MORREMOS NA HORA DETERMINADA OU É QUESTÃO DE ESCOLHA?
Dia destes ouvindo duas pessoas papeando a respeito da morte
de uma terceira (claro que ausente – acho eu; vai saber se ela não estava ali
por perto); achei interessante a seguinte frase: morreu na hora certa; estava
na hora!
Fiquei pensativo – Será que há mesmo uma hora certa para morrer? – Se há uma hora certa; deve haver uma errada? Como saber?
Determinismo, sorte azar ou destino não tem sentido lógico; caso contrário; para que serve a existência? – Cada um faz a sua hora, segundo dispõe do que ainda lhe resta de livre arbítrio não comprometido com efeitos negativos das escolhas anteriores?
Pensando bem; parece lógico que, mesmo a vida sendo uma
incrível aventura; há um roteiro inicial desenhado e pré-estabelecido fruto das
escolhas anteriores; algo como uma seqüência, um novo capítulo da saga de cada
alma.
Parece que todos nós entramos na existência com um projeto
de vida que, pode ser modificado ou não; aí está a beleza da vida: pode ser
modificado ou não – nesse momento tudo depende de nós.
Apenas assistimos o desenrolar de nossa vida ou somos protagonnistas?
O que acha?




“... Aproveita e reconcilia-te com teu inimigo enquanto estás a caminho com ele...”
Jesus.
Como pessoas comuns retaliar quando nos sentimos ofendidos ainda é nossa forma de reagir. O impulso de reagir segundo a visão: “Olho por olho dente por dente” ainda faz parte da justiça natural, impecável na essência; mas usada por nós, há milênios, no sentido de vingança ou como forma pouco inteligente de manter em primeiro plano nossos interesses; nem sempre confessáveis. Essa visão comanda a continuidade de muitos relacionamentos.
Em qualquer dimensão em que se manifeste a pessoa que se sente ofendida; não quer dizer, necessariamente, que tenha sido; sente-se no direito de retaliar; e passa a fornecer motivos para que o antes verdugo; depois se coloque como vítima; e assim, sucessivamente num disco furado, sem fim.
Origens desse engano?
Não acrescentar, no devido tempo, ao conceito puro da lei de ação e reação a lei do PERDÃO e da REPARAÇÃO é uma das razões do sofrer.
POR QUE E PARA QUE PERDOAR?
O que eu ganho com isso?
“Vão-se os anéis; mas ficam os dedos” pode ser traduzido: vão-se os interesses do momento; mas fica a liberdade da alma tanto neste momento quanto depois...
Hoje é mais fácil entender o conceito de PERDÃO basta analisar o aspecto prático e lucrativo no ato de perdoar; não se trata de uma atitude religiosa, nem emocional; muito menos piegas – Nossas picuinhas evolutivas são tal e qual uma guerra onde não há vencedores: todos perdem.
Ora, se quem ganha é quem aprende a ficar na sua deixando o agressor falando sozinho – qual a vantagem de ficar perdendo tempo e sofrendo com retaliações?
Perder a liberdade de fazer o que quiser e quando desejar é coisa de...
Dê o nome que quiser...
Resumindo:
A vingança é cadeia; perdão é chave...