quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A CONQUISTA DA LIBERDADE

A liberdade sempre foi cantada em prosa e verso através dos tempos. Fala-se muito em ser livre, no entanto teima-se em aprisionar os outros às nossas escolhas, caprichos, vontades.

Todos desejamos ser livres, não ter nenhum compromisso senão conosco e com nossos desejos.

Almejamos que os outros nos deixem em paz com nossas escolhas, que não contrariem nossos anseios e esquecemos que só se torna realmente livre quem liberta.

Aprendemos entre polaridades.
Precisamos experimentar o antagonismo que tolhe e aprisiona para que sejamos capazes de valorizar a liberdade que resulta do perdão.

Ser livre sempre fomos e seremos.
Se hoje não estamos livres em plenitude é apenas pelo fato de usarmos de forma inadequada esse direito cósmico.
O mau uso encolhe a liberdade.
O bom uso a amplifica.

O que é o bom uso da liberdade?
Trata-se apenas de identificar com cuidado os limites da nossa; de modo que ela não invada a dos outros; a recíproca também é verdadeira e necessária: calmamente não devemos permitir que invadam a nossa.

Simples assim.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

SOCIEDADE DA LETARGIA

A capacidade de Adaptação é uma das nossas potencialidades; conforme é colocado no linguajar popular: “A gente se acostuma com tudo”. Esse característica nos capacitou a habitar o planeta de um pólo a outro nas mais diferentes condições e circunstâncias.
Porém:
Há um provérbio chinês que não deixa de ser um alerta: “Você deve se preocupar é quando tudo está bem”.
Dentre outras considerações ele nos alerta para o perigo do excesso de adaptação que advém da “mornitude” prolongada.
De certa forma ainda somos movidos a desafios. Os repetitivos e mornos podem exaurir esse potencial, levando até á perda da capacidade de reagir; pois, quando submetidos a situações que ativam o instinto de sobrevivência em todos seus aspectos, nós produzimos verdadeiros milagres de progresso.

Mesmo desconhecendo os limites mais precisos de cada fase do Projeto Ser Humano; ao que tudo indica nós já deveríamos ter passado do estágio reativo para o proativo – pois na atualidade ainda muito mais reagimos a estímulos externos do que atuamos sob a ação da inteligência e da vontade.
Excesso de estímulos externos de baixa intensidade, de freqüência lenta e padronizada podem nos imobilizar.

O perigo da Letargia nos ronda nos múltiplos aspectos da vida: pessoal, familiar, social, político, religioso, profissional.

O agente principal da Letargia é o medo potencializando a preguiça – evidente que as pessoas mais acometidas são as que ignoram ou fingem ignorar: quem somos nós e o que fazemos aqui.

Nossa intenção neste bate papo é focar a Letargia gerada pela perda da noção de limites.

Extrapolar os limites, uma, duas, dez, vinte vezes, tudo bem, se isso, trouxe algum distúrbio ele pode não ser tão grave; no entanto, a situação pode tornar-se muito perigosa quando perdemos a noção deles (estresse crônico).
Num primeiro momento vai-se a qualidade de vida, fato que logo pode ser seguido pela perda primeiro da integridade e da honra em viver como ser humano de fato; e depois até da própria existência.
A cada dia que passa mais e mais pessoas sentem que chegaram no máximo do suportável; estamos muito cansados; exauridos; excessivamente adaptados.
Acusamos no corpo, na mente, no campo emocional e afetivo que muitos limites foram extrapolados; em decorrência de vivermos sem preparo e planejamento.

No momento, andamos às voltas com experiências simultâneas e inacabadas como nunca se viu até hoje. Isso, aproxima de forma perigosa para o nosso equilíbrio mental, emocional e orgânico, os efeitos e as causas que lhes deram origem.
Em qualquer atividade, quando se começa uma coisa e não se termina, o resultado é prejuízo: o tempo gasto, os recursos intelectuais e financeiros usados; isso, sem contar com as necessárias reparações no futuro para escapar da sensação de frustração, do sofrer, da paralisia mental emocional como a depressão, a angústia, o pânico e a terrível Letargia.

Representando as experiências iniciadas, não finalizadas e exaustivamente repetidas temos a maquiagem dos efeitos nos tratamentos de saúde.
Escolhemos mal a forma de viver, os hábitos; e adoecemos.
Depois tomamos remédios; e continuamos a fazer escolhas inadequadas e não renovamos os hábitos.
Da forma como a usamos; a ajuda medicamentosa permite que durante algum tempo continuemos a repeti-las perdendo o senso de limite para manter a saúde.
Outra analogia: Essa postura pode ser estendida para a nossa relação com o crédito e as dívidas - enfim com tudo que se relacione com nossas atividades cotidianas.
Colocado os resultados dessa forma de viver na ponta do lápis, é fácil analisar que a opção inadequada mesmo que não seja concluída sai muito caro.

Quando o ritmo de vida era mais lento tanto em número quanto em intensidade das experiências, sempre havia a possibilidade de camuflar a realidade. No momento, isso torna-se mais difícil, pois tudo que estava encoberto pela capa das circunstâncias, aparece. Lembra do ditado: cobrir um santo e descobrir outro; pois hoje cobre-se um santo e descobrem-se três ou quatro; sem que nos escandalizemos com isso – a Letargia tomou conta da força da nossa vontade.

O processo é tanto mais grave quanto mais indivíduos de uma sociedade se coloquem nessa situação.
A sociedade letárgica aceita todo o tipo de domínio e opressão feito gado que vai para o matadouro dos ideais, da busca da sanidade e da felicidade.

Na individualidade, em estado de Letargia, nós nos assemelhamos a mortos insepultos, verdadeiros zumbis; esperando a morte chegar; e quando ela chega como se fosse uma possível solução: Oh! tristeza e decepção; descobrimos tardiamente que a morte não existe e que tudo continua pendente á espera de resolução.

O que será que Gaia vai fazer para tentar nos despertar?
As antigas formas de nos acordar, de nos tirar desse estado de Letargia parece que não está dando o resultado esperado...

domingo, 9 de janeiro de 2011

SENTIMENTO – UM ESTADO DE SENTIR-SE

Confesso minha pouca capacidade em distinguir sentimentos de emoções encontradas e desencontradas; mas após viver, e, interpretar, experiências alegres e sofridas, principio a separar umas das outras.

Agora sim começo a identificar quem é quem:

Segundo imagino eu, sentimento, é a emoção educada pela razão após uma sucessiva e interminável série de experiências onde cada uma dessas emoções aflora.
Há as bem educadas e outras mal educadas ou o que chamamos de bons sentimentos ou sentimentos exacerbados, fora de contexto, doentios.

De forma qualitativa:
Sentimentos são emoções inteligentes desenvolvidos experiência seguida de experiência.

São estados de sentir-se que dependem para sua construção, dos instintos e das emoções vividas em plenitude e analisadas.

Eis aqui, um dos grandes problemas do indivíduo que busca se humanizar.
Desenvolver e aprender a cultivar: os sentimentos.

A forma como vem sendo conduzida a educação cria um padrão de sentimentos contraditórios e paranóicos: conflitantes e doentios.
É urgente recomeçar em nós a construção pessoal dos sentimentos; sob novos prismas e novo conteúdo; pois os conflitos íntimos são uma das grandes causas de desvios de personalidade, das nossas doenças físicas e da sensação de esgotamento e de cansaço crônico.

Na ecologia psicológica do ser humano, o sentimento é o agente pacificador:

No dia a dia o que se observa é o instinto brigando com emoção e com a razão; até que surja um moderador.
O pai do sentimento é o pacificador: Discernimento.
A capacidade de discernir é que coloca instinto, emoção e razão trabalhando em prol da felicidade e da paz de cada criatura e de todos; neste planeta periférico da galáxia; mas, azul; futuramente, profundamente pacífico, após a seleção em andamento.

As doenças psicológicas: neuroses, psicoses, paranóias, esquizofrenia também tem sua origem nos sentimentos contraditórios que geram conflitos entre os estados de sentir-se.

Como exemplo de conflitos esquizofrênicos culturais; nós podemos citar o sentimento do amor que é o sentimento humano por excelência; a ser conquistado.
Há uma grande confusão entre o sentimento de posse ou de sentir-se dono das pessoas, com o sentimento real de amor que cuida e respeita. O sentimento de amor deturpado gera sentimentos correlatos capazes de afetar a qualidade de vida das pessoas: ciúmes, medo da perda por morte ou abandono

Em virtude de serem emoções complexas, recuperar os sentimentos é uma tarefa para pessoas já em tentativa de integrar suas várias maturidades psicológicas e de aumentar a sua transparência; não é para qualquer um não.

Embora a vida nos pareça um eterno recomeço; começar de forma correta evitaria desperdício de tempo e recursos.

Os adultos podem facilitar a vida da criança se já estiverem trilhando o caminho do aperfeiçoamento humano voluntário.
Numa família onde as pessoas tentam ser a cada dia; mais transparentes; e se permitem sentir as emoções e as analisam de forma coerente, as crianças crescerão em todos os sentidos da sua maturidade psicológica de forma mais ou menos equilibrada tornando a sua personalidade mais harmoniosa.

Compartilhar emoções e sentimentos é uma das bases do ser.
Aproveitando o assunto, quero compartilhar com os amigos a emoção de materializar um ideal de vida com este artigo de número 400 neste bloog.
Emoções raciocinadas “viram” sentimentos, o que a acompanha é o de dever cumprido. Mas, defeituoso que sou o sentimento vem acompanhado da crítica: poderia ser melhor.

Novos artigos correlatos nos outros bloogs:

- http://saudeoudoenca.blogspot.com
O INTRADUZÍVEL SENTIR

- http://areformaintimacomecanoberco.blogspot.com
CIÚME TEM CURA

- http://reengenhariahumana.blogspot.com
MERCADO DA AUTO-ESTIMA

- http://artedaboamorte.blogspot.com
A CRUZ NA BEIRA DA ESTRADA

- http://adietacomorecursopedagogico.blogspot.com
PALAVRAS

- http://menganaquegosto.blogspot.com
CARA OU COROA? NOVOS X VELHOS TEMPOS

- http://pequenosdescuidosgrandesproblemas.blogspot.com
CARIDADE UM SANTO REMÉDIO

- http://jogosdeamore.blogspot.com
AMAR É LIBERTAR E LIBERTAR-SE



Namastê.

sábado, 8 de janeiro de 2011

COMO DESMANCHAR PRAGA DE MÃE



Cont.

O primeiro passo, para impedir que formas pensamento de negatividade enviadas até nós se materializem, é não criar LINKs que possibilitem. Mas, negar simplesmente ou adotar atitudes infantis do tipo: ‘o que vem de baixo não me atinge’, isso não resolve; “mandingas” e auxílios externos podem auxiliar de forma temporária; mas também não funcionam para sempre.
A resolução definitiva é decorrente da mudança de padrão vibratório (conjunto pensar, sentir, agir).
Vigiar a sintonia também é um item básico do kit.

Nem sempre é possível e inteligente nos afastarmos de algumas pessoas que a “mão do destino” trouxe para viver junto a nós. O mais sábio a fazer nessas ocasiões, é a tentativa de tornar a relação mais saudável e numa etapa posterior torná-la amorosa (Os conselhos do Mestre são sempre muito sábios: “Aproveita e reconcilia-te com teu “inimigo” enquanto estás a caminho com ele...”).

Kit de regras práticas:

A “mandinga Divina” é tentar transformar a relação para torná-la tão saudável, quanto seja possível no momento.

Se quisermos que os resultados sejam rápidos e eficientes algumas regras básicas devem ser seguidas:

- É preciso analisar com honestidade nossa parcela de contribuição na dificuldade de relacionamento.
- Não devemos esperar nenhum tipo de mudança no padrão de pensar, sentir e agir do outro. Quem resolveu assumir uma mudança e a reconstrução da relação fomos nós; a outra parte com certeza nem percebeu nada ainda, isso é problema dela.
- É perfeitamente possível mudar a qualidade de uma interação mudando apenas um dos agentes. Como diz o ditado popular: “quando um não quer; dois não brigam”.
- Não se deve perder tempo nem energia tentando mudar a forma de pensar e o padrão de atitudes dos outros. Além de trabalho perdido representa uma falta de respeito à outra pessoa. Aceitar os outros como eles são é uma condição básica para tentar reconstruir uma relação.
- Pontos de atrito devem ser evitados. Frente a essas pessoas é sempre um bom momento para se treinar a arte de ficar calado.
- Expresse seus pontos de vista; mas sempre evitando discussões estéreis e inúteis.
- Não esqueça que você e todo mundo não se modifica por decreto nem segundo simples conhecimento; é preciso trabalho e tempo para mudar. Não desista nem espere resultados mágicos e maravilhosos num curto prazo.
- Prepare-se sempre antes de se avistar com as pessoas tentando harmonizar-se com elas em pensamento; use a Internet natural; pois ela é o melhor recurso inicial de harmonização.

Se você não foi para a “tonga da milonga do cabuletê” conforme foi recomendado; fica mais fácil raciocinar e usar a situação em proveito da sua reconstrução pessoal.
No caso em questão, lembre-se que sua mãe é uma mulher; daí para ela, estar no “controle” é muito importante. Em algum lugar do passado você tentou escapar dessa redoma amorosa. Na maior parte das vezes, o centro da questão é apenas isso – pouco ou nada a ver com encrencas maiores em tempos idos.
Use de sabedoria e deixe que ela controle pequenas coisas da sua vida – pronto, ela fica mais feliz e o “amor” volta; até seu próximo ato de rebeldia...

Ops:
Não esqueça o contato físico – beijos e abraços são remédios com grande poder de cura nas relações estremecidas.

Praga de sogra?
Fica prá outra vez...

Namastê.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

PRAGA DE MÃE




Praga de mãe pega?

A forma pensamento enviada pela mãe tem maior possibilidade de se materializar em acontecimentos devido á dinamização da energia do pensar pela emoção e afetividade. Além disso, mesmo que a polaridade do afeto seja negativa, a força de atração energética na relação entre mãe e filho é diferenciada; até pelo fato de terem compartilhado seus campos da Aura durante a gestação.

Ao ouvir uma “praga materna” ou mesmo sem ouvir, é inevitável que o filho crie um LINK no subconsciente; que possibilitará a construção da forma pensamento rotulada de praga. Na realidade a mãe deu a idéia e parte do material energético; o resto da obra fica por conta da possível vítima.

Porque desejamos mal uns aos outros?

Descuidados, fazemos mal uns aos outros com ou sem intenção.

Para muitos a intenção até é a de ajudar, no entanto, como diz o ditado: “de boas intenções o inferno está cheio”; e o “ignorante” bem intencionado acaba atrapalhando a sua vida e a do outro. Para os que se consideram sempre bem intencionados vale um aviso: ainda somos pouco honestos conosco e quando imaginamos ter boas intenções com relação ao outro, nem sempre isso corresponde à verdade, é preciso checar bem e definir com absoluta clareza: quem vai lucrar com o que? Quem estará no controle do que?

Aparentemente, nestas bandas do universo, somos os únicos capazes de planejar. Ao prejudicarmos a vida uns dos outros de forma intencional criamos embaraços ao nosso futuro, pois todos os pensamentos, sentimentos e atitudes ficam gravados no campo eletromagnético da aura. E um dia nos defrontaremos novamente com nossas vítimas, desafetos, em qualquer dos planos da vida.

De certa forma as relações terráqueas ainda são mais ou menos complicadas. Relacionamentos totalmente simpáticos, harmônicos e amorosos são ainda muito raros – mesmo na relação entre mães e filhos. Os motivos são muitos, mas a base é a falta de qualidade humana da maior parte de nós. O que ainda predomina na formação da personalidade são os chamados defeitos de caráter; que a rigor não existem; são apenas características que se entrechocam; pois somos seres interdependentes – como já bem disseram: somos todos um.
Como exemplo: o orgulho é o amor que sentimos por nós mesmos. Mesmo que ligeiramente aumentado já gera desarmonia com outras pessoas. Cuidado ao lidar com ele; pois a tentativa de se tornar humilde à força; logo se torna covardia (o realmente humilde nem sabe que é; desse modo, nem precisa se preocupar em demonstrar humildade).

Reflexão:
Caso tua mãe, um dia, tenha te mandado: “prá tonga da mironga do cabuletê”; não te aflijas – ela te ama; do jeito dela.
No entanto fica esperto; pois, a justificativa nesse caso, como em outros tantos, é a mais pura verdade. Ela disse ou pensou isso num momento de raiva, num impulso – aí reside o problema: nossos impulsos são a nossa verdade evolutiva; eles são a nossa cara real – conforme já dissemos nossa mente, mente demais – Mas, nada disso importa tanto; quanto a possibilidade de nos ajudarmos uns aos outros na reconstrução de nós mesmos e das nossas relações. Impulsos inadequados serão reciclados, um dia.

Cabe sempre a quem já detém algum saber: usá-lo.

De volta, dê o troco; mesmo que mentalmente, rogue uma “praga” á sua mãe através da genialidade de Tom Jobim e de Vinícius de Morais:
“Eu sei que vou te amar - Por toda minha vida - Eu vou te amar – A cada despedida – Eu vou te amar – Desesperadamente – Eu sei que vou te amar – E cada verso meu será – Prá te dizer – Que eu sei que vou te amar – Por toda minha vida... – Eu sei que vou chorar – A cada ausência tua eu vou chorar – Mas cada volta tua há de apagar – O que tua ausência me causou... – Eu sei que vou sofrer – A eterna desventura de viver - Á espera de viver ao lado teu – Por toda minha vida... – Se puder imitar o azul Caetano; melhor ainda. Pena que não sei linkar direto a canção.


Na continuação daremos algumas dicas a respeito de:

COMO DESMANCHAR PRAGA DE MÃE.

Até mais...

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