ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE DOR E SOFRER
PODE HAVER DOR SEM SOFRER E SOFRIMENTO SEM DOR?
Quando o Mestre nos legou a máxima: Bem aventurados
os aflitos; Ele não sinalizou que o sofrer seja o melhor caminho para progredir;
como muitos gostaram de entender – Apenas indicou que o sofredor já está no
período de colheita das escolhas; daí, em melhor situação do que aquele que
ainda está na fase de plantio de opções inadequadas; pois, a sensação de sofrer
é um convite á reflexão; a pessoa já pode usar a inteligência ao parar para
pensar e fazer as devidas correções de rumo; caso deseje; sempre.
Se o sofrer for usado com entendimento pode levar à
reparação.
O que denominamos dor:
Sensação
que pode ser gerada no corpo físico e que envolve reações químicas, condutores
de impulsos elétricos e bioelétricos; e que pode ser classificada sob vários
ângulos:
· Segundo o tempo: aguda ou
crônica.
· Quanto ao caráter: pontada,
agulhada, constritiva, lancinante, surda, em queimação etc.
· Local ou irradiada
· Segundo a periodicidade:
intermitente, repetitiva, ocasional.
· Conforme a intensidade:
forte ou fraca.
Algumas considerações entre sentir dor e sofrer:
Para a
maioria sentir dor e sentir-se sofrendo ainda parece ser a mesma coisa. Qual a
diferença? E, de que adianta conhecer a diferença?
Será que a
dor é sensação localizada e o sofrer é algo sem localização definida? A dor não
depende da vontade da pessoa e o sofrer depende?
A dor no tempo e no espaço:
Como
podemos situar a dor e o sofrer na lei de causa e efeito?
Como seria a dor e o sofrer, numa relação de tempo
passado, presente e futuro?
O corpo
físico são as escolhas. Representa o passado.
As
sensações ou emoções são o presente.
O
pensamento é o vir a ser ou o futuro.
A dor é
momento, é sensação...
O sofrer é
esse momento, prolongado pela própria vontade.
A dor é
real, pois pode ser sentida agora.
O sofrer
pode ser real ou imaginário, é o vir a ser.
A dor pode
transformar-se num sofrer, que pode vir a ser novamente dor, que pode retornar
a ser sofrer, e virar de novo dor, eternamente.
Tudo depende do querer?
Nossas
dores, e ou, nossa capacidade de sentir o sofrimento hoje, foi produto das
escolhas do passado e a capacidade de sofrer e de manter o estado de sofrimento
é o futuro do ontem não modificado hoje.
A dor não
resolvida de hoje é o sofrer de amanhã...
Parece complicado, mas não é: reflita; estude;
escolha; re/escolha. Tudo depende de nós, de nossa vontade de reformar escolhas
e a personalidade.
O sofrer pode parecer objetivo
Quando
diretamente ligado à dor física o sofrer assume um caráter objetivo, aparentemente, definido e concreto.
Pois, dá a impressão de estar localizado no corpo físico.
Como: o sofrer por causa da dor de cabeça, de
estômago, de dente, uma artrite. Um sofrer que dura enquanto durar a dor. Dessa
forma, o sofrer assume com mais clareza um caráter de dor quando relacionado à
dor crônica, e sua intensidade está diretamente ligado a algumas
características da personalidade do sofredor como a impaciência e a
intolerância, que são capazes de realimentar a dor e amplificar o sofrer. Dores
crônicas indicam retardamento voluntário de reforma íntima – Sempre; sem
desculpas nem justificativas.








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