sábado, 20 de fevereiro de 2010

MEDICINA: CIÊNCIA – ARTE - NEGÓCIO?

“Estou desanimado! – Não sei o que fazer! – Eu já fui a muitos médicos e, cada um diz uma coisa a respeito do meu problema!”.

Volta e meia, sou questionado no consultório a respeito da “ineficácia” da atual medicina tecnológica e da falta de vocação para o “sacerdócio” da profissão.

Desde que me conheço por gente; durante o curso de formação médica; e hoje, mais ainda; eu sempre me questionei:

Porque os médicos têm interpretações tão diferentes frente a diagnósticos semelhantes?

Confesso que continuo com muitas dúvidas; e dentre elas: Será que a resposta é: Porque a formação acadêmica é cada vez mais voltada para a visão orgânica do ser, a tecnologia e o lucro? – Até onde a equação: ciência + arte + negócio = a resultado. Será que o resultado final depende muito mais da variável: a qualidade humana do profissional?

O que diferencia um profissional do outro? Sua formação acadêmica? Seu berço (educação)? Seu sistema de crenças? Sua visão de mundo? Seus interesses? – Provavelmente a soma de tudo isso.

No sistema de vida atual fomos induzidos a crer que a ciência é a chave capaz de abrir todas as portas da caixinha de surpresas que é a cura.
Nesse contexto; é inevitável que as pessoas comprem a idéia de que curas são vendidas como produto de consumo e de tecnologia; ela fixou-se e hoje é real; e para sentirem-se sofredores vitoriosos; todos querem a cura top line; a de marca; a da moda – Muitos consumidores da própria saúde adoecem de corpo e alma por sentirem-se excluídos do mercado de consumo da cura – pois, não conseguem pagar o melhor seguro saúde; o médico mais caro; e daí; o mais valorizado (ser curado pelo profissional da esquina é sinônimo de doente “furreba” – a doença não era tão séria) – a cura que se preze tem que ser bem custosa; confortável e de grife.
No sistema de viver atual a saúde virou um bem de consumo; daí, nossas vidas não têm valor (a dos outros menos ainda); nosso corpo tornou-se um objeto de consumo e de exibição de vencedor ou perdedor; segundo os padrões ditados pela moda da época; a saúde só é valorizada depois de perdida – impossível manter a visão de que o doente é uma vítima de falta de sorte e de oportunidades para manter-se saudável.
O raciocínio é simples: se você vai a uma loja popular não será atendido e paparicado como o consumidor de uma loja de grife.
No democrático mercado da saúde e da cura há espaço para todos os tipos de consumidores.
Claro que o mercado da cura alternativa está em franca expansão (tanto que o “seguro saúde” já está de olho nele; e captando para seu sistema os que estão em começo de carreira; pois, eles ainda aceitam receber baratinho pelos serviços prestados) – o melhor guru custa os olhos da cara; quanto mais esquisito seja o sistema mais aumenta a procura – neste mercado vende-se de tudo: cura através dos olhos para quem não quer enxergar os descaminhos de suas escolhas; cura através da orelha para quem não quer ouvir o próprio corpo; cura através dos pés; para quem não quer andar no próprio caminho...
Os consumidores mais “espertos” são os “carentes” atendidos pelo sistema de saúde espiritual – mamata maior não há: tudo de graça e com direito a paparicos e gentilezas mil; mesmo que forçadas; pois custam os olhos da cara do aprendizado da arte de desprendimento dos trabalhadores desse segmento – em franca expansão.

Não importa o rótulo nem o segmento de mercado:
A realidade nesta era pós-moderna; é que ainda buscamos a cura como se procuram mercadorias num hipermercado; nós não queremos nos curar queremos ser curados não importa de que forma, e, a que preço; muito menos, nós medimos conseqüências. Tal e qual nós fazemos com as doenças que criamos no organismo de Gaia – inventamos mil conceitos e palavreados misturados entre diagnóstico e terapias; apenas para tapar o sol com a peneira: crescimento sustentável; biodegradáveis; biodiversidade, etc.

Neste estilo de vida; nós nos tornamos um ser insaciável (marca registrada do consumidor); acreditamos que a vida existe apenas para nos dar prazer e, na ânsia de aproveitá-la, corremos para os braços da morte e da destruição do planeta; que já está na UTI.
A educação criou e reforça a cada momento um apetite desgovernado por sensações e, a nossa capacidade de assimilá-las e integrá-las a um projeto de vida que faça sentido; ainda é diminuta. Daí, a necessidade e a importância da doença e dos desastres naturais (tão anunciados; quanto as doenças) que regulam a seletividade natural do uso do livre-arbítrio – mas, essa realidade nos causa desconforto; daí, a cura como necessidade de mudanças definitivas na forma de pensar, sentir e agir, de reformular hábitos e eliminar vícios prazerosos é evitada, pois, às vezes exige decisões contundentes na maneira de escolher, separar, avaliar – até mesmo na tomada de decisões que ameacem diminuir o lucro quanto ao uso do solo, da água, do ar, etc.
O resultado é que esse tipo de busca não representa uma decisão séria de cura da nossa parte; uma opção verdadeira entre diferentes meios de vida, pois enquanto alguém achar que pode comprar saúde pessoal, coletiva e ambiental outro pensará ser capaz de vender cura; Pior, outros mais espertos tentarão intermediá-la.
O que nos reserva o futuro?
Ao que tudo indica nossos problemas pessoais, coletivos e planetários não serão resolvidos apenas pela ciência e tecnologia.
Nada resolve tudo e, a medicina e o método científico não são exceções à regra. Quando totalmente atrelada à razão científica ela é neutra quanto a fins, e irremediavelmente, incapaz de responder à questão de como viver, para que viver; Ora, parece que viver, é apostar na liberdade de pensar e escolher.
A metodologia científica, não nos diz como usar essa liberdade e o que fazer de nossas vidas. Qualquer ato de escolha, por mais simples que seja, ultrapassa a esfera de competência da ciência. Então, a saúde ou a doença passa a ser principalmente questão de filosofia de vida; é uma escolha como outra qualquer, envolve todos os nossos sentidos e capacidades, nem sorte, nem azar, nem destino.
Opção feita: aguardem-se as conseqüências.

Algumas questões que nos conduziram a essa forma de abordagem desde a infância até a Faculdade, continuam perturbadoras:

Será que progresso científico, por si só é evolução?
Pois a ciência vista como tecnologia nunca alcançou tanta velocidade de aquisições; mas por outro lado, nunca antes, ao mesmo tempo, houve tantos angustiados quanto hoje; então, é possível concluir que: tecnologia e conforto não geram por si só qualidade de vida; e muito menos respondem á questão crucial quando se trata de compreender o possível sentido da nossa vida.
Para que tantos exames e procedimentos desnecessários e danosos á própria sanidade do paciente?
Qual a razão de nos defrontamos todos os dias com pessoas vivas e objetivadas; embora portadoras de doenças graves - convivendo lado a lado com depressivos ou angustiados devido a simples eczemas ou de pequenas frustrações?
Quem se habilita a responder?
O desenvolvimento da ciência e tecnologia neste laboratório do cosmos que é Gaia; são brincadeiras que o Criador do Universo nos proporciona na árdua e divertida tarefa da arte de viver; criar; recriar; transformar; aprender.

De volta aos questionamentos:
Medicina: profissão, ciência, vocação ou sacerdócio?

Indiscutível no sistema atual que a medicina seja uma profissão tal e qual as outras (com carteira assinada ou não) – Indiscutível que esteja atrelada á ciência – Vocação? Nem tanto, neste mundo de informações desencontradas; muitos jovens são induzidos a tornarem-se reformadores do mundo – Sacerdócio? Aí o bicho pega; pois a medicina está se tornando rapidamente uma atividade de sacerdócio moderno e de consumo: tudo pelo dinheiro usando o nome do médico dos médicos: Jesus.

A dúvida de alguns profissionais da arte da cura:
Como sobreviver neste mundo de consumo mantendo os ideais?
De que forma transmitir conceitos mais verdadeiros sobre o assunto a pessoas que ainda pensam serem capazes de comprar saúde?
A resistência é enorme; pois quando trombamos com verdades que nos obrigam a mudanças, costumamos nos esconder atrás de desculpas e de justificativas; e logo acionamos os mecanismos de defesa das nossas fixações mentais. Por exemplo: o glutão rejeita toda conceituação sobre o vício alimentar; o compulsivo praticante de sexo solitário repele toda concepção de mau uso da energia sexual; o preguiçoso não aceita que é vítima de si mesmo; o caluniador sente-se um justiceiro, o traidor do compromisso conjugal acha-se no direito de ser feliz quando tudo fez para ser infeliz, etc.
Não vale desanimar; pois, ainda há muito que fazer na tarefa de humanizar a medicina.

Solução emergencial?
Talvez aplicar a filosofia voltada para o estudo da saúde, das doenças e da cura segundo o Evangelho e afins; que se baseiam nas leis naturais. No momento atual, talvez não sejam necessárias descobertas revolucionárias nem roteiros de auto-ajuda; é possível que apenas seja necessário um simples convite à mudança de comportamento, e, um alerta para o uso sistemático da razão que duvida, investiga e que conduz cada um a ter as próprias convicções, com base no “conhece-te a ti mesmo” (Sócrates).

Medicina existencial?
A idéia que apregoamos de nossa medicina existencial (Day by Day), é que cada um crie uma forma própria de viver; que resultará no seu conceito de realidade, que é único. Elaborado segundo observações e comprovações baseadas em fatos cotidianos e experimentais – nada muito sofisticado; algo bem liberal e acessível a quem quiser praticar dentro de suas possibilidades do momento. Essa idéia simples e de baixo custo ( a moeda é a boa vontade) pode até salvar o planeta – ajudar Gaia a sair da UTI – Pois “somos todos um”; criaturas interdependentes, e, portanto; nossas visões do mundo devem harmonizar-se, integrar-se, mas não podem ser cópias umas da outras; embora alguns fatos sejam comuns: “aquilo que todo mundo sabe” ou “aquilo que não é preciso dizer” – Cada um de nós que se melhora ou cura contribui para a cura de todos.
O sistema que preconizamos, é também, um aviso para o perigo de crer sem questionar; pois em tempos de globalização há sobrecarga de informação. Hoje somos bombardeados de apelos, cercados de sons, rótulos, slogans e imagens por todos os lados, e assediados por apelos os mais desconexos em assuntos de saúde. Na atualidade, sempre há alguém querendo nos vender saúde, é preciso cuidado para não comprar doenças cada vez mais graves. Vale a pena aplicar o sábio conselho de Jesus “Devemos ser mansos como as pombas, mas prudentes como as serpentes”; crer por crer é perigoso e doentio; daí, um dos medicamentos definitivos para a cura é a reflexão constante.
Como tudo é cíclico, renovável e momentâneo convidamos o leitor a livrar-se das fixações mentais e dos velhos conceitos, em especial, quando se fala de doenças.
Quando nos guiamos pelos ensinamentos dos Mestres Cósmicos ou Avatares; fica claro que não existe moléstia incurável nem saúde e felicidade estática. Ninguém nasceu condenado a nada, sempre há muito a ser feito e quando se rotula alguém de incurável; cabe questionar: Por quem? Em que espaço de tempo? Sob que condições?
Na eterna evolução; nossas idéias são dinâmicas; e, algumas partes, nunca estarão concluídas, pois, embora as leis que regem a vida sejam imutáveis; é preciso reconsiderar a realidade a cada momento à luz de novos fatos e de novas interpretações; quando não o fazemos criamos fixações mentais que propiciam sofrer, doenças e morte; inclusive neste exato momento, alguém pode oferecer novas explicações ao que aqui está formulado; e capazes de influenciar esta visão de mundo, reorganizar este pensamento, demolindo velhos conceitos. Uma das bases de nossa teoria de saúde é: buscar e integrar novos conhecimentos ao cotidiano como uma prática saudável.

A verdadeira medicina não deve ficar apenas aquém do fenômeno da morte; nem lutar contra ele; ingloriamente; deve ir além.
Assunto interessante para outros bate papos: Não acredite em saúde espiritual no além; caso tenha saído desta dimensão como doente – Cuidado com os vendedores de planos de saúde para usufruir no outro lado da vida; no pós - morte.
Já pensou nisso?
O que seu plano de saúde astral cobre no além?

Viagens astrais á parte:
Analise suas possibilidades; busque a melhor relação custo benefício nos tratamentos; deixe de lado os milagres:

EDUQUE-SE PARA A VIDA COMO UM SER PENSANTE.

O QUE E O QUANTO QUER PAGAR PELA SUA CURA?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ECOLOGIA: DEIXE DE SER INFANTIL E VOLTE LOGO A SER CRIANÇA

Uma criança é capaz de permanecer horas maravilhada com a beleza de uma joaninha; observando o vai vem das formigas á cata de comida; embevecer-se com o canto de um pássaro; deslumbrar-se com a paisagem – mas, á medida que o tempo passa; a educação e a cultura retiram dela a sensibilidade e a doçura; substituindo-a cada vez mais rápido pelas sensações; não raro em desgoverno – a capacidade de sentir e deslumbrar-se com o milagre da vida é substituída pela governança das necessidades nem sempre necessárias e pela ditadura da insatisfação mórbida, acalentada nas estufas das coisas dos interesses da moda.
Tal e qual as frutas deveríamos amadurecer no “pé da vida” e não “encaixotados” numa forma de viver utilitarista.
Viver é educar-se; mas, quase tudo em que o homem põe a mão, é contaminado pelo fungo da inveja e do egoísmo – a educação atual quase não permite que as pessoas envelheçam com a maturidade esperada pela sucessão de momentos vividos e pelas experiências. Se, ao menos; no final da existência recuperássemos o sorriso fácil; a espontaneidade; a doçura; a sensibilidade; mesmo que, ás vezes, apresentemos algumas inevitáveis birras.
Cuidado:
Hoje, envelhecer não significa necessariamente tornar-se uma pessoa mais madura; muitos de nós, nos assemelhamos a determinadas frutas: apodrecemos, mas não amadurecemos...
Duvida?
Observe como a maior parte dos adultos tem atitudes infantis, imaturas, egoístas e pouco responsáveis. Preste atenção que os verá fazendo birra; Exemplo, analise um depressivo: ele está de mal de Deus; da vida; com os em torno; ele queria um brinquedo chamado realização e felicidade; mas, se o tinha; quebrou; jogou fora; o desprezou e o quer de volta.
Vigie, que você vai surpreender até o seu pai e sua mãe agindo como crianças birrentas quando as coisas não correm conforme eles desejavam (aproveite para fazer uma gozação – tal e qual fizeram com você na infância).

Qual seria o motivo, ou os motivos, que impedem as pessoas de amadurecer psicologicamente? (amadurecer não é envelhecer; pois uma coisa é diferente da outra).
O que é a tal da maturidade?
Será que um dia estaremos totalmente maduros?
O jeito mais fácil de entender a maturidade é enxergá-lo como um caminho a ser percorrido; e não uma meta. Provavelmente; nesta atual safra; nunca estaremos totalmente maduros.
Dica?
Quando temos quase certeza de que não somos nem menos do que imaginávamos; nem mais do que pensávamos ser. Quando percebemos com clareza que não somos nem melhores nem piores do que os outros. Que somos apenas nós mesmos; talvez desse ponto em diante; nós começamos a amadurecer; compartilhando.

Como não virar um adulto com atitudes infantis?
O primeiro passo, é não acreditar totalmente nos adultos; pois, durante nossa vida, a maioria vai tentar nos passar o conceito de que para atingir maturidade com dignidade é preciso; perder a pureza de coração; camuflar os interesses; ralar na vida; apanhar bastante; errar muito para aprender; gerar riquezas; consumir muito; aproveitar os prazeres da existência; e coisas do gênero.
Não é totalmente mentira nem absolutamente verdade, as pessoas não percebem; mas, as que cultivam a dor e o prazer a todo custo como caminho da maturidade, estão apenas justificando sua própria falta de capacidade em amar.

Parece a coisa mais difícil de ser atingida a tal da maturidade mas não é; parece para quem pensa pouco; mas não é; e até assusta de tão fácil.

Um dos primeiros passos, é ficar ligado, vigiar muito, para assumir todas as conseqüências das escolhas que fizer, e das atitudes que tomar – essa, é uma das marcas registradas da fase infantil que deve ser substituída pela consciência sem perder a inocência.
Isso, chama-se responsabilidade adquirida de vontade própria.
Não há desenvolvimento da maturidade sem o paralelo desenvolvimento do senso de responsabilidade. Primeiro sobre si mesmo, seu corpo, sua vida sua existência. E depois sobre o organismo dos em torno; a qualidade de vida do próximo; e cuidar da sanidade do meio ambiente.
Não assumir, desculpar-se, culpar os outros, jogar nas costas do destino, da sorte, do azar; aí está o maior foco da doença “ferrugem mental” que tem como sintomas principais a manutenção a qualquer preço e custo dos objetivos da criancice cretina; cujas crias transgênicas são desenvolvidas no laboratório chamado educação; que só visa a instrução; elas são: o medo; a mentira; o suborno; a chantagem; a desonestidade.

Para alcançar a cura da maturidade tão comprometida no meio de tantas informações; desejos; necessidades desnecessárias; contra-informações; desmentidos e jogo de interesses – neste mundo cada vez mais maluco e padronizado; onde milhares de pessoas a todo momento querem nos “vender” soluções para problemas que nem criamos ainda – um dos remédios é recuperar a defesa infantil que preserva a pureza; a espontaneidade; a capacidade de embevecer-se com as coisas simples mantendo a pureza de coração:

“Entra por um ouvido e sai pelo outro...”

Perdeu-se no tempo a informação a respeito de quem teve a idéia que palavras educam – os adultos parecem um papagaio alucinado; o tempo todo maritacando no ouvido das crianças coisas muito malucas; pois, pensamos uma coisa; dizemos outra e fazemos tudo diferente – sua defesa é natural: só ouve o que realmente interessa.
Uma das mais belas e necessárias qualidades infantis é a audição seletiva – a do adulto deve vir acompanhada da arte de discernir; filtrando.
Quando assim o deseja a criança; faz com que as palavras e a informação entrem por um ouvido e saiam pelo outro - é urgente resgatar essa artimanha natural para manter a sanidade psicológica e a integridade física – pois, na atualidade nossos pais e mães foram substituídos, com muito perigo, pela mídia de ação rápida.

Para preservar a diversidade da vida em Gaia é preciso, e urgente, recuperar a alma infantil; pois, se não nos embevecermos com a natureza tal e qual ela é; viveremos num arremedo de planeta como covers de seres humanos de fato. Se continuarmos de olhos fechados e ouvidos moucos aos lamentos de todos os tipos de vida que dividem conosco o planeta; se permanecermos entretidos no videogame da tecnologia e dos interesses de consumir os recursos planetários; aguardemos dias de trovão.
Nosso lado criança passa a assumir um papel dos mais importantes na vida contemporânea – a continuidade da nossa vida corpórea aqui; não aceitará desculpas nem justificativas – mudar é muito fácil; basta abrir as portas do coração e liberar nossos mais puros sentimentos – Prá começar; que tal deixar de usar o santo nome de Deus em vão; e voltar a chamá-lo carinhosamente: Papai do Céu?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A MATERIALIZAÇÃO DO PERIPAKE

Num antigamente; nem tão distante assim; peripakoso era o paciente que “psicava” sintomas; meio que um hipocondríaco em quase desespero. Um artista da mente criadora de sintomas; mas, o corpo o desmascarava; pois ele não participava do jogo mental e afetivo; ficava na dele: todos os sinais vitais permaneciam normais; os exames davam negativos...
Como o tempo passava, “corria diferente”, a pessoa que sofria desse distúrbio levava muitos anos; ás vezes muitas décadas; até conseguir materializar seus pitis; mas conforme veremos; na vida contemporânea em poucos meses é possível morrer de peripake.
Estamos todos encrencados se continuarmos com o antigo sistema de viver; pois a vida não está mais para brincadeiras...

Do outro lado do processo:
Claro que para o estudante de medicina, o residente ou o plantonista contratado para enfrentar um plantão de 12 ou 24hs, a chegada desse tipo de doente – era uma coisa do tipo: “ninguém merece” – até porque a maior incidência de peripake era durante a madrugada; finais de semana; feriados – antigamente nos meus plantões eu achava que era “praga de urubu” a grande incidência desse tipo de doente, nesses períodos - hoje conforme veremos á frente; eu já sei a razão do aumento de peripakes nessas ocasiões.

Conhecimentos nunca superam a experiência:
Até a equipe de suporte desenvolvia um feeling próprio para identificar esse tipo de paciente. – Dr! – Tá com cara de “piti”! – na maioria das vezes era na mosca; dito e feito.

Mas:
O que fazer com o peripakoso?
Plantonistas mais experientes já tinham alguns macetes para identificar a condição de peripake; claro que isso é segredo profissional até porque alguns são hilários (mas, um deles era o famoso tremor nas pálpebras – a síndrome do olhinho tremendo; algumas posturas corporais também denunciavam a arte em andamento) – o problema é que para fechar o diagnóstico de peripake; é preciso seguir uma série de protocolos e procedimentos; e isso consome algumas horas de estresse da equipe de atendimento e recursos da comunidade. No fundo é um problema basicamente educacional; mas, o que são nossas doenças de qualquer tipo; senão falta de educação em viver de forma correta?

A rotina do atendimento ao piti:
Feito o diagnóstico, o sujeito era encaminhado ao clínico; cardiologista ou neurologista – depois de muitas andanças e exames o sujeito terminava no psiquiatra; é inevitável.
Na maior parte das vezes o próprio paciente escolhia a especialidade dependendo da área de referência dos sintomas. Exemplo, se na parte digestiva era encaminhado ao gastro – se na área cardíaca ao cardiologista; se ia mais para o lado dos desmaios para o neuro.
Os que habitualmente freqüentavam os PS em fase de piti já estavam em tratamento com o psiquiatra; mas, na maior parte das vezes; só após algum tempo é que isso era descoberto, e no PS muito “tempo” já havia sido dispensado a esse paciente para que se chegasse ao diagnóstico de peripake que poderia ter sido usado com outro.

Quer dizer que piti não é doença?
Claro que sim; e das sofridas e tenebrosas; mas, que eram vistas e tidas como frescura ou falta...
Ainda hoje a formação profissional peca na abordagem humana e psicológica das pessoas; o enfoque nas escolas é voltado basicamente para o lado da tecnologia e dos males físicos; quando quem sofre de peripake costuma ser portador de problemas mais graves do que muitas pessoas que já estão com sintomas de alguma doença física ou com exames alterados. Como pode não dar nada nos exames; se eu estou morrendo? Se me sinto tão mal porque não acusa nada? – Devo estar com um problema muito grave e o médico não quer me contar! – E; o que eu vou dizer lá em casa? – Melhor entrar em deprê.

Tipos e origem do piti:
Sendo um processo multiforme ele varia de pessoa para pessoa; com algumas diferenças básicas: culturais; de idade; de sexualidade. Exemplo, mulheres e gays apresentam piti diferente de homens e de crianças. Há os pitis silenciosos com mal estares inexplicáveis; os que simulam crises de asma; os chorosos; os escandalosos; os agressivos.
Embora as pessoas que sofrem de piti apresentem vários tipos de desordem da personalidade que dão o colorido, o tom diferente ao cenário – No fundo, o contexto básico é o mesmo; uma desesperada tentativa de fuga de problemas ou um desejo, bem humano, mas sem controle: o de sermos aceitos e amados.

A influência da cultura e da vida em família também é marcante; pois, na nossa sociedade quando você está saudável é sobrecarregado de exigências; não tem retorno de expectativas afetivas – porém quando está dodói recebe atenção demasiada; diminui o grau de exigências para conosco; o subconsciente detecta esse distúrbio cultural e passa a fazer uso dele para tentar satisfazer desejos e necessidades; o problema é que perdemos a medida, facilmente; num primeiro momento nosso drama funciona; mas depois; ninguém mais suporta o ptiático (mala sem alça); nessa condição passamos apenas ser tolerados; mas, como aprendemos a mentir para nós mesmos fingimos não perceber que fomos descobertos e tentamos manter o script; porém dia a dia, a auto - estima fica cada vez mais deteriorada – e aí começa a morar o perigo, até de um suicídio semi – consciente através da doença como ocorre nas auto – imunes.

Piti vicia?
É curioso que nos viciemos facilmente em tudo; até em piti – esse vício psicológico não é muito diferente dos outros: cigarro, bebida, cocaína, cafeína, açúcar, chocolate, etc.
Nos raros momentos de lucidez o usuário do piti como alimento afetivo até percebe a inadequação; mas, a desordem de personalidade é muito mais forte que a vontade de mudar e continuamos a sofrer de piti – Parece loucura? Mas não é; ou melhor é mais do que loucura – é nossa normalidade em ação.
Neste tipo de modelo social em que vivemos: o peripakoso vai buscar atenção e afetividade nos PS da vida.

Para complicar um pouco, há causas ocultas:
Boa parte dos pitis tem origem em acoplamentos energéticos desencadeados por sintonia e ressônancia de padrão vibratório da forma de pensar, sentir e agir.
Os chamados médiuns ou sensitivos são as maiores vítimas nesse tipo de desordem tão comum nos PS da vida – Ainda bem que esse sério problema, está sendo tratado de forma mais criteriosa e inteligente – A obsessão espiritual já pode ser diagnosticada e tem até CID (código internacional de doenças) – O antigo encosto e a recomendação de vá se benzer; deu lugar a uma visão mais real e até científico da obsessão espiritual.
Muitos profissionais já estão aptos a identificar sintomas da interferência espiritual e até de encaminhar o paciente para tratamento.
Parece engraçado; mas já começa a se tornar realidade – Imagine o médico no PS encaminhando o doente com peripake ao cardiologista ou qualquer outra especialidade; e indagando ao paciente – A que convênio religioso seu sistema de crenças está ligado? – Evangélico; católico; umbandista; messiânico; budista; espírita?
Será que medicina espiritual será em breve uma nova especialidade?

Atenção:
Toda família que tem um peripakoso deve antes de tentar ajudar o doente; estudar as relações afetivas que predominam no grupo.

Não se fazem mais pitis como antigamente:
Com o passar do tempo o piti que era um distúrbio mais ou menos temporário e um tipo de reação a situações; foi se cristalizando e tornando-se mais presente e materializado; além disso se associou com alguns distúrbios psicológicos e psiquiátricos já catalogados: depressão; distúrbios neuro – vegetativos; distimia; síndrome do pânico; transtorno bipolar, etc.

Peripake mata?
Antes não; o ptiático é que matava de raiva e preocupação os em torno. O médico podia até dizer com segurança: – Fica calmo; pois disso você não morre! – Com cada vez mais ressalvas; nós hoje até podemos dizer isso, até mesmo para as pessoas portadoras de um tipo de peripake mais enfronhado e mais duradouro como é a síndrome do pânico, por exemplo; mas, não por muito tempo; sob pena do paciente cair duro no estacionamento do PS; na saída do consultório; na rua; fazendo compras; jogando bola.

Qual a diferença?
É inegável que o quantum energético do planeta; e, em conseqüência o nosso; está mais acelerado – isso, todo mundo percebe (exemplo, demorava anos para que transformássemos uma artrite em artrose; hoje, é possível realizar essa proeza em meses).
As predisposições individuais somadas ao estilo de vida a mil; aos efeitos do estresse crônico e ao sedentarismo, acabaram com a brincadeira; hoje o negócio é sério – A materialização de nossos pitis que demoravam décadas; hoje, leva apenas meses; em breve, dias.
O corpo cansou de ser espectador e entrou na brincadeira; se é para assustar o coração tornou-se o bam-bam vitaminado pela adrenalina – ele vai de oitenta a cento e oitenta batimentos em minutos; dança o samba do criolo doido com todos os tipos de batidas ao mesmo tempo; a glicemia e a pressão arterial resolveram brincar de jump; os suores ainda pegam bem, são estilosos; e quando tudo isso se junta dá desmaio é o gran finale.
Os desmaios ainda tem lá seu charme; mas, hoje é perigoso desmaiar e não acordar mais – alguns dos antigos peripakosos adeptos do desmaio eram manjados; pois, só desmaiavam quando havia um braço por perto ou um acolchoamento macio.

Ah! – Ia esquecendo:
Qual a razão da maior incidência á noite; finais de semana; feriados e férias. Lembram da lei da inércia e seus efeitos no nosso organismo?
O feriadão do carnaval está aí; então não vá estragar sua festa ou descanso nem a dos em torno. A maioria dos pitis e até acidentes orgânicos e doenças vai ocorrer de sábado prá domingo...

Se o amigo é chegado num piti (mesmo que disfarçado), cuidado; pois, o corpo começa a “rodar a baiana”...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

BAGUNÇA NA POLÍTICA – A CULPA É DA FAMÍLIA

PARA MUITOS, O MOMENTO É ÚNICO...

Na vida em família, criar regras claras, lógicas e aplicá-las com justiça é um ato de amor; para que as injustiças não predominem na vida pública.
Ajudar a criança a perceber seus limites e os dos outros; e, a respeitá-los, é um ato de caridade; para que, não apenas os pobres e demais párias sejam excluídos dos bens públicos.
Não há paz na vida em família nem na sociedade onde as pessoas são tratadas de forma desigual.
A vida em família, mesmo hoje, continua sendo uma comédia: “a zorra na pizzaria” – Nela, não há regras definidas; hoje pode porque estou de bom humor (ou estou no poder quando o assunto é a vida pública); amanhã não pode; pois estou de mau humor; criam-se normas e contraregras a torto e a direito. Há até concurso para ver quem se torna o filho pródigo.
Na vida social e política continua valendo o primitivismo da ética de quem chora mais mama mais; quem pode; pode...

É urgente reavaliar a educação (até mesmo como simples instrução).

Mais do que tudo nós precisamos de disciplina, muita disciplina, especialmente para atingir o grau de humanização condizente com as capacidades intelectuais já desenvolvidas – e para viver em harmonia social.
Mesmo o sentimento do amor não nasce sem a ajuda da disciplina; que na esfera social e política depende de um senso de aplicação da justiça; acima de qualquer suspeita.

Direitos iguais e exercidos de forma honesta é condição primordial da paz.
Na maioria das famílias da atualidade, quando na condição de pais; dizemos que gostamos de todos os filhos igualmente; é uma tremenda mentira que aplicamos a nós mesmos – pois, é natural e inegável para nosso atual estágio de consciência, que, gostamos mais de uns do que de outros; e até protegemos uns em detrimento dos outros – na vida em família o problema é simpatia e interesses - Na vida pública, a simpatia e os interesses são basicamente financeiros; quem está á sombra do poder recebe privilégios e mordomias; que são negados aos outros.
Parece estranho a seres mais inteligentes e íntegros, que, pais possam ir para o asilo e políticos para o exílio? – Nessa condição; fazemos por merecer?

Disciplinar não é impor, forçar; processar; prender – é amar. Da mesma forma que Deus Pai faz conosco – Na escola da vida; nós somos disciplinados pela Lei de Ação e Reação – não importa o tempo que passe no conjunto da eternidade; nem as artimanhas judiciais que nós usemos para postergá-la a fim de que levemos vantagem em tudo; ela será aplicada; apenas; para gerar progresso e amor. Alguns religiosos de profissão; assim como, alguns “fazedores de leis e normas” bancam os advogados de porta de cadeia; inutilmente.
A justiça natural não é punitiva; ela apenas educa.
Se nós somos “crentes em Deus” – O que nos impede de seguir suas regras?

A verdadeira disciplina é uma atitude voluntária e consciente; um dos frutos da boa e natural educação; portanto necessita da capacidade de selecionar; de senso crítico.
Para discernir com qualidade a pessoa deve obrigatoriamente possuir meta de vida objetiva e clara; além de inteligência, conhecimento do que vai fazer, e mais ainda: trabalhar para alcançar os resultados que espera.

“Quem trabalha sempre alcança” – Atinge metas.

Uma das leis mais básicas do progresso humano e cósmico é a Lei do trabalho.
O que esperar de uma nação onde poucos gostam de trabalhar e raros gostam do que fazem? – Mentira? – Não adianta a gente se sentir ofendido; nem se justificar; basta analisar a “energia da segunda-feira”; inventaram até a síndrome do “Fantástico”; pois aquela vinheta já deixa a maioria de mau humor no domingo por lembrar que amanhã é dia de trabalhar.
Mesmo e principalmente a prática da Constituição (na família: as regras da casa) deve ser voluntária e fruto da educação ética e referendada por exemplos. Mandantes, chefes políticos, juízes e funcionários públicos representam o papel de pais, mães e irmãos mais velhos para manter a disciplina dos irmãos menores (contribuintes) – Claro que a política do faça o que eu digo; mas, não o que eu faço praticada na vida em família – nunca funcionou e a cada dia vai contribuir para aumentar a violência do caos social – Quando pessoas muito importantes na vida pública; afirmam sem a menor vergonha que não gostam de trabalhar; ou que grande parte dos funcionários públicos “frauda o relógio de ponto”; nós estamos em maus lençóis...

No conjunto da arte de disciplinar-se não pode faltar o respeito pelas regras e a observação dos limites; sejam os íntimos; ou os de interação.
Na vida de serviço público, cabe aos que se candidataram a promover arte de servir á comunidade, especialmente na área da política e da justiça; que o façam com a dignidade que o cargo merece.

Os problemas familiares refletem todos os problemas sociais, políticos da comunidade.

Lógico que a falta de capacidade das gerações anteriores criaram o caos que se avizinha (nada de final de mundo; pois, o próprio universo é caótico – num processo contínuo de revoluções para atingir um ponto de equilíbrio; que logo se desequilibra, interminavelmente).
Nossa visão é caolha, curta, e imediatista; então; se alguém disser que as crianças de hoje são pobres em respeitar regras e em perceber limites todo mundo concorda e aplaude. Mas, se esse alguém afirmar que a falta de percepção e de respeito aos limites não é porque não tenham sido colocados; como pensa a maior parte das pessoas de visão de mundo vesga; mas, entortam o olhar por que querem enxergar a vida dessa forma – Talvez falte limites a essas crianças; devido ao contrário: o excesso de limitações tanto em quantidade quanto em tipos; e a maioria sem nenhum conteúdo lógico; que lhes foram impostas; foi uma atitude absurda, coisa de doido, uma tremenda paranóia – Excesso de limites! – Quem disser isso, vai ser escorraçado como um doido varrido.
Na vida social e política contemporânea; a maioria das leis é boa (claro que algumas foram editadas apenas para acomodar interesses de momento de grupos no poder); o que falta é uma aplicação correta e justa; desprovida de interesses escusos.
Assim como as leis da casa; o conjunto de leis que regem a vida comum deve ser enxuto, claro, adequado; de modo a não permitir manobras de interesses que geram injustiças – os leva e traz da família são os modernos traficantes de influência tão comuns nos gabinetes. Os gulosos da família podem tornar-se obesos financeiros com morbidade ética; a necessitar de redução da gordura bancária através da cirurgia do seqüestro de bens ou da gariba da lipoaspiração das finanças.

Esse meu filho não tem jeito!
A cada dia cresce o número de crianças excepcionalmente folgadas, chatas, malcriadas, sem limites e poderosas (em postos de mando e comando). Depois, na vida pública colocam-se acima do bem e do mal; manipulam as leis – pintam e bordam e são eleitos de novo e de novo – se prevaricam; ficam de castigo um tiquinho e logo voltam a fazer arte; fazendo os outros de palhaços; cuspindo na sua dignidade; zombando da sua inércia – porque não tiveram berço digno; no sentido de educação ética.

Onde foi que eu errei?
A gurizada de hoje é dotada de uma prontidão para aprender fantástica. Veja o manual da arte de reeleger um corrupto confesso (breve á venda como biografia de vários ícones da política nacional e mundial – pior; será best seller). Tais pais tais filhos?

Essa é minha criança!
Muito bem informada. Esperta. Apta a manipular a todos e manter os rabos presos; quando na vida pública.

Dessa vez passa!
Muito mal educadas em casas sem regras. Ou quando as tem nunca são cumpridas com inteligência, lógica e justiça propagam vida afora a falta de uma educação de qualidade.
Se, é inegável que a vida em família está muito mal gerenciada; e que a maior parte das regras que a regula está obsoleta para os dias atuais – tanto no conteúdo; quanto, principalmente, na aplicação – O que nos leva a continuar na inércia?

Não sei mais o que fazer com essa esperta criatura!
Que falta conteúdo na educação todo mundo concorda.
Que as técnicas usadas para educar são arcaicas e obsoletas; disso ninguém duvida. Tipo faça o que eu digo, mas não o que eu faço. Recursos pedagógicos como: mentiras, chantagens, tentativa de controle, toma lá dá cá, não mais funcionam como antigamente; antes até que dava para tapear, hoje não dá mais.
Consertar tudo isso é simples e fácil; tal e qual: quem se esforça, trabalha e aprende é aprovado; quem não quer aprender é reprovado e tem nova chance - mas não vem ao caso – nesta conversa; pois nosso papo é sobre regras e limites na vida privada e pública.

Vamos aprender juntos a exercitar nossa liberdade ao respeitar regras e limites.

Não importa nossa posição atual na existência:
Você conhece seus direitos e respeita seus deveres?
Ou quando a situação é confortável; deixa prá lá?

Vivemos numa situação cada vez mais caótica e a culpa é da família; e dos educadores do passado.
Muitos dos que ainda estão por aí; vivem dando desculpas e justificativas; se a situação dos rebentos não é adequada – Quando por cima da carne seca; alguns até se vangloriam da esperteza de suas crias.
Outros já estão do outro lado da vida remoendo suas culpas; curtindo sua falta de competência; mas partindo para se aprimorar; alguns continuam os mesmo e servem de “mentores” para seus filhos...

Fomos “contaminados” no DNA cultural?
Mas; o que estamos fazendo com nosso livre arbítrio? – Que medidas nós tomamos? - O que fazemos com nossos filhos hoje é pior; muito pior – nada de apocalipse; mas, aguardemos dias de trovão na comunidade.
Fim do mundo?
Creio que não – pois, muitas das crianças de hoje não sofrem tanto de medo e inércia como seus pais; não suportam tanto a mentira, o suborno e a chantagem como recursos pedagógicos usados pela família e que são transmitidos á postura e ás atitudes na vida diária geração após geração.

Isso lembra o noticiário político ou não?

Não fuja da reflexão – nosso futuro depende disso:
Mesmo que lhe faça mal á saúde - Assista aos programas no horário político na TV que você suportar; para depois se conscientizar: – APENAS A EDUCAÇÃO BASEADA NA ÉTICA CÓSMICA PODE TRANSFORMAR NOSSO FUTURO.

Cuidado – Vigie-se para não destratar, mesmo em pensamento, a mãe de muitos candidatos – Lembre-se da Lei da relatividade.
Sabe o que é isso? – Relatividade?
Não; não; é; “a mão que balança o berço”! – Disciplina não é a antiga “mão pesada” e a moderna pedagogia não se especializou em criar “mãos leves”...

Use o recurso da EMPATIA – Não, não; é; um botão do celular! – É uma tecla que deveríamos ter no cérebro!

Peça RECALL á vida.

REEDUQUE-SE – ANTES DE PENSAR EM EDUCAR.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

A cada dia somos bombardeados com informações a respeito da ação de entidades e projetos ligados a organizações governamentais ou não; cujo interesse é dominar o planeta.
Para quem está engatinhando na luta pela preservação ambiental tentando diminuir o estrago gerado pelo desmatamento acelerado; miséria; fome; trabalho escravo; emissões de carbono; efeito estufa; escassez de água potável; e seus efeitos na saúde das pessoas e na sanidade ambiental... – lidar com informações do tipo: interferência no comportamento das pessoas através de ondas e radiações; provocar mudanças climáticas súbitas como chuvas torrenciais; tremores de terra; erupções vulcânicas; criar doenças em laboratório; alterar o DNA das pessoas com vacinas e alimentos transgênicos para gerar um processo de exclusão definitiva... – tudo isso, criado pelo ser humano usando tecnologia de ponta – é desalentador; pois informações como estas; fazem adoecer; tiram a esperança; elas fazem muito mal.

A cada dia está mais difícil viver?
Se nos alienamos corremos o risco de nos tornarmos mais cobaias do que já somos; se acreditamos, nossa vida perde a graça e até um pouco da razão de ser.
Se crermos na teoria da conspiração; ou da existência de organizações e governos ocultos; estaremos sob o domínio do medo até da própria sombra e precisaremos sempre dormir com um olho aberto e outro fechado como se diz no popular.

A princípio pode parecer estranho; mas, teremos que escolher um foco para posicionar nossas crenças e, inventar um novo modo mais seletivo de arquivar informações para ditar nosso comportamento presente e futuro.

Após tomar ciência de algumas dessas teorias, umas embasadas; outras não – pois mais parece viagem na maionese; eu comecei a brincar de colecionar notícias de jornais, TV, revistas, NET; aquelas do tipo: “como quem não quer nada”; “jogar verde; para colher maduro”; mas que parecem fazer parte de um arquitetado plano que se materializa depois de um tempo – logo abandonei essa brincadeira de montar quebra cabeças a respeito do futuro, pegando uma peçinha aqui outra notícia ali; pois não me trouxe nenhum benefício; apenas receios, desalento, diminuição da produtividade; gastrite; insônia; raiva contida – daí, eu resolvi mudar o foco.

Ás vezes nós somos obrigados a reciclar drástica e rapidamente nossa forma de enxergar o mundo.
Confesso que hoje sou um adepto da teoria da conspiração – mas, não dessa oculta, sombria e negativa – Creio firmemente que as forças da natureza conspiram sim; mas a favor de um mundo cada vez melhor; mais depurado e Zen; rapidamente; bem rapidamente. Embora me sinta um “estranho no ninho” - Sou um humanista convicto da nossa capacidade de nos posicionarmos no cosmos como raça; e com voz ativa numa confederação de seres a serviço da luz e da vida universal; e não mais; como simplórias cobaias; lógico que as cobaias por opção; essas devem ser ajudadas a procurar outro biotério para continuar sua jornada em direção á própria felicidade e paz; podemos chamar a essa atitude: caridade.

Fiquemos tranqüilos; nada de conspirações escuras e ocultas; pois tudo caminha nos conformes...

Claro que na tentativa de se curar Mãe Gaia está inquieta com a postura de seus filhos; isso salta aos olhos nos noticiários; ás vezes sacode-se; cospe fogo; verte lágrimas torrenciais; assopra os machucados; mas, vai levando...; tudo caminha calma e serenamente para um “gran finale”; no bom; no melhor, sentido possível.
Até nós mesmos; que somos o problema da mamãe Terra; já colaboramos para que ela se torne mais bonita e aconchegante; mesmo sem o saber; nós estamos engajados no processo de auto despejo; nós estamos nos selecionando numa velocidade que aumenta a cada dia.

Aviso aos navegantes cósmicos: Em cima da hora não dá pra mudar o destino!

Um fato é inegável: todos nós estamos com a passagem comprada para a grande viagem no avião apelidado por alguns: morte; falta só carimbar.
Destino? – Depende do sistema de crenças de cada um e da idoneidade da agência de viagens; pois, algumas vendem passagem para o céu e o destino é o inferno; ás vezes com uma escala no purgatório (zona intermediária entre 3D e 4D).

Claro que querer não é; nem nunca foi, poder – realizar.
Como tudo no universo essa viagem é paga – e cada um vai para o destino que couber no bolso da sua consciência.
Quais os critérios de seleção de destino?
Confesso que por sintonia e ressonância tenho amigos muito “cricas” – e prá variar num desses “cafés filosóficos”; dia destes; um deles me encurralou – na maioria das vezes; com essa turma; eu tenho que recolher as “tralhas da minha visão de mundo” e engolir em seco; pois não dá para explicar com argumentos lógicos a contundência da realidade; em poucos minutos de bate papo.
Meu amigo é ateu de carteirinha; ele me disse que Deus (ele o colocou como coordenador do projeto de descontaminação do planeta) é preconceituoso.
Para divertir os em torno; contou a piada do avião que estava prestes a cair e que o piloto era extremamente racista. No avião viajava um executivo negro e seu filho. O piloto explicou que para aliviar o peso; para que houvesse uma chance de sobrevivência para todos – seria preciso que alguns voluntários surgissem para pular do avião e proporcionar a continuidade da vida aos outros. Seu critério de escolha dos voluntários: - Tem algum afro aí? – ninguém se manifestou. Algum black? – silêncio total. Alguém de cor? – nada. E assim foi seguindo: Algum negão? – nada.
O garotinho foi ficando apavorado e perguntou ao pai; - pai o que nós somos? – Calma; nós somos Zulus, filho! Zulus!
Segundo esse meu amigo, que acredita na teoria da conspiração de governos ocultos; meio que por linhas tortas; mas ele concorda que o planeta está saturado de seres humanos pouco úteis; mas na sua visão imediatista; mesmo branquelo e bem sucedido; ele acha que a evacuação mundial está sendo feita de forma injusta e preconceituosa: pretos e pobres em massa.
Tentei dizer a ele que, a chamada morte é apenas o “check in” antes do embarque; alguns vão chegar mais cedo outros mais tarde; mas, as coisas estão se reciclando e que a Natureza e o Cosmos estão conspirando a nosso favor na faxina planetária; o mundo está cada dia melhor; e ficará cada dia mais justo; pois os critérios estão mudando – Exemplo: os efeitos do estresse crônico; vão levar mais gente ao túmulo do que os desastres climáticos, econômicos e sociais produzidos pelo governo das sombras. Claro que, ainda sem tanta convicção assim; pois o processo está só no começo; e trinta anos de observação de pacientes (se o amigo leitor já tem problemas de sono, cansaço extremo, fadiga crônica, obesidade, diabetes, vertigens, depressão, pânico, câncer...; fique esperto; muito atento mesmo; para descobrir as causas íntimas do seu sofrer) são uma ninharia no contexto da observação da realidade.
Confesso que não tenho argumentos científicos para discutir com as “sumidades” da atual sapiência como ele; um operador de corações e colocador de válvulas - Apenas disse a ele que, segundo minhas parcas observações; da atualidade em diante, estarão partindo em larga escala: avarentos; ansiosos; medrosos, gananciosos, mentirosos, prepotentes, prevaricadores; de todas as raças; credos; muito ou pouco escolados...
Claro que ele racha de dar risada ás minhas custas quando digo que, minha confiança na teoria da conspiração natural patrocinada pela confederação cósmica está começando a se organizar para ganhar a batalha.
Um dos argumentos:
Dá prá pensar assim; mantendo a esperança; apenas observando as novas crianças; pois elas são: mais bonitas do que a maioria dos adultos; mais inteligentes na parte cognitiva e nos outros indicadores de inteligência – claro que há um condicional: potencial, tanto pode ser preenchido com conteúdos positivos ou negativos; como predomina o negativo; certamente viveremos dias conturbados nas relações familiares e sociais; mas, o que me deixa mais esperançoso na teoria da conspiração a favor da justiça, amor, liberdade, prosperidade, sanidade – é que são muito definidas essas crianças: muita luz, ou; muita sombra; muito boas ou muito más – claro que isso é maravilhoso; pois mesmo quem faz o mal muito bem feito; quando se entediar; e logo se entedia; pois é inteligente; começa a fazer o bem com mais força ainda – a era das pessoas em cima do muro; dos aproveitadores, parece que está no fim...

Ele me aluga e racha de dar risada ás minhas custas para a platéia dos amigos que comungam com ele os mesmos valores e visão de mundo.

Mas, tocou o telefone.
Parece que meu amigo recebeu a visita da dor:
Ontem ele me ligou; está desesperado; alguém muito querido está com problemas e tudo que seus amigos da área médica podiam fazer já fizeram; em vão.
- Sabe aquele lugar assim, assim; que você comentou! – Pode me dar o endereço?
– Claro!
Dei as coordenadas; e fiquei feliz de poder ajudar e, até de sentir que a natureza está conspirando para atrair meu amigo a uma mudança radical de visão de mundo. Pensei com meus botões: - Bela aquisição! – Nesse vale a pena investir!
Ás vezes parece que a natureza escreve certo por linhas tortas; mas não é verdade; ela sempre escreve da forma que sabemos ler e que podemos interpretar em cada momento.
Nessa teoria da conspiração eu acredito.

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