sábado, 2 de abril de 2011

O MÉDICO JESUS – QUAL É SUA ESPECIALIDADE?




Cá entre nós, os cristãos; durante nossa vida cansamos de ouvir que Jesus salva – Jesus cura.
Salva do quê?
Cura do quê?
Salva ou cura de quem?

Ao que tudo indica a principal especialidade do médico Jesus é a psiquiatria. Na sua primeira vinda Ele chegou com a missão de dar alta aos espíritos já em condições de levar uma vida cósmica normal; libertar aqueles já com possibilidades de se integrarem á comunidade da galáxia para atender aos desígnios do Pai.

A Terra é um manicômio multidimensional e ao mesmo tempo, uma Casa de Custódia que abriga perigosos facínoras que atentaram contra as Leis Divinas.
Vivemos num planeta situado na periferia da galáxia e que abriga em suas várias alas físicas e extra-físicas; desde “malucos beleza” que representam perigo apenas a si mesmos e gozam de relativa liberdade para desperdiçar tempo e recursos tanto pessoais quanto tecnológicos; quanto aqueles que precisam de mais isolamento em pavilhões mais guardados; outros precisam da solitária de segurança máxima encarcerados na própria mente.

Periodicamente os internos recebem permissão para gozar de certa liberdade e são liberados para a ala extra-física (desencarne); dependendo de cada caso, alguns, por bom comportamento, conseguem permanecer nessa região mais tempo aprendendo e preparando-se para uma atividade de labor programada e voluntária diminuindo a pena ao retornar ao cárcere do corpo físico (reencarnação); até alcançar a liberdade definitiva (alta ou ascenção).

Nem todos apresentam bom comportamento e boa vontade permanecendo “amotinados” em regiões da ala chamada umbral e são enfiados numa camisa de força (corpo físico) ás vezes com sérias e sindrômicas restrições de comunicação com os outros detentos.

A cura e a liberdade sempre vêm por mérito, através do bom comportamento e do trabalho em favor de si mesmo e da Instituição Estelar.
Essa Instituição é modelar como todas as outras do universo: igualdade de oportunidades e de deveres para todos; tolerância para quem demonstra boa vontade em melhorar.
Só tem alta quem quer e trabalha por ela.

Na sua primeira vinda á Instituição Gaia seu diretor clínico o Dr. Jesus; deixou de forma clara a prescrição para se atingir a cura e ter alta: O tratamento foi denominado Evangelhoterapia.
Um conjunto de medicamentos a serem tomados regularmente; juntamente com as outras prescrições de sanidade; e ás vezes pequenas cirurgias morais – dentre elas: cada detento é responsável pela limpeza e cuidados com sua cela (corpo físico) e com os arredores (meio ambiente).

Ele deixou bem claro que voltará para reavaliar caso a caso. Muitos terão alta; outros serão transferidos para outros presídios estelares; pois Gaia passará por profundas reformas e o número de detentos será reduzido; pois permanecerão apenas os que estiverem capacitados a colaborar na reforma programada; outros detentos de outros presídios estelares mais modernizados serão trazidos para cá para colaborar.

Segundo reportagens da TV Cósmica a situação entre os detentos aqui; não é das melhores, de acordo com os especialistas galácticos.
Quase todos apresentam o estigma da Neurose (competição) e da Psicose (alergia a responsabilidade – busca incessante de mudar o outro para justificar); a maioria apresenta atitudes de Personalidade Psicopata (disfarçadas no conceito de normalidade); atitudes esquizofrênicas predominam nos sistemas de crenças e no comportamento. O transtorno bipolar aumenta de forma acelerada; a capacidade de controle mental é mínima – A ansiedade e o medo grassam entre a população carcerária do planeta prisional como uma epidemia.

Os coordenadores do Presídio Estelar Gaia estão preocupados; pois a previsão anterior de que 2/3 seriam distribuídos para outros presídios ficou deveras comprometida.
Como medida preventiva, mais naves prisionais estão sendo requeridas para transportar os detentos – Há indícios de rebelião em outros presídios que não querem extrapolar a cota de recebimento de terráqueos, antes acordada.
O que fazer com os excedentes?
A esperança é que as mudanças que eles rotulam de catástrofes possa ajudar na cura.
A terapia do choque emocional frente a uma situação limite pode fazer com que muitos adquiram condições mínimas de continuar o tratamento na própria Gaia – como a que noticiamos em andamento na Ala Prisional que eles chamam de Japão.

Notícia de última hora:
As quadrilhas que vendem genéricos falsificados do medicamento “Evangelhoterapia” estão sendo desbaratadas pela PFC – aos que foram enganados, e desejarem, está sendo distribuída a vacina “Raciocínio Crítico” desenvolvida de forma emergencial pela Defesa Civil Cósmica estabelecida em Gaia.

A qualquer momento, notícias a respeito da volta do Dr. Jesus para finalizar essa fase do Planetinha Azul.

Os Mestres e Engenheiros Siderais responsáveis pela galáxia e por este Universo solicitam a todos que se mantenham em oração e vibrem pelo sucesso da volta do Dr. Jesus ao Presídio Estelar Gaia; pois o problema maior reside entre seus próprios servidores; como foi da primeira vez: O problema do egoísmo e do orgulho leva á deturpação dos objetivos. Lembram daquela mãe que pediu a Jesus para que seus filhos Apóstolos ficassem no comando e lucrassem com sua participação? Esse distúrbio chamado de “lobby” hoje é mais forte e perigoso do que da primeira vez: falsos profetas; adeptos das purezas doutrinárias...

Para finalizar o programa: Gaia em foco - da TV Cósmica.

Façamos a prece de encerramento:

Pedimos á Fonte Criadora.
Que os “desastres” íntimos e coletivos dos detentos em Gaia que estão por vir, possam sensibilizá-los e facilitar o trabalho da volta do Dr. Jesus; para a felicidade e a paz de toda a comunidade galáctica.

Qual é seu número de prisioneiro?
O meu é 05/11/51.

NAMASTÊ.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

“PENSO – LOGO EXISTO”?




Nós criamos ou destruímos através do pensar.

Estamos estagiando em 3D para aprender a pensar.
Que motivos nos levam a não fazê-lo; se a cada dia fica mais claro que todos nossos problemas e sofrimentos têm origem na preguiça de pensar?
Em 4D tudo é pensar e sentir quase instantâneo.
Quem imagina que a selecionadora aceleração atual com múltiplos focos a desviar nossa atenção, testando nosso controle mental, seja obra do acaso vai dar-se mal; nós estamos nos preparando para viver lá até que possamos alçar vôo para 5D.

Isso, pode parecer complicado, mas o problema reside apenas na nossa reduzida visão de mundo.
A dificuldade só existe quando se percebe a realidade apenas através dos sentidos físicos, sem raciocínio lógico.
Antes de Einstein era quase impossível abordar essa realidade, hoje é mais fácil. Sócrates foi um dos precursores do cientista e médico Jesus, Einstein foi um dos sucessores; há outros mais atuais...

Vamos caminhar juntos no raciocínio, e por partes:
• Aquilo que não vemos que não somos capazes de tocar nem de ouvir é imaginário ou não real? Antes de responder, lembre-se, não esqueça; que tudo é energia. A matéria é apenas um dos estados dela.
• Onde você está neste momento deve haver uma lâmpada elétrica e um interruptor. Movendo o interruptor para deixar fluir a corrente elétrica a lâmpada acende, não acende? A lâmpada que acende e apaga é real ou não? Bem, e a corrente elétrica que é conduzida pelo fio é real ou imaginária?
• Você seria capaz de acender a lâmpada usando o seu pensamento? Claro que não! Não se precipite, e diga: Ainda não, ainda não me capacitei para tal. É possível? Sim, é possível e é real. O potencial ou a energia potencial para essas intervenções já existe em cada um de nós, falta apenas dinamizá-la, aprender a usá-la e direcioná-la para aquilo que se deseja. Alguns grupos chamam essa capacidade de poder da mente, outros a denominam fé (recicle a sua com a máxima urgência).
• Então como posso acender a lâmpada usando a minha fé? Muito simples, é preciso concentrar a energia mental, dinamizá-la pelo sentir e direcioná-la pela vontade até o filamento da lâmpada – tá vendo? Acendeu!
• Por quanto tempo ela ficará acesa? Depende da capacidade já desenvolvida pelo indivíduo de continuar canalizando energia e, do interesse em fazê-lo.
• Se nós somos capazes de sintonizar nosso padrão vibratório uns com os outros, certamente podemos canalizar e somar energias para acender a lâmpada com mais facilidade, mais rápida e intensamente? - Com toda a certeza.

Então, o que parecia sobrenatural ou mágico, não é simples e lógico?
A partir da compreensão das distintas realidades da vida fica mais fácil incorporar ao nosso cotidiano o conceito de que vivemos uma realidade em múltiplas, simultâneas e reais dimensões.
Num único dia, podemos reforçar essa compreensão, estudando as situações que se sucedem nos envolvendo; e estudando os acontecimentos na vida das pessoas que conhecemos, evitando os julgamentos críticos (no sentido de comparar recriminando).

Controle mental é matéria básica no existir em 3D.

Quando pensamos, sentimos e agimos, nós criamos um padrão vibratório e irradiamos nossa energia numa determinada freqüência como uma estação de rádio ou de TV.
Muitos outros estão irradiando na mesma faixa; isso cria um padrão de sintonia, formando uma rede, tal e qual as emissoras que costumamos ouvir: Atenção, emissoras da rede tal; para o toque de xis segundos para entrar em sintonia ou em rede.
Nós também somos emissores e receptores.

Imagine uma Internet sem aparelhos e terá uma imagem mental verdadeira e em tempo real das possibilidades de interatividade e de conexão entre seres humanos.
A grande vantagem em ser um internauta universal é que você não precisa pagar ao provedor, nem comprar nenhum aparelho. Basta consertar e aprender a usar o seu, conforme o manual do usuário (aprenda a ler o manual do dia a dia).

Novamente é preciso parar para pensar:
Um problema sério para nós candidatos, é que a evolução é um caminho sem volta.
Quando pensamos, sentimos e agimos pela primeira vez, desencadeamos reações.
Portanto, desse momento em diante não podemos mais apenas reagir como vegetais, bactérias, animais; muito menos como seres humanos tipo cover, factóides, seguidores, cobaias de um rebanho.
Para quem quer deixar de ser um candidato a ser humano tipo genérico; para quem almeja continuar em Gaia:
A tendência natural da seqüência, é que as reações sejam substituídas pela atitude de agir de forma cada vez mais consciente com críticas íntimas “pesadas” a toda informação externa; em especial, a religiosa e a científica (falsos profetas).

Isso pode ser apressado ou retardado a escolher; avisos não faltam; como esses do Mestre Jesus: “Vigia e ora...” – “mansos como as pombas; mas prudentes como as serpentes” – claro que todas as colocações de Jesus devem ser trazidas á luz dos conhecimentos atuais...

Cuidado; para os seres não habituados o pensar representa perigo:
Pense com moderação; para não queimar os circuitos neuronais nem perder todos os cabelos, a saúde, a dignidade...
Aprenda a selecionar os pensamentos e os sentimentos.

Um complemento deste bate papo está no artigo de ontem de um dos nossos bloogs: http://xepacosmica.blogspot.com

E aí?
Penso logo existo?
Existo como o quê?
Sou um ser humano real ou uma farsa?

Estamos doentes; amanhã vamos falar sobre o médico Jesus.
Na primeira vinda deu alta para poucos – na segunda vinda: vamos ver.

NAMASTÊ.

quarta-feira, 30 de março de 2011

PERDOAR NÃO É DIVINO?

Alguns seres se especializaram em dar “nó na cabeça” dos pobres candidatos a ser humano usando a dialética e jogo de palavras.

Uma das nossas atitudes mais “sem noção” como dizem os jovens é pedir perdão a Deus dos tais “pecados”. Essa atitude é um paradoxo; pois se Ele tem que perdoar; então, não é Deus.

Ainda nem nos humanizamos direito, e já cultivamos a mania de nos acharmos o centro do universo; e até criamos um Deus á nossa imagem e semelhança: que se ofende, magoa, vinga, pune.

A atitude de perdão, pressupõe que houve uma ofensa: um ofendeu, outro se sentiu ou foi ofendido; houve percepção da ofensa e reflexão que conduziu ao discernimento sobre a inadequação e necessidade de mudança.
Sem levar para o lado pessoal, outra das nossas manias; nós nos ofendemos até com certas verdades - quando peço perdão a Deus estou assinando um atestado de incapacidade de uso do raciocínio lógico; isso significa que ainda sou um arremedo de ser humano; muitas pessoas sentem-se ofendidas com essa realidade.

Perdoar é uma atitude inteligente.

Deus não é a inteligência suprema?
Então; Ele tudo perdoa.
Errado, ele é muito mais que inteligência, emoção e sentimento; é a Fonte Criadora que jamais se ofende ou pune; apenas ama e cria.
O perdão divino está inserido nas Leis imutáveis.
Errou? Conserta – Feriu? Cura.
Desnecessário pedi-lo.

Mas, mesmo cá mais em baixo; entre nós:
Perdoar, não é apenas um pensamento fugaz, uma emoção ou um sentimento; concretiza-se na atitude.

No caminho da humanização muito ainda nos falta; pois, apenas os já seres humanos perdoam.
Sobrepor a razão ao instinto e à emoção é um claro sinal de evolução. A racionalidade identificou uma situação desconfortável e houve opção de tentar mudar; o que, não quer dizer que razão, emoção e instinto concordem e atuem juntos, nem tampouco que a razão seja mais importante do que a emoção ou o instinto. Daí os vários tipos e fases de perdão.

Até para desmontar o conceito de pedir perdão a Deus:
O aprendizado do perdão passa por várias fases até chegar ao ato amoroso. Ora, Deus não tem que aprender mais nada.

Remédio?
Entre nós:
Substituir o pedido de perdão por atitudes renovadas.

Namastê.

terça-feira, 29 de março de 2011

É MAIS FÁCIL FAZER O MAL DO QUE O BEM

Desde sei lá que parte da eternidade, nós caímos feito “patinhos” em muitas “pegadinhas dialéticas” cósmicas; talvez pelo fato de não sermos muito dados a pensar, refletir.
Inevitável nestas bandas do universo usar a dialética para explicar experiências e acontecimentos da nossa vida. Daí que, Deus e o diabo, bem e mal, luz e sombra – são expressões necessárias para nosso raciocínio; e que parecem ser inseparáveis num mundo onde as pessoas necessitam de conceitos bipolares.

Expressões enganosas do tipo:

Toda transformação para o bem demanda mais trabalho, energia, esforço e determinação num longo prazo.
É mais fácil ser diabo do que Deus.

Esse tipo de fala nos ilude, quase nos faz pensar sejam essas colocações verdadeiras.

Na realidade dá muito mais trabalho e canseira praticar o mal do que o bem. Vamos usar a prática da mentira como exemplo; faltar com a verdade (com muita ou pouca intenção) dá uma canseira enorme; pois quem usou de tal artificio vive em permanente alerta com medo de ser descoberto. Essa realidade até explica em parte a queixa coletiva de cansaço, esgotamento, falta de energia – até certo ponto somos uma farsa quase coletiva. Um dos pilares da educação tradicional é a mentira e dentre suas facetas; está a criação pela criança de personalidades múltiplas. Em cada lugar somos uma pessoa; temos a personalidade que usamos na vida em família (mais próxima da verdade; pois lá relaxamos e nosso espírito mostra sua cara com mais facilidade), a que usamos no trabalho, na escola, com os amigo, com os desconhecidos, nas lides religiosas – até as famílias se formam de maneira equivocada e mentirosa; quando nos apaixonamos ou nos interessamos muito por alguém, nós inventamos uma personalidade específica para conquistar aquela pessoa – o resultado disso está no dia a dia e nos noticiários.
Falar a verdade é simples, fácil, descansa, refaz, dá uma incrível sensação de paz.

Noutro exemplo, saúde um bem e doença um mal. Gerar saúde e preservá-la é muito mais barato, simples e prazeroso do que cuidar da doença. Mas, como ainda vivemos na sociedade das pessoas que acreditam no mal; se identificam mais com o diabo do que com Deus – na nossa cultura, a saúde não tem valor algum para pessoa alguma até que seja perdida; daí passa a ter um valor máximo; então quem tem valor é a doença. Os pais ensinam os filhos a adoecerem e até os premiam quando eles conseguem ficar doentes, o que não é difícil; com mais atenção, carinho, presentes, e liberação de cumprir com as obrigações.

Se nós não fossemos tão lentos no raciocínio teríamos entendido que gerar o novo, construir, ser cuidadoso, falar somente a verdade, acolher, ouvir, participar, contribuir, libertar, sorrir, trabalhar para o bem – refaz, descansa, traz alegria, serenidade e paz. Ao contrário, destruir, descuidar, mentir, agredir, abandonar, cultivar a doença, desmanchar, maldizer, chorar, sofrer – dá um cansaço incrível, angustia, deprime, nos deixa em pânico, com dores em todo corpo e na alma.

Até os diabinhos já entenderam que o mal por si só não existe nem dá retorno; só dá muito trabalho inútil e canseira; na realidade ele é um diminuto bem. Eis, aí o motivo pelo qual eles foram pintados de vermelho: De raiva.

Até o diabo já percebeu que sua idéia inicial é furada – daí que ele mudou de estratégia. Exemplo, desde que me conheço por gente participo de atividades voluntárias. Tenho percebido uma estratégia bem ladina dele. Na base de criar sofrimento, perdas e outras dores morais os trabalhadores visados (os que podem fazer alguma diferença) são atirados nos braços de Deus e ficam firmes; mas, com algumas facilidades como aumento de salário e benefícios materiais as pessoas deixam as tarefas voluntárias; pois, de forma preparada, os horários não batem.

Experimente praticar o bem.
É trabalho que se faz uma vez só.
Não dói; é simples; não requer prática nem habilidade – apenas a boa vontade.

Precisamos deixar de ser cobaias da dialética e dos intermediários; até de alguns que se colocam como a serviço de Deus.

É mais fácil fazer o bem do que o mal.
É mais fácil ser deus do que diabo.

Claro que todo mal que fizemos e continuamos fazendo é a raiz do nosso sofrer.
O antídoto é fazer o bem sem descanso; até porque ele não é cansativo.
Apenas não fazer o mal não resolve nosso passado que se manifesta na atualidade como o momento presente.
Não ir além das obrigações, não praticar de forma consciente e premeditada o mal hoje, sem fazer o bem, trará um amanhã ainda sofrido.

Namastê.

sábado, 26 de março de 2011

EDUCAÇÃO E A SÍNDROME DA DEPENDÊNCIA DA DROGA


Dependência química:
É um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.
Usualmente quando se fala em dependência logo imaginamos a dependência química das drogas ilícitas. Mas, a porta de entrada dos comportamentos viciosos que levam á dependência de todo tipo: lícito ou ilícito; costuma ser o hábito alimentar.
Comida: nosso primeiro comportamento vicioso.
Como se inicia?
Os adultos dão um valor tão grande para a comida que as crianças são impedidas de ultrapassar a fase oral, quando todo contato psicológico e afetivo se faz através da boca; esse o motivo de até os dois anos tudo vai á boca. Algumas crianças cujo instinto de preservação é mais aguçado recusam-se a sentir prazer em comer e tornam-se um foco até de desespero para alguns adultos. Menos, mas, ainda hoje se violenta o organismo da criança com estimulantes de apetite.
O adulto é que inicia a criança muito precocemente no vício; quando prepara alimentos para a criança na verdade está preparando para si mesmo; imagina que a criança não vai querer tomar um chá, um suco se não estiver bem docinho.
Na vida contemporânea o vício alimentar tornou-se cada vez mais cruel e perigoso. Diabetes e sobrepeso detonam a qualidade de vida de milhões de pessoas e as maiores vítimas são as crianças e os jovens. As pessoas apenas param para pensar a respeito quando o estrago já está feito na forma de doença; ás vezes de forma irreversível.
Com a Ansiedade em alta, a busca por alimentos que funcionam como droga ansiolítica disparou. Há uma busca desenfreada por alimentos que contenham açúcar, farinha de trigo, chocolate – esses alimentos enquanto estão sendo absorvidos geram um pico de endorfinas (substância que nos traz a sensação de prazer e conforto) – o efeito rebote gera a crise de abstinência.
Crise de abstinência
Independente de sexo ou idade, na gravidez ou não, sempre que se suspendem de forma abrupta essas substâncias, poderá eclodir numa pessoa viciada nestas drogas, uma seqüência de sintomas que vão caracterizar a síndrome de abstinência.

As primeiras 4 horas de abstinência
- Ansiedade, impaciência, inquietude.

As primeiras 8 horas de abstinência
- Ansiedade, procura do alimento droga, coriza, sudorese, fraqueza geral, irritabilidade acima da média, tristeza. Roer unhas é comum – dos mecanismos de TOC roer unhas é melhor do que atacar a geladeira; pois, ao menos não engorda.

As primeiras 12 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, mesmos sintomas anteriores (mais intensos – parecidos com os da incubação de uma gripe), sensação de calor, frio, dores ósseas e musculares. Mecanismos de TOC podem ser disparados.
As primeiras 18-24 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga; sintomas mais exacerbados. Crises de choro não são raras.
As primeiras 24-36 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga. Mesmos sintomas anteriores mais insônia.
Evidente que as drogas receitadas ou não apresentam quadros mais intensos e com alguns sintomas diferentes das drogas dietéticas.

Se o leitor é usuário freqüente de remédios e de dieta rica em açúcar doce ou salgado e chocolate.
Faça a experiência.
Experimente provocar uma crise de abstinência do alimento droga; talvez sua tolerância com relação ás pessoas que não conseguem eliminar o vício do álcool, tabaco, soníferos, analgésicos e drogas ilícitas aumente e torne-se até capaz de ajudá-las.

No caso do vício alimentar o agente do tráfico é o adulto; no caso da criança, é muito comum o vô e a vó que ainda usam as guloseimas como forma de suborno afetivo.
Muitas famílias ainda usam a sobremesa como prêmio pelo fato da criança ter comido tudo o que lhe foi colocado no prato.

Os hábitos familiares costumam ser o agente de formação de todos os vícios lícitos ou ilícitos, direta ou indiretamente.

É urgente rever a programação de nosso DNA cultural.

Sabe quais os quatro pozinhos brancos que acabam com a qualidade de vida das pessoas?
Sal, açúcar, farinha de trigo e cocaína.
Deles o menos deletério é a cocaína; pois, é cara e não é tanto maluco a fazer uso; já os usuários das outras drogas contam-se aos milhões.

Exercício de força de vontade:

Feche os olhos; imagine aquele alimento delicioso que mais gosta; capriche na mentalização; curta o cheiro; sinta suas glândulas salivares secretando; sua boca salivando; o estômago começa a se contrair deliciosamente...
E aí?
O que aconteceu em seguida?
Tão rápido?

Quem sabe os pais e os i-res-ponsáveis pelas crianças possam ser “responsabilizados” pelas seqüelas dos maus hábitos e até vícios que ajudaram as crianças a se iniciar.
Talvez, num breve futuro, seja até um novo artigo no ECA.

Namastê.

Livros Publicados

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Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

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Quem ama cuida

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Chegando à casa espírita

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Saúde ou doença, a escolha é sua

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A reforma íntima começa no berço

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Educar para um mundo novo

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