sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

DOENÇA: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

Todos os dias eu recebo novos pacientes para tratar; e boa parte das vezes; o inicio da conversa, é mais ou menos parecido: O que me conta? – Bem doutor, eu estou com um problema (alguns relatam mais de um) – boa parte chega com uma pasta de resultados de exames (problemas). Ouvimos e checamos; o diagnóstico real deve ser repassado aos poucos; pois, quase sempre o chamado problema é a solução para a manutenção da vida. Não é fácil substituir conceitos, dogmas e crenças gerados pelo atual sistema de diagnóstico e tratamento (descobertas ocasionais de exames ás vezes desnecessários detonam com a qualidade de vida de muitas pessoas que viveriam mais tempo e com mais qualidade; caso não soubessem serem portadoras de alterações até genéticas). Quando é possível instigamos o paciente a redefinir seu conceito do que seja um problema. Antes de continuar, vale conceituar para tentar uniformizar o que seja um problema para nós. Pois seus problemas podem ser soluções ou lições para mim e vice versa; embora muitos possam ser comuns tanto como problemas como soluções. O que são problemas? - Repetimos tantas vezes a palavra problema que se faz necessário, antes; conceituar o que seja. Utilizemos uma das definições do dicionário: “tudo que é difícil de explicar, tratar, lidar, etc. Vamos agregar a ela o conceito tempo/espaço da relatividade, o que pode criar o conceito de quase/problema ou até mesmo uma solução. No dia a dia vivemos o imediato e isso que gera o impulso de perceber determinadas situações como um problema. Se nossa visão de mundo fosse mais abrangente, capaz de aglutinar num mesmo momento: passado/presente/futuro, a mesma situação poderia ser vista e sentida como a solução necessária. Exemplo: situações que hoje parecem injustiça; elas são apenas a exata aplicação da justiça ou lei de causa e efeito. Sem retroceder muito no tempo analisemos a situação de uma pessoa que se queixa de que não tem “sorte” nas suas relações afetivas, todas as pessoas se vão; ela esquece que, durante um bom tempo cultivou o hábito de seduzir pessoas, achando-se com isso o máximo; quando as pessoas se apaixonavam por ela eram logo abandonadas. Seu problema atual nada mais é do que a solução para que aprenda a respeitar os sentimentos dos outros. Essa a solução encontrada pela vida para educá-la. Problemas sugerem dúvidas, indagações, vamos criar algumas dúvidas possíveis e tentar equacioná-las.
Qual a diferença entre problema/real e problema/fictício?
Exemplo: duas pessoas estão com problemas financeiros. As duas estão sem dinheiro para adquirir alguma coisa que precisam. Uma delas precisa dele para trocar o carro velho por um mais novo. A outra precisa para pagar uma dívida, e está sendo ameaçada, desesperada rouba, é pega em flagrante e vai presa. O problema da primeira é um quase/problema, pois a situação pode ser adiada e ela pode cuidar melhor do carro velho; já o da segunda é palpável, porque o fato de estar sem dinheiro para quitar a dívida tornou-se um problema/real, pois, gerou efeitos; ela perdeu a liberdade, foi para a cadeia.
Pode haver algum tipo de relação entre um problema físico e um problema psicológico?
Sim e não, depende da interpretação que se dá à situação. Exemplo: duas pessoas; não tem um dos braços (problema físico) que pode gerar um problema psicológico, isso depende de que forma a pessoa racionaliza o fato. A maneira de interpretar faz a diferença e determina atitudes e condutas diferentes. No exemplo citado, para um deles o fato de não ter um dos braços é um problema insolúvel que gera uma sensação de não aceitar e de sofrer; no entanto o outro pode encarar a situação como uma oportunidade capaz de ajudá-lo a desenvolver a força da vontade de superar-se.
Reagir de uma forma ou de outra não é nem melhor nem pior, pois uma situação psicológica deve ser entendida como uma situação num dado momento; já a situação de vida é mais constante e persistente que a situação do momento psicológico que pode ser modificado com mais facilidade. Cada pessoa num determinado momento age e reage da forma que é a melhor possível para ela naquela circunstância. A situação de vida faz parte e influencia o comportamento, mesmo que isso não seja percebido.
Existem problemas sem solução?
Um problema é algo dinâmico e não estático no tempo e no espaço; para uma mesma pessoa, no presente é problema daqui a pouco segundo novos valores e conceitos pode não ser mais.
É possível, medir, quantificar problemas? O que seriam problemas/maiores e problemas/menores?
Os primeiros seriam aqueles para os quais a maioria não consegue identificar soluções, já os segundos seriam os que para alguns a solução já é possível e até fácil de ser encontrada.
O que seria um problema/paradoxo?
É problema para uma pessoa que pode ser interpretado como solução para outra ou simplesmente uma lição a ser aprendida. É o caso do problema/auxílio que funciona muito bem na doença, que é sempre um mal menor evitando um maior. Ou o problema/distração que também pode ser exemplificado pela doença: num determinado momento da sua vida algumas pessoas estão sendo tão “daninhas” aos seus interesses evolutivos e aos das outras pessoas que a cercam, que a natureza lhes “arruma” uma doença para que se distraiam. Observe quantas pessoas conhece cuja vida não serve para mais nada, do que correr atrás de médicos, de exames, etc.
Qual a diferença entre as conseqüências de um problema real para um imaginário?
Nesse caso também é a interpretação que vale; mas as conseqüências independem se o problema é concreto ou não. Exemplo: alguém está com fome, isso é um problema concreto: dor no estômago que só desaparece quando come. No entanto, se uma pessoa acha, presume que está sendo traída e com o orgulho ferido, torna-se: infeliz, doente ou com insônia, tanto faz que esteja ou não sendo traída...
Que diferença pode trazer na qualidade de vida da pessoa a mudança do conceito de problema para lição?
Pode fazer toda a diferença entre sentir-se feliz ou infeliz. Observemos um detalhe: a polaridade razão/emoção. Se colocamos o rótulo de problema numa determinada situação; podemos interpretá-la segundo um enfoque onde predomina a emoção ao invés da razão e o medo pode tomar conta, o que pode retardar a solução ou complicar a situação, pois quando dominados pela emoção agimos segundo um padrão de impulsos pré/determinados.
Ao rotularmos a situação como uma lição a ser aprendida, normalmente a razão assume o comando, o que permite uma nova interpretação da ocorrência e o controle das emoções, o que pode facilitar o êxito ou resolução.
Aceitação e consolo resolvem problemas?
Sim e não. Podem resolver os psicológicos que dependiam de um estado de sentir-se ou da interpretação do momento. Mas, dificilmente podem resolver os que decorrem de uma situação de vida, atenuá-los sim, torná-los mais suportáveis sempre é possível em qualquer um dos casos.
Problema implica em sofrimento?
Relativamente, pois depende do momento psicológico do indivíduo e da interpretação que lhe seja dada.
Reflexão:
Anote:
- Qual conceito de problema costuma usar na interpretação das ocorrências do seu dia a dia. Esse conceito é seu, é interpretação sua de verdade ou são conceitos copiados das outras pessoas?
- Verifique no que considera como seus problemas, o quanto eles representam sua condição de “Maria vai com as outras...”, um mero seguidor de moda..
- Diante de uma determinada situação, se alguém lhe diz ou sugere que você está com um problema, seja de forma direta ou indireta, você acredita prontamente? Incorpora isso, como uma realidade sua? Exemplo: quando assiste ao noticiário da televisão e ouve que a Bolsa de Valores; não sei de que lugar caiu um tanto de pontos e que a taxa de juros vai subir ou descer, isso é colocado como um grave problema, às vezes. Até que ponto isso influencia sua forma de sentir-se bem ou mal, triste ou depressivo, motivado para a vida ou desmotivado para viver?
Continue a anotar:
a) Redefina o conceito de problema. Mesmo que isso não te pareça no momento muito importante pode ser um fator decisivo entre continuares vivo ou te tornares um morto/vivo Depressivo, Angustiado, ou em Pânico.
b) Identifica o que rotulas como teus problemas pessoais e teus problemas familiares. Consegues separar uns dos outros? Se tens problemas; tua família também tem problemas?
c) Separa o que são teus problemas psicológicos íntimos do que são teus problemas de vida interativa.
d) Consegues identificar a forma de resolvê-los? Quais podem e quais não podem ser resolvidos? Em que prazo? e) Verifica tua capacidade de aceitar cada um deles.
Não tenha preguiça de escrever, pois isso pode tornar-se; um grande problema.
Se há problemas; eles têm sua origem em algum lugar, em algo ou em alguém. De onde vêm nossos problemas? Antes de prosseguirmos vale a pena estudar o conceito de sofrer: O que é o sofrimento? Sofrimento é uma interpretação de determinada situação, que só existe na cabeça do ser humano. Animais apenas podem sentir dor física. A dor não alimentada pela interpretação é um tipo de sofrer extremamente passageiro. Uma das criações mais eficientes do candidato a ser humano para a própria evolução foi o conceito de sofrer, que depende de dois fatores: em primeiro lugar está a não aceitação do momento presente, que num paradoxo foi por nós mesmos idealizado ontem (o presente é sempre a materialização das escolhas de antes), e hoje escolhemos o que se concretizará amanhã e, isso parece birra de criança ou não?. Em segundo lugar, está o apego, o achar-se dono de..., sem nada ter feito para..., simplesmente: é meu, é meu, sou dono. Que coisa imatura e inconseqüente; pois, nos achamos donos do que não idealizamos nem criamos: o planeta, as pessoas, os bens materiais, os títulos sociais ou tentamos tornar perene sensações de prazer até o limite da dor? O absurdo dos absurdos para o “deus humano” é carregar, trazer para si o sofrimento dos outros.
Retornando ao assunto, para algumas pessoas é fácil mostrar que sua gastrite, por exemplo, é a solução para frear o apetite compulsivo, a obesidade mórbida, o diabetes; além de desenvolver a paciência, tolerância, raciocínio crítico; enfim continuar vivo mais algum tempo; escapando um ouço do suicídio inconsciente...
Redefina seus problemas...
Paz.

domingo, 4 de janeiro de 2009

APRENDER A LER OS SINAIS - ESCORREGÕES VERBAIS

Ao escrever o artigo anterior; mal sabia o que me aguardava:
Vale a pena prestar atenção aos sinais que a vida nos envia o tempo todo; em especial no inicio de cada novo ciclo de aprendizado. Errando e aprendendo é uma dolorosa verdade; melhor seria aplicar o conceito de Jesus: vigiar muito para errar menos. Vou dividir com os amigos do bloog os sinais que me foram enviados para ficar esperto em 2009. Talvez seja meu ano de cuidar dos escorregões verbais, dos impulsos não contidos e das idéias mal colocadas que podem magoar ou incutir medo nas pessoas. Ele mal começou e já paguei dois micos; fui obrigado pela reflexão a um pedido de desculpas e um pedido de perdão a pessoas a quem tenho muito respeito, carinho e gratidão. Sempre procuramos nos justificar – preciso ficar atento a este vício durante este ano/ciclo – as justificativas que usei: a intenção era boa; a forma foi um desastre; não servem; pois como diz o ditado: de boas intenções o inferno está cheio. Quando estamos atentos, percebemos as verdades; e esta é dolorosa: melhor perdoar do que ser perdoado – antes de usarmos a reflexão com persistência, não entendemos bem; achamos que perdoar é muito difícil e sofrido; quando não; é exatamente o contrário; ser perdoado fere muito nossa vaidade, orgulho e até o sentimento de valia ou auto-estima.
Vamos usar meus micos para refletir um pouco mais sobre perdoar e ser perdoado; desculpar e ser desculpado – desenterrando velhos escritos; com certeza; não aprendidos pelo autor:
Desculpar-se é a mesma coisa que pedir perdão?
Há diferença entre um pedido de desculpas e uma solicitação de perdão, que nem sempre é percebida pelas pessoas viciadas em se desculpar; em virtude desse hábito, costumam fazer tudo malfeito, não costumam se responsabilizar pelos seus erros, pois contam com o infalível álibi do pedido de desculpas; até que um dia se defrontem com alguém que não as desculpe e que lhes sirva de corretivo. Nessa situação, costuma julgar o outro como um carrasco e magoam-se, às vezes, até retaliam.
Originalmente o pedido de desculpas não é resultado de uma reflexão mais profunda a respeito do ocorrido e geralmente acompanha uma falta ou uma ofensa não intencional, uma imprudência, um descuido, um quase acidente. O pedido de perdão é algo mais profundo que segue uma reflexão, e na maior parte das vezes, origina-se de uma falta mais grave ou uma ofensa mais profunda acompanhada da intenção de reparar.

O que significa aprender a pedir perdão?
Desculpar-se, qualquer um se desculpa.
Pedir o perdão é um exercício de humildade (pois, o orgulho e a vaidade são tumores espirituais bem enraizados e a cirurgia moral que envolve o pedido de perdão, traz junto um pós-operatório sofrido).
Ser humilde significa ser sábio e também ser forte, conhecedor de suas possibilidades, e de suas limitações. Implica em desenvolver a coragem. Portanto, aprender a desenvolver a capacidade de pedir perdão reflete no fortalecimento de uma série de virtudes interligadas. Algumas pessoas pedem perdão como se estivessem pedindo desculpas ou até como se estivessem fazendo um favor àqueles a quem ofenderam. Falam em ser perdoados, mas não há nelas um sentimento de arrependimento verdadeiro, condição primeira de conduzir à reforma do padrão de atitudes.
Aqueles que ainda são incapazes de pedir perdão precisam exercitar o raciocínio para se tornarem mais sábios e desenvolver a coragem de expor suas próprias necessidades e limitações para que não aprendam do jeito mais difícil que é através da dor ou do sofrimento que humilha.

Não basta pedir perdão?
Aprender a pedir perdão implica em profunda reflexão seguida da intenção de modificar-se a si mesmo e à situação. Para que isso se efetive o pensar/sentir/agir devem estar alinhados dando o primeiro passo que é a intenção de reparar. Na seqüência a intenção deve ser traduzida em ação; ou seja, na mudança do padrão de atitudes.
É preciso que nos preparemos para sermos perdoados de fato, porque palavras não seguidas de atitudes não têm a capacidade de sensibilizar aqueles a quem ofendemos.
Para desenvolver a capacidade do amor é preciso aprender a transitar pela estrada do perdão que é uma via de mão dupla, perdoar num sentido e ser perdoado no outro para não andar na contramão da evolução que pode causar o desastre da dor e do sofrer. Aprender a pedir perdão implica em desenvolver a capacidade de perdoar. Uma não existe sem a outra.

Exercício de reflexão.

“Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” – é uma verdade relativa; muito relativa – pois, mesmo as mãos amigas se cansam...
Não entendi os sinais que dei a mim mesmo ao ceder ao impulso de trabalhar em meus escritos nas vias de comunicação com os amigos a respeito do perdão e da cooperação. Na verdade era um auto-aviso, quando falamos ou escrevemos o fazemos a nós mesmos – É processo de projeção. Um dos efeitos colaterais do perdão solicitado ou não; é a culpa ou remorso e, só há um remédio: a prática do bem sem cessar e a mudança no padrão de atitudes, sem essa atitude; nada feito.
Sei o que se passa na cabeça das pessoas a quem escandalizei: “Américo, você não aprende! Que vontade de te dar um soco!” – devo ficar esperto e não levar isso na brincadeira; pois, se não vigiar muito – corro o riso de levar mesmo um soco – claro que não dessas pessoas. Mas, o pior de tudo: perder a confiança e o carinho dos amigos...
Paz.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

COMEÇAR O ANO COM O CORAÇÃO LIMPO

Das propostas para viver melhor neste ano que se inicia; uma que não deve faltar é o aprendizado do perdão, nas mais miúdas situações do dia a dia – Claro que a maioria de nós tem mágoas antigas; até ódio e ressentimento; algumas dessas mágoas até nos parecem intransponíveis. Mas, somos seres para os quais não há limites que não possam ser superados; basta saber, querer, perseverar e aguardar o concurso do tempo. Além de viver simples; falar menos e agir mais; uma proposta interessante que podemos fazer a nós mesmos; e que pode mudar nossa vida de ora em diante: aprender a perdoar.
Aprender a perdoar é educar-se para viver mais feliz.
Mas, a lei do trabalho não pode ser ignorada:
Como todo fato educativo o aprendizado do perdão obedece a uma seqüência lógica: teoria, metodologia e prática. Somos um fato educativo. Nós nos educamos entre nós e nos auto/educamos. Essa interatividade e conexão tanto ajuda quanto pode atrapalhar.
Uma das dificuldades: nós queremos mestres sem nos auto/educarmos; queremos dar palpites ou fazer as lições dos outros sem termos finalizado as nossas ou concluído o curso. Essa atitude gera uma infinidade de desvios de rota a necessitar correção.
O aprendizado do perdão constitui-se de várias etapas seqüenciais:
Fase instintiva ou sensitiva
Ao começar a sentir a diferença entre as sensações geradas pelo ódio, raiva ou desamor e as sensações experimentadas no perdão, no entendimento e no amor, começamos a buscar instintivamente qual delas preferimos. É o que ocorre com o animal que perdoa instintivamente até porque ele ainda não é capaz de intelectualizar a ofensa.
Fase intelectual
Ao optar pelas sensações que seguem o perdão e ao tentar torná-las perenes tem inicio a primeira fase do perdão sob controle: a intelectual.
Fase emocional
Depois de identificar o melhor tipo de sensação e de ter decidido torná-la constante essa escolha recebe a contribuição do amplificador que é o campo emocional somado ao das sensações na tarefa de manter o controle do aprendizado.
Fase sentimento
Quando a razão consegue alinhar-se com o instinto e a emoção, o perdão torna-se um sentimento a ser desenvolvido até que se alcance a fase do perdão incondicional ou natural.

O perdão como sinalizador da nossa evolução.
O estudo da vida daqueles que atingiram uma condição evolutiva que lhes permite serem considerados modelos pode ser um recurso a balizar nossa própria evolução. O que nos desanima? Esquecemos que virtudes são conquistas humanas e não presentes da natureza para alguns privilegiados. Nossa capacidade de perdoar deve ser desenvolvida de forma intermitente, experiência após experiência para que possamos incorporar ao nosso acervo a capacidade de perdoar em qualquer que seja a circunstância. Cada um deve inventar o seu jeito de perdoar, mas podemos lançar mão de recursos simples: Anotemos tudo. Usemos a empatia (colocar-se no lugar do outro). Experimentemos orar e vibrar de forma positiva pelos que nos ofenderam. Sigamos em frente focando nossa consciência nas coisas úteis e prazerosas para nós. Faça isso de forma alegre e brincalhona – vacine-se contra o câncer, pois na sua constituição, a mágoa sempre está presente...

Paz.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

BOA NOTÍCIA - VAI FUNDO LURIAN

Amigos, eu fiquei muito feliz neste primeiro ano de 2009 – Confesso que sou um descrente da qualidade humana de todos nós (principalmente a minha) – inclusive dos políticos do país. Mas, conheci os protagonistas desta notícia e fico feliz; até certo ponto; depois explico.
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Lurian Cordeiro da Silva assumiu a secretaria municipal de Ação Social de São José
Fabricio Escandiuzzi/Especial para Terra
Fabrício EscandiuzziDireto de Florianópolis
A filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro da Silva, acompanhou na manhã desta quinta-feira a posse do prefeito de São José, Djalma Berger (PSB). Amanhã, ela assume oficialmente o cargo de secretária de Ação Social do município.
Irmão do prefeito reeleito de Florianópolis Dário Berger (PMDB), Djalma deixou a Câmara dos Deputados para assumir o quarto município mais populoso de Santa Catarina.
» vc repórter: mande fotos e relatos
"Pretendo realizar um bom trabalho aqui, tal como o Dário realizou durante dois mandatos", destacou o prefeito. "Sabemos das dificuldades de caixa da prefeitura, mas iremos recuperar São José", completou.
Lurian esteve acompanhada pelos irmãos Berger durante toda a solenidade. Ela destacou ser um grande desafio assumir a secretaria de Ação Social e acrescentou que aceitou o cargo por contar com uma boa equipe.
"Formamos uma boa equipe , temos bons profissionais na secretaria. Além disso, estou contando com o apoio do prefeito Djalma, de autoridades do estado e de várias associações", disse.
Aos 34 anos, Lurian Cordeiro é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. A secretaria de Ação Social é o primeiro cargo público exercido pela filha do presidente Lula. "Acho que o desafio é muito grande, mas tenho certeza que irá render bons frutos", espera.

Especial para Terra
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Amigos, no começo de minha carreira como médico de famílias em SBC; conheci o batalhador Lula da Silva, líder metalúrgico iniciante; e convivi com sua admiradora Miriam que foi minha secretária durante alguns meses; pois seu perfil era de uma pessoa idealista, dinâmica, inteligente e inovadora que não conseguiria ficar “engessada” como secretária de um consultório iniciante e inexpressivo. A adoração (quando recordo; lágrimas vêm aos olhos deste hoje emotivo ser) que ela tinha pelo Lula era tanta que me chamou a atenção e passei a ver o líder nascente com outros olhos; continuo seu crítico admirador. Não interessa o que ocorreu; nada de críticas; muito menos condenações; pois quem está a salvo delas? Mas resumindo, eles se amaram e tiveram uma filha. O próprio nome talvez explique; não sei quem escolheu; mas LURIAN me parece uma fusão dos ideais de um Lula com uma Miriam – Nada disso, vem ao caso; muito menos interessa a nós cidadãos. A única intenção desta conversa é: VAI FUNDO LURIAN! – você está no lugar certo e no momento certo – mostre a todos que herdou os melhores GENS de seu pai e de sua mãe – transforme-se na mais fantástica Secretária de Ação Social que o município de São José SC – já teve – pelos últimos acontecimentos; eles estão precisando muito.
Conte com nosso minúsculo apoio.
Vai lá menina, arrebenta com os preconceitos tudo que vem junto- conquista a admiração de teu pai e terás a nossa.
Deus te abençoe.

2009 - ANO DE ADQUIRIR E EXPANDIR A CONSCIÊNCIA

Aproveitaremos o início do ano para conversar sobre as perspectivas para o ano que se inicia – tanto no plano pessoal quanto no coletivo: economia, oportunidades de trabalho, relações afetivas e sociais - CRENÇAS.
PARTE I
Consciência de ser uma experiência inacabada

O ano que se inicia é o de “baixar a bola” em todos os sentidos; momento de furar as próprias “bolhas”; ano de “menos”; no sentido de viver simples e pensar muito; pois segundo as previsões de todos os tipos: provas e expiações para os apegados de todo tipo: finanças, pessoas, bens; ditarão a tônica e virão no atacado; claro que podem e devem ser transformadas em ditosas oportunidades de crescimento, prazer e alegria para os que já estiverem despertos: é o momento de atirar-se, de inovar, de criar e recriar (nada diferente dos anteriores - será?) - É hora de descartar a “titulação” para levar vantagem – mil diplomas não terá o valor de uma idéia inovadora bem executada - pois, se não formos portadores de nenhuma doença mental grave; temos consciência da relativa ignorância das nossas capacidades e da falta delas em muitos quesitos das vivências em andamento; ao nos conscientizarmos dessa realidade, nos livraremos de uma série de empecilhos à nossa paz íntima e coletiva. Pois, independente de qualquer coisa:
Nenhum de nós está pronto para coisa alguma - muito menos para a explosão desta bolha da economia.
A prontidão como a maturidade é relativa e interminável. Ninguém é pior ou melhor do que o outro; apenas uns já dominam melhor um tipo de experiência colocada em uso. Ao adquirirmos consciência disso, fica mais fácil a aceitação de nosso presente e, a vida de relação com as outras pessoas torna-se mais agradável; menos litigiosa. Também as cobranças e exigências íntimas tornam-se mais inteligentes, pois nenhum de nós deveria ser isso ou aquilo, apenas o que somos neste momento, e nele, cada um está vivendo as experiências possíveis e necessárias. O momento é de inovar, experimentar; Mas:
Antes de qualquer coisa, a experiência é uma equação matemática.
A arte de dominar a experiência ou prática é constituída de vários fatores interdependentes que definem o resultado do experimento: Prática = conhecimento x vontade x trabalho dividido pelo tempo.
· Conhecimento.
Devemos sempre buscar os recursos necessários para aprender e desenvolver a inteligência, pois ela escolhe qual o tipo de experiências iremos viver. Na condição de consciência primária, não é raro que tentemos fugir do saber, pois ele traz consigo responsabilidades que ainda não queremos assumir. Devido a essa atitude, é comum que entreguemos aos outros a tarefa de escolher o tipo de experimentos a que estaremos submetidos.
Ser submetido a algo é diferente de submeter-se.
· Vontade.
O desejo de querer é um atributo que deve ser desenvolvido.
· Trabalho.
Tudo na vida é conquistado, ninguém retém em seus arquivos; habilidades ou talentos que não seja capaz de dominar.
· Tempo.
Habitualmente, apenas dominamos o conceito linear de tempo: nós nos situamos em determinado ano, dia, hora; na verdade o tempo se interliga num sistema em rede na qual passado presente e futuro se relacionam. Use o seguinte raciocínio como guia: o tempo é a própria experiência em andamento.
Quem não adquirir consciência de quem é; e qual sua tarefa de vida, continuará cobaia dos poderosos de plantão; das doenças da moda; das notícias em tempo real.
Dica para sobreviver:
Reserve ao menos 1 hora ao dia para definir quem é – qual sua tarefa de vida. Não tem tempo? – Se estiver desempregado sobra tempo – Empregado, sobra os momentos de insônia...
Cansou? - É só o começo.
2009 – não será um ano de paz – mas, um período de muita luta – para que nós sejamos vencedores, basta planejar com inteligência.
Suas “bolhas” ainda não explodiram? – Faça isso você mesmo; para conhecer-se melhor...
Temas para bate – papo neste ano de 2009; continuarão na mesma toada dos anos anteriores; apenas mais intensos. Mas, caso o amigo tenha registrado o título em seu subconsciente; já estou mais do que satisfeito.
Chega; pois mesmo entre nossos amigos; muitos estão de ressaca; nem tanto de comida ou de bebida; mas, de dormir tarde e das interações energéticas familiares fora da rotina.

Livros Publicados

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Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

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Quem ama cuida

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Chegando à casa espírita

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Saúde ou doença, a escolha é sua

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A reforma íntima começa no berço

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Educar para um mundo novo

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