sexta-feira, 7 de maio de 2010

SÍNDROME DO PATINHO FEIO

Escolhi uma vertente da profissão de curador no mundo das patologias complicada; gratificante ás vezes; sofrida a maior parte do tempo – lidar com famílias e suas dificuldades patológicas ainda é quase desanimador – seres complicados fabricando seres a cada dia mais complicados; claro que isso ainda vai desembocar em perigosa e seletiva encrenca das boas – muitos belos patinhos na aparência tornam-se patinhos feios sem que o sejam.

Motivos para desânimo: nosso raciocínio, ainda está fixado apenas; na parte material da patologia; nossa preocupação com as crianças reside em doenças físicas ou genéticas; em seguir protocolos; padrões de condutas médicas; calendário de vacinas.
A educação está focada quase que exclusivamente na instrução – há pouca ou nenhuma preocupação em saber quem somos nós, e o que fazemos aqui; enfim, não há interesse em educar para a vida; queremos transformar nossa ninhada de patos, sem passar pela fase de marrecos e de gansos, em cisnes num passe de mágica.

Nosso sonho de consumo como pais e familiares da sociedade patopolense é colocar crianças no mundo que sejam vencedoras: bonitas, fortinhas (saudáveis), obedientes; e o mais importante: sem “trabalho”.
Desejamos oferecer aos nossos filhos o que a vida nos negou; os entupimos de guloseimas, tranqueiras, badulaques – e nos esquecemos do mais importante: nutri-las com disciplina, cuidados, atenção e amor – daí, nós podemos criar fortes e poderosos monstrengos sociais; sofridos marginais da sociedade (em valores e aquisições); pois, além de patinhos feios; há patos bons e patos maus.

Sou portador de um distúrbio no DNA: um radar poderoso para detectar problemas que alguns chamam de intuição – mas, que na tarefa de vida que escolhi, pouca utilidade prática possui; pois não adianta identificar problemas á vista no futuro das crianças patopolenses; é preciso que nos preparemos para resolvê-los – mas, para sobreviver e manter a integridade psicológica; pois a vida não comporta mais salvadores do mundo: problema meu, problema meu; problema seu, problema seu; dentro dessa tentativa de isenção o que é possível fazer?
– Como compartilhar com a família pata os problemas que estão por vir e as soluções na vida daquela criança possível patinho feio?
- Qual a mágica para repartir o que se percebe com pessoas que não desejam participar (patos que se acham cisnes são os piores) e outras que não têm a mínima condição?
Estou aprendendo a lidar com esse distúrbio; claro que de forma sofrida como deve ser para os idealistas mais apressados da patolândia.
Antes, algo me dizia: essa criança é “esquisita” e terá uma vida difícil como patinho feio; mas, a experiência ajuda a diferenciar uns dos outros. Esse tem tudo para tornar-se um depressivo; sofredor de pânico; exterminador do futuro; suicida, ególatra, etc.

Para que eu aprenda; confesso que ainda não entendo para que. Muitas dessas crianças que a intuição lá atrás sinalizou: problema futuro á vista; estão retornando com as encrencas antes intuídas.
Por quê? Para que?
Não teria sentido pensar que as coisas acontecem por misteriosos desígnios, apenas, porque metade da tarefa é nossa; afinal somos candidatos a humanos cisnes (que alguns chamam de anjos). A vida não é uma obra acabada, mas em andamento: construção e reconstrução. Façamos nossa parte sempre. Mas, lidar com a frustração é complicado – Segundo meu ideal de mostrar que patos podem virar cisnes; sou um profissional patológico ainda pouco eficiente – pois, das sei lá quantas mil crianças patas que atendi com o que eu costumo chamar de “doenças da alma”; sinto que ajudei apenas algumas dezenas de patinhos feios a descobrirem que no fundo todos somos belos e graciosos cisnes em potencial; basta que alguém nos ajude a descobrir.

Frustrações patológicas á parte.

Nosso bate papo de hoje é a respeito de crianças com a doença da alma que denomino (na brincadeira): Síndrome do patinho feio (baseado num conto infantil de Hans Christian Andersen).
Nada a ver com aparência; patinho feio no comportamento – claro que se juntarmos as duas coisas que o deus dos patos acuda.

ERA UMA VEZ (e continuará sendo até sei lá quando).

A mamãe pata (nada lógica ainda) escolheu o lugar ideal para fazer seu ninho (hospital) bem protegido pelo convênio, que cria um remanso seguro com belas e exóticas flores (exames), enquanto chocava os ovos (pré-natal).
Na data pré-determinada o pato parteiro (na evolução as coisas mudam) veio bicar (cesariar) os ovos e colocar o patinho, ou os, á mercê da vida.

Ansiedade a mil:
Nem sempre o patinho nascedouro corresponde ás expectativas e a mamãe pata que ainda sofre de uma doença chamada insegurança comparativa causada pelo vírus da cretinice mental, permite que a patalhada em torno (família) passe a dar palpites.
Com o coração no bico, ela procura colocar o patinho em contato com os outros, para se assegurar de que pertence á espécie e se adaptará á vida patológica (família, escola, sociedade) – um problema é que nos primeiros tempos todos se parecem; e se o filhote não cumpre com as regras básicas da natureza nessa fase; já se detecta graves encrencas.
Mas, coração de pata mãe (intuição) não se engana e alguns patinhos ela não entende por que; mas sabe que são diferentes; e para evitar a culpa de não tê-lo chocado direito; ela passa a dar-lhe atenção demais ou a quase ignorá-lo.
Claro que há patas e patas; pois algumas não sabem de quem se originou aquele ovo; outras os ovos anteriores tem origens diferentes.
Estamos falando de mães-patas diferenciadas e não deficientes.

Evidente que as mamães patas adoram mostrar sua ninhada para serem parabenizadas; mas, se algum deles foge do contexto de beleza ou de sucesso da patalhada em torno; tendem a escondê-lo; em vão; pois, a sociedade ecológica dos bichos em torno é cruel.
Nossa viu o filho da pata fulana: - Feinho né? – Parece meio bobão! – Desengonçado! - Acho que é problemático! – Parece mal de família; é bisneto do seu patoldo; lembra dele? – aquele pato doidão!

Na seqüência dos anos; de um jeito ou de outro, conscientes ou não, todos perseguiam o “diferente” ou o isolavam.

E assim o patinho feio crescia mal cuidado e desprezado.

Na família, era alvo de chacota do resto da ninhada e da patada parentela; até sua mãe que o protegia por instinto passa a tentar esconde-lo e a compará-lo sistematicamente com os outros; seu patonildo, mal chega perto dele.
Para a vizinhança ele é “o ser” o cara estranho; e usado como comparativo normótico negativo. Se não fizer isso ou aquilo vai ficar que nem o fulano!
Mas na escola da patolândia, é que o bicho pega; ninguém quer brincar com ele; a única coisa que tem mais que os outros é apelido, cada um mais cruel do que os outros. Talvez um dos bichos mais cruéis da natureza seja o patinho criado com a ração da normose.
As mestras patas, não gostam de patinhos feios em suas salas; mas, o diretor das patadas decretou que todos devem ser incluídos; o que gerou um alvoroço nas salas de aula da lagoa.

Um dia desesperado o patinho fugiu: para dentro de si mesmo. Aventurou-se num mundo estranho: sua própria intimidade.

Lá encontrou bichos estranhos: medo, insegurança, ansiedade, menos valia, e um bem lerdão: a depressão; que mais parecia um bicho preguiça. Alguns eram amedrontadores: raiva, ódio, amargura, tratou de sair logo dali; mas, alguns tinham um quê de fascínio; de vez em quando gostava de ficar junto de dona raiva; de vez em quando dona inveja também o fascinava; talvez fosse atraído pelo colorido – dona raiva quando excitada fica vermelhinha; já dona inveja fica verde.
Mesmo nesse colorido mundo de quase faz de conta; foi recebido com indiferença; como um estranho no próprio ninho; mas não foi maltratado nem ridicularizado; porém seu ego teve que brincar só, pois parecia que ninguém ligava para ele; o único que parecia mais sociável era o menos valia; mas, também era um ser esquisito cinzento, pois aparecia e desaparecia; assim do nada; mas, era sua quase única companhia.

De vez em quando ele divagava:
Parece praga de urubu! Ninguém me deixa nem ser anu quanto mais pato! Todo mundo me quer tornar pato; mas não me aceitam como pato pateta! - Ah! É isso que sou: um pato pateta! – O que tem de ruim em ser um pato pateta? – Pequenos desastres são até divertidos! Ser meio destrambelhado e desengonçado é até engraçado! – Acho que se os patos normais de vez em quando se tornassem patos patetas; quem sabe o mundo da patolândia seria mais divertido e aconchegante.

Um belo dia, seu sossego foi perturbado até nesse mundo de faz de conta, pois num conluio dos que o queriam tornar um pato normal surgiu um caçador de patinhos feios; na verdade era uma caçadora, dona patapsicopedagoga, que chegou atirando teste e avaliação prá todo lado.
Escondeu-se como foi possível no seu mundo; mas não escapou dos rótulos; mas, eram mais amenos que os apelidos; achou mais divertido ser chamado de DDAH; quase autista; beirando a esquizofrenia, etc. Pior e mais doloroso era ser chamado de esquisito; bobalhão, retardado, gardenal, etc.

Conversava muito com suas penas:
Pois é; a maioria dos patos que sofrem de normose; acham que os patinhos feios pensam pouco e não sofrem.

Detestava a invasão em seu mundo íntimo; ser rotulado como doente ou de comportamento doentio era um drama - mas, por outro lado talvez fosse a única forma de sentir-se amado e valorizado como nunca havia sido – Então, seria melhor dar uma de pato doido para continuar o jogo? – Sarar (tornar-se um pato normal; mesmo que perdedor; pois, não tinha vocação para competir com os outros patos) era acabar com a brincadeira?
O pior tormento na sua patológica vida, é ser obrigado a gostar de coisas chatas da escola da patolândia, e perder tempo aprendendo coisas tão sem interesse quanto sem lógica; além de treinar até a exaustão; só para fazer um tempo melhor na corrida dos patos; na briga pelos melhores lugares; na lagoa da patolândia).

Nascer com valores e interesses diferentes é crime? – Doença?
Decidiu colaborar para tornar-se um pato normal (feio para os olhos dos normais sempre seria); até aceitaria tomar aquela camisa de força dos seus devaneios e ímpetos para curtir a vida do seu jeito inquieto e vivaz; acostumou-se a tomar seus remédios sem reclamar.

E os anos se passaram entre consultórios, testes e mais testes; avaliações e mais avaliações; muita coisa mudou; outras nem tanto – aprendeu a defender seu mundo íntimo; mas, sua mais freqüente companhia continuava sendo a menos valia.
Tentavam enganá-lo o tempo todo dizendo que era um belo cisne; mas, o discurso nunca combinava com a prática; com o passar do tempo aprendeu a não confiar em patos normais.

Como um ser errante, um pato de chão, perambulou por aqui e ali tentando ganhar a vida com o que sobrava na lagoa; percebeu que para sobreviver no mundo dos normais, é preciso ter valores e desejos de normose – mas, isso para ele não era tão complicado quanto abrir mão de seus desejos de extasiar-se com as coisas simples da vida.

Seu destino era aventurar-se pela vida.
Lógico que o preço a pagar era alto; pois em época de fartura social até que se virava; mas, quando chegava o inverno na vida dos normais; precisava de ajuda.
Sempre se dispunha a pagar pela ajuda recebida; mas, sua condição de pato pateta sempre trazia encrencas.

Sem muito interesse no neurótico e estressante mundo dos patos, passou a viver mais tempo no mundo dos sonhos:
Nos seus; sempre via seres belíssimos parecidos com os patos; mas muito mais belos e elegantes.
Nesses momentos não sabia mais se estava acordado ou sonhando. Numa dessas escapadas da realidade da patolândia; um belo dia viu-se voando; e daí em diante brotou um desejo enorme de voar, voar, voar; mesmo sem saber para onde; ousou até sacudir as asas mais fortemente; mas o medo sempre ganhava.

Numa dessas viagens insólitas, viu-se no meio de um bando daquelas aves graciosas e belas; ficou temeroso de ser ridicularizado e expulso dali como sempre havia sido em sua vida – mas, para seu espanto foi recebido como igual – Bem vindo entre nós! – Disseram com reverência. Ficou desconcertado: isso é que pode ser chamado de inclusão.
Aquela água era diferente; parecia um espelho; e ao ver-se refletido descobriu que TAMBÉM era um cisne; um belo cisne; mas, não ficou envaidecido com isso; ao contrário; pois foi forjado no sofrer do ser diferente e desenvolveu o hábito de colocar a cabeça debaixo das asas sempre que, sentia vontade de admirar-se no espelho ou sua beleza era admirada pela cisnalhada em torno; pois havia forjado uma qualidade quase patética para a maioria da sociedade patológica; chamada: humildade.

A esperança de todos os patinhos feios, futuros patos patetas, é que alguém se interesse de fato em ajudá-los verdadeiramente a descobrir que todos nós somos cisnes. Lógico que a maior responsabilidade cabe aos donos da ninhada – mas, mesmo os profissionais da patologia desta sociedade patológica, deveriam descobrir que também são cisnes.

Nossa homenagem a dois maravilhosos patos pateta:
Toquinho e Vinícius de Morais – provando que ser diferente (bem acima da média) tem suas vantagens.

Pato Pateta
Toquinho
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes
Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
La vem o pato
Para ver o que é que há
O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela
Panela: Consultório de patologia comportamental – ás vezes temperado com ritalina, sertralina a gosto; e até uma pitada de gardenal para quem não sofre de preconceituose.

Diagnosticar é fácil ajudar na cura é que são elas.

Receita?
Respeito, aceitação, carinho (cafuné, abraços, beijos), amor e muita; mas, muita disciplina mesmo.
Para que os patinhos feios não continuem pagando o pato...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CARA DE UM FOCINHO DO OUTRO - NOSSOS IRMÃOS ANIMAIS

Lendo noticia sobre queixas registradas de ataque de cães contra pessoas – seis ao dia - publicada no jornal Diário da Região de SJRP (SP), neste domingo (2/5/10), fiquei preocupado. Esses ataques devem ocorrer em maior número; pois, na maioria dos casos onde as vítimas não apresentam grandes lesões nem é prestada queixa – os principais alvos de ataques costumam ser idosos e crianças; não é raro que ocorram mortes. Está em andamento no senado a aprovação de lei cuja finalidade é responsabilizar os donos dos animais em casos de ataques e extinguir algumas raças mais agressivas, através da esterilização.

Estarão os animais tornando-se mais agressivos?
Aumentou o número de pessoas que adotaram os chamados cães de guarda?
Em virtude do aumento da violência e dos roubos?

Somos especialistas em deturpar conceitos usando quem não pode se defender para projetar nossos distúrbios psicológicos e nossas malformações sociais e de berço. No caso, usamos expressões que não traduzem a verdade com relação aos cães; expressões do tipo: “soltar os cachorros em cima de fulano”(no caso, dizer um monte a essa pessoa – agredi-la) – “Cães de guerra” (para nos referirmos a pessoas agressivas e sem sentimentos), - “Cachorrada” (para exprimir traição), etc.

Minha real preocupação com esta fase em que vivemos, é que o comportamento dos cães espelha o comportamento humano.

Nossas espécies se afetam tão mutuamente no processo evolutivo, que usamos expressões dúbias para exprimir nossa interação: “melhor um cachorro amigo do que um amigo cachorro”.
O animal, no caso o cão, reflete o subconsciente das pessoas com quem convive e até da comunidade a que pertence. De maneira parecida como acontece na própria espécie humana com as crianças nos primeiros anos de vida – nessa fase o subconsciente tem predomínio; ele funciona como um scanner absorvendo as influências do meio ambiente; e até alterando a parte energética do DNA com repercussão no físico – Exemplo, filhos adotivos depois de alguns anos adotam as feições dos novos pais. Vale a mesma coisa para animais; quando colocamos sob nossa guarda um cão, ele adota alguém da família como modelo e o copia de forma subconsciente – volta e meia nos espantamos na rua ao nos depararmos com animais parecidos ao extremo com o dono; do jeitão á forma de andar – e se não nos vigiarmos, vamos dizer: - Nossa, cara de um focinho do outro!

Na relação com os animais temos mais a aprender ou a ensinar?

Depende.
Quem tem um cão em casa, pode simplesmente treiná-lo bem ou mal; ou até “ensinar-lhe” alguma coisa enriquecendo a bagagem subconsciente do animal; mas, acima de tudo pode aprender muito ao utilizá-lo como espelho no processo de descobrir-se a si mesmo; e a entender como funciona sua vida pessoal e familiar.
Há animais mal cuidados (estilo cão sarnento da periferia) e animais bem cuidados; há os até cuidados de forma perdulária como o “cachorro de madame” – Mostre-me seu cão que eu te direi quem és! – podemos incorporar esse mote ao nosso dia a dia – para aprender um pouco sobre quem é aquela pessoa: como pensa, sente, vive, se comporta e quais são seus valores; daí, analise tanto o aspecto quanto o comportamento do seu cão.
Psicólogos logo vão começar a pedir um relatório do veterinário ou para os clientes levarem seu cão ás consultas; pois eles podem dar dicas muito importantes a respeito dos donos – nossos amigos tem mil e uma utilidades.

Ser vivente é um processo contínuo de incorporação de conhecimentos e habilidades e, principalmente de reciclagem da personalidade, e do padrão de atitudes; nessa tarefa o animal pode ser muito útil se usado com consciência.

O assunto é muito vasto e fascinante; mas, vamos nos ater apenas a algumas observações para despertar no leitor a curiosidade pelo assunto – e claro; o respeito pela vida e pelo animal.

Frases como estas deixam expostos seus autores:

Não gosto de animal!
Cabe aí uma reflexão urgente a respeito da afetividade, do senso de doação e de responsabilidade.

Dei meu cão, ele dava muito trabalho!
Forte dica de oportunismo; nenhum ser vivo é descartável.
Sinaliza pobreza de engajamento afetivo. Se estiver prestes a se relacionar com essa pessoa; prepare-se para ficar na mão se precisar de um tipo de ajuda concreta.

Antes que alguém se deprima lendo o bate papo:
Claro que cada raça apresenta comportamentos e características inerentes a ela mesma e diferentes das outras; mas, acima de tudo; assim como cada um de nós, cada animal é um universo particular; com sua própria personalidade, seu jeito de ser, aprender e se comportar; assim como nossos filhos são diferentes; mesmo sendo educados da mesma forma; nenhum dos cães de uma mesma ninhada é igual aos outros.

De modo geral, o que torna um animal agressivo é a agressividade latente ou externada do dono.

Nossos animais também refletem nossos filhos; cães criados ao léu, sem muita atenção e carinho passam a apresentar distúrbios de comportamento - a sorte deles, é que não tem acesso a bebida (tem cachorro chegado numa cervejinha), cigarro, drogas; apenas passam a comer coisas estranhas ou a engordar por ansiedade.

Noutra situação:
Numa mesma casa, animais que não conseguem conviver; pois sempre haverá um dominante; refletem uma família problemática; onde as pessoas vivem em pé de guerra declarada ou camuflada.

Mas também, há casas onde gatos, cães, pássaros convivem em harmonia; pode confiar nos seus habitantes, são pessoas do bem; ecologicamente saudáveis; quase xamãs.

Se seu cão é daqueles sorrateiros que mordem o tornozelo das pessoas ou a perna por trás; chegam assim como quem não quer nada e nhac - vigie sua tendência para ser traíra; evite fazer negócios e tratos até com você mesmo. Se o cachorro de seu colega de trabalho faz isso com você; cuidado.

Claro que é preciso analisar quem foi o modelo que o animal adotou – mas, mesmo cães antes abandonados e maltratados quando recebem amor, respeito, carinho e cuidados decentes; são passíveis de recuperação assombrosa; assim como nós os quase humanos.

É tão visível a influência da personalidade humana nos bichos a ponto de hoje haver cães: que sofrem de carência afetiva doentia; gravidez psicológica; depressão; angústia; pânico; peripake; transtorno bipolar; esquizofrenia; e até personalidade psicopata como a desses que agridem as pessoas.

Seu subconsciente é mais puro; ainda não foi contaminado por intereses. Daí, eles são capazes de ler pensamentos e de sentir as emoções e sentimentos com mais rapidez e intensidade – é fácil comprovar essa habilidade deles – Exemplo, preste atenção como o animal sabe se estás triste ou alegre e até doente sem que manifestes – ele apenas sabe.

Sua linguagem é mais avançada que a nossa; e sem que a maioria das pessoas perceba; eles conversam entre si.
Se aprendermos a linguagem deles conversam conosco.

São dotados de sentidos mais apurados do que os nossos: visão; faro; olfato; sua capacidade de audição é superior á nossa. Teu amigão conhece o ruído do motor do teu carro a quarteirões de distância.
A maioria enxerga e ouve coisas que não vês, como: desencarnados, ETs e elementais. Podem e são úteis em desobsessão; muitos desencarnados tipo “encosto” não sabem que desencarnaram e têm medo deles; aí eles evitam tua casa – por outro lado; se com freqüência os cães te estranham, vai buscar ajuda; pois algum cara do lado de lá pode estar tirando uma da tua cara e provocando os bichos; depois se esconde atrás de você e adivinha quem vai ser atacado?

São curadores por natureza:
Se teu gato começa a se enrolar demais nas tuas pernas; se teu cão não pára de te lamber; melhor fazer uma checagem médica; pois, provavelmente aí vem doença.
Experimenta não levar teu cão para passear depois da primeira vez.
As doenças dos bichos podem despertar algumas famílias mais ligadas para a correção tanto da dieta do bicho quanto para a da própria.

Sua tendência ao desprendimento é notável:
Eles costumam executar uma drenagem de miasmas e energias deletérias; daí que adoecem muitas vezes para livrar a cara dos donos de: câncer; problemas respiratórios; calculo renal; dermatites; hipertensão; insuficiência cardíaca, etc.

Também, como vivem menos do que nós; eles nos avisam através das suas doenças; a respeito das que provavelmente os donos apresentarão; em breve futuro ou mais á frente. Ou até, para se prepararem como cuidadores de familiares e pessoas que sofrerão de doenças parecidas.
Preste atenção nas doenças que seus cães apresentam; do que morrem; e fiquem atentos, pois pode ser um sinal.

Se teu cão amigo está apático, triste, não faz festa quando te vê; pode estar sinalizando que não estás dando atenção a ele como em outros tempos – e, provavelmente também estejas fazendo o mesmo com as pessoas que esperam um pouco da tua atenção; quem sabe de carinho, e até de amor – como costuma ocorrer com as crianças que adoecem seguidamente; quase sempre estão sendo mal nutridas de afeto, atenção e amor.

Há muito a comentar e a desvendar em nossa relação com os animais.

Mas, voltando ao assunto inicial.
Esse aumento do número das ocorrências e da gravidade delas; sinaliza que há necessidade; não apenas penalizar os donos de cachorros que atacam e ferem – Mas de uma profunda reflexão a respeito do nosso comportamento social, psicológico e afetivo; sem que aumente de forma drástica as agressões entre nós.
Nossos colegas de progresso cósmico que compartilham conosco a vida em Gaia; estão nos avisando; e, quem avisa: amigo é.

Quem não gosta de animais não sabe o que está perdendo.

domingo, 2 de maio de 2010

SIDA OU SIDOCA?

domingo, 2 de maio de 2010
CUIDADO COM A DONA SIDA

Dona Sida com S sim senhor – faça o favor!

Ela ficou conhecida como unha e carne com o HIV – e juntos liquidavam com os linfócitos T4 (células CD4); que são os elementos do sistema imunológico que sinalizam ás outras células para a necessidade de proteger o organismo contra vários tipos de agentes invasores (vírus, fungos e bactérias) – morte por infecções secundárias são a principal causa de desencarne de portadores de HIV.

Mas, dona Sida é eclética:

Estamos no http://saudeoudoenca.blogspot.com

Só por hoje.

"ARBEIT MACHT FREI"

Em reposta ao artigo “Ganharás o pão com o suor do teu rosto” meu amigo o Dr. Alfredo Jorge Silva e Souza – neurocirurgião que atua em São José dos Campos e Jacareí (SP); enviou-me a seguinte resposta: arbeit macht frei. Dono de uma inteligência privilegiada ele tem sempre essas tiradas, que levo muitos dias digerindo.
Essa, me fez rever nossa relação esquizofrênica com o trabalho; enquanto comunidade.

Vai saber qual foi a intenção do sujeito ao colocar a placa com a frase em questão – provavelmente não se tratava de “humor negro” nem de piada de mau gosto; no começo de suas atividades o campo de concentração não era ainda um declarado campo de extermínio.
À entrada de Auschwitz I lia-se (e hoje não se lê mais; pois roubaram a placa) as palavras: “Arbeit macht frei” (o trabalho liberta).
Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo, com música de marcha tocada por uma orquestra. (Wikipédia).

Muitas são as possibilidades da leitura dessa verdade cósmica – pois, nossa chegada á condição humana é uma suada conquista.
Cada uma de nossas qualidades foi conquistada passo a passo e a falta delas também. Exemplo: Nossa condição de riqueza ou de pobreza pessoal não veio de graça – Se o amigo não é muito dado ao trabalho nunca peça á Fonte Criadora, paciência; pois, o que receberá de volta? – Problemas, empecilhos, contratempos – ou seja, as ferramentas para conquistar a tão sonhada paciência.

Livrar-se da ignorância que aprisiona e que nos faz viver de esmolas (físicas ou espirituais) também dá trabalho. Como já foi bem dito: “não só de pão vive o homem”. Depois da conquista do livre arbítrio não nos é permitida a condição de vegetar.

Para a maior parte de nós quando se fala em trabalho; o que nos vem á mente é a atividade profissional.
Fica em aberto muitas questões prá lá de vitais para a futura paz individual e social.

O trabalho profissional liberta ou escraviza?

Como não batemos bem da cabeça; tanto liberta quanto escraviza – imaginemos a felicidade do primeiro salário do primeiro emprego – Poder comprar o que quiser (leia-se puder – para não cair na armadilha do crédito) – Em contrapartida; algum tempo depois, o mesmo trabalhador pode tornar-se um estressado e voluntário escravo do trabalho.

Desemprego.
Mesmo sabendo que o trabalho dignifica o homem, permite-se que máquinas e tecnologia gerem milhões de desempregados de forma súbita; sem usar alternativas (que não queiram copiar os campos de concentração – pelo amor de Deus – ninguém quer ser libertado daqui pro lado de lá).
Para não diminuir o lucro, a primeira coisa a fazer é enxugar a folha de pagamentos. Com certeza gente demais e emprego de menos vai dar zebra.

Baixos salários.
Quanto vale meu trabalho?

Falta de capacitação profissional.
Estudar prá que?

Trabalho escravo.
Esqueceram de avisar a alguns setores da economia que a princesa Isabel liberou os escravos (de libertar; esqueceram).

Trabalho infantil.
Ser filho do Jeca Tatu não é fácil não.

Pobreza de ética profissional.
Onde há desprezo pela educação não pode haver qualidade pessoal muito menos profissional. A escola vai ter que dar berço também – será que vai dar certo. Mobral de família?

Vida abaixo da linha de miséria.
Bolsa neles – até que aprendamos a viver com muito pouco e quase nada; conforme diz Emanuel (mentor do Chico Xavier): rico é aquele que tem poucas necessidades. A classe política sem que o saiba nem pretendesse; é uma tremenda alavanca para a evolução espiritual do povo – “Há males que vem para bem” – “Deus escreve certo por linhas tortas” – isso torna a vida apaixonante; mas, menos, menos... Desse jeito ninguém merece!

Trabalho, emprego, salário e sociedade de consumo.

“Arbeit macht frei”...

Amigo! – Dessa, tô fora!
Ser libertado desse jeito – nem morto – nem morto.

sábado, 1 de maio de 2010

NO DIA DO TRABALHO - A BUSCA DA QUALIDADE

Na vida contemporânea algumas frases que se traduzem em slogans da mídia tentam marcar a vida das pessoas na busca da qualidade.

Mas, o que é a tal da qualidade afinal?
De um produto? De pessoas? De razões para viver?

Convidamos os amigos leitores seguidores deste bloog a nos acompanhar nesse tema no RH DO FUTURO – A QUALIDADE HUMANA DO TRABALHADOR – http://reengenhariahumana.blogspot.com

Bom final de semana.

Livros Publicados

Livros Publicados
Não ensine a criança a adoecer

Pequenos descuidos, grandes problemas

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Quem ama cuida

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Chegando à casa espírita

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Saúde ou doença, a escolha é sua

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A reforma íntima começa no berço

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Educar para um mundo novo

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