminavam por obstruir a saída da tuba auditiva que faz a drenagem das secreções produzidas pelas células de revestimento do ouvido médio – a alta incidência em adultos hoje se deve ao problema da faringite crônica cujas células hipertrofiadas fazem o papel da amígdala ao impedir a drenagem); rinite e sinusite (antes desse evento eram causadas apenas pelas alergias).
Nesse contexto, o perigo maior é a esofagite crônica capaz de levar a um aumento dos casos de câncer na região; pois, todo processo inflamatório crônico é um terreno muito favorável para tal acontecimento.

A tendência é que os processos sejam agravados com os tratamentos; pois, ao invés de atuar nas causas básicas para resolver de vez os problemas; ainda bloqueamos as defesas do organismo: tosse, coriza, espirros, muco, com remédios.

Mas, o que é Ansiedade doentia; uma das matérias primas desses problemas?

Ansiedade é imaginação.

Ansiedade é uma fantasia ameaçadora sobre o futuro, nela misturam-se e convive o medo e a pressa.

Como reação à ansiedade a mente produz um tipo de excitação orgânica que gera uma produção maior de mediadores químicos da reação natural ao estresse, como catecolaminas, adrenalina, cortisol. Se não houver diálogo nem comunicação entre o corpo físico e o corpo mental/emocional, o organismo vai se preparar para reagir a um acontecimento que nem sempre faz parte da realidade. A luta contra uma ilusão ou um fruto da imaginação é capaz de produzir: diarréia, suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, sensação de calor ou calafrios, maratonas de exames, internações hospitalares, agressividade, depressão doentia, angustia existencial, pânico, enfim: a morte em vida...

Alerta máximo.

Para não apagar ou sentir-se um morto em vida:
Se o desafio a ser superado é real, a energia liberada pode ajudá-lo em determinada atividade ou colaborar para resolver a experiência em andamento; se o desafio é virtual, não há nada que possa ser feito e toda energia será descarregada nas reações orgânicas gerando os sintomas da ansiedade mórbida ou uma crise de pânico. A mesma situação pode ocorrer quando o desafio é concreto, mas, existe recusa em enfrentá-lo como uma experiência a ser dominada; e pior, é quando, o indivíduo soma a tudo isso, expectativas catastróficas e previsões de acontecimentos ou desdobramentos futuros carregados de sofrer.

Não ser capaz de separar a realidade da imaginação pode ser catastrófico na vida, portanto inicie logo um treinamento para capacitá-lo a identificar fantasias, ilusões e expectativas. E integre essa capacidade ao circuito da comunicação interna entre os vários corpos. Intensifique e use o recurso do diálogo íntimo para não correr riscos inúteis. Pois nem sempre, após ter identificado uma situação causadora de mal estar ou angustia como sendo uma fantasia, você estará capacitado a interromper o processo.

Exercício.

Para conseguir quebrar o circuito um recurso simples, é fixar-se no corpo físico. Feche os olhos, respire fundo e focalize sua consciência na sua respiração, no seu corpo, com isso, o contato com a ameaça é rompido, e você recupera o contato com a realidade em andamento; repita o processo; até que consiga serenar-se e voltar á realidade.

Não se desgaste nem perca tempo e energia com censuras às manifestações provocadas pela ansiedade gerada pela fantasia. E não se preocupe em tentar esconder dos outros os sintomas, evite preocupar-se sobre o que vão pensar de você; pois com isso, ficará constrangido e aumentará as secreções orgânicas e o mal estar.

Dica.

Se tiver vontade de chorar: chore. Em certos momentos chorar faz bem.

Solução?

Temporária: uso de medicamentos, evitando na medida do possível os remédios químicos. Isso vale tanto para os efeitos da ansiedade mórbida quanto para a própria; que pode ser considerado um distúrbio da personalidade e, personalidade não se constrói nem desconstrói com remédios; mas, com esforço e conhecimento de nós mesmos.
Planeje usar remédios pelo tempo mais curto possível; pois, as recaídas serão cada vez mais rápidas

Definitiva:
Reforma da personalidade – mudança de hábitos – aprenda a fazer uma coisa de cada vez – viva um dia após o outro – não invente problemas e aprenda a separar os seus dos das outras pessoas – planeje sua vida – não faça tarefa dos outros.

Ferramentas auxiliares: aprender a meditar para acalmar a mente (invente o seu jeito) – reaprender a respirar – atividade física regular – evitar os alimentos que fermentam e os excitantes – criar uma rotina para evacuar.

Dicas práticas:
Faça fisioterapia para desobstruir a tuba auditiva – encha bexiga (10x) uma vez ao dia.
Nas fases de acúmulo de gases faça um chá com erva doce (1colher de chá) e algumas raspas de noz noscada; para 1 copo de água; assim que levantar fervura, desligue, abafe e tome aos poucos.
Lave os olhos e o nariz várias vezes ao dia.

Acima de tudo não acredite em curas milagrosas com remédios – faça seu próprio milagre – cure-se; que até o planeta agradece.

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