SEGUNDO MEU AMIGO BUDA:
OS ESTADOS DE VIDA SÃO BREVES MOMENTOS
“Bateu; levou!”.
Somos pessoas ainda muito mais reativas do que proativas; nossa forma de sentir cada momento costuma ser uma resposta imediata e proporcional às ações externas positivas ou negativas que atuam sobre cada um de nós; além disso, como somos pessoas possessivas, também nos afeta tudo que atua sobre quem achamos que nos pertence; ou até sobre coisas materiais. Desse modo, em cada momento, cada um de nós vive uma condição fundamental que existe na vida de todos e que não é fixa – Especialmente nos dias de hoje, vamos do inferno ao paraíso (Estado de Buda) e vice versa em quase segundos.
Tenho um amigo que danou a engordar a olhos vistos e se espancando para ficar sentado na posição de lótus; alertei-o: Não vou te levar ao ortopedista nem receitar remedinho homeopático prá luxação de quadril e de joelho - não! – trata de parar com isso - E, papo vai papo vem, descobri a razão; ele estava tentando seguir o budismo, tornar-se um Buda.
Duvido que ele consiga praticar os rituais budistas (acho mais fácil ele desenvolver TOC de recitar mantras); pois, embora ele seja uma pessoa muito legal e capaz de vivenciar um Estado de Buda quase que permanente; ele sofre de um distúrbio chamado DDA e até meio DDAH (tal e qual eu) – Mas, o fato é que ele ficou tão apaixonado pela pureza e simplicidade da filosofia de vida budista que não atentou para o real significado de tornar-se um Buda: iluminado – tanto faz que seja gordo, magro, branco, preto ou oriental, basta reformar-se na intimidade e praticar o bem sem cessar, sempre. Por experiência própria; pois somos DDAH tentei alertá-lo que sua mente inquieta não lhe permitirá seguir regras nem rotinas; mas, ele está decidido – talvez a prática budista possa representar a cura para seu distúrbio de atenção e hiperatividade – vou ficar na espreita...
Tanto ele falou sobre a filosofia de vida budista que busquei conhecer um pouco mais a respeito.
Também me encantei.
E, até quero dividir com os amigos do bloog uma interessante e singela explicação budista para as diferentes formas de nos sentirmos no dia a dia, expressas no conceito ‘Os Dez Estados de Vida’: Inferno, Fome, Animalidade, Ira, Tranqüilidade, Alegria, Erudição, Absorção, Bodhisattva, Buda; que encontrei na singela filosofia de vida budista.
Mas, antes de comentarmos cada estado de vida que manifestamos no cotidiano; vamos fazer um mix filosófico: parar para pensar sobre o que seja um momento; segundo nossas complicadas cabeças ocidentais. Pois, a base desta forma de ver e viver a vida baseada neste tópico do budismo; restringe-se a ele: ao momento.
O que é um momento?
Para alguns é um espaço de tempo; para outros pode ser a experiência em andamento - O cientista diz que é algo definido segundo regras e padrões pré/estabelecidos - O místico sustenta que o momento é pura sensibilidade e emoção – O do povão diz que é uma coisa da “hora”.
Momentos podem ser medidos?
No calendário ou no relógio? - Qual a diferença entre um momento fração de segundo e um momento eternidade? - Há momentos grandes e momentos pequenos? - O momento pode ser uma ação ou é uma reação? - Cada um de nós vai responder a essas perguntas segundo a sua forma de perceber a vida neste exato momento. Cada qual irá interpretar o conceito segundo as experiências em andamento na sua vida – Momentos alegres passam mais depressa e, os tristes andam mais devagar? - Momentos podem ser analisados com lucidez ou de forma emocional? – Será que a análise mais correta depende dentre outras coisas: do estado atual de suas relações afetivas? - Outras interpretações podem ser predominantemente sensitivas ou até teóricas, etc. Talvez seja mais prático dizer que o momento é algo objetivo e subjetivo ao mesmo tempo, e que depende de sensações e da sua interpretação.
Mas, a coisa não é tão simples assim – Todo cuidado é pouco com as Leis da Vida – Exemplo: Para alguns teóricos da arte de viver, cada momento deve ser vivido de forma intensa como se fosse o último; sem dúvida é uma maneira forte e interessante de viver a vida, poderosa e ao mesmo tempo perigosa para quem é lerdo no pensar. Posta em prática com pouco discernimento pode gerar a ânsia, a ansiedade, a angústia e até a morte prematura.
Pensando bem será que existe um último momento para alguma coisa?
Aplicando a forma oriental de ver a vida:
O mais provável é que nossa vida seja uma carreira de momentos. Uma experiência depois da outra; todos os momentos passam; mas, também todos os momentos ficam. Estarão os momentos conectados em rede tal e qual passado, presente e futuro?
Mixando com a forma ocidental de ver e sentir a vida:
Para ir de um ao outro, basta clicar nele com o mouse da consciência? E os que já se foram? E os que ainda são projetos? Para onde todos eles vão? Será que há um lugar onde se reúnem os momentos que já se foram? A passagem deles significa apenas que saíram do foco da consciência ou realidade e caíram num lugar chamado ilusão? Será que continuam entrelaçados uns aos outros nas dobras do tempo? - Apenas dá para perceber que: alguns ficam na lembrança. E que: Algumas são boas lembranças. Outras são sofridas lembranças. No entanto: você pode reter apenas a que desejar. É seu direito, use-o. Curte mais as boas lembranças ou adora posar de vítima na vitrine das sofridas? Lembranças não existem? Já existiram é verdade. Epa! – Momentos podem ser deletados? – Será mesmo que não existem mais? - Lógico que não é possível deletar nossos registros – Mas, que alguns podem ir para a lixeira; isso é recomendável.
Muitos outros focos podem ser mixados; mas, para não entediar os amigos vamos focar a interatividade e as emoções: Há os momentos íntimos e os momentos coletivos. A solidão é um momento de intimidade que pode ser voluntário ou compulsório. Momentos coletivos são compartilhados; e também podem ser voluntários ou compulsórios.
Momentos também podem ser sentidos como emoções: Há os de raiva, os de medo, de alegria, de prazer, os de egoísmo e os de solidariedade. Cada um deles tem a sua própria beleza e podemos repetir sempre os que mais gostamos - Será? - Quer aproveitar bem cada momento? - Concentre-se apenas nele - Sinta-o – Torne-se nesse momento um Buda: o que estiver fazendo durante esse momento, faça-o com amor e bem feito, pois, ele sempre retorna, eternamente, de forma compulsória ou quando o buscamos de forma voluntária com o foco da consciência...
Minha praia de atividade profissional:
Momentos mal resolvidos deixam cicatrizes, doenças, distúrbios, desamor, agressões que não serão curadas com remédios – Algo do tipo: Momentos de raiva contida irão gerar gastrite; que não será resolvida com “omeprazol e concorrentes”; apenas com o antídoto: alegria, riso, tolerância, paciência. Momentos de baixa auto – estima que detonam com a tireóide; não serão resolvidos com a simples ingestão de remédios, etc.
Segundo a visão budista é preciso aprender a viver bem – Mas, o que é viver bem? – O que é viver mal? - Viver bem é estar alegre e feliz? - Veja bem: estar feliz, e não, ser feliz. - Num momento você está. - Neste exato momento estás alegre ou triste? - E daqui a um minuto? - Às vezes, basta apenas um minuto para sairmos da sensação de tristeza profunda (estado de inferno) para a de alegria ou de um sorriso, um gesto, um olhar (estado de Buda)...
Confesso que fiquei preocupado com meu estado evolutivo ao tomar conhecimento do estilo de vida budista. Ao colocar em ação minha visão judaico-cristã da vida; eu me senti a mais ínfima das criaturas; quase fui para o estado permanente de inferno; quase bati a porta e joguei a chave fora – Credo, disse com meus botões: eu vou precisar de uma extensa e radical cirurgia moral para sair do primeiro estágio e vou morrer de choque anafilático (culpa) - pensei comigo - Sou um caso sem solução; mas durante a leitura e reflexões fui reformando minhas concepções. Pois, a forma oriental de ler a vida é mais simples e flexível do que a nossa.
Vamos aos “Dez Estados de Vida”:
1) – Estado de Inferno. É o fundo do poço; o buracão; o não tem mais jeito; estilo noticiário das sete – É uma condição de agonia, ansiedade, medo e sofrimento constante em que não temos mais forças para influenciar nossas circunstâncias de vida nem esperança com relação ao futuro. Não podemos fazer nada que gostaríamos de fazer, nem mesmo gritar para desabafar nossas angústias. Esse incontrolável e inextinguível sofrimento caracteriza o estado de inferno em que habitamos; e que, atinge o clímax na depressão profunda, na angústia, psicose, esquizofrenia; e que culmina no suicídio ativo – ou pior, no passivo (na morte lenta causada pelas doenças crônicas: obesidade, diabetes, hipertensão, alergias, as ites da vida; mas especialmente nas auto-imunes (tireoidites, artrites, artroses, etc.) – Nessa condição de vida pessoal: não conseguimos atingir quase nada dos padrões de sucesso ditados pela mídia. A maioria de nós passa a maior parte do tempo nesse estado de Umbral alimentado pela preguiça de pensar, inveja, intolerância, impaciência, medo, etc. Equivale a um moderno Estado de Neurose.
2) – Estado de fome. – Caracteriza-se pela obsessão de realizar os desejos e pela incapacidade de satisfazê-los – nem sempre ou quase nunca próprios. Nessa pobreza existencial somos controlados e dominados por nossos desejos insaciáveis e pela frustração; somos infelizes e impedidos de nos desenvolver e prosperar pela educação, instituições, Estado e corporações. É um estado prolongado vivido pelas pessoas que entraram de cabeça no estilo de vida consumista. A marca registrada desse estado de sentir-se é a ganância; que recebe a ajuda do estado de cupidez, e da insatisfação negativa. Essa forma de sentir, sempre nos leva em seguida ao Estado de Inferno num infernal processo de simbiose.
3) – Estado de animalidade. – Nossos instintos são os condutores. Agimos impulsivamente sem razão e sem valores éticos e morais para nos balizar. O critério de nossas ações é levar vantagem em tudo, atropelando os mais fracos e vulneráveis e puxando o saco dos mais fortes. Nessa condição, não há condição da razão se manifestar e somos conduzidos pelo medo, mentira e pela covardia. Abrimos mão da esperança de nos tornarmos Buda a maior parte do tempo, através de concursos que servem de álibi e abusamos das desculpas e justificativas: conceito de normalidade e de direitos adquiridos de forma nem sempre lícita e até espúria.
Os estados de inferno, fome e animalidade formam os “Três Maus Caminhos”, porque são estados de sofrimento.
4) – Estado de Ira. Nesta fase, nós temos relativa consciência de nossos atos; embora de forma distorcida e anestesiada pela legalidade imposta aos outros pelo poder montado segundo os interesses do ego pessoal, familiar, partidário e corporativista. Esse é um estado de vida perigoso para a nossa paz e a dos outros; pois podemos matar idéias, ideais, oportunidades e até a vida; para preservar nossos pontos de vista sobre o que é certo ou errado. Nessa condição, nós não temos controle sobre nossas atitudes; pois somos dominados pelos desejos. Quando vivenciamos esse estado procuramos nos blindar contra a aplicação da Lei Universal, pois nos preocupamos única e exclusivamente com nossos interesses de poder, com nossos próprios benefícios, pouco nos importando com os demais ou com seu ponto de vista e necessidades. Somos dominados pelo egocentrismo de sermos superiores em nossas mediocridades derrubando outras pessoas, espoliando recursos coletivos. Esse é um dos estados mais perigosos, pois sempre nos leva ao estado quase permanente de inferno. Pouco ou quase nada do que é legal é ético; em virtude de não atentamos para nossa participação nesse distúrbio na aplicação da Lei, nos candidatamos á Penitenciária do Estado de Inferno em locais ainda não imaginados pela maioria dos normais.
5) – Estado de tranqüilidade. Esta é uma condição em que nós podemos controlar temporariamente impulsos e desejos com o raciocínio crítico. Assim passamos a ter uma vida tranqüila e em harmonia com o ambiente, que inclui as pessoas e tudo que está ao nosso redor. Esse é um estágio ecologicamente correto atingido pelos ecochatos.
Quase sempre esse estado de nos sentirmos é um oásis que fizemos por merecer após uma breve ou longa estada no inferno da consciência recente ou muito antiga.
Nesse estado de nos sentirmos, as energias da vida estão sob relativo controle; pois, pela instabilidade nós podemos de forma fácil e rápida cair para um dos três ou quatro estados iniciais ou “maus caminhos”. Lembram do adágio popular: “sou muito bom e tranqüilo; desde que não pisem no meu pé”. Nessa fase, o perigo são as drogas evolutivas: desculpas e justificativas – e as drogas físicas: anestésicos, analgésicos, antitérmicos, antibióticos, antidepressivos, etc. Quando o Estado de Tranqüilidade é artificial as recaídas são cada vez mais rápidas, intensas nos levando ao nosso devido lugar: Estado de Inferno: doenças, sofrer, depressão, angústia, medo, ansiedade. O que não nos impede de dar uma viajada no estado de Buda: drogas que nos levam de volta ao Inferno a jato (álcool, açúcar, farinha de trigo, maconha, cigarro, cocaína, remédios, etc.); mas; mesmo que por breves segundos; podemos experimentar a indescritível sensação das drogas divinas: ajudar, amparar, socorrer, fazer rir, divertir, abraçar, beijar, dar atenção, e até, sofrer junto...
6) – Estado de Alegria. Quando nossas expectativas e desejos se realizam vivemos uma situação de contentamento de curta duração. Especialmente em dias agitados como os atuais, parecemos com as pessoas bipolares: vamos da gargalhada ao choro em segundos; basta que sejamos contrariados. Na atualidade é preciso cuidado até com a alegria; pois pode se transformar em euforia e em seguida estamos em depressão (estado de inferno).
Esses seis primeiros estágios de vida compõem os “Seis Maus Caminhos”- Nessa fase somos arrastados quase que apenas pelas ocorrências externas, não tendo autocontrole sobre os acontecimentos.
Os quatro estados seguintes formam os “Quatro Nobres Caminhos”, pois são condições adquiridas através do conhecimento e prática.
7) – Estado de Erudição. É o estado de quem busca manter uma condição duradoura de contentamento através da atitude de conhecer-se para reformar o que não estiver de conformidade com as Leis. Quem já permanece mais tempo nessa fase são as pessoas simples que já atingiram um razoável equilíbrio entre as Inteligências: Cognitiva, Emocional; Afetiva, Religiosa, Social, Política, Comportamental, Sexual, Profissional, Musical e até de Torcedor de time de futebol (alguns só levam as pessoas para o Estado de Inferno).
Essa conquista é baseada no conhecimento de seus Mestres e da própria experiência de quem já vivencia essa situação; e que se esforça para manter abertos os canais da busca e da flexibilidade de idéias; abandona dogmas e começa a desenvolver suas várias inteligências para progredir sempre; pois isso é Lei.
Na Doutrina Espírita há uma colocação que parece oriental: simples e profunda. “Espíritas, amai-vos e instruí-vos” (Espírito da Verdade).
8) – Estado de Absorção. Quando o véu da ignorância começa a ser descerrado a pessoa principia a descoberta da realidade ou Verdade Pura e Simples – através do estudo dos acontecimentos naturais (observação da natureza e dos acontecimentos do dia a dia) começamos a separar o real do imaginário, as verdades humanas (ciência e religião) da realidade ou Verdade Natural.
Os estados de erudição e absorção compõem os “Dois Veículos” que nos libertam passo a passo – O perigo é usar esse estado de vida apenas em benefício próprio – a avareza no saber nos conduz facilmente ao estado de inferno. É preciso cuidado com o uso de absorventes tecnológicos...
9) – Estado de Bodhisattva. Dividir o conhecimento e manter uma preocupação constante com a felicidade das outras pessoas e com a harmonia ecológica é marca registrada das pessoas que já atingiram esse estado.
A filosofia budista faz questão de não haver confusão entre essa benevolência, e a caridade e a compaixão. Para eles, o significado real de benevolência: “retirar o sofrimento e dar felicidade” – A caridade e a compaixão podem aliviar; mas, não retirar o sofrimento, e, não conseguem oferecer a felicidade (Sic – o que eles acham ser possível através de recitamentos, rituais e mantras).
Nesse ponto sou obrigado a discordar; felicidade é um estado de conquista; não pode ser doada, comprada, transferida; apenas compartilhada.
Traduzindo para a forma judaica – cristã de perceber: “Viver num permanente estado de oração” ao executar toda e qualquer atividade do dia a dia. Recitar mantras é muito útil; tal e qual as rezas que funcionam como lavagem cerebral – O que é melhor e funciona mais os mantras orientais ou as rezas ocidentais – Sem dúvida os mantras orientais – sem nos alongarmos em considerações; façamos uma analogia entre exercícios de academias e atividades físicas ocidentais e práticas de atividades físicas orientais (Yoga, Tai-chi, Tae-kendo, etc.) o diferencial na qualidade de vida e na saúde física, mental e até espiritual é imenso – Nada a ver na parte espiritual? – Tudo a ver...
A característica maior do estado de Bodhisattva é a busca constante do estado de Buda, e ao mesmo tempo ensinar esse caminho para que as pessoas tornem-se capazes de manifestar a força inerente á vida para conquistar a felicidade absoluta.
Particularmente, a cada dia que passa, acho mais perigoso bancar o guru; quem se encontra nesse estágio deve apenas continuar sempre sua própria busca; sem a meta de tornar-se um guia. Além do mais, segundo a própria filosofia de vida budista tudo é transitório e efêmero em nossas vidas – como disse Jesus: “A felicidade plena ainda não é deste mundo”; e a lei de causa e efeito é irrevogável.
10) – Estado de Buda. Compreender a essência de sua vida (autoconhecimento e reforma íntima) e praticar constantemente a benevolência, minuto a minuto; além de conhecer e praticar a Lei de Causa e Efeito é a essência do Estado de Buda.
Quando temos certeza que hoje é o ontem de retorno e que o amanhã está sendo construído hoje; desse ponto em diante, o controle sobre nosso destino fica mais fácil. Tudo é efêmero e transitório; daí devemos ser Buda na maior parte do tempo possível, até que o sejamos com naturalidade; até que faça parte de nós sem exigir esforço.
Nossos comentários.
Na minha condição de DDAH; e claro que isso repercute na minha Inteligência Espiritual, a filosofia de vida budista acrescentou alguns itens e reforçou alguns pontos positivos e outros negativos, com ampla margem de lucro; pois “sempre há males que vem para bem” e “Tudo passa”.
Claro que tenho meus rituais meio TOC; pois, eu preciso curtir meu Estado de Inferno diário para me elevar ao Estado de Buda; meu lado Bodhisattva (escolha de atividade na profissão, palestras, livros, escritos) é o que está a merecer mais reparos.
Pontos positivos para a filosofia de vida budista:
Não ficar pedindo perdão a Deus e repetindo os mesmos e milenares erros.
Não pedir ajuda de intermediários: mentores, santos, anjos – apenas tentar seguir seus passos.
Deixar a Lei do Livre Arbítrio nas entrelinhas da Lei de Causa e Efeito.
Muitos outros pontos positivos podem ser assinalados; mas, por hora bastam esses três para acharmos a chave do Estado de Inferno que jogamos fora; e procurar manter a porta aberta, para o incansável ir e vir, neste mundo de dualidades e seus estados intermediários.
NAMASTÊ!
Minha lista de blogs
sábado, 7 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
"VALE DA HONRADEZ" - Primeira dica de Turismo Interno
“VALE DA HONRADEZ”
Olá amigos; vamos seguir viagem juntos.
Recomendo uma viagem da hora:
Como todos os lugares mais selvagens e menos visitados do planeta, o incrível “VALE DA HONRADEZ” é um lugar Divino; quem o encontra nunca mais o tira das lembranças da alma. Chegar próximo é relativamente fácil; pois as estradas que levam ao “Vale do Ego” que fica no umbral da “Montanha da Perdição”, são largas e cheias de atrativos; a grande maioria fica por ali mesmo curtindo os prazeres da vida, nas “Pousadas do Perdão Divino” para os que não podem desfrutar dos privilégios da “Sociedade de Consumo”; e que morrem de inveja dos nabados que se aproveitam dos privilégios para nadar nas mordomias dos condomínios de luxo, públicos em teoria.
Um dos points mais requisitados desse umbral é a “Praça da Normalidade” onde se reúne turistas da própria intimidade para trocar e até compartilhar desculpas e justificativas.
A maioria desses viajantes é composta de “Farofeiros da consciência”; esses aparecem de vez em quando; pois não tem tempo para essas coisas, para esses divertimentos espirituais – são os maiores compradores de quinquilharias para dar sorte, afastar a uruca e principalmente o fantasma da culpa que não lhes dá descanso.
Tem até gente boa que possui casa de veraneio lá; mas elas ficam vazias a maior parte do tempo; são os espiritualistas de carteirinha que, andam de nariz empinado; mas que nunca se aventuraram a passar daquele point; pois segundo sua teoria vivemos em 3D com um pé em 4D – no final das contas a sobrevivência dos interesses predomina.
Incontáveis os que ficam nas “Vilas da Beira da Estrada do Ego”, lotando os “Butecos do Desejo”; os “Inferninhos da Propina”, com sua fonte que não seca nunca, sempre tem fila de espera; o lugar mais chique é o “Shooping da Prevaricação”; é de darslú de inveja, pois lá só tem coisa cara e de primeiro mundo; mas a entrada não é franca não; tem lista de espera; pois você só pode entrar com carteirinha de concursado em privilégios; afinal, prevaricar é para quem pode e não para quem quer, é o slogan da nata da sociedade de consumo – dizem as más línguas que, lá rola uma droga chamada: “Anestésico de Consciência” (também conhecido pela maioria como: “Todo mundo faz”) e que dá o maior barato; o “Álibi” seu concorrente (produzido pelo laboratório Stj) não é tão forte, mas também tem muita saída.
Na beira da estrada tem muita “Laranja” que dizem ter poder quase mágico, quando se trata de tirar manchas da grana; é melhor que Omo e água benta para lavar dinheiro sujo; que até pode transmitir gripe suína transmitida pelo vírus da ganância alimentado com a ração chamada Tamiflu.
O umbral da Montanha da Perdição também um local de refúgio e peregrinação; o que não falta por lá são templos, igrejas, centros espíritas, espiritualistas; com seus pastores, bispos, gurus, dirigentes...
Dizem os que se rotulam ateus; que lá rola uma droga chamada “Esmola” que é cover da caridade.
Como não poderia deixar de ser, lá também há os grupos de “Esquisitos”, “Iniciados”, “Seres”; enfim, os que se preparam para transpor a “Montanha da Perdição” e chegar á primeira região diferenciada do sonho de atingir o “VALE DA HONRADEZ” que é “Platô da Coerência” que; depois leva ao “Vale da Honestidade” seguido dos vales e platôs do “Brio”; “Probidade”; “Retidão”; “Boa Reputação”; até atingir o preâmbulo do “VALE DA HONRADEZ” que é o “Vale a auto-estima”.
A paisagem que se descortina ao superarmos cada fase é indescritível; pois significa ascensão.
Poucos dos que atingiram cada uma das fases conseguem transmitir aos que ainda estão no “Umbral da Montanha da Perdição” uma pálida imagem do que aguarda os corajosos e radicais viajantes de si mesmos.
Claro que, eles sejam motivo de chacota e rotulados de malucos, pela maioria, por ousarem crer que, é possível transpor montanha tão alta, cheia de precipícios e armadilhas; só para desfrutar de uma paisagem íntima, abrindo mão da segurança, e principalmente das aposentadorias. Melhor hoje, do que ontem, pois não mais são mortos, queimados; apenas sofrem o desdém.
Nós que aqui batemos papo estamos em condição mais ou menos parecida: tentando sair da “Montanha da Perdição”.
E precisamos nos preparar para começar a caminhada; pois esse é nosso desejo. O primeiro passo é: Aprender a viver honestamente.
Ao separar o que é realmente seu do que é dos outros começarás a viver uma vida realmente honesta. Mesmo que o outro queira te dar não fiques com nada que não seja tua conquista. Não queiras reter para ti nada que realmente não te pertence.
Se o outro quiser te dar a felicidade dele não a aceites, aprende a conquistar a tua, pois a dele não te pertence, não serás capaz de retê-la, e breve ela se esvai como fumaça deixando no seu lugar: decepção, frustração, mágoa, ressentimento e até, o ódio e o desejo de vingança.
Da mesma forma que a alegria e o prazer do outro não te pertencem. Se alguém quiser repassar-te o sofrimento recusa-o, já que ele como uma roupa alheia não cabe em ti porque não te pertence.
Dos outros podes apenas emprestar aquilo que ainda não possuis de teu. Mas breve tudo será devolvido, dia menos dia. “A Montanha da Evolução” não aceita lixo nem coisas descartáveis tudo vai para o precipício do vulcão do sofrimento para que seja incinerado.
Se as pessoas quiserem dar-te a própria vida recusa-a, pois logo, feito abutres, te cobrarão isso.
Se as pessoas quiserem te dar conselhos ou ditar roteiros; ouve-os por educação; mas, aplica somente o que achares correto, oportuno e justo.
Assume o resultado de tuas escolhas com dignidade, sem reclamos.
Cuidado:
Se tu erras sabendo, cuidado para não mentires que ignoravas, e sem mais nem menos encontrar-te de novo na “Praça da Normalidade” - assume e paga o devido preço. Isso te torna forte e honesto para que te prepares para os “Esportes radicais da Ascensão”.
Outro detalhe preparatório:
Aprende a viver ricamente.
Quem é rico não precisa de nada que não seja seu.
Se fores pobre, se tiveres feito poucas conquistas da alma humana cobiçarás o que não te pertence. Exemplo: Para não invejar a paciência do outro, desenvolve a tua. Para não ficares dizendo que Deus brindou o outro com a doçura trabalha duro para que também a conquistes...
Analisa bem o que e de quanto precisas; para que possas viver ricamente para poder descortinar paisagens incríveis no “Turismo Interno”. É possível que seja bem menos do que imaginas.
Não esquece deste sábio conselho:
“Rico é aquele que tem poucas necessidades”.
Para que se viva ricamente é preciso cultivar a simplicidade de ser capaz de viver com o mínimo necessário. Somente assim dominaremos as agruras dos estreitos e íngremes caminhos para superar a “Montanha da Perdição”, tanto a vida com parcos recursos quanto a vida com muitos recursos ou abastança.
No terreno do afeto, aprende a nunca esperar nada de pessoa nenhuma, até porque ninguém tem a obrigação de nos dar nada, nós ao contrário é que temos obrigação de dar ao outro; o que de melhor possuímos para alcançar a riqueza do eterno retorno.
Aprender a separar o que é nosso do que é dos outros é uma condição essencial para que possamos viver ricamente.
Não cries necessidades desnecessárias que complicarão a tua vida.
Aprende a não gastar o que ainda não ganhastes.
Não te comprometas com créditos que ainda não possuis.
Este amigo que vos fala está pensando em começar a trilhar a jornada de superar o desafio. Tudo que vos foi colocado é fruto de aprender a ouvir; mas, pelos primeiros passos que dei: RECOMENDO.
Boa viagem.
Olá amigos; vamos seguir viagem juntos.
Recomendo uma viagem da hora:
Como todos os lugares mais selvagens e menos visitados do planeta, o incrível “VALE DA HONRADEZ” é um lugar Divino; quem o encontra nunca mais o tira das lembranças da alma. Chegar próximo é relativamente fácil; pois as estradas que levam ao “Vale do Ego” que fica no umbral da “Montanha da Perdição”, são largas e cheias de atrativos; a grande maioria fica por ali mesmo curtindo os prazeres da vida, nas “Pousadas do Perdão Divino” para os que não podem desfrutar dos privilégios da “Sociedade de Consumo”; e que morrem de inveja dos nabados que se aproveitam dos privilégios para nadar nas mordomias dos condomínios de luxo, públicos em teoria.
Um dos points mais requisitados desse umbral é a “Praça da Normalidade” onde se reúne turistas da própria intimidade para trocar e até compartilhar desculpas e justificativas.
A maioria desses viajantes é composta de “Farofeiros da consciência”; esses aparecem de vez em quando; pois não tem tempo para essas coisas, para esses divertimentos espirituais – são os maiores compradores de quinquilharias para dar sorte, afastar a uruca e principalmente o fantasma da culpa que não lhes dá descanso.
Tem até gente boa que possui casa de veraneio lá; mas elas ficam vazias a maior parte do tempo; são os espiritualistas de carteirinha que, andam de nariz empinado; mas que nunca se aventuraram a passar daquele point; pois segundo sua teoria vivemos em 3D com um pé em 4D – no final das contas a sobrevivência dos interesses predomina.
Incontáveis os que ficam nas “Vilas da Beira da Estrada do Ego”, lotando os “Butecos do Desejo”; os “Inferninhos da Propina”, com sua fonte que não seca nunca, sempre tem fila de espera; o lugar mais chique é o “Shooping da Prevaricação”; é de darslú de inveja, pois lá só tem coisa cara e de primeiro mundo; mas a entrada não é franca não; tem lista de espera; pois você só pode entrar com carteirinha de concursado em privilégios; afinal, prevaricar é para quem pode e não para quem quer, é o slogan da nata da sociedade de consumo – dizem as más línguas que, lá rola uma droga chamada: “Anestésico de Consciência” (também conhecido pela maioria como: “Todo mundo faz”) e que dá o maior barato; o “Álibi” seu concorrente (produzido pelo laboratório Stj) não é tão forte, mas também tem muita saída.
Na beira da estrada tem muita “Laranja” que dizem ter poder quase mágico, quando se trata de tirar manchas da grana; é melhor que Omo e água benta para lavar dinheiro sujo; que até pode transmitir gripe suína transmitida pelo vírus da ganância alimentado com a ração chamada Tamiflu.
O umbral da Montanha da Perdição também um local de refúgio e peregrinação; o que não falta por lá são templos, igrejas, centros espíritas, espiritualistas; com seus pastores, bispos, gurus, dirigentes...
Dizem os que se rotulam ateus; que lá rola uma droga chamada “Esmola” que é cover da caridade.
Como não poderia deixar de ser, lá também há os grupos de “Esquisitos”, “Iniciados”, “Seres”; enfim, os que se preparam para transpor a “Montanha da Perdição” e chegar á primeira região diferenciada do sonho de atingir o “VALE DA HONRADEZ” que é “Platô da Coerência” que; depois leva ao “Vale da Honestidade” seguido dos vales e platôs do “Brio”; “Probidade”; “Retidão”; “Boa Reputação”; até atingir o preâmbulo do “VALE DA HONRADEZ” que é o “Vale a auto-estima”.
A paisagem que se descortina ao superarmos cada fase é indescritível; pois significa ascensão.
Poucos dos que atingiram cada uma das fases conseguem transmitir aos que ainda estão no “Umbral da Montanha da Perdição” uma pálida imagem do que aguarda os corajosos e radicais viajantes de si mesmos.
Claro que, eles sejam motivo de chacota e rotulados de malucos, pela maioria, por ousarem crer que, é possível transpor montanha tão alta, cheia de precipícios e armadilhas; só para desfrutar de uma paisagem íntima, abrindo mão da segurança, e principalmente das aposentadorias. Melhor hoje, do que ontem, pois não mais são mortos, queimados; apenas sofrem o desdém.
Nós que aqui batemos papo estamos em condição mais ou menos parecida: tentando sair da “Montanha da Perdição”.
E precisamos nos preparar para começar a caminhada; pois esse é nosso desejo. O primeiro passo é: Aprender a viver honestamente.
Ao separar o que é realmente seu do que é dos outros começarás a viver uma vida realmente honesta. Mesmo que o outro queira te dar não fiques com nada que não seja tua conquista. Não queiras reter para ti nada que realmente não te pertence.
Se o outro quiser te dar a felicidade dele não a aceites, aprende a conquistar a tua, pois a dele não te pertence, não serás capaz de retê-la, e breve ela se esvai como fumaça deixando no seu lugar: decepção, frustração, mágoa, ressentimento e até, o ódio e o desejo de vingança.
Da mesma forma que a alegria e o prazer do outro não te pertencem. Se alguém quiser repassar-te o sofrimento recusa-o, já que ele como uma roupa alheia não cabe em ti porque não te pertence.
Dos outros podes apenas emprestar aquilo que ainda não possuis de teu. Mas breve tudo será devolvido, dia menos dia. “A Montanha da Evolução” não aceita lixo nem coisas descartáveis tudo vai para o precipício do vulcão do sofrimento para que seja incinerado.
Se as pessoas quiserem dar-te a própria vida recusa-a, pois logo, feito abutres, te cobrarão isso.
Se as pessoas quiserem te dar conselhos ou ditar roteiros; ouve-os por educação; mas, aplica somente o que achares correto, oportuno e justo.
Assume o resultado de tuas escolhas com dignidade, sem reclamos.
Cuidado:
Se tu erras sabendo, cuidado para não mentires que ignoravas, e sem mais nem menos encontrar-te de novo na “Praça da Normalidade” - assume e paga o devido preço. Isso te torna forte e honesto para que te prepares para os “Esportes radicais da Ascensão”.
Outro detalhe preparatório:
Aprende a viver ricamente.
Quem é rico não precisa de nada que não seja seu.
Se fores pobre, se tiveres feito poucas conquistas da alma humana cobiçarás o que não te pertence. Exemplo: Para não invejar a paciência do outro, desenvolve a tua. Para não ficares dizendo que Deus brindou o outro com a doçura trabalha duro para que também a conquistes...
Analisa bem o que e de quanto precisas; para que possas viver ricamente para poder descortinar paisagens incríveis no “Turismo Interno”. É possível que seja bem menos do que imaginas.
Não esquece deste sábio conselho:
“Rico é aquele que tem poucas necessidades”.
Para que se viva ricamente é preciso cultivar a simplicidade de ser capaz de viver com o mínimo necessário. Somente assim dominaremos as agruras dos estreitos e íngremes caminhos para superar a “Montanha da Perdição”, tanto a vida com parcos recursos quanto a vida com muitos recursos ou abastança.
No terreno do afeto, aprende a nunca esperar nada de pessoa nenhuma, até porque ninguém tem a obrigação de nos dar nada, nós ao contrário é que temos obrigação de dar ao outro; o que de melhor possuímos para alcançar a riqueza do eterno retorno.
Aprender a separar o que é nosso do que é dos outros é uma condição essencial para que possamos viver ricamente.
Não cries necessidades desnecessárias que complicarão a tua vida.
Aprende a não gastar o que ainda não ganhastes.
Não te comprometas com créditos que ainda não possuis.
Este amigo que vos fala está pensando em começar a trilhar a jornada de superar o desafio. Tudo que vos foi colocado é fruto de aprender a ouvir; mas, pelos primeiros passos que dei: RECOMENDO.
Boa viagem.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
TURISMO INTERNO - EU PEREGRINO DE MIM MESMO
Olá amigos do bloog, eu estou voltando de viagem.
Mas, não dessas de espairecer, desligar o celular e outros modernos apetrechos de obsessão; cultuar o não fazer nada; sair de férias e apenas ser servido ao invés de servir, engordar e ficar de “ressaca” de tanta contemplação; coisas do tipo: querer reter tanta paisagem linda e lugares paradisíacos e morrer de inveja de quem vive ali (a maioria não curte nada daquilo) – Também não me internei em SPA para desintoxicar, ser massageado - Nada disso; motivado por situações e desejo, apenas fiz turismo interno – Confesso que adorei estar de volta; até “aturando” com mais doçura os em torno e, mais disponível para as “agruras” do trabalho diário.
De retorno:
Dou de cara com uma reportagem sobre as rotas nacionais e internacionais de romarias e peregrinações, e seus devidos custos. Claro que tenha me apaixonado por uma das mais belas e mais conhecidas rotas vip de peregrinação: o belíssimo caminho de Santiago de Compostela.
Eu me perguntei: E daí? – Prá que? (claro que se pudesse eu iria; pois no ZOO da minha ecologia íntima, o bicho inveja é gordinho, fortinho).
Fiquei conversando, e até discutindo, com meus botões:
Buscar o caminho interno?
Essa a explicação que a maior parte dos peregrinos oferece a si mesmo e aos outros para empreender tal aventura; a descoberta da paisagem íntima; e o desvendar do seu lado místico e espiritual; que eu chamo de razões para viver; usando como roteiro a paisagem linda e maravilhosa de locações de babar. Nada de excepcional, apenas a repetição dos passos de milhares e milhares de outros que fizeram a mesma tentativa; nem sempre bem sucedida; pois, quase sempre têm suas recaídas no pensar, sentir e agir; além de depressão, pânico e continuam tomando seus remédios para acordar, dormir, transar, subida e descida de pressão arterial, de glicemia, disfunções de tireóide, colesterol, etc.
Nada contra tornar-se um romeiro mochileiro ou curtir a paisagem numa bike ou no lombo de um muar, na tentativa de ligação com nós mesmos, com a Divindade e com a mãe terra. Que bom seria, se todos sem distinção pudéssemos nos conectar ao Divino, dessa forma gostosa e agradável.
Mas, e quem não dispõe de tempo nem recursos para tal empreitada? – Ficará no porto da desesperança a ver navios quando se trata de conhecer seu próprio mundo e suas paisagens íntimas? - Nem será capaz de desenvolver o quantum de espiritualidade compatível com a época atual? Aprenderá a conectar-se apenas através da dor e das complicações?
Claro que não, isso seria excludente e injusto; pois em se tratando de candidatos a seres humanos criatividade é tudo:
Podemos lançar mão da analogia de usar o turismo externo para descobrir o turismo interno ou conhecimento da nossa intimidade?
Lógico, mas nada a ver com Embratur, pelo amor de Deus.
A idéia deste bate papo, é mostrar que há caminhos para o “turismo interno” acessíveis, em todos os sentidos; com a vantagem de trilharmos a qualquer momento; num livre ir e vir; pagando o preço que desejarmos e cambiando segundo nossa cotação; além de criarmos o próprio roteiro; ou correr o risco de copiar os alheios, enquanto somos inseguros principiantes.
Embora ás vezes, por falta de prática e de maturidade nós escolhemos visitar os locais mais sombrios, penosos, inóspitos e íngremes da nossa intimidade; tal e qual uma viagem ao “Vale da Culpa”, por exemplo, sem a presença de um experimentado guia – Além do mais, a qualidade final da aventura depende do roteiro; e do equipamento que cada um deseje carregar consigo. E, ás vezes, nem sempre, também a companhia pode fazer a diferença.
Sim, amigos queridos, é possível peregrinar por dentro de nós mesmos; e, é uma aventura e tanto; desvendar nossos mais recônditos rincões psíquicos, afetivos, emocionais e orgânicos. Viajar pelo próprio corpo? - Sim, a nave orgânica que nos conduz nessa viagem em 3D é intrigante, belíssima, e a maior parte de nós nunca viajou por ela, explorando-a, tal qual fazem as crianças nas primeiras viagens de ônibus, navio ou avião; ela ainda é um insólito mistério, conforme colocamos em nosso livro “Quem ama cuida” numa viagem simples pelo aparelho digestivo de nossa nave orgânica.
Quem vivencia uma viagem dessas, experimenta sensações únicas; e não a troca por nenhuma aventura exterior. Claro que é preciso escolher o roteiro correto. – Não! – Não é preciso tomar nenhuma droga – Basta aprender a fazer silêncio dentro de si e permitir-se fluir tal e qual a água que nos conduz.
Como começar?
Planejar, sempre é nossa obrigação como candidatos a viajantes da eternidade como seres humanos de fato; com passaporte cósmico e tudo.
Imaginemos iniciar uma jornada, saindo de onde estamos neste momento (presente), até um determinado ponto à frente (futuro) – Embora segundo a milenar sabedoria Inca seja o contrário: o passado está na nossa frente e o futuro na retaguarda...
Os caminhos para chegar ao nosso universo pessoal, nosso mundo íntimo, a paisagem do nosso EU são vários e cheios de pegadinhas, tal e qual uma aventura.
É preciso antes de escolher um (que não será o melhor), planejar a viagem e levar apenas o necessário para que seja alegre e prazerosa (desapego é uma das lições que os romeiros da mochila aprendem de cara). Caso carreguemos nas costas muitas coisas inúteis, ou aceitemos a condição de bestas de carga dos outros, breve estaremos parados à beira do caminho, esgotados, resfolegando. E, pior: no prejuízo da inutilidade do sofrer.
Qual o melhor roteiro para o turismo interno?
Não pensa – apenas sente!
O que te atrai em ti mesmo? Tu já paraste para pensar nisso?
Dica: através da sensibilidade do “coração” (intuição) é mais fácil.
Descobrir é simples, pois o fluxo dos acontecimentos ou o correr dos dias assopra ao ouvido da alma de cada pessoa o melhor a fazer.
Lembra do “penso logo existo”? - Então, a mente deve ser consultada sempre, pois alguns princípios básicos devem ser obedecidos:
Aprende a fazer silêncio dentro de ti.
Treina a audição - Fala pouco, pois o som da tua própria voz pode atrapalhar, economiza nas palavras para aprender a ouvir.
Com olhos e ouvidos atentos, presta atenção nas dicas (coisas do dia a dia) para entender quais são as viagens a serem feitas ou refeitas para aprender a explorar o que ainda desconheces na tua paisagem íntima.
Presta atenção (tarefa da mente) que a escolha não é tão complicada assim. Aprender a viver bem é muito fácil desde que estejamos de olhos abertos e de ouvidos atentos.
Cuidado com os agenciadores ou intermediários do turismo interno que desejam te “vender roteiros paraguaios ou “made in china”: religiosos e ícones de auto-ajuda.
Aceita dicas e sugestões; mas não te esqueças: quem vai pagar a conta és tu: Daí, todo cuidado é pouco; então, lembra-te de verificar a origem da dica que tu recebeste, o prazo de validade (dicas de dez mil anos podem estar defasadas ou sempre atuais), e as condições de quem a receitou.
Acha tua turma; pois em grupo tudo é mais fácil e motiva; lembra-te que nada substitui a troca de experiências bem vividas, sentidas e honestas.
Atenção:
Qualquer viagem tem ida e volta.
Brincando com a dualidade das leis da vida; a existência é composta de deveres e prazeres. Flores e espinhos, etc.
Transformar deveres, obrigações em prazeres é uma das alquimias que o turismo íntimo pode nos proporcionar.
Busca sempre mestres confiáveis, pois eles foram felizes, realizadores e realizados; e, muito importante; confere se mesmo hoje; eles continuam com o prazo de validade em dia.
Se tudo está correto; confia nas suas dicas, pois nos mostraram de muitas formas que:
Somos parte do caminho que trilhamos na viagem da evolução.
Feito bumerangues atirados no túnel do tempo: tudo que lançamos de nós a nós retorna um dia.
No momento da viagem de peregrinação ao mundo íntimo, sempre precisamos retornar ao presente interativo. Muitos que se aventuram ao deus dará no desconhecido mundo do EU em 4D; não acham o caminho de volta e ficam conhecidos como esquizofrênicos, autistas, etc.
Aceita tudo que te chega; arquiva o que te interessa.
Como dicas as do tipo de um experiente viajor de si mesmo, chamado Paulo de Tarso não custam nada, analise esta:
“A ação da vida e do tempo na reciclagem da paisagem do caráter”.
Aprender a embelezar o paisagismo do caráter e do temperamento de nascença, é a uma benção na vida de todos.
Executar essa tarefa pode ser algo bem simples e prazeroso.
Vejamos:
Se desde a nascença do teu projeto de vida; desde o início da viagem íntima, dá para observar na tua paisagem: espinhos, cascalhos e árvores retorcidas, aves agourentas, e animais ferozes; sempre há saída para transformar – RECICLAR e acima de tudo EMBELEZAR; pois a vida é bela, muito bela.
Meu amigo transforma-te na ida para recolher na volta:
- Os espinhos da agressividade – Espalhe as sementes da paz, mesmo que o vento da discórdia te atrapalhe, preparando o tranqüilo retorno ao dia a dia.
- Se o cascalho da pressa te faz cair de boca no chão do sofrimento; aprende a usar o bordão da calma; para que na volta; mesmo no meio de gente muito devagar, possas olhar onde pisas sem machucar aos outros nem a ti mesmo.
- Se na aventura da progressão da vida, o inseto da avareza te picou, aprende a beijar o local da ferida e, a passar a pomada de caridade. Na volta terás aprendido a evitá-lo e, a dar o valor certo para cada coisa, mesmo que todo dia tu tenhas que perder um algo qualquer; encara isso como uma vacina ética.
- Ao trafegar pela tua selvagem paisagem íntima; cuidado com o vírus da inveja; mas, se já fostes contaminado, aprende a não prestar atenção no que os outros possuem; para que a febre do poder e do desejo; sem panacéias; seja contida.
- Se ainda sofres da doença do medo; convida teu guia para que fortalecido; na volta, aprendas a ter mais coragem só, somente só.
- Se te achas rico, distribui na ida tua riqueza para aprender a bem usar o dinheiro; para que não sejas assaltado pelo medo e pela avareza na volta.
- Se te imaginas pobre; aproveita na ida para aprender a dar valor às coisas simples e a não cobiçar o que não te pertence. Para assegurar a riqueza de possuíres a ti mesmo sem a escravidão do medo da perda.
Estas são apenas algumas dicas de como trilhar o caminho do turismo íntimo. Prestar atenção a cada detalhe pode fazer toda a diferença. Pois, a beleza da paisagem íntima depende dos óculos com que as descobrimos e exploramos. Ás vezes elas estão na cara, noutras estão escondidas e misturadas, para que o resultado seja bom é preciso descobri-las e separá-las: pois, posso ser rico/feio, bonito/burro, pobre/inteligente, avarento/invejoso, etc. Uma forma de visualizar o momento certo de mudar de foco (trocar de óculos) é atentar bem para os acontecimentos do cotidiano.
Dica da hora: Aprende a viajar de 3D para 4D e retornar e voltar bem rápido
O segredo é mudar a rota durante a viagem.
Sabemos que principiantes não escolhem bons roteiros; daí desenvolver a capacidade de alterar a rota é fácil e divertido.
Como exemplo: Se as coisas começam a ficar sempre atrapalhadas na nossa ecologia íntima é hora de dar um pulinho em nosso zoológico interno e prestar atenção na bicharada.
Por exemplo: a impaciência – ela é acessível a um bom bate papo; se tudo e todos nos contraditam, é hora de atentar para a intolerância – esse é um bicho brabo, mas muito burro, com calma é fácil domá-lo. Se nós estamos sendo traídos com freqüência é hora de analisar o ciúme ou o caráter possessivo – esse bicho é engraçado e possui muitos chifres que se fazem e refazem; seu sonho de consumo é ser mocho. A raiva é a mais engraçada; ela sente muitas cócegas, se tratada com carinho não para de gargalhar.
Está mal? – Dê um role no seu ZOO.
Como escolher os companheiros de viagem?
Não confundir com escolher dirigentes políticos; pelo amor de Deus.
Cuidado com os mais trapalhões do que tu mesmo.
É complicado, pois ainda temos de um jeito ou de outro uma vida muito atrapalhada, quase sempre mal gerenciada, recheada de frustrações e de sofridas lições. Um dos motivos disso, é que nos preocupamos em mudar os outros ao invés de reformar a nós mesmos. Pura perda de tempo. Além, de invasão da privacidade alheia. Cada um tem o direito de ser do jeito que quiser e mudar quando desejar ou quando for capaz.
Fomos induzidos pela agência de viagens oficial: a tal da educação; a fazer algumas confusões na hora de escolher rotas e companhias.
Coisas básicas do tipo: confusão danada entre estar solidário com o outro e intrometer-se na sua intimidade, meter o bedelho nas suas escolhas ou querer fazer suas lições mais básicas de vida; nós até nos sentimos pessoas ótimas quando fazemos lições que não nos pertencem; só que esse tipo de atitude é uma forma de roubo. Estamos subtraindo dessas pessoas oportunidade do aprendizado fácil e simples de viagens íntimas.
Na escolha do roteiro de cada um que vai por o pé na estrada da intimidade.
Não te metas onde não és chamado: Não dá palpite nas escolhas de vida das outras pessoas, seja quem for: pai, mãe, filho, mulher, marido, amigo, adversário. Esquece a tarefa dos outros, faça bem feito as tuas. A muitos intrometidos e controladores, isso pode soar como uma forma de egoísmo. Veremos que é exatamente ao contrário.
No turismo íntimo dos outros não te tornes especialista em tirar do atoleiro; pois hoje chove muita informação, desejo de consumir e crédito; daí, as pessoas atolam-se em dívidas e depressões. Na estrada da vida hoje as pessoas viajam muito aceleradas o que pode torná-la perigosa e complicada. Ajude sempre que possível; mas, quem perder tempo tentando fazer as tarefas dos outros; breve vai descobrir que perdeu esse tempo, oportunidades e ainda assumiu compromissos futuros com as pessoas a quem atrapalhou com opiniões que depois precisam de reforma. Uma das palavras de ordem do momento é: seja simples, para viver de forma saudável e eficiente.
Somos todos viajantes do tempo; estamos com o pé na estrada da intimidade e da interatividade há muito tempo.
A intenção do bate papo (ele vai continuar para relatar meu diário de bordo das últimas viagens mais longas) é trazer ao leitor uma reflexão lógica que possa ajudá-lo nas suas viagens íntimas diárias. E quem sabe até criar um tipo de estímulo a mudar sua forma de percepção de ser romeiro de si mesmo, e engajar-se. Pois, detemos em nós paisagens escuras, amedrontadoras e outras capazes de provocar êxtase. De forma rotineira os caminhos mais estreitos e íngremes costumam nos levar aos locais paradisíacos no turismo interno – Como nos disse um grande Guia chamado Jesus. Outros como o Buda nos sinalizam o caminho do meio; as opções são muitas. O mais divertido é cada um definir seu próprio roteiro.
Uma dica de um sofredor de carteirinha que está aprendendo a escolher melhores roteiros: É muito mais inteligente, gostosa e alegre a rota das poucas qualidades que dispomos. – Ah! – Não esqueçam de levar muita música e alegria – e não percam o passaporte (integridade mental), pois essa não pode ainda ser uma viagem sem volta.
Até.
Ultima dica:
“Sorria você está sendo filmado” – essa brincadeira é real na viagem da evolução. Já ouviu falar de registros akásicos? – Mas, sempre é bom levar a filmadora e a máquina do raciocínio crítico.
Mas, não dessas de espairecer, desligar o celular e outros modernos apetrechos de obsessão; cultuar o não fazer nada; sair de férias e apenas ser servido ao invés de servir, engordar e ficar de “ressaca” de tanta contemplação; coisas do tipo: querer reter tanta paisagem linda e lugares paradisíacos e morrer de inveja de quem vive ali (a maioria não curte nada daquilo) – Também não me internei em SPA para desintoxicar, ser massageado - Nada disso; motivado por situações e desejo, apenas fiz turismo interno – Confesso que adorei estar de volta; até “aturando” com mais doçura os em torno e, mais disponível para as “agruras” do trabalho diário.
De retorno:
Dou de cara com uma reportagem sobre as rotas nacionais e internacionais de romarias e peregrinações, e seus devidos custos. Claro que tenha me apaixonado por uma das mais belas e mais conhecidas rotas vip de peregrinação: o belíssimo caminho de Santiago de Compostela.
Eu me perguntei: E daí? – Prá que? (claro que se pudesse eu iria; pois no ZOO da minha ecologia íntima, o bicho inveja é gordinho, fortinho).
Fiquei conversando, e até discutindo, com meus botões:
Buscar o caminho interno?
Essa a explicação que a maior parte dos peregrinos oferece a si mesmo e aos outros para empreender tal aventura; a descoberta da paisagem íntima; e o desvendar do seu lado místico e espiritual; que eu chamo de razões para viver; usando como roteiro a paisagem linda e maravilhosa de locações de babar. Nada de excepcional, apenas a repetição dos passos de milhares e milhares de outros que fizeram a mesma tentativa; nem sempre bem sucedida; pois, quase sempre têm suas recaídas no pensar, sentir e agir; além de depressão, pânico e continuam tomando seus remédios para acordar, dormir, transar, subida e descida de pressão arterial, de glicemia, disfunções de tireóide, colesterol, etc.
Nada contra tornar-se um romeiro mochileiro ou curtir a paisagem numa bike ou no lombo de um muar, na tentativa de ligação com nós mesmos, com a Divindade e com a mãe terra. Que bom seria, se todos sem distinção pudéssemos nos conectar ao Divino, dessa forma gostosa e agradável.
Mas, e quem não dispõe de tempo nem recursos para tal empreitada? – Ficará no porto da desesperança a ver navios quando se trata de conhecer seu próprio mundo e suas paisagens íntimas? - Nem será capaz de desenvolver o quantum de espiritualidade compatível com a época atual? Aprenderá a conectar-se apenas através da dor e das complicações?
Claro que não, isso seria excludente e injusto; pois em se tratando de candidatos a seres humanos criatividade é tudo:
Podemos lançar mão da analogia de usar o turismo externo para descobrir o turismo interno ou conhecimento da nossa intimidade?
Lógico, mas nada a ver com Embratur, pelo amor de Deus.
A idéia deste bate papo, é mostrar que há caminhos para o “turismo interno” acessíveis, em todos os sentidos; com a vantagem de trilharmos a qualquer momento; num livre ir e vir; pagando o preço que desejarmos e cambiando segundo nossa cotação; além de criarmos o próprio roteiro; ou correr o risco de copiar os alheios, enquanto somos inseguros principiantes.
Embora ás vezes, por falta de prática e de maturidade nós escolhemos visitar os locais mais sombrios, penosos, inóspitos e íngremes da nossa intimidade; tal e qual uma viagem ao “Vale da Culpa”, por exemplo, sem a presença de um experimentado guia – Além do mais, a qualidade final da aventura depende do roteiro; e do equipamento que cada um deseje carregar consigo. E, ás vezes, nem sempre, também a companhia pode fazer a diferença.
Sim, amigos queridos, é possível peregrinar por dentro de nós mesmos; e, é uma aventura e tanto; desvendar nossos mais recônditos rincões psíquicos, afetivos, emocionais e orgânicos. Viajar pelo próprio corpo? - Sim, a nave orgânica que nos conduz nessa viagem em 3D é intrigante, belíssima, e a maior parte de nós nunca viajou por ela, explorando-a, tal qual fazem as crianças nas primeiras viagens de ônibus, navio ou avião; ela ainda é um insólito mistério, conforme colocamos em nosso livro “Quem ama cuida” numa viagem simples pelo aparelho digestivo de nossa nave orgânica.
Quem vivencia uma viagem dessas, experimenta sensações únicas; e não a troca por nenhuma aventura exterior. Claro que é preciso escolher o roteiro correto. – Não! – Não é preciso tomar nenhuma droga – Basta aprender a fazer silêncio dentro de si e permitir-se fluir tal e qual a água que nos conduz.
Como começar?
Planejar, sempre é nossa obrigação como candidatos a viajantes da eternidade como seres humanos de fato; com passaporte cósmico e tudo.
Imaginemos iniciar uma jornada, saindo de onde estamos neste momento (presente), até um determinado ponto à frente (futuro) – Embora segundo a milenar sabedoria Inca seja o contrário: o passado está na nossa frente e o futuro na retaguarda...
Os caminhos para chegar ao nosso universo pessoal, nosso mundo íntimo, a paisagem do nosso EU são vários e cheios de pegadinhas, tal e qual uma aventura.
É preciso antes de escolher um (que não será o melhor), planejar a viagem e levar apenas o necessário para que seja alegre e prazerosa (desapego é uma das lições que os romeiros da mochila aprendem de cara). Caso carreguemos nas costas muitas coisas inúteis, ou aceitemos a condição de bestas de carga dos outros, breve estaremos parados à beira do caminho, esgotados, resfolegando. E, pior: no prejuízo da inutilidade do sofrer.
Qual o melhor roteiro para o turismo interno?
Não pensa – apenas sente!
O que te atrai em ti mesmo? Tu já paraste para pensar nisso?
Dica: através da sensibilidade do “coração” (intuição) é mais fácil.
Descobrir é simples, pois o fluxo dos acontecimentos ou o correr dos dias assopra ao ouvido da alma de cada pessoa o melhor a fazer.
Lembra do “penso logo existo”? - Então, a mente deve ser consultada sempre, pois alguns princípios básicos devem ser obedecidos:
Aprende a fazer silêncio dentro de ti.
Treina a audição - Fala pouco, pois o som da tua própria voz pode atrapalhar, economiza nas palavras para aprender a ouvir.
Com olhos e ouvidos atentos, presta atenção nas dicas (coisas do dia a dia) para entender quais são as viagens a serem feitas ou refeitas para aprender a explorar o que ainda desconheces na tua paisagem íntima.
Presta atenção (tarefa da mente) que a escolha não é tão complicada assim. Aprender a viver bem é muito fácil desde que estejamos de olhos abertos e de ouvidos atentos.
Cuidado com os agenciadores ou intermediários do turismo interno que desejam te “vender roteiros paraguaios ou “made in china”: religiosos e ícones de auto-ajuda.
Aceita dicas e sugestões; mas não te esqueças: quem vai pagar a conta és tu: Daí, todo cuidado é pouco; então, lembra-te de verificar a origem da dica que tu recebeste, o prazo de validade (dicas de dez mil anos podem estar defasadas ou sempre atuais), e as condições de quem a receitou.
Acha tua turma; pois em grupo tudo é mais fácil e motiva; lembra-te que nada substitui a troca de experiências bem vividas, sentidas e honestas.
Atenção:
Qualquer viagem tem ida e volta.
Brincando com a dualidade das leis da vida; a existência é composta de deveres e prazeres. Flores e espinhos, etc.
Transformar deveres, obrigações em prazeres é uma das alquimias que o turismo íntimo pode nos proporcionar.
Busca sempre mestres confiáveis, pois eles foram felizes, realizadores e realizados; e, muito importante; confere se mesmo hoje; eles continuam com o prazo de validade em dia.
Se tudo está correto; confia nas suas dicas, pois nos mostraram de muitas formas que:
Somos parte do caminho que trilhamos na viagem da evolução.
Feito bumerangues atirados no túnel do tempo: tudo que lançamos de nós a nós retorna um dia.
No momento da viagem de peregrinação ao mundo íntimo, sempre precisamos retornar ao presente interativo. Muitos que se aventuram ao deus dará no desconhecido mundo do EU em 4D; não acham o caminho de volta e ficam conhecidos como esquizofrênicos, autistas, etc.
Aceita tudo que te chega; arquiva o que te interessa.
Como dicas as do tipo de um experiente viajor de si mesmo, chamado Paulo de Tarso não custam nada, analise esta:
“A ação da vida e do tempo na reciclagem da paisagem do caráter”.
Aprender a embelezar o paisagismo do caráter e do temperamento de nascença, é a uma benção na vida de todos.
Executar essa tarefa pode ser algo bem simples e prazeroso.
Vejamos:
Se desde a nascença do teu projeto de vida; desde o início da viagem íntima, dá para observar na tua paisagem: espinhos, cascalhos e árvores retorcidas, aves agourentas, e animais ferozes; sempre há saída para transformar – RECICLAR e acima de tudo EMBELEZAR; pois a vida é bela, muito bela.
Meu amigo transforma-te na ida para recolher na volta:
- Os espinhos da agressividade – Espalhe as sementes da paz, mesmo que o vento da discórdia te atrapalhe, preparando o tranqüilo retorno ao dia a dia.
- Se o cascalho da pressa te faz cair de boca no chão do sofrimento; aprende a usar o bordão da calma; para que na volta; mesmo no meio de gente muito devagar, possas olhar onde pisas sem machucar aos outros nem a ti mesmo.
- Se na aventura da progressão da vida, o inseto da avareza te picou, aprende a beijar o local da ferida e, a passar a pomada de caridade. Na volta terás aprendido a evitá-lo e, a dar o valor certo para cada coisa, mesmo que todo dia tu tenhas que perder um algo qualquer; encara isso como uma vacina ética.
- Ao trafegar pela tua selvagem paisagem íntima; cuidado com o vírus da inveja; mas, se já fostes contaminado, aprende a não prestar atenção no que os outros possuem; para que a febre do poder e do desejo; sem panacéias; seja contida.
- Se ainda sofres da doença do medo; convida teu guia para que fortalecido; na volta, aprendas a ter mais coragem só, somente só.
- Se te achas rico, distribui na ida tua riqueza para aprender a bem usar o dinheiro; para que não sejas assaltado pelo medo e pela avareza na volta.
- Se te imaginas pobre; aproveita na ida para aprender a dar valor às coisas simples e a não cobiçar o que não te pertence. Para assegurar a riqueza de possuíres a ti mesmo sem a escravidão do medo da perda.
Estas são apenas algumas dicas de como trilhar o caminho do turismo íntimo. Prestar atenção a cada detalhe pode fazer toda a diferença. Pois, a beleza da paisagem íntima depende dos óculos com que as descobrimos e exploramos. Ás vezes elas estão na cara, noutras estão escondidas e misturadas, para que o resultado seja bom é preciso descobri-las e separá-las: pois, posso ser rico/feio, bonito/burro, pobre/inteligente, avarento/invejoso, etc. Uma forma de visualizar o momento certo de mudar de foco (trocar de óculos) é atentar bem para os acontecimentos do cotidiano.
Dica da hora: Aprende a viajar de 3D para 4D e retornar e voltar bem rápido
O segredo é mudar a rota durante a viagem.
Sabemos que principiantes não escolhem bons roteiros; daí desenvolver a capacidade de alterar a rota é fácil e divertido.
Como exemplo: Se as coisas começam a ficar sempre atrapalhadas na nossa ecologia íntima é hora de dar um pulinho em nosso zoológico interno e prestar atenção na bicharada.
Por exemplo: a impaciência – ela é acessível a um bom bate papo; se tudo e todos nos contraditam, é hora de atentar para a intolerância – esse é um bicho brabo, mas muito burro, com calma é fácil domá-lo. Se nós estamos sendo traídos com freqüência é hora de analisar o ciúme ou o caráter possessivo – esse bicho é engraçado e possui muitos chifres que se fazem e refazem; seu sonho de consumo é ser mocho. A raiva é a mais engraçada; ela sente muitas cócegas, se tratada com carinho não para de gargalhar.
Está mal? – Dê um role no seu ZOO.
Como escolher os companheiros de viagem?
Não confundir com escolher dirigentes políticos; pelo amor de Deus.
Cuidado com os mais trapalhões do que tu mesmo.
É complicado, pois ainda temos de um jeito ou de outro uma vida muito atrapalhada, quase sempre mal gerenciada, recheada de frustrações e de sofridas lições. Um dos motivos disso, é que nos preocupamos em mudar os outros ao invés de reformar a nós mesmos. Pura perda de tempo. Além, de invasão da privacidade alheia. Cada um tem o direito de ser do jeito que quiser e mudar quando desejar ou quando for capaz.
Fomos induzidos pela agência de viagens oficial: a tal da educação; a fazer algumas confusões na hora de escolher rotas e companhias.
Coisas básicas do tipo: confusão danada entre estar solidário com o outro e intrometer-se na sua intimidade, meter o bedelho nas suas escolhas ou querer fazer suas lições mais básicas de vida; nós até nos sentimos pessoas ótimas quando fazemos lições que não nos pertencem; só que esse tipo de atitude é uma forma de roubo. Estamos subtraindo dessas pessoas oportunidade do aprendizado fácil e simples de viagens íntimas.
Na escolha do roteiro de cada um que vai por o pé na estrada da intimidade.
Não te metas onde não és chamado: Não dá palpite nas escolhas de vida das outras pessoas, seja quem for: pai, mãe, filho, mulher, marido, amigo, adversário. Esquece a tarefa dos outros, faça bem feito as tuas. A muitos intrometidos e controladores, isso pode soar como uma forma de egoísmo. Veremos que é exatamente ao contrário.
No turismo íntimo dos outros não te tornes especialista em tirar do atoleiro; pois hoje chove muita informação, desejo de consumir e crédito; daí, as pessoas atolam-se em dívidas e depressões. Na estrada da vida hoje as pessoas viajam muito aceleradas o que pode torná-la perigosa e complicada. Ajude sempre que possível; mas, quem perder tempo tentando fazer as tarefas dos outros; breve vai descobrir que perdeu esse tempo, oportunidades e ainda assumiu compromissos futuros com as pessoas a quem atrapalhou com opiniões que depois precisam de reforma. Uma das palavras de ordem do momento é: seja simples, para viver de forma saudável e eficiente.
Somos todos viajantes do tempo; estamos com o pé na estrada da intimidade e da interatividade há muito tempo.
A intenção do bate papo (ele vai continuar para relatar meu diário de bordo das últimas viagens mais longas) é trazer ao leitor uma reflexão lógica que possa ajudá-lo nas suas viagens íntimas diárias. E quem sabe até criar um tipo de estímulo a mudar sua forma de percepção de ser romeiro de si mesmo, e engajar-se. Pois, detemos em nós paisagens escuras, amedrontadoras e outras capazes de provocar êxtase. De forma rotineira os caminhos mais estreitos e íngremes costumam nos levar aos locais paradisíacos no turismo interno – Como nos disse um grande Guia chamado Jesus. Outros como o Buda nos sinalizam o caminho do meio; as opções são muitas. O mais divertido é cada um definir seu próprio roteiro.
Uma dica de um sofredor de carteirinha que está aprendendo a escolher melhores roteiros: É muito mais inteligente, gostosa e alegre a rota das poucas qualidades que dispomos. – Ah! – Não esqueçam de levar muita música e alegria – e não percam o passaporte (integridade mental), pois essa não pode ainda ser uma viagem sem volta.
Até.
Ultima dica:
“Sorria você está sendo filmado” – essa brincadeira é real na viagem da evolução. Já ouviu falar de registros akásicos? – Mas, sempre é bom levar a filmadora e a máquina do raciocínio crítico.
domingo, 25 de outubro de 2009
MATA FOME - COMIDA QUE MATA - DIETA QUE SALVA
DE QUE ADIANTA APENAS MATAR FOME?
Dia destes, na TV do metrô passou uma propaganda da prefeitura de Sampa.
Realmente não guardei o jingle; mas a idéia era: leite para os menos favorecidos.
Pelo que entendi na ocasião, o programa visa distribuir milhares de litros de leite, entregues em casa para o pessoal cadastrado; para garantir o “leitinho das crianças”.
Claro que a intenção é louvável; mas, como todas as escolhas na vida, a relação custo benefício pode deixar a desejar em se tratando da saúde do organismo das crianças.
O que mata a fome também pode matar a saúde.
A “bóia” de grande parte da criançada da periferia costuma ser um mata fome do tipo: leite (com achocolatado), pão e uma bolacha recheada e colorida. Ainda bem que as prefeituras fornecem refeições mais nutritivas nas creches e nas escolas.
Voltando á questão do leite.
A intolerância á lactose sempre foi um problema; evidente que, no momento presente mais intenso do que em épocas passadas, tantas são as proteínas estranhas e venenos que engolimos a mais. A questão da alergia á lactose está relatada em livros de medicina chinesa de milhares de anos atrás; e não é apenas isso, por exemplo, além de tudo, segundo eles, o leite de vaca nos torna mais preguiçosos e lentos do que já somos – Parece que tem um fundo de verdade: quando ingerimos a carne ou o produto de uma raça animal vem junto a energia que compõe o psiquismo do bicho – Será? – Já ouviu falar que sopa de barbatana de tubarão e de piranha tem propriedades afrodisíacas? Dizem que sim; se usados com freqüência – parece lógico, pois são predadores e essa energia pode afetar a libido, começo a crer que sim. Mas, por outro lado, observando as pessoas mais carnívoras, as que não passam sem carne na refeição e vivem em churrascarias; pode ser impressão minha; mas ficam com aspecto físico e comportamental de boizões.
Efeito colateral.
Analisando possíveis efeitos colaterais do “louvável” programa da Prefeitura de Sampa: a criançada com a dieta baseada no leite de vaca vai desenvolver, com mais facilidade e intensidade, quadros de rinite, sinusite, bronquite e IVAS virais ou bacterianas, uma atrás da outra. Poucas proteínas estranhas são mais eficientes em produzir muco do que a do leite de vaca. A rotina é essa: corre ao PS ou a posto de saúde e recebe mais uma carga de alérgenos na forma de remédios para “curar” e tudo pode ficar pior.
Boa parte das crianças com doenças alérgicas repetitivas, as ites da vida, teriam a cura ou uma melhora significativa, apenas mudando-se os hábitos; com a retirada especialmente do leite, produtos lácteos, achocolatados, doces, pão, e alimentos recheados de corantes, estabilizantes, etc. Para ajudar a reciclar os hábitos; os produtos á base de soja que seriam em teoria um substituto do leite de vaca, estão mostrando que, especialmente tudo que se origina da transgênica pode ser pior.
Trabalhei alguns anos em Postos de Saúde da periferia; e sei como é viver ali; não é fácil não.
Aprendi muito; mas também sofri muito, por exemplo: muitas vezes não tinha jeito, o único remédio a prescrever para as crianças era a maldita Benzetacil; tomei algumas na infância e odiei; detestava o farmacêutico; esperneava (mãe de enfermeira e de farmacêutico era mais xingada que as de juiz de futebol) – Mas, nas que mandei aplicar com dor no coração, não havia outro jeito, não era possível para a família comprar receita; e medicação via oral não dava certo, pois após o período de febre esqueciam de dar a medicação até o final reforçando o problema da resistência bacteriana.
Na época já havia o programa da complementação do leite, e o pessoal se espancava para levar o leite em pó (em época de “vacas magras” tínhamos que chamar a polícia para manter a ordem) - A situação era muito punk, as grávidas só faziam o pré-natal para poder receber o “leite” cuja cota dava para poucos dias; desmamavam precocemente seus filhos (amamentar é coisa de pobre; diziam de forma subliminar, empresas que abusaram da propaganda de bebes vencedores tomando o leite em pó) – Elas, as mães, depois, continuavam com a puericultura para continuar recebendo o produto que contribuía para aumentar as filas de atendimento ás crianças.
Como dizer isso a elas?
Bem que tentei durante seis longos anos; mas, desisti, pedi demissão; mas continuo vivendo o mesmo drama em situação um pouco diversa; pois a intolerância á lactose não atinge apenas os mais humildes.
Inegável que os argumentos a favor do programa sejam válidos:
Essas famílias não têm recursos - daí; melhor o leite do que nada.
É vero; em boa parte delas o chefe de família é a mãe, que ás vezes passa boa parte do dia nas “conduções da vida” e, depois da luta diária pela sobrevivência chega á casa morta de cansaço; daí esses alimentos além de caberem no orçamento doméstico ainda são práticos; e também, as crianças não aceitam outras coisas (sic) – Hábitos são herdados e, crenças são fomentadas por interesses, nem sempre saudáveis.
Provavelmente as famílias inscritas no programa vivam na linha da pobreza ou abaixo dela. Claro que a soma de todos os programas sociais em andamento tenha mudado a vida de muita gente; isso é inegável; mas ainda é muito pouco. Por exemplo, o destino de boa parte dessas crianças não é tão incerto assim.
Uma parcela não completará 3 anos de idade; muitas irão engrossar as estatísticas de viciados e moradores de rua; os que passarem da adolescência farão parte das estatísticas dos jovens assassinados (maior causa de morte entre jovens em Sampa).
Claro que algumas que conseguirem chegar á vida adulta conseguirão ser “inseridas” na sociedade com oportunidades de trabalho. Mesmo assim, o paradoxo é absurdo – pois, a maioria vive no fio da navalha entre a inserção social e a vida marginal em todos os sentidos. Caso caiam na marginalidade sorte dos que forem julgadas; pois podem ir morar numa penitenciária onde receberão, enfim, cuidados básicos na vida como pessoas de verdade: disciplina de horários, oportunidades de parar para pensar e reciclar valores, parar para pensar em Deus, aprender uma profissão, direito a lazer, uma dieta equilibrada e comida de qualidade (pesquisei o que as penitenciárias compram das empresas; alias são bons clientes, pois são exigentes na qualidade e pagam em dia).
Enfim, depois de muito errar, lhes são oferecidas oportunidades que deveriam ter recebido na infância. Antes tarde do que nunca – Será? Claro que não; pois no Hospício chamado “Sociedade”; nada pode ser simples, nem funcional. Há um problema: saindo de lá, sem muita opção, o sujeito volta. Qual a saída? - Cometer pequenos delitos? – Não, pois lá você só é respeitado se for muito mau, cruel até – Isso dá status.
Por que não investimos maçicamente recursos do coletivo (dinheiro publico) nos primeiros anos de vida das nossas crianças? – Creio que muitos já se fizeram essa pergunta. Se, idéia fosse adotada com coragem e vontade, sairia muito mais barato para todos nós; em todos os sentidos. Uma limitação á atitude, é que muitas pessoas que poderiam fazer algo se imaginam imunes á violência; acham cômodo pensar que violência é caso de polícia e não de educação.
Nas creches, nas quais deveriam sobrar vagas e não faltar, seria o local mais possível de reciclar a dieta e o comportamento do futuro da sociedade.
Você é o que come e como o faz pode ditar seu futuro.
Claro que não é apenas com comida que resolveremos nossos problemas sociais.
Mas como nós alimentamos nossas crianças fará toda a diferença na qualidade de vida pessoal e coletiva. Pois, onde não há cuidado nem respeito não há amor e; onde ele não está presente surge violência e desrespeito pela vida, em todos os sentidos.
Conforme colocamos em nosso livro: “Quem ama cuida” Ed. Petit - Não há melhor recurso pedagógico para formar um ser humano do que o ato de comer, pois comemos todos os dias, várias vezes ao dia. Claro que para todo desafio há solução; e, muitos programas instituídos em todas as áreas do governo estão dando bons frutos; basta apenas investir mais neles e isolar a área social dos interesses dos políticos.
Há várias Entidades Filantrópicas e ONG executando projetos interessantes, inteligentes, baratos e viáveis (claro que não desprovidos de interesses pessoais e grupais) – Num deles, uma central recebe doações de alimentos perecíveis os recolhe e, distribui ás associações de bairro cadastradas. Outro programa que só recebe elogios é o “Bom Prato” do governo estadual – Então, por que não colocar mais unidades em local próximo ás regiões carentes? – E, o que impede a organização de cozinhas comunitárias nas regiões carentes sem conotação política?
Antecipando a fala dos críticos de língua afiada e braços cruzados:
É indiscutível que esse tipo de assistencialismo é inócuo, e nocivo, pois torna as pessoas mais preguiçosas (carentes na evolução humana) e mal agradecidas do que já são; se, a criação de oportunidades não vier acompanhada de um projeto de educação de longo prazo; pois, educar nada tem a ver com apenas instruir conforme colocamos em nosso livro: “Educar para um mundo novo”.
Outro argumento das pessoas é a ingratidão e a falta de educação básica das pessoas carentes: - São uns mal agradecidos!
Tenho um amigo empresário que comprava marmita da melhor qualidade para seus funcionários e a reclamação era constante: tudo os descontentava: porque a carne estava dura, etc, etc. O que ele fez, cortou esse benefício e os que antes tinham uma refeição de qualidade melhor, agora comem arroz com ovo quando é possível. Tentei dizer que boa parte da população é carente não apenas de recursos, mas principalmente de educação e respeito; minha opinião é que ele deveria persistir fazendo sua parte, especialmente o que manda o coração.
A penitenciária mudou de lugar no espaço tempo: os teoricamente bons cidadãos estão se tornando prisioneiros cercados de defesas contra os que estão nas ruas.
A vida nos coloca em situações de aprendizado humano diferentes, temos que nos apoiar uns aos outros; mas, a parte da sociedade que poderia fazer algo que valesse a pena é pouco ética e muito interesseira.
Canso de ouvir por aí: - É preciso fazer mais cadeias! – Lugar de bandido é na cadeia! – A pena de morte seria a solução! – As pessoas esquecem que não adianta se esconder atrás de grades, altos muros e cercas elétricas, elas, seus filhos e netos vão trombar nas esquinas da vida com os menos favorecidos pela sorte. Nós trabalhamos feito pessoas alucinadas; atropelamos todo mundo no trabalho para conseguir pagar os impostos e consumir, consumir.
Para as crianças da classe média e alta, as armadilhas da dieta são as mesmas e, ás vezes, mais perigosas.
Qual a dieta das crianças no berçário ou na escolinha maternal particular?
Será que as crianças pobres adoecem mais do que as outras?
Louvável a intenção do pessoal da PM de Sampa – Mas, outras soluções também são viáveis, sem prejudicar tanto a saúde da molecada e sem colaborar tanto para a destruição do meio ambiente.
Dia destes, na TV do metrô passou uma propaganda da prefeitura de Sampa.
Realmente não guardei o jingle; mas a idéia era: leite para os menos favorecidos.
Pelo que entendi na ocasião, o programa visa distribuir milhares de litros de leite, entregues em casa para o pessoal cadastrado; para garantir o “leitinho das crianças”.
Claro que a intenção é louvável; mas, como todas as escolhas na vida, a relação custo benefício pode deixar a desejar em se tratando da saúde do organismo das crianças.
O que mata a fome também pode matar a saúde.
A “bóia” de grande parte da criançada da periferia costuma ser um mata fome do tipo: leite (com achocolatado), pão e uma bolacha recheada e colorida. Ainda bem que as prefeituras fornecem refeições mais nutritivas nas creches e nas escolas.
Voltando á questão do leite.
A intolerância á lactose sempre foi um problema; evidente que, no momento presente mais intenso do que em épocas passadas, tantas são as proteínas estranhas e venenos que engolimos a mais. A questão da alergia á lactose está relatada em livros de medicina chinesa de milhares de anos atrás; e não é apenas isso, por exemplo, além de tudo, segundo eles, o leite de vaca nos torna mais preguiçosos e lentos do que já somos – Parece que tem um fundo de verdade: quando ingerimos a carne ou o produto de uma raça animal vem junto a energia que compõe o psiquismo do bicho – Será? – Já ouviu falar que sopa de barbatana de tubarão e de piranha tem propriedades afrodisíacas? Dizem que sim; se usados com freqüência – parece lógico, pois são predadores e essa energia pode afetar a libido, começo a crer que sim. Mas, por outro lado, observando as pessoas mais carnívoras, as que não passam sem carne na refeição e vivem em churrascarias; pode ser impressão minha; mas ficam com aspecto físico e comportamental de boizões.
Efeito colateral.
Analisando possíveis efeitos colaterais do “louvável” programa da Prefeitura de Sampa: a criançada com a dieta baseada no leite de vaca vai desenvolver, com mais facilidade e intensidade, quadros de rinite, sinusite, bronquite e IVAS virais ou bacterianas, uma atrás da outra. Poucas proteínas estranhas são mais eficientes em produzir muco do que a do leite de vaca. A rotina é essa: corre ao PS ou a posto de saúde e recebe mais uma carga de alérgenos na forma de remédios para “curar” e tudo pode ficar pior.
Boa parte das crianças com doenças alérgicas repetitivas, as ites da vida, teriam a cura ou uma melhora significativa, apenas mudando-se os hábitos; com a retirada especialmente do leite, produtos lácteos, achocolatados, doces, pão, e alimentos recheados de corantes, estabilizantes, etc. Para ajudar a reciclar os hábitos; os produtos á base de soja que seriam em teoria um substituto do leite de vaca, estão mostrando que, especialmente tudo que se origina da transgênica pode ser pior.
Trabalhei alguns anos em Postos de Saúde da periferia; e sei como é viver ali; não é fácil não.
Aprendi muito; mas também sofri muito, por exemplo: muitas vezes não tinha jeito, o único remédio a prescrever para as crianças era a maldita Benzetacil; tomei algumas na infância e odiei; detestava o farmacêutico; esperneava (mãe de enfermeira e de farmacêutico era mais xingada que as de juiz de futebol) – Mas, nas que mandei aplicar com dor no coração, não havia outro jeito, não era possível para a família comprar receita; e medicação via oral não dava certo, pois após o período de febre esqueciam de dar a medicação até o final reforçando o problema da resistência bacteriana.
Na época já havia o programa da complementação do leite, e o pessoal se espancava para levar o leite em pó (em época de “vacas magras” tínhamos que chamar a polícia para manter a ordem) - A situação era muito punk, as grávidas só faziam o pré-natal para poder receber o “leite” cuja cota dava para poucos dias; desmamavam precocemente seus filhos (amamentar é coisa de pobre; diziam de forma subliminar, empresas que abusaram da propaganda de bebes vencedores tomando o leite em pó) – Elas, as mães, depois, continuavam com a puericultura para continuar recebendo o produto que contribuía para aumentar as filas de atendimento ás crianças.
Como dizer isso a elas?
Bem que tentei durante seis longos anos; mas, desisti, pedi demissão; mas continuo vivendo o mesmo drama em situação um pouco diversa; pois a intolerância á lactose não atinge apenas os mais humildes.
Inegável que os argumentos a favor do programa sejam válidos:
Essas famílias não têm recursos - daí; melhor o leite do que nada.
É vero; em boa parte delas o chefe de família é a mãe, que ás vezes passa boa parte do dia nas “conduções da vida” e, depois da luta diária pela sobrevivência chega á casa morta de cansaço; daí esses alimentos além de caberem no orçamento doméstico ainda são práticos; e também, as crianças não aceitam outras coisas (sic) – Hábitos são herdados e, crenças são fomentadas por interesses, nem sempre saudáveis.
Provavelmente as famílias inscritas no programa vivam na linha da pobreza ou abaixo dela. Claro que a soma de todos os programas sociais em andamento tenha mudado a vida de muita gente; isso é inegável; mas ainda é muito pouco. Por exemplo, o destino de boa parte dessas crianças não é tão incerto assim.
Uma parcela não completará 3 anos de idade; muitas irão engrossar as estatísticas de viciados e moradores de rua; os que passarem da adolescência farão parte das estatísticas dos jovens assassinados (maior causa de morte entre jovens em Sampa).
Claro que algumas que conseguirem chegar á vida adulta conseguirão ser “inseridas” na sociedade com oportunidades de trabalho. Mesmo assim, o paradoxo é absurdo – pois, a maioria vive no fio da navalha entre a inserção social e a vida marginal em todos os sentidos. Caso caiam na marginalidade sorte dos que forem julgadas; pois podem ir morar numa penitenciária onde receberão, enfim, cuidados básicos na vida como pessoas de verdade: disciplina de horários, oportunidades de parar para pensar e reciclar valores, parar para pensar em Deus, aprender uma profissão, direito a lazer, uma dieta equilibrada e comida de qualidade (pesquisei o que as penitenciárias compram das empresas; alias são bons clientes, pois são exigentes na qualidade e pagam em dia).
Enfim, depois de muito errar, lhes são oferecidas oportunidades que deveriam ter recebido na infância. Antes tarde do que nunca – Será? Claro que não; pois no Hospício chamado “Sociedade”; nada pode ser simples, nem funcional. Há um problema: saindo de lá, sem muita opção, o sujeito volta. Qual a saída? - Cometer pequenos delitos? – Não, pois lá você só é respeitado se for muito mau, cruel até – Isso dá status.
Por que não investimos maçicamente recursos do coletivo (dinheiro publico) nos primeiros anos de vida das nossas crianças? – Creio que muitos já se fizeram essa pergunta. Se, idéia fosse adotada com coragem e vontade, sairia muito mais barato para todos nós; em todos os sentidos. Uma limitação á atitude, é que muitas pessoas que poderiam fazer algo se imaginam imunes á violência; acham cômodo pensar que violência é caso de polícia e não de educação.
Nas creches, nas quais deveriam sobrar vagas e não faltar, seria o local mais possível de reciclar a dieta e o comportamento do futuro da sociedade.
Você é o que come e como o faz pode ditar seu futuro.
Claro que não é apenas com comida que resolveremos nossos problemas sociais.
Mas como nós alimentamos nossas crianças fará toda a diferença na qualidade de vida pessoal e coletiva. Pois, onde não há cuidado nem respeito não há amor e; onde ele não está presente surge violência e desrespeito pela vida, em todos os sentidos.
Conforme colocamos em nosso livro: “Quem ama cuida” Ed. Petit - Não há melhor recurso pedagógico para formar um ser humano do que o ato de comer, pois comemos todos os dias, várias vezes ao dia. Claro que para todo desafio há solução; e, muitos programas instituídos em todas as áreas do governo estão dando bons frutos; basta apenas investir mais neles e isolar a área social dos interesses dos políticos.
Há várias Entidades Filantrópicas e ONG executando projetos interessantes, inteligentes, baratos e viáveis (claro que não desprovidos de interesses pessoais e grupais) – Num deles, uma central recebe doações de alimentos perecíveis os recolhe e, distribui ás associações de bairro cadastradas. Outro programa que só recebe elogios é o “Bom Prato” do governo estadual – Então, por que não colocar mais unidades em local próximo ás regiões carentes? – E, o que impede a organização de cozinhas comunitárias nas regiões carentes sem conotação política?
Antecipando a fala dos críticos de língua afiada e braços cruzados:
É indiscutível que esse tipo de assistencialismo é inócuo, e nocivo, pois torna as pessoas mais preguiçosas (carentes na evolução humana) e mal agradecidas do que já são; se, a criação de oportunidades não vier acompanhada de um projeto de educação de longo prazo; pois, educar nada tem a ver com apenas instruir conforme colocamos em nosso livro: “Educar para um mundo novo”.
Outro argumento das pessoas é a ingratidão e a falta de educação básica das pessoas carentes: - São uns mal agradecidos!
Tenho um amigo empresário que comprava marmita da melhor qualidade para seus funcionários e a reclamação era constante: tudo os descontentava: porque a carne estava dura, etc, etc. O que ele fez, cortou esse benefício e os que antes tinham uma refeição de qualidade melhor, agora comem arroz com ovo quando é possível. Tentei dizer que boa parte da população é carente não apenas de recursos, mas principalmente de educação e respeito; minha opinião é que ele deveria persistir fazendo sua parte, especialmente o que manda o coração.
A penitenciária mudou de lugar no espaço tempo: os teoricamente bons cidadãos estão se tornando prisioneiros cercados de defesas contra os que estão nas ruas.
A vida nos coloca em situações de aprendizado humano diferentes, temos que nos apoiar uns aos outros; mas, a parte da sociedade que poderia fazer algo que valesse a pena é pouco ética e muito interesseira.
Canso de ouvir por aí: - É preciso fazer mais cadeias! – Lugar de bandido é na cadeia! – A pena de morte seria a solução! – As pessoas esquecem que não adianta se esconder atrás de grades, altos muros e cercas elétricas, elas, seus filhos e netos vão trombar nas esquinas da vida com os menos favorecidos pela sorte. Nós trabalhamos feito pessoas alucinadas; atropelamos todo mundo no trabalho para conseguir pagar os impostos e consumir, consumir.
Para as crianças da classe média e alta, as armadilhas da dieta são as mesmas e, ás vezes, mais perigosas.
Qual a dieta das crianças no berçário ou na escolinha maternal particular?
Será que as crianças pobres adoecem mais do que as outras?
Louvável a intenção do pessoal da PM de Sampa – Mas, outras soluções também são viáveis, sem prejudicar tanto a saúde da molecada e sem colaborar tanto para a destruição do meio ambiente.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
VACINA UM BEM - UM MAL? - PRODUTO DE CONSUMO?
QUEM GANHA E QUEM PERDE?
Aceitar protocolos e normas de conduta médica como se fossem absolutamente verdadeiras e definitivas é atitude perigosa; pois, a sapiência é o altar mor do ego e do interesse. É voz corrente que, sábio é aquele que tem consciência de que nada sabe em definitivo - Quem impõe suas “verdades” e certezas aos outros; especialmente através do medo: Se não fizer os exames da moda vai morrer! Se não tomar tal remédio preventivo até a morte; vai morrer! Se não tomar vacina vai ficar doente e pode morrer!
Se não vacinar seus filhos eles podem ficar aleijados, doentes ou eles vão morrer! – terá sérios problemas no despertar da consciência.
Nosso assunto é a obrigatoriedade da vacinação escudada na responsabilidade dos Órgãos Estatais de proteção á saúde coletiva.
Por que as vacinas infantis são tecnicamente obrigatórias?
Por que optamos por um modelo experimental do tipo: quanto mais informações ao sistema imunitário; melhor?
As justificativas são parecidas com as da obrigatoriedade do voto para escolher nossos representantes políticos; lê-se nas entrelinhas: o povão não está preparado para votar; talvez queiram dizer: as pessoas além de ignorantes são também preguiçosas e manipuláveis quando se trata de decidir sobre sua vida e saúde.
Saúde ou doença é mera questão de consciência – quem discorda?
Como neste caso somos rotulados de ignorantes que devem ser conduzidos; provavelmente ninguém se atreverá a negar que o remédio definitivo para a cura de muitos males humanos seja a conscientização; um estado pessoal que não pode ser imposto nem manipulado; apenas adquirido com ajuda ou sem. Essa é a base da tal da Demo-cracia.
Mas para atingir o mínimo necessário, sem sofrer perseguições nem retaliações a respeito de pontos de vista (o que é a ciência atual senão um ponto de vista?); o primeiro passo para seu desenvolvimento é a prática do raciocínio crítico, cujo fermento é a dúvida sistemática capaz de clarear escolhas para melhorar os inevitáveis efeitos futuros. É inegável que nossa sociedade está longe de conseguir raciocinar de forma crítica; boa parte mal (até de seus dirigentes) sabe desenhar o nome para votar e fazer carnê; os que teoricamente seriam capazes, mal conseguem interpretar um texto de dez laudas – Essa situação faz com que alguns protocolos estabelecidos sejam impostos.
No assunto em destaque; por que não se obriga as pessoas a se conscientizarem a respeito de saúde, doença e cura, oferecendo a elas, opções para que exercitem o direito de livre escolha? – Será que isso é um risco ao poder?
Nada contra o conceito de vacina mesmo quando de forma proposital e interesseira ele seja confundido com prevenção.
Quando se previne de forma correta não é preciso vacinar.
Embora tenham pontos comuns, na essência são completamente diferentes.
Vamos usar uma analogia no terreno da educação para explicar o conceito – imagine uma família onde os adultos (governantes) descobriram o desastre que é o consumo de refrigerantes (doenças) e daí chegam para as crianças (povão) com o seguinte discurso: daqui em diante, nesta casa refrigerante só em festa ou fim de semana; e, além disso, todo mundo vai ter que tomar luftal antes de ir para a festança. Infeliz e prepotente ordem, pois vai gerar o desejo de contrariar (povão, as crianças), pois ser em desenvolvimento de senso crítico (manos da vida) busca seus limites. A atitude correta, provavelmente, seria a da fala seguida do exemplo (alguns adultos proíbem aos filhos, mas bebem escondidos, abrem exceções para si).
Nessa analogia: a vacina seria fazer o discurso e depois ajudar a criança a tomar vários copos de refrigerante; claro que ela terá cólicas, vai vomitar; nesse momento, o adulto deveria usar de humildade e dizer: filho; eu acho que esse problema foi causado pelo refrigerante – nesse caso foi aplicado o conceito de vacina – mas, se houvesse um comportamento coerente do adulto, não seria preciso esse agravo ao corpo da criança: tomar lufal ou sofrer com cólicas (dar antitérmico para bloquear a saudável febre decorrente da doença que o organismo da criança não pediu) – Então, o que é a vacina senão a doença atenuada e imposta? – Não seria mais lógico, inteligente e acima de tudo honesto educar (conscientizar) para não ensinar através do agravo? – Pois, e se, a criança não aprender na primeira, segunda ou terceira (sistema imunitário)? – Quantas vezes será preciso repetir o processo? – Caso isso ocorra; não será melhor revisar o procedimento? – Algo pode estar sendo mal feito? - Será a mesma coisa com as vacinas? – Essa atitude não irá criar o mecanismo da vacinose (efeitos colaterais das vacinas e até mesmo um tipo de efeito rebote de curto e longo prazo)?
Para que nos tornemos, pessoas conscientes que irão criar uma sociedade com consciência de seus direitos e deveres; pois, na vida em comunidade, problema de um, problema de todos; algumas questões precisam ser respondidas:
A quem interessa vacinar?
A quem interessa prevenir?
Será que os especialistas em protocolos na saúde pública, já pararam para analisar como funciona a natureza? - Uma doença de cada vez! – No caso das doenças infantis – imaginemos que a criança contraiu ao mesmo tempo sarampo e caxumba – O que ocorre na prática natural? – A doença exantemática tem prioridade; daí, a criança, primeiro, desenvolve e completa todas as fases do processo (até do desenvolvimento da imunidade definitiva) do sarampo; para depois de alguns dias a caxumba se manifestar; ela que ficou na fila do SUS das doenças – claro que não é por acaso, pois nosso organismo embora sendo um sistema muito bem planejado não é mágico nem milagroso. Então fica a pergunta: por que ministrar mais de uma vacina de cada vez? – Claro que todos os envolvidos no processo são pessoas conscientes do que fazem e bem intencionadas. É um problema de logística? – Um ensaio clínico usando as crianças como cobaias? – Quem autorizou? – Trabalhos científicos?
Vamos brincar de raciocinar apenas observando a prática do dia a dia:
Herdamos de nossas mães via cordão umbelical imunidade suficiente para os primeiros meses de vida. Caso os adultos não baguncem nosso sistema imunitário nos bombardeando todo dia com proteínas alheias ao DNA da espécie. Caso não sejamos alimentados com leite de vaca modificado ou não – base das alergias dos primeiros anos da existência; depois do décimo mês de vida essas células decrescem de atividade e uma doençinha aqui outra ali; e, de vez em quando, pois o sistema imunitário precisa de tempo para aprender; desenvolvemos nossa imunidade particular.
O Timo é o centro de processamento do sistema imunitário na infância; e pode travar ou pirar ao ser invadido por informações contendo “vírus” (vacinas com sobrecarga e seus produtos usados para veiculação do vírus que afetará o sistema) num espaço de tempo que depende da máquina de cada um (DNA), usuário.
Muitos estudos científicos foram publicados a respeito, e dentre eles:
“O timo é o local onde a diversidade de moléculas dos receptores de antígenos (TCR), presentes na membrana dos linfócitos T funcionais, é gerada e selecionada. Isto é fundamental para o reconhecimento de antígenos pelos linfócitos T, e a regulação de uma resposta imune adequada. No timo, um extraordinário repertório de clones de linfócitos T é gerado através de rearranjos aleatórios de diferentes segmentos gênicos (recombinação somática), dando origem ao polimorfismo das cadeias de TCR a e b ou g e d expressas na superfície de cada timócito. Esta variedade é necessária para fornecer a proteção contra os diferentes agentes infecciosos, com os quais o indivíduo defronta-se ao longo da vida. Entretanto, a diversidade de moléculas de TCR produzida deve ser conferida e selecionada para que não ocorra reação contra elementos do próprio organismo. Para tal, é necessário garantir a maturação apenas de linfócitos T que reconheçam antígenos próprios (moléculas de classe I ou classe II de histocompatibilidade), e com especificidade antigênica restrita aos elementos estranhos ou "não-próprios". Desta forma, os timócitos bem sucedidos na expressão da molécula completa de TCR (cadeias ab ou gd) são submetidos a dois processos diferentes de seleção – positiva e, depois, negativa. As células T são selecionadas positivamente, em termos de utilidade, baseados na ligação do TCR com o complexo de MHC (restrição pelo MHC) e negativamente para auto-antígenos, contra a auto-reatividade. O próprio (self) imunológico compreende todos os epítopos (determinantes antigênicos) codificados pelo DNA do indivíduo, de modo que todos os outros epítopos sejam reconhecidos como não-próprios”.
Resumindo: Será que a epidemia de doenças auto-imunes não está até certo ponto relacionada com o excesso de vacinas aplicadas na infância, a maioria tão inúteis quanto desnecessárias; além da sobrecarga de quantidade e de espaço-tempo?
Será que a sobrecarga nos registros do sistema imunitário (até o fim da existência nosso organismo vai tentar colocar o trabalho em dia; finalizar tarefas começadas), associado ao estilo de vida (estresse crônico) não responde por boa parte das doenças epidêmicas da modernidade?
Segundo pesquisadores, os sintomas da vacinose em humanos (eles tentam não nos confundir com cobaias; porém quase nunca conseguem nos diferenciar entre ratos e coelhos), podem incluir febre, convulsões e outras sérias queixas na forma de crises agudas imediatas ou na forma de predisposições, podendo produzir sintomas mais severos após meses ou muitos anos da inoculação da vacina. Claro que, em muitos casos, a responsabilidade por tal quadro crônico, cairá sobre outras causas ou será considerada genética pela medicina ortodoxa tradicional (nós não fomos vacinados contra doenças morais como a falta de responsabilidade).
Seus estudos mostram que, dentre outros fatores ainda nem sonhados, os efeitos crônicos da moderna imunização produzem três síndromes associadas com danos cerebrais, identificadas em humanos: Síndrome Pós Encefalite (PES), Encefalite Pós Vacinal (PVE), e Dano Cerebral Mínimo (MBD). Todas estas três síndromes vêm sendo associadas ao grande incremento de autismo, dislexia, hiperatividade, dificuldades de aprendizado e desordens neurológicas, a partir da introdução de programas obrigatórios de vacinação humana em todo o mundo.
Outros sintomas relacionam-se a processos alérgicos como atopia (doenças alérgicas de pele), rinite e asma; artrites, neurites, dor, paralisia muscular; otites crônicas recidivantes, conjuntivites; esclerose múltipla, mielite, desmielinização, convulsões; desordens tiroideanas (atualmente de cada 10 mulheres ao menos cinco ou seis já apresentam o problema), hepatite crônica, falha renal, cistite, doenças do trato urinário, disfunção do sistema imune e doenças autoimunes, assim como muitas outras afecções relatadas por médicos no mundo todo. Alterações nos padrões naturais de sono, de alimentação e comportamentais seriam também sintomas latentes da vacinose. Cada vacina apresenta sintomas agudos, latentes e crônicos dos quais somente os agudos a escola ortodoxa associa a efeitos vacinais.
De novo; perguntar não ofende:
O que nos reserva o futuro?
Será que a “epidemia” atual de doenças alérgicas e auto-imunes é fruto também da quantidade excessiva de vacinas, tanto fora de propósito quanto de época?
Como todas as outras; as pessoas em situação de mando não foram vacinadas na parte ética; daí, fazem questão de ignorar a lei de ação e reação – vivem ainda no mundo da mágica regida pelo destino, sorte, azar ou condenação pelo DNA herdado. E nesse mundo de fantasia, a conexão entre os eventos distantes (vacinação) e eventos recentes (novas doenças) não são vistas pela medicina oficial como eventos relacionados. Mas, daí a importância do raciocínio crítico nas pesquisas; segundo vários autores cientistas, cada vacina tem o potencial de produzir uma síndrome insidiosa de sintomas algo similar à doença da qual foi feita, produzindo enfermidades iatrogênicas (produzidas pelo próprio tratamento) das mais diversas.
Há riscos graves associados a cada vacinação e numerosas contra-indicações que tornam as vacinas arriscadas para a maioria das crianças. Entretanto, aplicamos as vacinas rotineiramente sem informar os pais sobre os riscos e sem determinar se a vacina é contra-indicada para a criança. Nenhuma criança deveria ser vacinada sem esta determinação. No entanto, formam-se rotineiramente nos postos grandes filas de crianças para serem vacinadas sem que se pergunte nada aos pais!
Os inúmeros riscos a curto prazo gerados pela maioria das vacinas são conhecidos (mas raramente explicados). Ninguém, porém, conhece as conseqüências a longo prazo causadas pela injeção de proteínas estranhas no organismo das crianças. E, o que é ainda mais absurdo, não se faz nenhum esforço para descobrir.
Perguntar não ofende:
Será que o aumento de casos de esclerose múltipla, esclerose amiorófica lateral são rescaldos da sobrecarga da vacina antipólio?
Crescem as suspeitas de que a vacinação contra doenças da infância, relativamente inofensivas, sejam responsáveis pelo grande aumento de doenças auto-imunes desde que as inoculações em massa foram introduzidas. São doenças graves, como câncer, leucemia, artrite reumática, esclerose múltipla, esclerose amiotrófica lateral (ALS), lúpus eritomatoso e a síndrome de Guillain-Barré. A doença auto-imune é uma condição em que os mecanismos de defesa do organismo não conseguem distinguir entre invasores estranhos e tecidos normais. Como conseqüência, o organismo começa a se destruir. Teremos trocado pólio, caxumba e sarampo por esclerose múltipla e lúpus?
Devemos questionar, pois é provável que seu pediatra não se lembre de alertá-lo sobre eles. Menos mal; a controvérsia sobre a vacinação que está se travando na comunidade médica não passou despercebida pelos meios de comunicação. Um número cada vez maior de pais está deixando de vacinar seus filhos e enfrentando as conseqüências legais. Pais, cujos filhos foram permanentemente lesados por vacinas não aceitam mais esse fato como destino e estão entrando com processos contra os fabricantes das vacinas e os que as aplicaram. Alguns fabricantes pararam de fabricá-las e outros estão, a cada ano, ampliando a lista de contra-indicações ao seu uso.
VACINAR É PRECISO:
Para proteger os que se atrasaram no raciocínio crítico.
Porém, conscientizar é urgente.
Será que, no andar da carruagem, nosso sistema imunitário não se tornará tão sem vergonha quanto nossa mente no sentido de repetir escolhas inadequadas?
Mais adiante iremos questionar as razões pelas quais desprezamos a vacinação ético -moral.
Mas, como aperitivo para momentos de reflexão (a verdadeira vacina): “filho criado; trabalho dobrado”. O pior é que é vero; a própria realidade – Mas especialmente por que vivemos sob o domínio de mentes estranhas, quase sempre tão ou mais doentias do que a nossa. Por exemplo: quando temos filhos pequenos, nossa preocupação é com doença, morte, perda - daí, nós nos submetemos aos cientistas cada vez mais adeptos de sofisticações inúteis e desastrosas em evitar doenças físicas. Mas nos esquecemos das doenças éticas e morais – qual o problema maior? – um filho com sarampo que, se não atrapalharmos com remédios, se resolve em poucos dias; ou um filho drogado, outro preso como ladrão explícito ou detentor de mando; Ou pior ainda, os que no auge do exercício do poder escapam da justiça em 3D para serem processados como assassinos das oportunidades de muitos pela própria consciência no seguir da evolução...
Claro que vacinar em todos os sentidos é preciso – Mas, sabe o leitor que há infecções fluídicas ou eletrônicas geradas pelo pensar, sentir e agir? – qual delas é mais importante?
Concluindo:
Vivemos num mundo de dúvidas entre polaridades; daí toda forma de imposição de pontos de vista; científicos ou não; representa perigo.
>
Assinar:
Postagens (Atom)
Livros Publicados
Não ensine a criança a adoecer
Pequenos descuidos, grandes problemas
Quem ama cuida
Chegando à casa espírita
Saúde ou doença, a escolha é sua
A reforma íntima começa no berço
Educar para um mundo novo