domingo, 10 de abril de 2011

O QUE SE ESPERA DA MODERNA MEDICINA

Qual a razão de nos defrontamos todos os dias com pessoas vivas e objetivadas embora portadoras de doenças graves, convivendo lado a lado com depressivos ou angustiados com simples eczemas ou pequenas frustrações?
Será que progresso científico, por si só é evolução?
A ciência vista como tecnologia nunca alcançou tanta velocidade de aquisições; mas por outro lado, nunca antes, ao mesmo tempo, houve tantos angustiados e doentes quanto hoje; então, é possível concluir que: tecnologia e conforto não geram por si só qualidade de vida; e muito menos respondem á questão crucial quando se trata de compreender o possível sentido da nossa vida.

A medicina não deve intervir apenas na condição de saúde do doente; tem o dever de proporcionar um auto - encontro que torne possível identificar as causas reais dos distúrbios e ajude na busca de soluções próprias; pois o ser humano é único.
Da forma como é feito hoje, o doente apenas executa um pensamento de outrem; sob pressão do medo da morte ou da perda da qualidade de vida; pouco se entrelaçam paciente e médico nas responsabilidades da busca da cura, o doente costuma entregar as decisões “nas mãos dos médicos”; e sua individualidade pouco cresce e a do profissional também; no mundo consumista pior ainda; pois a responsabilidade foi repassada para o seguro saúde.

Para alcançar a cura definitiva preciso compartilhar, dividir as responsabilidades da cura.
O paciente precisa ser ajudado a perceber com clareza e simplicidade; que a estruturação da sua condição psicológica, estabelece no corpo uma freqüência vibratória capaz de desvirtuar o funcionamento normal.
Sinalizar que virtude e crime, trabalho e ociosidade, verdade e simulação, boa vontade e indiferença, geram vibrações diferentes com capacidades distintas de adoecer ou de levar á cura, é essencial, trata-se de educar, de fato, para a saúde.
É preciso mostrar a necessidade de buscar conhecimento e desenvolver vontade para conseguir a cura definitiva através da mudança de atitudes.
Um objeto, um vegetal, um animal não pode remodelar-se a si mesmo, mas é possível a uma pessoa mudar ativamente a sua condição física, mudando a estruturação psicológica.

A tarefa promete ser longa, pois:
De que forma transmitir conceitos mais verdadeiros sobre o assunto a pessoas que ainda pensam serem capazes de comprar saúde?
A resistência é enorme; pois quando trombamos com verdades que nos obrigam a mudanças, costumamos nos esconder atrás de desculpas e de justificativas; e logo acionamos os mecanismos de defesa das nossas fixações mentais. Por exemplo: o glutão rejeita toda conceituação sobre o vício alimentar; o preguiçoso não aceita que é vítima de si mesmo; o caluniador sente-se um justiceiro...
Nesse contexto de paradoxos; apenas uma coisa é verdadeira e real:
Há muito que fazer ainda na tarefa de humanizar a medicina.
Leia em http://saudeoudoenca.blogspot.com
O MÉDICO COMO INDUTOR DE REFORMA ÍNTIMA

Paz e luz.

sábado, 9 de abril de 2011

PATOLOGIA DO AMOR




Continuando.
De novo: amar a tudo e a todos começa pelo aprendizado do amor a nós mesmos. Nossos órgãos e células necessitam de pensamentos, sentimentos, afago, carinho, olhares e palavras amorosas. Os próprios animais se acariciam através do corpo e das brincadeiras.
Nós devemos ir além, pois somos os únicos com reais possibilidades de sermos éticos no planeta; e para que nos amemos é preciso que aprendamos a nos respeitar e cuidar.
O primeiro passo, é que nos aceitemos tal e qual nós somos, ou melhor, tal e qual nós nos fizemos através das nossas escolhas anteriores; pois hoje somos o fruto de nossas escolhas de ontem e como pensarmos, sentirmos e agirmos hoje; nós determinaremos como seremos amanhã.

Sinais de falta de amor próprio.

• Desconhecer e não respeitar os próprios limites.
• Portar vícios como: fumo, álcool, drogas, ingerir medicamentos desnecessariamente.
• Adoecer com freqüência.
• Viver em angústia, depressão ou pânico.
• Cultivar sentimentos de menos - valia
• Levar vida sedentária ou praticar exercícios de forma exagerada e narcisista.
• Promover desvios nos instintos, viciando-os para obter prazer. Como fazer do alimento uma fonte de prazer, ser um glutão. Ou também desviar de seus propósitos naturais o uso da energia sexual com exageros ou continências sem sentido.
• A preguiça e o trabalhar além de seus limites.

Doenças morais originadas do não saber amar a nós mesmos.
Nosso sentir-se feliz ou infeliz e a harmonia orgânica de nosso ser depende da capacidade que desenvolvemos de nos amar.
Algumas das doenças causadas por esse amor devem-se ao excesso de energia estagnada no circuito da energia vital; é o amar-se em circuito fechado, sem trocas. O amor deve fluir sempre, não pode ser guardado, nem estocado, pois a energia do amor quando não flui intermitente faz adoecer e pode até matar. Algumas das doenças que se manifestam no corpo a medicina nem consegue catalogar ainda; sua etiologia é o desamor ou até o excesso de amor concentrado na forma de energia egoísta.

Egoísmo:
Mesmo que não tenha intenção de lesar aos outros; o egoísta causa distúrbios a si mesmo, criando em seus circuitos de energia vital uma sobrecarga capaz de levar a disfunções e até, a doenças.

Orgulho:
O orgulhoso concentra energia demais em si mesmo. Uma pessoa que tenta vender a imagem de ser mais e melhor do que os outros para satisfazer-se; não consegue manter para sempre essa postura; pois um relê chamada humilhação, de tempos em tempos promove um curto-circuito capaz de deixar fluir a energia acumulada, protegendo-o de uma pane total.

Narcisismo:
Quem sofre do complexo de narciso, tenta concentrar toda a sua atenção no que pensa serem seus dotes físicos. E por auto/admirar-se doentiamente, deixa de integrar-se e impede que o amor flua. O narcisista não dispõe de tempo nem de recursos para trocar afetos nem energia.

Vaidade:
O vaidoso é um tipo variante de narcisista que deseja ser o tempo todo admirado pelo que aparenta, e não pelo que é.

Doenças originadas do amor entre nós.
Qualquer escolha que façamos contém em si a probabilidade de afetar o universo inteiro. Tudo está conectado entre si. O ato de viver é troca interminável. O ato de amar é troca interminável. É preciso manter o fluxo de dar e receber. Receber é estabelecer uma relação de troca. E se vivenciamos o ato de receber como um fenômeno unilateral que se limita a algo a nos ser dado, separarmo-nos, aos poucos da troca e das probabilidades de efetuar conexões que representam em ultima instância a vida. Eis aí, a origem das doenças, dos males e sofrer.
A doença do amor é o sofrer, que é o não preparar-se adequadamente para dar e receber; em última instância: permutar energias.

Origem das doenças humanas relacionadas ao amor.
Para compreender como se formam e como se mantém as doenças relacionadas à fisiologia do amor; nós nos reportamos á acupuntura: energia de menos num determinado ponto traz problemas - energia demais também trazendo problemas no fluxo (fluir, trocar) de energia vital; que precisa ser restabelecido para a cura.

Expressões doentias do amor entre nós.

Paixão:
Estar apaixonado por algo ou alguém é uma forma de obsessão, capaz de produzir distúrbios tanto na saúde do emissor quanto no alvo desse fluxo de energia. O apaixonado aprisiona.

Ciúmes:
O ciumento costuma ser também um apaixonado. Sente-se dono da outra pessoa ou do objeto do seu ciúme, sendo capaz de causar-lhe danos em nome do seu amor.

Amor possessivo:
O amor como sentimento de posse é um desequilíbrio que adoece. Um clássico exemplo é a asma. Muitas vezes para se conseguir a cura de um asmático, além do tratamento, é preciso afastá-lo do agente; e buscar tratamento psicoterápico para o familiar causador do problema.

Apego:
Um tipo de amor possessivo no qual a pessoa põe o sentimento que nutre pelo outro como uma das principais razões do seu viver. É um dos desequilíbrios afetivos que muitos pensam ser amor. Como costuma atrair perdas e ser corrigido por elas; muitas pessoas passam a levar uma existência quase vegetativa quando perdem um familiar, por exemplo.

Amor controlador:
É o tipo de amor que predomina. Exemplo, o amor das super/mães que dão a sua vida pelos filhos desde que eles façam tudo o que elas querem.

As nuances do amor e seus distúrbios variam ao extremo, abordamos aqui apenas alguns focos. A idéia central desta série de conversas sobre o amor é estimular a reflexão a respeito de temas importantes demais para nossa vida e evolução, como é o sentimento do amor.

Paz e luz.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

FISIOLOGIA DO AMOR HUMANO




Discursar sobre amor com palavras bonitas e singelas não basta; é preciso compreendê-lo para colocar em prática; com eficiência.
Quando lemos em algum lugar ou ouvimos de alguém que o amor cura, nós ficamos desconfiados de que estejamos sendo enganados; coisa para ludibriar pessoas ingênuas. Porém esse fato é real, e ficaria mais fácil entender se já estivéssemos habituados a nos percebermos como um ser integral. Esses conhecimentos podem revolucionar nosso estado de sentir-se; se há uma anatomia física e outra extra/física, com certeza haverá para as duas uma fisiologia correspondente.

Seres luminares que estiveram entre nós e que colocaram em prática a atitude amorosa na sua quase plenitude; fizeram bem antes esse dever de casa, que nos compete executar na atualidade. São espíritos antigos que já compreendiam o amor e apenas vieram nos mostrar como praticá-lo. Evidente que o livre arbítrio faculta a cada alma aprender do seu jeito; mas, na sua essência a atitude amorosa é uma só.

O que colocamos em discussão neste bate papo, é que se nos colocamos num estado de amor todo o nosso ser é afetado.

O que seria estar num estado de amor?
Estar receptivo ao amor. Sintonizar amorosamente.
Quando estamos prontos para dar e receber amor, entramos num estado amoroso que atinge átomos, elétrons e células do corpo físico. E isso, é capaz de curar. Vale a contrapartida: um estado de desamor é capaz de adoecer. Podemos concluir que basta apenas trocar desamor por amor e quase tudo se resolve, descoberta simples e genial; todas as doenças serão curadas simplesmente substituindo um estado por outro.
Como fazer isso?
Simplesmente amando. Mas, para amar é preciso compreender o que seja amor na sua plenitude. Conforme já dissemos é preciso aprender a amar.

Fisiologia do corpo.
Partimos do princípio que já se conheça algo sobre como funciona o corpo físico. Se ainda desconhecemos o básico, cuidado; pois estamos longe do estado amoroso como veremos adiante.
A fisiologia do corpo físico baseia-se em atividades químicas e elétricas. E, observada com os recursos que dispomos para tentar estudá-la a fisiologia do corpo extra/físico parece ser um mecanismo apenas de fenômenos elétricos dentre eles a energia vital.

Fisiologia integrada.
Somos uma unidade que irradia como se fosse uma estação de rádio, na qual cada tipo de pensamento/sentimento tem freqüência, amplitude e até cor diferente.
Como se fosse um bumerangue tudo que vai volta, tudo que irradiamos a nós retorna dia menos dia. E por sintonia pode voltar conectado às irradiações semelhantes de outros que nos são afins. Cada um de nós tem um padrão quando irradia amor ou desamor; que de retorno atinge o corpo, primeiramente na fisiologia causando disfunções e depois até na anatomia gerando lesões, tumores.

De que forma?

Campo da Energia Humana.
Cada um cria ao seu redor um campo eletromagnético que pode ser dividido para estudo em várias partes (de forma resumida):
Centros de Força.
Primeiro as irradiações que fazemos retornam a nós através dos centros de força ou chakras; eles são como vórtices de energia, e os principais têm uma relação direta com o sistema glandular.
Eles têm formas e particularidades próprias. Acidentes físicos e o nosso pensar/sentir/agir é capaz de alterar-lhes a forma e as funções, gerando disfunções e lesões.
Meridianos de acupuntura:
O conhecimento dos “caminhos” por onde circula a energia vital é muito antigo. Há milhares de anos os chineses já sabiam que quando a energia vital falta ou se acumula em determinados pontos, isso é capaz de produzir doenças; e aprenderam a manipular esses pontos restabelecendo o fluxo e ensinando às pessoas como fazer para evitar as recaídas (tradicional medicina chinesa). Na fisiologia integrada, a energia que chega aos centros de força é distribuída via meridianos de acupuntura até o sistema nervoso, integrando-se ao corpo físico através dele e daí ao sistema glandular cujos hormônios passam a ditar aos órgãos e células o que e como fazer.
Campo da aura:
O campo energético da pessoa gerado pela forma de pensar, sentir, agir; mais as irradiações da energia vital produzida nas mitocôndrias das células, formam o campo da energia humana ou aura que possui a sua própria anatomia. O campo energético formado pela aura humana funciona como um escudo de defesa capaz de regular as conexões entre as pessoas e tudo que nos cerca. Devido a esse mecanismo é que pensamentos/sentimentos de amor dirigidos a outras pessoas são capazes de ajudar a curar. A eficiência depende da sintonia entre as partes. Encontramos no evangelho a ocorrência de cura através do campo da aura no estudo do caso daquela senhora que sofria de hemorragias havia muitos anos e curou-se ao se aproximar de Jesus, apenas pelo contato entre as suas auras mesmo fisicamente distantes.

Diferenças entre a fisiologia animal e a humana.

Tudo que existe na dimensão física; desde pedras, vegetais, vírus, bactérias, animais e o homem têm sua correspondência no extra/físico. No animal o comando da memória celular que a criatura traz ao nascer é quase total para regular a fisiologia, somando-se as suas experiências de vida, e as interferências a que está submetido pelo meio e os semelhantes. Já o ser humano traz uma programação celular que perde a sua importância na proporção em que a pessoa desenvolva a capacidade de pensar e de escolher; ou reprograme a fisiologia do corpo físico, através da sua psicobiodinâmica forma de ser.

Fisiologia do amor.
Cada pensamento amoroso tem sua freqüência, comprimento de onda e amplitude particulares; potencializado pelo sentimento/emoção que age como um amplificador tem um destino e retorna ao emissor; fortalece o campo da aura que funciona também como um escudo protetor da vida de conexão e de relação; entra nos centros de força correspondentes e, se distribui pelos meridianos de acupuntura; daí integra-se ao corpo físico através do sistema nervoso, depois ao sistema glandular, e por último aos órgãos e células re/programando toda a fisiologia do ser.

Pode-se dizer que nosso corpo funciona em concordância com a forma de pensar/sentir/agir em estado de amor ou harmonia ou em desarmonia, tanto consigo mesmo quanto com os outros.

No próximo bate papo, colocaremos em discussão as Patologias do Amor – que conduzem com freqüência á doença orgânica; á loucura.

Namastê.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ANATOMIA DO AMOR

Continuando:

Sendo inerente ao ser humano o amor como nós encontra-se e manifesta-se em várias dimensões, simultaneamente.
Resumidamente nosso corpo físico é constituído por: células, tecidos, órgãos, sistemas. Podemos deduzir que nos corpos extra/físicos mais próximos desta dimensão, haja uma certa correspondência, apenas algumas funções podem não ser as mesmas. Vistos e observados desta dimensão, os corpos mais sutis nos parecem apenas um tipo de energia, no entanto, para que sejam individualidades nas outras dimensões eles são tão concretos e palpáveis quanto o nosso corpo físico é nesta dimensão.

Anatomia física

Nesta dimensão da vida temos um corpo físico, portanto o aprendizado do amor tem que passar necessariamente por ele. É através dele que o amor se torna concreto e se exterioriza. Pois como qualquer outra coisa, também ele para se desenvolver precisa ser exteriorizado, expressado, exercitado, permutado.

Todos os sentidos estão envolvidos no processo

Aprendemos a cada dia a conhecer a importância de um afago, um beijo, um abraço, um olhar, traduzindo o amor de alguém pela nossa pessoa.

No caminho da evolução, é importante que aprendamos a amar usando todos os sentidos.

A visão: em se tratando de amor, apenas um olhar é capaz de expressar o que mil palavras não conseguiriam traduzir.
A fala: o amor deve ser verbalizado sempre, pois a palavra tem um expressivo poder criativo.
A audição: ouvir que se é amado, anima, consola e desperta também o desejo de expressar o amor.
O tato: sentir na pele o amor, revigora os sentimentos mais íntimos pelas outras pessoas, quem recebe um afago sente logo o desejo de retribuir.
O olfato: o amor tem um odor peculiar e pessoal, que se espalha pela intimidade do ser estimulando o amor.
O paladar: quem ama sabe que o amor tem um gosto todo especial.

Para vivermos com equilíbrio e para aprendermos a amar em toda sua plenitude necessitamos de amor físico: olhares de amor, palavras de amor, carinho, afago, beijos, abraços, relações sexuais, enfim, necessitamos de contato físico.

Anatomia extra/física

Para a maioria de nós; nossos sentidos ainda não estão aparelhados para estudar a ação do amor na dimensão extra/física; mas o corpo físico devolve na forma de sensações o que ali ocorre.

Se pensamos e sentimos amor, o toque (sentido na mudança de padrão energético no campo da aura), o carinho, o afago, no corpo astral, se nos apresentam como sensações boas e prazerosas – ligeiramente parecidas com as sensações físicas; apenas mais sutis.
Ao contrário, se no momento em que alguém nos toca (na esfera astral) pensamos ou sentimos desamor ou vice versa, a sensação que nos envolve é desagradável, incômoda e até pode fazer sofrer.

Nas saídas do corpo físico (mais comuns ao dormir) praticamos amor e desamor; ao acordar a maioria de nós não se lembra; mas, as sensações agradáveis ou desagradáveis permanecem; ás vezes durante todo dia.

É possível sentir o amor ou o desamor de uma pessoa desencarnada?

Como você tem manifestado amor?
Usa todos os sentidos?

Terá o amor uma fisiologia?

Uma patologia? – Pode haver amor doentio? – Então não é amor?

Quem diria: o amor pode ser medido, estudado, avaliado.

Continua.

Namastê.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A QUALIDADE DO AMOR CONTEMPORÂNEO

Nunca se conjugou tanto o verbo amar quanto na atualidade; com pouca ou nenhuma compreensão do que represente.
Sem medo de errar podemos dizer que há poucas pessoas no mundo que amam realmente algo ou alguém. Primeiramente, porque não amam ainda nem a si próprias; até porque quem ama respeita, cuida. Depois, porque a maior parte cresce e é educada num sistema de vida onde confunde-se, até propositadamente, significado de amar.

Breve histórico do conceito amor na vida humana

Amor necessidade biológica:
O que entendemos e sentimos como amor ainda está muito ligado ao instinto de sobrevivência e de perpetuação da espécie. Têm sua origem do conceito de amor ligado ao sexo oposto. Muitos ainda usam o termo: fazer amor, para designar uma relação sexual. Para a espécie humana, o amor necessidade biológica continua sendo uma questão de continuar existindo.
Amor sobrevivência:
O amor de mãe tão cantado em verso e prosa como o protótipo do verdadeiro amor humano ainda é uma projeção do instinto de sobrevivência. Porque a espécie tem o estado de infância mais desprotegido e prolongado, os cuidados maternos são necessariamente mais intensos e demorados do que os das outras espécies; porém, o amor materno contemporâneo ainda é uma expressão de amor com forte componente biológico.
Amor posse:
À medida que o tempo passa e as experiências se sucedem desenvolvemos o conteúdo de maturidade emocional e afetiva. Devido ao natural predomínio do ser pouco evoluído e ainda muito centrado apenas em si mesmo. O ego tomou para si o conceito de amor e o tornou possessivo. Egoístas e orgulhosos somos ciumentos, lógico, pois, nos imaginamos donos do objeto do amor até na forma de nos expressarmos: amo meu pai, minha mãe, meus filhos, minha mulher, meu marido, etc. Descuidados permitimos que outras pessoas tomem posse de nós; ao imaginarmos que alguém vai nos tornar felizes, nós damos poder para que nos façam infelizes, sofredores.
Amor romance:
A partir da revolução industrial o conceito amor recebeu um conteúdo muito forte de romance; que foi acrescido ao de propriedade: amo porque é meu, se amo então me pertence. Na era moderna a velocidade com que as informações se processam e são veiculadas mais a exploração da mídia, tornaram o amor romance um dos produtos que mais ajudam a vender qualquer coisa.

O conceito amor foi banalizado.

Desconhecemos a simplicidade do amor, o tornamos complicado e sofisticado devido à pouca maturidade psicológica; ao fato de sentirmos e agirmos sem pensar; e de não termos desenvolvido a soberania emocional necessária capaz de torná-lo simples e puro como foi na infância.
Aceitamos sem questionar e copiamos o que nos dizem e desejam, a respeito de quase tudo; por isso, o conceito amor foi tão descaracterizado pela educação e cultura..

Tornou-se uma forma de expressão e de tratamento das mais corriqueiras:
Pois não amor? Já pediu meu amor? É usada no diminutivo, no aumentativo, no superlativo, depende dos interesses de cada um no momento: amorzinho, amoreco, amorzão, etc.

No jogo das relações sociais o termo é usado da forma mais hipócrita possível; por pessoas que se odeiam, se invejam. E se a pessoa não banaliza o conceito amor é assaltada com cobranças do tipo: Você nunca diz que me ama! Portanto, você não me ama!

É usado também para designar algo do qual pode-se gostar:
Esse cão é um amorzinho! Fulano, é um amor de pessoa!

Tornou-se quase sinônimo de relação sexual:
Aqueles dois estão fazendo amor! Assumiu também derivativos como a expressão: “amor livre” para designar relações sexuais sem responsabilidade ou até promíscuas.

Será que até o amor é produto de aprendizado e evolução?

A EVOLUÇÃO DO AMOR.

O amor é tão antigo e tão eterno quanto tudo.
Disso, não duvidamos.
Será que é capaz de mudar com o passar dos tempos?
Será que evolui e progride?
Podemos dizer que o amor não! Apenas a forma de compreendê-lo e de exteriorizá-lo.
Somos os únicos do planeta capazes evoluir ativamente segundo a nossa vontade, de gerenciar o próprio destino, de nos educarmos, de amar e de manter o estado de amor.

A capacidade de amar também é desenvolvida, aprendida.
O conceito ou o estado de amor, é relativo.
Cada pessoa o percebe e aplica segundo sua maturidade e evolução pessoal. Portanto, é verdade que os brutos também amam; segundo a sua ainda pobre capacidade de expressar o amor.

Nunca parou para questionar seu conceito de amor?
Interessa-se pelo assunto ou prefere continuar obsediando?

O conceito amor, como outros vitais e básicos que andamos discutindo, também necessita ser reavaliado com urgência.
Já adoeceu por amor?
Já fez alguém adoecer sob a ação do seu amor?
Não? – Pense bem.
De um a dez; qual a qualidade do seu amor?

Namastê.

Livros Publicados

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Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

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