sexta-feira, 20 de março de 2026

 



POR QUE O TEMOR DE PERDER SE NADA TE PERTENCE?

Nesta dimensão da vida tudo é transitório exceto as CONQUISTAS negativas e positivas que fazemos ao longo da HUMANIZAÇÃO.

OS desejos do EGO transformados em APEGO criam uma tensão entre os de posse, permanência e a natureza transitória do que existe, gerando EXPECTATIVAS, FRUSTRAÇÕES, ANSIEDADE DOENTIA, ANGÚSTIA, PÂNICO...

Vivemos imersos em pronomes possessivos que não se encontram apenas na nossa forma de nos expressarmos, estão entranhados em nossa maneira de existir que molda nosso destino.

Por exemplo, DIZEMOS: Meu isso, meu aquilo e até nos apossamos do Divino com o Meu Deus!...

O curioso é que essas pequenas palavras, aparentemente inocentes, estruturam silenciosamente a arquitetura emocional da nossa vida. Elas nos dão a sensação de pertencimento, de continuidade, de alguma forma de estabilidade dentro da aparente imprevisibilidade do mundo e carregam a semente do MEDO da perda do que quer que seja...

Se olharmos com a rara HONESTIDADE ÍNTIMA, perceberemos algo desconcertante: sabemos, em algum nível silencioso, que nada é realmente nosso. Sabemos que as pessoas não podem ser retidas pelo tempo: que os dias passam sem pedir licença; que o corpo muda; que as circunstâncias se alteram, que o mundo não foi construído para permanecer imóvel ao redor de nossos desejos. E ainda assim nos apegamos. Talvez porque o apego seja profundamente humano. Talvez porque a consciência da impermanência seja uma verdade difícil de habitar plenamente. Os pronomes possessivos parecem nos habitar. e se instalam em nossa linguagem antes mesmo de refletirmos sobre eles. Crescemos dizendo meu e minha, como se isso fosse suficiente para fixar as coisas no tempo; mas o tempo e as Leis da Vida não se impressionam com palavras e seguem silenciosos, nos lembrando que tudo o que chamamos de nosso é, apenas algo que nos acompanha por um breve trecho na Humanização.

Ela não exige que abandonemos nossos afetos e amores, nem que deixemos de chamar alguém de meu amigo, minha família, minha vida. Somos humanos demais para viver sem essas expressões e talvez possamos carregá-las com um pouco mais de lucidez; pois é possível lembrar, em algum lugar discreto do pensamento, que aquilo que chamamos de nosso é apenas algo que o tempo nos permite acompanhar por um período incerto. Os encontros são provisórios. As alegrias são transitórias. Os caminhos se cruzam e depois se afastam e deixam como POSSE apenas o valor da experiência e que estamos apenas atravessando momentos e acontecimentos que nos visitam por algum tempo. Algo parecido com o sentimento do AMOR que como o vento que passa pelo rosto; nós o sentimos, sabemos que esteve ali, mas nunca poderíamos dizer que foi nosso.

COMO COSTUMA SE DESAPEGAR - CONDIÇÃO NECESSÁRIA PARA ALCANÇAR A PAZ E A FELICIDADE?

 

 

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