sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A BUSCA DA QUALIDADE PESSOAL PARA A CONTINUIDADE DA VIDA

"DEIXEM OS MORTOS ENTERRAREM SEUS MORTOS"

Uma mensagem de força para os órfãos da tecnologia sem ética.

Impossível continuarmos cegos, mudos e moucos frente ás incríveis mudanças em andamento; as catástrofes pessoais, familiares, sociais e étnicas estão a pleno vapor; e acelerando; doenças: físicas, afetivas, psicológicas, sociais, estão a mil – O planeta que nos abriga está em risco – Pensando bem; quem é mais importante para a vida: O planeta ou nós? – Claro que o planeta, que abriga bilhões de espécies conhecidas e ainda desconhecidas; nós somos o problema, ele a solução; para a continuidade do jogo vida. Nem um nem dois; mas bilhões de nós merecem cartão vermelho; despejo compulsório que virá com fé ou sem, com reza ou maldições; nesta altura do campeonato as regras já foram definidas – e nós as aceitamos; temos um contrato com o universo. E, estamos sendo monitorados e, quem nos monitora não vê outra saída; por que não há mais tempo hábil; é urgente conforme a própria natureza vem sinalizando que haja desencarnes da nossa espécie em massa – Não obedecemos as regras do jogo - Claro que juízes em causa própria; nós queremos ditar novas regras e principalmente encontrar em quem colocar a culpa – e se, não vigiarmos o pensar, logo nos pegamos imaginando: que desapareçam o mais rápido possível através de doenças especiais os grandes criminosos contra o patrimônio da humanidade! – Que doenças de sintomas inenarráveis atinjam os plantadores de cana e soja; criadores de gado; empresários gananciosos que contaminam o meio ambiente; políticos e juízes corruptos, etc.
Claro que haverá um tribunal em cada consciência; mas em 4D; pois, a morte não escolhe, nem julga ou seleciona; apenas atende o pedido de quem a convoca: bons ou maus; instruídos ou semi; amarelos, vermelhos, brancos, negros ou marrons – Evidente que criminosos do gênero dos que adoram viver com uma motossera, um litro de gasolina e uma caixa de fósforos na mão serão conduzidos a locais bem ermos e áridos em mundos bem distantes, para aprender a zelar pela vida, deixando de lado seus mais escusos interesses imediatos – Cada um com seus “probremas”...
“Companheiros”, nada de rogar uma praga; pois essa é uma atitude perigosa; pois praga de ecologista ativo e convicto é igual a praga de mãe: pega. E se a criatura estiver na freqüência vibratória algo sugerido pela nossa mente pode afetá-la; porém ganhamos uma boa dose de kharma – Melhor que isso, é entrar para movimentos ativos para que os crimes contra a natureza deixem de ser praga e, sejam considerados hediondos; já, neste momento; aqui em 3D tal e qual os crimes de guerra – para melhorar nosso conceito como raça perante os guardiões do universo – “Quem sabe, faz a hora; não espera acontecer”...
Tal e qual em reuniões de pais e mestres da escola onde os pais de alunos problema nunca participam; aqui entre nossos leitores não haverá: destruidores do meio ambiente; empresários poluidores e oportunistas; políticos e profissionais da justiça corruptos, etc.
Esta nossa conversa é dirigida a pessoas que tem um projeto de vida, e que de forma consciente já sentem uma real pressão íntima para mudar. Tentam se reestruturar segundo novos conhecimentos e, para bem aplicá-los; já buscam a melhor forma de gerenciar as mudanças percebidas como necessárias, senão inevitáveis. Sentem que o momento de agir é agora, que podem e que devem assumir o controle dos acontecimentos da sua vida e do seu destino. E, também, podem deixar de ser deficientes sociais e cívicos. Já desejam agir ao invés de apenas reagir – Optaram por exercer direitos, e não; apenas usufruir de privilégios.
Enquanto rascunhava o livro “Saúde ou Doença: questão de escolha”, que é um conjunto de reflexões sobre saúde, doença e cura à luz das Leis Naturais da Evolução; eu identifiquei como um dos mais importantes fatores de doença e morte, hoje, a pouca qualidade pessoal nas relações humanas: família, trabalho, sociedade e nas relações com a natureza - E, ao tomar contato com os conceitos de reengenharia na administração das empresas, com os conceitos de qualidade total de produção e de bens de serviço, visando buscar o lado humano da qualidade, surgiu a idéia de aplicá-los ao principal produto em desenvolvimento neste planeta-oficina ou escola: o candidato a ser humano. E, usar esses conceitos como roteiro para monitorar e facilitar o aprimoramento pessoal, cada vez mais necessário, nos imprevisíveis, “perigosos” e seletivos, dias de hoje...

Se o sistema de gerenciamento empresarial baseado nos conceitos de reengenharia e qualidade total funciona bem na empresa, mantendo-a saudável, ética e lucrativa nestes difíceis dias de transição e globalização, por que não utilizá-los em nós?
Hoje, uma empresa gerenciada de maneira informal e pouco ética é lenta na tomada de decisões, é antiquada, deficitária e corre o risco da falência. O mesmo pode ocorrer com cada um de nós como individualidade; se mantivermos o antiquado sistema passivo de melhora do padrão íntimo de qualidade pessoal, baseado no reagir para fugir da sensação de sofrer ao invés de agir. Para a maioria, as metas da busca da qualidade pessoal estão ainda muito centradas num padrão “religioso” de evoluir, que situa o lucro ou o prejuízo da boa o má qualidade pessoal, em ir para o céu ou para o inferno no pós-morte. Isso cria um paradoxo, pois a morte torna-se um divisor para o recebimento dos lucros e dividendos da qualidade pessoal tão duramente conquistada, e o pior é que ela ainda é um “tabu” para a maioria, por isso é pouco estudada, é quase ignorada, como se fosse uma ilusão – Experimente puxar o assunto morte nas reuniões em família, com os amigos; logo você é excluído como baixo astral; ave agourenta – A verdade é que, esse sistema de ir levando a vida segundo os impulsos e interesses do momento, já provou que funciona com baixo padrão de qualidade, é momentâneo, pois sempre deixamos as mudanças para depois – Não é preciso ser gênio para descobrir que pode, e, vai dar zebra; pois não haverá tempo hábil de mudança de padrão de qualidade íntima para a maioria, cujas dívidas cósmicas serão executadas pelo descumprimento de incontáveis acordos amigáveis – E o padrão de qualidade humana atual vai nos levar para mares (mundos) nunca dantes navegados...
As trombetas estão soando, quem quiser acordar que acorde. Os dias de hoje, não apenas solicitam, e sim exigem novas criaturas em carne e osso já dotadas de novos objetivos e de novos valores, para “sobreviver com qualidade” não somente à morte física; mas também às necessidades de sobrevivência: morar, vestir, comer, pagar impostos, mordomias..., impostas pelo cotidiano de uma sociedade tecnológica explicitamente globalizada, e que começa a exigir qualidade em tudo e, em larga escala.
Para reforçar a necessidade íntima de modernizar a busca da qualidade pessoal, olhemos à nossa volta, o rápido aumento de inadequados, de pessoas defasadas do momento; os milhões de “mortos-vivos” depressivos, infelizes e angustiados que já se encontram “infernizados” pela sua pouca qualidade e, que tinham tudo segundo velhos conceitos e valores, para serem felizes... Alguns, desses que se drogam para levar um simples cotidiano (remédios para dormir, acordar, transar, emocionar, desemocionar, rir, chorar) até gerenciam bem grandes empresas, porém, a sua própria vida encontra-se à beira do desastre na saúde, á beira do caos nas relações interpessoais, da falência emocional e até da prisão, nas cadeias do remorso e da culpa...
É preciso sair da informalidade ao gerenciar a vida e a evolução pessoal. Ainda hoje, nossa melhora íntima no cotidiano é informal; talvez porque, documentar, perpetuar na escrita o conflito entre o ser e o parecer seja sofrido aos nos defrontarmos com nós mesmos e, dê trabalho.
Quando começar? O momento de começar é agora, nem antes nem depois. É hora de cada um buscar seus próprios valores, lembrando-se de analisar se, os mesmos estão alinhados às Leis Naturais da Evolução para não precisar retroceder no futuro; quando já houver clareza de intenções – Pode não haver tempo – sempre o fator tempo – como lida com a sua cota de tempo?
O problema é que, breve, não haverá mais mercado, nem entre vivos e mortos, para esse tipo de indivíduo que vem se “excluindo” dos dias de hoje, pois á milhares de anos cultiva um baixo padrão de qualidade.
Como fazer? O que devo buscar? Do que devo abrir mão?...

Estou revendo alguns escritos não publicados, por falta de interesse de publico. Explico: neste corre-corre do dia a dia da vida pós-moderna queremos receitas prontas; tudo que nos obrigue a pensar é mal vindo; daí; não pode fazer sucesso. Mas, aproveitando a NET basta refazer e atualizar palavras (nunca conceitos, pois são contratos eternos com a vida); fuçando em meus arquivos, fui impelido a reler o segundo escrito há 12 anos e nunca publicado (234pg): “A Qualidade Humana – Trabalho”, e usando a introdução; apenas a atualizei com algo que li há poucos momentos. “Na vida nada se cria tudo se transforma”; usei esse material para provar a mim mesmo que o tema: A Qualidade Pessoal pode ser visto por inúmeros prismas. Neste bate papo, apenas selecionei alguns fatores e dados a serem considerados no presente momento. Os que nos afetam mais diretamente: trabalho; educação; relações interpessoais; auto-estima; saúde-doença-cura; ecologia; pois eles são a espinha dorsal de nosso cotidiano, do nosso sentir-se feliz ou infeliz, com suas alegrias e tristezas. Constituem a base de nossa motivação de vida, e às vezes, até, são a nossa razão para viver. Ou, nas fases em que nos sentimos mais infelizes, a razão para continuar vivendo...
Nos dias de hoje, tudo é exacerbadamente comprado e vendido. Desse modo, a ocupação, o trabalho de qualquer tipo, é vital para o equilíbrio individual e coletivo. Portanto, boa parte do tema desenvolvido terá como foco as relações interpessoais; trabalho; empresa; família; ecologia; desenvolvimento sustentável – Claro que, muitas dificuldades conceituais se apresentam ao interagirmos conceitos empresariais; políticos; micro e macro-econômicos; filosofia; educação; conceitos de qualidade em evolução pessoal; relações interpessoais e familiares; além de saúde, doença, existência e ecologia responsável e ética; projetados em nossas “atitudes” - um dos parâmetros que usaremos para “medir” nossa qualidade pessoal.
Tentamos fixar o problema da “atitude” do indivíduo nos limites da Ética e da Psicologia Social; pois, trata-se de um comportamento social, plástico e mutável. Os indivíduos se ajustam ou não ao meio social, num determinado momento e, sua qualidade como ser humano; se refletirá em suas “atitudes”, pois o homem enxerga sempre através da sua visão interior. Com o que vê por dentro, julga os aspectos de fora; pelo que sente, examina os sentimentos alheios, e mede a conduta dos outros pela sua própria forma de atuar. As atitudes afetam o comportamento e a personalidade, e, são formadas e aprendidas; daí elas podem ser mudadas, quando se queira...
Em primeiro plano, para a montagem do estudo que pretendemos desenvolver, destaca-se a dificuldade em expressar o conceito qualidade, especialmente, devido à sua ambigüidade, ao seu relativismo e à sua temporalidade.

Porém, (em tudo que façamos) não podemos esquecer que:
Tudo o que fazemos leva a nossa marca pessoal...

Se fizer; e o que fizer; faça direito – Seja forte; ou frio ou quente; se for para fazer o mal faça com força; se já estiver voltado para a luz, ilumine com toda força.
A vida despreza os fracos; os manipuláveis pela mídia; os votantes em salafrários assumidos; os doentes por opção; os oportunistas; os melindrosos; os chorões; os revoltados; os depressivos; os em pânico...
Em toda experiência em 3D quem não deixou uma marca viveu uma existência desprezível; descartável.

O que estamos esperando?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

APAGÃO HUMANO - CONTAMINAÇÃO DOS MANANCIAIS DE ENERGIA VITAL

Energia vital – Apagão e a contaminação dos mananciais

A cada dia nos defrontamos de forma mais forte com os problemas que envolvem a possível escassez de energia em todos os sentidos e aplicações; a preocupação com um possível apagão de energia vai da elétrica e atômica até a vital.
Quando se trata de energia elétrica o temor é quanto á possibilidade ou não de renovação das fontes para manter a todo vapor a produção de bens de consumo; acessar a Net; jogar videogame; assistir TV e, zelar pela segurança do sistema financeiro.
O problema do apagão humano ainda é acintosamente ignorado pela maioria; embora as queixas de cansaço crônico e pouco pique para levar um simples dia a dia sejam cada vez mais comuns. Fala-se claramente em falta de energia; em esgotamento; mas, sem tempo para pensar de forma crítica, inteligente e responsável a respeito do problema - A mídia acena com a possibilidade de manter o pique comprando-se a solução através do consumo de energéticos e aditivos alimentares – As pessoas engolem a idéia de estarem recarregando as pilhas ou baterias com energia química resultante do metabolismo; remédios; estimulantes; complexos de vitamina (que não dão pique nem barato se não houver na fórmula a cafeína do ginseng); mesmo quem sabe; esquece o princípio básico da vida: energia vital.
Essa ignorância ou descuido gera um grave problema ético na nossa evolução: o roubo de energia vital – Estamos fazendo “gato” da energia do próximo para nossos “puxadinhos da consciência”; estamos fazendo até gato e sapato; podemos chamar esse processo de vampirização - Muitas pessoas tornaram-se incapazes de se nutrir nas fontes naturais de energia vital e vivem ás custas de sugar a força da vida do próximo; mamamos nas tetas áuricas dos outros. Qualquer pessoa que nos cerca na vida em família, na relação amorosa, no trabalho pode ser um mamador de nossas energias. Atenção: a recíproca também é verdadeira; muitas vezes, o vampiro somos nós.
O que é nutrir-se de energia vital?
Matéria é um tipo de ilusão dos nossos sentidos. Na realidade ela é uma forma de energia mais condensada no campo da energia universal (CEU).
Todos os seres vivos (constituídos de bioenergia ou energia vital) sejam eles humanos; animais ou vegetais; não se alimentam apenas de comida sólida ou líquida. Nutrem-se também de comida gasosa, através do ar que se respira e da comida energética que sustenta, alimenta e dá vida; constituída pelas energias e vibrações que absorvemos e que são produzidas pela natureza do planeta e até do cosmo. Cada um de nós é um microcosmo bio/químico/energético que sintetiza todas as leis que o regem. Somos complexos sistemas interagindo o tempo todo com outros sistemas de energia. Sem cessar as trocamos com os sistemas externos absorvendo deles as que necessitamos, descarregando aquelas que não precisamos e eliminando nossos detritos energéticos; esse ponto é importante: Cuidado vampiros! – Podem estar consumindo energia contaminada pelo lixo mental, emocional e afetivo de suas vítimas – De espertinhos que gostam de levar vantagem em tudo, podemos virar penico áurico.
Interagimos de forma constante com quem se aproxima de nós ou mesmo á distância, estabelecendo com eles os mais diferentes vínculos de combinações energéticas, influenciando-os e sendo influenciados.
O sistema energético é o mais importante nutridor que mantém nossa vida; podemos ficar algum tempo, sem comer; beber; respirar; mas, se ficarmos desconectados de nossas fontes de energia; morremos.
Somos seres multidimensionais: Habitamos várias dimensões ao mesmo tempo; é necessário integrar nossos vários corpos: corpo físico ou de matéria química densa, corpos extra/físicos ou de matéria mais sutil: corpo mental emocional, corpo astral, etc. De forma idêntica ao corpo físico os corpos extra/físicos possuem sistemas e órgãos para captar e armazenar energias externas e eliminar os detritos energéticos internos; de vez em quando um banho de sal grosso é melhor que sabonete.
Nós nos nutrimos de maneira automática e inconsciente. Mas, esse processo vital pode e deve ser desenvolvido de forma consciente.
Saúde bio/energética.
Pessoas equilibradas e sadias tanto no corpo físico quanto no corpo mental/emocional nutrem-se diretamente das fontes naturais de energia - Sentem um grande bem estar em contato com a natureza: a água, o vento, a terra, pedras, o sol, plantas e animais. São capazes de absorver e acumular essas energias e usá-la com parcimônia quando se encontram sob a ação de meios artificiais como nos centros urbanos. Reativam essas energias com exercícios, tornam sua vida simples, útil e vivem mais felizes e alegres. Esse tipo de emissão de prazer e de alegria de retorno ao indivíduo reativa o circuito da energia vital e, revitaliza os centros de força; mesmo em situações existenciais desfavoráveis.
Quando se lê que as pessoas alegres vivem mais e melhor; e com mais saúde; quem já gerencia sua vida segundo os princípios da energia vital sabe muito bem por que deve afastar-se do baixo astral; por exemplo.
Principais fontes de energia vital:
• Irradiações da energia solar.
• Energia absorvida pela respiração.
• Energia vital absorvida e produzida pelas plantas e animais.
• Energia irradiada pelo solo, pedras e cristais.
• Energia irradiada pelas pessoas transformada pelo pensamento, sentimento e atitudes. Essa energia pode ser direcionada de uns para os outros de forma voluntária – o nome correto desse processo é amor.
• A água é o principal condutor de energia vital

Motivos para sugar a energia vital dos outros:
As fontes de energia natural encontram-se à disposição de todos; no entanto os desequilibrados na forma de pensar, sentir e agir alteram a estrutura natural de seus centros de força e perdem contato consigo e, também a capacidade de absorver e processar a energia; para sobreviver recorrem ao expediente de roubar das outras pessoas. Atenção: ladrão que rouba ladrão pode até se dar bem e ser eleito como vencedor temporário; porém seu apagão pode ser milenar.
Na sociedade de consumo atual a situação ameaça atingir proporções de apagão coletivo; pois nela predominam neuróticos (altamente competitivos) e mentirosos que precisam para satisfazer suas necessidades egocêntricas de uma quantidade muito maior de energia vital do que elas são capazes de absorver; e de reciclar (muito parecido com o consumo de energia elétrica). Criam um processo de dependência da energia alheia, e quando não conseguem “cobaias” com facilidade; tornam-se neurastênicos e sem ânimo para nada.
Falta de maturidade afetiva:
A maturidade afetiva para que seja alcançada exige a superação do egoísmo e o desenvolvimento da capacidade de se doar. O que caracteriza o imaturo na afetividade é o comportamento “captativo” (do Lat. captare – tomar). A criança é necessariamente captativa e egocêntrica porque tem necessidade de sentir-se cuidada e protegida; já o adulto deve ser capaz de dar, oferecer, nutrir o outro de afeto.
Egocentrismo:
Vai faltar energia? – E, daí? Eu to pagando!
O egoísta não consegue entender que dar não é privar-se de alguma coisa; é expandir-se, irradiar a própria energia.
Nosso padrão de pensar e de sentir reflete-se no corpo sutil que apresenta um fluxo de energia com aspecto convexo (voltado para fora) o que favorece a recepção das energias naturais e as trocas. O padrão psicológico egocêntrico faz com que o indivíduo permaneça centrado em si mesmo alterando a circulação de energia natural e a estrutura do corpo sutil adota uma forma côncava que dificulta a recepção de energia e as trocas. O egocêntrico perde contato com o que o rodeia e com as fontes de energia natural criando a necessidade de roubar energia dos outros para conseguir sobreviver.
Neurose de competição:
A vida do neurótico torna-se duplamente complicada em termos de energia. Primeiro a necessidade de sobrepujar os outros pede mais do que o sujeito consegue captar e quanto mais aumenta a neura de vencer a qualquer preço e a qualquer custo mais se perde contato com a realidade e com as fontes de energia. Depois, o subconsciente detecta que é mais prático retirar energia do outro do que das fontes naturais, isso cria um tipo de dependência e como predominam os neuróticos aumenta cada vez mais o número de gatunos, o que está levando as pessoas a uma verdadeira crise de energia vital que cada vez parece mais escassa.
Cultura da mentira:
Aparentar sem ser, é a marca registrada desta sociedade. Aprendemos com nossos pais a camuflar desejos, interesses e intenções. Neste baile de máscaras; quanto mais mentirosos somos mais perdemos energia. Cada personalidade que usamos em diferentes locais é uma mentira deslavada.
Energia bioquímica.
O alto consumo de alimentos que funcionam como droga ansiolítica é um dos responsáveis mais diretos pelo apagão humano – muito bem representado pela praga da hipoglicemia. É simples, tudo que te leva muito rápido para cima te leva mais rápido ainda para baixo. O povão usa a tal da sensação de fraqueza para continuar ingerindo “bombas” energéticas (açúcar, farináceos, chocolate, etc.) – O inevitável sobrepeso numa sociedade de padrões neuróticos leva ao apagão da baixa auto-estima. A mistureba de perda de energia mental – emocional somada á hipoglicemia vai detonar com a qualidade de vida da maioria.
Contaminação dos mananciais.
No que toca á energia bioquímica a contaminação dos alimentos por agrotóxicos e aditivos alimentares é um dos principais fatores; associado ao envenenamento do ar e da água. Importância disso para o apagão de energia vital? – Lembra do axioma: Mente sã em corpo são?
A pior contaminação é a gerada pela mídia – que interfere com a usina de idéias das pessoas mais pobres em pensar e que já sofrem de orgulho; avareza; preguiça de pensar; desonestidade; impaciência; intolerância; ansiedade e medo - A somatória de tudo isso, levará mais da metade das pessoas ao túmulo em menos de dez anos.
Seja um gerador.
Pensar, sentir, agir, discernir, esse é o dínamo capaz de reabastecer de forma perene o manancial do CEU de onde retiramos toda nossa energia vital ou vida. O pensamento é capaz de mover elétrons de suas órbitas. A qualidade da energia gerada por cada um de nós vai criar luz ou sombra; a escolher.
Rede de transmissão.
Quer queiramos; gostemos ou não; vivemos em rede; e nosso botão de sintonia nos coloca em conexões de rede do bem ou do mal; de luz ou sombras; dor ou prazer; alegria ou sofrer; cada qual escolhe a freqüência de onda em que vai atuar. Cuidado contratos assinados nem sempre podem ser rasgados de forma unilateral – Já ouviu falar em obsessão imposta?
Rede de distribuição.
Cuidado, analise bem de quem está recebendo, comprando ou roubando energia – Fique atento também para quem você repassa. A conta pode demorar a chegar; mas não tarda; e nenhum centavo será perdoado; no máximo a dívida será parcelada em suaves prestações; porém para os caloteiros contumazes: uma das cadeias estelares os aguarda.
Sistema de apoio – Interligação.
Em cada grupo social sempre há usinas de energia vital em pleno funcionamento que não vivem disso; daí; não cobram. Para os necessitados de energia vital é importante estar ligado a algum sistema de apoio: ONG; CE; Entidades Filantrópicas.
Política energética.
Cada pessoa deve equacionar sua própria política energética sem depender dos políticos de carreira: partidos políticos; governantes; pastores; dirigentes espirituais; gurus; escolhendo o que quer para si; decidindo o quanto quer pagar; e cobrando dos que o enganaram ou roubaram (a forma mais inteligente para não gastar energia indevidamente é isolá-los; ignorá-los – caso não consiga ainda: bota prá quebrar para reciclar).
Soluções?
• Perdulários e gatunos de energia podemos ser nós mesmos.
• Não perca tempo em ajudar quem não o deseja.
• Aprenda a separar suas tarefas de vida das dos outros.
• Não chupe o sangue (esforço) de ninguém; não se candidate (aprenda a ler nas entrelinhas).
• Aperfeiçoe sua política energética: aprenda a descartar sanguessugas da sua vida.
• Economize energia vital determinando com clareza metas e objetivos.
• Planeje sua existência; isso o tornará cada dia mais energizado.
• Não faça gambiarras afetivas: Desenvolva soberania emocional.
• Torne-se a cada dia cada vez mais transparente, isso economiza a energia de manter a mentira.
• Aprenda a retirar energia vital da natureza.
• Cuide de seu corpo e respeite-o.
• Vigie seus pensamentos, sentimentos e atitudes.
• Pensar não dói: aprenda a ativar seus sistemas de defesa do campo da aura.
• Só faz aos outros; o que gostarias de receber de volta: aprende a doar energia para tê-la de volta em abundância.

Reciclagem de energia.
Desenvolve tua capacidade de perdoar e de amar.
O ministério da energia cósmica agradece.
Conquista: Muita Paz; pois ela consome zero de energia.

ACENDE TUA LUZ.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A ERA DO GELO INTERIOR

A ULTIMA ERA DO GELO?

Na qualidade de holograma do planeta e do universo; já vivemos muitas épocas de intenso progresso, felicidade e paz, entremeadas de outras caóticas e até devastadoras. Mesmo nesta Era de Transição Planetária já vivemos algumas fases de Era do Gelo Íntima. Ás vezes, somos “expulsos” de nossos nichos sociais, afetivos e de trabalho pela frieza de coração de nossos antes iguais. Muitos são os fatores que interferem em nosso clima de convivência quase sempre sujeito a raios e trovoadas: tempestades verbais; redemoinhos de agressões; tornados de maledicência; tufões de calúnia. Mas, nada supera a frieza do desprezo de ser congelado através de uma simples pergunta:
Não se enxerga não?
Isso, é muito mais do que uma pergunta ou uma frase. Um verdadeiro e radical ato cirúrgico de convivência humana; e lá ficamos nós estatelados feito um mamute congelado em segundos; e se um dia nos descongelamos; vamos nos sentir o último sobrevivente da espécie.
Sim é possível tentar excluir as outras pessoas de muitas formas sutis ou bem trogloditas. As formas são muitas, depende do estilo de cada pessoa: Um olhar de cima para baixo. Uma torcida de nariz. Um súbito virar as costas e sair rebolando ou pisando duro. Uma mudez repentina quando alguém chega. Um dá licença que estou com pressa. Espera aí, esqueci uma coisa e já volto. Um olhar ausente. Uma cara de enfado (a repetição da unidade foi proposital; pois basta uma, apenas uma, gelada dessas para congelar algumas almas mais sensíveis; quase que para sempre.

Você não se enxerga não?
Essa atitude é responsável por muitas sensações de aperto no peito seguida de um friozinho na barriga causada pela sensação de ser, de estar inferior; ou fora de lugar. Breve dá lugar a uma perda da estima própria que pode ser seguida de inflamações variadas; tumores; disfunções na tireóide; gastrite; depressão, etc. – Na repetição, ajuda a proliferar as ervas daninhas da nossa horta interior: mágoa; raiva contida; ódio; que crescem de forma rápida e desordenada e logo invadem o terreno mental/emocional do agente causador através do mecanismo da sintonia que gera obsessão criando desertos afetivos. Nos distúrbios do clima das relações, a pior escolha é congelar alguém; colocar no freezer da vida familiar, social e nas relações de trabalho – pois, um dia, é inevitável, o sujeito vai descongelar e pode ter armazenado pragas bem virulentas, como lágrimas que cairão sobre seus algozes feito chuva ácida. – Se pouco amorosos, descuidados e pobres em responsabilidade afetiva, criamos desastres nas relações de nosso nicho ecológico; melhor que seja daquelas que passam rápido. Tipo tempestades verbais de verão; pois quando somos agredidos e explodimos o vulcão da ira o revide é instantâneo; depois é só catar o lixo acumulado e tentar amenizar o prejuízo.
A sensação de tentar ser excluído como uma coisa, é sempre dolorosa; mesmo para aqueles chatos descuidados que se tornam inconvenientes em qualquer lugar onde se encontrem. Quantas vezes já nos sentimos assim? Quantas outras já fizemos com que alguém se sentisse dessa forma?
Esse tipo de atitude pode ajudar a matar esperanças. A destruir a qualidade de uma vida. – E ninguém escapa da lei de retorno.

Somos seres engraçados. Nos achamos inteligentes; somos o tal do homo sapiens - sapiens. Pensamos até ser muito espertos tentando brincar de esconde/esconde das intenções de uns para com os outros. Como essa brincadeira pode ter começado? - Em algum lugar do passado alguém fez uma arte, aprontou alguma, e sem querer descobriu que podíamos tentar esconder uns dos outros quem somos e o que fazemos. Daí em diante, isso virou um vício e não conseguimos mais nos livrar dele. Já está impresso no DNA; ele passa de pai para filho e ninguém sabe desde quando. Pode ser até que de tão antigo e repetido esse padrão de atitudes tenha se enfiado num gene qualquer e ative um padrão de comportamento compulsório.
Essa atitude deve ser uma das maiores riquezas da cultura e da educação; pois as pessoas consideram isso tão importante que é primeira coisa que realmente os pais passam com extrema eficiência para os filhos: aprender a se mascarar.

Aprendemos a esconder tão bem dos outros quem somos que escondemos de nós mesmos. Tanto que a maioria das pessoas não tem a mínima consciência de si mesma. Depois somos obrigados a ouvir: - Você não se enxerga não? – Não tem “simancol”?
Ficamos tão obcecados em esconder dos outros quem somos para que sejamos aceitos, que perdemos o referencial de simples leis da vida, pois fazemos aos outros o que não gostamos que nos façam; e depois, mais adiante, ainda nos sentimos injuriados, vítimas de injustiça.

Na condição de vítimas de exclusão ou de congelamento social o processo de descongelar deve ser feito sob a supervisão do raciocínio crítico.
Quando somos colocados no freezer de algum lugar ou de algum grupo sofrendo uma cirurgia social, não importa de que tipo, mesmo que doa muito na alma devemos parar para pensar. Pois, momentos dessa qualidade de sensação são da maior importância para mudar o rumo de nossas vidas. Decisivos mesmo. Não podem ser desperdiçados; mas, exigem profunda reflexão para evitar a contaminação pelas bactérias do orgulho ferido; desejo de vingança. Acontecimentos dessa qualidade indicam claramente necessidade de mudanças em ambientes de relacionamentos. O segredo para aproveitar os ventos da renovação está em não julgar o outro. É preciso preparar o terreno íntimo para receber a chuva da esperança, que renovará o jardim de nossas interações - Não interessa a forma das outras pessoas se portarem com relação a nós; mas, a possibilidade de mudanças na nossa forma de pensar, de sentir e de agir, de modo a reciclar a maneira como as outras pessoas nos vêem. Para que possamos tirar o máximo proveito dessas situações criadas pela lei de destruição e renovação dos relacionamentos, é preciso primeiro que encaremos as pessoas que serviram de ferramenta para esse nosso escândalo íntimo como úteis para o nosso progresso pessoal. Bem treinados, seremos capazes até de agradecer em pensamento a quem nos mostrou que estávamos no momento errado, no lugar errado e com pessoas que não tem nada a ver conosco.
Não custa nada observar onde mais doeu o ato cirúrgico, a podada antes do congelamento. Quais as doenças da alma que acusaram a situação: o orgulho, a intolerância, o medo, o sentimento de inferioridade; não permita que congelem...
Também é um bom momento para recordarmos e avaliarmos as congeladas que costumamos dar nos outros.

A atitude mais perigosa é assumir a condição de picolé sabor vítima.
Muitos são os efeitos colaterais desse tipo de escolha:
Depressão.
Auto/congelamento. O próprio sujeito se anula; se isola e corre o risco de perder o prazo de validade.
Doença física gerada por problemas psicológicos; de dor de garganta a câncer.
Preconceito contra todos que sejam diferentes de nós.
Medo de nos relacionarmos com outros grupos e pessoas.
Insegurança contra o novo.
Cultivar sentimentos de mágoa, ódio, ressentimento e desejos de vingança contra os que nos puseram no freezer.
Auto/imagem deturpada.

Fique ligado na previsão do tempo nos relacionamentos.
Aprenda a desconfiar quando não é bem/vindo antes de ser congelado:
Você chega e a conversa pára.
Todos os olhares se voltam para você e ninguém fala nada.
O grupo começa a se desfazer para se reunir mais além ou depois.
As pessoas combinam coisas e nem te convidam.

Dicas capazes de ajudar no processo de descongelamento:
Seja o mais transparente que consiga.
Ser autêntico e transparente não significa ser uma pessoa cascuda, agressiva que diz tudo que lhe vem na cabeça. Se agir assim vai passar a existência toda limpando a lama das tempestades verbais e dos desabamentos afetivos.
Ouça muito e só fale o necessário, e apenas sobre o que domina e tem certeza.
Não minta.
Não tente mostrar aos outros o que não tem nem é.
Não fale sobre si mesmo, muito menos sobre seus planos não concretizados e suas qualidades. Se você as tiver os outros logo vão descobrir não precisa anunciá-las.
Nunca assuma o papel de leva e traz. Aprenda a ser um ouvido e um ombro amigo, sem permitir que os problemas dos outros o envolvam.
Dê tempo ao tempo.
Aprenda a usar o calor do afeto na medida certa.

Quando principiamos a nos descobrir e a melhorar a auto - estima encontramos com facilidade a nossa turma natural e sadia.
Ao buscar sermos aceitos pelas turmas ou grupos de pessoas como meta, atrapalhamos a nossa vida e embaraçamos a dos outros; correndo o risco de nos tornar restos que vão para a lixeira ou para o freezer.
Devemos ser aceitos e degustados como “alimentos frescos” capazes de tornar saudável a vida dos que conosco convivem; para isto, basta pensar, sentir e agir de forma natural.
Ao sermos discriminados e descartados de forma ostensiva e injusta procuremos não servir de ferramenta para punir as pessoas; basta que continuemos a ser nós mesmos verificando nossas próprias atitudes e comportamento. E a atitude de continuarmos na nossa; não é covardia nem fuga; é uma atitude inteligente e sábia; natural e orgânica.
Basta esperar, sempre, pois:
Há uma sábia lei da vida que pode parecer ás vezes que tarda quando nos colocamos indevidamente como apressados juizes; mas que não falha nunca.
“Quem procura acha...”.

Quando foi sua última Era do Gelo? – Lembre-se, o degelo começa pelo coração.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ECOLOGIA MENTAL/EMOCIONAL - PESSOAL/TRANSPESSOAL - MULTIDIMESNIONAL

CAMPANHA PELA PRESERVAÇÃO DA ESPÉCIE

Não é de espantar que estejamos depredando nossa casa planetária em nome de um progresso absurdo voltado para a neura da competição; pois baseado no consumo desmedido dos recursos naturais. Estamos tornando Gaia num imenso lixão a universo aberto – Será que os vizinhos galáticos vão tolerar? - O lar cósmico que nos abriga está prestes a chegar num ápice de caos sem possibilidade de retorno; exceto através de uma cirurgia drástica, radical mesmo – Para quem ainda não parou para observar, ela já está em andamento, através dos efeitos do estresse crônico e das mortes em massa decorrentes de velhas e conhecidas doenças que recebem a ajuda de outras novinhas em folha; algumas até recém saídas dos laboratórios da vida. Será que para salvar o planeta seja preciso erradicar as células cancerosas (nós mesmos)?

Nosso assunto de hoje: O estudo da Ecologia Planetária deve obrigatoriamente começar pelo conhecimento da Ecologia Íntima.
Impossível separar a unidade do todo; essa atitude gera uma, até certo ponto, saudável discrepância de posturas com seus paradoxos travestidos de paradigmas. Algo do tipo: convictos defensores da preservação do meio ambiente que ainda comem carne e que consomem açúcar e produtos á base de soja – ou os paladinos da preservação dos valores da ética e da moral que ainda vivem em regime de parasitismo social desfrutando de privilégios. Achamos essa postura normal: pois, conhecimento para nada serve até que o coloquemos em prática; nada impede que quem já percebeu avise, mesmo que não consiga praticar – Será?

Na qualidade de trabalhador em prol da causa ecológica pura e do desenvolvimento sustentável ético - Nossos bate papos, a seguir, terão como assunto a Ecologia Íntima/Transpessoal e sua relação com a auto-ecologia; biodiversidade, ética, saúde, doença, cura, evolução, ciência, religião, etc.
Do macro ao micro; assim como é em cima é em baixo...

Cada um de nós é um sistema ecológico completo; multidimensional.
O conhecimento atual cada vez mais interativo e holístico nos mostra que, em cada um de nós convivem células, órgãos, pensamentos, emoções e sentimentos de toda ordem que interagem com os da coletividade; tanto a próxima quanto distante.
O antigo estudo da Ecologia Íntima apresentado de forma simples por Sócrates na velha Grécia casa bem com o conceito: Ecologia Íntima. A origem do termo ecologia vem do grego “oikos” casa e “logos” estudo. Sob múltiplos e variados aspectos analisar e estudar nossa casa mental é um passo importante na busca do desenvolvimento sustentável ético e responsável (progredir sempre).

Qual a diferença entre componente ativos e passivos num sistema ecológico?
É possível ser cobaia e cientista ao mesmo tempo? – Marketeiros e consumidores? – Doentes e curadores? – Vítimas e algozes? – Juízes e réus?
Sim; e somos o tempo todo aprendizes e mestres – conforme dissemos em nosso livro “Educar para um mundo novo”, somos educandos e educadores simultaneamente. E não apenas entre seres humanos e seus companheiros de habitat terreno; pois, um assunto palpitante e interessante, é o estudo da Ecologia Cosmológica (assunto para o futuro).
As relações do homus sapiens-sapiens consigo mesmo, com o meio; e, em conseqüência com outros humanos ou quase; pois, a maior parte de nós ainda não pode considerar-se como tal; é um sistema ecológico pleno; que pode apresentar relações harmônicas ou não; conforme veremos durante nossas conversas – nesta primeira abordagem focaremos alguns tópicos que podem ser esmiuçados e debatidos; ou não; através da participação dos amigos leitores interessados no assunto.

Ecossistema.
A compreensão de quem somos e como atuamos sobre nós mesmos e sobre o ambiente em si; dobra a cada dia – Quer percebamos ou não; fazemos a diferença no ecossistema do planeta com implicações antes nem sonhadas. Só para brincar de pensar: Imaginem a cara de espanto das pessoas até pouco tempo atrás; se alguém aventasse a possibilidade de um ecossistema bioeletrônico gerado por pensamentos e sentimentos humanos afetando o campo magnético, a grade energética planetária e que o conceito de ecossistema extrapolasse a visão da biologia tornando-se um tema multidisciplinar. Por exemplo, a discussão sobre consciência individual e coletiva; propostas através das teorias: inconsciente coletivo (Jung); inconsciente social (Erich Fromm); inconsciente pessoal (Freud) não deixa de ser o estudo de um ecossistema individual inserido noutros formando um ecossistema coletivo; mas, algo muito primário á luz de novos dados e teorias em vias de se tornarem um novo saber.
Fazendo um mix desses conhecimentos com outros mais “modernos” de física quântica e ciências afins (os velhos registros akásicos; por exemplo); podemos imaginar que somos seres interdependentes; mesmo fora da relação tempo e espaço que estamos acostumados a perceber. Á medida que a consciência se expande aumenta o coeficiente de responsabilidade pessoal e coletivo. Será que seremos capazes de rasgar as dobras do tempo?

Pessoas dotadas de um mínimo de senso crítico já perceberam que:
Nossas escolhas afetam o planeta inteiro em todos os aspectos e dimensões:
Enquanto seres apenas reativos; á primeira vista, essa realidade é contestada pela interpretação primária da lei do livre arbítrio: Escolha minha; problema meu!
Ilustrando: Vida minha problema meu!
Imaginemos um jovem que começou a usar drogas – foi alertado por algum conselheiro ético de plantão (ás vezes, um sólido “marketeiro” da falácia: “beba com moderação”): Cuidado filho; essa prática pode virar isso ou aquilo! – Nesse momento, qual a resposta habitual? – Vida minha problema meu! – Certo? – Não; errado – Esse jovem não faz idéia da sua participação no sistema de ecologia mental/emocional e afetiva dos grupos a que pertence – Qual o resultado dessa escolha que afetará o meio em que vive? – Claro que nos “sistemas ecológicos normais de relações afetivas”; a primeira vítima será sua mãe; que ainda engatinha no saber a respeito do manejo sustentável do afeto; pois, ela vai assumir esse distúrbio causado pela escolha do filho como “sua preocupação e até razão de viver de ora em diante” (doença evolutiva extremamente contagiosa); e ela vai ficar sem dormir e até adoecer. Na seqüência da interação ecológica: Seus familiares mais próximos serão mais ou menos afetados dependendo de sua condição de soberania emocional e afetiva já conquistada. Sua relação e de seus familiares com a vizinhança será alterada. A mãe de seu melhor amigo imagina que o filho possa estar fazendo o mesmo e sua relação, no mínimo, vai azedar. Seus colegas de escola ou de trabalho podem ser rotulados. Estendendo o processo á comunidade; se está preso, recursos da sociedade que poderiam ser usados com mais proveito; estão sendo consumidos para mantê-lo recluso. Caso, seu problema tenha ido á mídia muito mais pessoas serão afetadas gerando um efeito dominó de expansão do medo e até de julgamentos precipitados.
Misture todo o velho saber com conceitos do tipo: “Onda Gravitacional”, “Evento Anômalo”...
Sabia que o pessoal que brinca com o acelerador LHC (Large Hadron Collidor) manipulado pela turma do CERN em subterrâneos na Suíça podem ser os responsáveis pelo novo apagão, classificado pela ANE como um evento anômalo?

Estudo do comportamento – Etologia – Ecologia Comportamental.
Um dos componentes do estudo da ecologia é a análise do comportamento de indivíduos e grupos na sua relação com o meio ambiente através de seu metabolismo ou capacidade de adaptação ao Habitat para determinar quantos indivíduos e populações podem habitar o mesmo nicho ecológico; no caso humano, as cidades, por exemplo.
Uma de suas vertentes de análise humanizada é a ecologia comportamental; e a do ser humano é diferenciada; tanto na relação consigo mesmo quanto na influência produzida no meio externo. Todos os seres vivos afetam e transformam o ambiente em que vivem; mas nós somos agentes transformadores dotados de várias ferramentas; dentre elas: a capacidade de pensar e de atuar rápida e fortemente em si mesmo e no meio. Um dos instrumentos de controle dessa capacidade é a consciência; balizada pela lei de causa e efeito; daí a necessidade de sua expansão para amplificar a responsabilidade.
No caso da nossa espécie, o conceito metabolismo vai determinar entre outras coisas quais os indivíduos podem ou não sobreviver em cada nicho ecológico; ele é representado pela atitude de pensar. Os mais lentos no pensar devem adequar-se ao momento sob risco de desaparecimento; os muito lentos e até os muito mais rápidos que os outros podem excluir-se – Numa analogia com as doenças os lentos no pensar são os depressivos e os mais rápidos que a normalidade; representam bem os em pânico.
Além do instinto de preservação, a falta de desenvolvimento do senso de responsabilidade somada ao egoísmo e orgulho gera a violência urbana; somos capazes de lutar e até de matar apenas para preservar nossos interesses mais imediatos.
Numa primeira fase criamos a doença social da exclusão, logo seguida da violência dos excluídos sobre os mandatários e detentores do poder, atenuada pela panacéia da esmolas e bolsas adjutórias oficiais; criando bolhas de paz e tranqüilidade cada vez mais fugazes; mas, devemos nos preparar para dias de trovão: - Já foi assaltado hoje? – Estou bem; fui assaltado apenas duas vezes!

Biosfera – Psicosfera.
Biosfera é a soma de todas as regiões do planeta capazes de conter vida segundo nós a imaginamos. Porém; nossa imaginação em boa parte das vezes, não vai além do próprio umbigo.
Psicosfera é o conjunto de emanações mentais e emocionais geradas por nós e, podemos denominá-la, a aura do planeta. A contaminação da psicosfera gerada por pensamentos de ódio, medo, ansiedade, raiva, inveja, terror, pânico é mais grave até do que a contaminação do meio ambiente físico. Pois, ao que parece a vida não é exclusiva a 3D – Ainda bem; perdem-se os anéis; mas ficam os dedos – Neste lindo manicômio que é a Terra; nós, os neuróticos hi-tec, psicóticos, esquizóides, podemos destruir e contaminar 3D - Mas, vamos continuar lidando com a mesma falta de qualidade em 4D? – Tudo leva a crer que sim; daí, o problema do lixo mental/emocional e afetivo lançado na psicosfera das comunidades e do planeta é mais grave do que o lixo urbano e industrial; pois, afeta a precária capacidade de discernir da maioria, levando a escolhas tão absurdas quanto a comportamentos perigosos – Será que seremos capazes de destruir a 4D?

Relações ecológicas.
Assim como as outras espécies; nós nos relacionamos conosco, com o meio que nos acolhe e entre nós de forma semelhante; claro que com a ressalva das ferramentas disponíveis para cada espécie. Neste final de ciclo nossa espécie está em vias de ser consolidada como humana para tomar posse do planeta; o processo de humanização está a todo vapor; porém, até que o expurgo seja finalizado nossas relações ecológicas continuarão no estilo que aprendemos na velha biologia.
Competição.
Muitas espécies competem entre si obedecendo á lei de conservação e de preservação. Entre nós a exacerbação dessas leis levou á sociedade da neurose cada vez mais hi-tec. Essa doença evolucional levará certamente a maioria dos humanos de todas as idades á morte em poucos anos vitimados pelos efeitos da praga “estresse crônico”. Alô, alô colegas de trabalho!
Predação.
Os predadores fazem parte do conjunto de seres que trazem equilíbrio a determinados nichos ecológicos. Em virtude das ferramentas que temos para intervir poderosamente em nós e no meio; somos os únicos predadores de nós mesmos, suicidas em potencial (algo do tipo: doenças auto-imunes) e predadores da própria espécie. O canibalismo dos interesses é algo aparentemente insuperável. Alô, alô políticos e empresários!
Simbiose.
Quando a relação entre espécies é vantajosa para ambas. Essa, em teoria deveria ser a marca registrada das relações entre humanos e outras espécies. Olá pastores e rebanhos religiosos!
Comensalismo.
A relação comensal, em teoria, processa-se entre indivíduos de espécies diferentes; quando um indivíduo se alimenta dos restos deixados pelo outro. Na espécie humana esse tipo de relação é para lá de habitual e até recebe o nome de caridade. Olá todos nós!
Parasitismo.
Para manter o equilíbrio dos nichos ecológicos, parasitas têm seu papel; mesmo causando prejuízos ao hospedeiro que deverá aprimorar seu DNA para que sobreviva.
Entre humanos é uma relação típica de manutenção de poder sobre o outro; seja na relação entre nações e dentro da sociedade; como a relação de cidadãos comuns com alguns grupos de servidores públicos. Entre nós, uma relação cada vez mais mortal é o vampirismo especialmente na vampirização da energia vital levando á sensação de esgotamento. Olá para os pendurados nos cabides de emprego e genéricos aposentados ad eterno!

Conservação - Preservação.
Incontáveis milênios foram necessários para desenvolver o instinto de conservação do individuo interligado ao de preservação da sua espécie; usando dentre outros recursos, a ferramenta da arte da reprodução.
Entre nós, a encrenca parece eterna pela intensa corrupção dos instintos. Entre os que atuam segundo a pureza das Leis Naturais, não há avareza, orgulho, egoísmo, cultura do orgasmo.
Muitas ferramentas á disposição de quem se interessar devem ser usadas para corrigir os desvios. Elas devem ser incorporadas ao instinto de preservação humano para continuar habitando Gaia.

Controle de natalidade.
Nas espécies que agem apenas pelo instinto o controle da natalidade é feito por circunstâncias do meio ambiente para manter o equilíbrio; entre nós, o controle pode ser voluntário e sujeito ao bom senso e ás Leis da ética e da moral.
Na nossa espécie, em alguns grupos não há controle algum; noutros o controle pode ser um exercício de livre arbítrio (consciência); auxiliado por fatores quase voluntários (fármacos, camisinhas, etc.); ou outros mais drásticos e modernos inseridos no DNA de alimentos transgênicos e vacinas; á revelia das pessoas.

Multiplicidade das espécies.
Convivemos com incontáveis espécies de seres biológicos e até extrafísicos.
Mesmo entre nós, o planeta comporta indivíduos em estágios quase opostos de evolução. Aqui, entre nós, convivem seres que, ainda vivem quase que na idade da pedra com outros que já enviam artefatos para explorar a vizinhança do planeta. No terreno da ecologia da ética e da moral; em nossos nichos ecológicos interagimos com pessoas que nos dão um tiro apenas porque olhamos para elas; com outras que dedicam sua vida a ajudar o próximo e a conservar o planeta.

Morte e vida – Destruição e reconstrução.
Nascer, morrer, renascer. Na natureza nada se cria tudo se transforma bem disso o sábio Lavoisier. Esse ciclo natural na vida dos seres que ainda estão sem possibilidades aparentes de dominar o processo, não implica em sofrer; faz parte do jogo da vida.
Tirando nossos animais de estimação que nos copiam; nós somos os únicos que conseguimos morrer em vida (depressivos; angustiados; em pânico; esquizofrênicos; etc.). Arejar as idéias e reformar a postura pode ser verdadeiro renascer? – Dogmas e idéias fixas podem ser o embalsamar do cadáver da humanização? – Será que algumas raças de ET nos consideram seus animaizinhos de estimação?

Padronização.
Á medida que a evolução se processa a individualidade assume contornos divinos cada vez mais nítidos. A tentativa de padronizar pessoas, idéias e conceitos; é uma tentativa de domínio típica de candidatos a humanos. Nós não somos padronizáveis e quando o permitimos abrimos mão de nosso direito de livre escolha – uma das origens da doença e do sofrer dos humanóides.

Mutações de DNA.
Sob a ação de certas circunstâncias o DNA de várias espécies é modificado de forma abrupta ou lenta.
Nossas ferramentas evolutivas nos ofertaram a possibilidade de mudanças no DNA de espécies que imaginamos sejam nossas cobaias. Até mesmo entre nós, alguns seres de mente mais avançada; porém sem a ferramenta da consciência; mudam o DNA das pessoas através de idéias transgênicas (ação da mídia); mudança no DNA de alimentos e através de vacinas.

Desertificação.
Difícil mensurar com os dados de que dispomos a respeito da ação do homem sobre o meio ambiente criando desertos - Será que todos os desertos de Gaia foram criados por nós? – Quando se trata da criação de desertos na evolução das pessoas e dos grupos devemos ressaltar a ação da mídia que promove uma lavagem cerebral, empobrecendo o solo das boas idéias, tal e qual ao cultivo da cana, soja, e criação extensiva de gado destroem o meio ambiente físico. É vital cuidar da diversidade tanto biológica em 3D quanto da diversidade mental, emocional e afetiva em 4D.
A fome e a pobreza humana decorrem principalmente da preguiça de pensar e pelo desejo de ser conduzido para justificar a principal doença da espécie: alergia á responsabilidade que conta com a ajuda do pensamento mágico.

Desenvolvimento x crescimento.
Para que uma sociedade cresça e se desenvolva, é preciso que as outras que formam seu meio ambiente também estejam pujantes. Exemplo, para que uma sociedade de leões esteja em franco desenvolvimento e crescimento é preciso que sua cadeia alimentar também esteja.
Entre nós, a mixórdia de instintos, tendências e desejos fazem com que as pessoas e grupos se auto-exterminem. Exemplo, governantes ávidos na manutenção de mordomias e riqueza sobrecarregam suas “vítimas” (empresas e cidadãos que pagam impostos) e matam a galinha dos ovos de ouro (produtividade), século, após século; daí a reciclagem das civilizações que surgem, prosperam, definham e morrem.
Na vida contemporânea, essa relação entre o homem e o meio (valores e desejos) traz á tona uma luta mortal: Consumo x preço a pagar; em todos os sentidos da vida possíveis, imagináveis; e ainda inimagináveis.

Poluição.
Na cadeia das relações ecológicas natural não há poluição. Tirando nossas criações de brincadeiras transgênicas; parece que somos a única espécie não natural do planeta – Somos uma experiência genética que não deu certo? – Claro que alguns animais colaboram de forma decisiva para a emissão de CO2, por exemplo, os porcos e as vacas cada vez que soltam um pum detonam com a camada de ozônio; mas, de quem é a responsabilidade?
Alguns de nós com a simples presença já poluímos muitos ambientes; daí, para bom entendedor, meia palavra basta – Se a natureza quiser se despoluir, vai precisar mandar muita gente para 4D.

Fome.
Nas espécies naturais a fome é decorrente de desequilíbrios e ajustes externos ao grupo; como a superpopulação de uma espécie. Entre nós a fome é real em algumas sociedades; mas em outras, é psicótica: usamos o alimento como fonte de prazer; comemos sem ter fome e 80% acima do que seria natural para cada pessoa; conseguimos ter apetite seletivo – em alguns lugares até a fome é seletiva; as pessoas têm fome de guloseimas manipuladas pela mídia.

Mudanças climáticas.
Somos os únicos capacitados a realizar mudanças climáticas cada vez mais rápidas e intensas. A capacidade tecnológica de alguns grupos, hoje, já é capaz de realizar grandes e intensas catástrofes climáticas seletivas.

Agrotóxicos.
Na tentativa de aplacar a fome do ego e a sede de lucros; somos a única espécie em Gaia que se suicida através do envenenamento do próprio alimento; e que promove suicídios coletivos (através da comilança) e assassinatos quase premeditados em nome da geração de empregos e do lucro.

Desculpas e justificativas.
Essa é uma de nossas especialidades. Nesse quesito somos imbatíveis – Esperamos que no tribunal da consciência, no final deste ciclo planetário, elas funcionem como atenuantes e que o álibi da ignorância não se volte contra nós.

Reforma.
Sentimos um orgulho danado em dizer que no planeta somos os únicos capazes de reformar alguma coisa; de alterar, modificar, melhorar, piorar, criar, destruir – nesse conceito não estamos errados; particularmente acho mais ecologicamente correto substituir o conceito reforma por reciclagem; afinal na natureza nada se cria e tudo se transforma. Cá entre nós, por exemplo, não jogue todo seu orgulho fora, pois pode descambar para a perda da auto-estima; melhor reciclar uma parte em humildade e outra em valorização pessoal.

Submissão.
Nós nos achamos os tais; mas, ainda conservamos alguns traços de nosso passado evolutivo: adoramos fazer parte de rebanhos: religião, sistema de crenças..., o pior, é que sempre escolhemos mal nossos líderes, chefes de manadas, representantes. Mesmo que nos sintamos ofendidos, a maior parte de nós se assemelha a uma manada adormecida (para piorar as coisas) sendo conduzida ao precipício da destruição; os que acordarem terão o trabalho de sair para as beiradas (diferenciar-se dos normais) e afrontar códigos, normatizações, modismos (andar na contramão, na boa e inteligente marginalidade). Ao contrário de nossos colegas de evolução planetária somos submissos aos interesses dos outros; mas, insubmissos, ás leis da vida e da natureza. Claro que progredimos, pois o preço a pagar hoje é mais barato do que antes nessa sociedade de consumo – hoje somos vistos com desdém, excluídos do sistema; antes os que ousavam desgarrar-se da manada eram queimados, mortos, vilipendiados...

Falta de identidade.
Mais uma paulada em nosso ego: somos a única espécie sem identidade ainda definida; somos os “manos” da cadeia evolucional em Gaia - Falou e disse bicho!

Crescimento demográfico sem planejamento.
Os outros têm a vantagem de reproduzir-se segundo a influência do meio e no momento adequado; entre nós a ferramenta do livre arbítrio causa a superpopulação.

Confinamento.
Nós nos achamos os tais e criamos muitos bichos em regime de confinamento para fazer uso deles. Somos piores, vejamos a forma como são criadas as crianças da atualidade: em regime de confinamento e de engorda. O espaço publico foi deteriorado pela ganância; daí o espaço onde as crianças são mantidas é cada vez mais reduzido; a “ração” de engorda é cada vez mais barata e acessível (bolachas, miojos e outros farináceos, guloseimas) tudo sob o olhar mortiço dos agentes controladores – Mas, como nossa capacidade de criar desgraças é ilimitada, estressamos as crias com excesso de informações e divertimentos malucos para comerem sem parar e engordarem até estourar para que depois outros engordem as contas bancárias com regimes malucos e mutilações cirúrgicas inomináveis.

Respeito á natureza.
Fora alguns malucos como os ecochatos e os ongueiros cuidadores de bichos; a maior parte não respeita nem a si mesmo.

Educação ou treinamento?
Claro que para manter os interesses dos chefes de rebanhos a confusão entre educação, instrução e treinamento vêm bem a calhar.
Se analisarmos com um mínimo de senso crítico o que chamamos de educação, chegaremos á triste conclusão que ele é um treinamento muito mal executado – Tal e qual, nós fazemos com nossos bichinhos de estimação. Conforme colocamos em nosso livro: “Pequenos descuidos – grandes problemas” Ed, Petit – a educação atual está baseada em quatro pilares principais: medo, mentira, suborno e chantagem.
Se você comer tudo; vai ganhar a sobremesa! – Se não se comportar vou chamar o homem do saco prá te levar! – Ás vezes, nós treinamos nossos bichinhos com mais amor, cuidado e inteligência.
Perdemos a grande sacada da vida: Educação íntima com amplas possibilidades de gerar: Educação no lar; social; política.

Arte de viver em sociedade – Política.
Até mesmo a convivência entre predadores, caça e caçador, na natureza é feita com respeito ás leis da vida. Entre nós, dizimamos populações inteiras. Animais não fazem limpezas étnicas nem excluem por interesses de armazenar.

Cadeia de consumo.
A lei da oferta e da procura é natural e eterna – nossos colegas de evolução não a deturpam. Nós inventamos para engordar o ego: o capitalismo atrelado aos bens de consumo e, nos consumimos dia a dia.
Copiando a natureza, nós também somos consumidores:
Primários. Secundários. Terciários. Decompositores.

Biodiversidade.
Esperamos que os engenheiros siderais tenham se lembrado de guardar em seus arquivos de banco genético o DNA das espécies que o predador Homus quase sapiens já conseguiu extinguir.

Desenvolvimento sustentável.
Provavelmente nem a “Poliana” acredite na possibilidade desta safra atual de candidatos a seres humanos tornem-se capazes de abrir mão de seus egoísticos interesses – Então, para o bem do planeta; só nos resta continuar a luta e torcer, até pedir, quem sabe implorar para que o desfecho da terra sacudir para 4D as pulgas que a consomem.
Amém.

Melhor; vamos tirar o acento: AMEM - se.

Claro que há muito mais para ser discutido; estes tópicos foram apenas prá puxar um dedinho de prosa - Zinfius!

Participem da nossa campanha:

PRESERVAÇÃO DA NATUREZA ÍNTIMA PARA A CONTINUIDADE DA VIDA

sábado, 14 de novembro de 2009

DONA FELICIDADE FOI SE EMBORA

“DONA FELICIDADE FOI SIMBORA”

Dia destes presenciei um quebra pau amoroso homérico; a mulher do seu Zé, meu amigo faz tudo e que me socorre nos quebra-quebra das coisas do cotidiano, estava arrumando suas coisas prá ir embora. É, a Dona Maria Felicidade (A Fiinha pros íntimos), a mulher do Zé da caixa de ferramentas, estava puxando o carro; tirando o time de campo, zarpando, buscando outros ares – Quase fui arrastado prá briga como advogado do diabo; pra escapar tentei fazer cara de paisagem, cara de político pego com a mão na botija, cara de isso não é o que parece..., dentre mortos e feridos, acho que como ator da novela das oito eu escapei ainda amigo dos dois.
O causo foi mais ou menos o seguinte:
- To indo imbora Zé! – Nem abre o bico senão eu ti mato!
– Mas, purque Felicidade? (a coisa deve ter sido feia; pois, pro Zé chamar a Fiinha de forma tão solene: Felicidade! - algo grave aconteceu).
- Ocê sabe muito bem seu cabra safado! – Mas, prá te poupar como disse a muié da novela: Não estou mais feliz! – Quero viver bem!
- Mas, Fiinha eu não sei viver sem ocê!
- Sabe sim, seu Zé pilintra! – Tá vendo essa m.... aqui; e jogou a camisa do “timão” no chão; uma suprema ofensa, pois o fanático Zé tinha dado pra ela no seu aniversário; - Tudo isso era fingimento; eu sou “porco”.
Achei que o Zé ia partir para a ignorância; mas ele só ficou ali com cara de quem vai explodir – e a Felicidade puxou o carro.
Resumindo a estória, aconteceu uma situação com o Zé que já passei muitas vezes, e que a Dona Felicidade levou pro outro lado; não posso entrar em detalhes (segredo de amigo e de médico); mas que foi muito gozado; isso foi.
Sem saber muito bem o que dizer; falei pro Zé: - Fica triste não; ela volta; daqui a pouco a Felicidade vai bater de novo na tua porta! – Quantas vezes isso já aconteceu e ela sempre volta!
Será?
Mas, como em casos de felicidade dos outros, o melhor é não meter o bedelho; até por que o motivo de felicidade de uns pode ser algo amedrontador para outros; fiquei na minha e disse pro Zé: Deixo a chave com o porteiro e assim que der, ocê passa lá e conserta prá mim!
De volta prá casa; as últimas palavras da Dona Felicidade do Zé antes de virar a esquina ficaram martelando na minha cabeça: - Quero ser feliz! – Quero viver bem!

E passei a conversar com meus botões:
O que a Felicidade do Zé quis dizer com: viver bem? - O que é viver mal?
Estar ou ser?
Viver bem é estar alegre e feliz? - Veja bem: estar feliz, e não, ser feliz; pois são momentos e num momento você está, noutro não.
- Neste exato momento estás alegre ou triste? – E daqui a um minuto?
Às vezes, basta apenas um minuto para sairmos da sensação de tristeza para a de alegria ou de um sorriso, um gesto, um olhar...
Ser é a somatória de todos os momentos em que você está. Podemos nos considerar pessoas felizes quando a soma dos momentos que consideramos felizes supera os outros; claro que a Felicidade do Zé não sabe disso; pois na contabilidade existencial até os sábios em determinar a felicidade alheia não sabem somar e deixam a sua dona Felicidade ir embora.
Ser feliz é uma conquista que poucos já fizeram; é crediário quitado; consciência limpa.
Se eu pudesse, diria prá Dona Felicidade: Estar feliz é possível a todo instante, para qualquer pessoa, só depende de nós. Estar alegre também é diferente de ser alegre – mas, talvez eu precise mais ouvir isso do que ela.
Ser feliz com qualquer coisa! – Ser simples! - Mas, como conseguir isso sem parecer bobo? (Tá rindo do quê? – pergunta o baixo astral). Estar feliz exige um porque, um motivo. Ser, já não precisa mais de motivo; simplesmente é e pronto. Ser um dia alegre e feliz depende de uma sucessão de estar alegre e feliz, muitas e muitas vezes até cansar de estar triste e mal humorado. É um tipo de treino que exige conhecimento, meta, trabalho e persistência.
Eu me pergunto:
Há segredo na alegria?
Se existe um segredo para ser alegre e feliz? - Claro. O segredo é criar, inventar, reciclar o tempo todo motivos para estarmos felizes e alegres. Cada um tem que inventar os seus; pois copiar do outro quase nunca dá certo. Muito menos querer a alegria e a felicidade dele.
- O que é preciso para estar alegre e feliz? - Apenas de um, relativo, bom motivo. Pessoas alegres são inventivas, criativas. Aprenderam a criar seus motivos de alegria e felicidade sem dar permissão para que os outros o façam; são mais autênticas que as outras. A tristeza crônica vira mau humor permanente. Pessoas mal humoradas perdem a autenticidade costumam copiar os outros e pouco criam. Há mais copiadores do que criadores. Essa é uma explicação do porque de existirem muito mais pessoas tristes do que alegres.

Tomara que a Dona Felicidade do Zé na caia nas armadilhas da tristeza.
Algumas pessoas se acostumaram tanto a serem tristes e a sentirem-se infelizes que não admitem que alguém possa estar alegre à sua volta. Sentem inveja. E criam armadilhas para que os alegres se tornem tristes: inventam valores inúteis, criam marcas e padrões, sofisticam as coisas, complicam tudo para tentar impedir que as pessoas estejam alegres e felizes, simplesmente.
(Não conte para ninguém; ou melhor; espalhe para todo mundo que a alegria é simples. Um dos segredos de ser alegre é ser simples...)

Alegria e tristeza são contagiosas; se a Dona Felicidade soubesse disso, ela só ficaria perto de gente alegre.
De repente alguém começa a rir, e sem que consigam controlar os que estão em volta também disparam a dar risada sem saber a razão. É como se alegria fosse capaz de contagiar, e é.
Cuidado: a tristeza e o mau humor também.
O ideal é buscarmos sempre que possível companhia de pessoas que irradiam alegria.
Procure cultivar a alegria e a felicidade íntima para que seja capaz de contaminar as outras pessoas. Nunca lhe faltarão bons amigos; pois sem perceber as pessoas buscam nas outras a alegria que às vezes lhes falta naquele momento.
Será que:
Alegria e tristeza são momentos?
Tudo na vida passa. Se a Dona Felicidade soubesse disso ela não teria colocado o pé na estrada. A estrada da vida é uma sucessão de breves e únicos momentos; não existe um momento exatamente igual a outro. Não seremos inteiramente alegres ou tristes o tempo todo e para sempre.

Se eu pudesse iria atrás da Dona Felicidade; pois com certeza ela está triste - e diria para ela:
“Fiinha” - Não fuja da tristeza!
Não é fugindo dela que se encontra a alegria; ao contrário, enfrentando e aprendendo a dominar os momentos tristes é que nos capacitaremos a entender e dominar os momentos alegres.
Estar triste ou sentir-se infeliz é um estado temporário que temos de aprender a dominar para que sejamos realmente alegres e felizes.
Os momentos de tristeza também têm a sua própria beleza; basta apenas que aprendamos a descobri-los.
“Fiinha” - Aprenda a respeitar a sua tristeza!
Temos o mau hábito de parar para pensar apenas para tentar fugir dos efeitos das escolhas mal feitas. A tristeza ou até o sofrimento, é um tipo de breque, um sinal amarelo de alerta, preparando para um sinal vermelho de pare, que não deve ser desperdiçado, sob perigo de acidente de percurso, de bater ou capotar com vítimas na estrada da vida.
A tristeza é ótima conselheira e uma grande mestra na arte de viver. Poucos conseguem conquistar sabedoria sem a sua ajuda.
Analise e estude as suas dores da alma; quem sabe de uma tristeza possa ser tirada uma linda lição e até uma relativa alegria.

Provavelmente Dona Felicidade não se lembre da Elis Regina cantando a música “Como Nossos Pais” – composição de Belchior.
Como Nossos Pais
Elis Regina
Composição: Belchior
Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...

“Fiinha” – Em se tratando de alegria e tristeza vale a pena:
Libertar-se da educação recebida!
Há uma forte tendência na educação e na socialização a padronizações, dogmas e preconceitos para tentar impedir que as pessoas sejam alegres e felizes. Alguns tipos de moral religiosa criaram conceitos de pecado, perdão, céu, inferno, santos, diabos, purgatórios, arrependimentos, e o pior de tudo, criaram um paradigma de que o sofrimento resgata os chamados pecados. Isso não resiste ao pensamento lógico, no entanto, muitas pessoas acreditaram que o nosso querido planeta é um mar de lágrimas e de expiações. A liberdade é de cada um; entre escolher como caminho de progresso a via da alegria ou o caminho da tristeza e da dor.

Dona Felicidade, é possível que o Zé não tenha percebido que:
A lei de causa e efeito é um mecanismo regulador da alegria e tristeza!
Alegria e tristeza, dor e prazer são o preço da liberdade que temos de pagar ao executar escolhas. O “pulo do gato” na conquista de um estado de alegria mais duradouro é desenvolver a capacidade de retirar alegria da tristeza gerada pelas escolhas mal elaboradas, reformulando-as, e criando uma metodologia para fazer das novas escolhas, as mais acertadas a cada novo momento.
“Fiinha” – Vale a pena deixar o orgulho ferido de lado e voltar.
Alegria e tristeza são compartilhadas!
Impossível o isolamento. Somos seres interdependentes.
Conquistam o estado de estar alegre e feliz mais duradouro apenas aqueles que aprendem a compartilhar sua alegria e felicidade. A tendência cultural de valorizar o mal faz com que muitas pessoas sintam prazer em dividir com os outros muito mais suas tristezas e dores ou seus estados de euforia e tendam a esconder suas alegrias com medo de que a inveja dos outros faça secar seu poço de felicidade.
Alegria e tristeza exigem respeito!
Cada pessoa está no seu próprio momento nem antes nem depois. Cada um fez suas conquistas, têm a sua visão de mundo particular, seus valores, seus conceitos.
Você está alegre ou triste neste momento?
Estar alegre ou triste tem um quê de subjetivo e de doidura!
Definir a qualidade de uma sensação exige interpretação. Uma mesma situação pode ser interpretada de maneira diferente por pessoas diferentes. Até, uma mesma pessoa pode interpretar uma situação idêntica de forma diferente em diferentes momentos.
Muitos são os fatores que fazem com que as sensações sejam sentidas de forma subjetiva e pessoal. Dentre elas a expectativa que o julgador tem com relação ao acontecimento. Os valores em jogo. A qualidade pessoal do julgador, etc.
Essa subjetividade comporta até os extremos. O que para uma pessoa significa alegria para outra pode representar tristeza.
Alegria e tristeza sempre devem ser questionadas. Estou alegre por quê? Quais os motivos? Estou triste por quê?
“Fiinha” – matuta; põe a cabeça pra pensar, pois:
A alegria não abre mão da inteligência.
Outra dica para ser feliz é aprender a discernir entre a verdadeira e a falsa alegria. Alguns tipos de alegria são efêmeras demais, e logo como “gremlins” podem tornar-se daninhas e perigosas.
O maior inimigo da alegria duradoura é o embalo, o impulso sem o controle da razão, a tendência mal conduzida.
“Dona Felicidade” – Cuidado com a tristeza má conselheira:
Busque alegria no lugar certo e na hora certa.
Quantas pessoas descuidadas caem na armadilha de buscar a alegria apenas nos prazeres da mesa. No orgasmo continuado a qualquer preço. No consumo de drogas, cigarro, álcool, etc. Nas festas sem sentido. Na algazarra.
Nos dias seguintes vem a ressaca física e às vezes até a ressaca moral. A verdadeira alegria é uma forma íntima de nos sentirmos, que pode e é compartilhada durante alguns momentos com as outras pessoas.
Será que pode haver hora certa para ficar alegre e hora certa para ficar triste?
Como qualquer outra atividade e sensação humana a alegria deve ser inteligente, caso contrário a ressaca do sofrimento é fatal.
Depois de uma bela noitada o rescaldo pode ser uma indisposição que pode levar vários dias para desaparecer. Uma tremenda dor de cabeça. Tarefas mal feitas. Gravidez não desejada que pode terminar em aborto, etc.
Onde encontrar alegria duradoura?
Viver segundo os próprios valores ouvindo a voz da própria consciência deve tornar-se um ato de alegria e de prazer.
Quando desenvolvemos a capacidade de participar da vida com honestidade começamos a compartilhar nossa felicidade.
Dizem os mais sábios que a alegria permanente emana da alegria que proporcionamos aos outros.

Dona Felicidade - sou amigo do Zé – Sabe que musica peguei ele cantando? “Felicidade foi simbora e a saudade no meu peito ainda mora do Caetano Veloso...” –

Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora

A minha casa fica lá de traz do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
mas como é que a gente voa quando começa a pensar

(2 X)
Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora

Na minha casa tem um cavalo tordilho
que é irmão do que é filho daquele que o Juca tem
E quando pego meu cavalo e encilho
Sou pior que limpa trilho e corro na frente do trem

Claro que ele não ouviu a obra prima do teu “Grito de Alerta” (Gonzaga Jr)! – Se ele tivesse prestado atenção na deixaria sua Felicidade ir embora.

Primeiro você me azucrina, me entorta a cabeça
Me bota na boca um gosto amargo de fel
Depois vem chorando desculpas, assim meio pedindo
Querendo ganhar um bocado de mel
Não vê que então eu me rasgo, engasgo, engulo
Reflito e estendo a mão
E assim nossa vida é um rio secando
As pedras cortando e eu vou perguntando: até quando?
São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo
Arrasando aos poucos com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo de gritos e gestos
Num jogo de culpa que faz tanto mal
Não quero a razão pois eu sei o quanto estou errado
O quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento em que o copo está cheio
E que já não dá mais pra engolir
Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta
Eu busquei a palavra mais certa
Vê se entende o meu grito de alerta
Veja bem, é o amor agitando meu coração
Há um lado carente dizendo que sim
E a vida da gente gritando que não.

Dona Felicidade; volta pro Zé.
Muita Paz

“DONA FELICIDADE FOI SIMBORA”

Dia destes presenciei um quebra pau amoroso homérico; a mulher do seu Zé, meu amigo faz tudo e que me socorre nos quebra-quebra das coisas do cotidiano, estava arrumando suas coisas prá ir embora. É, a Dona Maria Felicidade (A Fiinha pros íntimos), a mulher do Zé da caixa de ferramentas, estava puxando o carro; tirando o time de campo, zarpando, buscando outros ares – Quase fui arrastado prá briga como advogado do diabo; pra escapar tentei fazer cara de paisagem, cara de político pego com a mão na botija, cara de isso não é o que parece..., dentre mortos e feridos, acho que como ator da novela das oito eu escapei ainda amigo dos dois.
O causo foi mais ou menos o seguinte:
- To indo imbora Zé! – Nem abre o bico senão eu ti mato!
– Mas, purque Felicidade? (a coisa deve ter sido feia; pois, pro Zé chamar a Fiinha de forma tão solene: Felicidade! - algo grave aconteceu).
- Ocê sabe muito bem seu cabra safado! – Mas, prá te poupar como disse a muié da novela: Não estou mais feliz! – Quero viver bem!
- Mas, Fiinha eu não sei viver sem ocê!
- Sabe sim, seu Zé pilintra! – Tá vendo essa m.... aqui; e jogou a camisa do “timão” no chão; uma suprema ofensa, pois o fanático Zé tinha dado pra ela no seu aniversário; - Tudo isso era fingimento; eu sou “porco”.
Achei que o Zé ia partir para a ignorância; mas ele só ficou ali com cara de quem vai explodir – e a Felicidade puxou o carro.
Resumindo a estória, aconteceu uma situação com o Zé que já passei muitas vezes, e que a Dona Felicidade levou pro outro lado; não posso entrar em detalhes (segredo de amigo e de médico); mas que foi muito gozado; isso foi.
Sem saber muito bem o que dizer; falei pro Zé: - Fica triste não; ela volta; daqui a pouco a Felicidade vai bater de novo na tua porta! – Quantas vezes isso já aconteceu e ela sempre volta!
Será?
Mas, como em casos de felicidade dos outros, o melhor é não meter o bedelho; até por que o motivo de felicidade de uns pode ser algo amedrontador para outros; fiquei na minha e disse pro Zé: Deixo a chave com o porteiro e assim que der, ocê passa lá e conserta prá mim!
De volta prá casa; as últimas palavras da Dona Felicidade do Zé antes de virar a esquina ficaram martelando na minha cabeça: - Quero ser feliz! – Quero viver bem!

E passei a conversar com meus botões:
O que a Felicidade do Zé quis dizer com: viver bem? - O que é viver mal?
Estar ou ser?
Viver bem é estar alegre e feliz? - Veja bem: estar feliz, e não, ser feliz; pois são momentos e num momento você está, noutro não.
- Neste exato momento estás alegre ou triste? – E daqui a um minuto?
Às vezes, basta apenas um minuto para sairmos da sensação de tristeza para a de alegria ou de um sorriso, um gesto, um olhar...
Ser é a somatória de todos os momentos em que você está. Podemos nos considerar pessoas felizes quando a soma dos momentos que consideramos felizes supera os outros; claro que a Felicidade do Zé não sabe disso; pois na contabilidade existencial até os sábios em determinar a felicidade alheia não sabem somar e deixam a sua dona Felicidade ir embora.
Ser feliz é uma conquista que poucos já fizeram; é crediário quitado; consciência limpa.
Se eu pudesse, diria prá Dona Felicidade: Estar feliz é possível a todo instante, para qualquer pessoa, só depende de nós. Estar alegre também é diferente de ser alegre – mas, talvez eu precise mais ouvir isso do que ela.
Ser feliz com qualquer coisa! – Ser simples! - Mas, como conseguir isso sem parecer bobo? (Tá rindo do quê? – pergunta o baixo astral). Estar feliz exige um porque, um motivo. Ser, já não precisa mais de motivo; simplesmente é e pronto. Ser um dia alegre e feliz depende de uma sucessão de estar alegre e feliz, muitas e muitas vezes até cansar de estar triste e mal humorado. É um tipo de treino que exige conhecimento, meta, trabalho e persistência.
Eu me pergunto:
Há segredo na alegria?
Se existe um segredo para ser alegre e feliz? - Claro. O segredo é criar, inventar, reciclar o tempo todo motivos para estarmos felizes e alegres. Cada um tem que inventar os seus; pois copiar do outro quase nunca dá certo. Muito menos querer a alegria e a felicidade dele.
- O que é preciso para estar alegre e feliz? - Apenas de um, relativo, bom motivo. Pessoas alegres são inventivas, criativas. Aprenderam a criar seus motivos de alegria e felicidade sem dar permissão para que os outros o façam; são mais autênticas que as outras. A tristeza crônica vira mau humor permanente. Pessoas mal humoradas perdem a autenticidade costumam copiar os outros e pouco criam. Há mais copiadores do que criadores. Essa é uma explicação do porque de existirem muito mais pessoas tristes do que alegres.

Tomara que a Dona Felicidade do Zé na caia nas armadilhas da tristeza.
Algumas pessoas se acostumaram tanto a serem tristes e a sentirem-se infelizes que não admitem que alguém possa estar alegre à sua volta. Sentem inveja. E criam armadilhas para que os alegres se tornem tristes: inventam valores inúteis, criam marcas e padrões, sofisticam as coisas, complicam tudo para tentar impedir que as pessoas estejam alegres e felizes, simplesmente.
(Não conte para ninguém; ou melhor; espalhe para todo mundo que a alegria é simples. Um dos segredos de ser alegre é ser simples...)

Alegria e tristeza são contagiosas; se a Dona Felicidade soubesse disso, ela só ficaria perto de gente alegre.
De repente alguém começa a rir, e sem que consigam controlar os que estão em volta também disparam a dar risada sem saber a razão. É como se alegria fosse capaz de contagiar, e é.
Cuidado: a tristeza e o mau humor também.
O ideal é buscarmos sempre que possível companhia de pessoas que irradiam alegria.
Procure cultivar a alegria e a felicidade íntima para que seja capaz de contaminar as outras pessoas. Nunca lhe faltarão bons amigos; pois sem perceber as pessoas buscam nas outras a alegria que às vezes lhes falta naquele momento.
Será que:
Alegria e tristeza são momentos?
Tudo na vida passa. Se a Dona Felicidade soubesse disso ela não teria colocado o pé na estrada. A estrada da vida é uma sucessão de breves e únicos momentos; não existe um momento exatamente igual a outro. Não seremos inteiramente alegres ou tristes o tempo todo e para sempre.

Se eu pudesse iria atrás da Dona Felicidade; pois com certeza ela está triste - e diria para ela:
“Fiinha” - Não fuja da tristeza!
Não é fugindo dela que se encontra a alegria; ao contrário, enfrentando e aprendendo a dominar os momentos tristes é que nos capacitaremos a entender e dominar os momentos alegres.
Estar triste ou sentir-se infeliz é um estado temporário que temos de aprender a dominar para que sejamos realmente alegres e felizes.
Os momentos de tristeza também têm a sua própria beleza; basta apenas que aprendamos a descobri-los.
“Fiinha” - Aprenda a respeitar a sua tristeza!
Temos o mau hábito de parar para pensar apenas para tentar fugir dos efeitos das escolhas mal feitas. A tristeza ou até o sofrimento, é um tipo de breque, um sinal amarelo de alerta, preparando para um sinal vermelho de pare, que não deve ser desperdiçado, sob perigo de acidente de percurso, de bater ou capotar com vítimas na estrada da vida.
A tristeza é ótima conselheira e uma grande mestra na arte de viver. Poucos conseguem conquistar sabedoria sem a sua ajuda.
Analise e estude as suas dores da alma; quem sabe de uma tristeza possa ser tirada uma linda lição e até uma relativa alegria.

Provavelmente Dona Felicidade não se lembre da Elis Regina cantando a música “Como Nossos Pais” – composição de Belchior.
Como Nossos Pais
Elis Regina
Composição: Belchior
Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...

“Fiinha” – Em se tratando de alegria e tristeza vale a pena:
Libertar-se da educação recebida!
Há uma forte tendência na educação e na socialização a padronizações, dogmas e preconceitos para tentar impedir que as pessoas sejam alegres e felizes. Alguns tipos de moral religiosa criaram conceitos de pecado, perdão, céu, inferno, santos, diabos, purgatórios, arrependimentos, e o pior de tudo, criaram um paradigma de que o sofrimento resgata os chamados pecados. Isso não resiste ao pensamento lógico, no entanto, muitas pessoas acreditaram que o nosso querido planeta é um mar de lágrimas e de expiações. A liberdade é de cada um; entre escolher como caminho de progresso a via da alegria ou o caminho da tristeza e da dor.

Dona Felicidade, é possível que o Zé não tenha percebido que:
A lei de causa e efeito é um mecanismo regulador da alegria e tristeza!
Alegria e tristeza, dor e prazer são o preço da liberdade que temos de pagar ao executar escolhas. O “pulo do gato” na conquista de um estado de alegria mais duradouro é desenvolver a capacidade de retirar alegria da tristeza gerada pelas escolhas mal elaboradas, reformulando-as, e criando uma metodologia para fazer das novas escolhas, as mais acertadas a cada novo momento.
“Fiinha” – Vale a pena deixar o orgulho ferido de lado e voltar.
Alegria e tristeza são compartilhadas!
Impossível o isolamento. Somos seres interdependentes.
Conquistam o estado de estar alegre e feliz mais duradouro apenas aqueles que aprendem a compartilhar sua alegria e felicidade. A tendência cultural de valorizar o mal faz com que muitas pessoas sintam prazer em dividir com os outros muito mais suas tristezas e dores ou seus estados de euforia e tendam a esconder suas alegrias com medo de que a inveja dos outros faça secar seu poço de felicidade.
Alegria e tristeza exigem respeito!
Cada pessoa está no seu próprio momento nem antes nem depois. Cada um fez suas conquistas, têm a sua visão de mundo particular, seus valores, seus conceitos.
Você está alegre ou triste neste momento?
Estar alegre ou triste tem um quê de subjetivo e de doidura!
Definir a qualidade de uma sensação exige interpretação. Uma mesma situação pode ser interpretada de maneira diferente por pessoas diferentes. Até, uma mesma pessoa pode interpretar uma situação idêntica de forma diferente em diferentes momentos.
Muitos são os fatores que fazem com que as sensações sejam sentidas de forma subjetiva e pessoal. Dentre elas a expectativa que o julgador tem com relação ao acontecimento. Os valores em jogo. A qualidade pessoal do julgador, etc.
Essa subjetividade comporta até os extremos. O que para uma pessoa significa alegria para outra pode representar tristeza.
Alegria e tristeza sempre devem ser questionadas. Estou alegre por quê? Quais os motivos? Estou triste por quê?
“Fiinha” – matuta; põe a cabeça pra pensar, pois:
A alegria não abre mão da inteligência.
Outra dica para ser feliz é aprender a discernir entre a verdadeira e a falsa alegria. Alguns tipos de alegria são efêmeras demais, e logo como “gremlins” podem tornar-se daninhas e perigosas.
O maior inimigo da alegria duradoura é o embalo, o impulso sem o controle da razão, a tendência mal conduzida.
“Dona Felicidade” – Cuidado com a tristeza má conselheira:
Busque alegria no lugar certo e na hora certa.
Quantas pessoas descuidadas caem na armadilha de buscar a alegria apenas nos prazeres da mesa. No orgasmo continuado a qualquer preço. No consumo de drogas, cigarro, álcool, etc. Nas festas sem sentido. Na algazarra.
Nos dias seguintes vem a ressaca física e às vezes até a ressaca moral. A verdadeira alegria é uma forma íntima de nos sentirmos, que pode e é compartilhada durante alguns momentos com as outras pessoas.
Será que pode haver hora certa para ficar alegre e hora certa para ficar triste?
Como qualquer outra atividade e sensação humana a alegria deve ser inteligente, caso contrário a ressaca do sofrimento é fatal.
Depois de uma bela noitada o rescaldo pode ser uma indisposição que pode levar vários dias para desaparecer. Uma tremenda dor de cabeça. Tarefas mal feitas. Gravidez não desejada que pode terminar em aborto, etc.
Onde encontrar alegria duradoura?
Viver segundo os próprios valores ouvindo a voz da própria consciência deve tornar-se um ato de alegria e de prazer.
Quando desenvolvemos a capacidade de participar da vida com honestidade começamos a compartilhar nossa felicidade.
Dizem os mais sábios que a alegria permanente emana da alegria que proporcionamos aos outros.

Dona Felicidade - sou amigo do Zé – Sabe que musica peguei ele cantando? “Felicidade foi simbora e a saudade no meu peito ainda mora do Caetano Veloso...” –

Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora

A minha casa fica lá de traz do mundo
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
mas como é que a gente voa quando começa a pensar

(2 X)
Felicidade foi se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque sei que a falsidade não vigora

Na minha casa tem um cavalo tordilho
que é irmão do que é filho daquele que o Juca tem
E quando pego meu cavalo e encilho
Sou pior que limpa trilho e corro na frente do trem

Claro que ele não ouviu a obra prima do teu “Grito de Alerta” (Gonzaga Jr)! – Se ele tivesse prestado atenção na deixaria sua Felicidade ir embora.

Primeiro você me azucrina, me entorta a cabeça
Me bota na boca um gosto amargo de fel
Depois vem chorando desculpas, assim meio pedindo
Querendo ganhar um bocado de mel
Não vê que então eu me rasgo, engasgo, engulo
Reflito e estendo a mão
E assim nossa vida é um rio secando
As pedras cortando e eu vou perguntando: até quando?
São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo
Arrasando aos poucos com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo de gritos e gestos
Num jogo de culpa que faz tanto mal
Não quero a razão pois eu sei o quanto estou errado
O quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento em que o copo está cheio
E que já não dá mais pra engolir
Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta
Eu busquei a palavra mais certa
Vê se entende o meu grito de alerta
Veja bem, é o amor agitando meu coração
Há um lado carente dizendo que sim
E a vida da gente gritando que não.

Dona Felicidade; volta pro Zé.
Muita Paz

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