sábado, 2 de janeiro de 2010

PARÁBOLA DO SAQUINHO DE SUPERMERCADO

DÊ A PRIMEIRA ESTILINGADA QUEM NÃO TIVER TELHADO DE VIDRO...

Somos especialistas em julgar a conduta do próximo e nos sentimos imunes ao julgamento alheio – medimos a gravidade dos delitos conforme nos interessa, em cada momento; para anestesiar nossas consciências abusando das desculpas e das justificativas. Nessa tônica do álibi para nossas ações cotidianas pouco éticas, vou usar uma dica que recebi de um paciente amigo que se utiliza do saquinho de supermercado para mostrar em suas palestras nossa miopia quando se trata de ver o cisco no olho do outro e não enxergar a trave no nosso.
Quando Jesus nos brindou no sermão da montanha com as “Bem Aventuranças” nos deixou um legado simples, um caminho que fatalmente levará ao progresso de forma calma e prazerosa. Na parábola do meu amigo a respeito do saquinho de supermercado; vou centrá-la basicamente na fala do Mestre Jesus: “Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça” – ou de forma mais moderna os que lutam para que a justiça dos homens se aproxime da Natural – pois, Ele deixou em aberto a avaliação do conceito da nossa justiça – Outro detalhe: antes de pedir a Deus que seja feita justiça é preciso que a pratiquemos nas ações mais miúdas.
Se nos expusermos á mídia sem cautela e bom senso; todos os dias nossa paz de espírito é assaltada por notícias a respeito de injustiças promovidas por governos e corporações; e da improbidade praticada por pessoas que teoricamente deveriam zelar pela aplicação da justiça, da paz social e do progresso – ao tomarmos conhecimento desses fatos, brotam todas as “cacas íntimas” como a intolerância, a impaciência, a raiva, a inveja, agressividade – e transformamos os em torno em “penicos psicológicos” (ninguém merece) – Mas, como tudo pode ser reciclado, para os viciados em noticiários, nada como manter caderno e lápis para anotar nossas reações a determinados fatos e analisar a projeção - Dia destes vamos falar sobre esse efeito espelho – por exemplo, fiquei revoltado com o sujeito que desviou milhões – Será que não foi inveja? – Será que eu não gostaria de estar no lugar dele?
Na vida moderna, campeia a corrupção – mas, ela sempre foi bem terráquea; hoje mais em destaque, talvez apenas porque fica mais exposta pela mídia; mesmo que muitos dos que vivem á sombra do poder tentem cercear a liberdade de imprensa através de liminares oferecidas por prepostos.
O fato é que todos os dias somos defrontados com notícias de má aplicação da justiça; e sempre ganha mais destaque a notícia de grandes desvios do dinheiro público para a conta bancária de alguns, sua prole e amigos alaranjados ou não. Nessa ocasião o instinto de julgar do telespectador, do leitor de jornal ou de revista, vem com tudo – mas, um fato que me intriga; me deixa admirado mesmo; é que, os campeões de notícias de crimes hediondos contra a economia popular e suas famílias não sejam vítimas das pragas lançadas pelos cidadãos comuns e de “bem” – O que os torna imunes? Já que praga e “trabalhos” feitos pegam? – Eles estão “vacinados” pelo mecanismo da ressonância e da sintonia como veremos adiante.
Que os crimes de prevaricação, corrupção, propina, são hediondos perante a justiça Natural ou Divina é inquestionável; apenas os interessados não querem enxergar – pois, quando parte importante do bem público é prevaricado; a população vai sentir falta de condições de saúde, saneamento, educação, prevenção de enchentes, enfim todas essas “ninharias” que incomodam e põem até levar á morte o cidadão comum.
Mas, voltando ao nosso foco; boa parte dos ferozes críticos dos prevaricadores, na essência, é igual, apenas diferem na escala – quando vai ao supermercado fazer compras; tudo o que caberia em 2 sacos de plástico é colocado em 5ou 6 para que sejam usados como saco de lixo – a maioria não considera isso roubo; mas, é – as desculpas e justificativas são as mais sem noção.
Há outro detalhe: é grave crime ambiental; pois um saco de lixo de plástico leva em torno de 400 anos para se degradar; pior quando esses sacos vão parar nos oceanos e levam á morte peixes e animais que irão comê-los.
Em sociedades culturalmente mais despertas para uma postura ecológica mais consciente, nos supermercados não se encontram mais esses nefastos objetos; sacolas biodegradáveis e reutilizáveis são oferecidas ás pessoas; mas, apenas trocadas quando se deterioraram; embalagens descartáveis estão sendo deixada de lado – a prioridade é o retornável.

Estamos em ressonância social; pois funcionamos como uma estação de rádio ou TV - pois, pensamos, sentimos e agimos até durante o sono – e cada um de nós emite uma freqüência particularizada, sempre diferente do outro; embora ás vezes semelhante.
Exemplo:
“Cada onda de rádio e TV que viaja pelo espaço tem uma freqüência característica de vibração. E a onda de cada emissora tem uma freqüência própria, diferente da freqüência das demais emissoras. Os rádios antigos tinham um botão - o dial - para "sintonizar" as emissoras (urna de voto). Hoje, com tudo virando digital, os botões não são de girar - são de apertar (urna eletrônica)). Sintonizar uma emissora (votar num candidato) significa fazer seu receptor de rádio ou TV entrar em ressonância com a onda da emissora. Girando, ou apertando, o botão você modifica, de algum modo, a freqüência natural de vibração do circuito eletrônico de seu receptor (melhorando nossa freqüência mental e atitudes, sintonizaremos candidatos mais íntegros). Essa vibração não é mecânica, como nas molas, mas uma rápida variação nas correntes elétricas que percorrem o circuito. Na ressonância, o receptor "capta" energia da onda de rádio ou TV com eficiência máxima e o sinal da emissora é reproduzido pelo receptor. As ondas das outras emissoras, com freqüências diferentes, não estão em ressonância com o receptor e passam batidas, sem interagir com ele” – aprenda a cobrar apenas dos candidatos em que votou.
Usando o conceito de ressonância fica fácil descobrir a razão que nos leva a elegermos tantas pessoas que prevaricam quando em cargos públicos: como sociedade, nós estamos em ressonância de valores éticos, posturas culturais e educacionais.
Quanto á questão da aplicação da Justiça Divina; cuidado com o que pede a Deus, pois Ele nos atende muito rápido – exemplo, não peça paciência, pois Ele vai brindá-lo com muitas ferramentas para adquiri-la: complicações, dificuldades, malas sem alça para carregar, doenças, etc. Não caia na besteira de pedir a Deus justiça contra outros réus; pois, Ele o atenderá em primeiro lugar; simples assim; quem pede primeiro tem preferência.
Alerta: quando a justiça natural começar a ser aplicada nas pessoas expostas ao seu olhar crítico; se sentir prazer nisso, mesmo que não verbalize; sua situação é emergencial para este final de ciclo planetário – você ainda é uma pessoa má, vingativa, até cruel.

Ser simples é um dos quesitos que mais nos aproxima de Deus – Daí a sugestão: 2010 é o ano de resolver coisas simples, de ouvir muita música, dançar, rir bastante e especialmente de nós mesmos – época de colocar a casa íntima em ordem; consciência tranqüila, clareza de intenções – para os já mais treinados devolver o troco dado a mais - entregar todos os achados e perdidos – Vamos nos preocupar em tirar o cisco de nossos olhos e deixar prá lá as traves dos olhos do próximo – A mudança de postura é emergencial; pois neste fim de Era muitas barreiras de contenção de nossos álibis íntimos vão ruir e vamos ficar soterrados na própria falta de transparência; mantenha os amigos sempre por perto; pois, nunca se sabe quando vamos precisar de uma mão amiga – muita água vai rolar de nossos olhos, quem sabe para inundar nosso coração de amor ao próximo e ao planeta; então aprenda a chorar por boas emoções, emocione-se; antecipe-se na desobstrução dos canais lacrimais.

Até.
Ops. Quase me esquecia; quando for de novo ao mercado lembre-se de levar uma sacola para carregar as compras – sem desculpas de vida corrida e prática; hoje já as há dobráveis e fáceis de carregar até no bolso.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

EM 2010 – DÊ UM PRESENTE PARA QUEM TE AMA: PARE DE RECLAMAR!

NA DÚVIDA É MELHOR CALAR!

2010 é o ano da cura das nossas doenças físicas, mentais, sociais, políticas, religiosas, afetivas, ecológicas ou o ano da morte – ou vai ou vai. – tal e qual os anteriores; e os próximos...
Para tornar nossa vida mais agradável e a dos em torno; eu me arrisco a dar a idéia de criar uma meta: vamos acabar com a chatice da reclamação.
Seja na vida íntima, afetiva, familiar, política, financeira... – Suspeito que, reclamar esteja no nosso DNA; pois muitos de nós já nascemos reclamões; do tipo bebê que abre o bocão á menor contrariedade e tenta ganhar tudo no choro e na birra - Somos uma sociedade de reclamões que gostam de levar vantagem em tudo; adoramos privilégios e reclamamos dos direitos; pois eles têm que ser exercidos - Nós incorporamos como caricatura cultural a figura do ”anão zangado” ou do técnico de futebol que vive reclamando do juiz, da tabela, da imprensa, da sua falta de.
Reclamar com justeza e razão, é um direito que obrigatoriamente deve ser exercido; mas, reclamar demais pode ser doença; um transtorno mental que se manifesta por meio de uma insatisfação que parece eterna; estilo vício. Um chatonildo - aquela pessoa que nunca está feliz com nada - lembra muito o estado de espírito de um mal-humorado crônico. Neste manicômio cada vez mais globalizado; as lamentações constantes, no entanto, podem ser sinal de uma doença chamada Distimia – é um estado crônico de depressão, mas com sintomas mais brandos, porém constantes – Claro que esse quadro se estenderá pela sociedade neurótica em que vivemos que tende a se tornar dístimica e midiática; pois a Neurose agrava a Distimia que alimenta a neura e os crimes perante vida – como a Depressão que incapacita e, nada mais é, do que a birra de um reclamão ou distímico perante Deus e a lei de causa e efeito.
Cuidado ao conviver com um dístimico; pois ele só avista o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada (dá para entender a epidemia de falta de libido e impotência?); daí que seu potencial para traidor da afetividade e dos relacionamentos é altíssimo; mas, se houver mesmo amor, as saliências que começam a aparecer na testa podem desaparecer com uma pequena cirurgia afetiva (perdão) – mas, para essa prática é preciso anestesiar com um código de ética o ego e o orgulho; daí, não descarte logo seu amor distímico; pois, se tratado; ele tem cura.
Há diferença entre uns e outros: Sim - Os reclamões cessam de reclamar diante das soluções – o distímico não.
O problema é grave e epidêmico; pois essa doença é contagiosa (educação e cultura são os principais vetores que a transmitem).
Mania de perseguição? Reclamação é uma ocorrência comum em quadros psiquiátricos ou dificuldades emocionais e está ligada ao mau humor e á auto-estima. Dica para quem está começando um relacionamento: se o seu amor toma remédios para dormir, acordar, ficar feliz, não se deprimir – caso não seja uma paixão daquelas bem cármicas; caia fora! – Se souber dar umas braçadas no mar das paixões: vá nadar em outra praia...
Na vida profissional caso tenha um funcionário sob seu comando que só reclama; fique de olho no seu desempenho; provavelmente ele não gosta do que faz, e daí; tudo que realiza é mal feito ou pouco confiável. Caso o reclamão seja seu colega de trabalho fique esperto; pois reclamará de você para os outros, e, pelas costas. Caso seja seu chefe; não se apresse; não rogue pragas – elas pegam (não se comprometa perante a lei de ação e reação); espere ele enfartar com a ajuda dos mais próximos; aguarde que ele tenha um peripaque e seja internado ou se aposente – mas, se é seu desejo estar chefe; prepare-se melhor para assumir o lugar dele.
Uma parte do comportamento do insatisfeito crônico é adquirida: herança de família; um dos muitos frutos de uma educação distorcida – “filho de peixe, peixinho é”.
A cura é complicada? – Não; ela é bem simples – Vacine-se! – Uma das mais eficazes vacinas; contra a doença da reclamação febril é a prática de um ensinamento de Jesus: “Só faça aos outros; o que gostaria de receber” – quando tiver o impulso de reclamar por reclamar, sem analisar sua parte no problema – pare, pense, reflita, avalie-se – para depois engolir em seco, morder a língua.
Quando a convivência com reclamões crônicos for impositiva; aprenda a fazer cara de paisagem; não retruque, nem alimente a discórdia; volte a ser criança deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro; faça uma piada; um elogio (os reclamões são vidrados em elogios; mas, cuidado, eles são muito desconfiados, e o feitiço pode virar contra o feiticeiro – elogie um reclamão com muita moderação) – mas, se, não sentir-se preso por nenhum compromisso: caia fora; busque novos caminhos; pois, a porta do inferno vive sempre aberta para quem quiser entrar ou sair – já a do céu vive fechada para quem não tem o código de acesso e vive aberta para quem quiser dar umas voltinhas pelo tal de purgatório ou até mesmo do inferno – a chave tem a forma da inteligência que molda o livre arbítrio de cada um.
A vida acelerou de tal forma que nossa agressividade latente e a tendência para a violência brotará com tudo – a velha contenção: bater uma porta; xingar; engolir em seco; chorar; adoecer – nada disso vai segurar a barra – e os focos de perigo continuam os mesmos: família, trânsito, discussões nos butecos da vida e uma novidade: já chegou ao amiente de trabalho.
Mas, o problema mais complicado continua sendo na vida em família – Daí, mulheres reclamonas correm maior risco de agressão e de morte – melhor conhecerem a Lei Maria da Penha de cor e salteado para evitar danos maiores.
Homens reclamões correm o risco do desemprego permanente; do alcoolismo, das drogas, da prisão, do cemitério antes da hora.
Pelo andar da carruagem, até as crianças que se cuidem; pois, os reclamões de nascença podem ter vida curta...

Lançamos aos amigos um desafio para 2010; mas comecem aos poucos; pois é complicado – para os novatos melhor iniciar com metas bem curtas de segundos, minutos, horas.
Amigos em 2010 – além de reclamar menos; vamos tentar fazer um jejum de críticas, começando pelas reclamações indevidas...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

EM 2010 - DESEJO PARA VOCÊ A FELICIDADE AUTO-SUSTENTÁVEL

Segundo meus amigos esotéricos sempre de plantão, 2010 será regido por Vênus – “Marravilha: a deusa do amor” – Mas, segundo meu pobre entendimento significa – ou vai ou racha; para quem cultiva o auto-conhecimento, busca a paz e o amor de verdade, será um ano muito feliz – mas, para os mais descuidados que procuram o amor, a paz, saúde e prosperidade apenas na virada do ano e da boca prá fora; o bicho vai pegar; e feio; e não adianta choramingar nem maldizer.
O presente que me deram e que repasso aos amigos: estamos vivendo em época de transição e de aceleração: daí, tudo fica potencializado...
“Desejamos a todos os nossos amigos votos de paz, amor, felicidade e prosperidade” – Toda virada de ano o chavão é o mesmo – Mas, o amor fica no ar – E confesso que mesmo avesso a comemorações de marketing sinto que nessa época o clima energético melhora; as pessoas ficam mais amenas; mas, o efeito colateral nos primeiros dias do ano novo é a ressaca física e moral. Muito se fala em amor nessa época; amor da boca prá fora; mas, é melhor amor sem compreensão; amor de falar por falar do que amor nenhum.
Afinal dentre todos os votos de felicidade na virada do ano – O que é o amor? – O que ele representa de fato?
O verbo amar já foi conjugado de todas as formas possíveis e imagináveis. Quantas vezes ouvimos as expressões: amor verdadeiro; amor falso. Eu te amo de verdade! Você me ama de verdade? Será possível amar de mentira? O que seria amor verdadeiro? O que seria amor falso? - A maioria dirá que o amor verdadeiro é aquele amor sincero e desinteressado. Isso pode ser correto quando se trata de falar de amor; no entanto, amar é diferente de falar de amor.
O amor é: Sentimento? Emoção? Atitude? Carinho? Afago? Energia? O amor pode ser qualificado? Há amor de boa qualidade e de má qualidade? Pessoas de má qualidade íntima são capazes de amar?
É incontável o que já se gastou de tempo e todo tipo de recursos para explicar o amor. Como percebemos e expressamos o conceito amor através dos tempos? Será que estamos defasados nos incríveis e acelerados dias de hoje? Será que não é mais permitido pensar, sentir e expressar amor como na Idade da Pedra ou na Idade Média - sob pena de ao invés de amar e ser feliz, odiar e sofrer, ser odiado e causar sofrimento? – Será que nos dias atuais o amor já deveria ser percebido, sentido e expresso como a energia da vida? Compreendido como uma expressão harmoniosa do conjunto pensar, sentir e agir que nos caracteriza. Não deveria ser do conhecimento de todos que a energia irradiada nessa condição de emoção intensa, afeta além do agente emissor; a pessoa a quem essa energia é direcionada? Tanto pode curar, harmonizar, como adoecer e até matar (será que o amor é capaz de matar?) – Talvez; para aqueles que ainda confundem paixão, possessão e domínio com amor.
Será que podemos falar em evolução do amor?
Acredito que sim; pois ele é tão antigo e tão eterno quanto tudo. Disso, não duvidamos. Será que é capaz de mudar com o passar dos tempos? Será que evolui e progride? - Podemos dizer que o amor não! Apenas a forma de compreendê-lo e de exteriorizá-lo. Somos capazes evoluir ativamente segundo a nossa vontade, de gerenciar o próprio destino, de nos educarmos, de amar e de manter o estado de amor – daí, nós podemos dizer que a capacidade de amar também pode ser desenvolvida, aprendida. Além disso; o conceito ou o estado de amor é relativo. Cada pessoa o percebe e aplica segundo sua maturidade e evolução pessoal. Portanto, é verdade que os brutos também amam; segundo a sua ainda pobre capacidade de expressar o amor – mesmo entre tapas e beijos – hehehehe...
Mesmo com 2010 batendo na nossa porta – será que a qualidade do amor contemporâneo ainda deixa a desejar? Sem medo de errar podemos dizer que há poucas pessoas no mundo que amam realmente algo ou alguém - primeiramente, porque não amam ainda nem a si próprias.
Breve histórico do conceito: amor.
• Amor necessidade biológica:
O que entendemos e sentimos como amor ainda está muito ligado ao instinto de sobrevivência e de perpetuação da espécie. Origem do conceito de amor ligado ao sexo oposto. Muitos ainda usam o termo: fazer amor, para designar uma relação sexual. Para nós, o amor necessidade biológica continua sendo uma questão de continuar existindo.
• Amor sobrevivência:
O amor de mãe tão cantado em verso e prosa como o protótipo do verdadeiro amor humano ainda é uma projeção do instinto de sobrevivência. Porque a espécie tem o estado de infância mais desprotegido e prolongado, os cuidados maternos são necessariamente mais intensos e demorados do que os das outras espécies; porém, o amor materno contemporâneo ainda é uma expressão de amor com forte componente biológico.
• Amor posse:
À medida que o tempo passa e as experiências se sucedem desenvolvemos o conteúdo de maturidade emocional e afetivo. Devido ao natural predomínio do ser pouco evoluído e ainda muito egoísta. O ego tomou para si o conceito de amor e o tornou possessivo. Egoístas e orgulhosos somos ciumentos, lógico, pois, nos imaginamos donos do objeto do amor até na forma de nos expressarmos: amo meu pai, minha mãe, meus filhos etc.
• Amor romance:
A partir da revolução industrial o conceito amor recebeu um conteúdo muito forte de romance que foi acrescido ao de propriedade: amo porque é meu, se amo então me pertence. Na era moderna a velocidade com que as informações se processam e são veiculadas mais a ação da mídia; tornou o amor romance um dos produtos que mais ajudam a vender qualquer coisa.
O conceito amor foi banalizado.
Desconhecemos a simplicidade do amor, o tornamos complicado e sofisticado devido á pouca maturidade psicológica e ao fato de sentirmos e agirmos sem pensar; e de não termos desenvolvido a soberania emocional necessária a torná-lo simples e puro. Aceitamos sem questionar e copiamos o que nos dizem e desejam, por isso, o conceito amor foi tão descaracterizado. Tornou-se uma forma de expressão e de tratamento das mais corriqueiras: Pois não amor? Já pediu meu amor? É usada no diminutivo, no aumentativo, no superlativo, depende dos interesses de cada um no momento: amorzinho, amoreco, amorzão, etc.
Cuidado para não ser vampirizado o ano inteiro, depois de um falso abraço e beijo na virada do ano, até mesmo entre familiares – selecione as pessoas que estarão contigo; pois no jogo das relações sociais é usada da forma mais hipócrita possível por pessoas que se odeiam, se invejam. E se a pessoa não banaliza o conceito amor é assaltada com cobranças do tipo: você nunca diz que me ama! Portanto, você não me ama! – Confesso que vou tentar ficar acordado até meia noite se posso dormir antes; de novo...
O amor da boca prá fora é usado também para designar algo do qual pode-se gostar: Esse cão é um amorzinho! Fulano, é um amor de pessoa!
Mas, o top line do conceito é o quase sinônimo de relação sexual: aqueles dois estão fazendo amor! Assumiu também derivativos como a expressão: “amor livre” para designar relações sexuais sem responsabilidade ou até promíscuas.
Para se compreender o amor é preciso compreender o ser humano:
Para se alcançar o amor humano é preciso nos compreendermos como um todo. É necessário responder a estas perguntas: O que é um ser humano? Porque estou aqui? A que se destina minha vida? Quem sou eu? O que faço aqui?

Amigos na dúvida sobre o que fazer na virada do ano; apenas amem; abracem-se, beijem-se, libertem tudo que de bom há para ser trocado.

Para todos um abraço de François (um amigo meu) cujo abraço segundo meu amigo ET que me visita de vez em quando; tem o poder da cura pela simplicidade e pureza d’alma.
Beijem e abracem com a alma – mesmo que por breves momentos...

Porque auto-sustentável?
Aprendamos a manter os votos de amizade, paz e felicidade - Nosso maior problema sempre foi a manutenção...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

LEIA DEPOIS DAS FESTAS

FESTEJE – SEM EMPORCALHAR O PLANETA

Que a comilança e o desperdício nas festanças de fim de ano já diminuíram, é vero; basta prestar atenção nas reuniões das quais participamos; mas, ainda é assustadora para a sanidade do planeta.
Ao abrir o jornal Diário da Região (São José do Rio Preto – SP) de hoje – dei de cara com uma manchete do caderno Cidades: “Mil toneladas de lixo a mais” – “Período de festas causa alta de 10% no total de resíduos produzidos mensalmente pelos rio-pretenses” – Segundo os dados oferecidos na reportagem de Allan de Abreu (allan.abreu@diarioweb.com.br) – Vamos aos números do lixo:
10 mil toneladas – é o quanto Rio Preto gera de lixo por mês.
4 mil toneladas – do total de lixo gerado é reciclado pela concessionária do serviço.
75 toneladas – são recicladas todos os meses pela Cooperlagos.
1 mil toneladas – é o aumento de resíduos gerados na cidade em dezembro. R$ 110 mil – e quanto a Prefeitura gasta a mais pela coleta do lixo excedente de dezembro.
Segundo a reportagem, do total mensal de lixo gerado na cidade, 4 mil toneladas (40%) é reaproveitado pela concessionária. Dez por cento desse volume, ou 400 toneladas, é reciclado. O restante ou 3,6 mil toneladas é transformado em adubo pela empresa. No caso dos recicláveis, porém, parte se perde devido ao contato com a parte dos detritos orgânicos do lixo recolhido – a assessoria da empresa não soube estimar o volume perdido.
“O ideal seria que o material fosse coletado na origem que são as residências” disse o coordenador do departamento de resíduos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Estima-se, no entanto, que haja um reaproveitamento de 20% do total de lixo reciclável, por catadores, empresa e cooperativa (Cooperlagos). Segundo a coordenadora da cooperativa, embora o trabalho ainda seja incipiente, nesta época o material recolhido é basicamente vidro e papel devido ao aumento de consumo de bebidas e o uso de papel de presentes faz a festa dos 60 cooperados – diz a matéria da reportagem.

Nesta cidade de 420.000 habitantes, décima cidade do Estado de SP e a maior da região Noroeste do Estado, os problemas envolvendo a coleta, aproveitamento e armazenagem do lixo no aterro sanitário são uma constante, desde situações mal explicadas de troca de concessionária; ás medidas e contramedidas judiciais ou acordadas com relação ao aterro sanitário. O que nos chama a atenção é que cidade embora laureada em muitos aspectos seja tão pobre em outros – como no presente assunto: o lixo e o que fazer com ele.
Na qualidade de cidadão repórter/olheiro, trago algumas considerações que vou resumir para não fugir do foco: desperdício nas comemorações do Natal e Ano novo.
Vamos brincar de pensar e deixar alguns assuntos pendentes:
Teoricamente segundo alguns parâmetros até estrambólicos, SJRP é considerada uma cidade rica – e nessa linha de raciocínio confirmada numas voltinhas pela cidade – nessa época do ano ela se esvazia; daí, que, teoricamente a quantidade de lixo excedente não poderia ser tanta; exceto nas chácaras em volta da cidade e região.
Quem se ausenta da cidade? – Ricos, pobres, ou os remediados?
Quem chega como turista, ou para visitar os familiares?
Segundo a “capacidade” financeira: Quem gera mais lixo, ricos, medianos ou pobres? – Que tipo de lixo gera as classes A, B, C, D, E?
Qual a relação entre o grau de escolaridade e a quantidade e o tipo de lixo gerado? – Haverá algum?
Em se tratando de idade e gerações; quem gera mais lixo e de que tipo? – Provavelmente as crianças e adolescentes produzam mais lixo teoricamente reciclável, pois, consomem mais produtos industrializados. Talvez os idosos gerem menos lixo total. Possivelmente os grandes produtores de lixo sejam as pessoas na faixa etária entre 30 e 60 anos; devido á educação que receberam; baseada entre outras coisas, na falácia do milagre econômico; que gera a distorção do conceito “fartura”; daí que, vai ser preciso “fartar” prá que essa turma do desperdício crie juízo sem reclamar. Para ilustrar a idéia do neste País do mote do Caminha: “Nesta terra em se plantando tudo dá” - consta do anedotário dos nossos ex-presidentes militares – Certa ocasião um deles estava inaugurando um navio, e, o excesso de convidados trazia preocupação; então, um dos assessores sabiamente avisou: “Presidente, é gente demais, o navio vai soçobrar!” – E ele de pronto respondeu: “Não tem problema, meu filho, é melhor que sossobre do que fafalte” – Com certeza muitas pessoas não tão iletradas como ele usam dessa teoria da fartura: nas festanças de fim de ano é melhor que sobre do que falte; pois, o que vão dizer os vizinhos, os convidados, as visitas e os penetras!
Bicão em festa de fim de ano? – Claro; pois essa é a especialidade de muitos brasileiros, e esses “aspones de festa”, são os que mais desperdiçam, até de propósito para ferrar com os contribuintes do prazer ou os donos da festa.

Amigos, até os catadores das cooperativas de reciclagem estão pedindo: Pelo amor de Deus, bebam com moderação! – Pois, o preço do alumínio reciclado (latinhas e embalagens de remédios para ressaca) e do vidro vai despencar; pelo excesso de oferta...

Falando nisso; alguém viu por aí, o menino Jesus?
Jesus, ocê já colocou o lixo prá fora como te pedi? – Não demora, pois o lixeiro está passando daqui a pouco! – Falando nisso Jesus, ocê já comprou o que te pedi pras mandingas de um ano novo com prosperidade?
Amém meu filho.

Espero que minha amiga Ana Echevenguá especialista em catar “cacas” nas políticas publicas do destino do lixo, esteja curtindo na sua Floripa os festejos de fim de ano – Mas, meu Deus! – Imagina o que os bicões, daqui e do MERCOSUL, das belezas naturais, farão nas praias e balneários de Floripa; se aqui, em Rio Preto; já é esse desastre? Até gostaria de saber o que os donos do poder das cidades praianas fazem com o lixo. Reciclam?
Mandam a conta? Ou despejam quase tudo no lixão Atlântico?

Até a ressaca da primeira semana de janeiro prá quem trabalha é claro.

Mas, antes fiquem espertos os mandigueiros de um ano novo feliz – Meu sumido amigo ET, assoprou no ouvido, que ouviu boatos cósmicos: que até Yemanjá se mudou para o mar da China; esperando a natureza reciclar essa “coisa” que navega pelas bandas do Atlântico.

Já pensou no que fazer com seu lixo mental?

domingo, 20 de dezembro de 2009

CAMPANHA DE VACINAÇÃO BIOÉTICA

CORRA ANTES QUE ACABE...

É um hábito humano trocar causa por efeito – Aproveitando o rescaldo do fracasso do tão aguardado milagre de cooperação e entendimento entre as nações e tribos que compõem a raça humana em formação; vale a pena fazer um recall do que deu errado. O problema real do planeta não está apenas centrado nas emissões de Co2 geradas pela forma consumista de viver, no desmatamento em si, na monocultura, nos puns da estúpida criação extensiva de gado ou onde depositar nosso lixo e o que fazer com ele – O real problema está em nós mesmos tanto como individualidades quanto como tentativa de nos tornarmos uma raça cósmica, deixando de ser cobaia de civilizações de vários rincões do universo.

Para salvar a nós mesmos (conceito muito usado pelas religiões) é preciso melhorar a lucidez para compreender e praticar o conceito amor; até que cheguemos a esse ponto várias etapas precisam ser cumpridas; e dentre elas, aprender a manejar o conceito:

Preservar, resguardar, prevenir: vacinar.

Um dia alguém muito observador descobriu que ao se administrar um agente patológico atenuado ou numa concentração muito baixa, ele era capaz de produzir uma reação de defesa do organismo como se tivesse realmente ocorrido doença. Como todas as idéias simples, a de vacinar ou prevenir é relativamente eficaz. Com esse artifício, o sistema imunitário é ativado, e daí em diante, toda a vez que o agente específico retorne o indivíduo já se encontra preparado para manter tudo sob relativo controle. Seja estimulando suas defesas específicas contra o agente; seja exercitando o sistema imunitário de forma geral.
Pequenas causas, pequenos efeitos. Fortes causas, intensos efeitos...
Esse princípio de aprender de forma simples, suave e eficiente quando aplicado á evolução humana pode ser chamado de desenvolver a capacidade de discernir entre o que é adequado ou não, bom ou mau, alegria ou tristeza, dor ou gozo; bom ou apenas gostoso...
Mas, não existe vacina teórica – claro que as teorias quando conceituadas como educação ajudam a prevenir doenças, até as da alma. Por exemplo, o Evangelho, assim como outros conjuntos do saber que aglutinam as leis da vida; são preventivos por excelência; pois, se aplicados imunizam contra graves doenças da alma que afetam diretamente a qualidade de vida e até nossa sobrevivência em 3D; daí, graves doenças da evolução humana como: Roubos, estupros, prevaricações, carnificinas, subornos, traições de amizade ou conjugais, maledicência, calúnia, violência física ou moral, guerras, revoluções, etc. Tudo isso, pode e, deve ser evitado sem tratamentos de choque, sem cirurgias morais – apenas usando a vacina da educação ética.
Por que não vacinar?
O que nos impede de transferirmos o mesmo raciocínio de forma simples, prática e eficiente, para impedir as epidemias das doenças da alma? O que nos impede de praticar o Evangelho e similares, no trabalho, nos relacionamentos, na ciência, na mídia, na ecologia, na política?
Dentre todos os impedimentos que iremos analisar talvez o problema maior seja este: um vírus mental chamado preguiça de pensar que gerou a ansiedade e o medo (dentre os vários tipos: o medo de ser diferente da maioria) – Pobreza de lucidez. - Essa é a doença evolutiva a ser combatida ou a simbólica cruz a carregar, para quem ousar estar á frente de seu “tempo” nesta dimensão da vida.

O tema central da proposta é o de usar o conceito de vacinação para tentar evitar as piores dores e doenças que o homem fatalmente encontra em seu caminho rumo à humanização. As da alma que estão diminuindo as possibilidades de continuação da experiência de progresso em 3D.
Estamos sujeitos a grandes e devastadoras epidemias como depressão, angústia existencial, pânico, surtos psicóticos, paranóias, revoluções, guerras, desemprego, fome coletiva, etc.
Para que consigamos um melhor estado de sanidade pessoal e coletivo, precisamos do esforço e da boa vontade de todos, sem exclusão.
A palavra de ordem é:
Vacine-se contra:
Falsas expectativas. Frustrações. Sofrimento. Medo. Preguiça. Ansiedade. Ilusão. Agressividade. Cadeia. Manicômio. Medo da morte. Violência. Desonestidade. Dogmas...

Esta é uma campanha urgente para uns, e sem sentido para outros.
Se os efeitos do estresse crônico; a perda de memória; a falta de palavras; o cansaço inexplicável; dor pra tudo quanto é lado; o câncer; a obesidade; os distúrbios da tireóide; o vício do fumo; a dependência das drogas lícitas ou condenadas; o alcoolismo; a marginalidade; o desmanche da família; a violência; se essas banalidades da moderna forma de viver já bateram à sua porta, mexe-te. Pois, ninguém fala com mais propriedade do que aquele que já experimentou; precisamos da tua ajuda. Caso ainda estejas assistindo o que ocorre a ti e aos que te cercam, não perca tempo. Pois, já disse um sábio que em prevenir está a sabedoria. Receba de presente um provérbio chinês: “Tu deves te preocupar é quando tudo está bem” Dentro desse conceito está contido o de vacina. Se tu és feliz e realizado hoje, não te imagines a salvo de nenhuma das dores da alma, caso as situações que estão por vir te encontrem despreparado...

De alguma forma, não importa que idade cronológica ou cósmica nós tenhamos; todos nós precisamos nos vacinar. Claro que segundo a quantidade e a qualidade de livre arbítrio disponível em cada momento - Em idade infantil adultos vacinam crianças – Na idade adulta preconiza-se a auto-vacina; que é a atitude de antecipar-se; como opção clara e com conhecimento dos motivos e da necessidade; pois, é mais saudável do que ser vacinado sob circunstâncias compulsórias e dolorosas no decorrer das epidemias.
Vacine-se já, para não precisar de uma dolorosa cirurgia moral, de injeções de ânimo, de irradiações.
Recursos para vacinação em massa? - Já os há de sobra.
Investimentos? - Basta a boa vontade.
Locais? - Cada lar, escola, centros comunitários, clubes, associações...
Contamos com a colaboração de todos.
Em se tratando das dores da alma de Gaia; elas são a somatória das nossas – somos células de um organismo cósmico embrionário chamado Humanidade Terráquea.
A tentativa de focar e estudar as dores da alma sob todos os prismas é muito antiga - Neste trabalho, apenas, agregamos ao Evangelho e complementares, os conhecimentos da psicologia, medicina preventiva, bioenergia, bioética, sociologia e cosmologia básica na tentativa de mostrar de forma simples e prática que é possível evitarmos muitas doenças da alma particularizadas e até epidemias.
Pode parecer estranho falar em epidemia de doenças da alma; no entanto, não é – nós nos “contagiamos energeticamente” através do mecanismo da ressonância e da sintonia. Em época de guerras e revoluções, por exemplo, o clima de violência, crueldade, vingança é capaz de potencializar todas as tendências individuais e fazer com que se manifestem nas atitudes das pessoas – Mas, não é preciso ir tão longe: na vida em família, nas relações de trabalho, nas afetivas – A esperança é que vale; tanto para as doenças da alma quanto para a cura delas...
Sob a visão que pretendemos dar ao leitor (nossa esperança é que se tornem companheiros de trabalho despertando os em torno), os antigos pecados e defeitos de caráter podem ser vistos como desajustes emocionais, neuroses, desequilíbrios íntimos, paranóias educacionais e sócio/culturais.
Na verdade os antigos pecadores precisam mais de tratamento psicológico: auto-análise, discernimento, reparação, reforma íntima e quem sabe às vezes até uma cirurgia moral; ao invés de repressão, e terrorismo religioso: castigos, infernos, purgatórios... O céu ou o inferno está onde se encontra o espírito em evolução seja nesta ou noutra dimensão da vida. (Isto nós queremos que todos saibam com urgência; pois, é uma vacina e tanto contra a manipulação de consciências). Pode parecer estranho que haja dificuldade em concretizar tarefa tão lógica, matemática e simples; mas há; tanto íntimas quanto coletivas.

Dificuldades ou impedimentos?

O principal deles, a pior doença, é a pobreza de qualidade humana da maior parte de nós.
Vamos enumerar os mais corriqueiros e básicos agentes da pobreza.
A ignorância:
Doença terrível, criada nos laboratórios das sombras; um mix de DNA onde se inseriu e continua a todo vapor os que carregam junto os do medo e da preguiça, dois vírus destruidores capazes de impedir a humanização das pessoas num incontável espaço de tempo.
Muitos de nós estamos bastante doentes, cada vez mais doentes; estamos ficando cegos e surdos aos poucos, atacados por uma doença insidiosa chamada credulidade (tem olhos; mas não enxergam; tem ouvidos mas não querem ouvir) – provavelmente, caso a vacina não surta o efeito desejado; esses doentes devem ser afastados do convívio dos demais permanecendo em quarentena cósmica até que se recuperem.
Credulidade:
A credulidade é uma doença degenerativa da alma que ninguém sabe ao certo de onde veio; se apareceu naturalmente ou se foi criada em algum desses laboratórios inventados pela ciência das mentes brilhantes mais sombrias do universo (homens que se vestem de preto cósmicos não são confiáveis – mas, tomem um cuidado maior com os sombrios que se fantasiam de luz).
Como diagnosticar um crédulo?
Serei eu um?
Seu diagnóstico esbarra em tremendas dificuldades técnicas. O agente que causa a credulidade é um mutante que rapidamente se traveste de um indigente a um intelectual dos mais graduados. O raciocínio crítico precursor da lucidez não está diretamente ligado á quantidade de informações recebidas; mas, sim quanto á qualidade das mesmas.
Num artigo introdutório apenas podemos generalizar; então, apenas vamos dar algumas pinceladas sobre seus sintomas:
Seus portadores podem aparentar muita saúde intelectual. Maquiam-se com a instrução da mais barata e vulgar, á mais sofisticada. Colocam-se adornos de sabedoria. Vestem-se como reis; sempre querem causar boa impressão; pois se especializaram em trocar causa por efeito. Tudo isso para disputar os melhores lugares no teatro da vida ou apenas para não ser excluído. Todos querem sentar-se nos primeiros lugares para assistir à peça da moda. Para isso, para ser admirado e invejado vale tudo: enganar, mentir, corromper, roubar, subornar, qualquer coisa para conseguir o ingresso das primeiras filas.
No entanto, a saúde ético/moral da maioria é precária e, quando passa o efeito do desodorante “hipocrisia”, sai de perto que o cheiro é forte.
Quando nos despimos dessas vestimentas e máscaras não conseguimos permanecer próximo uns dos outros nem por breves momentos. Nem olhar no espelho da consciência.
Exploração intelectual:
Doença muito parecida com a credulidade e, o diagnóstico diferencial embora seja simples, exige muito treino – Pois, quando se trata de vacinar bicho que pensa contra bicho que não pensa, quase sempre dá certo; mas, em se tratando de ser humano nem tanto. Aí, o bicho pega. Palavras exprimem idéias, conceitos, fatos; mas sempre estão sujeitas a interpretações tanto objetivas quanto subjetivas - Por exemplo, explorados e os que se deixam explorar são parasitas uns dos outros - Difícil saber quem é quem; pois, são muito parecidos: quase do mesmo tamanho; todos têm cabeça, tronco e membros, olhos ouvidos, nariz e garganta, mais ou menos pêlos ou penugens; até falam; alguns até conseguem se comunicar com os outros de forma clara e até lúcida, embora a maioria seja “manoseada” ao som de batidões e jingles, por seres que se acham mais espertos, mas são cobaias de outras cobaias...
Nada a reclamar, sempre foi assim, uns pensam mais que outros e tentam vender-lhes sua forma de enxergar as coisas - revendem suas interpretações para satisfazer seus desejos e até as suas necessidades mais desnecessárias...
No entanto, antes de ficarmos chamando as pessoas de preguiçosas, é preciso que se dê o devido desconto; os que pensam mais usam de muitos ardis, principalmente, exploram o medo e a preguiça da maioria; às vezes, chegam ao terrorismo psicológico para vender e valorizar seus produtos. Ou então, mentem descaradamente sobre as vantagens, escondendo os perigos e os riscos (vale rever todos os conceitos de ontem e de hoje de mídia e marketing).
Irresponsabilidade:
A Natureza “aprontou” com o candidato a homem; caso contrário a vida não teria nenhum sabor. Dotou-o com a possibilidade de desenvolver a capacidade de escolher, decidir; o que, sempre implica numa unidade ou conjunto de causa e efeito. Toda decisão humana sempre tem um preço, um custo a pagar ou a gozar. Daí a panacéia, a “camisinha” que os sofredores de carteirinha que querem permanecer no gozo eterno dos prazeres de 3D adotaram foi as desculpas e as justificativas sem nexo de todos os tamanhos, cores e sabores.
Paradoxos:
Um subproduto da indústria do conhecimento: a intoxicação intelectual e emocional, criada pelo excessivo consumo de paradoxos deteriora o sistema nervoso e faz com que as pessoas pensem uma coisa expressem outra; e, executem o que não corresponde ao que pensaram nem ao que falaram...
O agente doentio da mesma família chamado “intoxicação paradoxal” cria uma doença mais complexa chamada cretinização intelectual, doença perigosa que pode destruir a capacidade de humanização até por milênios ou um espaço de tempo que não pode ser contado nem no relógio nem no calendário – É um verdadeiro cavalo de tróia intelectual; pois, o foco principal se encontra nas escolas e principalmente na maioria das universidades.
Tradição e cultura:
Um dos agentes mais devastadores da evolução humana. Sua capacidade de perpetuar-se é ainda inimaginável para a maior parte de nós; Pois, pode se conservar durante milhares de anos; ou milhões? Tradição e a cultura, essa é a coisa mais mutante que existe, e que pode ser propagada até por via genética. Não se sabe ainda, suspeita-se apenas, como é que algumas pessoas conseguem apresentar sintomas de várias doenças até antes de nascer...
Essa coisa infecciosa até parece pensar. Ela se enfronhou de tal forma no mapa genético da espécie, que é capaz de controlar a mente das pessoas (alguns pensadores até ousaram chamá-la de pecado).
Panacéia:
Uma das experimentações humanas mais contagiantes e doentias é a panacéia. Um “troço”, um vírus, uma enzima sei lá. Cruzamento da credulidade com a preguiça com alguns genes da esperteza e da astúcia, pressurizada com o medo e a crueldade resultou num bichinho cruel porque parece pensar e que realimenta a cultura da doença ou do homem que parece um cachorro correndo atrás do próprio rabo. A vacina contra isso, ainda não está dando muito resultado; pois, o danando do bicho invadiu até o conceito de vacina: evite vacinas físicas sejam vendidas ou de graça, especialmente as da moda e as compulsórias.
Banalização:
Como o ser humano avacalha com todos os conceitos simples tentando torná-los simplórios, não poderíamos escapar da banalização da vacinação. Para que tudo continue na mesma: doenças, hábitos, vícios, tipo de comportamento..., busca-se uma vacina.
Seu principal aliado é um fungo que pode ser usado de forma benéfica chamado: mídia.
Desumanização:
Será que alguém pode perder o que nunca possuiu?

Há solução?

Assunto para próximos bate papos, pois ninguém é de ferro; e além de tudo, estamos na NET e; hoje é domingo – Doentes paradoxais que nós somos; nos dias de descanso as pessoas não gostam de parar prá pensar. Não é invenção minha nem vontade de sacanear - Pesquisas mostra que qualquer coisa da NET exceto pornografia não flui senão de terça a quinta – teoricamente dias de trabalho – ou somos todos FP ou as empresas vão ter que reciclar conceitos para manter a produtividade – Doença interessante para nossos estudos...

Não sei porque me veio á mente sábia e inteligente melodia que cantávamos como jogo na infância:

HOJE É DOMINGO, PÉ DE CACHIMBO – O CACHIMBO É DE OURO....

Talvez seja por artimanhas como essa que muitos políticos constroem pontes que ligam lugar algum a coisa nenhuma...

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