domingo, 10 de outubro de 2010

O FOCO DA TUA CONSCIÊNCIA NO PALCO DA VIDA




VOA.
Fecha os olhos.
Mergulha nas tuas lembranças.
Imagina um grande teatro azul.
O teatro Terra.
Estás de frente para um palco.
O palco da tua vida.
Vais assistir a uma peça: a vida de fulano de tal... (a tua).

No palco se encontram muitos personagens teus conhecidos e desconhecidos.
De repente um facho de luz se acende.
É um foco.
Ganhastes a responsabilidade de manejar esse foco e de dar-lhe a intensidade e o colorido que desejares.
Tu estás no comando.

No começo é pura diversão, uma grande brincadeira, é a fase das descobertas, e tu atiras o foco de uma cena a outra, de um personagem a outro, freneticamente, a esmo.
Logo começas a pegar o jeito e aprendes que, onde puseres o foco é lá, bem lá, naquele ponto, é que as coisas acontecem: os personagens se movimentam, diálogos acontecem, desenvolve-se uma trama; que até tem um conteúdo: drama, comédia, terror.

Com uma dose de espanto descobres que:
Tudo que sai do foco: some.
Ou não?
Fica escondido, porém não deixa de existir, continua lá, esperando a volta do foco para recomeçar (fica envolto na escuridão da inconsciência). Percebes que junto, bem próximo ao foco, é possível divisar algumas coisas, um tanto enevoadas; mas, é possível perceber que se pudessem; elas pulariam na direção do foco da consciência (lembranças guardadas na quase/escuridão do subconsciente).
Uma dúvida: será que tudo o que estiver fora do foco naquele momento pára, descansa, fica imobilizado, até o retorno dos refletores da atenção da consciência?
O espetáculo que não está no palco principal (foco da consciência) pára?
Continua a ter vida própria na dimensão das lembranças?
Existe eternamente?
Quem puder respondê-la, que o faça...

Outra descoberta que desconcerta: quando tu deixas de manejar o foco usando a própria vontade; ele parece quebrado e retorna a um ponto específico, repetidamente (idéias fixas).

Tu costumas delegar a outros o manejo do teu foco?

Aprender a manejar o foco da consciência faz toda a diferença no teatro da vida humana.
Quem maneja o seu foco comanda o próprio espetáculo.
Faz com que a vida aconteça e torna-se ao mesmo tempo: roteirista, diretor, ator, contra-regra, tudo que tem direito.

Aprende a manejar o foco da tua consciência de forma planejada.
Arquiteta. Escolhe. Decide. Atua.
Nossa vida deve obedecer a um roteiro previamente traçado.
No entanto, quando descobrimos isso, já existe um roteiro em andamento a ser adaptado, melhorado. Quer queiramos ou não, já estamos expostos no palco da vida seguindo um roteiro, feito na base do improviso (destino); que traçamos sem consciência plena do que fazíamos; e, é impossível ignorá-lo, esquecê-lo ou debandar. Então, a melhor coisa a fazer neste momento é usar e abusar da criatividade para adaptar o velho roteiro (passado); aos nossos desejos e conhecimentos atuais para criarmos, hoje, o roteiro do espetáculo a ser apresentado, amanhã.
Melhor nos prepararmos para o futuro.
A platéia é exigente; o patrocinador da vida; também...

Milhares de olhos estão nos observando.
Outros milhares de ouvidos estão nos escutando.
Um número incontável de cérebros está tentando devassar nossas intenções; julgar nossas qualidades ou a falta delas...
A casa está lotada de espectadores; alguns nós podemos ver e sentir; outros não. No entanto; todos podem nos aplaudir ou nos vaiar, atirar flores, arremessar objetos, pensamentos, idéias e, o que se passa nos seus corações.

Adaptado o roteiro, após decidir com clareza o que queremos que aconteça; basta colocar ali o foco da consciência; para comandar o espetáculo.

Definir o estilo é importante.
É preciso definir se a história de nossa vida vai ser uma comédia, um drama, uma guerra, um pastelão, uma história de amor.

Quem nós vamos convidar para serem nossos coadjuvantes?
Vamos aceitar palpites e roteiristas de fora?

Vamos delegar a direção para quem?

A isso, a essa coisa tão simples; nós podemos chamar: a arte de viver bem; consigo mesmo e com os outros.

Palmas para nós...

Sinta-se abraçado.
Quero um autógrafo teu.

Um comentário:

tomikim disse...

Olá Américo!

Aplausos, aplausos...
...simplesmente, maravilhoso!!!!

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