No jogo da vida, desde o nascer ao morrer, nós ansiamos pela sanidade, paz e alegria; mas, ninguém nos disse que, para tal conquista é preciso:
Aprender a assumir os efeitos dos desejos.
Todos nós sem exceção, queremos ser saudáveis, felizes e não sofrer.
Quando abandonamos a fase selvagem, natural; passamos a nos “achar”, até imaginamos ter vindo direto do mundo dos SPHERTUS para cá; procuramos perenizar o prazer e bolamos esquemas elaborados para evitar experiências dolorosas.
Apenas para ilustrar: se droga trouxesse sensações ruins ou amargas, na hora, naquele infeliz momento do embalo, ninguém usaria. Muito menos ficaria viciado.
– “Droga; tô fora!” – XÔ! - Essa é uma atitude de gente cabeça; pois embora, pouco inteligentes; não somos tão burros assim; minutos de prazer podem custar séculos de sofrimentos.
Pegadinha:
Uma das ironias da vida: nossos próprios desejos de prazer, se mal elaborados, subordinados a, intenções egoístas ou tentativas de fugir das lutas da vida podem resultar em sofrimentos até bilaterais.
Um inimigo disfarçado de colega da hora: a insatisfação permanente.
Apesar de tudo que temos, queremos algo mais ou diferente. Quando temos o que queremos, acabamos jogando fora, pois decidimos que não era bem isso o objeto de nossos desejos – Uma questão interessante: Será que nossos desejos são realmente nossos?
Onde a origem dessa droga de contradições tão infantis?
Donde vem essa eterna insatisfação?
Provavelmente da educação formal que se originou da cultura milenar de nossos primitivos ancestrais de ontem e de hoje; que vivem no mundo da MITOLÂNDIA.
Estar não satisfeito, é uma alavanca que nos impulsiona a progredir. O problema é que esse dom foi mal usado – não seguimos as regras, casando-o com a pressa, permitimos o concubinato com a tecnologia e, um dos filhotes foi o consumismo que nos consome.
Alerta de perigo:
A partir dessa pisada na bola; nós o transmutamos num perigoso inimigo a nos espreitar; criamos a insatisfação crônica; irmã gêmea do TOC, um perigoso monstrinho devorador da paz e da felicidade de qualquer atleta desse love game da vida.
Haverá remédio?
Onde estão os bônus que compensam as pisadas de bola nas armadilhas?
Sim – Atentos, conseguimos nos vacinar a tempo e, para isso, basta reformar o atual sistema de jogar o jogo; e, aprender e treinar a simplicidade; o precisar de muito pouco ou quase nada que venha de fora da nossa intimidade.
Algo do tipo:
Aprender a dar adeus ás ilusões...
Dica:
Essa forma de agir como cidadãos do mundo dos SPHERTUS sem assumir responsabilidade, dentre outros distúrbios evolutivos (habitar por longo tempo no mundo das COBHAIAS; ainda detona com o corpo físico.
Nas relações afetivas não sejamos nem façamos os outros de Amostra Grátis, nem produtos descartáveis.
Continua.
(adaptado do livro Jogos de Amor – Ed. Butterfly).
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
NA ERA DA PESCOÇADA
Na concorrida vida contemporânea vivemos pescoçando (espiando e zoiando) o que os outros estão fazendo; com medo de ficar defasado, para trás. Queremos participar de tudo, saber a respeito de tudo o que rola de novidade por aí; custe o que custar – mesmo que nos custe o pescoço.
Pescoçar por simples curiosidade é bom e divertido.
O problema é pescoçar sob a ação do medo e da ansiedade que geram tensão e até contraturas.
A musculatura, os ligamentos e as inserções dos músculos na parte óssea; são os lugares preferidos dos efeitos da tensão permanente decorrente do estresse crônico, para localizar processos inflamatórios. Daí que nessa conjuntura, torcicolos estarão na moda nos próximos tempos. Não se assustem os pescoçudos nem se alegrem os sem pescoço – pois, a limitação dos movimentos e a dor decorrente dessas inflamações não é proporcional ao tamanho do dito; até gente sem ou com pouco vai sentir muita dor e limitação. Tanto pelas contraturas e inflamação quanto pelas hérnias de disco e as calcificações anormais.
Poucos estão imunes a perigosas pescoçadas; daí, é sinal de inteligência; cuidar e mudar:
A postura: dentre muitas velhas e novas colocações da comunicação; a definiremos como forma de pensar, sentir e agir que se materializará no corpo físico como atitude corporal.
Inquietude física: ranger de dentes, sobressaltos, espasmos musculares...; não conseguimos mais relaxar, nem durante o sono; Ossos, músculos, tendões, ligamentos, toda a estrutura de sustentação do corpo humano no estresse crônico permanecem em tensão e rígidos o tempo todo, e depois de algum tempo e muitas pescoçadas, é normal que as inflamações comecem: tendinites, L.E.R, bursites, artrites, artroses, fibromialgia, etc.
A coisa é antiga – não surge de uma hora para outra - depois de algum tempo dessa postura de pescoçar sob a ação do medo e da ansiedade, é que surgem os avisos - e isso, não quer dizer: assim que começaram os sintomas; pois todo o processo se inicia bem antes.
Pois, todas as realizações humanas tanto as boas quanto as inadequadas, são lentas e eternas construções.
O problema de pescoçar é mais embaixo; vai além do local; e nos afeta em outras áreas:
Física e moralmente.
As pessoas deitam-se e acordam cansadas e com o corpo todo dolorido. Isso não é novidade, esse problema já é bem antigo; apenas daqui em diante ficará muito mais vibrante. E, não se trata de uma visão pessimista; mas sim, realista. Um dos parâmetros para esse chute adivinhatório, é que somos lentos em executar mudanças.
Todos os que hoje se desesperam e se revoltam com suas limitações e dores do pescoço para baixo e do pescoço para cima, começam a perceber que a ação da medicina a cada dia torna-se mais limitada. O alívio que os remédios proporcionam é cada vez menos intenso e o tempo de duração do efeito é cada vez menor.
Embora seja assunto para outro bate papo; vamos adiantar algo:
IRREGULARIDADES NA CIRCULAÇÃO DA CABEÇA
A tensão permanente localizada principalmente no pescoço, nas costas e na coluna toda, faz com que a chegada de sangue à cabeça diminua ou se torne irregular com muitos altos e baixos. Com isso: a visão está cada vez pior, um dia o sujeito enxerga bem e noutro não. A cada dia mais e mais pessoas apresentam dificuldade de concentração, vertigem psicogênica e até crises de labirintite. A memória está ficando péssima para gente de todas as idades. O raciocínio está cada dia mais cansativo, qualquer trabalho intelectual desgasta.
Pescoçar é bom – mas, pescoce com moderação.
Cuidado para não perder o pescoço; nem a cabeça.
Aproveite e compre uma pescoceira para deixar de reserva; pois nunca se sabe quando aquele torcicolo federal vai chegar...
Pescoçar por simples curiosidade é bom e divertido.
O problema é pescoçar sob a ação do medo e da ansiedade que geram tensão e até contraturas.
A musculatura, os ligamentos e as inserções dos músculos na parte óssea; são os lugares preferidos dos efeitos da tensão permanente decorrente do estresse crônico, para localizar processos inflamatórios. Daí que nessa conjuntura, torcicolos estarão na moda nos próximos tempos. Não se assustem os pescoçudos nem se alegrem os sem pescoço – pois, a limitação dos movimentos e a dor decorrente dessas inflamações não é proporcional ao tamanho do dito; até gente sem ou com pouco vai sentir muita dor e limitação. Tanto pelas contraturas e inflamação quanto pelas hérnias de disco e as calcificações anormais.
Poucos estão imunes a perigosas pescoçadas; daí, é sinal de inteligência; cuidar e mudar:
A postura: dentre muitas velhas e novas colocações da comunicação; a definiremos como forma de pensar, sentir e agir que se materializará no corpo físico como atitude corporal.
Inquietude física: ranger de dentes, sobressaltos, espasmos musculares...; não conseguimos mais relaxar, nem durante o sono; Ossos, músculos, tendões, ligamentos, toda a estrutura de sustentação do corpo humano no estresse crônico permanecem em tensão e rígidos o tempo todo, e depois de algum tempo e muitas pescoçadas, é normal que as inflamações comecem: tendinites, L.E.R, bursites, artrites, artroses, fibromialgia, etc.
A coisa é antiga – não surge de uma hora para outra - depois de algum tempo dessa postura de pescoçar sob a ação do medo e da ansiedade, é que surgem os avisos - e isso, não quer dizer: assim que começaram os sintomas; pois todo o processo se inicia bem antes.
Pois, todas as realizações humanas tanto as boas quanto as inadequadas, são lentas e eternas construções.
O problema de pescoçar é mais embaixo; vai além do local; e nos afeta em outras áreas:
Física e moralmente.
As pessoas deitam-se e acordam cansadas e com o corpo todo dolorido. Isso não é novidade, esse problema já é bem antigo; apenas daqui em diante ficará muito mais vibrante. E, não se trata de uma visão pessimista; mas sim, realista. Um dos parâmetros para esse chute adivinhatório, é que somos lentos em executar mudanças.
Todos os que hoje se desesperam e se revoltam com suas limitações e dores do pescoço para baixo e do pescoço para cima, começam a perceber que a ação da medicina a cada dia torna-se mais limitada. O alívio que os remédios proporcionam é cada vez menos intenso e o tempo de duração do efeito é cada vez menor.
Embora seja assunto para outro bate papo; vamos adiantar algo:
IRREGULARIDADES NA CIRCULAÇÃO DA CABEÇA
A tensão permanente localizada principalmente no pescoço, nas costas e na coluna toda, faz com que a chegada de sangue à cabeça diminua ou se torne irregular com muitos altos e baixos. Com isso: a visão está cada vez pior, um dia o sujeito enxerga bem e noutro não. A cada dia mais e mais pessoas apresentam dificuldade de concentração, vertigem psicogênica e até crises de labirintite. A memória está ficando péssima para gente de todas as idades. O raciocínio está cada dia mais cansativo, qualquer trabalho intelectual desgasta.
Pescoçar é bom – mas, pescoce com moderação.
Cuidado para não perder o pescoço; nem a cabeça.
Aproveite e compre uma pescoceira para deixar de reserva; pois nunca se sabe quando aquele torcicolo federal vai chegar...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
INSATISFAÇÃO E CARIDADE
Você dá o dedo e logo querem tomar seu braço...
Algumas pessoas iniciantes na prática da caridade escandalizam-se com o “retorno” do bem que procuraram dar aos mais necessitados – alguns até usam a ingratidão do outro como desculpa para continuarem egoístas e orgulhosos.
Aqui entre nós, o atraso na prática da ética cósmica é considerável; especialmente porque não somos ensinados nos primeiros anos de vida a dar nem a receber.
Timidamente alguns grupos já ensinam ás crianças a atitude de ofertar ao outro um pouco do excesso; mas, raros ensinam a receber – quem não sabe receber com certeza não sabe ofertar.
Dar e receber qualquer coisa, de alimentos, bens materiais a amor, é uma atitude simples; mas, exige qualidades humanas que ainda faltam á maior parte de nós.
Conquistamos pouca maturidade psicológica, o que nos torna seres que apenas querem receber de forma até compulsiva; o que gera a insatisfação doentia base da ingratidão desculpa para deixar de doar.
Vejamos alguns:
Princípios a serem desenvolvidos para saber receber.
Nosso padrão de qualidade íntima vai ditar como podemos receber com melhor qualidade humana. Pois, um líquido precioso a ser distribuído para quem desejamos um dia amar não deve ser guardado num vaso sujo.
• Simplicidade ou pobreza em espírito. Aquele que não exige nada complicado se satisfaz com tudo o que possa receber, e se felicita com o que o outro tiver para lhe oferecer sem cobranças nem exigências descabidas. O simples se veste apenas com as qualidades que tem, e em virtude disso, raramente decepciona.
• Humildade. Aquele que busca sempre servir antes de ser servido, ajudar ao invés de ser ajudado, não espera estar situado em primeiro plano no coração das pessoas e quando preterido não se ofende, não se magoa, não odeia.
• A benevolência. O aprendizado da afabilidade e da doçura que compõe a benevolência também são manifestações do preparo para dar e para receber.
• A paciência. Devemos aprender a sermos pacientes com tudo e com todos os que a natureza põe em nosso caminho, para que eles tenham tempo de nos compreender e para que possam aprender a receber.
• A misericórdia. Esquecer e perdoar as ofensas constitui valioso recurso para que sejamos amados e, para que as pessoas não temam aproximar-se de nós. Dentre nossos possíveis inimigos estarão num futuro próximo pessoas que nos amarão com fervor.
• A dignidade. Não basta sermos considerados dignos. Não basta sermos considerados bons. É preciso que o sejamos de fato, ou até mais que isso. É preciso que extrapolemos nossas obrigações e transformemos a dignidade na mais pura caridade.
• A perseverança. Para que amemos e sejamos amados não existe tempo nem hora. Para quem já sabe o que quer e, se capacita para dar e receber, tudo acontece de forma natural.
• A indulgência. Quem deseja capacitar-se ao amor deve fazer da indulgência um dever, pois não há quem dela não precise para si mesmo. Todos necessitamos da indulgência uns dos outros, falhos e devedores que somos. Não julgueis com severidade senão as próprias ações.
• Renúncia. Não está capacitado a dar e receber amor aquele que ainda não aprendeu a renunciar aos interesses do próprio orgulho e egoísmo em favor daqueles que pretende amar e dos quais deseja receber amor.
Devemos analisar nas pequenas ocorrências do dia a dia em que estágio da capacidade de receber o que os outros têm a nos oferecer.
Quem encarou aquele repetitivo presente de Natal (para os que cultivam esse hábito) com bom humor e gratidão verdadeira.
Será que dar é mais fácil do que receber?
Namastê.
Algumas pessoas iniciantes na prática da caridade escandalizam-se com o “retorno” do bem que procuraram dar aos mais necessitados – alguns até usam a ingratidão do outro como desculpa para continuarem egoístas e orgulhosos.
Aqui entre nós, o atraso na prática da ética cósmica é considerável; especialmente porque não somos ensinados nos primeiros anos de vida a dar nem a receber.
Timidamente alguns grupos já ensinam ás crianças a atitude de ofertar ao outro um pouco do excesso; mas, raros ensinam a receber – quem não sabe receber com certeza não sabe ofertar.
Dar e receber qualquer coisa, de alimentos, bens materiais a amor, é uma atitude simples; mas, exige qualidades humanas que ainda faltam á maior parte de nós.
Conquistamos pouca maturidade psicológica, o que nos torna seres que apenas querem receber de forma até compulsiva; o que gera a insatisfação doentia base da ingratidão desculpa para deixar de doar.
Vejamos alguns:
Princípios a serem desenvolvidos para saber receber.
Nosso padrão de qualidade íntima vai ditar como podemos receber com melhor qualidade humana. Pois, um líquido precioso a ser distribuído para quem desejamos um dia amar não deve ser guardado num vaso sujo.
• Simplicidade ou pobreza em espírito. Aquele que não exige nada complicado se satisfaz com tudo o que possa receber, e se felicita com o que o outro tiver para lhe oferecer sem cobranças nem exigências descabidas. O simples se veste apenas com as qualidades que tem, e em virtude disso, raramente decepciona.
• Humildade. Aquele que busca sempre servir antes de ser servido, ajudar ao invés de ser ajudado, não espera estar situado em primeiro plano no coração das pessoas e quando preterido não se ofende, não se magoa, não odeia.
• A benevolência. O aprendizado da afabilidade e da doçura que compõe a benevolência também são manifestações do preparo para dar e para receber.
• A paciência. Devemos aprender a sermos pacientes com tudo e com todos os que a natureza põe em nosso caminho, para que eles tenham tempo de nos compreender e para que possam aprender a receber.
• A misericórdia. Esquecer e perdoar as ofensas constitui valioso recurso para que sejamos amados e, para que as pessoas não temam aproximar-se de nós. Dentre nossos possíveis inimigos estarão num futuro próximo pessoas que nos amarão com fervor.
• A dignidade. Não basta sermos considerados dignos. Não basta sermos considerados bons. É preciso que o sejamos de fato, ou até mais que isso. É preciso que extrapolemos nossas obrigações e transformemos a dignidade na mais pura caridade.
• A perseverança. Para que amemos e sejamos amados não existe tempo nem hora. Para quem já sabe o que quer e, se capacita para dar e receber, tudo acontece de forma natural.
• A indulgência. Quem deseja capacitar-se ao amor deve fazer da indulgência um dever, pois não há quem dela não precise para si mesmo. Todos necessitamos da indulgência uns dos outros, falhos e devedores que somos. Não julgueis com severidade senão as próprias ações.
• Renúncia. Não está capacitado a dar e receber amor aquele que ainda não aprendeu a renunciar aos interesses do próprio orgulho e egoísmo em favor daqueles que pretende amar e dos quais deseja receber amor.
Devemos analisar nas pequenas ocorrências do dia a dia em que estágio da capacidade de receber o que os outros têm a nos oferecer.
Quem encarou aquele repetitivo presente de Natal (para os que cultivam esse hábito) com bom humor e gratidão verdadeira.
Será que dar é mais fácil do que receber?
Namastê.
domingo, 2 de janeiro de 2011
EDUCAÇÃO – FABRICANDO MALUCOS
Ao nascer trazemos no DNA um conjunto de potencialidades tanto para a sanidade quanto para a falta dela. Em cima dessa frágil base, a educação atual faz o resto do serviço: fabrica malucos em série.
Dentre muitos outros fatores, os maluquinhos começam a ser produzidos quando os objetos da Atenção opõem-se um ao outro e, por causa disso, não se pode estabelecer uma unidade psicológica coerente.
Se hoje nós vivemos no mundo da neurose com pinceladas de personalidades psicóticas, psicopáticas, bipolares, depressivas, angustiadas, esquizofrênicas; isso é fruto da nossa pobre vontade e da péssima educação que recebemos em todos os recantos do planeta.
Embora considerados “normais”, a maioria de nós é um ser psicopatológico devido á "cisão" da Atenção nos primeiros, e para a maioria até os últimos anos de vida (ação da mídia).
Este fato ocorre com relativa freqüência em alguns transtornos psíquicos, criando sérios problemas para a mente que deve atender, simultaneamente, a objetivos múltiplos ou extremamente contraditórios. Faça isso hoje; amanhã não pode, por que não desejo. Hoje estou de bom humor, amanhã estarei na TPM...
Essa condição de “duplo-vínculo” gera situações insolúveis no convívio familiar; tornando-se um fator de risco á sanidade pessoal e coletiva.
Quando a mesma pessoa transmite á outra duas mensagens afins, porém contraditórias e incompreensíveis, contendo exigências de natureza oposta, ao mesmo tempo; além de um erro grave; ainda impede que a vítima expresse uma opinião acerca da incoerência.
Exemplo comum: adulto que sabendo da tendência da criança á contradição (natural em certos períodos) usa o contraditório para conseguir atingir seus interesses de obediência a ordens quase sempre sem sentido. Ou a suprema preciosidade pedagógica: faça o que digo; não o que faço...
Na situação da atual forma de viver em família e sociedade, a pessoa se encontra numa situação singular e insustentável. Não pode adotar nenhuma atitude sem sofrer pressões e exigências contraditórias vindas, geralmente, de parte de um ou de ambos os pais ou da sociedade. O fato de não saber para que lado deva se "voltar", para o lado do pai ou da mãe, ocasiona o desmantelamento no interior de si próprio e, externamente, nas relações interpessoais.
Cria-se uma situação sem saída; para os que se encontram a ela vinculados; com graves repercussões na vida social futura. Preocupante a repercussão social das atitudes de pessoas criadas dessa forma; e que um dia estarão atuando em cargos importantes: justiça, política, medicina, dirigentes políticos, diretores de empresas...
Para piorar tudo; na atualidade a situação familiar mudou; as ordens contraditórias vêm de vários focos: o namorado da mãe; a nova esposa do pai; o avô do outro lado da família, etc.
Esta situação de duplo-triplo-múltipo-vínculo implica, naturalmente, na "cisão" da Atenção de quem se encontra submetido a esta situação anômala; e termina operando a desintegração de uma personalidade em evolução e que não alcançou ainda pleno desenvolvimento – nem alcançará tão cedo, como demonstra (vide noticiários) a atual situação da convivência do ser humano consigo mesmo e com o próximo.
Embora pouco percebido esse distúrbio educacional; traz consigo severos prejuízos á evolução da humanidade.
O começo de um ato de Atenção consiste não só em dirigir o foco da Atenção para o estímulo sensorial; mas, ao mesmo tempo, interromper o estado psíquico anterior (dá também para entender a perda da nossa memória na vida contemporânea). Assim começa uma nova vivência e, se esse processo proporcionava prazer; ou não estava ainda terminado, a interrupção é vivenciada como uma perturbação. Por isso, admite-se que a dupla Atenção que um jovem deve prestar aos pais; quando ambos são muito diferentes e expressam opiniões divergentes, contraditórias e conflitantes, determina, como conseqüência, uma "rescisão" no processo de Atenção, que termina comprometendo, sobretudo, a parte afetiva da pessoa implicada.
Em 2011, cuidado ao adotar muitas causas – não se preocupe tanto em mudar o mundo; em salvar o planeta.
Talvez seja melhor que a gente invista em salvar nosso mundo íntimo; melhorar a sanidade nas relações familiares, sociais e nos ambientes de trabalho. Pessoas sãs: Planeta saudável.
Pequenas e simplórias mudanças na educação seriam suficientes para transformar este lindo planeta azul num verdadeiro paraíso cósmico.
Fale uma coisa de cada vez.
Seja simples e claro tanto na fala quanto nas intenções.
Aprenda a ouvir.
Seja simples, direto, reto...
Pense antes de falar – pensar não dói.
Vamos “fechar” o hospício reciclando as fábricas de malucos:
O primeiro passo é manter o foco; a coerência vem depois...
sábado, 1 de janeiro de 2011
2011 – ANO DO SIM, SIM – NÃO, NÃO
Claro que sempre foi assim; mas no próximo ano, para que a vida seja simples, alegre e feliz, a atitude de negar ou permitir deve seguir-se de justificativa, sempre.
Sim e não; deve vir acompanhado de sua razão específica: para que e por que.
O que nos chama atenção no dia a dia é quase sempre a negativa; isso se deve ao fato de habitualmente estarmos centrados em nossos interesses mais imediatos; desse modo, não costumamos questionar porque nos foi permitido; exceto quando não foi concedido.
Dizer sim: Concordar ou permitir quando é possível, qualquer um é capaz de fazê-lo; às vezes nem é preciso dizer nada, basta balançar a cabeça ou calar (quem cala consente, diz o ditado) - e para isso não é necessário demonstrar inteligência, discernimento ou argumentação lógica; ás vezes basta o receio, o comodismo.
Dizer não: É bem diferente do sim; transforma-se numa atitude até certo ponto complicada, pois exige um mínimo de raciocínio lógico, capacidade de argumentar e de discernir; talvez por isso, a palavra não, seja menos usada do que a sim; e mal interpretada.
As pessoas comuns não aceitam o não da mesma forma que estão habituadas a assimilar o sim. Nós ainda deixamos a desejar quando se trata de soberania emocional; pois a necessidade que nós temos de sermos queridos e aceitos; faz com que usemos pouco o não; mesmo que na ocasião: negar seja absolutamente necessário e coerente.
Para oferecer um retrato da necessidade urgente do desenvolvimento de um raciocínio critico capaz de filtrar as informações para a utilização correta do não, daremos alguns exemplos:
Aceleração torna-se um perigo á vista: Em momentos de aceleração, concordar por concordar representa sério perigo de viver uma vida sofrida e infeliz; por outro lado, discordar por discordar pode transformar-se em violência gratuita. Tudo leva a crer que o ano de 2011 vai andar mais rápido do que este que termina.
Ação da mídia deturpa cada vez mais o discordar:
Quem tem muita pressa e pensa com lentidão; dá permissão a mentes externas conselheiras dos próprios interesses (orgulho, vaidade e egoísmo) para que a atitude de permitir ou negar torne-se banal; e até lucrativa para elas.
Onde essa distorção torna-se bem evidente: relação entre pais e filhos frente aos bens de consumo ofertados na TV. Pai compra isso! – Mãe eu quero aquilo! – Mas, eu quero, quero e quero; e pronto!
As teorias da educação complicam nossas idéias:
Decidir se pode ou não; tornou-se um drama frente a tantas novas teorias educacionais: restritiva, permissiva, punitiva, construtivista…
A concordância apressada e comodista passava despercebida até pouco tempo; mas hoje, não parar para pensar ao dizer sim quando caberia melhor o não; pode trazer muitos problemas e bem sérios.
A negativa com pouco ou nenhum conteúdo também contribuí para diminuir a qualidade de vida das pessoas; e esse distúrbio da comunicação de intenções, inevitavelmente, também cria problemas para a sociedade:
Lógico; pois, as crianças educadas segundo dita o bom senso irão conviver com as que são mal educadas; e os conflitos de todos os tipos serão inevitáveis; do desprezo á agressão física.
Ao longo dos últimos tempos esses descuidos criaram gerações de pessoas folgadas; ingratas; que se deixam padronizar; escravas da moda; doentes em todos os sentidos já imagináveis; ou ainda não.
Alerta.
Cuidado com o uso do TALVEZ.
É o primeiro passo da mentira.
Sinaliza com freqüência; segundas ou mais intenções...
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