Nada melhor para engessar a mente das pessoas do que os sistemas de crenças transmitidos de geração a geração.
Os tempos mudam e tudo se transforma rapidamente menos os dogmas e as verdades herméticas que atendem aos interesses de alguns.
A lavagem cerebral produzida por alguns sistemas de fé criam a perigosa:
Fixação mental, ou estagnação da vida mental no tempo e no espaço, o que gera e mantém conflitos emotivos e até sociais não resolvidos.
Não raro, um fato grave também ocorre:
Cisões: cada vez que fixamos isoladamente qualquer das partes, que formam nossa personalidade nos separamos de nós mesmos. Exemplo, pessoas que no trabalho são fortes e eficientes e na vida particular são ingênuas, fracas e medrosas. Indivíduos abertos ás novidades da profissão; mas resistentes e dogmáticos; quanto à filosofia de vida.
O convencionalismo é uma camisa de força.
Para escapar dele não tenha preguiça de pensar, aprenda e treine-se a ter atitudes claras e definidas; pois o moderno ser humano, o homem de qualidade não pode mais ser ambíguo, nem indefinido e, por conseguinte nem hipócrita. Sempre que se trata de externar opinião: aquele que tolera a injustiça e a impostura sem o protesto seguido de ação, é idêntico. O homem de qualidade tem a obrigação de exigir qualidade dos outros e de reagir contra todos os males que o afetam, a ele próprio e aos seus semelhantes, e para isso, não é necessário usar de violência: basta que tenha coragem moral para sustentar sua reprovação, sua repulsa, manifestada pela palavra, seguida ou antecedida pelas atitudes: pelo exemplo.
Procure ser, e não apenas parecer.
Observe atentamente o que se passa na sociedade atual, e veja como tudo se faz; não no sentido de ser, mas de parecer. Por isso, é que sobre os fatos que afetam a sociedade, o homem vacila em dizer o que pensa e o que sente, em especial, se tal fato se prende a interpretações religiosas; pessoa de destaque ou de prestígio, ou à maioria, ao número. As pessoas que pensam pouco; imaginam que o número seja a força; e que a força é o que domina. Errado; liberdade e justiça jamais serão vencidas pelo número.
Realmente, quando se trata de qualidade, é muito mais fácil simulá-la do que adquiri-la; o resultado, porém, é que é diferente.
Fique atento, pois hoje, ainda tenta-se a todo custo enfiar o indivíduo na camisa de força do convencionalismo vigente; de velhos dogmas; e, a massa que compõe a maioria, vai tentar absorve-lo. De todas as maneiras, eles vão lhe dizer; que não se deve opor a esse processo de absorção, que reagir é incompatibilizar-se com a força; que é mais cômodo e vantajoso juntar-se aos passivos; do tipo ovelhas de rebanho; soldados de exércitos.
A ortodoxia é o cadáver da realização.
Evite a todo custo a fixação da ortodoxia, que é o cadáver da realização, pois atitudes mentais enraizadas não se modificam facilmente. Ela costuma localizar-se com mais intensidade em algumas correntes de pensamento ou sistemas de crenças. Se ainda precisas ser balizado por elas, busca o que cada uma possui de bom, já que a verdade se encontra distribuída em toda a parte. Evite a fixação dogmática que até, pode alijá-lo do mercado de trabalho; pois muitos departamentos de recursos humanos das empresas já utilizam este simples e rápido critério seletivo para admitir ou designar funções. E esse critério, nada tem de discriminatório, pois, é lógico que as convicções do indivíduo espelhem sua visão de realidade; suas atitudes perante a vida e sua capacidade interior de criatividade. Quanto mais ortodoxo o sistema de crenças à qual o indivíduo pertence, sem dúvida, menor é sua capacidade criativa, e maior sua relativa facilidade de apenas executar ordens.
Até algum tempo atrás, copiar e manter situações de sucesso aparentava ser uma escolha inteligente. Mas hoje qualquer dogmatismo; qualquer preconceito/ qualquer fixação mental e ociosidade; desencadeia a crise que leva à reforma do pensar, sentir, agir.
Se o aviso do “fim dos tempos” fosse formulado hoje, utilizando-se mais diretamente o conceito da dinâmica do progresso universal, certamente seria dito que: ao invés da “separação do joio do trigo (Jesus)”, estariam sendo separados os preparados dos inadequados.
Desde que nos conhecemos por humanidade, de tudo o que temos até hoje registrado de nossa evolução, nunca atravessamos uma crise mais dinâmica e imprevisível, atuando com tamanha intensidade nas pessoas, do que na fase atual, no momento presente e, ainda em processo de aceleração. Pois, hoje, o conhecimento dobra em horas, sendo acompanhado de tecnologia, gerando intensa desadaptação individual e coletiva; por carregar consigo inúmeros fatores de perturbação; capazes de produzir rupturas e crises de maturação transformadoras; que ficam facilmente fora de controle, tanto pessoais quanto coletivas.
RECICLAR É PRECISO.
Abra a mente ao novo – não dói; palavra de amigo.
Pode jogar o gesso das velhas convicções fora – experimente dois ou três pensamentos fora do contexto – Viu? – Continua vivo!
Está mais feliz?
Exemplo:
Jesus é um ET!
Não se escandalize. Quem disse isso foi ele; não eu!
“Eu não sou deste mundo – meu reino não é desse mundo”.
Ora – quem não é deste mundo; de onde é?
ET.
O universo desabou porque você ousou pensar de forma diferente do antigo contexto?
Vá em frente ouse pensar de forma diferente.
Vê lá em quem vai votar hoje!
Tire o gesso! Você já sarou!
Pode pensar á vontade! Dê cambalhotas mentais!
Minha lista de blogs
domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
DOENÇAS INVENTADAS NA ERA HI-TEC
A indústria farmacêutica descobriu uma verdadeira mina de ouro; ao fomentar e explorar doenças que não existem – são doenças de mídia.
A relação entre a indústria farmacêutica e a formação médica precisa de revisão urgente. Os médicos de forma subliminar acabam funcionando como “laranjas” dos interesses da indústria.
O processo de transmutar fatos naturais da vida em doenças é antigo: transformaram o nascimento num evento hospitalar; é proibido morrer em casa; a menopausa virou doença a ser combatida desde a adolescência, etc.
Vejamos esta notícia:
Laboratórios promovem "criação" de doenças sexuais, diz artigo
Londres, 30 set (EFE). - Os laboratórios ajudaram a "gerar" quadros clínicos, como a disfunção sexual feminina, com objetivo de desenvolver um mercado global de novos remédios, segundo artigo publicado nesta quinta-feira no "British Medical Journal".
No texto, o jornalista e acadêmico Ray Moynihan, da Universidade de Newcastle, na Austrália, mostra as conclusões que chegou enquanto pesquisava para escrever seu novo livro "Sex, Lies and Pharmaceuticals" ("Sexo, Mentiras e Farmacêuticos", em tradução do título para o português).
Moynihan questiona a indústria farmacêutica por considerar que subvenciona "a ciência de uma nova condição conhecida como 'disfunção sexual feminina'", e diz que este setor contribui para o desenvolvimento de mercados em nível global para a fabricação de novos remédios.
Em suas pesquisas, o jornalista descobriu que funcionários da indústria farmacêutica tinham trabalhado com empresas de pesquisas de opinião pagas para ajudar a "desenvolver" a doença. Pesquisas realizadas teriam comprovado que este quadro clínico se estendeu.
O australiano considera, além disso, que os pesquisadores elaboraram ferramentas de diagnóstico para convencer as mulheres de que suas dificuldades sexuais merecem "um rótulo médico e um tratamento".
Desta forma, ele afirma que as estratégias de marketing das empresas farmacêuticas "estão emergindo na ciência médica de uma forma fascinante e aterrorizadora". O jornalista, então, se pergunta se é necessário encontrar um novo enfoque para definir o distúrbio.
Moynihan cita um empregado de uma empresa que alega que a companhia está interessada em "acelerar o desenvolvimento de uma doença", além de revelar como elas financiam pesquisas que refletem extensão de problemas sexuais e encontram ferramentas para avaliar as mulheres por seus supostos "transtornos de desejo sexual hipoativo".
De acordo com o artigo, muitos dos cientistas ligados a estas atividades são empregados das empresas farmacêuticas ou têm interesses econômicos na indústria.
Ao mesmo tempo, outros relatórios científicos realizados sem financiamentos questionaram se a propagação da disfunção realmente existiu.
A indústria farmacêutica também tem, atualmente, um papel pioneiro de "educar" tanto profissionais quanto o público sobre esta condição, de acordo com o acadêmico.
Moynihan cita como exemplo um curso financiado pela farmacêutica Pfizer desenvolvido para médicos dos Estados Unidos que argumentaram que até 63% das mulheres sofriam distúrbios sexuais e que a testosterona e o sildenafil (componente do Viagra) poderiam ajudá-las, se combinados com terapia.
"Talvez seja hora de reavaliar a forma como o sistema médico define as doenças comuns e recomenda como tratá-las", sugeriu.
Por outro lado, a médica Sandy Goldbeck-Wood, especialista em medicina psicossexual, apontou em um comentário à parte no mesmo jornal que "ao se defrontar com uma mulher chorando, cuja libido desapareceu e que está aterrorizada de perder o casamento, os médicos podem sentir uma pressão imensa para fornecer uma solução imediata e efetiva".
NOSSO COMENTÁRIO:
Muitas dos distúrbios no campo da libido e das disfunções sexuais aumentaram; por vários motivos; dentre eles: estresse crônico (especialmente o aumento do cortisol) – relações afetivas cada vez mais alteradas e desgastadas – padronização intensa do orgasmo – relações sexuais tipo fast-food - indução pela mídia – e muitos outros fatores.
Mas, fiquem atentos às notícias de problemas que não são problemas de fato – e lembrem-se vem aí a super bactéria. Já estão avisados.
Vejam notícia correlata no http://xepacosmica.blogspot.com
A ÉTICA DA INDÚSTRIA DA DOENÇA E DA CURA
A relação entre a indústria farmacêutica e a formação médica precisa de revisão urgente. Os médicos de forma subliminar acabam funcionando como “laranjas” dos interesses da indústria.
O processo de transmutar fatos naturais da vida em doenças é antigo: transformaram o nascimento num evento hospitalar; é proibido morrer em casa; a menopausa virou doença a ser combatida desde a adolescência, etc.
Vejamos esta notícia:
Laboratórios promovem "criação" de doenças sexuais, diz artigo
Londres, 30 set (EFE). - Os laboratórios ajudaram a "gerar" quadros clínicos, como a disfunção sexual feminina, com objetivo de desenvolver um mercado global de novos remédios, segundo artigo publicado nesta quinta-feira no "British Medical Journal".
No texto, o jornalista e acadêmico Ray Moynihan, da Universidade de Newcastle, na Austrália, mostra as conclusões que chegou enquanto pesquisava para escrever seu novo livro "Sex, Lies and Pharmaceuticals" ("Sexo, Mentiras e Farmacêuticos", em tradução do título para o português).
Moynihan questiona a indústria farmacêutica por considerar que subvenciona "a ciência de uma nova condição conhecida como 'disfunção sexual feminina'", e diz que este setor contribui para o desenvolvimento de mercados em nível global para a fabricação de novos remédios.
Em suas pesquisas, o jornalista descobriu que funcionários da indústria farmacêutica tinham trabalhado com empresas de pesquisas de opinião pagas para ajudar a "desenvolver" a doença. Pesquisas realizadas teriam comprovado que este quadro clínico se estendeu.
O australiano considera, além disso, que os pesquisadores elaboraram ferramentas de diagnóstico para convencer as mulheres de que suas dificuldades sexuais merecem "um rótulo médico e um tratamento".
Desta forma, ele afirma que as estratégias de marketing das empresas farmacêuticas "estão emergindo na ciência médica de uma forma fascinante e aterrorizadora". O jornalista, então, se pergunta se é necessário encontrar um novo enfoque para definir o distúrbio.
Moynihan cita um empregado de uma empresa que alega que a companhia está interessada em "acelerar o desenvolvimento de uma doença", além de revelar como elas financiam pesquisas que refletem extensão de problemas sexuais e encontram ferramentas para avaliar as mulheres por seus supostos "transtornos de desejo sexual hipoativo".
De acordo com o artigo, muitos dos cientistas ligados a estas atividades são empregados das empresas farmacêuticas ou têm interesses econômicos na indústria.
Ao mesmo tempo, outros relatórios científicos realizados sem financiamentos questionaram se a propagação da disfunção realmente existiu.
A indústria farmacêutica também tem, atualmente, um papel pioneiro de "educar" tanto profissionais quanto o público sobre esta condição, de acordo com o acadêmico.
Moynihan cita como exemplo um curso financiado pela farmacêutica Pfizer desenvolvido para médicos dos Estados Unidos que argumentaram que até 63% das mulheres sofriam distúrbios sexuais e que a testosterona e o sildenafil (componente do Viagra) poderiam ajudá-las, se combinados com terapia.
"Talvez seja hora de reavaliar a forma como o sistema médico define as doenças comuns e recomenda como tratá-las", sugeriu.
Por outro lado, a médica Sandy Goldbeck-Wood, especialista em medicina psicossexual, apontou em um comentário à parte no mesmo jornal que "ao se defrontar com uma mulher chorando, cuja libido desapareceu e que está aterrorizada de perder o casamento, os médicos podem sentir uma pressão imensa para fornecer uma solução imediata e efetiva".
NOSSO COMENTÁRIO:
Muitas dos distúrbios no campo da libido e das disfunções sexuais aumentaram; por vários motivos; dentre eles: estresse crônico (especialmente o aumento do cortisol) – relações afetivas cada vez mais alteradas e desgastadas – padronização intensa do orgasmo – relações sexuais tipo fast-food - indução pela mídia – e muitos outros fatores.
Mas, fiquem atentos às notícias de problemas que não são problemas de fato – e lembrem-se vem aí a super bactéria. Já estão avisados.
Vejam notícia correlata no http://xepacosmica.blogspot.com
A ÉTICA DA INDÚSTRIA DA DOENÇA E DA CURA
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
SOCIEDADE PROVISÓRIA – INFERNO À VISTA
“Seu Cabral vinha navegando: inferno á vista...”
Tudo bem que não tenhamos sido descobertos de forma planejada – mas, que isso não deve ser desculpa; é vero.
É preciso mudar nosso DNA cultural para atender á demanda da vida com qualidade, daqui em diante.
Cá entre nós, a cultura de tornar definitivas as medidas provisórias é um flagelo a atormentar nossa vida particular, familiar, social e política.
Nós temos alergia a tudo que seja planejado, definido, estudado - Metas de longo prazo são muito demoradas para quem gosta de levar vantagem em tudo.
Nesta terra, nós vivemos como se a vida transitória fosse durar para sempre.
No planejamento de nossa existência apenas investimos nas metas de curto prazo.
- Nas finanças. Gastamos mais do que receberemos. O provisório uso do cheque especial e do crédito; torna-se um hábito financeiro definitivo.
- No cultivo das relações afetivas. Ficar e fazer um test drive sexual e afetivo é uma forma de viver que chegou e ficou. Somos adeptos dos ditados populares práticos e fast food: Quem dá para os pobres: cria o filho só – responsabilidade é para otários.
- Nos cuidados com a saúde. Somos os campeões do uso de sintomáticos. A sociedade do analgésico. Investir em prevenção de saúde é coisa para quem não tem o que fazer; o negócio é aproveitar a vida.
- Na convivência social. As pessoas se buscam e descartam segundo os interesses do momento.
- Horários foram feitos para serem descumpridos.
- Regras para serem burladas.
- Viver com ética não dá lucro; pois, exige investimentos educacionais de longo prazo.
- Nas amizades. As rapidinhas não precisam de nome; não trazem problemas; vão e vem como ondas.
- Na vida política. É sinal de esperteza não se definir. Princípios dão trabalho. Ética impede as amarrações. Programa de trabalho de longo prazo é entregar os dividendos para os sucessores.
Tudo que ocorre no macro é a soma das individualidades. E no íntimo, também somos a somatória de nós mesmos.
Para preencher esse vazio que começa a tomar conta do nosso peito e da mente; trazendo aquela sensação de inutilidade - o momento atual exige reflexão:
O que em nossas vidas é provisório?
O que é definitivo?
Quais são minhas metas de curto, médio e longo prazo? Estão alinhadas num mesmo foco? Tenho um projeto de vida?
Viver uma vida provisória é a principal razão das incertezas, conflitos, tristeza, depressão, pânico, angústia e seus filhotes: insônia, perda de memória, dores para todo lado, vontade de dormir para sempre.
O estilo de viver sob a batuta do provisório e da gariba; vai nos levar, mais além, a um inferno já muitas vezes, por nós, navegado.
Viver de forma provisória nos tira a dignidade; pois, perdemos o respeito por nós mesmos. E também por não estabelecermos uma vida regida pelos princípios da ética cósmica; no coletivo, são raras dentre milhões a conviver, as pessoas que se fazem respeitar por viver sob a guarida da simplicidade, honestidade, coerência.
O que fazer para encontrar metas de vida, definitivas; imutáveis?
Praticando o básico:
Consulte permanentemente sua consciência, sem usar de desculpas nem justificativas, para saber se em cada momento fez o melhor possível.
No trato consigo mesmo e com os outros adote a máxima: só faça aos outros; aquilo que gostaria de receber – a começar pelo pensamento.
Se cada um de nós, deixar de ser um cidadão provisório; breve nós viveremos numa sociedade justa, ética, saudável, feliz, próspera, rica, amorosa.
Quer se curar?
Não garibe sua saúde com sintomáticos nem pseudo preventivos – planeje sua cura.
Quer melhorar a vida social e política da sua terra – não se preocupe apenas em escolher o melhor candidato para esta eleição – atue politicamente o ano inteiro, o tempo todo; faça, cobre, exija, ponha, disponha e deponha se for preciso...
Tudo bem que não tenhamos sido descobertos de forma planejada – mas, que isso não deve ser desculpa; é vero.
É preciso mudar nosso DNA cultural para atender á demanda da vida com qualidade, daqui em diante.
Cá entre nós, a cultura de tornar definitivas as medidas provisórias é um flagelo a atormentar nossa vida particular, familiar, social e política.
Nós temos alergia a tudo que seja planejado, definido, estudado - Metas de longo prazo são muito demoradas para quem gosta de levar vantagem em tudo.
Nesta terra, nós vivemos como se a vida transitória fosse durar para sempre.
No planejamento de nossa existência apenas investimos nas metas de curto prazo.
- Nas finanças. Gastamos mais do que receberemos. O provisório uso do cheque especial e do crédito; torna-se um hábito financeiro definitivo.
- No cultivo das relações afetivas. Ficar e fazer um test drive sexual e afetivo é uma forma de viver que chegou e ficou. Somos adeptos dos ditados populares práticos e fast food: Quem dá para os pobres: cria o filho só – responsabilidade é para otários.
- Nos cuidados com a saúde. Somos os campeões do uso de sintomáticos. A sociedade do analgésico. Investir em prevenção de saúde é coisa para quem não tem o que fazer; o negócio é aproveitar a vida.
- Na convivência social. As pessoas se buscam e descartam segundo os interesses do momento.
- Horários foram feitos para serem descumpridos.
- Regras para serem burladas.
- Viver com ética não dá lucro; pois, exige investimentos educacionais de longo prazo.
- Nas amizades. As rapidinhas não precisam de nome; não trazem problemas; vão e vem como ondas.
- Na vida política. É sinal de esperteza não se definir. Princípios dão trabalho. Ética impede as amarrações. Programa de trabalho de longo prazo é entregar os dividendos para os sucessores.
Tudo que ocorre no macro é a soma das individualidades. E no íntimo, também somos a somatória de nós mesmos.
Para preencher esse vazio que começa a tomar conta do nosso peito e da mente; trazendo aquela sensação de inutilidade - o momento atual exige reflexão:
O que em nossas vidas é provisório?
O que é definitivo?
Quais são minhas metas de curto, médio e longo prazo? Estão alinhadas num mesmo foco? Tenho um projeto de vida?
Viver uma vida provisória é a principal razão das incertezas, conflitos, tristeza, depressão, pânico, angústia e seus filhotes: insônia, perda de memória, dores para todo lado, vontade de dormir para sempre.
O estilo de viver sob a batuta do provisório e da gariba; vai nos levar, mais além, a um inferno já muitas vezes, por nós, navegado.
Viver de forma provisória nos tira a dignidade; pois, perdemos o respeito por nós mesmos. E também por não estabelecermos uma vida regida pelos princípios da ética cósmica; no coletivo, são raras dentre milhões a conviver, as pessoas que se fazem respeitar por viver sob a guarida da simplicidade, honestidade, coerência.
O que fazer para encontrar metas de vida, definitivas; imutáveis?
Praticando o básico:
Consulte permanentemente sua consciência, sem usar de desculpas nem justificativas, para saber se em cada momento fez o melhor possível.
No trato consigo mesmo e com os outros adote a máxima: só faça aos outros; aquilo que gostaria de receber – a começar pelo pensamento.
Se cada um de nós, deixar de ser um cidadão provisório; breve nós viveremos numa sociedade justa, ética, saudável, feliz, próspera, rica, amorosa.
Quer se curar?
Não garibe sua saúde com sintomáticos nem pseudo preventivos – planeje sua cura.
Quer melhorar a vida social e política da sua terra – não se preocupe apenas em escolher o melhor candidato para esta eleição – atue politicamente o ano inteiro, o tempo todo; faça, cobre, exija, ponha, disponha e deponha se for preciso...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
SERÁ ESSE O PREÇO DA LIBERDADE?
Atrelar a formação dos profissionais da saúde, especialmente a classe médica, à indústria farmacêutica, foi um dos maiores equívocos da atual civilização.
O estilo de medicina que nos foi imposto mais ajuda a morrer mais depressa do que a nos curarmos – e, não se trata apenas de efeitos colaterais, leves, graves e gravíssimos – sob o engodo da cura sem esforço e sem necessidade de mudança no estilo de vida e nos hábitos; continuamos sempre a cometer os mesmos delitos contra a própria sanidade e até contra a própria vida.
Sob os olhares cobiçosos dos governantes e a lentidão da justiça – raramente essas corporações e seus gestores, reparam de forma exemplar os estragos que fazem na precária saúde dos doentes – além de, na atualidade usarem os próprios consumidores de remédios como cobaias que pagam para serem cobaias (conforme colocamos em artigo á disposição no bloog) – basta ver o número de “novos” medicamentos patenteados e “otorizados” que saem de circulação todo mês.
Cada caso é um caso; mas, a maioria dos doentes crônicos que fazem uso de medicação contínua; não precisaria dos remédios; há sempre alternativas, menos danosas e até sem custo. Mas, para isso, é preciso reformular a visão a respeito de saúde, doença e cura – e, especialmente investir de fato em EDUCAÇÃO para a saúde.
Leiam a notícia e se posicionem.
Particularmente – sinto nojo de ser humano e conviver com criaturas sombrias que só pensam no lucro e na indústria das patentes (outra mentira a ser desvendada).
Mas, é possível que se esse fato realmente se concretizar milhões de doentes se libertem de remédios pouco úteis – no princípio pode ser sofrido; pois a mídia meterá muito medo nas pessoas – mas, depois, a auto-estima vai melhorar muito: eu não preciso tomar isso a vida inteira.
FAÇAM SEU PRÓPRIO JUÍZO.
Não deixem de se mobilizar.
Alguns países ricos estão tentando passar um acordo secreto que iria privar milhões de pessoas pobres de remédios genéricos e cortar direitos fundamentais de propriedade intelectual. Não podemos deixar alguns países decidir o destino de bilhões por trás de portas fechadas – assine a petição:
“Os governos mais ricos do mundo estão negociando esta semana um acordo secreto que poderá restringir a comercialização de medicamentos genéricos essenciais. Milhões de pessoas pobres dependem destes medicamentos para tratar doenças como a malária e o HIV. Se o acordo for adiante, muitas pessoas não terão mais acesso a remédios de baixo custo, colocando milhões de vidas em risco.
Um dos principais alvos deste tratado é o Brasil, que está sendo intencionalmente excluído do processo, junto com a China e a Índia. O tratado deverá definir regras para vários assuntos como transgênicos, a Internet e medicamentos. Os países responsáveis estão se apressando para fechar um acordo antes que haja uma revolta da opinião pública, mas as notícias sobre o tratado vazaram e a oposição está crescendo.
As nossas vozes podem trazer este absurdo à tona. A pressão popular já conseguiu parar negociações comerciais injustas antes. Agora podemos novamente garantir que nenhum acordo injusto seja assinado em reuniões fechadas. Assine a petição agora por um processo aberto e justiça para medicamentos genéricos – a Avaaz e parceiros irão entregar a petição semana que vem nas negociações em Tóquio. Assine e divulgue:
http://www.avaaz.org/po/acta/?vl
O chamado ACTA, Acordo Comercial Anti Falsificações, foi intencionalmente mantido fora dos holofotes públicos. Mas agora ele vazou e defensores da saúde pública e da liberdade na Internet estão soando o alarme. Nas últimas semanas a China, Índia e o Parlamento Europeu começaram a criticar o acordo.
O acordo proposto é bem preocupante, mas a sua parte mais absurda se refere aos genéricos. O ACTA trataria muitos medicamentos “genéricos” e "falsificados" de forma idêntica, sujeitando os genéricos às mesmas táticas de “apreensão e destruição” aplicadas aos medicamentos falsificados.
Gigantes da indústria farmacêutica afirmam que isto é necessário para proteger os consumidores - mas eles mesmos vendem versões genéricas de medicamentos cujas patentes expiraram. Os medicamentos genéricos, que são muitas vezes 90% mais baratos, não são inerentemente mais ou menos seguros do que os medicamentos de marca. O que está em jogo é o lucro das empresas farmacêuticas versus a vida das pessoas pobres.
A mobilização popular em massa já conseguiu interromper ações similares de grandes empresas farmacêuticas e governos ricos. Não vamos deixar alguns países decidir o destino de milhões de vidas em acordos secretos - assine a petição e divulgue:
http://www.avaaz.org/po/acta/?vl
Receber tratamento quando estamos doentes é algo fundamental para todos nós. A nossa mobilização esta semana pode garantir que os mais necessitados continuem tendo acesso a medicamentos essenciais. Juntos nós podemos começar a construir um futuro em que cada um de nós poderá superar doenças e permanecer saudável.
Com a esperança de um mundo melhor,
Ben, Alex, David, Maria Paz, Iain e toda a equipe Avaaz
P.S Atualização Ficha Limpa: Com o impasse do Supremo Tribunal Federal, a Lei Ficha Limpa continua em efeito para as eleições.
Leia mais sobre o ACTA:
A luta entre ricos e pobres em torno da propriedade intelectual:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16757
Como o ACTA ameaça nossa liberdade:
http://www.outraspalavras.net/?p=921
ACTA: o tratado anti-pirataria que a Casa Branca não quer que o público conheça:
http://remixtures.com/2009/10/acta-o-tratado-anti-pirataria-que-a-casa-branca-nao-quer-que-o-publico-conhececa/
Países não se entendem sobre lei supranacional de repressão à pirataria:
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/02/25/paises-nao-se-entendem-sobre-lei-supranacional-de-repressao-a-pirataria/
________________________________________
A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.
Esta mensagem foi enviada para ana@ecoeacao.com.br. Para mudar o seu email, língua ou outras informações clique aqui. Não quer mais receber nossos alertas? Clique aqui para remover o seu email.
Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact
.
NÃO PODER MAIS COMPRAR O REMÉDIO QUE ESCRAVIZA – SERÁ ESSE O PREÇO DA LIBERDADE?
O estilo de medicina que nos foi imposto mais ajuda a morrer mais depressa do que a nos curarmos – e, não se trata apenas de efeitos colaterais, leves, graves e gravíssimos – sob o engodo da cura sem esforço e sem necessidade de mudança no estilo de vida e nos hábitos; continuamos sempre a cometer os mesmos delitos contra a própria sanidade e até contra a própria vida.
Sob os olhares cobiçosos dos governantes e a lentidão da justiça – raramente essas corporações e seus gestores, reparam de forma exemplar os estragos que fazem na precária saúde dos doentes – além de, na atualidade usarem os próprios consumidores de remédios como cobaias que pagam para serem cobaias (conforme colocamos em artigo á disposição no bloog) – basta ver o número de “novos” medicamentos patenteados e “otorizados” que saem de circulação todo mês.
Cada caso é um caso; mas, a maioria dos doentes crônicos que fazem uso de medicação contínua; não precisaria dos remédios; há sempre alternativas, menos danosas e até sem custo. Mas, para isso, é preciso reformular a visão a respeito de saúde, doença e cura – e, especialmente investir de fato em EDUCAÇÃO para a saúde.
Leiam a notícia e se posicionem.
Particularmente – sinto nojo de ser humano e conviver com criaturas sombrias que só pensam no lucro e na indústria das patentes (outra mentira a ser desvendada).
Mas, é possível que se esse fato realmente se concretizar milhões de doentes se libertem de remédios pouco úteis – no princípio pode ser sofrido; pois a mídia meterá muito medo nas pessoas – mas, depois, a auto-estima vai melhorar muito: eu não preciso tomar isso a vida inteira.
FAÇAM SEU PRÓPRIO JUÍZO.
Não deixem de se mobilizar.
Alguns países ricos estão tentando passar um acordo secreto que iria privar milhões de pessoas pobres de remédios genéricos e cortar direitos fundamentais de propriedade intelectual. Não podemos deixar alguns países decidir o destino de bilhões por trás de portas fechadas – assine a petição:
“Os governos mais ricos do mundo estão negociando esta semana um acordo secreto que poderá restringir a comercialização de medicamentos genéricos essenciais. Milhões de pessoas pobres dependem destes medicamentos para tratar doenças como a malária e o HIV. Se o acordo for adiante, muitas pessoas não terão mais acesso a remédios de baixo custo, colocando milhões de vidas em risco.
Um dos principais alvos deste tratado é o Brasil, que está sendo intencionalmente excluído do processo, junto com a China e a Índia. O tratado deverá definir regras para vários assuntos como transgênicos, a Internet e medicamentos. Os países responsáveis estão se apressando para fechar um acordo antes que haja uma revolta da opinião pública, mas as notícias sobre o tratado vazaram e a oposição está crescendo.
As nossas vozes podem trazer este absurdo à tona. A pressão popular já conseguiu parar negociações comerciais injustas antes. Agora podemos novamente garantir que nenhum acordo injusto seja assinado em reuniões fechadas. Assine a petição agora por um processo aberto e justiça para medicamentos genéricos – a Avaaz e parceiros irão entregar a petição semana que vem nas negociações em Tóquio. Assine e divulgue:
http://www.avaaz.org/po/acta/?vl
O chamado ACTA, Acordo Comercial Anti Falsificações, foi intencionalmente mantido fora dos holofotes públicos. Mas agora ele vazou e defensores da saúde pública e da liberdade na Internet estão soando o alarme. Nas últimas semanas a China, Índia e o Parlamento Europeu começaram a criticar o acordo.
O acordo proposto é bem preocupante, mas a sua parte mais absurda se refere aos genéricos. O ACTA trataria muitos medicamentos “genéricos” e "falsificados" de forma idêntica, sujeitando os genéricos às mesmas táticas de “apreensão e destruição” aplicadas aos medicamentos falsificados.
Gigantes da indústria farmacêutica afirmam que isto é necessário para proteger os consumidores - mas eles mesmos vendem versões genéricas de medicamentos cujas patentes expiraram. Os medicamentos genéricos, que são muitas vezes 90% mais baratos, não são inerentemente mais ou menos seguros do que os medicamentos de marca. O que está em jogo é o lucro das empresas farmacêuticas versus a vida das pessoas pobres.
A mobilização popular em massa já conseguiu interromper ações similares de grandes empresas farmacêuticas e governos ricos. Não vamos deixar alguns países decidir o destino de milhões de vidas em acordos secretos - assine a petição e divulgue:
http://www.avaaz.org/po/acta/?vl
Receber tratamento quando estamos doentes é algo fundamental para todos nós. A nossa mobilização esta semana pode garantir que os mais necessitados continuem tendo acesso a medicamentos essenciais. Juntos nós podemos começar a construir um futuro em que cada um de nós poderá superar doenças e permanecer saudável.
Com a esperança de um mundo melhor,
Ben, Alex, David, Maria Paz, Iain e toda a equipe Avaaz
P.S Atualização Ficha Limpa: Com o impasse do Supremo Tribunal Federal, a Lei Ficha Limpa continua em efeito para as eleições.
Leia mais sobre o ACTA:
A luta entre ricos e pobres em torno da propriedade intelectual:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16757
Como o ACTA ameaça nossa liberdade:
http://www.outraspalavras.net/?p=921
ACTA: o tratado anti-pirataria que a Casa Branca não quer que o público conheça:
http://remixtures.com/2009/10/acta-o-tratado-anti-pirataria-que-a-casa-branca-nao-quer-que-o-publico-conhececa/
Países não se entendem sobre lei supranacional de repressão à pirataria:
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/02/25/paises-nao-se-entendem-sobre-lei-supranacional-de-repressao-a-pirataria/
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NÃO PODER MAIS COMPRAR O REMÉDIO QUE ESCRAVIZA – SERÁ ESSE O PREÇO DA LIBERDADE?
DIÁLOGO DE SURDOS NA RELAÇÃO ENTRE MÉDICO E PACIENTE
Uma das principais queixas dos consumidores da saúde na atualidade; é que os médicos não escutam os pacientes - descontados os problemas causados pelo sistema de seguro saúde e pela precariedade do serviço público – há, no mínimo, um sério problema de educação e cultura em jogo: as pessoas não sabem ouvir; todos querem apenas falar; ou, nem isso; quando se trata de preservar interesses.
Desejamos ardentemente ser ouvidos; sem sermos interrompidos.
Estamos todos carentes de amor e atenção – a vida se tornou fast-food e descartável – ninguém tem tempo para ouvir ninguém; esse, até certo ponto, é um dos fatores de risco de contrairmos muitas doenças; de demorarmos a nos curar e até morrermos em virtude delas.
Com certeza muitos pacientes ficariam livres de seus sintomas se o médico dispusesse de tempo para funcionar como terapeuta ou psicólogo. Mas, não é nem será o caso; pois, além de ser inviável no atual sistema, sob muitos aspectos; ainda não daria certo para o tipo de ser humano disponível no mercado da vida na atualidade.
A lei da reciprocidade não faz parte da nossa prática de vida:
Quando na condição de paciente queremos ser ouvidos; mas, não queremos ouvir o médico; suas recomendações mais básicas a respeito de cuidados mais do que primários, com relação aos hábitos de vida soam aos nossos ouvidos como válvula de escape para falta de competência – as pessoas reclamam; mas, se saem de um consultório sem uma lista enorme de pedido de exames ou uma receita com um monte de medicamentos, o médico não é dos bons.
Fazendo uma paródia: quando se trata de relatar os sintomas, os pacientes se comportam como as mulheres – elas, necessitam, querem falar; não lhes interessa soluções, precisam apenas falar.
Os médicos representam o lado masculino da medicina, não tem paciência para ouvir; e logo eles apresentam soluções; as mais práticas, possível. Tal e qual nos relacionamentos entre homens e mulheres; essa postura oposta de necessidade de falar e ouvir gera discórdia.
No fundo, o núcleo de nossos problemas humanos sempre será: educação. Impossível reestruturar qualquer área de nossas atividades sem mexer no sistema educacional.
Neste hospital psiquiátrico que é o planeta, vamos levando a vida – o sistema de saúde adotado em boa parte do mundo tornou os médicos surdos; alguns estão ficando surdos e mudos; apenas escrevem ou digitam – os pacientes falam com seus botões e trocam impressões diagnosticas entre si receitam uns para os outros, se automedicam.
Segundo os ditados populares houve piora; dizia o antigo: “De médico e louco, todo mundo tem um pouco” – Acrescente-se hoje: “De médico, louco, surdo e mudo, todo mundo tem um pouco, bastante”.
Esse estilo de comunicação entre médicos e pacientes gera desconfiança que quebra a sintonia; dificultando o desaparecimento dos sintomas ou a cura.
Próximos assuntos.
Desejamos ardentemente ser ouvidos; sem sermos interrompidos.
Estamos todos carentes de amor e atenção – a vida se tornou fast-food e descartável – ninguém tem tempo para ouvir ninguém; esse, até certo ponto, é um dos fatores de risco de contrairmos muitas doenças; de demorarmos a nos curar e até morrermos em virtude delas.
Com certeza muitos pacientes ficariam livres de seus sintomas se o médico dispusesse de tempo para funcionar como terapeuta ou psicólogo. Mas, não é nem será o caso; pois, além de ser inviável no atual sistema, sob muitos aspectos; ainda não daria certo para o tipo de ser humano disponível no mercado da vida na atualidade.
A lei da reciprocidade não faz parte da nossa prática de vida:
Quando na condição de paciente queremos ser ouvidos; mas, não queremos ouvir o médico; suas recomendações mais básicas a respeito de cuidados mais do que primários, com relação aos hábitos de vida soam aos nossos ouvidos como válvula de escape para falta de competência – as pessoas reclamam; mas, se saem de um consultório sem uma lista enorme de pedido de exames ou uma receita com um monte de medicamentos, o médico não é dos bons.
Fazendo uma paródia: quando se trata de relatar os sintomas, os pacientes se comportam como as mulheres – elas, necessitam, querem falar; não lhes interessa soluções, precisam apenas falar.
Os médicos representam o lado masculino da medicina, não tem paciência para ouvir; e logo eles apresentam soluções; as mais práticas, possível. Tal e qual nos relacionamentos entre homens e mulheres; essa postura oposta de necessidade de falar e ouvir gera discórdia.
No fundo, o núcleo de nossos problemas humanos sempre será: educação. Impossível reestruturar qualquer área de nossas atividades sem mexer no sistema educacional.
Neste hospital psiquiátrico que é o planeta, vamos levando a vida – o sistema de saúde adotado em boa parte do mundo tornou os médicos surdos; alguns estão ficando surdos e mudos; apenas escrevem ou digitam – os pacientes falam com seus botões e trocam impressões diagnosticas entre si receitam uns para os outros, se automedicam.
Segundo os ditados populares houve piora; dizia o antigo: “De médico e louco, todo mundo tem um pouco” – Acrescente-se hoje: “De médico, louco, surdo e mudo, todo mundo tem um pouco, bastante”.
Esse estilo de comunicação entre médicos e pacientes gera desconfiança que quebra a sintonia; dificultando o desaparecimento dos sintomas ou a cura.
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