sexta-feira, 24 de abril de 2026

 


CUIDADO COM O MEDO DE SENTIR MEDO...

 

Pessoas tristes, angustiadas, em depressão, sob o domínio de um medo tão intenso que cause pânico sempre houve em todas as épocas; apenas, nunca como atualmente.

Antes, para nos sentirmos assim, quase sempre havia uma explicação lógica, um fato mais ou menos palpável; hoje, boa parte dos que se sentem dessa forma não conseguem arrazoar com clareza os motivos.

 

A sensação de que nós ficamos mais lentos a cada dia; tentando viver num mundo onde a rapidez é a tônica; nos deixa assustados e, a cada dia que passa (tão rápido), sentimos mais dificuldades para cumprir com nossos afazeres, responsabilidades, divertimentos e prazeres. É como um tipo de paralisia que nos dificulta viver, sufoca, trava, cala...

 

Primeiro nossa mente dispara, o cérebro não obedece ao comando de parar e as ideias nos atropelam; daí, começamos tudo e pouco finalizamos; então travamos.

E já estamos travando de muitas formas.

No terreno da afetividade quantas pessoas a chorar sem claros motivos.

No campo psicológico, tristezas, medos e angústias inexplicáveis.

O corpo está cada dia mais pesado, dolorido e doente.

Aumenta a cada dia o número de desadaptados e pouco úteis para si e para o mundo.

 

Por que será que tentamos desistir de continuar a incrível experiência da aventura de viver?

Estaremos doentes, frustrados, desalentados, enfadados, entediados de tentar descobrir o que preferimos?

Será que optamos por aguardar sem decidir esperando no que vai dar?

Temos muitas vontades, mas não sabemos do que.

Desejamos ir, mas não conhecemos o destino.

Quem poderá nos ajudar?

 

Qualquer situação ou experiência que envolva o ser humano pode ser observada segundo múltiplas formas e focos diferentes: sociais, econômicos, médicos, religiosos, psicológicos, eletrônicos etc.

Muito se tem escrito e falado sobre esses problemas, mas sou da opinião que as causas reais que lhes dão origem não são focadas como seria necessário; e a resolução definitiva do problema dá a impressão de estar longe de acontecer, já que está centrada num diagnóstico incompleto do ser.

 

A cada dia fica mais evidente o fim da Era das pílulas mágicas; e que, sem mudar o jeito de viver e a visão de mundo será pouco provável que consigamos resultados eficientes e definitivos.

O estilo de vida atual conduz as pessoas rapidamente do concreto ao abstrato, tirando-lhes o chão, fazendo com que percam a antiga estrutura e mergulhem no caos íntimo e coletivo que tanto tememos.

   

Inevitável que a bagunça mental e afetiva terminasse no organismo físico e o medo gerado pelas palpitações, coração a mil, sensação de desmaio; sufoco; aperto no peito; e de morte eminente - levem as pessoas à quase loucura e a um medo apavorante: o medo de sentir medo e de vivenciar de novo essas sensações e de novo e de novo.

 

Sair dessa armadilha não é simples – entrar é fácil; tal e qual entrar naqueles labirintos de espelho dos parques de diversão – lindos e atrativos por fora; mas depois de estarmos lá dentro, sempre é possível achar a saída – porém, não é fácil.

 

Detectar as prováveis vítimas do pânico é fácil e pode ser feita desde os primeiros meses de vida – durante a existência os avisos são constantes de medo fora do contexto, mas, ninguém liga...

 

 

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

POR QUE EMAGRECER SE TORNOU UM ATO DE CONTRACULTURA?


O processo de engorda está inserido no DNA cultural da maioria dos povos.

Crianças gordinhas dão status de pais bem-sucedidos.

Depois adultos magros são pessoas top; de sucesso; melhor amadas.

 

Pensamos lento e a informação chega cada vez mais rápido; submetendo as pessoas aos apelos do consumo e “entupimos” nossas crianças com proteínas lácteas e vitaminas suplementares: originando as alergias, disfunções, obesidade que antes se resolvia no estirão da puberdade - hoje, com a ajuda do estresse, boa parte dos jovens apresentam um modelito de corpo que parece uma beringela ou uma pêra – e jogam um game chamado: A guerra das balanças.

 

A pressão emocional verbalizada ou não canalizada sobre a criança para que coma é intensa e doentia e, favorece o apetite seletivo. Chega-se ao absurdo de premiar o ato fisiológico de comer. “Se comer tudo, eu te dou isto, se comer determinado alimento, te dou aquilo”! (propina é a matriz da corrupção?)

 

Na vida contemporânea o estresse crônico mais a ansiedade doentia sob a batuta de velhas crenças condenam algumas crianças a uma luta inglória contra a obesidade que recebeu o nome politicamente correto de sobrepeso. A ferramenta de tortura chama-se: balança. Melhor levar essa luta com bom humor; um amigo meu apelidou carinhosamente sua balança de banheiro de “Ferrari” – vai de zero a cem em dois segundos...

 

A cultura da engorda ainda continua.

Numa sociedade de normais emagrecer é um ato de contracultura; punível com a discriminação.

Aí daquele que conseguir a façanha de emagrecer rápido; logo os outros passam a olhá-lo de soslaio: Coitado deve estar com muitos problemas! - Será que é câncer ou HIV?

Ou será que é ao contrário: Nossa como aquela pessoa engordou! Deve estar com problemas! Nadando em ansiedade! Coitada!

Dizem que está começando a faltar comida – mas, ao mesmo tempo aumenta a olhos vistos o número de pessoas com sobrepeso. Conseguimos a multiplicação das calorias?

Ah! - Não é permitido sair dos padrões! – Apenas isso.

Realmente visto de fora, nossa planetinha azul é um belo hospício?

 

 

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

 

É POSSÍVEL “INVENTAR” UMA DOENÇA? 

Esse fato, é mais comum do que podemos imaginar. Apenas, é preciso que fique claro que não é um mecanismo consciente. Quem inventa uma doença aprendeu a fazer isso, e não é uma fingida, cara de pau. Antes que qualquer invenção se torne uma realidade concreta, foi algo abstrato, um pensamento, uma idealização ou um aprendizado, seguido de ação repetida muitas vezes, incontáveis.

Duas situações podem ser anexadas ao raciocínio em questão desencadeando ou agravando:

- Hipocondria.

Doença mental que acomete pessoas excessivamente preocupadas com seu próprio estado de saúde, sem razão para isso, em alguns casos pode haver manifestação de sintomas não associados a doenças específicas. Sentimento de tristeza, melancolia; abatimento, prostração.

Essas pessoas apresentam um medo contínuo e irreal de estarem gravemente doentes e, quando realmente estão, tendem a aumentar os sintomas.

Uma pessoa com hipocondria costuma apresentar comportamentos:

·        Preocupa-se que os menores sintomas e sensações físicas podem significar uma doença grave

·        Procura médicos repetidamente ou faz exames complexos com frequência, como ressonâncias magnéticas e ecocardiogramas

·        Troca de médico constantemente, sempre buscando uma segunda opinião que indique uma condição grave

·        Fala diversas vezes sobre seus sintomas ou das doenças de que suspeita ter

·        Checa frequentemente o corpo em busca de problemas, como os sinais vitais, pulsação ou pressão arterial

·        Pensa ter uma doença só de ler ou ouvir sobre ela.

Neste processo de vida a mil por hora com excesso de informações pode ocorrer a materialização da doença.

- Somatização.

Construção física de um desequilíbrio biológico e/ou psíquico. Ou seja, se a nossa mente e o corpo estão desregulados e se materializam no organismo.

Na sociedade atual saúde tem pouco valor até que seja perdida e conforme coloquei no livro “Não ensine a criança a adoecer” – Ed. EBM a doença pode ser usada para ganhos afetivos, justificativas, sequestrar energia vital ou punir os em torno.

E como diz o ditado: “Quem procura acha” é melhor passarmos a valorizar a saúde ao invés da doença.

Quantas doenças acha que já inventou?



 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

 

VIOLÊNCIA E AGRESSIVIDADE EM ALTA:

A INFÂNCIA É ÉPOCA ESPECIAL PARA SE IDENTIFICAR TENDÊNCIAS INATAS DE AGRESSIVIDADE E ATÉ CRUELDADE?

A criança exterioriza com mais clareza tendências e impulsos, pois suas atitudes obedecem a um padrão de controle predominante subconsciente.

Isso permite que os agressivos e violentos de nascença sejam identificados e estudados.

A forma de chorar do bebê já é um indício.

Mais adiante, as que gritam muito.

A gesticulação, o tom de voz.

Empurram, batem, mordem, chutam, arranham, puxam os cabelos com a maior naturalidade quando seus interesses são desconsiderados.

Algumas crianças são violentas mesmo sem que tenham sido contrariadas, outras, até exibem potencial para a crueldade.

Muitas, logo que aprendem a falar manifestam a tendência para a agressão verbal, por exemplo, ao apontar de forma impiedosa os defeitos físicos dos colegas e das outras pessoas.

Agridem ao colocar apelidos que visam apenas diminuir a autoestima dos outros. Excluem dos grupos os mais fracos, diferentes ou não agressivos. Hoje os adolescentes e os adultos aplicam isso de forma subliminar intensa na NET. 

A vida em família é o primeiro e, um ótimo posto de observação.

SE OS PAIS ESTUDASSEM OS FILHOS O MUNDO SERIA OUTRO?

Aquele tão sonhado onde impera a paz, somente pode ser atingido quando houver fortes mudanças no conteúdo e na forma da educação/instrução.

Apenas quando pais e mães andarem com papel e lápis na mão estudando as reações, os impulsos, as tendências agressivas e violentas das crianças para que possam ajudá-las a se modificar é que as soluções serão possíveis.

Alerta.

É urgente abandonar a técnica de bancar o avestruz e fingir que tudo isso é da fase, e que vai passar um dia. Que algum terapeuta vai reprogramar a cabeça da criança em algumas sessões. Ou que algum remédio mágico vai dar jeito. Isso é fantasia alimentada pelo despreparo gerado pela cultura em andamento.

É urgente reformar alguns paradigmas trazendo luz ao raciocínio; entender que não há justificativas plenas externas ao indivíduo para a agressividade e atitude violenta; lógico que o meio influencia, mas, não são as situações nem os estímulos que as criam; apenas as reforçam ou desencadeiam.

A PAZ COMEÇA DENTRO DE NÓS:

Nossos IMPULSOS, contidos ou não, apontam a agressividade a ser trabalhada antes que cause desatinos externos ou íntimos como algumas SOMATIZAÇÕES corriqueiras do tipo cefaleias, enxaquecas, gastrite e até mais graves estilo enfarte, AVC...





Na sua opinião a AGRESSIVIDADE humana aumentou ou diminuiu?

quinta-feira, 16 de abril de 2026

 

O QUE A TIMIDEZ TEM A VER COM O MEDO?

     A timidez social, que poderia parecer fora de moda num mundo de alta competitividade e de grande exposição na mídia, estaria, na verdade, em franco crescimento. Esse é outro dos paradoxos humanos, pois devido ao próprio desenvolvimento da tecnologia com o surgimento de novas formas de comportamento as pessoas hoje passam muito tempo diante das mídias de ação rápida o que proporciona contatos virtuais interativos em larga escala; embora possa levar à diminuição dos contatos sociais e tem como consequência natural um menor desenvolvimento das habilidades interativas e o enfraquecimento dos vínculos afetivos. 

     A timidez social cresce como uma praga e hoje já atinge quatro em cada dez pessoas, talvez a cada dia mais.

É um problema que limita e que rouba oportunidades, pois os tímidos têm as suas opções diminuídas, o que necessariamente não significa que os tímidos sejam mais infelizes que os outros, mas suas escolhas são mais pobres e limitadas e no mercado da vida o tímido sai perdendo, até nas suas escolhas amorosas.

    A timidez pode ser inata como característica de personalidade, mas que sofre aumento ou diminuição considerável dependendo do ambiente em que a criança cresce.

O tímido tem uma preocupação exagerada que beira o MEDO de como é visto e coloca um peso muito grande na opinião do meio social. Isso, pode piorar se a família tem por hábito fazer comparações entre filhos ou com outras pessoas. O potencialmente tímido somado ao sentimento de menos valia pode tornar-se um “desajustado social”. E esse MEDO pode se tornar matriz para vários outros distúrbios como aumento da Ansiedade doentia, pânico, sensação de menos valia e muitos distúrbios de SOMATIZAÇÃO...



NÃO HÁ COMO RESOLVER A TIMIDEZ SEM EDUCAR O MEDO COM ENFRENTAMENTO?

 

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