POR QUE O TEMOR DE PERDER SE NADA TE PERTENCE?
Nesta dimensão da vida tudo é transitório exceto as CONQUISTAS
negativas e positivas que fazemos ao longo da HUMANIZAÇÃO.
OS desejos do EGO transformados em APEGO criam uma tensão
entre os de posse, permanência e a natureza transitória do que existe, gerando
EXPECTATIVAS, FRUSTRAÇÕES, ANSIEDADE DOENTIA, ANGÚSTIA, PÂNICO...
Vivemos imersos em pronomes possessivos que não se encontram
apenas na nossa forma de nos expressarmos, estão entranhados em nossa maneira
de existir que molda nosso destino.
Por exemplo, DIZEMOS: Meu isso,
meu aquilo e até nos apossamos do Divino com o Meu Deus!...
O curioso é que essas pequenas palavras, aparentemente
inocentes, estruturam silenciosamente a arquitetura emocional da nossa vida.
Elas nos dão a sensação de pertencimento, de continuidade, de alguma forma de
estabilidade dentro da aparente imprevisibilidade do mundo e carregam a semente
do MEDO da perda do que quer que seja...
Se olharmos com a rara HONESTIDADE ÍNTIMA, perceberemos algo
desconcertante: sabemos, em algum nível silencioso, que nada é realmente nosso.
Sabemos que as pessoas não podem ser retidas pelo tempo: que os dias passam sem
pedir licença; que o corpo muda; que as circunstâncias se alteram, que o mundo
não foi construído para permanecer imóvel ao redor de nossos desejos. E ainda
assim nos apegamos. Talvez porque o apego seja profundamente humano. Talvez
porque a consciência da impermanência seja uma verdade difícil de habitar
plenamente. Os pronomes possessivos parecem nos habitar. e se instalam em nossa
linguagem antes mesmo de refletirmos sobre eles. Crescemos dizendo meu e
minha, como se isso fosse suficiente para fixar as coisas no tempo; mas o tempo
e as Leis da Vida não se impressionam com palavras e seguem silenciosos, nos lembrando
que tudo o que chamamos de nosso é, apenas algo que nos acompanha por um breve
trecho na Humanização.
Ela não exige que abandonemos nossos afetos e amores, nem
que deixemos de chamar alguém de meu amigo, minha família, minha vida. Somos
humanos demais para viver sem essas expressões e talvez possamos carregá-las
com um pouco mais de lucidez; pois é possível lembrar, em algum lugar discreto
do pensamento, que aquilo que chamamos de nosso é apenas algo que o tempo nos
permite acompanhar por um período incerto. Os encontros são provisórios. As
alegrias são transitórias. Os caminhos se cruzam e depois se afastam e deixam
como POSSE apenas o valor da experiência e que estamos apenas atravessando
momentos e acontecimentos que nos visitam por algum tempo. Algo parecido com o
sentimento do AMOR que como o vento que passa pelo rosto; nós o sentimos,
sabemos que esteve ali, mas nunca poderíamos dizer que foi nosso.
COMO COSTUMA SE DESAPEGAR - CONDIÇÃO NECESSÁRIA PARA
ALCANÇAR A PAZ E A FELICIDADE?


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