SE JÁ COMEÇOU A SENTIR MEDO DE SENTIR MEDO; VIXEMARIA
PARTE 1
Pessoas tristes, angustiadas, em depressão, sob o domínio de
um medo tão intenso que cause pânico sempre houve em todas as épocas; apenas,
nunca como atualmente.
Antes, para nos sentirmos assim, quase sempre havia uma
explicação lógica, um fato palpável; hoje, boa parte dos que se sentem dessa
forma não conseguem arrazoar com clareza os motivos.
A sensação de que nós ficamos mais lentos a cada dia;
tentando viver num mundo onde a rapidez é a tônica; nos deixa assustados e, a
cada dia que passa (tão rápido), sentimos mais dificuldades para cumprir com
nossos afazeres, responsabilidades, divertimentos e prazeres. É como um tipo de
paralisia que nos dificulta viver, sufoca, trava, cala...
Primeiro nossa mente dispara, o cérebro não obedece ao
comando de parar e as idéias nos atropelam; daí, começamos tudo e não
finalizamos nada; então travamos.
E já estamos travando de muitas formas.
No terreno da afetividade quantas pessoas a chorar sem
claros motivos.
No campo psicológico, tristezas, medos e angústias
inexplicáveis.
O corpo está cada dia mais pesado, dolorido e doente.
Aumenta a cada dia o número de desadaptados e pouco úteis
para si e para o mundo.
Por que será que tentamos desistir de continuar a incrível
experiência da aventura de viver?
Estaremos doentes, frustrados, desalentados, enfadados,
entediados de tentar descobrir se preferimos o bem ou o mal, a razão ou a
emoção?
Ou tentamos adiar a escolha entre o ser e o não ser, entre o
viver e o morrer?
Será que optamos por aguardar sem decidir esperando no que
vai dar?
Temos muitas vontades, mas não sabemos do que.
Desejamos ir, mas não conhecemos o destino.
Será que não “despirocar” será sinônimo de sucesso em breve?
Quem poderá nos ajudar?
Continua a parte 2 em americocanhoto.blogspot.com


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