sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS FILHOS EM NOSSA VIDA?

FILHO - ACIDENTE DE TRABALHO.

Vivendo e aprendendo. Próximo ao meu local de trabalho, um prédio de médicos, dentistas e profissionais voltados para a saúde – Centro Médico - há uma dessas casas de massagem (disfarce para a prostituição) – gosto muito de puxar prosa e ouvir - dia destes, voltando do almoço, recolhi material para pensar e repensar muito. Ouvindo o pessoal que trabalha ali no prédio, pesquei a seguinte conversa: - Sabe aquele lugar assim - assim? – Pois, é vi duas crianças brincando na varanda, agora mesmo na hora do almoço – que horror! - Imagina a situação de uma mãe que é obrigada nas férias a levar a criança para o serviço! E outros comentários foram feitos, na base da chacota: - Vai ser um grande juiz de futebol! Um famoso político!... Mas, dentre todos, que nem vou me ater a eles; um me deixou muito pensativo e pesaroso: - Quem sabe o nome da criança seja: acidente de trabalho! – Vai dar em bolsa – família ou alguma coisa parecida...
Comecei a pensar, e até começar a atender os pacientes da tarde; questionei a paternidade e maternidade. Quantos de nós fomos desejados e planejados? – Questionei minha situação; por que tivemos quatro filhos? – Fomos chamados de irresponsáveis pela família – Não sei explicar; a meta era dois filhos; não fomos descuidados; mas vieram mais dois – Será que se fossem apenas os dois planejados teria sido mais fácil educá-los? - Na maior parte das concepções; planejamos ou procriamos? – Será lei de resgate ou falta de responsabilidade? – Quem cria um cria dez? – Criar (manter vivo) é a mesma coisa que educar? – O que é educar? – Estou dando chance para espíritos reencarnarem? - Ou estou ajudando a poluir o planeta com espíritos que serão deportados para outros orbes de qualquer forma? – A maternidade e a paternidade irresponsável será o ralo do umbral grosso? – Nem sempre; pois conheço pessoas que praticamente foram concebidas como acidente de trabalho; mas, que se mostraram valorosos espíritos a serviço do bem – claro que em termos estatísticos; as crianças que se criam em lares melhor constituídos têm mais chance de uma vida digna e produtiva.
A idéia desta conversa é reavaliar a importância de nossos filhos em nossa vida – em que lugar eles estão na escala de prioridades?
Confesso que ando meio sensível e chorão; mas, me coloquei no lugar daquela mãe que, com certeza não se orgulha da sua profissão; e teve que levá-lo consigo; claro que provavelmente não tem com quem deixar seu filhinho; e nesta época de férias as creches fecham – vale a pena começar um movimento para que continuem funcionando sem parar – pois, quem deixa filhos em creches é por que não têm outra opção. Mas, o que teria eu feito no lugar dela? – Abortado ao saber que estava grávida? – Jamais, ser contrário a ele já está no meu DNA – o que está feito, está feito, vamos em frente – Deixá-lo com pessoas que não conheço? Só dentro de casa? – Acorrentado? – Enfim, há muitas possibilidades de aprendizado e de mudança de atitudes com relação ás outras pessoas, suas dificuldades, dores, erros e acertos; se usarmos o recurso da projeção e da empatia (colocar-se no lugar do outro). E daí, amigo leitor; o que faria você? – Melhor ainda; o que faz de sacrifícios (nada ou pouco a ver com $ ou tempo) para educar os seus?
Paz.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

AINDA HÁ ESPERANÇA PARA AS CRIANÇAS E OS JOVENS

APESAR DOS ADULTOS DE HOJE:
Minha fé na natureza humana ainda deixa a desejar; confesso que ás vezes, eu me permito entrar em depressão; claro que, em virtude de alguns dos meus defeitos de caráter: impaciência, intolerância, falta de fé. De mim mesmo e de boa parte dos adultos já abri mão das expectativas; os que ainda mantêm acesa a chama de crer num mundo renovado são as crianças e os jovens. E assim, aos trancos e barrancos sigo em frente; duvidando da validade do meu projeto de vida: transmitir aos outros minhas vivências pessoais e de trabalho como médico de famílias. Educação segundo uma pedagogia de valores me parece a única alternativa para um mundo melhor; mas, raras pessoas dão alguma importância a isso de forma real. Mas, volta e meia recebo sinais para não esmorecer. Esta semana recebi um presente. Explico; segundo a lei de sintonia recebi uma jovem paciente de 13 anos enviada por uma paciente de muitos anos psicóloga que a atendia; por acaso, ela estuda numa escola dirigida por antigas pacientes. O histórico: atitudes inconvenientes na escola e no dia a dia, com graves situações que envolviam a sexualidade; desprezo á autoridade e a si própria (obsessão por piercings, tatuagens etc.); agressividade latente e até física com relação a familiares, colegas e pessoas – vários abaixo assinados foram feitos para que fosse expulsa da escola como já havia ocorrido em outras ocasiões – enfim, um caso perdido. Minha primeira impressão foi de impacto (não sou médium; mas, senti a presença de obsessores poderosos na esfera sexual – a família não ficava atrás (era difícil avaliar quem precisava mais de socorro). Feito o diagnóstico homeopático e de florais medicamos – quanto ao diagnóstico espiritual, a família já estava em tratamento (ineficaz) – recomendamos outros “profissionais da espiritualidade”; para nossa surpresa, a família seguiu a recomendação e manteve-se em tratamento; mês a mês a diferença foi se tornando patente – eles se deram alta do consultório – Mas, vez ou outra nos encontrávamos no PS espiritual – ela, a mãe e a avó mantinham-se firmes no tratamento; a sensação era de mudança radical - não sei mais o que rola na vida em família e no dia a dia; mas, a informação (notícia) que recebi da direção da escola me animou. Na última festa de fim de ano, essa odiada menina, bolou e executou uma apresentação de conteúdo fantástico, a ponto de pais que haviam pedido sua exclusão da escola ou retirariam seus filhos, derramarem-se em elogios e parabenizaram a direção da escola pela sua paciência e trabalho; pois identificaram nessa menina um exemplo de construção positiva para seus filhos e filhas. De quem foi o mérito? – Na minha humilde forma de ver da mãe e da avó; depois da direção da escola que resolveu abrir mão da parte financeira (ameaça de perder alunos por mantê-la; apostando nas convicções de educadores) – Quanto ao papel da psicóloga o meu e o da espiritualidade é minúsculo; apenas estamos á disposição – tal e qual o caso dela; a muitos é recomendado cuidar do corpo e do espírito – mas, quem persistir tem resultados dos desistentes o futuro dará conta.
A idéia básica é relembrar os leitores: a quem muito for dado; na mesma proporção será solicitado. Imaginemos, se no meio desta tarefa alguém tivesse desistido – qual seria o destino deste espírito nesta existência? – Quantas crianças e jovens desta Geração Nova e aura multicolorida do final dos tempos estão á mercê da nossa boa vontade e preconceitos?
Solução? – APRENDER A COMPARTILHAR A REFORMA ÍNTIMA.

sábado, 10 de janeiro de 2009

FIM DA GORDURA LOCALIZADA

De vez em sempre, me irrito com as armadilhas de pegar cobaias (tadinhas); mas, bem que elas merecem pagar bem caro $ pela preguiça de pensar; pois quanto mais gordinha for a conta bancária; mais saborosa é a carne (ou a gordura) da cobaia. A síndrome de Joãozinho e Mariazinha engordados pela bruxa (família e seus valores) para serem devorados; continua com a corda toda na atual sociedade de consumo. Meu lado sombra e meu lado luz vivem em conflito (graças a Deus) – na profissão ás vezes me envergonho de ser médico e noutras me orgulho – creio que em todas as profissões o dilema seja parecido; talvez menos nos FP.
Mas, vamos ao que interessa neste bate papo. A notícia com a qual me deparei:
Fim da gordura localizada?
Ter, 06 Jan, 04h49
(Matéria atualizada em 10 de janeiro de 2008)
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O 15º Congresso Internacional de Medicina Estética, realizado recentemente na Bahia, apresentou um novo tratamento, o Ultracavity, que promete não deixar a gordura retirada voltar e ainda tratar a celulite. O aparelho, por enquanto, é exclusividade da clínica da dermatologista Fabiana Pietro, pós-graduada em Medicina Estética e professora da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.
Com a chegada do verão, aquelas indesejáveis celulites e gorduras localizadas, responsáveis pelos famosos "pneuzinhos", barriguinha e culotes, podem ser um tormento na hora de colocar um biquíni ou sunga. Quem pensa que só as gordinhas sofrem desses vilões estéticos está enganado – as magrinhas também padecem com estes problemas.
"A medicina estética apresenta anualmente novidades em tratamentos e equipamentos para resolver estes e vários outros problemas de pele", diz. "O Ultracavity reduz a gordura localizada através da cavitação, isto é, fenômeno eficaz e seguro que provoca ´milhares´ de furinhos na célula adiposa, resultando eu uma absorção e eliminação pelo nosso organismo, sem o risco de a gordura voltar ao local", explica Dra. Pietro.
Só no alvo
A tecnologia do Ultracavity age seletivamente somente nas células gordurosas, preservando as outras. Uma quantidade de energia pré-determinada é convertida em minúsculas bolhas de ar no tecido gorduroso, que, ao se deslocarem, provocam pequenos furos nas células adiposas, fazendo com que elas percam sua estabilidade e constituição. Como a energia é liberada em pulsos, não existe elevação significante de temperatura, portanto, não há risco de queimaduras.
"Os pacientes que procuram tratamentos, principalmente para acabar com as gorduras localizadas e celulites, buscam novidades que dão resultados rápidos, seguros, sem dor e, de preferência, que não utilizam agulhas e cânulas", diz a médica. A lipoaspiração, por exemplo, é uma técnica cirúrgica que surgiu nos anos 80 e foi um dos procedimentos bastante realizados na retirada de gordura através de cânulas com furos conectadas a um sistema de vácuo, que são introduzidas por incisões (de 3 a 5 mm).
"Participo de todos os congressos de estética. Realmente, percebi que a aceitação do Ultracavity foi muito grande na comunidade médica. Além de eliminar eficazmente a gordura, esta nova técnica pode ser utilizada no combate à celulite, apresentando ótimos resultados também, uma vez que, ao dissolver o excesso de gordura que dá a irregularidade nas pernas, por exemplo, o aparelho uniformiza os contornos destas áreas, melhorando muito rapidamente o aspecto de ´casca-de-laranja´".
Em todo o tecido gorduroso de nosso organismo, há um tipo de receptor que dificulta a queima de gordura. Assim, quando ocorre um aumento de peso, provoca-se um acúmulo destes tecidos, o que torna extremamente difícil eliminar as células gordurosas, mesmo com atividade física, porque este receptor, chamado alfa 2, aumenta também em quantidade. Ou seja, mais receptores alfa 2 dificultam ainda mais a queima destas células.
Esta nova técnica de cavitação tem mostrado excelentes resultados e é a grande febre do mundo todo. Agora, já está disponível para os brasileiros. "Os pacientes têm aprovado porque eles podem voltar as suas atividades do dia-a-dia normalmente", completa a dermatologista. Após três sessões, os resultados podem chegar à diminuição de oito centímetros. O tratamento, indolor e sem hematomas, pode ser feito em até seis sessões.

Gostaria de não precisar comentar nada – mas, não resisto – vou tentar me conter. O nome é significativo “Ultracavity” – Caramba! Bela jogada de marketing para pegar cobaias; de onde vem? – O que me deixou mais estupefato foi a pontaria do negócio – putz; só acerta a célula gordurosa e, ainda por cima; produz milhares de furinhos por onde a gordura se esvai e se dirige ao infinito; sublimada num ato magnífico digno de um Hodini (será que é assim que se escreve o nome do cara?); pois, ela nunca mais volta – mesmo que a cobaia continue sedentária, coma tudo errado e continue estressada, de bobeira. A exclusividade é um ponto que ao invés de alertar as cobaias para possíveis picaretagens – é objeto de desejo de consumo das cobaias magras ou gordas; objeto principal deste fantástico estudo que proporcionou um aparelho digno de entrar para a história da auto-estima e da imagem vencedora. Confesso que tive que ir ao dicionário para entender o fenômeno da “cavitação” – segundo o Aurélio: Cavitação – sf. Formação de cavidades, preenchidas por vapor ou gás, no interior de um líquido em movimento ou de uma interface sólido-líquido. ???? Acho que nem os ETS conseguem esse inútil milagre; transforma células gordurosas em bolhas de ar – será que tem a ver com um aparelho de ultrasom chamado “Cavitron”? – Eu chamaria o negócio de “cavouqueiro”; mas, isso é mais o estilo da lipoaspiração. Caramba! Quando se fala que não há risco de queimaduras, na cabeça das cobaias logo vem á mente a famigerada “queima de gorduras”. Aleluia, a era do milagre chegou! Adeus pés de galinha, pele de casca de laranja; modelito de berinjela para os mais escurinhos e de pêra para os mais clarinhos.
Segundo os controladores das cobaias; você não precisa corrigir a dieta; nem exercitar o corpo físico; muito menos reavaliar valores e eliminar o estresse. Vale a dica: procure saber; pode até usar a NET; a respeito do cortisol e o que esse hormônio ligado ao mecanismo de ataque e defesa. Só para começar. Depois, posso fornecer o endereço de um borracheiro da hora e confiável para recauchutar seus pneuzinhos – mas enquanto isso, não esqueça de calibrá-los ao menos uma vez por semana. Já para a falta de simancol; nem Deus pode nos ajudar.
Boas férias - sem pneus furados nem barriguinhas murchas...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

DOENÇA: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

Todos os dias eu recebo novos pacientes para tratar; e boa parte das vezes; o inicio da conversa, é mais ou menos parecido: O que me conta? – Bem doutor, eu estou com um problema (alguns relatam mais de um) – boa parte chega com uma pasta de resultados de exames (problemas). Ouvimos e checamos; o diagnóstico real deve ser repassado aos poucos; pois, quase sempre o chamado problema é a solução para a manutenção da vida. Não é fácil substituir conceitos, dogmas e crenças gerados pelo atual sistema de diagnóstico e tratamento (descobertas ocasionais de exames ás vezes desnecessários detonam com a qualidade de vida de muitas pessoas que viveriam mais tempo e com mais qualidade; caso não soubessem serem portadoras de alterações até genéticas). Quando é possível instigamos o paciente a redefinir seu conceito do que seja um problema. Antes de continuar, vale conceituar para tentar uniformizar o que seja um problema para nós. Pois seus problemas podem ser soluções ou lições para mim e vice versa; embora muitos possam ser comuns tanto como problemas como soluções. O que são problemas? - Repetimos tantas vezes a palavra problema que se faz necessário, antes; conceituar o que seja. Utilizemos uma das definições do dicionário: “tudo que é difícil de explicar, tratar, lidar, etc. Vamos agregar a ela o conceito tempo/espaço da relatividade, o que pode criar o conceito de quase/problema ou até mesmo uma solução. No dia a dia vivemos o imediato e isso que gera o impulso de perceber determinadas situações como um problema. Se nossa visão de mundo fosse mais abrangente, capaz de aglutinar num mesmo momento: passado/presente/futuro, a mesma situação poderia ser vista e sentida como a solução necessária. Exemplo: situações que hoje parecem injustiça; elas são apenas a exata aplicação da justiça ou lei de causa e efeito. Sem retroceder muito no tempo analisemos a situação de uma pessoa que se queixa de que não tem “sorte” nas suas relações afetivas, todas as pessoas se vão; ela esquece que, durante um bom tempo cultivou o hábito de seduzir pessoas, achando-se com isso o máximo; quando as pessoas se apaixonavam por ela eram logo abandonadas. Seu problema atual nada mais é do que a solução para que aprenda a respeitar os sentimentos dos outros. Essa a solução encontrada pela vida para educá-la. Problemas sugerem dúvidas, indagações, vamos criar algumas dúvidas possíveis e tentar equacioná-las.
Qual a diferença entre problema/real e problema/fictício?
Exemplo: duas pessoas estão com problemas financeiros. As duas estão sem dinheiro para adquirir alguma coisa que precisam. Uma delas precisa dele para trocar o carro velho por um mais novo. A outra precisa para pagar uma dívida, e está sendo ameaçada, desesperada rouba, é pega em flagrante e vai presa. O problema da primeira é um quase/problema, pois a situação pode ser adiada e ela pode cuidar melhor do carro velho; já o da segunda é palpável, porque o fato de estar sem dinheiro para quitar a dívida tornou-se um problema/real, pois, gerou efeitos; ela perdeu a liberdade, foi para a cadeia.
Pode haver algum tipo de relação entre um problema físico e um problema psicológico?
Sim e não, depende da interpretação que se dá à situação. Exemplo: duas pessoas; não tem um dos braços (problema físico) que pode gerar um problema psicológico, isso depende de que forma a pessoa racionaliza o fato. A maneira de interpretar faz a diferença e determina atitudes e condutas diferentes. No exemplo citado, para um deles o fato de não ter um dos braços é um problema insolúvel que gera uma sensação de não aceitar e de sofrer; no entanto o outro pode encarar a situação como uma oportunidade capaz de ajudá-lo a desenvolver a força da vontade de superar-se.
Reagir de uma forma ou de outra não é nem melhor nem pior, pois uma situação psicológica deve ser entendida como uma situação num dado momento; já a situação de vida é mais constante e persistente que a situação do momento psicológico que pode ser modificado com mais facilidade. Cada pessoa num determinado momento age e reage da forma que é a melhor possível para ela naquela circunstância. A situação de vida faz parte e influencia o comportamento, mesmo que isso não seja percebido.
Existem problemas sem solução?
Um problema é algo dinâmico e não estático no tempo e no espaço; para uma mesma pessoa, no presente é problema daqui a pouco segundo novos valores e conceitos pode não ser mais.
É possível, medir, quantificar problemas? O que seriam problemas/maiores e problemas/menores?
Os primeiros seriam aqueles para os quais a maioria não consegue identificar soluções, já os segundos seriam os que para alguns a solução já é possível e até fácil de ser encontrada.
O que seria um problema/paradoxo?
É problema para uma pessoa que pode ser interpretado como solução para outra ou simplesmente uma lição a ser aprendida. É o caso do problema/auxílio que funciona muito bem na doença, que é sempre um mal menor evitando um maior. Ou o problema/distração que também pode ser exemplificado pela doença: num determinado momento da sua vida algumas pessoas estão sendo tão “daninhas” aos seus interesses evolutivos e aos das outras pessoas que a cercam, que a natureza lhes “arruma” uma doença para que se distraiam. Observe quantas pessoas conhece cuja vida não serve para mais nada, do que correr atrás de médicos, de exames, etc.
Qual a diferença entre as conseqüências de um problema real para um imaginário?
Nesse caso também é a interpretação que vale; mas as conseqüências independem se o problema é concreto ou não. Exemplo: alguém está com fome, isso é um problema concreto: dor no estômago que só desaparece quando come. No entanto, se uma pessoa acha, presume que está sendo traída e com o orgulho ferido, torna-se: infeliz, doente ou com insônia, tanto faz que esteja ou não sendo traída...
Que diferença pode trazer na qualidade de vida da pessoa a mudança do conceito de problema para lição?
Pode fazer toda a diferença entre sentir-se feliz ou infeliz. Observemos um detalhe: a polaridade razão/emoção. Se colocamos o rótulo de problema numa determinada situação; podemos interpretá-la segundo um enfoque onde predomina a emoção ao invés da razão e o medo pode tomar conta, o que pode retardar a solução ou complicar a situação, pois quando dominados pela emoção agimos segundo um padrão de impulsos pré/determinados.
Ao rotularmos a situação como uma lição a ser aprendida, normalmente a razão assume o comando, o que permite uma nova interpretação da ocorrência e o controle das emoções, o que pode facilitar o êxito ou resolução.
Aceitação e consolo resolvem problemas?
Sim e não. Podem resolver os psicológicos que dependiam de um estado de sentir-se ou da interpretação do momento. Mas, dificilmente podem resolver os que decorrem de uma situação de vida, atenuá-los sim, torná-los mais suportáveis sempre é possível em qualquer um dos casos.
Problema implica em sofrimento?
Relativamente, pois depende do momento psicológico do indivíduo e da interpretação que lhe seja dada.
Reflexão:
Anote:
- Qual conceito de problema costuma usar na interpretação das ocorrências do seu dia a dia. Esse conceito é seu, é interpretação sua de verdade ou são conceitos copiados das outras pessoas?
- Verifique no que considera como seus problemas, o quanto eles representam sua condição de “Maria vai com as outras...”, um mero seguidor de moda..
- Diante de uma determinada situação, se alguém lhe diz ou sugere que você está com um problema, seja de forma direta ou indireta, você acredita prontamente? Incorpora isso, como uma realidade sua? Exemplo: quando assiste ao noticiário da televisão e ouve que a Bolsa de Valores; não sei de que lugar caiu um tanto de pontos e que a taxa de juros vai subir ou descer, isso é colocado como um grave problema, às vezes. Até que ponto isso influencia sua forma de sentir-se bem ou mal, triste ou depressivo, motivado para a vida ou desmotivado para viver?
Continue a anotar:
a) Redefina o conceito de problema. Mesmo que isso não te pareça no momento muito importante pode ser um fator decisivo entre continuares vivo ou te tornares um morto/vivo Depressivo, Angustiado, ou em Pânico.
b) Identifica o que rotulas como teus problemas pessoais e teus problemas familiares. Consegues separar uns dos outros? Se tens problemas; tua família também tem problemas?
c) Separa o que são teus problemas psicológicos íntimos do que são teus problemas de vida interativa.
d) Consegues identificar a forma de resolvê-los? Quais podem e quais não podem ser resolvidos? Em que prazo? e) Verifica tua capacidade de aceitar cada um deles.
Não tenha preguiça de escrever, pois isso pode tornar-se; um grande problema.
Se há problemas; eles têm sua origem em algum lugar, em algo ou em alguém. De onde vêm nossos problemas? Antes de prosseguirmos vale a pena estudar o conceito de sofrer: O que é o sofrimento? Sofrimento é uma interpretação de determinada situação, que só existe na cabeça do ser humano. Animais apenas podem sentir dor física. A dor não alimentada pela interpretação é um tipo de sofrer extremamente passageiro. Uma das criações mais eficientes do candidato a ser humano para a própria evolução foi o conceito de sofrer, que depende de dois fatores: em primeiro lugar está a não aceitação do momento presente, que num paradoxo foi por nós mesmos idealizado ontem (o presente é sempre a materialização das escolhas de antes), e hoje escolhemos o que se concretizará amanhã e, isso parece birra de criança ou não?. Em segundo lugar, está o apego, o achar-se dono de..., sem nada ter feito para..., simplesmente: é meu, é meu, sou dono. Que coisa imatura e inconseqüente; pois, nos achamos donos do que não idealizamos nem criamos: o planeta, as pessoas, os bens materiais, os títulos sociais ou tentamos tornar perene sensações de prazer até o limite da dor? O absurdo dos absurdos para o “deus humano” é carregar, trazer para si o sofrimento dos outros.
Retornando ao assunto, para algumas pessoas é fácil mostrar que sua gastrite, por exemplo, é a solução para frear o apetite compulsivo, a obesidade mórbida, o diabetes; além de desenvolver a paciência, tolerância, raciocínio crítico; enfim continuar vivo mais algum tempo; escapando um ouço do suicídio inconsciente...
Redefina seus problemas...
Paz.

domingo, 4 de janeiro de 2009

APRENDER A LER OS SINAIS - ESCORREGÕES VERBAIS

Ao escrever o artigo anterior; mal sabia o que me aguardava:
Vale a pena prestar atenção aos sinais que a vida nos envia o tempo todo; em especial no inicio de cada novo ciclo de aprendizado. Errando e aprendendo é uma dolorosa verdade; melhor seria aplicar o conceito de Jesus: vigiar muito para errar menos. Vou dividir com os amigos do bloog os sinais que me foram enviados para ficar esperto em 2009. Talvez seja meu ano de cuidar dos escorregões verbais, dos impulsos não contidos e das idéias mal colocadas que podem magoar ou incutir medo nas pessoas. Ele mal começou e já paguei dois micos; fui obrigado pela reflexão a um pedido de desculpas e um pedido de perdão a pessoas a quem tenho muito respeito, carinho e gratidão. Sempre procuramos nos justificar – preciso ficar atento a este vício durante este ano/ciclo – as justificativas que usei: a intenção era boa; a forma foi um desastre; não servem; pois como diz o ditado: de boas intenções o inferno está cheio. Quando estamos atentos, percebemos as verdades; e esta é dolorosa: melhor perdoar do que ser perdoado – antes de usarmos a reflexão com persistência, não entendemos bem; achamos que perdoar é muito difícil e sofrido; quando não; é exatamente o contrário; ser perdoado fere muito nossa vaidade, orgulho e até o sentimento de valia ou auto-estima.
Vamos usar meus micos para refletir um pouco mais sobre perdoar e ser perdoado; desculpar e ser desculpado – desenterrando velhos escritos; com certeza; não aprendidos pelo autor:
Desculpar-se é a mesma coisa que pedir perdão?
Há diferença entre um pedido de desculpas e uma solicitação de perdão, que nem sempre é percebida pelas pessoas viciadas em se desculpar; em virtude desse hábito, costumam fazer tudo malfeito, não costumam se responsabilizar pelos seus erros, pois contam com o infalível álibi do pedido de desculpas; até que um dia se defrontem com alguém que não as desculpe e que lhes sirva de corretivo. Nessa situação, costuma julgar o outro como um carrasco e magoam-se, às vezes, até retaliam.
Originalmente o pedido de desculpas não é resultado de uma reflexão mais profunda a respeito do ocorrido e geralmente acompanha uma falta ou uma ofensa não intencional, uma imprudência, um descuido, um quase acidente. O pedido de perdão é algo mais profundo que segue uma reflexão, e na maior parte das vezes, origina-se de uma falta mais grave ou uma ofensa mais profunda acompanhada da intenção de reparar.

O que significa aprender a pedir perdão?
Desculpar-se, qualquer um se desculpa.
Pedir o perdão é um exercício de humildade (pois, o orgulho e a vaidade são tumores espirituais bem enraizados e a cirurgia moral que envolve o pedido de perdão, traz junto um pós-operatório sofrido).
Ser humilde significa ser sábio e também ser forte, conhecedor de suas possibilidades, e de suas limitações. Implica em desenvolver a coragem. Portanto, aprender a desenvolver a capacidade de pedir perdão reflete no fortalecimento de uma série de virtudes interligadas. Algumas pessoas pedem perdão como se estivessem pedindo desculpas ou até como se estivessem fazendo um favor àqueles a quem ofenderam. Falam em ser perdoados, mas não há nelas um sentimento de arrependimento verdadeiro, condição primeira de conduzir à reforma do padrão de atitudes.
Aqueles que ainda são incapazes de pedir perdão precisam exercitar o raciocínio para se tornarem mais sábios e desenvolver a coragem de expor suas próprias necessidades e limitações para que não aprendam do jeito mais difícil que é através da dor ou do sofrimento que humilha.

Não basta pedir perdão?
Aprender a pedir perdão implica em profunda reflexão seguida da intenção de modificar-se a si mesmo e à situação. Para que isso se efetive o pensar/sentir/agir devem estar alinhados dando o primeiro passo que é a intenção de reparar. Na seqüência a intenção deve ser traduzida em ação; ou seja, na mudança do padrão de atitudes.
É preciso que nos preparemos para sermos perdoados de fato, porque palavras não seguidas de atitudes não têm a capacidade de sensibilizar aqueles a quem ofendemos.
Para desenvolver a capacidade do amor é preciso aprender a transitar pela estrada do perdão que é uma via de mão dupla, perdoar num sentido e ser perdoado no outro para não andar na contramão da evolução que pode causar o desastre da dor e do sofrer. Aprender a pedir perdão implica em desenvolver a capacidade de perdoar. Uma não existe sem a outra.

Exercício de reflexão.

“Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” – é uma verdade relativa; muito relativa – pois, mesmo as mãos amigas se cansam...
Não entendi os sinais que dei a mim mesmo ao ceder ao impulso de trabalhar em meus escritos nas vias de comunicação com os amigos a respeito do perdão e da cooperação. Na verdade era um auto-aviso, quando falamos ou escrevemos o fazemos a nós mesmos – É processo de projeção. Um dos efeitos colaterais do perdão solicitado ou não; é a culpa ou remorso e, só há um remédio: a prática do bem sem cessar e a mudança no padrão de atitudes, sem essa atitude; nada feito.
Sei o que se passa na cabeça das pessoas a quem escandalizei: “Américo, você não aprende! Que vontade de te dar um soco!” – devo ficar esperto e não levar isso na brincadeira; pois, se não vigiar muito – corro o riso de levar mesmo um soco – claro que não dessas pessoas. Mas, o pior de tudo: perder a confiança e o carinho dos amigos...
Paz.

Livros Publicados

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Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

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Quem ama cuida

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Chegando à casa espírita

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Saúde ou doença, a escolha é sua

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A reforma íntima começa no berço

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Educar para um mundo novo

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