Tudo ok?
Na qualidade de DDAH e Índigo dos anos cinqüenta consigo me colocar no lugar das pessoas de todas as idades que convivem com esse desafio, sofrimento, para entendê-las melhor.
Para os de antigamente era mais fácil, havia mais espaço, mais liberdade, menos informações e cobranças. Quando eu era garoto morando em Umuarama norte do Paraná, tudo era puro mato (puro em todos os sentidos) podia dar vazão á hiperatividade mental e motora inventando brincadeiras, subindo em árvores, nos muros e nos telhados á cata de frutas, pipas – eu era considerado um capetinha, bicho carpinteiro; um quase moleque de rua, pois Dona Palmira sabia me conter, estudava de manhã e á tarde na escola particular na casa da Dona Maria José, daí não sobrava muito tempo para as brincadeiras, caso contrário nem a pedagogia do chinelo funcionava para me segurar em casa ou nos livros.
Eu sempre fui um “tormento” para os professores, fazia tudo muito depressa e não dava “sossego” – até prejudiquei alguns amigos, pois fazia minhas lições de casa na sala de aula (Madre Maria Adelma descobriu e não saia do meu pé; ficava aquele pingüim do meu lado o tempo todo, enquanto a turma copiava a lição da lousa), eu fingia (para nossos pais) que ia estudar com os meus vizinhos, na verdade praticamente fazia as lições deles para a gente ir brincar por mais tempo (pois as minhas já tinha feito na sala de aula).
Posso aquilatar o sofrimento das crianças de hoje, especialmente as criadas em regime de confinamento e engorda, com os dois anos de internato no Colégio Arquidiocesano em SP – para mim equivaleu a prisão perpétua sem ter cometido crime algum, mesmo com toda qualidade de ensino, atividades esportivas e disciplina, eu não tinha nada a ver com aquilo.
Muitas outras situações surgiram na minha vida nas quais costumo fazer analogias com as das pessoas que me procuram para ajudá-las nesse drama de viver a mil num mundo a jato, com Homeopatia, florais e muito bate papo.
Para quem não convive com esse drama em si e nos em torno, pode parecer algo fácil como prova de vida; mas não é – a começar pelo preconceito com seus rótulos; que o digam os “diferentes”: altos demais, baixos, gordos, negros, com orelhas salientes, etc.
Embora os sintomas variem quase ao infinito; pois cada um é cada um, alguns itens do protocolo que mostram as dificuldades a serem superadas por portadores do distúrbio (melhor sem a camisa de força dos remédios):
Problemas causados pela instabilidade psicomotora.
a) Transtornos da afetividade: essas pessoas apresentam um excesso de expressão nas emoções e uma ambivalência nas reações. Que se manifestam, por exemplo, por acessos de cólera que se transformam rapidamente em carícias, dores que aparecem e somem sem ajuda, tristeza que se transforma em repentina alegria.
b) Transtornos psicológicos: dependendo da idade, apresentam pouca tolerância à frustração, acessos de raiva nos quais agridem tudo que estiver à sua volta; até a si próprios, atirando-se ao chão puxando os próprios cabelos, denotam caráter dominador, são teimosos, insistentes em suas solicitações até á obstinação, apresentam instabilidade de humor, são impulsivos e impacientes e muitos denotam baixa auto-estima.
c) Transtornos de conduta: atos de indisciplina com arrependimento quase imediato, necessidade constante de mudanças e de movimentos, palavras e gestos entrecortados por outros.
d) Transtornos de sociabilidade: quase sempre são rejeitados por seus companheiros, desenvolvem relacionamentos complicados com a família e com os professores. As manifestações por impulsividade comportamental e cognitiva acarretam um desgaste emocional do indivíduo, bem como de seus familiares e educadores.
Os sintomas são agravados:
Em situações que exigem atenção ou esforço mental constantes, ou mesmo naquelas que não possuem um apelo interessante como ouvir professores, realizar tarefas escolares, escutar ou ler materiais extensos ou trabalhar em tarefas monótonas e repetitivas; participar de reuniões sociais ou eventos religiosos que exijam concentração e silêncio.
Para um DDAH seja Índigo ou não, enquadrar-se em normas e protocolos (científicos ou posturais como sistema de crenças) é uma verdadeira tortura.
Os sintomas são atenuados:
Algumas vezes os sinais podem ser atenuados ou estar ausentes quando o indivíduo se encontra sob controle rígido, em uma situação nova, em uma atividade muito interessante ou quando a atenção é dirigida a ele (como foi meu caso no internato).
Na maioria das vezes os sintomas atenuam-se de forma importante na adolescência e na idade adulta em função da necessidade de ser aceito e de sobreviver. Muitas vezes por contenção ou por terem sido bem cuidados na escola (como foi meu caso – tive a sorte de ótimos mentores professores – Dona Maria José que praticava o Islã e me alfabetizou; outra Dona Maria José que praticava o Judaísmo; as irmãs do Sagrado Coração de Jesus; Frei Cassiano da Ordem dos Franciscanos; Irmão Adriano dos Irmãos Maristas; meus seguintes Mestres que não davam importância a nada que não fosse material) - que tem uma importância capital na evolução do Distúrbio Evolutivo.
Origem do problema:
Sem dúvida ao nascimento a criança já traz consigo o gérmen do distúrbio, a tendência, a predisposição que pode ser desencadeada ou acentuada por fatores ambientais e sociais. Nota-se que o número de casos aumenta a cada dia em função de vários fatores ambientais como: o excesso de estímulos propiciado pela vida moderna pela mídia, pelos artefatos e brinquedos lúdicos altamente estimuladores com sons, cores; o despreparo dos pais já que até os dois anos de idade tudo que a criança faz é motivo de encantamento e de orgulho.
O conceito médico mais atual é o de que há uma imaturidade de algumas áreas do sistema nervoso central. Essas áreas são os centros cerebrais responsáveis pelos mecanismos de atenção e concentração, pela inibição dos impulsos e pela organização das funções motoras. Desse modo as vias que transmitem os sinais nervosos estão com os neurotransmissores desregulados dificultando a condução do estímulo.
Prognóstico.
A síndrome do Déficit de Atenção-Hiperatividade está diretamente relacionada à escola; pois é responsável, muitas vezes, pelo baixo rendimento escolar, ocasionando repetências e problemas de aprendizagem – ou em casos mais graves levar á marginalização. O comportamento desorganizado da criança leva muitas vezes à mudança de escola (ou de emprego); pois apesar de uma inteligência normal elas não são capazes de prestar atenção nas aulas (ou na tarefa de labor); com isso distraem também seus colegas de classe (ou do trabalho); tem dificuldades em fazer as lições de casa; pela dificuldade em manter a postura adequada logo se tornam impopulares e até rejeitados pelo grupo (ou ao contrário; depende do ambiente em que se encontrem).
Tais pessoas passam a ser rotuladas de endiabradas e desobedientes ou marginais, que necessitam de medicamentos e técnicas de memorização para que possam realizar as tarefas escolares ou de labor.
As escolas e as empresas, de maneira geral, lidam mal com o problema por desconhecimento deste transtorno, pelo cumprimento de suas normas de maneira rígida e pela falta de parceria com outros profissionais: psicopedagogos, psicólogos, estes profissionais deveriam obrigatoriamente acompanhar a evolução dessas crianças ou trabalhadores, orientando pais, educadores e DP de RH.
É necessário também que os profissionais conheçam as fases evolutivas da criança, adolescente e adulto para não confundir ataques de birra, negativismo, oposição, dificuldade de aceitar limites e outras características com o quadro de hiperatividade ou de falta de competência em se enquadrar.
É preciso também não confundir a SDAH com as pessoas com Q.I alto ou baixo podem se tornar desinteressadas ou desajustadas em sala de aula (local de trabalho) necessitando de outro tipo de abordagem.
A SDAH aparece antes dos sete anos de idade e não tem cura medicamentosa, costuma haver uma melhora do quadro à medida que a criança recebe a ajuda necessária e quando atinge a idade adulta. Porém muitos adultos são mais predispostos a transtornos da Ansiedade e distúrbios de personalidade, alterações de humor.
Na vida contemporânea mesmo quem não sofre de SDAH de forma catalogada e discriminatória; está sendo obrigado a se identificar como portador de TOC, Bipolaridade; tanto para sua paz pessoal quanto para conviver com os em torno, sem sofrimentos inúteis e desnecessários.
Ser índigo ou não na condição de DDAH traz vantagens e desvantagens. Na parte cognitiva estão em melhor situação, no que toca á parte emocional e afetiva o sofrimento é maior.
Ainda não é considerado doente psiquiátrico deste lado da vida?
Sorte sua; mas, não abuse dela; pois do outro lado a coisa é bem mais forte.
Espero que meus colegas DDAH de nascença; ou começando a serem rotulados pelo sistema, Índigos ou não; estejam levando a vida sem necessidade de drogas camisa de força.
Interagir é preciso – troquem vivências, experiências e aprendizado – para problemas desse tipo esse é um santo remédio...
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domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
IDÉIA MOFADA DÁ ALZHEIMER
Caminhamos rapidamente para a possibilidade de desenvolver esta e outras doenças degenerativas do pensar, sentir e agir, como a Bipolaridade no comportamento e nas emoções – e, em tenra idade conforme está colocado no artigo publicado no www.jornaldosespiritos.com - a respeito da Doença de Alzheimer.
Quando Jesus nos colocou que o tempo urge, não imaginávamos que realmente ele pudesse ser acelerado desta forma, real, e não apenas subjetiva em virtude das vivências em andamento (se estamos felizes o tempo voa; se estamos tristes o tempo não passa, etc.) – na atualidade várias teorias e comprovações bem estruturadas mostram como o fenômeno ocorre; dentre outros fatores: através das alterações em curso no campo magnético do planeta – há previsão de que ao final deste mês estejamos vivendo já numa “bolha de tempo” de 13hs.
Neste final de ciclo planetário e cósmico há muito decidido pelo Criador deste Universo; nada a ver se nós fomos bonzinhos ou mauzinhos – nossas atitudes apenas definem se vamos atravessar esse limite temporal com mais ou menos sofrimento pessoal e coletivo.
O fato que nos deve interessar realmente, é que este é um momento especial; daí, conforme podemos extrair da Parábola dos Talentos muita gente avarenta e medrosa no pensar corre o risco de levar uma vida inútil ao desperdiçar recursos intelectuais, tempo e esforço; dentre outras coisas: ao se permitir pensar de forma fixa; e pior ainda: apenas nas insatisfações e frustrações.
Graves distúrbios psicológicos podem se originar desse tipo de atitude em pessoas que já tenham alguma predisposição para criar “mofo” no cérebro.
Idéias fixas e repetitivas criam condições muito favoráveis para doenças do tipo, neurose, paranóias, psicoses, Alzheimer, TOC, Bipolaridade.
Idéias fixas e atitudes repetitivas levam á condição de espectador crônico de TV, caminho curto e certo para o isolamento e solidão - pois, as pessoas que parecem um disco furado sempre voltando ao mesmo ponto, tornam-se muito chatas e logo passam a ser evitadas; pois ninguém suporta uma pessoa que só fala naquilo; e olha que não importa tanto assim o que seja aquilo; cuidado até com o TOC nas crenças...
O que é possível fazer para evitar as doenças do Toc - Toc na cabeça?
Faça o seguinte exercício: feche os olhos e a mão, deixando o terceiro dedo saliente; dê algumas pancadinhas na cabeça: toc-toc-toc-toc (não precisa exagerar) – pergunte mentalmente para sua própria pessoa (para não ser internado): Olá tem alguém aí?
Seja paciente, pois alguns neurônios são lentos para acordar e voltar a funcionar. Digo por experiência, no meu caso só tenho dois atuantes o tico e o teco; o tico até que funciona; mas o teco, só pega no tranco (reflexão - meditação compulsória).
As melhores soluções para reciclar a forma de pensar, sentir e agir e auto-imagem, além de divertidas; costuma ser simples e barata:
• Mudar o visual de vez em quando é muito bom.
• Experimente mudar o estilo de suas roupas.
• Arrisque conhecer novas pessoas.
• Crie coragem para arejar as idéias.
• Jogue fora seus velhos preconceitos.
• Faça uma faxina em seus paradigmas e nas suas razões para viver.
• Mude os antigos trajetos de idas e vindas.
• Aprender coisas novas pode dar um novo sentido á nossa vida.
• Descobrir a alegria e o prazer de viver está oculto nas coisas mais simples.
• Pratique exercícios físicos que tenham utilidade coletiva como plantar árvores, cuidar de parques e jardins..., caso seja egoísta apenas puxe ferros.
• Experimente sair do casulo dos seus interesses: pratique a caridade, enquanto ainda pode.
Arejar as idéias não é sair por aí imaginando mandrakarias nem pensando ao ar livre – Mas até que, abrir as janelas prá entrar um ventinho e um solzinho é muito bom, dá um novo ânimo. Uma plantinha e um animalzinho de companhia ajudam a quebrar a mesmice da rotina diária.
Na dúvida; um bom livro é um anti-mofo cerebral da hora e sempre á disposição.
Namastê.
Quando Jesus nos colocou que o tempo urge, não imaginávamos que realmente ele pudesse ser acelerado desta forma, real, e não apenas subjetiva em virtude das vivências em andamento (se estamos felizes o tempo voa; se estamos tristes o tempo não passa, etc.) – na atualidade várias teorias e comprovações bem estruturadas mostram como o fenômeno ocorre; dentre outros fatores: através das alterações em curso no campo magnético do planeta – há previsão de que ao final deste mês estejamos vivendo já numa “bolha de tempo” de 13hs.
Neste final de ciclo planetário e cósmico há muito decidido pelo Criador deste Universo; nada a ver se nós fomos bonzinhos ou mauzinhos – nossas atitudes apenas definem se vamos atravessar esse limite temporal com mais ou menos sofrimento pessoal e coletivo.
O fato que nos deve interessar realmente, é que este é um momento especial; daí, conforme podemos extrair da Parábola dos Talentos muita gente avarenta e medrosa no pensar corre o risco de levar uma vida inútil ao desperdiçar recursos intelectuais, tempo e esforço; dentre outras coisas: ao se permitir pensar de forma fixa; e pior ainda: apenas nas insatisfações e frustrações.
Graves distúrbios psicológicos podem se originar desse tipo de atitude em pessoas que já tenham alguma predisposição para criar “mofo” no cérebro.
Idéias fixas e repetitivas criam condições muito favoráveis para doenças do tipo, neurose, paranóias, psicoses, Alzheimer, TOC, Bipolaridade.
Idéias fixas e atitudes repetitivas levam á condição de espectador crônico de TV, caminho curto e certo para o isolamento e solidão - pois, as pessoas que parecem um disco furado sempre voltando ao mesmo ponto, tornam-se muito chatas e logo passam a ser evitadas; pois ninguém suporta uma pessoa que só fala naquilo; e olha que não importa tanto assim o que seja aquilo; cuidado até com o TOC nas crenças...
O que é possível fazer para evitar as doenças do Toc - Toc na cabeça?
Faça o seguinte exercício: feche os olhos e a mão, deixando o terceiro dedo saliente; dê algumas pancadinhas na cabeça: toc-toc-toc-toc (não precisa exagerar) – pergunte mentalmente para sua própria pessoa (para não ser internado): Olá tem alguém aí?
Seja paciente, pois alguns neurônios são lentos para acordar e voltar a funcionar. Digo por experiência, no meu caso só tenho dois atuantes o tico e o teco; o tico até que funciona; mas o teco, só pega no tranco (reflexão - meditação compulsória).
As melhores soluções para reciclar a forma de pensar, sentir e agir e auto-imagem, além de divertidas; costuma ser simples e barata:
• Mudar o visual de vez em quando é muito bom.
• Experimente mudar o estilo de suas roupas.
• Arrisque conhecer novas pessoas.
• Crie coragem para arejar as idéias.
• Jogue fora seus velhos preconceitos.
• Faça uma faxina em seus paradigmas e nas suas razões para viver.
• Mude os antigos trajetos de idas e vindas.
• Aprender coisas novas pode dar um novo sentido á nossa vida.
• Descobrir a alegria e o prazer de viver está oculto nas coisas mais simples.
• Pratique exercícios físicos que tenham utilidade coletiva como plantar árvores, cuidar de parques e jardins..., caso seja egoísta apenas puxe ferros.
• Experimente sair do casulo dos seus interesses: pratique a caridade, enquanto ainda pode.
Arejar as idéias não é sair por aí imaginando mandrakarias nem pensando ao ar livre – Mas até que, abrir as janelas prá entrar um ventinho e um solzinho é muito bom, dá um novo ânimo. Uma plantinha e um animalzinho de companhia ajudam a quebrar a mesmice da rotina diária.
Na dúvida; um bom livro é um anti-mofo cerebral da hora e sempre á disposição.
Namastê.
sexta-feira, 11 de março de 2011
OS “VERDADEIROS” MOTIVOS PARA TENTAR MUDAR OS OUTROS
Continuando...
A visão distorcida e deturpada que temos de nós mesmos; camufla nossas reais intenções.
Ao induzir os outros a modificarem: o padrão de atitudes; a conduta e os hábitos; não somos totalmente honestos nos propósitos; mesmo que não sejamos capazes de admitir. Nós nos imaginamos uma pessoa; mas somos bem diferentes da que idealizamos.
Esse problema de miopia existencial recebe uma forte influência da educação e da cultura.
Aprendemos a meter o bedelho onde não somos chamados: na vida dos outros. E o que é pior: ao relegarmos a nossa; nós criamos um estado lamentável de confusão, desarmonia e muitas doenças; tanto em nós quanto nos outros.
Mesmo que nossas intenções nos pareçam a princípio as melhores, as mais justas e amorosas; quase sempre a realidade é outra; bem diferente.
Vale identificar alguns agentes internos mais comuns dessa falta de respeito e de consideração, com a forma de aprender a viver escolhida pelas outras pessoas; não importa quem sejam.
Egoísmo.
O que entendemos como amor é muito mais sentimento de posse. Agimos como se as outras pessoas fossem nossa propriedade; tentamos manipulá-las; conduzi-las direto aos nossos interesses.
Quanto mais egoístas somos; mais queremos controlar a vida dos que imaginamos nos pertencer; mesmo contra sua vontade.
Até nos ofendemos se alguém nos alerta; pois segundo a nossa visão infantil; nada pode sobrepor-se à nossa vontade e aos nossos desejos.
Inveja.
O sentimento da inveja muitas vezes nos leva a tentar manipular; especialmente se resolvem se tornar independentes da nossa influência. Ficamos com raiva se alguém nos sinaliza que somos invejosos e quando nos defrontamos com essa verdade; é doloroso para nosso pobre orgulho admitir.
A inveja é um dos sentimentos mais presentes na nossa personalidade; e um dos mais negados. Admitir que os pais sintam inveja dos filhos e vice versa, é um tipo de coragem que poucos já conquistaram.
Orgulho.
O orgulhoso; está sempre muito preocupado com o que as outras pessoas vão dizer; ou pensar; a respeito dele.
Ao adotarmos os outros como nossa posse tentamos mudar-lhes: a postura, a conduta, as razões para viver; segundo a nossa ótica. Não por amor como queremos imaginar.
O que os outros vão dizer dos meus?
É uma constante preocupação.
Poder e domínio.
Quando os outros se submetem á nossa vontade, nós nos sentimos poderosos; fortes; pois nosso Ego adora se sentir no comando de tudo. Queremos transformar as pessoas em bonecos que possamos manipular: sorria, chore, fique feliz, fique triste.
Intolerância.
Tudo que tenta fugir do nosso domínio nos incomoda, perturba, tira a paz. Para que nosso Ego fique sossegado nos sentimos compelidos a sufocar a personalidade e a liberdade do outro; em ser ele mesmo.
Independência.
Não abrimos mão da nossa liberdade e independência; no entanto, não aceitamos que os outros desejem a mesma coisa.
Dependência.
Desejamos que os nossos tornem-se independentes para aliviar o que chamamos de o nosso fardo; da boca para fora. Pois se ousarem se libertar do nosso jugo de verdade; logo criamos para eles alguma forma de dependência com relação a nós; afetiva, emocional, financeira.
Tentativa de fuga de nós mesmos.
A necessidade compulsiva de tentar moldá-los segundo nossas convicções; na verdade é um disfarce para fugir de nós mesmos; da nossa falta de competência psicológica e afetiva.
Aprendemos, fomos treinados a tentar mudar nosso mundo íntimo; quase que apenas mudando o que se encontra fora.
Segundo essa ótica, na nossa vida tudo estaria bem: se não fosse isto; se não tivesse acontecido aquilo; se fulano fosse diferente; se beltrano não agisse dessa forma.
Mecanismo de projeção.
Temos uma tendência impulsiva de usar os outros; para superar através deles; nossas frustrações.
Escolhemos suas roupas; fazemos seu prato; selecionamos seus amigos; o lazer; as atividades esportivas; queremos a qualquer custo que se tornem os campeões que não fomos. Induzimos a atividades profissionais mesmo que para exercê-la não tenham habilidades; nem desejo.
Ficamos tristes; até depressivos: se não compartilham de nossas alegrias; se não tem nossos desejos e gostos.
Fuga da responsabilidade.
Usamos os outros para cumprir expectativas ou realizar sonhos; se não dá certo; temos em quem colocar a culpa.
Não foi isso que ensinei! - Dei todas as condições! - Virou isso, porque quis!
Também usamos a pessoas como álibi para justificar nossas expectativas frustradas.
Quando o outro se saí bem: disfarçadamente ou na cara dura; assumimos as glórias, os louvores, a admiração alheia.
Ficou implícita no texto, a tentativa dos pais mudarem os filhos; pois, se pusermos em foco as relações amorosas tipo: marido e mulher ou as novas e antigas derivações afetivas – daí o bicho pega e fica mais feio e perigoso; costuma descambar para a obsessão.
Mas, se fazem no nosso gosto...; tadinhos.
Qualquer dia podemos falar sobre isso.
Com certeza a maioria dos leitores do texto age de forma completamente diferente; peço desculpas por expor minhas dificuldades evolutivas.
Inté mais ver.
quinta-feira, 10 de março de 2011
MOTIVOS “LEGÍTIMOS” PARA MUDAR OS OUTROS
Quando nos dedicamos a tentar ajudar os que nos são caros; a se modificarem; nós não conseguimos aceitar que não se percebam; não se enxerguem; nós achamos isso um absurdo.
Como?
Se; seus defeitos saltam aos olhos.
Na qualidade de exímios interpretes da Lei de Causa e efeito sobre o próximo, nós somos capazes até de prever o que os aguarda.
Se é uma criança; vá lá. Mas Adultos, tem obrigação de entender e de mudar. Não que nós sejamos melhores; mas eles parecem crianças birrentas; sempre estão contra nossos sábios conselhos; se tivéssemos gravado os que demos a eles durante toda a vida; não caberiam em milhares de fitas.
Coisas que temos de repetir vezes sem conta; coisas bem simples do tipo:
Já cansei de avisar da tua teimosia!
Tua cabeça dura põe sempre tudo a perder!
É isso que dá se meter na vida dos outros!
Não aprendes a calar-te!
Todo mundo sempre vai te explorar!
Para de beber, a bebida está acabando com tua saúde!
Larga de fumar, esse vício vai te dar um câncer de pulmão!
Não come tanto que você vai engordar!
Se não estudar vai ser um pé rapado!
Te avisei que a mentira tem pernas curtas!
Claro que, por amor, temos que cobrar.
Tá vendo! - Eu não disse! - Eu não falei!
Ah! - Se ouvissem as ordens daqueles que lhes querem bem; que só lhes desejam o melhor; não haveria tanto sofrimento; arrependimento; frustrações.
Mas; se, Deus quiser; um dia em algum lugar; já vai ser tarde; porém darão o braço a torcer!
Segundo nossa maneira de ver as coisas; os motivos alegados; para tentar reformá-los; são os mais legítimos que possa haver.
Sem dúvida; são inquestionáveis. Até beiram uma renúncia; que deve nos levar ao Paraíso. Tão amorosos que somos.
Não pedimos nada para nós; somos desprendidos; humildes; resignados.
Vejamos:
Para que se modifiquem; anulamos nossos interesses mais justos; abrirmos mão do que gostamos: do lazer; da busca da realização pessoal.
Não medimos esforços; para satisfazer-lhes as necessidades nas mínimas coisas; para que tenham cada vez mais tempo livre; para se dedicarem ao lazer e a seus sonhos, seus desejos.
Para eles tudo do bom e do melhor; até descuidamos de nossa aparência pessoal para investir na deles; nos cuidados com a saúde; tudo para eles; cuidar de nós, só quando é inevitável.
Nossas intenções, são as melhores, pois renunciamos a nós mesmos;
para:
Que sejam bem aceitos
A aceitação social é tudo. A primeira impressão é a que fica. A boa aparência dos nossos queridos reflete quem somos. Para nós: as coisas de liquidação; para eles: as de marca, das melhores grifes.
Evitar que sofram.
Se dependesse de nós: seriam as pessoas mais felizes e mais realizadas do mundo.
Mesmo que para isso; outros venham a sofrer; faz parte do jogo...
Torná-las pessoas vitoriosas.
Os que amamos tem que ser os mais belos; admirados; inteligentes;
se possível, ricos; poderosos. Quem não deseja isso para os seus?
Que sejam pessoas de bem.
Queremos que os nossos sejam respeitados; e se possível, admirados pelas outras pessoas; pela sociedade.
Que sejam invejadas.
Quanto prazer sentimos quando comentam sobre os nossos; com inveja de suas realizações.
No entanto; logo transformamos esses admiradores; em inimigos; com medo de que sua inveja; perturbe a vitória dos nossos queridos.
Nossos “legítimos” motivos e alegações para desejar a mudança de personalidade e o melhor estilo de vida para os nossos; tem um quê de neurose, uma pitada de psicose; alguns pequenos repentes de psicopata e uma boa dose de conceitos esquizofrênicos. Tudo isso junto dá num produto chamado “Normose”.
No próximo bate papo vamos levantar um tiquinho o véu dos verdadeiros motivos e das reais intenções.
Como?
Se; seus defeitos saltam aos olhos.
Na qualidade de exímios interpretes da Lei de Causa e efeito sobre o próximo, nós somos capazes até de prever o que os aguarda.
Se é uma criança; vá lá. Mas Adultos, tem obrigação de entender e de mudar. Não que nós sejamos melhores; mas eles parecem crianças birrentas; sempre estão contra nossos sábios conselhos; se tivéssemos gravado os que demos a eles durante toda a vida; não caberiam em milhares de fitas.
Coisas que temos de repetir vezes sem conta; coisas bem simples do tipo:
Já cansei de avisar da tua teimosia!
Tua cabeça dura põe sempre tudo a perder!
É isso que dá se meter na vida dos outros!
Não aprendes a calar-te!
Todo mundo sempre vai te explorar!
Para de beber, a bebida está acabando com tua saúde!
Larga de fumar, esse vício vai te dar um câncer de pulmão!
Não come tanto que você vai engordar!
Se não estudar vai ser um pé rapado!
Te avisei que a mentira tem pernas curtas!
Claro que, por amor, temos que cobrar.
Tá vendo! - Eu não disse! - Eu não falei!
Ah! - Se ouvissem as ordens daqueles que lhes querem bem; que só lhes desejam o melhor; não haveria tanto sofrimento; arrependimento; frustrações.
Mas; se, Deus quiser; um dia em algum lugar; já vai ser tarde; porém darão o braço a torcer!
Segundo nossa maneira de ver as coisas; os motivos alegados; para tentar reformá-los; são os mais legítimos que possa haver.
Sem dúvida; são inquestionáveis. Até beiram uma renúncia; que deve nos levar ao Paraíso. Tão amorosos que somos.
Não pedimos nada para nós; somos desprendidos; humildes; resignados.
Vejamos:
Para que se modifiquem; anulamos nossos interesses mais justos; abrirmos mão do que gostamos: do lazer; da busca da realização pessoal.
Não medimos esforços; para satisfazer-lhes as necessidades nas mínimas coisas; para que tenham cada vez mais tempo livre; para se dedicarem ao lazer e a seus sonhos, seus desejos.
Para eles tudo do bom e do melhor; até descuidamos de nossa aparência pessoal para investir na deles; nos cuidados com a saúde; tudo para eles; cuidar de nós, só quando é inevitável.
Nossas intenções, são as melhores, pois renunciamos a nós mesmos;
para:
Que sejam bem aceitos
A aceitação social é tudo. A primeira impressão é a que fica. A boa aparência dos nossos queridos reflete quem somos. Para nós: as coisas de liquidação; para eles: as de marca, das melhores grifes.
Evitar que sofram.
Se dependesse de nós: seriam as pessoas mais felizes e mais realizadas do mundo.
Mesmo que para isso; outros venham a sofrer; faz parte do jogo...
Torná-las pessoas vitoriosas.
Os que amamos tem que ser os mais belos; admirados; inteligentes;
se possível, ricos; poderosos. Quem não deseja isso para os seus?
Que sejam pessoas de bem.
Queremos que os nossos sejam respeitados; e se possível, admirados pelas outras pessoas; pela sociedade.
Que sejam invejadas.
Quanto prazer sentimos quando comentam sobre os nossos; com inveja de suas realizações.
No entanto; logo transformamos esses admiradores; em inimigos; com medo de que sua inveja; perturbe a vitória dos nossos queridos.
Nossos “legítimos” motivos e alegações para desejar a mudança de personalidade e o melhor estilo de vida para os nossos; tem um quê de neurose, uma pitada de psicose; alguns pequenos repentes de psicopata e uma boa dose de conceitos esquizofrênicos. Tudo isso junto dá num produto chamado “Normose”.
No próximo bate papo vamos levantar um tiquinho o véu dos verdadeiros motivos e das reais intenções.
sexta-feira, 4 de março de 2011
A MORTE DO MILAGROSO
Para mentes embotadas, tempos acelerados podem tornar-se tempos difíceis; pois, nossas antigas crenças e conceitos podem desabar, nos deixando sem chão no terreno do psicológico.
No antigo ritmo de vida a lei de causa e efeito podia ser ignorada tamanha a distância entre uma e outra; hoje não mais.
Uma escolha feita hoje iria apresentar efeitos, cinco, dez, duzentos anos depois; daí a crença em sorte, azar, destino, milagres, Deus quis ou deixou de querer – mas daqui em diante; causa e efeito sairá na mesma foto.
Estamos encrencados, curadores e doentes.
Buscamos a cura milagrosa, mas como a doença é criação humana e não Divina; comete grave infração à lógica quem solicita a Deus sua cura sem a contrapartida da mudança do modo de viver; isso, eqüivale a pedir perdão; a brincar de – “desculpa Papai do Céu que não faço mais”.
Perdão é apenas intenção e não atitude; nada é; enquanto não seja concretizada. É preciso cuidado para evitar a busca do miraculoso, da cura sem responsabilidade, da saúde sem compromisso de elevação moral; ou aplicação das Leis Cósmicas. É tempo perdido, e sofrimento desnecessário ao atrasar a vida própria e a de todo mundo. Saúde ou doença: questão de filosofia de vida, de livre-arbítrio que determina saúde ou doença, viver ou morrer, quando e como morrer; não é questão de sorte, azar, destino, Deus quis ou deixou de querer.
É preciso deixar o conceito Deus em paz; pois há milhares de anos Moisés deixou um aviso a respeito do uso preguiçoso da inteligência atribuindo a Deus o que nos compete executar. - “Não utilizar seu santo nome em vão”.
Todos nós somos capazes de extrair desta frase conceitos amplos e atuais, basta refletir. Quando se busca a cura apenas na pura intervenção dos recursos da medicina; também se pede perdão; ou pior tenta-se comprar o perdão no contexto do consumo – essa idéia foi institucionalizada pela indústria farmacêutica, formadora do estilo atual de medicina.
Daqui em diante todo cuidado é pouco; para que nós não entremos em desespero – o que antes funcionava, não mais faz efeito.
Na busca da cura definitiva quem vislumbra a verdade assina compromisso com ela; portanto negar fatos reais vividos é assinar um contrato com o sofrimento.
É falta de responsabilidade; delegar a outros nossas escolhas; que sempre nos trarão conseqüências futuras; no contexto da nossa saúde além da ajuda externa necessária devemos buscar soluções próprias e definitivas.
Requisitos da realização da cura: desejar é vontade ativa; mas é preciso saber desejar ou trabalho persistente; termina em merecer que é a resultante de todos esses fatores.
É com pesar que comunicamos a todos os amigos o falecimento do Senhor Milagroso. Vai deixar saudades para a maioria de seus antigos clientes.
Comunicamos que será substituído nas atividades de cura pelo Senhor Trabalho auxiliado pelo senhor Tempo e Dona sabedoria.
Que Deus o tenha.
Amém.
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