SÉRIE A PAZ COMEÇA DENTRO DE CASA
POST 2
Continuando...
Querer não é poder; é preciso saber querer e contar com o concurso do tempo e do trabalho...
Como tudo que envolve o ser humano a paz não
se consegue numa canetada de um decreto, com teorias mirabolantes ou num passe
de mágica, é conquista de dia a dia, de respeito pela própria vida e pela vida
do outro. Alcançaremos um estado de paz relativa, quando nos lares não houver
mais:
·
Guerra pelo poder de controlar
·
Competição
·
Mentiras
·
Traições
·
Violência verbal
·
Agressão física
Desse ponto em diante todas as lutas sociais em prol da paz serão
vitoriosas.
Ainda é do nosso feitio usar palavras e frases sem parar para pensar no seu
significado real; uma das muitas que usamos relacionadas ao tema:
“Sou uma
pessoa muito boa e pacífica, desde que não pisem no meu calo, desde que não
mexam comigo!
Ser
manso e pacífico é diferente de estar em paz...
Muitas vezes de forma provisória aparentamos qualidades que ainda não conquistamos, pois que, sob a ação anestésica das justificativas.
Diferente de apenas estar, ser manso e
pacífico é um estágio definitivo de conquista,
no qual o indivíduo não ofende nem se sente ofendido, e vive num estado de
ausência de violência sem precisar explicar nem justificar atitudes. Não
precisa pedir perdão nem perdoar.
Na fase de não/violência ou estar em paz, ainda precisamos perdoar e sermos perdoados de forma condicional num primeiro estágio e depois incondicional numa fase mais avançada. Nosso processo de humanização é lento e gradual; ao tentar conter impulsos agressivos o ser humano troglodita que ainda habita em nós, dá início ao processo de humanização verdadeira, passo a passo. Outra besteira que tomamos como verdade: afirmar que o homem agressivo e violento é animalizado. É preciso que fique claro que o animal não é agressivo; apenas se defende quando é ameaçado de alguma forma; suas reações são puramente instintivas; exceto nos que convivem há muito tempo com o homem (os chamados animais domésticos) estes possuem uma capacidade de captação subconsciente muito mais poderosa até do que o das crianças pequenas, tanto que adotam com o passar dos anos, o “ar ou o jeitão dos donos” e, assimilam também algo da forma de reagir das pessoas com as quais convivem e podem se mostrar agressivos ou dóceis (Quem chama uma pessoa agressiva e violenta de animal está cometendo uma injustiça).
Ao analisarmos com isenção nosso comportamento
íntimo no tocante ao pensar, sentir e agir estamos a caminho de nos tornarmos
agentes de pacificação...
Do resumo dos poucos itens inicialmente
colocados em quais deles ainda me encontro?
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