Há ou deveria haver significativas diferenças entre educar uma criança e adestrar um cão.
Deveria.
Recomendam os entendidos em adestramento dos totós que a educação do filhote deve começar por volta dos 2 meses de idade.
Quando começar a educar uma criança?
Diz o bom senso que até antes da gestação.
O problema não é tanto a educação da criança em si; mas, a reeducação dos pais.
Até as pessoas que detém alguma capacidade em se tratando de inteligência cognitiva, afetiva e emocional não se preparam; mesmo sendo dotadas de pedigree cultural - A maioria teima em transferir a educação dos filhotes para educadores profissionais (treinadores/adestradores).
Segundo preconizam os adestradores na fase de educação básica do animal não há primeira, segunda ou terceira lição; o treinamento deve ser constante no dia a dia.
Assim como papagaios não adestram cães; pais que só discursam ou gritam também não educam crianças.
Neste bate papo vamos usar algumas etapas do treinamento de cães como linha de raciocínio nada crítico; apenas comparativo (ainda não tomei vacina contra raiva).
Na aprendizagem do certo e do Errado
As semelhanças são inevitáveis – o filhote de totó é como uma criança – é preciso ensinar desde cedo a diferença entre o certo e o errado senão ele cresce mal educado como os de rua; e daí o bicho pega na periferia.
O segredo é repreender na hora certa e elogiar sempre que faz a coisa certa.
Uma dica dos instrutores: quando elogiar seu cão mostre entusiasmo e o contato físico deve acompanhar as palavras.
Esse é um dos grandes erros no treinamento de humanos; boa parte dos pais se especializa em cobrar dos filhos ou compará-lo com os irmãos.
Nem sempre os elogios vêm acompanhados de carícias; especialmente se estiver saudável; já quando está dodói é beijinhos e afagos prá todo lado.
Se precisar repreender o animalzinho, faça-o logo após o acontecimento e demonstre que não gostou. Não bata nele nem o agrida de qualquer forma; apenas olhe em seus olhos e diga – Não! – num tom bem enérgico – e se ele fizer alguma gracinha não ria; nem se desmanche em mesuras - Não é preciso gritar; apenas mostre a ele quem manda.
Na educação das crianças; algumas apanham quando os treinadores perdem a paciência ouvem 30 ou 40 NÃO PODE ao dia; mas, sem nenhum conteúdo – e depois, de algum tempo perdem a noção do que seja negação ou permissão e tornam-se a projeção humana de Marley e Eu. Observe muitas famílias; quem manda? É o filhote.
Dormindo no local correto
Na instrução do animal é preciso treiná-lo a dormir, descansar e tirar suas sonecas no lugar certo: sua caminha. Ao se acostumar ele cria um ambiente de descanso para todos. Não dê comida para os bichos á noite. Ensine-o a fazer suas necessidades fisiológicas rotineiramente antes de dormir – se morar num apto forre um local com fixo – para que não suje a casa toda.
Leve seu animal para fora e não o ponha para fora de casa.
Humanos apresentam uma incrível dificuldade para colocar seus filhotes dormindo no seu próprio espaço – e depois, se arrependem amargamente e até querem algo para dopar o bichinho.
Instituir uma rotina de necessidades fisiológicas nos humanos é mais difícil pelo uso das práticas fraldas. Quando conseguem treinar os filhotes a abandonar as fraldas para fazer suas necessidades no local correto sentem-se verdadeiros heróis.
Algumas crianças são tão mal treinadas que fazem suas necessidades nos locais mais absurdos.
As Primeiras Noites
Animais precisam de referência; quando adotar um filhote procure levar um objeto que tenha cheiro da sua mãe; um pano em que ela estiver deitada, um jornal; qualquer coisa. Nas primeiras noites o animalzinho pode estranhar, ganir, uivar – esse é o momento em que roupas velhas, brinquedos favoritos, rádio ligado, luminosidade fraca. O importante é não ceder tirando o animal de sua caixa. Conversar com ele pode; mas, com firmeza nesse primeiro confronto de vontades nas primeiras noites. Energia e carinho são requisitos básicos para que o cãozinho aprenda a dormir profundamente sentindo-se amado e seguro.
Nos humanos a referência é a mãe; mas, alguns fazem o seio materno de chupeta – alimentam-se á noite. Apenas dormem com luzes acesas. Os pais cedem e levam o filhote para seu próprio local de dormir – depois querem uma mágica para destreinar ou recondicionar os maus hábitos.
Até que idade você carregou seu famoso “cheirinho”?
Ainda dorme com TV ligada? Luz acesa?
Fazendo as necessidades no lugar correto
Filhotes têm um relógio biológico perfeito: após comer, correr, brincar. Acostume-o a fazer suas necessidades sempre no mesmo lugar. Eles são limpos por natureza; não evacuam nem urinam perto dos locais onde dormem e comem. Escolha onde será o banheiro oficial do cão, antes de começar a treiná-lo. O local deve ser de fácil acesso e limpeza; sempre que possível forre-o com jornal que pelas suas características é a fralda do bicho. Molhe uma ponta de um jornal com a urina do bicho e deixe-a sempre por cima para que através do seu odor ele a procure como referência para fazer suas necessidades. Leve-o sempre até o jornal após as refeições. Como saber? Ele começa a andar em círculos, fica inquieto e cheira o chão – é hora de levá-lo ao banheiro. Elogie sempre o bicho assim que ele terminar. Acidentes sempre são possíveis; quando ocorrer desinfete o local e tire o cheiro.
Os filhotes de humanos nos primeiros meses têm um relógio biológico perfeito – mama: evacua. Mas, a encrenca chamada fralda cria a maior confusão e depois as pessoas que seguem o treinamento do papagaio atrapalham tudo; e as crianças desaprendem o momento certo de evacuar e de fazer xixi sem que precisem receber ordens. Elas sinalizam quando querem fazer suas necessidades; o problema é os adultos perceberem e arranjarem tempo para treiná-las.
Dieta
Filhotes de cão mamam leite de cão – depois, comem o que corresponde á raça.
Comiam; hoje a praticidade da ração canina criou uma infinidade de doenças nos bichos.
Alguns donos e tratadores enchem o pote de ração e deixam 24hs por dia – hoje, os bichos apresentam doenças de humanos.
Do lado humano é pior.
Esse assunto dá pano prá muitas mangas; algumas já abordadas nos assuntos discutidos nos vários blogs que mantemos.
Mas, vale a pena ressaltar o uso do alimento como prêmio para “bom comportamento” – coisas básicas como encher a pança de arroz e feijão e depois receber de presente a tal da mistura. A sobremesa é o cúmulo do prêmio por bom comportamento por não deixar nada no pote (melhor; no prato).
Mas, a melhor cópia do treinamento dos animais; ao avesso; são as guloseimas (balas, chiclets, bolachas e os famigerados e fedidos chip) – os totós são premiados por bom comportamento e ao mostrar suas habilidades – já, as crianças recebem como prêmio as tranqueiras para ficarem quietas.
Um absurdo treinamento ao contrário.
Claro que essa raça com ou sem pedigree não poderia dar certo.
Os treinamentos de cães reforçam o lado positivo: Pula totó! (ganha um biscoitinho e um afago) – Deita totó! (ganha outro e mais carinho) – Que lindo! - Bem treinado esse seu totó! Parabéns!
Loucura total:
Os filhotes de humano recebem as guloseimas para ficarem quietos e ao invés de carinho e afago: agressões físicas, afetivas, verbais: Fica quieto! Se comporta! Vai ver quando chegar em casa!
Pegando leve:
Coitadas das crianças recebem prêmio para fazer tudo ao contrário: a vovó acabou de chegar e pede pro neto fazer tchau? – e dá-lhe guloseima para premiar a nova aquisição de treinamento...
Mães andam com a bolsa cheia de tranqueiras para eventuais emergências educacionais.
Verdade ou mentira?
Se você tem filhotes pequenos em fase de treinamento; dê um susto em você mesma; e despeje o que tem na bolsa – assuste-se; mas, sem ganir nem latir. E por favor, não se estresse para não começar a soltar pêlo.
Melhor parar por aqui; pois a comparação entre veterinários e pediatras pode nos deprimir.
Mas, por favor, não rosne nem lata para seus pais – eles o treinaram segundo as normas e os padrões...
Se nos tornamos tomba lata é nosso problema.
PULA TOTÓ!
Dá a patinha! – Vamos fazer as pazes!
Minha lista de blogs
sexta-feira, 21 de maio de 2010
QUANDO A NORMALIDADE PASSA A ENTEDIAR
Como uma droga, o estresse vicia...
Não agüento mais! Preciso tirar umas férias!
Na fase de perda do pique ou de depressão orgânica do estresse; todo mundo almeja ir para um lugar e descansar, relaxar. No entanto, logo depois de algumas horas ou de poucos dias longe do corre – corre, o sujeito passa a se entediar e, não vê a hora de voltar ao batente e matar dez leões ao dia; isso, quando consegue realmente se desligar durante o repouso. Abandonar os obsessores eletrônicos: celular e Internet, é um martírio. O estilo de vida atual também suga nossa vitalidade; você sai de férias e continua trabalhando á distância via celular ou Internet – parte pela falta de sensibilidade de algumas chefias nas empresas; parte pela insegurança de alguém na sua ausência desempenhar melhor do que você e tomar seu lugar.
Não vejo a hora de voltar á velha rotina!
Daí vem a pergunta: - será que estou viciado em situações que levam ao estresse?
Podemos dizer que sim; pois, na primeira fase (alarme), os hormônios liberados durante a reação de estresse, criam uma situação de aumento de criatividade e de resolução de situações fora dos antigos padrões; e, a pessoa, sem perceber, passa a buscar mais adrenalina e outros hormônios liberados nessas situações; até em momentos de lazer: esportes radicais ou perigosos, entretenimentos com elevado teor de clima de suspense, terror, etc.
Cuidado:
Férias podem dar crise de abstinência:
Baixou o nível de adrenalina soa o alarme.
Se fosse apenas isso, estava bom!
A lei da inércia que não obedecemos nem no trânsito; também pode dar cabo de nós. A chance de morte súbita; peripaque ou doença física aumenta demais nas paradas: dormir; finais de semana; feriados – e no começo das férias. Já atendi muitos pacientes que costumam dizer: Dr. Acho que fizeram macumba prá mim – é só eu sair de férias que adoeço! – Com certeza este mundo está ficando muito doido; daqui a pouco vai ter gente arrumando a profissão de personal trainer para você sair de férias em segurança.
Férias engordam?
Esse é o fim da picada; pois, em algumas situações; a vida mansa e a saída da rotina não se acompanham da diminuição da ansiedade; e então: dá-lhe comida.
Mas depois, perder esses 3 ou 4 kilinhos a mais, no mínimo, vai dar um estresse danado.
A que ponto nós chegamos:
Se nós sobrevivemos ás férias; depois alguns dias de nos adaptarmos á vida mansa (quase no fim); retornar ao trabalho pode dar deprê ou pânico; pior, se tudo estiver correndo bem por lá; e você descobrir que é facilmente substituível; daí: saí das férias e vou para a terapia.
Além do perigo de entrarmos rapidamente na última fase do estresse crônico; que é a fase de esgotamento e até na de pé na cova; nas férias ou no retorno dela; ainda há o risco de se criar dependência química nas fases de depressão energética e física no pós-estresse.
Podemos criar o hábito do doping com ou sem receita.
Quando precisamos de nos dopar com estimulantes para levar um simples e corriqueiro cotidiano; o futuro é bastante sombrio.
E como não temos botão de liga e desliga; de manhã só pegamos no tranco com a cafeína e colegas - e á noite para dormir só com droga sonífera será preciso entrar num programa de reabilitação para dependentes químicos.
Entrar em qualquer situação desse tipo que vicia é muito fácil; sair é complicado - principalmente devido a dois fatores: falta de vontade e débil honestidade de propósitos.
Me engano porque eu gosto:
Mentimos para nós mesmos; e para os outros; quando dizemos não ser capazes de sair de uma determinada situação viciosa em estresse - na verdade, adoramos a sensação da adrenalina e do medo; daí, desejamos continuar nela e mentimos, tornando a vida complicada em razão da culpa e da própria mentira que gera mais adrenalina...
Mais fácil, eficiente e simples seria admitirmos que ainda não desejo largar o vício da adrenalina a mil; e que aceito assumir as conseqüências; sem desculpas, revolta, nem chororo.
Eliminar a necessidade de vivenciar as sensações do estresse crônico exige discernimento, boa vontade e capacidade de executar. De fato, não é para qualquer um não...
Muito breve algum visionário vai ganhar dinheiro criando um programa de reabilitação para dependentes de altas taxas de adrenalina.
Parece brincadeira; mas, é sério – ficar entediado da vida normal é uma coisa; porém quando começamos a ficar entediados da vida com adrenalina a mil – estamos de partida numa viagem radical para o outro lado da vida. Será que lá tem adrenalina a mil?
Ema, ema, ema, cada um com seus probrema...
Mas:
Por favor; preservem as crianças não as viciem em adrenalina a mil.
O amigo anda entediado; quase deprê?
Pede ajuda pro teu Pai João.
Inventa novos motivos prá viver – zin fio!
Não agüento mais! Preciso tirar umas férias!
Na fase de perda do pique ou de depressão orgânica do estresse; todo mundo almeja ir para um lugar e descansar, relaxar. No entanto, logo depois de algumas horas ou de poucos dias longe do corre – corre, o sujeito passa a se entediar e, não vê a hora de voltar ao batente e matar dez leões ao dia; isso, quando consegue realmente se desligar durante o repouso. Abandonar os obsessores eletrônicos: celular e Internet, é um martírio. O estilo de vida atual também suga nossa vitalidade; você sai de férias e continua trabalhando á distância via celular ou Internet – parte pela falta de sensibilidade de algumas chefias nas empresas; parte pela insegurança de alguém na sua ausência desempenhar melhor do que você e tomar seu lugar.
Não vejo a hora de voltar á velha rotina!
Daí vem a pergunta: - será que estou viciado em situações que levam ao estresse?
Podemos dizer que sim; pois, na primeira fase (alarme), os hormônios liberados durante a reação de estresse, criam uma situação de aumento de criatividade e de resolução de situações fora dos antigos padrões; e, a pessoa, sem perceber, passa a buscar mais adrenalina e outros hormônios liberados nessas situações; até em momentos de lazer: esportes radicais ou perigosos, entretenimentos com elevado teor de clima de suspense, terror, etc.
Cuidado:
Férias podem dar crise de abstinência:
Baixou o nível de adrenalina soa o alarme.
Se fosse apenas isso, estava bom!
A lei da inércia que não obedecemos nem no trânsito; também pode dar cabo de nós. A chance de morte súbita; peripaque ou doença física aumenta demais nas paradas: dormir; finais de semana; feriados – e no começo das férias. Já atendi muitos pacientes que costumam dizer: Dr. Acho que fizeram macumba prá mim – é só eu sair de férias que adoeço! – Com certeza este mundo está ficando muito doido; daqui a pouco vai ter gente arrumando a profissão de personal trainer para você sair de férias em segurança.
Férias engordam?
Esse é o fim da picada; pois, em algumas situações; a vida mansa e a saída da rotina não se acompanham da diminuição da ansiedade; e então: dá-lhe comida.
Mas depois, perder esses 3 ou 4 kilinhos a mais, no mínimo, vai dar um estresse danado.
A que ponto nós chegamos:
Se nós sobrevivemos ás férias; depois alguns dias de nos adaptarmos á vida mansa (quase no fim); retornar ao trabalho pode dar deprê ou pânico; pior, se tudo estiver correndo bem por lá; e você descobrir que é facilmente substituível; daí: saí das férias e vou para a terapia.
Além do perigo de entrarmos rapidamente na última fase do estresse crônico; que é a fase de esgotamento e até na de pé na cova; nas férias ou no retorno dela; ainda há o risco de se criar dependência química nas fases de depressão energética e física no pós-estresse.
Podemos criar o hábito do doping com ou sem receita.
Quando precisamos de nos dopar com estimulantes para levar um simples e corriqueiro cotidiano; o futuro é bastante sombrio.
E como não temos botão de liga e desliga; de manhã só pegamos no tranco com a cafeína e colegas - e á noite para dormir só com droga sonífera será preciso entrar num programa de reabilitação para dependentes químicos.
Entrar em qualquer situação desse tipo que vicia é muito fácil; sair é complicado - principalmente devido a dois fatores: falta de vontade e débil honestidade de propósitos.
Me engano porque eu gosto:
Mentimos para nós mesmos; e para os outros; quando dizemos não ser capazes de sair de uma determinada situação viciosa em estresse - na verdade, adoramos a sensação da adrenalina e do medo; daí, desejamos continuar nela e mentimos, tornando a vida complicada em razão da culpa e da própria mentira que gera mais adrenalina...
Mais fácil, eficiente e simples seria admitirmos que ainda não desejo largar o vício da adrenalina a mil; e que aceito assumir as conseqüências; sem desculpas, revolta, nem chororo.
Eliminar a necessidade de vivenciar as sensações do estresse crônico exige discernimento, boa vontade e capacidade de executar. De fato, não é para qualquer um não...
Muito breve algum visionário vai ganhar dinheiro criando um programa de reabilitação para dependentes de altas taxas de adrenalina.
Parece brincadeira; mas, é sério – ficar entediado da vida normal é uma coisa; porém quando começamos a ficar entediados da vida com adrenalina a mil – estamos de partida numa viagem radical para o outro lado da vida. Será que lá tem adrenalina a mil?
Ema, ema, ema, cada um com seus probrema...
Mas:
Por favor; preservem as crianças não as viciem em adrenalina a mil.
O amigo anda entediado; quase deprê?
Pede ajuda pro teu Pai João.
Inventa novos motivos prá viver – zin fio!
sábado, 15 de maio de 2010
ANSIEDADE - FLUXOS E REFLUXOS
Especialmente no alucinante ritmo do estilo de vida atual, temos cada vez mais dificuldade em separar realidade de ilusão; situações concretas das imaginárias. Nossa mente está inquieta e perdendo a conexão; daí, quem paga o pato é o corpo físico, inevitavelmente.
Numa pessoa relativamente equilibrada o diálogo íntimo entre instintos, razão e emoções, flui naturalmente.
A mente é a natural mediadora do processo e quando ela está com problemas é lógico que haja descontrole e doença.
Na atualidade duas emoções saíram de controle: Ansiedade e Medo.
Hoje vamos nos deter na ansiedade doentia e alguns distúrbios cada dia mais comuns no corpo físico; nos quais sua participação é decisiva: Aerofagia - a ansiedade nos levou rapidamente a uma respiração curta e superficial; daí, durante a fala mais ar vai ao aparelho digestivo do que ao pulmão. Em conseqüência disso, estamos arrotando muito mais do que o habitual (antes era só dieta errada que conduzia á fermentação) – algumas pessoas vivem um problema angustiante, pois emitem pequenos arrotos durante a fala; e isso, as deixa constrangidas e mais ansiosas levando a uma perda significativa da qualidade de vida. As evacuações estão ficando incompletas; pois, no intestino entre as partes de bolo fecal ficam áreas com ar; ao sair a primeira parte das fezes, até que saia o ar a vontade foi embora; e a pessoa fica com a desagradável sensação de mal estar abdominal.
Um sério problema é que o arroto é uma forma de refluxo; pois, o ar que retorna do estômago vem com resíduos de ácido clorídrico; e do estômago para cima as células de revestimento não estavam preparadas para isso – desse modo, hoje convivemos com processos inflamatórios crônicos, em muitas pessoas, ainda assintomáticos: esofagite; laringite; faringite; dor de ouvido recorrente e otite média (era ocorrência comum na infância devido ao aumento das amígdalas que terminavam por obstruir a saída da tuba auditiva que faz a drenagem das secreções produzidas pelas células de revestimento do ouvido médio – a alta incidência em adultos hoje se deve ao problema da faringite crônica cujas células hipertrofiadas fazem o papel da amígdala ao impedir a drenagem); rinite e sinusite (antes desse evento eram causadas apenas pelas alergias).
Nesse contexto, o perigo maior é a esofagite crônica capaz de levar a um aumento dos casos de câncer na região; pois, todo processo inflamatório crônico é um terreno muito favorável para tal acontecimento.
A tendência é que os processos sejam agravados com os tratamentos; pois, ao invés de atuar nas causas básicas para resolver de vez os problemas; ainda bloqueamos as defesas do organismo: tosse, coriza, espirros, muco, com remédios.
Mas, o que é Ansiedade doentia; uma das matérias primas desses problemas?
Ansiedade é imaginação.
Ansiedade é uma fantasia ameaçadora sobre o futuro, nela misturam-se e convive o medo e a pressa.
Como reação à ansiedade a mente produz um tipo de excitação orgânica que gera uma produção maior de mediadores químicos da reação natural ao estresse, como catecolaminas, adrenalina, cortisol. Se não houver diálogo nem comunicação entre o corpo físico e o corpo mental/emocional, o organismo vai se preparar para reagir a um acontecimento que nem sempre faz parte da realidade. A luta contra uma ilusão ou um fruto da imaginação é capaz de produzir: diarréia, suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, sensação de calor ou calafrios, maratonas de exames, internações hospitalares, agressividade, depressão doentia, angustia existencial, pânico, enfim: a morte em vida...
Alerta máximo.
Para não apagar ou sentir-se um morto em vida:
Se o desafio a ser superado é real, a energia liberada pode ajudá-lo em determinada atividade ou colaborar para resolver a experiência em andamento; se o desafio é virtual, não há nada que possa ser feito e toda energia será descarregada nas reações orgânicas gerando os sintomas da ansiedade mórbida ou uma crise de pânico. A mesma situação pode ocorrer quando o desafio é concreto, mas, existe recusa em enfrentá-lo como uma experiência a ser dominada; e pior, é quando, o indivíduo soma a tudo isso, expectativas catastróficas e previsões de acontecimentos ou desdobramentos futuros carregados de sofrer.
Não ser capaz de separar a realidade da imaginação pode ser catastrófico na vida, portanto inicie logo um treinamento para capacitá-lo a identificar fantasias, ilusões e expectativas. E integre essa capacidade ao circuito da comunicação interna entre os vários corpos. Intensifique e use o recurso do diálogo íntimo para não correr riscos inúteis. Pois nem sempre, após ter identificado uma situação causadora de mal estar ou angustia como sendo uma fantasia, você estará capacitado a interromper o processo.
Exercício.
Para conseguir quebrar o circuito um recurso simples, é fixar-se no corpo físico. Feche os olhos, respire fundo e focalize sua consciência na sua respiração, no seu corpo, com isso, o contato com a ameaça é rompido, e você recupera o contato com a realidade em andamento; repita o processo; até que consiga serenar-se e voltar á realidade.
Não se desgaste nem perca tempo e energia com censuras às manifestações provocadas pela ansiedade gerada pela fantasia. E não se preocupe em tentar esconder dos outros os sintomas, evite preocupar-se sobre o que vão pensar de você; pois com isso, ficará constrangido e aumentará as secreções orgânicas e o mal estar.
Dica.
Se tiver vontade de chorar: chore. Em certos momentos chorar faz bem.
Solução?
Temporária: uso de medicamentos, evitando na medida do possível os remédios químicos. Isso vale tanto para os efeitos da ansiedade mórbida quanto para a própria; que pode ser considerado um distúrbio da personalidade e, personalidade não se constrói nem desconstrói com remédios; mas, com esforço e conhecimento de nós mesmos.
Planeje usar remédios pelo tempo mais curto possível; pois, as recaídas serão cada vez mais rápidas
Definitiva:
Reforma da personalidade – mudança de hábitos – aprenda a fazer uma coisa de cada vez – viva um dia após o outro – não invente problemas e aprenda a separar os seus dos das outras pessoas – planeje sua vida – não faça tarefa dos outros.
Ferramentas auxiliares: aprender a meditar para acalmar a mente (invente o seu jeito) – reaprender a respirar – atividade física regular – evitar os alimentos que fermentam e os excitantes – criar uma rotina para evacuar.
Dicas práticas:
Faça fisioterapia para desobstruir a tuba auditiva – encha bexiga (10x) uma vez ao dia.
Nas fases de acúmulo de gases faça um chá com erva doce (1colher de chá) e algumas raspas de noz noscada; para 1 copo de água; assim que levantar fervura, desligue, abafe e tome aos poucos.
Lave os olhos e o nariz várias vezes ao dia.
Acima de tudo não acredite em curas milagrosas com remédios – faça seu próprio milagre – cure-se; que até o planeta agradece.
Numa pessoa relativamente equilibrada o diálogo íntimo entre instintos, razão e emoções, flui naturalmente.
A mente é a natural mediadora do processo e quando ela está com problemas é lógico que haja descontrole e doença.
Na atualidade duas emoções saíram de controle: Ansiedade e Medo.
Hoje vamos nos deter na ansiedade doentia e alguns distúrbios cada dia mais comuns no corpo físico; nos quais sua participação é decisiva: Aerofagia - a ansiedade nos levou rapidamente a uma respiração curta e superficial; daí, durante a fala mais ar vai ao aparelho digestivo do que ao pulmão. Em conseqüência disso, estamos arrotando muito mais do que o habitual (antes era só dieta errada que conduzia á fermentação) – algumas pessoas vivem um problema angustiante, pois emitem pequenos arrotos durante a fala; e isso, as deixa constrangidas e mais ansiosas levando a uma perda significativa da qualidade de vida. As evacuações estão ficando incompletas; pois, no intestino entre as partes de bolo fecal ficam áreas com ar; ao sair a primeira parte das fezes, até que saia o ar a vontade foi embora; e a pessoa fica com a desagradável sensação de mal estar abdominal.
Um sério problema é que o arroto é uma forma de refluxo; pois, o ar que retorna do estômago vem com resíduos de ácido clorídrico; e do estômago para cima as células de revestimento não estavam preparadas para isso – desse modo, hoje convivemos com processos inflamatórios crônicos, em muitas pessoas, ainda assintomáticos: esofagite; laringite; faringite; dor de ouvido recorrente e otite média (era ocorrência comum na infância devido ao aumento das amígdalas que terminavam por obstruir a saída da tuba auditiva que faz a drenagem das secreções produzidas pelas células de revestimento do ouvido médio – a alta incidência em adultos hoje se deve ao problema da faringite crônica cujas células hipertrofiadas fazem o papel da amígdala ao impedir a drenagem); rinite e sinusite (antes desse evento eram causadas apenas pelas alergias).
Nesse contexto, o perigo maior é a esofagite crônica capaz de levar a um aumento dos casos de câncer na região; pois, todo processo inflamatório crônico é um terreno muito favorável para tal acontecimento.
A tendência é que os processos sejam agravados com os tratamentos; pois, ao invés de atuar nas causas básicas para resolver de vez os problemas; ainda bloqueamos as defesas do organismo: tosse, coriza, espirros, muco, com remédios.
Mas, o que é Ansiedade doentia; uma das matérias primas desses problemas?
Ansiedade é imaginação.
Ansiedade é uma fantasia ameaçadora sobre o futuro, nela misturam-se e convive o medo e a pressa.
Como reação à ansiedade a mente produz um tipo de excitação orgânica que gera uma produção maior de mediadores químicos da reação natural ao estresse, como catecolaminas, adrenalina, cortisol. Se não houver diálogo nem comunicação entre o corpo físico e o corpo mental/emocional, o organismo vai se preparar para reagir a um acontecimento que nem sempre faz parte da realidade. A luta contra uma ilusão ou um fruto da imaginação é capaz de produzir: diarréia, suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, sensação de calor ou calafrios, maratonas de exames, internações hospitalares, agressividade, depressão doentia, angustia existencial, pânico, enfim: a morte em vida...
Alerta máximo.
Para não apagar ou sentir-se um morto em vida:
Se o desafio a ser superado é real, a energia liberada pode ajudá-lo em determinada atividade ou colaborar para resolver a experiência em andamento; se o desafio é virtual, não há nada que possa ser feito e toda energia será descarregada nas reações orgânicas gerando os sintomas da ansiedade mórbida ou uma crise de pânico. A mesma situação pode ocorrer quando o desafio é concreto, mas, existe recusa em enfrentá-lo como uma experiência a ser dominada; e pior, é quando, o indivíduo soma a tudo isso, expectativas catastróficas e previsões de acontecimentos ou desdobramentos futuros carregados de sofrer.
Não ser capaz de separar a realidade da imaginação pode ser catastrófico na vida, portanto inicie logo um treinamento para capacitá-lo a identificar fantasias, ilusões e expectativas. E integre essa capacidade ao circuito da comunicação interna entre os vários corpos. Intensifique e use o recurso do diálogo íntimo para não correr riscos inúteis. Pois nem sempre, após ter identificado uma situação causadora de mal estar ou angustia como sendo uma fantasia, você estará capacitado a interromper o processo.
Exercício.
Para conseguir quebrar o circuito um recurso simples, é fixar-se no corpo físico. Feche os olhos, respire fundo e focalize sua consciência na sua respiração, no seu corpo, com isso, o contato com a ameaça é rompido, e você recupera o contato com a realidade em andamento; repita o processo; até que consiga serenar-se e voltar á realidade.
Não se desgaste nem perca tempo e energia com censuras às manifestações provocadas pela ansiedade gerada pela fantasia. E não se preocupe em tentar esconder dos outros os sintomas, evite preocupar-se sobre o que vão pensar de você; pois com isso, ficará constrangido e aumentará as secreções orgânicas e o mal estar.
Dica.
Se tiver vontade de chorar: chore. Em certos momentos chorar faz bem.
Solução?
Temporária: uso de medicamentos, evitando na medida do possível os remédios químicos. Isso vale tanto para os efeitos da ansiedade mórbida quanto para a própria; que pode ser considerado um distúrbio da personalidade e, personalidade não se constrói nem desconstrói com remédios; mas, com esforço e conhecimento de nós mesmos.
Planeje usar remédios pelo tempo mais curto possível; pois, as recaídas serão cada vez mais rápidas
Definitiva:
Reforma da personalidade – mudança de hábitos – aprenda a fazer uma coisa de cada vez – viva um dia após o outro – não invente problemas e aprenda a separar os seus dos das outras pessoas – planeje sua vida – não faça tarefa dos outros.
Ferramentas auxiliares: aprender a meditar para acalmar a mente (invente o seu jeito) – reaprender a respirar – atividade física regular – evitar os alimentos que fermentam e os excitantes – criar uma rotina para evacuar.
Dicas práticas:
Faça fisioterapia para desobstruir a tuba auditiva – encha bexiga (10x) uma vez ao dia.
Nas fases de acúmulo de gases faça um chá com erva doce (1colher de chá) e algumas raspas de noz noscada; para 1 copo de água; assim que levantar fervura, desligue, abafe e tome aos poucos.
Lave os olhos e o nariz várias vezes ao dia.
Acima de tudo não acredite em curas milagrosas com remédios – faça seu próprio milagre – cure-se; que até o planeta agradece.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
TECNONÊUTICA – UMA NOVA E MORTAL DOENÇA NA PRAÇA
Neste mundo a mil; cada vez fica mais difícil diagnosticar velhas patologias sem a ajuda dos tão falíveis exames de laboratório; quanto mais as novas – pois, os sintomas estão cada vez mais embaralhados. E os profissionais da saúde desaprenderam; ou melhor; não aprenderam a arte de estudar o paciente ou Propedêutica, para que se faça o diagnóstico; com a inestimável ajuda da Hermenêutica; sua continuidade. As duas foram substituídas por uma doença no diagnóstico médico ainda sem nome; mas que pode ser chamada pelo seu apelido: Tecnonêutica - uma aberração modernosa.
PROPEDÊUTICA?
Fem, aquilo que oferece ensinamento preparatório ou introdutório.
Em medicina é a Cadeira de Propedêutica inclusa no terceiro ano e tem como objetivos gerais, ensinar o aluno a fazer uma correta História Clínica do doente. Para se atingir esse objetivo é necessário que o aluno tenha conhecimentos de anatomia, fisiologia, patologia e outras áreas do conhecimento médico como clinica médica, cirúrgica, psicologia e medicina comunitária.
Mas, para isso, é preciso que ao menos disponha de tempo para ouvir o paciente ou quem possa fornecer informações adequadas sobre ele.
Neste caso o médico de família leva alguma vantagem para errar menos.
A especialidade médica que mais usa a propedêutica é a Homeopatia.
Uma dos maiores inimigos da Propedêutica é o sistema de saúde atual onde tempo é dinheiro (esse é o motivo pelo qual homeopatia e convênio médico não combinam nem dá certo); quanto mais remédio se consome melhor – quanto mais se usa a tecnonêutica mais alguns ganham; e muitos perdem a qualidade de vida; a saúde; a dignidade; mas, isso, é apenas um necessário efeito colateral do sistema neurótico de viver segundo seus defensores. Efeitos colaterais fazem parte do sistema.
A Hermenêutica deveria gerir todos os recursos; mas, ela cedeu lugar á visão hermética de mentes oportunistas e dogmáticas que desejam dar todo poder á tecnonêutica em prejuízo da propedêutica e da hermenêutica.
HERMENÊUTICA?
Um ramo da filosofia que debate a compreensão humana e a interpretação de textos escritos ou não: gráficos, exames, etc.
Na tentativa de homenagear o deus Hermes o patrono da linguagem, escrita, da comunicação e do entendimento humano – com certeza, já deve ter sido destronado; pois, como a maioria dos deuses deste universo provou ser uma cósmica farsa.
No início do século XIX ela entrou para o âmbito da filosofia como a teoria geral da compreensão.
No nosso caso, isso, quer dizer que todo médico deve ser um filósofo? Um especialista em Hermenêutica? – Então; nós estamos em maus lençóis; pois, está provado que a maioria dos profissionais graduados neste país (e não apenas médicos); são incapazes de compreender um texto de poucas laudas; quanto mais se tornar um hermeneuta diagnosticador e curador ou legislador.
Médico legislador?
Yes mano – muitos profissionais do alto da cátedra da sua visão e dos seus interesses ditam para os outros; o que fazer.
Cuidado; ás vezes você está sendo tratado segundo as leis da medicina oficial e pode pedir revisão de conduta; apenas do outro lado da vida; perante a justiça natural.
A hermenêutica abarca a totalidade do ser humano.
Pior ainda, para os viventes da arte da cura desta Era; pois nos especializamos até em dedão do pé esquerdo. A especialização precoce, nem sempre inteligente; ás vezes é inútil; e uma das causas do desastre que se avizinha na qualidade de vida das pessoas; cujo dedão do pé esquerdo está artrosado e inflamado apenas por que a mente preguiçosa não pensa.
Nem tudo que é antigo não serve mais (mesmo em se tratando de tecnologia):
Scheleiermacher (1768-1834) dá uma dica de como dever ser a compreensão da comunicação na vida humana:
• Compreensão comparativa: Se apóia em uma multiplicidade de conhecimentos objetivos, gramaticais e históricos, deduzindo o sentido a partir do enunciado (no caso: conjunto de queixas do paciente e seu modus vivente).
• Compreensão divinatória: Significa uma adivinhação imediata ou apreensão imediata do sentido de um texto (que necessita de um embasamento de saber e feeling – por isso; há profissionais e profissionais com muito ou pouco saber).
Essas distinções apontam para aspectos da compreensão superior que se dá pela sua integração. Ora, o futuro não será dos mais agradáveis; pois, o conhecimento médico moderno está sendo desintegrado a olhos vistos.
Posteriormente, com os trabalhos de Droysen e Dilthey, o procedimento hermenêutico tornou-se a metodologia das ciências humanas.
Os eventos da natureza devem ser explicados, mas a história, os eventos históricos, os valores e a cultura devem ser compreendidos – Quem é essa pessoa? – Quem é esse paciente? Qual sua visão de mundo? Qual é seu sistema de crenças? Com quem convive? Quais seus sonhos, expectativas, habilidades ou a falta delas?
(Wilhelm Dilthey é primeiro a formular a dualidade de "ciências da natureza e ciências do espírito", que se distinguem por meio de um método analítico esclarecedor e um procedimento de compreensão descritiva.) O que é espírito? Mente? Conjunto de mente, emoções e sensações? – O que dizer para uma pessoa de inteligência religiosa precário que seu problema reside também num processo obsessivo externo – a ação de uma mente externa sobre a sua?
Compreensão é apreensão de um sentido, e sentido é o que se apresenta à compreensão como conteúdo. Como medicar uma pessoa que não foi estudada e sentida?
Só podemos determinar a compreensão pelo sentido e o sentido apenas pela compreensão. Se não estudarmos o doente como ajudá-lo a compreender a origem de seus problemas – sem eliminar a causa; imaginar que os efeitos vão desaparecer é esquizofrenia.
As ciências médicas da atualidade são esquizofrênicas?
Heidegger, em sua análise da compreensão, diz que toda compreensão apresenta uma "estrutura circular". "Toda interpretação, para produzir compreensão, deve já ter compreendido o que vai interpretar". O cerne da teoria de Heidegger está, todavia, na ontologização da compreensão e da interpretação como aspectos do ser do ente que compreende o ser, o "Dasein".
Estruturas básicas da compreensão (inclusive do processo de saúde/doença/cura)
• Estrutura de horizonte: o conteúdo singular é apreendido a partir da totalidade de um contexto de sentido, que é pré-apreendido e co-apreendido (no caso; necessidade de uma educação de berço mais ética; de uma formação médica mais humanizada – seguida de uma valorização da pessoa; para apenas depois saber como ajudá-la a se curar).
• Estrutura circular: A compreensão acontece a partir de um movimento de ir e vir entre pré-compreensão e compreensão da coisa, como um acontecimento que progride em forma de espiral; na medida em que um elemento pressupõe outro; e ao mesmo tempo faz com que se possa ir adiante; e sem pressa; pois, pouco adianta a pré compreensão da doença; se não queremos despender tempo para ajudar na cura).
• Estrutura de diálogo: A compreensão sempre é apreensão do estranho e está aberta à modificação das pressuposições iniciais diante da diferença produzida pelo outro (o texto, o interlocutor – em se tratando de doenças e doentes; cada caso é um caso – nesse ponto novamente a homeopatia leva vantagem ao tratar doentes e não doenças).
• Estrutura de mediação: A compreensão visa um dado que se dá por si mesmo, mas a sua apreensão faz-se pela mediação da tradição e da linguagem. Muitas pessoas têm sua qualidade de vida detonada pela notícia feita de forma mecânica – ou quando lêem exames que não compreendem ou buscam informações isoladas na Internet.
Os costumes, cultura e etnias são alguns dos aspectos fundamentais para se ter uma legítima interpretação do texto – Conhecer quem é aquela pessoa pode fazer toda a diferença na tentativa de se conseguir uma cura definitiva ou uma melhor substancial na qualidade de vida.
Explicação e compreensão
Segundo Wilhelm Dilthey, estes dois métodos estariam opostos entre si: explicação (próprio das ciências naturais) e compreensão (próprio das ciências do espírito ou ciências humanas):
"Esclarecemos por meio de processos intelectuais, mas compreendemos pela cooperação de todas as forças sentimentais na apreensão, pelo mergulhar das forças sentimentais no objeto."
Paul Ricoeur visa superar esta dicotomia. Para ele, compreender um texto (no caso, um doente) é encadear um novo discurso no discurso do texto. Isto supõe que o texto seja aberto (que uma boa propedêutica tenha sido feita).
Ler é apropriar-se do sentido do texto (avaliar, estudar, discutir com o próprio interessado). De um lado não há reflexão sem meditação sobre os sinais e as evidências; do outro, não há explicação sem a compreensão do mundo e de si mesmo.
Resumindo:
Procure saber se o seu médico é especialista em Propedêutica, Hermenêutica, Tecnêutica ou em Enrrolonêutica ou em Economêutica.
Não é difícil saber – basta atenção e um mínimo de QI.
Questões interessantes a serem observadas:
Quem pediu os exames? Você ou o seu médico?
Ele lê os exames ou os estuda?
Dica:
Você é uma pessoa Tecnêuta ou Hermenêutica?
(Continua).
PROPEDÊUTICA?
Fem, aquilo que oferece ensinamento preparatório ou introdutório.
Em medicina é a Cadeira de Propedêutica inclusa no terceiro ano e tem como objetivos gerais, ensinar o aluno a fazer uma correta História Clínica do doente. Para se atingir esse objetivo é necessário que o aluno tenha conhecimentos de anatomia, fisiologia, patologia e outras áreas do conhecimento médico como clinica médica, cirúrgica, psicologia e medicina comunitária.
Mas, para isso, é preciso que ao menos disponha de tempo para ouvir o paciente ou quem possa fornecer informações adequadas sobre ele.
Neste caso o médico de família leva alguma vantagem para errar menos.
A especialidade médica que mais usa a propedêutica é a Homeopatia.
Uma dos maiores inimigos da Propedêutica é o sistema de saúde atual onde tempo é dinheiro (esse é o motivo pelo qual homeopatia e convênio médico não combinam nem dá certo); quanto mais remédio se consome melhor – quanto mais se usa a tecnonêutica mais alguns ganham; e muitos perdem a qualidade de vida; a saúde; a dignidade; mas, isso, é apenas um necessário efeito colateral do sistema neurótico de viver segundo seus defensores. Efeitos colaterais fazem parte do sistema.
A Hermenêutica deveria gerir todos os recursos; mas, ela cedeu lugar á visão hermética de mentes oportunistas e dogmáticas que desejam dar todo poder á tecnonêutica em prejuízo da propedêutica e da hermenêutica.
HERMENÊUTICA?
Um ramo da filosofia que debate a compreensão humana e a interpretação de textos escritos ou não: gráficos, exames, etc.
Na tentativa de homenagear o deus Hermes o patrono da linguagem, escrita, da comunicação e do entendimento humano – com certeza, já deve ter sido destronado; pois, como a maioria dos deuses deste universo provou ser uma cósmica farsa.
No início do século XIX ela entrou para o âmbito da filosofia como a teoria geral da compreensão.
No nosso caso, isso, quer dizer que todo médico deve ser um filósofo? Um especialista em Hermenêutica? – Então; nós estamos em maus lençóis; pois, está provado que a maioria dos profissionais graduados neste país (e não apenas médicos); são incapazes de compreender um texto de poucas laudas; quanto mais se tornar um hermeneuta diagnosticador e curador ou legislador.
Médico legislador?
Yes mano – muitos profissionais do alto da cátedra da sua visão e dos seus interesses ditam para os outros; o que fazer.
Cuidado; ás vezes você está sendo tratado segundo as leis da medicina oficial e pode pedir revisão de conduta; apenas do outro lado da vida; perante a justiça natural.
A hermenêutica abarca a totalidade do ser humano.
Pior ainda, para os viventes da arte da cura desta Era; pois nos especializamos até em dedão do pé esquerdo. A especialização precoce, nem sempre inteligente; ás vezes é inútil; e uma das causas do desastre que se avizinha na qualidade de vida das pessoas; cujo dedão do pé esquerdo está artrosado e inflamado apenas por que a mente preguiçosa não pensa.
Nem tudo que é antigo não serve mais (mesmo em se tratando de tecnologia):
Scheleiermacher (1768-1834) dá uma dica de como dever ser a compreensão da comunicação na vida humana:
• Compreensão comparativa: Se apóia em uma multiplicidade de conhecimentos objetivos, gramaticais e históricos, deduzindo o sentido a partir do enunciado (no caso: conjunto de queixas do paciente e seu modus vivente).
• Compreensão divinatória: Significa uma adivinhação imediata ou apreensão imediata do sentido de um texto (que necessita de um embasamento de saber e feeling – por isso; há profissionais e profissionais com muito ou pouco saber).
Essas distinções apontam para aspectos da compreensão superior que se dá pela sua integração. Ora, o futuro não será dos mais agradáveis; pois, o conhecimento médico moderno está sendo desintegrado a olhos vistos.
Posteriormente, com os trabalhos de Droysen e Dilthey, o procedimento hermenêutico tornou-se a metodologia das ciências humanas.
Os eventos da natureza devem ser explicados, mas a história, os eventos históricos, os valores e a cultura devem ser compreendidos – Quem é essa pessoa? – Quem é esse paciente? Qual sua visão de mundo? Qual é seu sistema de crenças? Com quem convive? Quais seus sonhos, expectativas, habilidades ou a falta delas?
(Wilhelm Dilthey é primeiro a formular a dualidade de "ciências da natureza e ciências do espírito", que se distinguem por meio de um método analítico esclarecedor e um procedimento de compreensão descritiva.) O que é espírito? Mente? Conjunto de mente, emoções e sensações? – O que dizer para uma pessoa de inteligência religiosa precário que seu problema reside também num processo obsessivo externo – a ação de uma mente externa sobre a sua?
Compreensão é apreensão de um sentido, e sentido é o que se apresenta à compreensão como conteúdo. Como medicar uma pessoa que não foi estudada e sentida?
Só podemos determinar a compreensão pelo sentido e o sentido apenas pela compreensão. Se não estudarmos o doente como ajudá-lo a compreender a origem de seus problemas – sem eliminar a causa; imaginar que os efeitos vão desaparecer é esquizofrenia.
As ciências médicas da atualidade são esquizofrênicas?
Heidegger, em sua análise da compreensão, diz que toda compreensão apresenta uma "estrutura circular". "Toda interpretação, para produzir compreensão, deve já ter compreendido o que vai interpretar". O cerne da teoria de Heidegger está, todavia, na ontologização da compreensão e da interpretação como aspectos do ser do ente que compreende o ser, o "Dasein".
Estruturas básicas da compreensão (inclusive do processo de saúde/doença/cura)
• Estrutura de horizonte: o conteúdo singular é apreendido a partir da totalidade de um contexto de sentido, que é pré-apreendido e co-apreendido (no caso; necessidade de uma educação de berço mais ética; de uma formação médica mais humanizada – seguida de uma valorização da pessoa; para apenas depois saber como ajudá-la a se curar).
• Estrutura circular: A compreensão acontece a partir de um movimento de ir e vir entre pré-compreensão e compreensão da coisa, como um acontecimento que progride em forma de espiral; na medida em que um elemento pressupõe outro; e ao mesmo tempo faz com que se possa ir adiante; e sem pressa; pois, pouco adianta a pré compreensão da doença; se não queremos despender tempo para ajudar na cura).
• Estrutura de diálogo: A compreensão sempre é apreensão do estranho e está aberta à modificação das pressuposições iniciais diante da diferença produzida pelo outro (o texto, o interlocutor – em se tratando de doenças e doentes; cada caso é um caso – nesse ponto novamente a homeopatia leva vantagem ao tratar doentes e não doenças).
• Estrutura de mediação: A compreensão visa um dado que se dá por si mesmo, mas a sua apreensão faz-se pela mediação da tradição e da linguagem. Muitas pessoas têm sua qualidade de vida detonada pela notícia feita de forma mecânica – ou quando lêem exames que não compreendem ou buscam informações isoladas na Internet.
Os costumes, cultura e etnias são alguns dos aspectos fundamentais para se ter uma legítima interpretação do texto – Conhecer quem é aquela pessoa pode fazer toda a diferença na tentativa de se conseguir uma cura definitiva ou uma melhor substancial na qualidade de vida.
Explicação e compreensão
Segundo Wilhelm Dilthey, estes dois métodos estariam opostos entre si: explicação (próprio das ciências naturais) e compreensão (próprio das ciências do espírito ou ciências humanas):
"Esclarecemos por meio de processos intelectuais, mas compreendemos pela cooperação de todas as forças sentimentais na apreensão, pelo mergulhar das forças sentimentais no objeto."
Paul Ricoeur visa superar esta dicotomia. Para ele, compreender um texto (no caso, um doente) é encadear um novo discurso no discurso do texto. Isto supõe que o texto seja aberto (que uma boa propedêutica tenha sido feita).
Ler é apropriar-se do sentido do texto (avaliar, estudar, discutir com o próprio interessado). De um lado não há reflexão sem meditação sobre os sinais e as evidências; do outro, não há explicação sem a compreensão do mundo e de si mesmo.
Resumindo:
Procure saber se o seu médico é especialista em Propedêutica, Hermenêutica, Tecnêutica ou em Enrrolonêutica ou em Economêutica.
Não é difícil saber – basta atenção e um mínimo de QI.
Questões interessantes a serem observadas:
Quem pediu os exames? Você ou o seu médico?
Ele lê os exames ou os estuda?
Dica:
Você é uma pessoa Tecnêuta ou Hermenêutica?
(Continua).
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